Tenho a sensação muito ruim de que talvez não queira parar.
Harper ainda pensava naquelas palavras dois dias depois, enquanto pintava as escamas no rabo de uma sereia. O mural sob o mar dominava a extensão da parede do lado de dentro da ala. Os banheiros públicos interrompiam o fluxo da parede, mas Harper emoldurou as portas com algas cintilantes, estrelas-do-mar curiosas e conchas luminescentes, tornando parte da paisagem aquática.
O mural era o melhor dela até agora. Mesmo se ela mesma disse isso.
O Octopus's Garden e Rock Lobster tocavam em repetição através dos fones de ouvido porque não havia nada como música ambiente quando ela estava pintando. Também bloqueava o silêncio misterioso da enfermaria vazia, desprovida de pacientes e do tumulto da vida hospitalar enquanto completava o mural. Esta área seria aberta no início da próxima semana e a ala estava programada para reabrir no final da semana.
Então estava sozinha. Com seus pensamentos. Pensamentos muito indecentes. Infelizmente, nenhuma quantidade de Beatles ou pop dos anos oitenta poderia abafar suas lembranças ou a conversa que fazia um loop em sua cabeça desde quarta à noite.
Tenho a sensação de que talvez eu não queira parar.
Cristo, o homem quase a fez gozar com aquela frase. Ela certamente tinha gozado quando chegou em casa do restaurante e desmoronou na cama, alcançando em sua gaveta de cabeceira para algum alívio da pressão e formigamento entre suas pernas. Ela fechou os olhos e o imaginou dizendo repetidamente enquanto se tocava.
Imaginou ele deitado em sua cama, se tocando com aqueles longos e lentos golpes.
Era bom que fossem platônicos, porque se realmente a tocasse com qualquer intenção sexual, provavelmente explodiria como a porra de um fogo de artifício. Só pensar nele agora fazia seu corpo formigar deliciosamente.
Mas não. Seus encontros eram falsos. Só para o show.
Absolutamente, sob nenhuma circunstância, envolviam sexo.
Deus. Harper ainda não podia acreditar que concordou em namorar Dexter Blake. Mesmo um falso namoro era difícil de acreditar. Só esperava poder manter a cabeça firme e lembrar que havia um propósito para o estranho arranjo deles: irritar Chuck e sua madrasta.
Harper sorriu só de pensar nisso. Toda vez que pensava nisso, imaginava o rosto de Chuck quando descobrisse que sua meia-irmã estava namorando uma das estrelas do time de rugby Sydney Smoke, uma foto de pura alegria iluminava seu sistema como os respingos de tinta que adicionou ao mural para fazer a areia amarela do chão do oceano brilhar.
Era difícil acreditar agora em como desesperada ficou no começo para gostar de Chuck. Para ter ele com ela. E tinha tanta certeza que ele também queria. Mas então o ouviu dizendo a seu amigo que Harper o esmagaria se sentasse nele.
Doeu. E esmagou todas suas esperanças de ter um irmão mais velho para cuidar dela.
Uma batida no ombro de Harper coincidiu com um lampejo em sua visão periférica, a assustando. Ela saltou para trás, arrancando os fones de ouvido. Foi alguns segundos antes que a névoa de medo desaparecesse o suficiente para que percebesse quem era.
— Ei.
— Merda, Dex. — Ela ofegou, apertando o peito, seu coração batendo forte. — Você me assustou para caramba.
— Sinto muito. — Ele ergueu as mãos em sinal de rendição, mas o sorriso em seu olhar desmentia o pedido de desculpas.
— O que você está fazendo aqui?
Suas vibrações excitadas invocaram ele? Deus sabia que eram muito poderosas, se o zumbido elétrico constante de seu corpo fosse qualquer indicação. Ela queria tocar ele para ver se era real, mas o homem parecia bom o suficiente para comer. Ela não se arriscaria a tocar, caso o agarrasse e desse uma grande mordida.
Ele estava de bermuda casual e sua camisa prateada e azul dos Smoke, apertada nos ombros e contra o peito. Estava limpo, cheirava a sol e amaciante para roupa, ao contrário da noite em que a resgatou de Chuck, quando estava coberto de grama, terra e cheirava a suor e a linimentos9 musculares.
Smoking hot10 - o slogan da equipe – sequer começava a descrever.
Ela, por outro lado, parecia um desastre. Estava vestindo macacão largo, que fechavam na frente e deixavam tudo para a imaginação.
Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto e bagunçado, havia, sem dúvida, tinta em algum lugar.
Sempre havia tinta em seu cabelo.
— Acabei de terminar uma visita agendada para algumas das alas.
As diferentes equipes do grupo fazem isso regularmente.
— Isso é muito legal. — Disse ela.
— Sim. É muito divertido. Exceto pela mídia que nos segue fazendo perguntas idiotas e tirando um zilhão de fotos, o que faz com
9 Preparação farmacêutica tópica para aplicação na pele. Preparações deste tipo também são chamadas de bálsamo. São de viscosidade semelhante à das loções e menos viscosos do que pomadas ou cremes, mas ao contrário de uma loção, um linimento é sempre aplicado esfregando. São para aliviar a dor e rigidez, como de músculos doloridos ou de artrite. Tipicamente são formuladas a partir de álcool, acetona, ou solventes semelhantes que se evaporam rapidamente.
10 Quente para caralho. Trocadilho com o nome do time Smoke.
que pareça falso. Estavam meio que sobre eles, então pensei em me afastar e ver se poderia encontrar você.
— Ah. — Harper não sabia o que dizer. Eles concordaram em fazer algo no domingo à tarde. Os Smoke jogavam no sábado à noite e ele enviaria uma mensagem no dia seguinte com alguns planos. Ela não imaginou que o veria até então.
Exceto em sua mente suja.
O fato dele estar ali, procurando por ela, era... interessante. Além disso, um pouco emocionante.
— Cara... — Seu olhar vagou sobre ela da cabeça aos pés. — Você está bem.
Harper olhou para si mesma.
— Estou?
Ele acenou com a cabeça quando seu olhar se concentrou no zíper frontal.
— Você está.
— Estou com um macacão velho e largo, tenho tinta nas mãos e no cabelo. Cheiro como se tivesse tomado banho em terebintina11.
— Sim. — Ele murmurou, seu olhar lentamente voltando para o rosto dela. — Quem diria que seria uma combinação tão sexy?
Seu sorriso torto fez seu coração pular uma batida. O calor subiu por seu peito e pescoço, ela agradeceu pelo tecido grosso de seu macacão enquanto seus mamilos endureciam em resposta gritante.
Ele respirou fundo e colocou as mãos nos bolsos.
— Então, vamos lá mulher, me fale sobre o maldito mural antes que eu faça algo impulsivo.
Impulsivo? Como o quê?
11 É um bom solvente de cheiro forte, sendo usado na mistura de tintas, vernizes e polidores.
O rosnado baixo girou e passou pelos músculos internos com um toque leve, despertando toda luxúria reprimida que ela vinha tentando controlar nos últimos dias.
Harper limpou os cenários de sua mente com uma rápida limpeza de sua garganta.
— Este é o meu... mural sob o mar. — Disse ela, entrando em ação. Vagou até o começo, puxando o ar muito necessário enquanto lutava para controlar sua reação à proximidade.
Era loucura da mais alta ordem a facilidade com que Dexter Blake afetava seu corpo. Nenhum homem jamais a deixou ofegante com sua presença.
Determinada a manter essa franqueza profissional em seu local de trabalho, explicou sucintamente e metodicamente o que estava tentando alcançar. Fingiu que ele era um de seus estudantes de arte em idade escolar e não um homem adulto que emitia tanta testosterona que quase desmaiou.
Ela discutiu cor, técnica e onde estava indo com os esboços nus na seção inacabada enquanto seu pulso vibrava loucamente. Alguns teriam chamado isso de balbuciar. Mas precisava usar sua boca para algo útil e que não desenvolvesse uma mente própria.
Ela estava muito consciente dele para relaxar. Muito consciente de suas mãos dentro dos bolsos, seu olhar em sua boca enquanto falava... seu interesse em seu zíper.
Suas perguntas superficiais e desinteresse total nas respostas pareciam meramente uma desculpa para deixar seu olhar vagar livremente sobre ela. Ele não a tocou, mas sentiu as impressões quentes e pegajosas da atenção marcarem cada parte de seu corpo.
Cristo. Ele a estava excitando só de olhar pra ela.
— Tudo bem. — Disse ela, sua voz trêmula de desejo enquanto fugia de fatos cintilantes sobre o mural. Ele precisava parar ou ela faria algo impulsivo. — Acho que é hora de você sair agora.
Para seu crédito, ele não protestou, nem fingiu que não sabia por que ela estava expulsando. Ele assentiu.
— Realmente vim até aqui só para dizer oi, mas... Jesus. — Seu olhar caiu de novo para o zíper dela. — Você está vestindo alguma coisa sob isso?
Uma pontada, como as notas baixas e sensuais de um saxofone, ondulou por seu ventre. Dex estava olhando para ela como se quisesse tirá-la do macacão, como se fosse uma banana madura.
Deus sabia que poderia fazer isso facilmente. Estava a só um braço de distância. Poderia apenas estender a mão e puxar se quisesse.
Harper engoliu. Sua respiração quase parou.
— Bem, não estou nua, se é isso que você quer saber.
Seu gemido baixo esfregou contra sua pele como a melhor lixa, seus mamilos dolorosamente esfregando o tecido de seu sutiã.
— Droga.
A palavra saiu dele, levando o calor de seus seios diretamente para suas pernas. Ela deveria mandar ele embora para sua sanidade – empurrar ele para porta e dizer que o veria no domingo, mas o desejo que escurecia seus olhos verdes, geralmente claros, eram uma coisa inebriante.
— Estou usando calcinha. — Ela esclareceu rapidamente, como se pudesse se proteger do olhar incendiário ameaçando derreter seu macacão imediatamente.
— Cristo. — Ele murmurou, seu olhar mais uma vez indo para seu zíper quando ele tirou uma mão do bolso e passou pelo cabelo. — Tudo em que consigo pensar é puxar esse maldito zíper.
Era tudo em que ela conseguia pensar também.
A respiração de Harper era espessa como névoa em sua garganta, seu pulso acelerado. Ele deu um passo em direção a ela.
— Me diga para ir. — Ele murmurou, seu olhar, quase feroz agora, em sua boca.
Harper não podia. Estava praticamente paralisada de luxúria.
Como conseguia ficar de pé sob o olhar dele, não tinha ideia.
— Não.
Deveria. Mas ela não podia.
Era como se uma corda invisível os puxasse implacavelmente juntos e ela não tinha o poder ou a vontade de quebrar. Precisava ser homem se quisesse sair dali sem ser molestado.
— Jesus, Harper. — Ele sussurrou, olhando ela por alguns minutos, olhando nos olhos dela desta vez como se estivesse procurando por algum tipo de salvação.
Ela cronometrou o exato segundo em que ele parou de procurar.
— Porra. — Ele disse, enquanto dava um passo necessário para colocar distância entre eles, as mãos agarrando os braços dela, puxando ela em sua direção quando a boca se fechou sobre a dela.
Depois de dias e dias de fantasias sexuais, o toque de sua boca era como gasolina no fogo, ela ardia de necessidade. Harper ouviu outras mulheres falando sobre ouvir Aleluia quando o homem certo as beijava. Coros de anjos e todo esse jazz. Mas isso não era o que ouvia.
Havia música, tudo bem, mas não era uma bênção gloriosa. Era um enlouquecido rock and roll.
Ouvia os tons de Bourbon-gravel de Nickleback cantando sobre calça ao redor de seus pés e sujeira nos joelhos.
Ela ficou vagamente consciente de que ele a levava de costas para a parede, suas pernas se moviam automaticamente ao insistente empurrão de suas poderosas coxas e ela teve o bom senso em suas faculdades mentais de se mover rapidamente para protestar.
— Não, não. — Ela murmurou, afastando sua boca da dele. — A tinta está molhada.
A respiração áspera foi alta em seus ouvidos por um minuto ou dois, seus olhos vidrados antes que ele rosnasse de frustração e segurasse sua mão, puxando ela para o banheiro mais próximo.
Harper vagamente percebeu o ambiente ao seu redor, ao ser girada e colocada firmemente contra a parede entre a porta e um lavatório, da bomba de espuma de desinfetante não longe de sua cabeça, das duas portas abertas do banheiro sobre o ombro de Dex.
Ela estava muito mais consciente do volume do peito dele, o rico brilho em seus olhos enquanto seu olhar percorria o corpo, o cheiro excitante do homem quente e duro. Os conhecidos cheiros químicos das tintas e dos solventes foram abafados pelo capricho cativante dos produtos químicos mais naturais.
— Não fui capaz de tirar você da minha cabeça. — Ele murmurou, seu olhar fixo no zíper dela de novo.
A cabeça de Harper girou com a admissão. Era uma declaração intoxicante e ela colocou a mão que não percebeu em seu bíceps, no tecido de sua camisa. A respiração saiu forte quando sua mão acariciou a gola aberta do macacão, sobre o decote para brincar com a aba do zíper. As pontas de seus dedos roçaram a elevação de seus
seios enquanto brincava com ela. Seus mamilos ficaram dolorosamente duros em resposta.
— Você está me deixando louco. — Disse ele. — Este zíper está me deixando louco.
Harper sabia exatamente como se sentia. Pensamentos de Dex ocupavam uma quantidade estúpida do seu tempo. Pensamentos dele acalmando a dolorosa dor em seus mamilos com a língua era tudo em que podia pensar agora.
Com a respiração ofegante e o pulso como trovões em seus ouvidos, o olhar de Harper foi para as maçãs do rosto, sua cabeça arqueada enquanto ele puxava um pouco mais, acompanhando o progresso, observando seu trabalho – observando o zíper ceder ao seu insistente puxão para baixo e a lenta revelação de sua calcinha.
Em algum lugar no lodo que agora era seu cérebro, agradeceu por ter escolhido um bom conjunto hoje.
Seu macacão se abriu lentamente para revelar tudo dela, Harper gemeu quando ele puxou mais o zíper, seus dedos roçando suavemente entre suas pernas.
— Oh sim. — Sussurrou Dex, sua voz reverente, a cabeça ainda curvada. — Deus sim.
Ele deslizou as mãos dentro do macacão dela. Sua respiração parou. As terminações nervosas sob a pele se contraíam ao toque dele.
— Sabia que seria assim. — Disse ele, as mãos se movendo para cima, deslizando sobre as taças de seu sutiã e apertando.
Ela ofegou desta vez, arqueando as costas involuntariamente, as omoplatas ainda ancoradas na parede enquanto seus quadris, da mesma altura que os dele, se moveram. Ele recuou, seu pau duro batendo no ponto certo.
— Porra. — Ele gemeu, enterrando o rosto em seu pescoço.
— Mmhgnh. — Ela murmurou ininteligível, esfregando de novo, encontrando alívio para a pressão e a febre entre as pernas.
Seus olhos se fecharam quando ele puxou o sutiã para o lado, suas mãos gananciosas reivindicando cada um de seus seios. Eles se tocaram como adolescentes excitados e Harper gemeu quando ele beijou suavemente seu pescoço, no oco da garganta. Ela gemeu quando ele deixou um rastro molhado descendo. Quando a boca encontrou um mamilo, ela gritou, um violento aperto entre as pernas, tirando ela de seu estupor sexual.
E se não parassem com isso agora, ela gozaria de forma embaraçosa. Provavelmente agora. Sem mencionar o fato de que nunca deixava os homens que mal conhecia abrir sua roupa e chupar seus mamilos.
Porra, eles não deveriam estar fazendo isso.
— Isso não está começando muito bem. — Ela ofegou, se concentrando em soar razoável enquanto ele chupava, tão bem, o seu mamilo. — Parece que estamos verdadeiramente rompendo as regras básicas.
O que era dizer o mínimo. As regras básicas estavam em escombros fumegantes.
Ele soltou sua boca, ofegando enquanto se endireitava para olhar ela nos olhos por alguns minutos, uma frustração masculina potente enchia seu olhar.
— Talvez possamos romper elas por um tempo?
Harper lutou para parecer normal, ao invés de alguém que acabou de ter seu mamilo chupado por um maldito Jedi.
— Romper elas?
Ele assentiu
— Eu sei que você não é contrária à masturbação. Por que não me deixa ajudá-la com isso?
As mãos em seus seios se afastaram, descendo, os dedos acariciando seu abdômen para logo abaixo da renda da calcinha.
Tanto para não o deixar se aproximar de suas partes íntimas. E se elas pudessem conversar, estariam implorando para ele se aproximar.
Seu habitual constrangimento sobre a suavidade de sua barriga e os quadris redondos não apareceu. Tudo o que sentia era a sensação.
Era tão bom, Harper precisou apertar as pernas para evitar gozar.
Ele queria tocar ela? Merda, sim. Estava longe demais para se negar. Pensaria sobre as razões e as implicações mais tarde.
Depois.
— Contanto que seja mútuo. — Disse ela, tocando seu pau duro preso entre eles enquanto ele ainda a provocava nos lugares certos.
A maneira como seus olhos se fecharam e o desespero gutural de seu gemido estrangulado foi direto para sua parte que era cem por cento feminina, a fez apertá-lo por trás da bermuda.
— Cristo. — Ele disse sob sua respiração, seus olhos se abrindo.
— Você está pronta.
Sua mão passou por aquela borda de renda e deslizou, em um movimento fácil, para o calor escorregadio entre suas pernas. A sensação a atingiu como uma corrente elétrica e ela gritou enquanto lutava contra a feliz invasão de seus dedos.
— Deus. — Ele gemeu, seus lábios no pescoço de novo, seu hálito quente deixando arrepios em sua garganta e fazendo o couro cabeludo formigar, enquanto seu dedo se movia continuamente. — Você está tão molhada.
Harper ficou a semana toda molhada.
O movimento, o toque gentil, não era suficiente para o que ela precisava. Contorceu contra a mão dele, esfregando, querendo mais.
— Você quer mais, hein? — Ele murmurou e ela ofegou quando seus dedos de repente ficaram firmes, enviando um redemoinho direto para o nó de nervos que procurava.
Ela estremeceu e contraiu quando ele encontrou, colocando a mão em sua nuca e gemendo quando a roçou – se agarrando a ele enquanto friccionava e esfregava, implacável em sua busca.
— Sim. — Ela gemeu, apertando o pau em sua mão reflexivamente. Seu gemido correspondente encheu seus sentidos e se expandiu em seu peito, ela colocou a mão freneticamente dentro da bermuda, precisando desesperadamente sentir ele, tocar, envolver sua mão ao redor de toda aquela maciez aveludada.
— Porraaa. — Ele gemeu quando ela rápida e avidamente deslizou a mão para cima e para baixo de sua ereção.
Então sua boca estava na dela e eles se beijaram com força, profundo e molhado, gemendo e esfregando, puxando e esfregando de novo. O coração de Harper acelerou e rugiu em seus ouvidos, sua respiração forte, seus seios estavam esmagados contra o peito dele, eles estavam em um maldito banheiro em seu trabalho e ela não se importava.
Só seus beijos quentes, frenéticos e a tensão entre suas pernas que importavam em um mundo que se reduzia apenas aos dois. O roçar do dedo em seu clitóris, o deslizar de sua mão em seu pau, os ruídos frenéticos que faziam enquanto se beijavam em um nível muito mais profundo do que apenas suas bocas.
Mais profundo do que Harper já foi beijada antes.
Em algum lugar dentro dela, perdida na insanidade e na luxúria, sabia que era importante. Que tudo sobre esse homem era
importante. Mas essa parte não estava livre ainda. Seu clitóris que comandava tudo, exigia toda atenção enquanto levava ela imprudentemente ao clímax.
O que não demorou muito. No momento em que ele deslizou dois dedos dentro dela, toda a pressão que estava se formando e se acumulando em suas coxas se soltou de repente e Harper foi lançada aos céus.
Ela afastou a boca, jogando a cabeça contra a parede enquanto voava. Dex esfregou com mais força, mais rápido e ela retribuiu, aumentando a velocidade do movimento de sua mão em seu pau, sabendo pelo tremor de seus bíceps e quadríceps, além dos gemidos guturais que ele estava perto.
E de repente, seus quadris pararam. Um rugido alto saiu de sua garganta. Harper o apertou com mais força, mais rápido, gritando de prazer e triunfo ao mesmo tempo em que gozava, gozando em sua mão.
Seus olhos estavam fechados, mas com a mão ainda firmemente
Seus olhos estavam fechados, mas com a mão ainda firmemente