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Dois dias depois, Harper desistiu de esperar.

— É isso. — Ela disse para Em. — Vou enviar uma mensagem para ele.

Ela não entrou em contato com Dex até agora, porque não queria assustar ele mais se estivesse surtando.

Em, que ainda estava em pleno modo lamaçal, praticamente engolindo um pote inteiro de sorvete de dois litros diante dos olhos de Harper, pegou o celular dos dedos de Harper.

— Não.

Ela era surpreendentemente rápida para alguém com apenas uma mão desocupada. Eram os sessenta bilhões de calorias que ela estava consumindo no momento.

Ela empurrou o celular no bolso de trás.

— Absolutamente não.

— É apenas uma mensagem.

Harper ficou desapontada ao acordar na segunda de manhã e encontrar a cama vazia, mas não surpresa. Dex foi sincero sobre sua atitude em relação a namoro e relacionamentos, então não havia nada entre eles. Além de sexo verdadeiramente incrível.

O que, reconhecidamente, complicava um pouco as coisas.

Mas só se deixassem.

Ela só esperava que o silêncio dele não fosse porque estava se registrando em um programa de proteção a testemunhas em algum lugar.

— Não é assim que isso funciona. — Insistiu Em. — Tratar ele mal significa manter eles interessados.

Harper piscou. Em nunca tratou um homem mal em toda a sua existência. Ela era a própria definição de Maria-vai-com-as-outras e os homens sabiam disso.

— Foi você quem disse que deveria sair com ele para irritar Chuck.

— Isso foi porque eu estava bêbada. E agora estou sóbria, e como sua amiga, tenho o dever de informar que todos os homens são bastardos.

Em ainda era uma merda para os homens em geral e estava determinada a se concentrar em sua carreira como professora de Ciências do ensino médio.

Conhecendo Em, Harper achava que duraria só mais uma semana.

— Você sabe que estamos falando da minha situação agora, certo?

— Isso se aplica a qualquer situação. — Disse Em.

Harper duvidava disso. Considerando que ela já estragou a coisa de “trate ele mal” fazendo sacanagens com ele duas das três vezes que se encontraram, era um pouco difícil voltar atrás.

— Nós não somos uma coisa. — Ela insistiu. — Não é isso que estamos fazendo. Só quero verificar se ele não está pirando.

— Ele deveria estar em pânico. — Em disse ao redor do sorvete, apontando sua colher na direção de Harper. Ela tinha sua própria colher, não que estivesse recebendo muito do que Em estava zelosamente comendo. — Ele dormiu com você e escapou como um ladrão durante a noite. Odeio quando os homens fazem isso.

Harper encolheu os ombros.

— Eu não me importo com isso.

— Bem, eu me importo. — Moveu a colher. — É melhor ele não mostrar seu rosto por aqui ou...

Ela parou e inspecionou o sorvete como se pensasse em um castigo adequado.

— Vai mandar ele pra diretoria? — Harper se aventurou.

— Ha. — Em olhou para ela, o rosto severo. — Você é tão engraçada. — Então voltou sua atenção para o sorvete, se inclinando ainda mais.

— Quer que eu deixe vocês dois sozinhos?

Em olhou para cima, se desculpando.

— Sinto muito. — Ela fez uma careta. — Não consigo parar.

Harper suspirou, colocando a colher para baixo.

— Não se preocupe com isso. — Ela deu um tapinha na mão de Em. — Só vai para a minha bunda de qualquer maneira. E preciso buscar Jace e Tabby na aula de ginástica.

Em concordou e entregou o celular de Harper.

— Eu te amo. Se mantenha forte.

Harper aceitou, balançando a cabeça, absolutamente sem nenhuma intenção de ouvir uma mulher cheia de açúcar e ódio pelos homens.

Não importava o quanto amasse a maluca.

Ela esperou até chegar ao carro antes de enviar uma mensagem.

Levou mais dez minutos para escrever, editar, excluir, escrever de novo e editar antes de decidir o que queria transmitir. Que ela não estava chateada por acordar sozinha. Que estava pronta para diversão casual. E que não esperava nada dele.

O que era tudo verdade.

Claro, ela normalmente não fazia esse tipo de coisa, mas por que não? Muitas mulheres sim. Ela era jovem e viva. E se a morte súbita de seus pais lhe ensinou algo, foi que tudo poderia acabar em um piscar de olhos.

Ela leu a mensagem uma última vez.

Vou estar em casa em uma hora. E de macacão.

Preciso de ajuda com meu zíper se você estiver por perto.

Ela enviou rapidamente, antes que pudesse mudar de ideia, em seguida, ligou o carro.

Harper entrou em sua casa uma hora e dez minutos depois. Dex não respondeu e ela não sabia o que aquilo significava. Entendeu tudo errado? Ultrapassou o limite? Teria assustado ele ainda mais e ele era muito galinha para dizer que não queria nada com ela?

Ou talvez... ele estivesse apenas ocupado e não viu celular ainda.

Com pensamentos agitados, diminuiu a velocidade do carro para dez, obedecendo ao limite de velocidade do condomínio enquanto seguia para entrada de carros que servia ao quarteirão de quatro moradias em que o dela se situava. Um carro estava estacionado do lado de fora em um dos espaços de hóspedes. Pertencia a Dex. Ela viu na noite do encontro com vinho e pintura. E mesmo que não tivesse, os adesivos de rugby no para-choques teriam entregado.

Os jogadores de rugby fazem isso com um grunhido eram o favorito dela.

O carro estava vazio, então ele estava esperando por ela no corredor para seu apartamento. Isso era um bom sinal, certo? Seu coração acelerou no peito antes de cair para um ritmo mais leve e rápido.

Tinha só uma maneira de descobrir...

Harper estacionou o carro rapidamente, sua mão instável quando abriu a porta. Ela parou com os dedos ao redor da maçaneta, tomando uma decisão precipitada. Rapidamente abriu o macacão, deslizou as mãos pelas costas e soltou o sutiã. Puxando as alças para baixo dos braços e para fora do macacão, tirou o sutiã e o jogou no banco de trás antes de fechar de novo.

Também tirou o cabelo do rabo-de-cavalo e sacudiu rapidamente, contorcendo as ondas naturais para dar algum volume.

Talvez ele estivesse ali para dizer a ela que mudou de ideia sobre o acordo deles. Mas e se não fosse? Por que não estar preparada...

Dex estava encostado na porta, com o celular na mão, quando Harper entrou no corredor que dava para as quatro casas. Ela fechou a porta que levava à sua garagem e foi em sua direção, a antecipação formigando entre suas pernas.

Ela esperava pela quarta rodada quando acordou na segunda de manhã, mas ficou frustrada ao descobrir que isso não aconteceria.

Fantasiou a respeito desde então.

Ele se endireitou quando ela se aproximou, colocando o celular no bolso.

— Uau. — Ela disse, seu olhar devorando a maneira como o tecido de seu terno escuro delineava seus ombros e esticava nas coxas. Seu cabelo estava descuidadamente bagunçado com algum tipo de gel em uma combinação sexy e desordenada, também estava bem barbeado.

— Você não precisava se vestir tanto.

O homem era gostoso com camiseta, sexy em um jeans e sua boca se enchia de água com nada além de seu bronzeado.

Em um terno? Ele parecia absolutamente gostoso.

Quando parou na frente dele, Harper precisou empurrar os calcanhares no chão para se impedir de subir em seu corpo. Ela não

podia acreditar que conhecia cada centímetro delicioso do que estava sob este terno.

Ela sorriu, procurando em seu rosto qualquer indício de hesitação ou retirada. Viu nos rostos de muitos homens ao longo dos anos para conhecer os sinais. Tudo o que encontrou foi um sorriso lento e olhos que já estavam em seu zíper como um míssil em busca de calor.

— Oh sim. — Disse ele, olhando com desdém para seu terno. — Tenho um evento oficial de rugby para ir, então...

Harper sentiu decepção por ele precisar ir. Sem ela. O que era completamente insano. O que quer que fizesse, onde quer que fosse, não era dá sua conta – esse não era o tipo de namoro que tinham.

Além disso, ele provavelmente já tinha um encontro. Uma daquelas mulheres que as WAGS gostavam de arrumar.

Mulheres magras.

— Mas... — Ele sorriu para ela quando colocou as mãos nos bolsos. A ação abriu o terno, revelando a calça apertada na parte superior de suas coxas e os joelhos de Harper enfraqueceram. — Eu não poderia deixar você aqui lutando com seu zíper sozinha, poderia?

Ela balançou a cabeça.

— Absolutamente não.

— Achei que poderia oferecer meus serviços, no mínimo.

— Isso é muito gentil da sua parte.

Ele colocou a mão sobre o peito.

— Mas é claro. Por isso que jogo rugby.

Harper riu.

— Sério?

— Bem, sim. Tenho certeza que homens como Lincoln Quinn só jogam para transar.

— Oh, eu não sei. — Ela brincou. — Isso parece funcionar muito bem para você no momento.

Seu olhar caiu para a boca dela, a respiração de Harper parou.

— Eu não posso reclamar.

Eles ficaram olhando um para o outro por alguns minutos e Harper tentou não sorrir como uma idiota para Dex.

— Quer que ajude com essa coisa aqui fora? — Ele perguntou, finalmente a tirando de sua estranha inércia. — Ou você quer levar isso lá para dentro?

Harper se xingou mentalmente. Se controle mulher.

— Claro. — Ela deu um passo em volta dele e colocou a chave na porta, e disse: — Entre. — Por cima do ombro enquanto caminhava à frente dele, mesmo que agir friamente a matasse.

Aja indiferente.

Como se ela tivesse jogadores de rugby gostosos ajudando com seu zíper todos os dias da semana. Duas vezes no domingo.

— Quer uma bebida? — Ela jogou a bolsa na bancada central do balcão enquanto caminhava diretamente para geladeira, abrindo. — Tenho cerveja. Também Coca-Cola. — Ela disse, se curvando um pouco para passar por uma série de alimentos meio comidos com um nervosismo repentino e maníaco. — Mas acho que é diet. Ou posso fazer um café.

Ela se endireitou e olhou sobre o ombro. Ele estava inclinado casualmente contra o balcão, os dois botões de seu terno aberto, claramente olhando sua bunda. O olhar caloroso dele percorreu seu corpo sedutoramente.

— Ou chá. — Ela terminou sem jeito. Cristo... daqui a pouco estaria em Um Lugar Chamado Notting Hill18 e ofereceria alguns damascos banhados em mel.

Ele balançou a cabeça enquanto levantava o olhar para o rosto dela.

— Não quero uma bebida.

Bom para ele. Ela com certeza poderia tomar uma bebida. Uma grande dose. Um barril, de preferência, de algo alcoólico para acabar com a pulsação frenética entre suas pernas.

— Eu queria dizer algo...

— Oh? — Harper esperava soar indiferente.

— Sobre a noite de domingo.

— Oh!

— Desculpa pela forma que saí. — Ele pediu desculpas, colocando as mãos nos bolsos. — Sem te acordar. Não costumo ficar...

Ele parou, obviamente, decidindo contra essa escolha de palavras antes de dizer corajosamente.

— Quer dizer, eu normalmente não durmo... depois. Mas gostei de ficar. E acho que entrei em pânico porque você é a primeira mulher com quem me sinto confortável. Que não espera que eu esteja por perto, por ser a estrela do rugby e realmente fiquei petrificado, provavelmente teria estragado tudo. Mas ainda deveria ter te acordado ou deixado um bilhete, algo assim. Não pensei a respeito. Só precisava sair no caso de você acordar e pensar...

Ele parou de novo, um vinco profundo franzindo as sobrancelhas enquanto ele passava a mão pelo cabelo, bagunçando o estilo já bagunçado. Adorava que ele se sentisse confortável com ela. Que o deixasse à vontade. Achava que algumas mulheres considerariam isso

18 A referência é diretamente a uma cena do filme, em que Will (dono de livraria), está com Anna Scott (atriz de hollywood) em sua casa e por estar nervoso com isso, começa a oferecer várias coisas da geladeira, inclusive a conserva de damascos em mel.

um insulto à feminilidade, mas a verdade era que ela também se sentia à vontade com ele.

Querida.

Segura em seu desejo e não autoconsciente como tantas vezes ficava com outros homens.

Harper sorriu para sua óbvia frustração e arqueou uma sobrancelha.

— Caso eu achasse que você ficar à noite fosse um sinal de seu amor eterno e fidelidade, prestes a me prometer?

Ele soltou uma risada curta, cheia de ironia, quando se mexeu desconfortavelmente.

— Algo assim. — Ele inspecionou o chão por um momento antes de levantar o olhar para ela, cheio de intenção sincera. — Realmente gosto de você, mas preciso me concentrar no rugby no momento.

Uau. O homem obviamente sabia como conversar.

— Tudo bem, Dex. — Disse Harper, fechando a porta da geladeira e andando na direção dele, parando a alguns metros de distância. — Compreendo. E você não me deve nenhuma explicação. Fique à noite, não fique à noite. Não vou entender nada, ok? E se quiser sair, então estarei por perto. Você decide. Eu não farei nada, nem vou colocar no Facebook que você tem um pau pequeno, eu prometo.

— É bom saber. — Ele riu e o vinco entre as sobrancelhas desapareceu.

Harper respirou fundo enquanto transformava seu rosto, ele foi de sério e formal de volta para totalmente comestível. Seus mamilos, nus sob o macacão, roçaram o tecido. A consciência fez cócegas, como se ele tivesse passado a língua pela pele sensível que ia do osso do quadril até a virilha.

Estrogênio embaçou seu cérebro com exigências primitivas.

— Então. — Ela disse, dando um passo mais perto, puxando o zíper para baixo.

Dex ficou quieto quando seu olhar se concentrou em seu peito.

— Puta, Merda.

Harper não tinha certeza de quanto o tecido se abriu ou o quanto Dex podia ver, mas podia sentir o toque de ar frio no peito e a intensidade do olhar.

— Pode me ajudar com isso?

Ele engoliu enquanto subia o olhar.

— Seu zíper parece mais que bom para mim.

— Você me pegou. — Harper encolheu os ombros, sabendo que o movimento faria com que o tecido se abrisse ainda mais. — Eu usei para te atrair descaradamente até aqui.

— Você é tão má. — Ele sorriu. — Não sei como vive consigo mesma.

— Você está certo. — Ela murmurou, dando os últimos dois passos em direção a ele lentamente, até a frente de seu corpo ficar a centímetros dele. Seus olhares fixos. — Acho que preciso ser punida.

Suas pupilas dilataram quando Harper ouviu a respiração instável e o ritmo de seu batimento cardíaco. Suas narinas se encheram com a inebriante colônia. O calor percorreu o ventre e correu pelas coxas.

Ele a beijou então. Forte e quente. Seu cheiro, seu gosto, a brisa áspera e selvagem de sua respiração, a pura urgência de sua boca, flamejaram através dela. Sua língua penetrou sua boca quando suas mãos invadiram seu macacão aberto, deslizando em sua cintura, puxando seu corpo contra o dele antes de girar eles, mudando as posições, prendendo ela entre ele e o banco do balcão.

— Eu quero transar com você. — Ele murmurou, esfregando a ereção como aço entre as pernas dela enquanto sua boca deixava a dela, beliscando e deixando uma trilha de beijos pelo pescoço.

Harper gemeu quando recuou, seus olhos se fecharam com força quando sentiu os músculos internos. Deus. Sim. E se esse fosse o jeito que ele castigaria ela, seria muito mais malvada.

Sua boca desceu, a pura força da paixão curvando-a contra o banco, a língua traçando a clavícula e mais baixo, suas mãos empurrando a abertura do macacão, expondo seus seios, gemendo ao vê-los, amassando-os, os dedos apertando os mamilos tensos até que ela gritou com as sensações de prazer e dor antes de abaixar a cabeça para acalmá-los com a lambida quente de sua língua.

Harper fechou os olhos e enterrou as mãos no cabelo dele, arqueando as costas descaradamente quando o raspar dos dentes e a sucção deliciosamente brutal da boca a deixou incapaz de pensar coerentemente.

Muito cedo ele se afastou, ela soltou um protesto fraco, mas ele simplesmente subiu de novo, as mãos a empurrando para uma posição mais ereta, antes de deslizar para a parte de trás de suas coxas.

— Suba. — Sussurrava de forma irregular em seu ouvido, levantando ela no banco como se não pesasse nada.

Ela segurou os ombros dele enquanto a sentava, depois agradeceu aos deuses da cozinha que seu balcão alto fosse da altura exata para colocar sua grande protuberância diretamente em contato com a dolorosa dor entre suas pernas.

Ela travou as pernas ao redor de sua cintura e gemeu quando ele se moveu, reivindicando sua boca com o mesmo domínio de antes – profundo e duro. Mas Harper não queria transar a seco. Ela o queria

sem roupas. Precisava tocar ele. Sentir seu pau em sua mão. Dentro dela.

Ela precisava dessa conexão intima e nada mais importava.

Ainda o beijando, ela empurrou freneticamente seu terno, desesperada para se aproximar dele. Soltou um som triunfante quando saiu dos braços dele e avidamente passou as mãos pelo peito, por seus ombros e depois pelas costas dele.

As mãos pousaram em sua bunda e ela puxou ele mais apertado, se movendo contra ele.

Ele gemeu, rompendo o beijo, sua testa pressionando a dela.

— Deus mulher, você me faz ver estrelas.

Havia uma protuberância no bolso de trás e ela puxou a carteira, abrindo sem perguntar, encontrando o que queria.

— Preservativo. — Ela disse, batendo no peito dele.

A carteira caiu no balcão quando ela tocou a fivela do cinto, seus dedos fazendo um trabalho surpreendentemente rápido tanto com ele quanto com o passador, considerando o quanto tremia.

Considerando o barulho selvagem de seu coração.

Ele gemeu, as testas ainda juntas, quando Harper puxou o cós da cueca e tocou a ereção, rígida e ansiosa, a ponta contra seus corpos.

— Jesus. — Ele murmurou. — Isso é tão bom que dói.

— É muito bom para mim também. — Ela murmurou, amando a maciez e o aço quando fechou o punho ao redor dele, deslizando para cima e para baixo algumas vezes. — Preservativo. — Ela ofegou.

— Deita. — Disse ele enquanto rasgava o pacote com os dentes.

Harper não precisou ouvir duas vezes, se recostando nos cotovelos para poder ver, depois captando o brilho do olhar dele enquanto a olhava. Ele a olhava como se fosse um viciado em açúcar e ela sua própria loja de doces.

Ele deslizou as mãos por seu peito, empurrando ela suavemente para trás, enquanto espalmava seus seios e apertava.

— Deus, você é linda. — Disse com a respiração irregular, suas mãos acariciando o corpo dela.

Tão acostumada a seu relacionamento de amor e ódio com seu corpo, Harper percebeu que quando Dex dizia que era bonita assim, com uma nota de reverência em sua voz que quase a fazia chorar, ela realmente acreditava nele.

Ele balançou a cabeça enquanto os dedos roçavam a borda de renda de sua calcinha de cetim roxo.

— Eu não pensei direito. — Disse ele, traçando as duas linhas verticais de fita preta decorando a frente. — Eu deveria ter tirado suas roupas antes de te colocar no balcão.

Harper fechou os olhos para limpar a névoa sexual enquanto seus dedos continuavam descendo, roçando cada vez mais perto de seu sexo dolorido. Graças a Deus, os macacões largos eram longos na virilha, dando bastante espaço para manobrar.

Seu polegar tocou o tecido acetinado entre as pernas dela, já úmido e ela mordeu o lábio.

— Só puxa pro lado. — Ela insistiu, sua voz rouca, longe demais para se preocupar com a logística. Então apertou as pernas ao redor dos quadris dele, suas fortes e sólidas panturrilhas se prenderam firmemente contra os globos esticados de sua bunda e se esfregou contra ele.

Ele gemeu, puxando o tecido de lado como ela sugeriu, se guiando através das dobras escorregadias até a entrada e empurrou. Harper ofegou quando bateu como uma onda de choque através de seu corpo, rolando de onde estavam unidos a sua garganta, encontrando uma saída através de um grito que explodiu de seu peito.

— Sim. — Ela gemeu, os olhos fechados, sentindo o ardor e formigamento de sua posse, cega pela perfeição.

Suas mãos apertaram os quadris quando ele puxou e empurrou de volta. Ela estava vagamente ciente do movimento pesado dos seios nus quando ele entrava e saia mais uma vez.

— Deus, eu gostaria que você pudesse se ver. — Murmurou Dex e Harper abriu os olhos para encontrar o brilho de seu olhar verde preso em seu peito, acompanhando o movimento de seus seios a cada

— Deus, eu gostaria que você pudesse se ver. — Murmurou Dex e Harper abriu os olhos para encontrar o brilho de seu olhar verde preso em seu peito, acompanhando o movimento de seus seios a cada

No documento Pegasus Lançamentos. Apresenta. Playing (páginas 104-122)