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— Algo mais importante que você precisou fazer? — Griff perguntou, sua voz baixa e gélida, quando Dex correu para o campo quarenta e cinco minutos depois.

O treinador do Smoke era um homem grande como um leão. Em seus quarenta e poucos anos, seu cabelo estava generosamente grisalho e com uma expressão permanente que franzia o rosto em linhas duras. Aparentemente, as mulheres acharam isso sexy em vez de aterrorizante. Havia uma insana e popular página de fãs no Facebook dedicada a ele, cheia de seus próprios memes22.

Obviamente, elas nunca estiveram no lado errado de sua ira.

Houve momentos em que Griff podia gritar alto o suficiente para deixar todo mundo nos subúrbios ao redor saber de seu descontentamento. Mas sua fúria silenciosa e ameaçadora que era a mais perigosa.

Porra.

— Não, treinador. Eu... — Nada menos do que um apocalipse ou admissão à terapia intensiva satisfaria Griff. — É complicado. — Disse Dex sombriamente. — Mas isso não vai acontecer de novo.

Seus olhos brilharam.

— Você cuidou disso?

Dex assentiu.

— Sim.

— Bom. — Ele apontou para o campo atrás dele. — Sorte sua, treinará duas vezes. E estará no banco no jogo de sábado.

22 A expressão meme é usada para descrever um conceito de imagem, vídeos, GIFs e/ou relacionados ao humor, que se espalha via Internet.

Dex usou sua fúria em si mesmo e no castigo de Griff para levá-lo através da sessão cansativa. Eles sempre foram fisicamente desafiadores, mas ter que fazer tudo duas vezes o levou ao limite.

Quando chegou ao vestiário, nunca esteve tão exausto em sua vida.

Só algumas horas de sono, combinadas com um programa de exercícios especificamente projetado por Griff para fazer homens adultos chorarem depois de só uma corrida, o deixaram completamente exausto.

Nada como uma recuperação gentil, nada até onde Griff temia.

Os rapazes estavam misericordiosamente desprovidos de vontade de conversar de qualquer maneira – obviamente com pena dele enquanto sentava sua bunda no banco. Além disso, Linc falava sobre uma garota que ele conheceu em um clube na noite passada e Dex nunca esteve tão grato pela boca grande e ego maior ainda de Linc.

O suor escorria de Dex e cada músculo tremia como uma sopa gelatinosa quando ele se inclinou para frente nos cotovelos e segurou a cabeça entre as mãos. Cheiro de suor, grama e pomada muscular o rodeavam.

— Você está bem? — Tanner perguntou, sua voz baixa quando ele se sentou ao lado de Dex, suas pernas no lado oposto do banco.

— Já estive melhor.

— Precisa conversar?

Dex balançou a cabeça. Tanner era seu capitão e amigo, mas eles não conversavam sobre nada pessoal. E era assim que Dex gostava.

— Sabe... — Tanner hesitou. — Griff é um gênio. No rugby. Mas ele não tem nada fora disso, Dex. Sua vida pessoal é um deserto. Não tente imitar um homem tão atrofiado emocionalmente que mal suporta olhar para a própria filha a maior parte do tempo.

Dex encolheu os ombros.

— Ele passou por muita coisa.

Griffin King nunca falava sobre a tragédia que aconteceu em sua vida vinte anos atrás. Nem ninguém mais, sequer entre eles. Era um tabu.

— E ele está sozinho. — Acrescentou Tanner. — Ficar sozinho é uma merda.

— Porra. — Disse Dex, tentando aliviar o clima. — Tilly realmente tem você pelas bolas, não é?

Tanner sorriu.

— Ela foi a melhor coisa que já aconteceu comigo.

Dex piscou com a declaração.

— O quê? — Ele riu. — Melhor que o rugby? — E se Dex apostasse, diria que a prioridade de Tanner era o jogo.

— Eu desistiria amanhã se ela pedisse.

Dex esperou que Tanner mostrasse uma segunda cabeça ou fizesse algo para indicar sua aparente possessão demoníaca.

— Olha cara. — Disse Tanner. — Acho que você realmente gosta dessa garota. Nunca te vi sério com ninguém e te conheço desde os dezenove anos. Não estrague tudo.

Talvez Tanner estivesse certo. Talvez houvesse mais para ele e Harper. Talvez houvesse mais do que só amigos com benefícios. Mas não conseguia pensar nisso agora. Não podia ir por este caminho.

— Eu me preocuparei com toda essa merda depois que minha carreira terminar.

Tanner gemeu.

— Não faça dela o seu prêmio de consolação, cara. Jesus, você não sabe nada sobre mulheres?

— Só o que Linc me diz. — Disse ele com um sorriso sem humor, inclinando o queixo para Linc, ainda conversando.

— Cristo, isso é uma preocupação. — Tanner sorriu. — O que Linc acha que sabe, ocuparia todo o espaço na internet. O que realmente sabe cabe no verso de um selo postal.

Dex riu. Linc falava muita merda, mas pelo menos estava focado no jogo.

— Ela não vai ficar por perto, cara. — Tanner continuou. — Algum outro homem vai se aproximar, então você estará muito velho e quebrado para espancar ele.

O pensamento de Harper com alguém passou por sua cabeça, enchendo Dex com o impulso irracional de esmagar seu punho no armário mais próximo. Embora o rosto de Tanner pudesse ser uma boa alternativa se ele não calasse a boca.

Ele abaixou a cabeça de um lado para o outro para esticar seus músculos, depois parou no caso de sucumbir ao impulso. Precisava de um banho. Precisava ficar sozinho. Precisava rastejar em sua cama e morrer por algumas horas.

Precisava esquecer Harper Nugent.

Sinalizando que a conversa terminou, ele tirou a camisa enquanto andava até o armário.

Um uivo soou ao redor, ecoando pelos armários e ele percebeu tarde demais que era sobre a pintura em seu corpo.

Porra. Lá se foi sua tentativa de evitar a conversa.

— Não olhe agora Dex. — Disse Bodie. — Mas acho que você está pegando fogo.

— Fumegando. — Linc disse com sua melhor voz de Jim Carey.

— Tinta legal, cara. — Acrescentou Donovan. — Mas você deveria realmente pegar seu dinheiro de volta. Está um pouco borrada.

Uma parte da fumaça rodopiante de Harper estava borrada por ter rolado nos lençóis com ela ou escorrida pelo suor de seu corpo. Mas ainda era em grande parte reconhecível.

— Então, é onde você estava. — Ponderou John Trimble. — Espero que tenha terminado bem.

Dex pegou uma toalha no armário e fechou a porta.

— Por que não pergunta a sua mãe, Johnny. — Ele respondeu e se afastou.

As risadas o seguiram até o chuveiro.

Demorou duas semanas para Dex quebrar. Sua vida foi para o inferno e odiava isso. Depois de ir para o banco naquele jogo, se sentia ansioso e pronto para o próximo, mas estragou tudo, incluindo uma linha que levou a outra equipe marcar uma importante jogada e vencer a partida.

Griff estava apoplético, mas ninguém se culpou mais que Dex.

Seu treinamento também estava sofrendo. Houve uma época em que o rugby ficava em sua cabeça de manhã à noite, especialmente durante os treinamentos, quando ele estava batendo e suando como um porco, dando tudo o que tinha e muito mais para o jogo e para Griff. Agora, tudo em que conseguia pensar era Harper.

As coisas que ele disse a ela naquela manhã. A resposta dela.

Ele sentia sua falta.

E não teve nenhum alívio nos pensamentos à noite. No escuro, quando sua mente finalmente diminuiu o suficiente para adormecer,

seus sonhos ficaram fumegantes e ele acordou com um sobressalto, seu corpo doendo, alcançando ela, desesperado por seu toque.

Cristo, se houvesse um prêmio mundial por masturbação, Dex ganharia. Ele ficou deitado no escuro, noite após noite, sua mão em seu pau, pensando em seu rosto, seu cheiro, a sensação de seu cabelo roçando seu estômago, apenas para ficar com um pau mole, aquela sensação doentia e vazia no rescaldo.

Porque nenhuma quantidade de gratificação instantânea poderia compensar sua ausência.

Ele sentia sua perda a cada momento do dia. Isso pesou mesmo durante o treinamento, arruinando sua concentração. E toda vez que usava um equipamento de forma errada ou soltava uma bola, Griff ficava mais sombrio e macabro.

Dex ficou tão desesperado que deixou Linc levá-lo a um clube de strip, pensando que poderia encontrar uma distração ali. Uma mulher com quadris e coxas. Alguém com quem pudesse fechar os olhos e fingir. Mas nenhuma das mulheres o atraiu e foi deixado a sua própria sorte mais uma vez.

Ele não sabia que tipo de mandinga selvagem Harper fez, mas ela ficou sob sua pele e o deixou viciado.

Quando a porra aconteceu, não tinha ideia. Mas sabia que precisava consertar isso.

Rapidamente.

Ele precisava dela em sua vida. Precisava das coisas como estavam. Então, talvez seu mundo pudesse retornar à programação normal.

Rugby seis dias por semana e Harper aos domingos.

Ele não estava nervoso quando bateu na porta dela. Seu coração estava bombeando com certeza, mas isso era por antecipação. Mesmo que ela o expulsasse, ele voltaria a ver ela e francamente, daria sua bola direita apenas por um vislumbre.

Ele esperou até as seis, imaginando que ela estaria em casa do hospital. E se não estivesse em casa, esperaria por ela. Fez isso antes e não estava nem perto do desespero quanto agora.

Deveria ter ligado. Ou no mínimo, enviado uma mensagem. Seria a coisa educada a fazer. Mas não queria que ela desligasse ou soubesse que estava chegando.

Ele a queria tão em desvantagem quanto estava em relação a ela.

A porta se abriu abruptamente e ele não pode dizer quem ficou mais surpreso – Harper, pela inesperada visão dele depois de duas semanas de silêncio ou ele, ao encontrar ela em seu longo roupão vermelho com símbolos japoneses de algodão amarelo costurados nos painéis frontais. Seu cabelo preso sobre a cabeça, com toalha no braço.

Ele apostaria sua outra bola que ela estava nua por baixo.

Nenhum deles disse ou fez nada por alguns minutos. Mas podia ouvir a aspereza de sua respiração, ecoando a sua própria e ver a dilatação selvagem de suas pupilas.

— Vá embora. — Disse ela finalmente, irritada, batendo a porta na cara dele.

Mas ele foi muito rápido, pegando ela antes de fechar, segurando contra o insistente empurrão de seu braço.

— Por favor. — Ele disse. — Só quero conversar. E tenho algo a dizer.

— Eu não quero ouvi. — Disse ela, sua voz glacial.

— Eu não vou embora até dizer o que quero.

Ela o olhou, obviamente pesando suas chances de ganhar um cabo de guerra com a porta e concluindo que não ganharia.

— Tudo bem. — Sua mão caiu do batente da porta. — Mas estou saindo e tenho quinze minutos para tomar um banho, me preparar e sair pela porta, então é melhor você falar rápido.

Ela se afastou, caminhando pela sala e indo para seu quarto. Dex não teve escolha senão seguir se quisesse falar com ela.

— Onde você está indo? — Ele perguntou quando entrou em seu quarto a tempo de pegar o farfalhar de tecido vermelho.

E com quem?

Ele a seguiu até o banheiro. Ela jogou a toalha sobre o vidro do box do chuveiro quando ele se aproximou. Dex parou na linha onde as tábuas de madeira de seu quarto encontravam os azulejos do seu banheiro, encostando no batente da porta. Parecia uma linha que ele provavelmente não deveria atravessar, embora, Deus soubesse, isso parecia ser coisa deles.

— Para um filme. — Disse ela, olhando por cima do ombro para ele: — Não que seja da sua conta.

— Você vai com alguém?

Ela arqueou uma sobrancelha que transmitia perfeitamente: está falando sério?

— Sim.

Dex decidiu sair agora. E se ela dissesse que era um homem, ele não confiava em si mesmo para não fazer algo drástico como arrastá-la e beijá-arrastá-la até que ambos não pudessem respirar.

Ele colocou as mãos nos bolsos só para se sentir seguro. Deveria conquistá-la, não demonstrar que era um homem das cavernas.

— Eu vim me desculpar por aquela manhã.

— Sério?

Dex não sabia dizer o que realmente significava. Sua voz estava neutra, assim como o rosto. Ela não estava dando nada.

— Sim. Realmente. — Ele tentou injetar remorso nas duas palavras.

Ela o olhou por alguns minutos.

— Certo, tudo bem. Obrigada. — Ela disse levianamente. — Não deixe a porta bater em sua bunda ao sair.

Ela abriu a porta do chuveiro, mas Dex se moveu mais rápido, a mão pousando em seu ombro para impedir ela de entrar. E de nada mais, precisava que ela soubesse que sentia muito.

— Por favor, me deixe explicar.

Sua mandíbula flexionou quando o olhar dela foi para a mão em seu ombro. Dex podia sentir a rigidez de sua estrutura na palma da mão.

— Tudo bem. — Ela disse, seus dedos rapidamente soltando o cinto e contorcendo os ombros. Sua mão caiu, assim como o roupão, deslizando para o chão e se juntando a seus pés. — Você tem dez minutos.

A respiração saiu de seus pulmões enquanto a pele ficava exposta a sua visão.

— Puta merda...

Ela estava sendo deliberadamente provocativa ou apenas prática?

Estava supostamente com pressa e não era como se ele não a tivesse visto nua antes.

Dex gostaria de fazer a coisa cavalheiresca e desviar o olhar, mas não estava em seu poder. Na verdade, a olhou bem – o impulso de seus seios e os mamilos duros, pele morena, barriga macia, quadris arredondados, pernas longas e fortes.

Sua Xena, princesa guerreira.

— Nove e meio. — Disse ela, seus lábios curvados em um sorriso amargo quando entrou e fechou a porta atrás dela.

O vidro do box tinha uma larga faixa na metade, obscurecendo tudo, do meio da coxa até os ombros.

Em outras palavras, as boas partes.

E não parecia importar com seu olhar, seu copo permaneceu teimosamente congelado. A água era como uma música de fundo ao filme pornô amador que estava passando por sua cabeça.

Ele abriu a porta e entrou. Dizendo que ela era uma garota suja.

Pegou o sabonete e se ofereceu para limpar ela.

Cristo.

Teve um efeito previsível dentro de seu jeans e Dex desejou ter vestido uma calça menos confortável.

— Nove!

Porra. Pouco menos de cobiça e muito mais conversa, idiota.

Dex respirou fundo para firmar a batida de seu coração.

— Sinto muito por sair daquela forma. Entrei em pânico. Não estava... pensando direito.

— Eu nunca pedi para você passar a noite, Dex. Na verdade, nunca exigi nada e com certeza você não se amarrou na minha cama.

— Eu sei. — Ele disse rapidamente, desejando que ela tivesse usado um pouco menos de imaginação sexual, mas agradecido de que estivesse pelo menos falando agora. Ela estava de costas para ele e

viu a água escorrer pela nuca e os dois primeiros pontos de sua espinha.

— Fiquei chocado e com raiva de mim mesmo mais do que qualquer outra coisa. Acho que sempre fui um pouco paranoico com relação a perder tudo e voltar para Perry Hill, por isso que eu nunca me atrasei para o treino. Mas foi minha culpa e acabei jogando em você. Foi errado da minha parte e sinto muito.

— E ainda demorou duas semanas para descobrir.

— Não. — Ele balançou a cabeça. — Soube que era um idiota imediatamente. Mas imaginei que... dar um tempo fosse melhor.

Melhor me odiar de qualquer maneira, certo? — Ele sorriu sombrio e ela não pode ver porque ainda estava de costas e ocupada ensaboando.

Claro. Porra. Me mate agora.

Ele deu um passo em direção ao espelho, em seguida, se virou e colocou a bunda contra a penteadeira, olhando diretamente para a porta aberta, em vez das bolhas de sabonete que escorriam pelo seu pescoço.

— Só levei duas semanas para perceber que não posso me afastar.

Nada é o mesmo, Harper. Minha concentração está dispersa, meu foco está embaçado e meu jogo desapareceu.

— Ah. Então isso é sobre rugby.

As mãos de Dex se fecharam enquanto ele mentalmente rejeitava sua declaração simples. Sim, ele queria seu jogo de volta ao campo, mas era mais do que rugby.

E se não soubesse disso antes, sabia agora.

— É sobre não ser capaz de tirar você da minha cabeça. Sobre o quanto gosto de te ter na minha vida. Quanto gosto de estar com você. Quanto tudo funciona melhor com você por perto.

— Jesus Dex, você me faz soar como uma empregada. Ou uma lata de WD-4023.

— Sinto muito. Não sou muito bom nesse tipo de coisa. E... — Ele parou antes de dizer o que queria.

— E?

— Não importa. — Ele descartou. Estava tentando reconquistar ela, não a irritar com seus pensamentos mal concebidos, movidos à testosterona.

— Pelo amor de Deus Dex, foi você quem que entrou aqui para se explicar, então só fale.

Ele suspirou.

— E o pensamento de você toda molhada e escorregadia não está ajudando.

Ela não disse nada.

— Então, é sobre sexo também?

— Não. — Negou, apesar da furiosa ereção. Não é só sobre sexo.

— Não? — Sua voz soou incrédula. — Nem mesmo se eu disser que estou me tocando agora?

O ar nos pulmões de Dex saiu abruptamente quando ele olhou para ela. Ainda estava de costas, a água ainda escorrendo pelo pescoço, onde alguns fios molhados estavam. Uma palma estava pressionada contra os azulejos acima de sua cabeça. A outra... porra.

— Harper. — Ele não quis dizer isso para sair tão rosnado, mas seu controle, que era pouco desde que ela atendeu a porta em seu roupão, quase desapareceu.

— Você não pensou em mim assim, Dex? — Ela perguntou, sua voz rouca.

23 É uma marca registrada largamente utilizada em diversas áreas como óleo de penetração (limpador, lubrificante e solução anticorrosiva). Como se ela fosse um óleo que fizesse ele funcionar direito.

Dex virou para o chuveiro devagar. As bolas insuportavelmente apertadas.

— Harper.

— Sabe que as mulheres podem ter sonhos molhados também? — Ela perguntou, sua voz rouca enquanto ignorava o aviso áspero dele.

Ele fechou os olhos, paralisado tanto pela pergunta quanto com a imagem, os seios pressionados contra os azulejos frios, a mão entre as pernas.

— Não sabia disso até as últimas duas semanas, mas realmente acordei molhada e quase gozando, confusa sobre o que estava acontecendo, mas depois lembrei o que você fez comigo no sonho.

Deus, Dex, esses sonhos...

Dex engoliu. Ele não podia ver ela se tocando, mas seus dedos apertaram no azulejo acima de sua cabeça, os nós dos dedos ficando branco, a respiração ofegante.

— Sim. — Ele disse com voz rouca, de repente achando difícil respirar. — Tenho eles também.

— Sim? — Ela exigiu, sua voz baixa, mas muito irritada. — Vai entrar no maldito chuveiro ou quer um convite por escrito?

Dex piscou com a ordem inesperada. Que porra era aquela? Ela queria que ele se juntasse ao banho?

— Dex!

Ele adivinhou que sim.

Deveria dizer não a ela. Deveria insistir para conversarem. Deveria ficar fora do chuveiro. Mas não podia. Nem mesmo se sua vida dependesse disso.

Respondendo ao desespero que deixava sua voz como cascalho, ele tirou as roupas em dez segundos, rapidamente colocando um

preservativo. Suas mãos tremiam quando ele abriu a porta de vidro e entrou.

— Dex. — Ela ofegou, olhando por cima do ombro para ele, seu olhar caindo para a evidência de sua excitação. Ela arqueou as costas levemente, empurrando sua bunda na direção dele. — Deus... estou tão perto.

Seus pés estavam bem afastados, as pernas abertas, embora ele não conseguisse ver exatamente onde estava sua mão, seu cotovelo inclinado obviamente em movimento. A água caia em sua nuca e escorria pelas costelas e costas, depois por sua bunda e descendo pelas coxas.

Ela estava gloriosa. Ele queria se ajoelhar, segurar as bochechas da bunda e enterrar o rosto no calor molhado entre as pernas.

— Dex.

A necessidade crua em sua voz estimulou ele a agir. Não parou para perguntar o que ela queria – seu corpo sabia exatamente em um nível primitivo o que era. Parou atrás dela facilmente, uma mão em seu abdômen para tocar um seio, o mamilo duro contra o centro da palma da mão, a outra deslizando entre as pernas dela, tocando.

— Sim. — Ela ofegou, pressionando contra ele, seu pau preso entre sua bunda. A mão deslizou para o alto dos azulejos, se juntando à outra, os nós dos dedos também ficando brancos quando Dex se concentrou no duro nó de nervos entre suas pernas e esfregou.

Ele tentou beijar ela, mas ela virou o rosto, seus lábios pousaram em sua bochecha. Deveria ficar irritado ou insultado. Deveria ver isso como um mau sinal, mas tudo em que conseguia pensar era entrar nela.

Seu coração estava acelerado, assim como o dela, seus corpos

Seu coração estava acelerado, assim como o dela, seus corpos

No documento Pegasus Lançamentos. Apresenta. Playing (páginas 173-189)