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Dex piscou ao ver as costas de Harper Nugent. Que porra foi aquilo? Tudo estava bem, então sua pele morena se transformou em alabastro enquanto ela lia uma mensagem. Então olhou para ele com umidade nos olhos violetas.

Ele não teve absolutamente nenhum escrúpulo em pegar o celular dela e ler a mensagem que ainda estava na tela. Era tão horrível que precisou ler duas vezes.

Que porra era aquela?

Sua madrasta lhe enviou aquilo? Não era de admirar que Chuck fosse tão idiota, era obviamente genético.

Ser discreta? Embaraçar Chuck? Provavelmente um tipo de aposta?

Aposta? Que porra ela queria dizer com isso?

Dex deixou o celular cair, estremecendo com a grosseria, a raiva que sentiu no campo na outra noite ao ouvir o modo como Chuck conversava com a irmã. Harper era engraçada, espirituosa e gentil – esteve ali para se compadecer de sua melhor amiga, cuidar de seus irmãos, voluntariar seu tempo no hospital – qualquer homem teria sorte de estar com ela.

E isso sequer chegava perto de seus atributos físicos. A força de seu corpo amazônico, curvas que não acabavam, uma bunda que ele mal podia esperar para colocar as mãos, sua boca... cara, aquela boca, toda cheia e brilhante.

Exuberante.

Olhou para sua pintura – a representação 2D irremediavelmente inadequada. A plenitude não lhe fazia justiça. A umidade não estava

certa. Os contornos de seus lábios não estavam tão perfeitamente definidos. Sua boca era um maldito trabalho de arte. Como captava isso?

Mais importante, como ela ainda estava solteira?

Ele olhou de volta para Harper para encontrá-la voltando a mesa, com uma taça de vinho na mão. O jeans se agarrava às coxas e quadris dela, o cabelo puxado em um rabo de cavalo, balançava atrás dela. As coisas moviam de forma interessante sob sua blusa.

— Sinto muito sobre isso. — Ela disse, um sorriso excessivamente brilhante fixo em seu rosto enquanto se sentava. — Você quer outra bebida? Posso pedir para o garçom.

Dex balançou a cabeça. Ele tomava só uma bebida quando estava em público. Muitos se metiam em problemas exagerando e agindo como idiotas.

— Não, obrigado.

— Você deveria ver algumas das outras pinturas. — Ela continuou, ainda brilhante como um botão. — Fico sempre espantada com a criatividade das pessoas.

Dex pegou o celular. Com certeza não se sentaria ali e fingiria que nada aconteceu ou deixaria as insinuações da vil mensagem que foram descobertas se instalar.

— Eu li a mensagem.

O peito dela inchou e por um momento, pensou que ela brigaria com ele por invadir sua privacidade e se importar com seus próprios assuntos. Ambos os quais ele merecia. Em vez disso, seus ombros caíram, seu sorriso desapareceu e ela olhou para seu vinho.

— Está tudo bem. — Ela descartou o assunto com um encolher de ombros. — Não se preocupe com isso.

Não se preocupar com aquilo? Ela estava louca?

— Esse encontro não é uma aposta.

A incredulidade em seu rosto era cômica.

— Oh, vamos, Dex. — Disse ela rapidamente, seu olhar incrédulo.

— Eu vi todos os seus companheiros de rugby rindo e falando sobre nós, acenando para você na outra noite. Está bem. Eu entendo como essas coisas são. Também estou te usando para esfregar na cara de Chuck. Então estamos quites.

— Não. Está errada. — Ele disse enquanto tomava dois goles de seu vinho. — Ninguém me desafiou a te convidar para um encontro.

— Ok, claro. — Disse ela. — Talvez eles apostem em você. Tanto faz. Não há necessidade de ficar preso ao significado.

— Não. — Dex colocou a mão em seu coração. — Absolutamente não. Nenhuma aposta.

Ela acenou com a mão como se não tivesse importância.

— Por que estamos aqui, então? — Ela insistiu.

— Eu ouvi o jeito que Chuck falou com você no jogo na outra noite, não gostei.

Ela o olhou por longos momentos, em seguida riu, uma leve nota de incredulidade no som.

— Oh Deus. Estou em um conto de fadas e você é o príncipe que virá me resgatar do meu meio-irmão malvado.

— Ok, sim. Posso ser o príncipe corajoso. — Ele sorriu. — Eu posso ser o que você quiser.

Ela não pareceu impressionada com a oferta.

— Então eu sou um encontro de pena. Marque um para Anthea.

Dex estremeceu. Porra, a cadela não marcaria pontos com ele.

— Não. Acredite em mim, eu te desejei muito antes disso.

Ela levantou uma sobrancelha para ele, claramente incrédula.

— Então você ia mesmo me convidar para sair?

Dex hesitou. O desejo de ser honesto em guerra com sua necessidade de proteger seus sentimentos.

Em última análise, a honestidade venceu.

— Não.

— É. — Ela assentiu triunfante. — Isso foi o que pensei.

— Não é assim. — Dex alcançou a mesa e deslizou a mão em seu antebraço. — Olha... — Ele suspirou. Por onde começar? — Eu não costumo namorar, tudo bem?

Ela bufou.

— Não de acordo com a internet.

Ele fez uma careta. Sabia o tipo de fotos que estavam na internet.

Selfies tiradas por fãs do sexo feminino em partidas, os compromissos oficiais e cerimônias de premiação que ele participou como parte de seus compromissos – contratuais e sociais – para o Sydney Smoke.

— Eu não namorei nenhuma dessas mulheres. Isso só acontece no território da porcaria oficial do Rugby.

— Oh, eu não sei. — Disse ela, tomando outro longo gole de seu vinho, movendo a mão no processo. — Eu também vi algumas não muito oficiais.

Dex riu.

— Aquele não sou eu. E de qualquer jeito, forma ou aspecto. — Mas ele sabia sobre elas. Sua cabeça manipulada digitalmente no corpo de uma estrela pornô, um pau de trinta centímetros pronto para a ação com uma gata peituda de joelhos na frente dele.

Dex não era exatamente pequeno no departamento, mas também não queria anunciar falsamente.

Ela olhou por um longo momento, como se estivesse desapontada.

— Então, por que você não namora?

— Porque o rugby é minha prioridade número um no momento.

Tive que lutar muito para jogar profissionalmente, fui muito menosprezado no início da minha carreira.

Dex não tinha vontade de baixar o ânimo de novo ao falar sobre como foi difícil se libertar das circunstâncias de sua juventude e provar que era um concorrente digno. Também não queria que ela pensasse que ele tinha muito dinheiro, mesmo que a ideia de ficar de novo pobre fosse altamente motivadora.

— Mas estou aqui agora e aos trinta, provavelmente tenho só mais alguns anos, jogando em um nível de elite e os relacionamentos distraem.

— Mas muitos homens fazem isso. Se casam. Têm famílias.

— Certo. Isso funciona para eles. Eu? — Dex balançou a cabeça.

Ele foi descartado da seleção com muita frequência. — Trabalhei muito duro para entrar no time e há uma janela de carreira tão estreita nos esportes profissionais, que esse precisa ser o meu foco.

Haverá tempo para relacionamentos depois.

Ela inclinou a cabeça, considerando por um segundo.

— Você é gay?

Dex riu.

— Não. — E se ele não tivesse cem por centro de certeza sobre isso antes, então a perfeita bunda arredondada de Harper confirmaria.

— Então você é apenas... celibatário?

Ela parecia horrorizada e ele sorriu.

— Na maioria das vezes. Ocasionalmente me conecto, mas... — Ele encolheu os ombros. Foi surpreendido por uma ou duas mulheres no início de sua carreira, Dex aprendeu a ser cuidadoso.

— Então você tem um desejo sexual muito baixo, o que é surpreendente, dada a quantidade de testosterona que deve bombear ou... passa muito tempo no chuveiro.

O comentário tirou uma risada de Dex. Ele olhou para o vinho dela – esta era sua terceira taça copo e estava terminando.

— Ah. Agora estamos chegando à inclinação da boca.

— Eu choco você?

— Não. Só que... isso pode ser porque não converso com muitas mulheres... masturbação não é um tópico que geralmente discuto com elas.

— Por que não? Você discute isso com os caras, certo?

Dex se mexeu desconfortavelmente em seu assento. Toda essa conversa sobre masturbação estava tendo um efeito previsível.

— Bem, podemos conversar sobre isso, mas não nos sentamos no vestiário tendo uma discussão séria sobre quantas vezes fizemos isso na noite anterior.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Quantas vezes?

O calor subiu nas bochechas de Dex enquanto pensava em quantas vezes nos últimos dias se masturbou pensando em Harper.

Cristo. Ele era como um adolescente excitado de novo.

— Dexter Blake, acho que você está corando. Para um homem que leu sem vergonha uma mensagem privada, acho que é um pouco tarde para ser puritano agora!

Ela sorria, obviamente se divertindo e ele relaxou. No que diz respeito à Dex, era uma grande melhora no brilho de lágrimas que a maldita mensagem causou.

E os dois podiam jogar esse jogo. Claramente desistiram da coisa da pintura.

Ele ergueu as mãos em sinal de rendição.

— Ei, você quer falar de masturbação? Estou pronto para isso.

Mas está falando com um especialista aqui.

Seus lábios se curvaram, movendo o olhar para baixo.

— Especialista, hein?

— Um Jedi5. — Ele brincou.

Ela riu, mas saiu rouco, o som direto para suas bolas.

— Um Jedi?

Ele concordou.

— A porra do Obiwan6, baby.

— O que faz você pensar que eu não sou uma especialista?

Dex realmente tentou não pensar em Harper deitada gloriosamente nua em uma cama se tocando. Falhou. Seu pau subiu para vida, apreciando o visual.

— Afinal. — Ela continuou piscando para ele. — Posso ter ajuda.

Outro visual explodiu em seu cérebro. Harper gloriosamente nua em uma cama se tocando, um vibrador em forma de sabre de luz dentro dela.

Cristo. Ele realmente gostava dela desinibida.

Ignorando a imagem, ele pressionou.

— Especialistas praticam todos os dias. Quando foi a última vez que você fez isso?

— Ontem à noite. — Ela disse, respondendo sem sequer piscar. — E você?

Ele sorriu triunfante.

— Essa manhã. O que você pensa quando se toca?

— Ultimamente?

5 Personagem fictício da série Star Wars. Vários jedis formam uma ordem de guardiões da paz e da justiça, que dominam o "Lado da Luz" da Força, em contraposição aos Sith, no universo fictício da série. Se torna um Jedi seria ter um alto nível de conhecimento.

6 Grande mentor; tão sábio quanto Mestre Yoda e tão poderoso quanto Mestre Windu. Referência a série Star Wars.

Não. Toda às vezes. Deus, ele queria todos os detalhes sujos. Mas se ela era a especialista que confessou, isso poderia demorar um pouco. Ele encolheu os ombros.

— Isso.

— Você.

Bam! O pau de Dex quase explodiu através de zíper. Ela poderia muito bem ter se inclinado e empurrado as mãos por sua calça.

Ela fantasiou sobre ele quando se tocou.

Ela sorriu como se soubesse exatamente o efeito que aquela pequena bomba teve.

— E você, Dex? — Ela ronronou. — O que pensou?

— Ultimamente?

Ele imitou.

— Claro. — Ela respondeu.

— Sua bunda.

Ela franziu a testa, parecendo insegura sobre si pela primeira vez.

— Minha... bunda?

— Oh sim. — Ele murmurou, seu pau pulsando. — Você tem uma bunda espetacular.

Ela franziu a testa como se a declaração tivesse realmente a confundido.

— Minha bunda?

Dex sorriu com sua falta de compreensão.

— Sua bunda. Acho que desenvolvi uma obsessão completamente anormal com isso.

— Oh... — A luz finalmente surgiu em seus olhos. — Você é um desses homens.

— Homens?

— Que gostam de bunda grande.

— Eu sou. — Dex riu. — Eu realmente sou.

— Eu ouvi sobre o seu tipo, mas pensei que fosse apenas algum tipo de animal mítico. Como um unicórnio.

Dex perguntou se talvez deveria se sentir ofendido por ser comparado a uma criatura tão feminina. Preferia dragão.

— Oh, nós somos reais baby. Me dê uma mulher com quadris e peitos, coxas com as quais você pode quebrar nozes e uma bunda que eu possa agarrar, serei um homem feliz.

— Hmm, isso é engraçado. — Ela murmurou, deixando cair à cabeça para o lado um pouco enquanto o inspecionava. — Nenhuma daquelas mulheres que vi com você nas fotos parecia cumprir nenhum desses critérios.

Ele acenou com a mão desconsiderando.

— Elas normalmente são só garotas que as WAGS7 tentam me arrumar.

— Então você as usa?

— Não. Elas geralmente me usam.

Dex sabia disso com absoluta convicção. Foi educado e cavalheiro.

Porra, encantador. Passou um bom tempo com elas e ficaram mais do que felizes em ter suas selfies para mostrar na segunda de manhã ou postar em suas páginas no Facebook, além de implicar muito mais do que realmente aconteceu com Dexter Blake, primeiro Remador do Sydney Smoke.

Dex não se importava. Tudo fazia parte do acordo. Elas tinham um momento de celebridade e ele conseguia manter seu foco.

— E você não dormiu com nenhuma delas?

Ele balançou sua cabeça. Tanto quanto estava preocupado, todas elas foram muito legais, mas só olhava elas como adereços. Uma

7 Wives And Grilfriends – Termo para designar as esposas e namoradas dos jogadores, independente do esporte.

acompanhante para um evento que precisava participar. Dex poderia colocar a mão em seu coração e dizer a Harper com total honestidade que nunca cruzou essa linha.

Mesmo que muitas tenham tentado.

— Não. Nenhuma.

Seu rosto mostrou incredulidade por um momento antes de rir, balançando a cabeça para ele.

— Uau. Você realmente deve se masturbar muito.

Dex riu também. Era bom saber que ajudou a banir aquele olhar ferido de antes, mesmo que seu cérebro estivesse morrendo lentamente por falta de suprimento adequado de sangue.

Um som de palmas interrompeu a risada.

— Ok senhoras e senhores, hora de colocar os pincéis para baixo e compartilhar suas obras-primas com seu grupo.

Ela arqueou uma sobrancelha para ele.

— Então o que você tem?

Dex olhou para a tela cheia de uma boca rosada gigante. A tinta ainda estava molhada, lhe dando o brilho que o mantinha acordado à noite. Parecia a versão infantil da capa do álbum dos Rolling Stones.

— Não é Michelangelo. — Ele murmurou enquanto girava para Harper ver.

Seus olhos foram para a tela.

— É um pouco artista pop. — Ela pensou. — Mas não é ruim para alguém que não consegue desenhar um boneco.

Seu elogio foi direto para o pau.

— Tive a inspiração certa. — Sua boca – sua viciante boca – se curvou para cima em um sorriso sexy e isso foi direto para o seu pau também.

— Bajular não te levará a nada.

Dex sorriu. Ele não tinha tanta certeza disso. Ela parecia muito interessada em seus assuntos.

— Sua vez. Eu mostrei o meu. Hora de me mostrar o seu.

Ela piscou para a tela como se estivesse vendo pela primeira vez.

— Eu não tenho certeza do que é. — Disse depois de longos minutos. — Começou como uma floresta tropical, mas... — Ela parou quando virou a pintura.

Dex teve uma festa visual. Folhas verdes ricas de tamanho e tonalidade variadas emolduravam a pintura. Gotas de água cintilavam e brilhavam em algumas das folhas, rostos e olhos minúsculos espreitavam da folhagem. A vegetação invadiu a peça central que parecia muito com o H de uma trave.

Mas não havia nada de rugby nisso.

Parecia mais um mastro do que uma trave, com trepadeiras verdes e douradas girando ao redor das traves e flores tropicais brilhantes que desabrochavam intermitentemente. Uma dúzia de pequenos gambás de cauda de anel pendia da barra em poses variadas, todos claramente se divertindo.

Incrivelmente detalhado. O olhar de Dex observou a tela implacavelmente, da esquerda para direita, para cima e para baixo.

Cada vez, um par de olhos que não viu antes se tornava óbvio ou o brilho de uma flor se revelava. Era absolutamente fascinante.

Definitivamente exuberante. O tipo de lugar onde poderia imaginar Adão e Eva. Ou Tarzan e Jane. Fumegante e primitivo.

— Isso é uma trave de gol? — Ele perguntou quando finalmente tirou os olhos da tela.

— Sim. Não tenho certeza de onde veio.

Dex riu de sua óbvia confusão.

— Acho que Freud pode ter um dia de campo com isso.

— Você acha que é fálico8? — Ela inspecionou a pintura novamente antes de balançar a cabeça para ele. — Claro, você é um homem. Acham que tudo é fálico.

Dex sorriu desanimado.

— Posso ficar com ela?

— Oh. — Sua boca formou um O surpreso e exuberante, atraindo o olhar de Dex. — Claro, se quiser.

— Essa é a parte em que você diz que simplesmente deve ter minha obra de arte também. — Brincou ele.

Harper riu.

— Mas é claro.

— Aqui, vou até assinar. — Disse ele, mergulhando um pincel fino no pote de preto. — Você assina o seu também.

Ele rapidamente rabiscou Dex, o Garanhão, no canto inferior direito antes de entregar.

Ela colocou um simples Harper, mas pintou um pequeno coração onde o A deveria estar.

— Oh garoto. — Ela apertou a mão ao peito em falso entusiasmo.

— Agora tenho um original assinado de Dexter Blake. Valerá uma fortuna em alguns anos.

— Sim. — Dex bufou. — Tenho certeza de que alguém comprará por dez dólares no eBay. Talvez cem, se ganharmos o primeiro lugar.

— Vender? Nunca. — Negou, mantendo o ato. — Definitivamente preciso de uma boca assim na minha vida.

O olhar de Dex mais uma vez se concentrou em sua boca.

— Não precisamos todos nós?

Seus olhos se cruzaram por uma ou duas batidas, ele jurou que podia ouvir sua respiração antes que o toque de seu telefone os

8 Que se refere ao falo; relativo ao órgão reprodutor masculino: símbolo fálico. Que se assemelha ao falo: peça fálica. Que idolatra o falo: culto fálico.

interrompesse. Harper ficou tensa quando olhou como se fosse uma jiboia saindo de sua tela.

— É ela? — Dex perguntou.

— Sim.

— Não olhe.

— Não vou. — Disse ela, pegando sua taça de vinho e tomando um gole.

Ele estendeu a mão.

— Me dê isso. Vou deletar.

Ela balançou a cabeça enquanto colocava a taça na mesa e pegava o telefone.

— Não precisa. — Ela bateu na tela algumas vezes e depois desligou o telefone. — Não vou olhar.

Não olharia. Mas não esqueceria. A leveza do humor evaporou. Era difícil acreditar que estiveram falando sobre masturbação há meros minutos atrás.

A raiva se agitava no peito de Dex. Harper era linda. Podia não se encaixar na noção social do que constituía a beleza nos dias de hoje, mas para ele, ela era a porra de uma Deusa. Merda, se pensasse que poderia dormir com ela e não querer mais, a estaria arrastando para fora do restaurante agora. Pelo cabelo, se necessário.

Uma onda primitiva de posse agarrou ele pelas bolas.

— Você não deveria ter que aturar essa porcaria. — Ele rosnou.

— Está bem. Estou acostumada com isso.

Estava colocando um rosto corajoso, mas as mensagens obviamente chegaram a ela. Não deveria ter que se acostumar com isso. Por impulso, ele disse:

— Vamos fazer isso de novo.

Seria amaldiçoado se ficasse sentado ali a vendo esmagada quando deveria estar sentada, trabalhando seus bens como uma chefe do caralho.

— Pintura?

Ele balançou sua cabeça.

— Encontro.

— Dex. — Sua voz era baixa e rouca, sua rejeição iminente óbvia.

— Isso é muito gentil da sua parte, mas sou uma menina grande, com certeza. — Ela riu, mas havia uma frágil vantagem nisso. — Eu não preciso de mais encontros por pena. Estou bem. — Ela estendeu a mão e apertou a dele. — Mesmo.

A convicção em sua voz era sólida e acreditava nela. Ela certamente não parecia prestes a desmoronar.

Mas foda-se, ele estava comprometido agora.

Não que namorar ela, mesmo para mostrar, fosse qualquer tipo de dificuldade.

— Não quer incomodar eles? Chuck e a madrasta. Só um pouco?

Ela sorriu e seu rosto inteiro se iluminou.

— Somente nos últimos treze anos.

Dex se iluminou por dentro. Não deveria fazer isso. Ela era a própria definição de brincar com fogo. Mas Chuck Nugent e o cavalo que ele montava podiam se ferrar.

— Então faremos isso. Vamos namorar. Vamos dar algo para realmente irritar eles.

— Você disse que não namorava.

— Não namoro.

— Mas está preparado para... — Sorriu. — Fazer o sacrifício?

Dex abaixou o olhar para os seios dela, demorando deliberadamente antes de levantar de novo.

— Será um trabalho duro.

Seu sorriso escorregou quando ela o olhou duvidosamente.

— O que o namoro envolve, exatamente?

— Nos encontramos socialmente em algumas ocasiões. Sair para curtir. Nos divertir enquanto irritamos Chuck.

Ela o considerou por alguns minutos.

— Isso?

— Você quer mais? — Dex tentou desesperadamente não pensar em mais. Sobre como viciante poderia ser com Harper Nugent.

— É o seu plano. — Ela encolheu os ombros. — Acho que devemos definir os parâmetros antes de decidirmos fazer isso. Ou não.

— É o seu plano. — Ela encolheu os ombros. — Acho que devemos definir os parâmetros antes de decidirmos fazer isso. Ou não.

No documento Pegasus Lançamentos. Apresenta. Playing (páginas 37-53)