Harper podia matar qualquer coisa que cruzasse seu caminho.
Nada melhor para o ataque dos nervos do que jogar Playstation e chutar algumas bundas com Battlefront12 enquanto esperava Dex pegar ela.
Era uma gamer13 desde a adolescência – para desgosto de Anthea – e se não fosse pelos gêmeos e Em tomarem todo seu tempo, ela provavelmente seria uma daquelas tristes moradoras de porão vestindo trajes manchados, cercada por caixas de comida e de água engarrafada do chão ao teto no caso do apocalipse zumbi realmente acontecer, enquanto estivesse em busca de amigos on-line em World of Warcraft14.
Agora mesmo, era bom explodir algo. Dava algo para pensar.
O Sydney Smoke perdeu o jogo na noite anterior, mas ainda conseguiu marcar quatro gols. O que significava que ela teria que olhar Dex nos olhos quando chegasse ali, sabendo que ele sabia exatamente o que fez durante aqueles oitenta minutos.
Na sexta e até o dia anterior à noite em meio a tudo isso, foi emocionante realizar um ato tão ilícito na privacidade de seu próprio apartamento. Erótico. E... libertador. Mas ter que enfrentar Dex sabendo que ele sabia o que fez? Era totalmente diferente.
Ouviu uma batida na porta. Os dedos repentinamente sem firmeza pararam o jogo antes que o controle batesse na mesa de centro.
12 Star Wars Battlefront é um jogo de tiro em primeira e terceira pessoa para vídeo game, baseado na franquia Star Wars.
13 Ou "gameplayer" se refere a alguém que joga RPG. Entretanto, mais recentemente o termo tem crescido e incluído os jogadores de video games.
14 Também conhecido pelo acrônimo WoW, é um jogo de RPG on-line com muitos jogadores ao mesmo tempo, lançado em 2004. O jogo se passa no mundo fantástico de Azeroth, introduzido no primeiro jogo da série, Warcraft: Orcs & Humans, lançado em 1994.
Dex. Cinco horas. Em ponto. O calor inundou o rosto de Harper.
Deus. O que ela estava fazendo com ele? O que ele estava fazendo com ela?
Uma segunda batida tirou ela de sua inércia. Ela levantou do sofá automaticamente, as pernas se movendo mecanicamente para porta.
Pensamentos giravam em círculos em seu cérebro como um pião.
Fique tranquila. Você é adulta. Vocês são adultos. Está solteira. Ele é solteiro. Pode jogar jogos sexuais. Não fez nada de errado.
— Ei. — Disse ele, quando ela abriu a porta, uma grande mão deslizando para o alto no batente da porta, seu olhar especulativo enquanto a olhava de cima abaixo de um jeito que não deixava a menor dúvida sobre o que ele estava pensando.
— Ei. — Respondeu, um pouco sem fôlego por seu sorriso sujo.
Ela tinha o desejo louco de se inclinar para frente e beijar ele na bochecha. Como uma saudação. Afinal, ficou nua e se masturbou na noite anterior – quatro vezes – porque ele pediu. Mas algo a impediu.
Beijar ele na bochecha? Isso parecia um pouco... familiar.
Ela não sabia se tinham esse tipo de relacionamento.
Então o olhou em vez disso. Como ela, ele vestia uma calça jeans e camiseta – traje perfeito para o filme drive-in que assistiriam. Sua camisa era cinza clara, seu jeans um azul suave que parecia ter muito mais tempo de uso que um design. Seu sorriso era suave, sua barba áspera e ele cheirava como se tivesse mergulhado em açúcar e canela.
Seu churros pessoal.
Mesmo o leve inchaço em seu olho esquerdo, onde recebeu uma cotovelada na noite passada, aumentava sua atração sexual.
Ele usava o inferno de tudo isso.
— Dói? — Perguntou, acenando com a cabeça para o ferimento.
Ele balançou a cabeça enquanto pressionava ao redor.
— Não. Já passei por pior.
Ela viu imagens suficientes dele on-line com sangue saindo de sua cabeça para acreditar.
— Vou pegar minha bolsa.
Ele assentiu e Harper percebeu que a seguiu até o apartamento.
Consciente de seu olhar fazendo um buraco no traseiro de seu jeans.
Queria ter vestido uma camiseta mais comprida agora. Mostrar a bunda que ele já confessou gostar pareceu uma boa ideia algumas horas atrás, mas agora que estava a dois passos atrás dela, não tanto.
Harper estava pegando sua bolsa na sala quando ele disse:
— Agora isso é o que eu chamo de televisão.
— Oh... sim. — Ela comprou especificamente com seu hábito de jogo em mente. Também tinha grandes telas duplas para seus jogos online.
O jogo que ela estava jogando ainda estava congelado na tela e caminhou em direção a ele para desligar.
— Isso tem o que? Setenta polegadas?
— Oitenta.
Ele colocou as mãos nos quadris e olhou para ela.
— Você sabe como intimidar um homem.
Harper bufou. Sabia que Dexter Blake não tinha motivos para se intimidar.
— Seu jogo? — Ele perguntou quando ela pegou o controle.
— Sim.
Ele sorriu.
— Harper Nugent, você só fica mais e mais incrível.
Não era romântico nem florido, mas Harper se aqueceu com todo o elogio, seu peito de repente muito pequeno para conter a onda de
orgulho que se elevava. Ela sorriu, reconhecendo o zelo nos olhos de Dex.
— Você joga também?
— Muito recentemente, embora esteja enferrujado.
— Battlefront? — Ela perguntou, inclinando a cabeça em direção à tela.
— Claro que sim. — Ele olhou para o relógio, os dedos da outra mão tamborilando contra a coxa. — Ainda temos uma hora até sairmos. Quer jogar?
Considerando que ele tinha a vantagem nos jogos que já jogaram, Harper se sentia ainda disposta a participar de um onde se sentisse no controle.
— Claro. — Disse casualmente.
— Você é boa?
Harper encolheu os ombros indiferente quando atravessou a longa e baixa cabine de televisão e puxou outro controle sem fio.
— Consigo jogar direitinho.
Ele estreitou os olhos quando ela passou.
— Você vai chutar a minha bunda, não é?
Ela mordeu o interior de sua bochecha para evitar rir enquanto caminhava para o sofá e se sentava.
— Serei gentil com você, se quiser.
— Eu gostaria. — Disse ele, sentando ao lado dela. O sofá era longo, de três lugares, com almofadas generosas. Ela sentou na beirada, mas no meio e Dex fez o mesmo, cerca de alguns centímetros os separando.
— Claro, você está ferido. — Ela murmurou, se inclinando para frente com os quadris quando, pegou seu controle da mesa de café e
navegou para um novo mapa. — Você quer jogar como um time ou quer que chute sua bunda antes?
Ele riu.
— Venha.
— Tudo bem então. Não diga que não avisei. — Harper sorriu. — Se prepare para ser aniquilado. — Seus dedos se moveram rapidamente sobre o controle enquanto ela configurava. Ela o olhou.
— Está pronto?
Dex se moveu.
— Nasci pronto, baby.
Harper pressionou o jogo e começaram, sentados para frente, ombros curvados, sobrancelhas franzidas. Dex fazia uma coisa fofa com a língua toda vez que estava prestes a atirar. Isso tornou mais fácil para Harper se antecipar, mas ainda demorou vinte minutos para levar ele exatamente onde queria. E se estava enferrujado, então era muito bom.
Ela estava se aproximando dele, indo em direção ao golpe fatal quando ele disse:
— Foi aqui que você fez toda a ação na noite passada?
Harper se assustou com a pergunta inesperada e disparou. Seu homem explodiu. Ela parou o jogo e ele sorriu quando o olhou.
— Você fez isso de propósito, para tentar me tirar do jogo?
— Certamente. — Disse ele, completamente ousado, parecendo um menino de repente. — Funcionou?
Certamente. Sua concentração dispersou agora que foi tirada do mundo virtual para enfrentar o mundo e o homem real sentado ao lado dela.
— Foi, não foi? — Ele insistiu, voltando à sua pergunta original.
Seria útil conseguir encarar, mas o fato de ser, de fato, o lugar onde fez toda a ação, deixou Harper insegura.
— Vejo um rubor que me diz que foi. — Ele olhou para cima e para baixo no sofá, em seguida, de volta para ela, descendo o olhar para sua boca. — Sinto muito, eu poderia ter feito mais do que quatro por você, mas fomos roubados com algumas dessas penalidades.
Harper ficou aliviada pelos Smoke só terem passado a bola essas vezes. Ela não tinha certeza se estava hidratada o suficiente para um quinto orgasmo.
— Então, como foi?
Não havia chance de dizer a ele que a noite passada foi a coisa mais arriscada que já fez. Ou sobre a emoção que manteve sua excitação entre as tentativas.
Ele manteve a vantagem nessa conversa por muito tempo.
Recuperando a compostura, Harper injetou um pouco de firmeza em seu corpo. Ela se inclinou um pouco e abaixou a voz.
— Você quer um... golpe a golpe?
Seu grande sorriso transbordava sexo e confiança.
— Sim.
— Eu filmei se quiser assistir.
Sua súbita quietude e o movimento de sua garganta quando ele se sentou ainda mais à frente, foram gratificantes.
— Você fez?
Harper abaixou a cabeça para o lado e sorriu antes de pressionar e explodir seu último homem em pedacinhos enquanto ele ainda a estava olhando.
— Oops. — Ela se virou para ele e bateu as pálpebras quando Game Over apareceu na tela. — Sinto muito.
Ele riu então. Alto e profundo.
— Você gosta de jogar sujo.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Estou aprendendo a jogar de acordo com suas regras.
Ele sorriu.
— Oh, isso será muito divertido.
Harper revirou os olhos para o prazer óbvio dele.
— Outro?
— Certo. Mas vamos jogar como um time dessa vez. Pelo menos até eu me atualizar de novo. Então chutarei sua bunda, garota.
— Ha! — Harper disse, colocando outro jogo. — Sonhe, Rugby.
Eles não foram ao drive-in. Chegou a hora de sair e estavam no meio de uma batalha contra os insurgentes inimigos, decidiram continuar jogando. Harper pegou duas cervejas e alguns salgadinhos de milho e salsa, então passaram por dezenas de níveis juntos.
A hora do jantar chegou e pediram pizza. Devoraram duas e beberam mais cerveja. Harper não se lembrava da última vez que se divertiu tanto.
Com suas roupas no corpo de qualquer maneira.
Eram dez horas quando chegaram ao terceiro mapa juntos.
— Outro? — Perguntou Harper.
Ele estava recostado no sofá, com as pernas bem separadas naquele modo potentemente casual de homens. Sua camiseta caia plana contra os gomos de seu abdômen, o jeans se agarrava como uma segunda pele, esticando sobre os quadris grossos e a
protuberância que ela sabia ser de tamanho decente na junção de suas coxas. Cada linha e ângulo de seu corpo refletiam um homem relaxado e contente, como um grande gato da selva esticado, todo de pernas soltas, o estômago cheio.
Exceto seus olhos. Não havia nada de satisfeito neles. Estavam muito mais alertas. Muito mais... carnais. Até agora, a única coisa que carregou a atmosfera foi um forte senso de competição. Mas com companheirismo.
Amigo. Isso mesmo.
Mas aqueles olhos a deixavam cautelosa. E um pouco excitada.
— Claro. — Ele disse, ainda casual. — Quer tornar interessante?
— Ah, quer lutar comigo, não é? Se sentindo confiante de novo?
Ele sorriu.
— Acho que terei minha revanche.
Como se ele tivesse perdido.
— Tudo bem então. — Disse, se inclinando para frente, cotovelos sobre os joelhos enquanto estabelecia uma batalha entre os dois.
— Posso sugerir uma variação?
Harper olhou por cima do ombro para ele.
— Uma variação?
Ele assentiu, seus olhos brilhando agora.
— Strip Battlefront é divertido.
Sua respiração parou em algum lugar entre seus pulmões e boca.
— Strip Battlefront?
— Claro. — Ele sorriu. — Eu e os caras jogamos isso o tempo todo.
Ela relaxou um pouco com seu tom de provocação. O pensamento de um bando de jogadores de rugby tirando suas roupas na frente de um videogame era divertido.
— Sério? Isso é engraçado. — Ela pensou. — Nenhum dos meus amigos sugeriu isso.
— Tenho certeza que quiseram.
Harper bufou.
— Duvido. — Ela muitas vezes se reunia com muitos outros amigos gamer e jogava a noite toda.
— Eles são gays?
— Só alguns deles.
Seu olhar caiu brevemente para onde o V de sua camiseta roçava o decote antes de retornar ao seu rosto.
— Então?
Harper sorriu com o elogio. Dexter Blake era bom para seu ego.
— Prefiro cavalheiros.
Foi sua vez de bufar e Harper não teve dúvidas de que Dex achava que seus amigos fossem tolos.
— E sobre suas amigas? — Ele pressionou. — Deve ter jogado algo assim em festas de pijama.
— Claro. — Ela sorriu suavemente. — Logo antes das brigas nuas de travesseiro. — Harper revirou os olhos. — Em seus sonhos, Rugby.
— Você não tem ideia. — Dex sorriu. — Então o que diz? Está pronta para isso?
Harper desejou poder dizer que não. Desejou dizer que ele a chocou e lhe dar um tapa no rosto por sugerir algo tão ultrajante.
Mas dado o que fez nesse mesmo sofá vinte e quatro horas atrás, era provavelmente um pouco tarde para interpretar a puritana.
E Deus a ajudasse, havia algo tão ilicitamente mau sobre esse pensamento.
Ela estava pronta para isso?
A antecipação agitou as fibras musculares profundas em sua pélvis enquanto sua pulsação acelerava. Parecia que, no que dizia respeito a Dex, ela estava preparada para qualquer coisa. Talvez fosse porque sabia que não estavam em qualquer tipo de relacionamento que sentia como se não tivesse que seguir qualquer uma das regras de um relacionamento.
— Você é muito ousado, verdade?
Ele balançou sua cabeça.
— Apenas no campo de rugby e com você, aparentemente.
Harper tentou não deixar que isso lhe subisse à cabeça. Falhou.
— Como se joga?
Seu sorriso lento espalhou calor por seu abdômen e coxas.
— Simples. Toda vez que você perde um homem, perde uma peça de roupa.
Harper fez um inventário mental do que estavam vestindo. Ela tinha um total de quatro itens de vestuário – ambos tiraram seus sapatos. A menos que Dex tivesse um fetiche por roupas íntimas femininas, tinha só três. Duas se estivesse em comando.
Deus. Seu coração pulsou descontroladamente com o pensamento.
Dada à rapidez com que os homens morriam no mundo virtual, ambos poderiam ficar nus rapidamente. Ela precisaria ter cuidado.
Não podia perder seus jogadores. Teria que ser muito cautelosa.
O que era irônico, quando estava fazendo exatamente o oposto no mundo real.
Onde essa porra acabaria, Harper não fazia ideia. Masturbação mútua? Ou mais? Onde quer que fosse, tinha certeza que ultrapassaram a barreira do platônico.
— Como você ganha?
— Como você não ganha? — Ele brincou, mas ficou sério enquanto ela sorria, mas permanecia séria. — O primeiro a ficar nu é o perdedor.
Harper calculou que, como tinha uma peça de roupa mais do que ele, provavelmente seria o primeiro a ficar nu. Ele era bom, mas ela era melhor. Era um risco que estava disposta a tomar para ver ele totalmente nu.
Claro, ela tocou seu pau, mas viu pouco dele. Ele viu muito mais dela através do zíper aberto de seu macacão.
— Apague as luzes enquanto eu configuro.
E se tivesse que tirar as roupas na frente dele, não faria sob a brilhante luz do teto.
— Como vou te ver?
— Você verá o suficiente. — Disse Harper, levantando o queixo.
Ela estava fazendo algo louco e espontâneo, mas anos de autoconsciência sobre seu corpo era difícil de superar, sem importar o quanto Dex parecia querer entrar nela.
E não havia nada tão lisonjeiro quanto pouca luz.
Dex gemeu quando Harper tirou o primeiro sangue no segundo minuto. Ela gritou e sorriu para ele.
— Tire, Rugby.
Ele riu quando puxou a camiseta sobre a cabeça. Era difícil não a observar feliz assim, mas precisava prestar mais atenção no jogo, em
vez do zumbido expectante percorrendo seu corpo, então manter sua inteligência e suas roupas sobre ele por mais de cinco minutos.
Ficou desapontado quando ela pediu para apagar as luzes, mas o brilho da tela da televisão era suficiente. Na verdade, a luz baixa era meio romântica, se refletindo sobre seus cabelos e sombreando o V de seu peito não coberto pela camiseta. Caia contra seus seios, a linha de seus braços e o jeans escuro de suas coxas.
E se ela não tivesse comido seu brilho labial distraidamente algumas horas atrás, provavelmente se refletiria nisso também.
Esta noite estava prestes a se tornar muito mais interessante e ele mal podia esperar. Desde suas sessões de toques no outro dia, estava morrendo de vontade de ter ela nua.
E na horizontal.
Deus, duvidava que ele tivesse jogado tão duro quanto na noite anterior naquele campo. O pensamento de Harper nua em seu sofá, observando ele, se tocando, colocou um foguete em seus pés e um motor em sua boca. Não costumava ser muito vocal durante um jogo.
Mas tinha um trabalho a fazer, então só abaixou a cabeça e o fez, dando instruções e jogando com tudo o que tinha.
Mas na noite anterior se sentiu animado, desesperado não só para vencer, mas por marcar tanto quanto pudesse. Se sentiu desesperado para marcar um para si mesmo para que a câmera se aproximasse dele e pudesse olhar diretamente para ela e através dela para Harper.
Foi um jogo difícil e uma derrota sempre era dura, mas pelo menos essa veio mais fácil, sabendo que, embora não tivesse marcado, Harper com certeza marcou.
— De novo? — Ele perguntou enquanto ela ficava sentada ali, o jogo esperando pacientemente ela recomeçar enquanto seu olhar
percorria o peito dele. Ele resistiu ao desejo de abrir as penas como um pavão.
Estava escuro, mas ele podia ver o brilho de calor nas profundezas marrons douradas de seus olhos, podia ouvir o leve e áspero som de sua respiração saindo dos lábios separados.
Seu olhar foi para o meio de suas pernas e seu pau pulsou como se tivesse recebido um choque elétrico. Ele ficou duro em segundos.
— Hmm? — Ela olhou para ele com o que parecia ser dificuldade.
— Oh... claro... sim.
Dex reprimiu um sorriso quando o jogo recomeçou. Ele esperava que ela estivesse distraída o suficiente para cometer um erro com o jogo, porque pretendia tirar suas roupas o mais rápido possível.
Dentro de um minuto ele derrubou um dos homens dela.
— Sua vez. — Ele sorriu, seu coração batendo contra as costelas, a boca salivando com a ideia de ver seus seios de novo.
Ela hesitou por um momento antes de se levantar e tirar o jeans.
Não foi o movimento que ele pensou que ela faria, mas não reclamou quando as coxas foram reveladas para seu prazer. Ela tinha as pernas de uma amazona – longas, mas resistentes, os músculos sólidos, as coxas se tocando sedutoramente. Pernas que segurariam a cintura de um homem e o manteria profundamente.
Ela era como a maldita Xena, uma princesa guerreira.
Ele teve um vislumbre de sua bunda arredondada e renda preta antes dela rapidamente colocar sua bunda de volta no sofá.
Seu cérebro temporariamente paralisou, mas depois começaram o jogo de novo e Dex estava determinado a deixar ela nua. O jogo não era instintivo para ele. Não havia videogames em sua casa enquanto crescia. Porra, mal havia dinheiro suficiente para comida. Ele entrou na cena tarde. Muito mais tarde do que Harper, claramente, que
matou outro de seus homens depois de quinze minutos de um brilhante, metódico e implacável jogo.
As mãos de Dex tremeram quando tirou a calça jeans, uma onda de antecipação o percorrendo. Estava consciente do ar frio aliviando o calor da ereção entre as coxas e esfriando sua virilha. Consciente da pressão grossa contra o tecido da cueca.
Consciente de seu olhar propositalmente evitado.
Perguntou se seria tão boa, quando ele estivesse completamente exposto a sua visão.
O sangue bateu forte e quente através de seu sistema. Quase podia sentir ele pelo pescoço, peito e virilha.
Aconteceu que ela perdeu outro homem e sua camiseta saiu. Ela não ficou de pé desta vez, apenas levantou sobre a cabeça para revelar um sutiã de renda preta combinando, antes de reiniciar o jogo com absolutamente nenhum comentário. Infelizmente, Dex não podia se dar ao luxo de tirar os olhos da tela nem por um segundo, para ver ela, porque estava condenado a perder sua última peça de roupa antes dela perder ao menos aquele sutiã.
Demorou mais dez minutos de furioso jogo para matar outro dos seus homens. Ele estava respirando com dificuldade no momento em que o tiro atingiu sua marca. Pelo exercício mental. Pela emoção da
Demorou mais dez minutos de furioso jogo para matar outro dos seus homens. Ele estava respirando com dificuldade no momento em que o tiro atingiu sua marca. Pelo exercício mental. Pela emoção da