— Quanto tempo você acha que é razoável pedir a um homem que espere antes de transar?
Em estava avançando em sua determinação de não ser mais um capacho dos homens.
Harper lhe dava nota A pelo esforço, mas cedeu seu ombro para Em para chorar muitas vezes para acreditar que sua amiga não cairia na próxima vez que um homem lhe mostrasse um sorriso de bebê.
Ela lhe dava um mês, no máximo.
— Bem, se um homem se afastar porque você não quer transar, então ele não é importante. — Disse Harper. Ela se esquivou da pergunta, mas não era um assunto que sentia que tinha autoridade, dado que dormiu com Dex no segundo encontro.
— Claro. — Em concordou, seus cachos saltando na visão periférica de Harper. Ela cedeu muitas vezes para homens impacientes e desrespeitosos demais para esperar. Uma infância passada com um pai emocionalmente distante deixou a melhor amiga de Harper faminta por afeto e não estava disposta a negar isso quando acontecesse com ela.
Harper normalmente teria tempo para reforçar o ponto, mas seu olhar estava grudado na televisão, onde homens grandes e suados corriam jogando rugby. Ver ocasionalmente Dex valia a pena os vislumbres frequentes de seu meio-irmão, todo presunçoso e bonito na tela.
Já quase na metade do intervalo e os Smoke perdiam por três.
A jogada parou quando o juiz apitou e a câmera deu um zoom em Dex, que foi esmagado por dois homens fortes da equipe adversária.
Normalmente, três sujeitos empilhados em cima um do outro seria uma visão muito atraente, mas não era esse tipo de homem.
Harper estremeceu quando Dex se levantou cambaleando, o sangue escorrendo de um corte na testa. Ela não ficou muito preocupada; sabia que mesmo a menor das feridas na cabeça podia sangrar de forma impressionante.
O árbitro e alguns dos jogadores do Smoke se reuniram enquanto os dois jogadores da oposição tentavam escapar do pênalti. Dois jogadores correram do lado de fora para o lado de Dex. Um estava carregando uma pequena bolsa e usando luvas, com ‘MÉDICO’
impresso na parte de trás de sua camiseta do Sydney Smoke. O outro era um garoto com Síndrome de Down, que parecia ter cerca de quinze anos, carregando duas garrafas de água.
Dex estendeu a mão para a água e a esguichou na boca, a cabeça inclinada em um ângulo estranho para permitir que o médico inspecionasse a ferida. Ele bebeu avidamente. O médico disse alguma coisa e recuou quando Dex esguichou mais água sobre a ferida.
Sangue diluído escorreu pelo seu rosto quando o médico recuou, aplicando uma gaze.
Dex devolveu a água ao garoto, sorrindo para ele e lhe dando um soco no punho. O garoto sorriu para Dex e os pulmões de Harper de repente pareciam grandes demais para seu peito.
— Oh meu Deus, você viu isso? — Ela perguntou a Em.
Em olhou distraidamente.
— O que?
— O jeito como Dex tocou o punho com o garoto da água.
Em perdeu isso, Dex estava sendo levado com o médico e o menino da água junto, o árbitro apitou então para o jogo recomeçar.
Restavam seis minutos do primeiro tempo.
— Oh sim. — Em disse secamente, pegando sua taça de vinho da mesa de café perto de onde seus pés estavam apoiados. — Que surpreendente para um atleta fazer isso.
Harper riu. A lendária afabilidade de Em com os homens não se estendia aos esportes. Ela nunca tinha gostado muito, mas ter que competir constantemente com o departamento de esportes por uma fatia do financiamento19 em sua escola era uma constante irritação.
E se Em conseguisse o que queria, teria banido todas as formas de esporte da existência. Era um tipo de uma prova da amizade delas o fato de ela estar assistindo ao jogo.
— Ele já enviou uma mensagem para você?
— Não.
— Ugh. — Em suspirou. — Homens. Porque eles fazem isso?
Harper fez o que esperava ser um barulho vagamente adequado, indicando sua própria perplexidade, enquanto fingia interesse pelo jogo, apesar de sua hesitação agora que Dex estava fora de campo.
— Oh meu Deus. — Em virou a cabeça para olhar o rosto de Harper. — Você entrou em contato com ele, não é?
Tomando um gole de seu próprio vinho, Harper encolheu os ombros, esperando em vão que Em pudesse deixar passar.
— Harper. — Em podia ser da mesma idade que Harper, mas ela aperfeiçoou aquela voz de professora, não me engane, muito cedo em sua carreira.
— Só algumas mensagens. — Harper podia sentir o olhar de laser de Em. Ela estreitou os olhos em suspeita.
— E? O que mais?
19 Nos EUA, existe um forte investimento aos esportes no ensino médio, principalmente porque o sistema de ensino deles é particular, em que as faculdades – com exceção das comunitárias – você só entra com bolsa ou pagando – e é um custo de vida muito alto.
Portanto, não só a escola pensa nisso, como ela também recebe muita verba de fora em prol de promover e manter atletas que podem ter um grande futuro profissional. Em que do ensino médio a pessoa ganha uma bolsa para faculdade e se for de muito talento e gerar ganhos e afins, já sai da faculdade com um contrato com algum grande time ou empresa esportiva.
— Nada. — Ela mentiu, desejando que Em só mandasse ela para o canto do castigo e acabasse com aquele olhar de interrogatório.
Um bufo muito pouco feminino veio da mulher que parecia bonita e delicada, como se precisasse peidar pétalas de rosa.
— Você fez sexo com ele, não é? Desde que te vi na segunda.
Harper abaixou o olhar culpada para o sofá, pensando nas coisas que ela e Dex fizeram exatamente onde estavam sentadas.
— Bem…
— Oh meu Deus. — Em pulou. — Fez sexo neste sofá, não fez?
Harper balançou a cabeça violentamente. Pelo menos não como sua amiga pensava, de qualquer forma. Mas era melhor não entrar nisso. Ou a outra vez no balcão em que Em se sentou mais cedo, tomando vinho e tagarelando sobre como os homens eram idiotas.
Contaria a Em mais tarde. Quando seu ódio pelos homens desaparecesse e voltassem a compartilhar os detalhes íntimos de suas vidas como era desde os seis anos.
Harper segurou a mão de Em e a puxou de volta para o sofá.
— Só uma vez, ok? Foi uma coisa... espontânea.
Em segurou a mão dela.
— Então foi uma... ligação para sexo?
Harper piscou. Ela não pensou nisso assim. Nunca ficou com um homem só por sexo. Especialmente não um que ela não conhecesse bem. Sorriu.
Fez sua primeira ligação.
— Bem, sim, eu acho. Mas eu iniciei. — Adicionou rapidamente com o olhar de desaprovação no rosto de sua amiga.
— Mas por que?
E se Em não fosse genuína, sua expressão confusa seria engraçada. Harper suspirou.
— Porque é muito bom ficar com ele.
E essa era a verdade.
Claro, ajudava que ele também fosse muito bom de se olhar.
— Oh não, não. — Em lamentou. — Harper, escute. — Ela segurou a mão de Harper com força enquanto apertava contra o peito. Tão forte que Harper quase estremeceu. — Esse é o tipo de coisa que eu faço. Você não. E normalmente você segura minha mão, me dizendo para desacelerar, para não apressar as coisas. E sempre está certa.
Bagunça sua cabeça e te faz se sentir uma merda depois, você é minha melhor amiga. Não quero que se sinta uma merda.
Harper apertou os lábios para não rir. Ela não se sentia uma merda. Porra, se sentia sexy. Querida.
Desejada.
A diferença entre as ligações de Em e a única de Harper, era o tipo de homem e as expectativas envolvidas. Em atraia idiotas e sempre esperava que uma ligação sexual fosse um sinal de algo mais.
O começo de um compromisso.
Não Harper. Ela não tinha absolutamente nenhuma expectativa com Dex. Eles não eram um casal. Sequer iam em direção a um casal.
O que aconteceu ali na tarde de quarta foi apenas duas pessoas que gostavam uma da outra aproveitando o momento.
Simples.
— Está tudo bem, Em. — Ela assegurou à sua melhor amiga. — Não é assim entre nós. Mesmo. Ficarei bem.
Em não parecia convencida, soltando a mão de Harper e puxando ela para um forte abraço.
— Só tenha cuidado, ok? — Ela insistiu, sua voz abafada no cabelo de Harper.
Harper revirou os olhos para o melodrama enquanto os braços esbeltos de Em praticamente estalavam suas costelas.
— Eu prometo. — Ela assegurou, imaginando quando os unicórnios e arco-íris dela reapareceriam, porque não tinha certeza de que seu corpo sobreviveria a outra mais dura arrancada emocional.
Harper abriu a porta às três em ponto no domingo à tarde. Atrás dela na sala de estar, Jace e Tabby estavam brigando por sua vez de jogar o Playstation, mas seus argumentos desapareceram quando Harper avistou Dex casualmente em sua porta usando bermuda e camiseta, seu cabelo úmido.
Ele cheirava a limpo, parecia grande e vital, uma pequena laceração na testa era a única evidência do machucado sangrento, mas temporário, da noite anterior do campo. Ele tirou as duas mãos de trás das costas e segurou dois pacotes enormes de batatas fritas.
— Não é uma tarde de cinema a menos que tenha batata frita com sal e vinagre.
Harper não poderia concordar mais.
— Isso é verdade. — Ela sorriu, esperando que soasse muito mais despreocupada do que se sentia.
Não podia acreditar em como estava nervosa. Um grande nó em seu estomago estava ficando maior a cada minuto. Ela trocou de roupa três vezes, finalmente decidindo por um vestido longo que se ajustava nos seios, roçava suas curvas e tinha um padrão asteca que era muito lisonjeiro para sua forma.
Ela lutou contra o desejo de aplicar maquiagem, se contentando só com brilho labial, um fato que ele obviamente notou, quando seu olhar se concentrou em sua boca.
Era por causa dos gêmeos que ela disse a si mesma. Não queria que tivessem a ideia errada sobre seu relacionamento com Dex.
Harper estava perfeitamente bem em enganar Chuck, mas não duas crianças de onze anos com quem compartilhava material genético.
Ela e Dex eram amigos. Jace e Tabby não precisavam saber sobre a parte dos benefícios que evoluíram entre eles.
Ele sorriu, deslizou as mãos em sua cintura, os pacotes de batata frita farfalhando quando ele a puxou contra ele.
— Ei. — Ele murmurou contra sua boca antes de beijar ela devagar, o ronco profundo de seu gemido tão intoxicante como o aroma de coco que encheu seus sentidos e derramou como um coquetel de rum em suas veias.
Um baque alto veio da sala de estar e Harper se afastou para longe com dificuldade, balançando a cabeça para ele.
— Nós não podemos. — Ela sussurrou, uma mão em seu peito para impedi-lo de se aproximar mais. — Os gêmeos. Eu não quero que eles pensem que algo está acontecendo entre nós.
Seu sorriso preguiçoso quase curvou os dedos dos pés.
— Mas há algo acontecendo entre nós.
A respiração de Harper se atrapalhou com a observação casual dele.
— É só sexo. — Ela disse com desdém, tanto pra si quanto pra ele e o sorriso curioso. — E isso não precisa ser ouvido ou visto por eles.
— Ok, claro. — Ele encolheu os ombros casualmente, mas ela tinha certeza de ouvir uma leve presunção em sua voz. — Bem, se quiser mentir para seus irmãos...
— Não é mentir. — Disse ela rapidamente. Ele estava brincando, mas atingiu um nervo. — Eles têm onze. São inocentes. Há coisas que não precisam saber.
— Então, quem eles acham que sou?
— Um amigo.
— Com benefícios? — Ele sorriu.
Harper sorriu de volta.
— Hoje não, senhor. Hoje é apenas pizza e filmes.
— Ok, tudo bem. — Ele suspirou com falsa decepção. — Contanto que você saiba que passarei cada minuto pensando em maneiras de tirar você desse vestido.
Dex aproveitou o mau funcionamento temporário do cérebro de Harper para lhe dar um aperto rápido antes de entrar na casa. Ela precisou segurar a porta por uma ou duas batidas do coração antes de se recompor o suficiente para enfrentar os irmãos sem ruborizar.
— Ok. — Anunciou Dex, alguns passos à sua frente, os pacotes de babatas fritas atrás das costas. — Qual Star Wars é hoje?
Harper foi até ele e apresentou os gêmeos, que pareciam um pouco intimidados por sua presença.
Não que ela os culpasse.
Não que o conhecessem – os gêmeos sempre estavam com ela e conheciam bem seu lado artístico mais que Chuck e seus interesses esportivos – ele era só um homem fisicamente imponente. E então havia sua aura inegável. O carisma girava e crepitava como um campo de força ao redor dele que, aparentemente, também era detectável por crianças e não só por mulheres de 23 anos de idade.
Ele tirou as batatas de trás das costas.
— Quem gosta de batatas fritas?
Os olhos de Jace e Tabby quase saltaram de suas cabeças. Anthea gostava de alimentos integrais e contagem de calorias – a perspectiva de ter um filho com um problema de peso era demais para sua vaidade – então guloseimas eram raras.
— Eu, eu, eu. — Repetiram simultaneamente.
E assim, eles também caíram sob seu feitiço.
Harper precisou pensar muito para se lembrar de uma época em que se divertiu tanto quanto neste dia. O fato de que Dex, como Harper, sabia a maior parte dos diálogos no filme frase por frase rendeu grandes pontos e brownie com os gêmeos. E então ele ganhou todos os pontos, pedindo pizzas no telefone com a voz de Darth Vader.
Harper não ria assim em muito tempo.
Eles fizeram uma pausa entre os filmes para comer as pizzas. Ele perguntou sobre a escola e quais eram seus hobbies, Tabby contou sobre como a aula de saxofone quando Jace interrompeu com:
— Você é o namorado de Harper?
Harper quase cuspiu água por toda a mesa e engasgou, tentando engolir.
— Claro que não. — Disse ela logo que pode recuperar o fôlego. Ela lançou um olhar de pânico para Dex, caso ele achasse que eles ouviram isso dela. — Eu disse a você, somos só amigos. — Ela sorriu quase maníaca para seu irmão mais novo, na tentativa de transmitir o quão amigável ambos eram.
— Como você e Em? — Ele perguntou.
Harper sentiu um aperto no coração. Jace, com seu rosto sério, era tão parecido com o pai às vezes.
— Exatamente assim. — Harper assentiu. Como se ela e Em jogassem Strip Battlefront e fodessem no trabalho. — Não é verdade, Dex? — Ela perguntou, acenando para ele encorajadoramente.
Dex deu um pequeno sorriso, levantou uma sobrancelha sarcástica, mas disse:
— Exatamente.
Jace abriu a boca como se fosse fazer mais perguntas, mas Harper não tinha a menor intenção de responder a nenhuma delas.
— Quem quer sorvete? — Perguntou ela, ficando de pé fazendo um grande esforço para tirar as caixas de pizza e toalhas de papel que usaram como pratos descartáveis. — Eu tenho um sorvete de chocolate no freezer especialmente para vocês.
Na verdade, ela comprou para as visitas improvisadas de Em, porque era isso que melhores amigas faziam – incentivando o hábito de sorvete dos amigos. Ela certamente não planejava oferecer para seu irmão e irmã esta noite. Anthea teria um ataque. Mas tempos desesperados exigiam medidas desesperadas.
Houve gritos de:
— Eu, eu, eu! — E Harper soltou um suspiro de alívio.
Menos de dez minutos e quatro tigelas cheias de sorvete depois, todos estavam sentados no sofá assistindo a abertura para A Ameaça Fantasma. Não era o favorito de Dex, mas era divertido ver através dos olhos daqueles que não viram antes.
Ele olhou por cima dos topos das cabeças dos gêmeos para Harper. Mesmo com as crianças esparramadas entre eles, era consciente dela e daquele vestido em um nível primitivo. Moveu o corpo quando se moveu no sofá, o que era muito perturbador.
Ele não estava ali para isso. Sinceramente. Seus irmãos de onze anos gritavam isso. Ele estava ali porque simplesmente gostava dela.
E gostava da sua companhia. Para não mencionar que gostava de crianças e Star Wars ainda mais. Se sentia acéfalo com relação a isso.
Mas então ela atendeu a porta naquele vestido, com os lábios brilhantes e os cabelos ondulados soltos ao redor do rosto e dos ombros, se lembrou de como era quando estava dentro de seu corpo, o quanto o excitava. Lembrou da sensação da bunda dela em suas mãos e como gemeu seu nome quando gozou.
E ficou dolorosamente consciente dela desde então.
Ignorar seu desejo por Harper era fácil quando estavam separados.
Ele estava tão programado para colocar o rugby em primeiro lugar e empurrar todo o resto era uma questão de hábito. Mas o rugby, aparentemente, ficava em segundo plano em sua casa.
Agora, a todos os momentos, todas as vezes que ela levantava para pegar alguma coisa, ria ou abria a boca para conversar com Jace ou Tabby, seu desejo ardia e queria muito que aquelas duas crianças fofas fossem embora.
A consciência da presença dela ficou cravada em seu crânio.
Ele a queria de costas. Nua. Queria que as pernas dela se fechassem em sua cintura.
Não tocar ela era uma tortura, toda vez que se esquecia e procurava por ela, precisava se conter, a pressão em suas bolas aumentava um pouco mais.
Ainda assim, apesar da frustração sexual, estar ali com ela era melhor que comemorar da maneira usual uma vitória no sábado à noite, percorrendo a cidade em uma noite de domingo com Linc e alguns dos outros rapazes solteiros da equipe. O que significava muita bebida, um desfile de coelhinhas do rugby depois de selfies e
uma rapidinha em uma cabine do banheiro, se um dos rapazes estivesse tão inclinado.
Às vezes até um clube de strip-tease.
Dex estremeceu. Odiava clubes de strip-tease – e as danças de colo que Linc tanto amava e sempre tentava comprar. Mulheres magras de calcinha fio dental com peitos pneumáticos girando ao redor dele, os olhos sem vida enquanto fingiam ter o melhor trabalho do mundo.
Era normalmente a parte da noite em que fugia e ia para casa.
Principalmente odiava ser perseguido. Ser Dexter Blake, remador do Sydney Smoke. Consciente de que as pessoas o reconheciam e isso fazia dele um alvo. Os fãs geralmente eram muito bons. Só queriam um autógrafo ou dar alguns conselhos amigáveis, mas sempre havia alguém que queria brigar.
E com certeza, alguém em algum lugar sempre tinha um celular, tirando fotos e vídeos, fazendo o upload deles sem permissão para as mídias sociais e vendo se tornarem virais.
Linc amava esse tipo de merda, mas Dex nunca gostou no espetáculo que era a fama. Era tudo uma armadilha, trabalhou muito duro para chegar onde estava para se distrair com isso.
Sem mencionar como tudo era falso. Com tantos bajuladores por aí, como os jovens que chegavam às fileiras deveriam saber quem era verdadeiro e quem não era?
Estava ficando cada vez mais difícil para Dex contar e ele já estava por ali há algum tempo.
Harper era verdadeira, no entanto. Ele virou a cabeça para o lado para observar ela. Ela tinha o braço ao redor de Tabby, a mão distraidamente acariciando o topo da cabeça de sua irmãzinha.
Harper Nugent era o negócio real. Cem por centro diamante.
Nada cúbico sobre ela.
E soube disso desde o começo. Por sua relutância em se envolver com ele em primeiro lugar, com sua falta de artifício, com a facilidade com que se sentia bem sentado em seu sofá, Harper era uma lufada de ar fresco.
Era bom só ficar perto dela.
Estar com uma mulher e não sentir nenhuma pressão era uma revelação. Dex muitas vezes achava que precisava agir de certa maneira. Falar de rugby a noite toda, gastar muito dinheiro em um restaurante chamativo, ser escandalosamente ridículo.
Mas não com Harper. Ela não parecia ter nenhuma expectativa.
Certamente não pediu nada. Estava feliz em manter as coisas discretas e ficar com ele do lado de fora do brilho e glamour do rugby.
Não havia pressão com ela para se apresentar, para ser algo que não era.
E isso era muito mais sedutor do que uma coelhinha de rugby
E isso era muito mais sedutor do que uma coelhinha de rugby