“Agora que esse aborrecimento está fora do caminho, nós vamos cavalgar,” ele disse alguns minutos depois de levá-la de volta pelas escadas para o quarto dela. “Seu jeans tá bom para isso.”
Ele pegou as novas botas.
“Cavalgar?” ela disse. “Cavalos? Eu nunca estive em um. Eu não sei como.”
“Se você pode encarar uma gangue de terroristas, você pode certamente cavalgar a égua calma da minha mãe. Era um dos carro-chefe dos prazeres que meus pais tinham – vir aqui e cavalgar livre e sem ser observados pelos cidadãos comuns.
E com isso Rafiq levou-a para fora novamente, pelo portão, passando por outra casa bem menor que ela descobriu ser de Yasmina e Malik e para o bloco dos estábulos e garagens.
Eles saíram de um sol cegante para um mundo à meia luz, cheirando à feno, couro e poeira. Os cavalos relincharam em cumprimento. Para Laurel eles pareciam enormes. “Eles moram aqui o tempo todo?”
“Por muitos anos. Tem sido a casa deles desde sempre. Esse lindo cavalo preto era do meu pai.” Ele se aproximou, acariciando o pescoço musculoso brilhante, e, murmurou palavras de ternuras em Sunamita. “E essa é Azizah, a égua da minha mãe. Venha, Laurel.
Deixe-a conhecer você.” Ele pegou a mão dela e colocou no flanco quente da égua.
“Azizah,” ela repetiu, tentando aparecer muito mais corajosa do que se sentia.
“Quer dizer ‘preciosa’. Ela era muito preciosa para minha mãe. E ele é Muzaffar, o que você traduziria como... ‘vitorioso’.”
“Preto para o Rei, branca para a Rainha?”
“Azizah é cinza. Cavalos cinza ficam brancos com o tempo. Sim, ela está quase completamente branca agora,” ele adicionou, mantendo a mão de Laurel debaixo da dele e esfregando-a para
cima e para baixo sobre a égua. “Yasmina e Malik os exercitam todos os dias que eu não possa fazê-lo. Nós todos usamos os mesmos robes, então mesmo para um observador treinado os cavaleiros parecem idênticos. Se alguém estiver observando, eles não verão nada diferente.”
“Você realmente precisa ser tão cuidadoso?”
“Eu escolhi ser,” ele disse em um tom que não deixava margem a uma discussão.
Malik já tinha selado ambos. Rafiq ajudou Laurel com as botas dela.
“Use isso,” ele disse, tirando um robe tradicional de um prego e a envolveu nele.
“Você disse que não havia nada aqui que eu pudesse usar noite passada,” ela acusou. “Isso teria me coberto.”
“Cheira a cavalo. Eu não teria levado você para minha cama nisso.”
“Você não teria que ter me levado para sua cama de modo algum, se você tivesse sido gentil e razoável e não tivesse tentando me trancar no outro quarto.”
“Gentil e razoável?”
Ela deu um passo involuntário para trás com o tom de suave ameaça dele. “Gentil e razoável,” ela repetiu, queixo erguido em desafio.
“Resgatá-la daqueles bandidos e direcionar você para a segurança da chalé não foi gentil? Certificar-me que você não fosse vagar novamente para o deserto hostil não foi razoável?”
“Não me contar nada, não foi gentil.”
“Eu te contei tudo. Eu contei a você muito mais do que devia – mais do que eu já contei a alguém antes.”
Ela colocou a cabeça de um lado e o encarou. “Fazer-me ficar em sua cama não foi razoável. Eu não dormi nada.”
“E eu ainda menos, preocupando-me a noite toda que você sairia dos meus braços e tentaria algo estúpido com uma das armas. Elas não estão carregadas, por falar nisso.”
Ela bufou. “Eu tinha uma faca em mente para você. Uma faquinha bem afiada, bem aqui.” Ela cutucou o peito dele.
Ele agarrou a mão dela e moveu-a. “Aqui. Aqui é onde você precisa me esfaquear. Lembre disso para que você acerte. Eu prefiro não ser abandonado à beira da morte.”
O rosto dele estava impassível, mas ela percebeu um brilho sexy nos olhos dele. Sem aviso, ele abaixou a cabeça e deu um pequeno beijo veloz nos lábios surpresos dela. “Que deliciosa tentação você é, Srta. Kiwi. Eu preciso cobrir sua linda boca para que eu não fique sempre olhando para ela e pensando em fazer isso.” Ele se inclinou novamente, para um ataque mais lânguido e suave, e, as pernas de Laurel viraram geleia enquanto ele explorava os lábios dela com a ponta da língua dele. Instintivamente, ela se esticou, segurando os ombros dele e começou a procurar a língua dele com a própria. As sensações incríveis se intensificaram quando ela a encontrou. As carnes deles deslizaram juntas, e seu corpo previamente imóvel, formigou e flamejou em uma tempestade de fogo fascinante.
Então homens podiam ser assim?
Na limitada experiência dela eles eram valentões ou bobos ou animais. As exibições do nojento do Gary tinham acabando com o desejo dela por sexo mais certamente do que qualquer palestra de um médico bem intencionado ou assistente social podiam ter feito, mas Rafiq...?
Ele se afastou com um sorriso triste e um suspiro.
“Você pode me fazer esquecer que estamos aqui cavalgar,” ele disse, voz rouca.
Laurel pulou pra trás, envergonhada. Como ela podia esquecer que era refém dele, e, que ele se recusava a deixá-la livre? Ela tinha caído nos braços dele tão facilmente – comportamento totalmente inaceitável para uma prisioneira mostrar ao seu carcereiro. Ela franziu o nariz e virou para longe dos olhos belos dele.
Rafiq alcançou o gorro dela e mostrou-a como ajustá-lo para que protegesse o máximo do rosto dela.
“Isso a manterá a salvo de mim, sua tentação loira de olhos azuis,” ele disse. Mas os nervos ainda trêmulos dela disseram que a segurança estava bem distante, e, de qualquer forma ela não estava mais certa de que queria estar a salvo da sexualidade potente dele.
Ela viu com fascinação enquanto ele colocava o próprio robe e o gorro. Ele deixou o rosto dele descoberto.
“Você pode usar a sua dessa forma agora que está longe do meu alcance,” ele disse. “Você não galopará hoje.”
Ele levou os cavalos para fora e ajudou-a a montar, aparentemente gostando da desculpa que isso dera de tocá-la novamente. Laurel se encolheu quando as mãos dele agarraram a bunda dela para empurrá-la para cima. Ele ajustou os estribos dela e mostrou como segurar as rédeas.
“Seus pés, Laurel,” ele disse, agarrando-a ao redor do tornozelo,
“desse jeito.” Ele empurrou o calcanhar dela e então o dedo.
“Segure suas pernas firmes ao redor dela, mas não aperte – e se mova com ela, não contra ela. Se você quer que ela vá para frente, então você aperta com a parte inferior das suas pernas.”
“Aperte para frente,” ela repetiu.
“Se você precisar que ela pare, puxe gentilmente as rédeas e ela saberá o que você quer dizer. Para virar, mova a parte superior do seu corpo para onde você quer ir e isso mandará o sinal através das rédeas para ela.” Ele subiu em Muzaffar e eles deixaram o estábulo em um andar suave.
Ela achou os primeiros minutos aterrorizantes. Azizah parecia tão alta, tão enorme, tão instável. Laurel andou para frente e para trás, apesar do cavalo gentil só acompanhá-la. Até Azizah pareceu surpresa com seus gritos de espanto. Ela virou a grande cabeça para os lados e olhou pra trás com os olhos luminosos franjados.
“Segure com mais força. Não deixe-a virar,” Rafiq lembrou.
Eles levaram os cavalos pela areia, por um bosque de palmeiras para um lago brilhante de águas correntes. Duas aves brancas saíram do verde e berraram sua desaprovação ao serem perturbadas. Azizah dançou um passo ou dois de lado e Laurel se inclinou mais pra baixo e segurou.
“Estou ficando melhor,” ela disse com deleite, quando a égua parecia estável novamente.
Rafiq olhou pra ela, gostando de sua reação. Há quanto tempo ele não se sentia tão livre? Quando foi a última vez que ele tinha visto tal mistura de trepidação e excitação como ele via nos olhos azuis vívidos dela?
De repente, o trabalho disfarçado dele pareceu um pouco menos importante, e o constante jorro de adrenalina que ele vivera por
anos se revelou mais como uma necessidade cansativa do que uma coisa boa.
Mas o desejo dele por vingança ainda queimava profundamente e com força.
Ele virou os cavalos de volta para os estábulos depois de vinte minutos.
“Já?” ela perguntou.
“Eu colocarei você aos bons cuidados de Malik,” ele disse. “Ele me ensinou a cavalgar – agora ele pode ajudar você. O inglês dele é adequado para tal instrução.”
O espírito de Laurel caiu um pouco. Ela tinha gostado daquilo tanto que ela não queria que parasse. Malik tinha sido gentil com ela mais cedo, trazendo revistas e mostrando-a o local confortável debaixo da árvore Causarina – mas o rosto dele era tão selvagem, o nariz dele tão curvo quanto o bico de uma águia, a barba prata dele eriçada – que ela se sentia longe de ficar calma com ele.
“E o que você vai fazer?”
“Cavalgarei como o vento.”
Os dentes brancos de Rafiq brilharam no rosto negro dele e ela podia sentir a antecipação dele. A respiração dela enquanto ele ajustava o capuz sobre o rosto e o transformava em um homem dos tempos antigos – misterioso e feroz. Agora ela podia ver só o brilho duro dos olhos dele.
Ele estava animado.
Depois de alguns segundos ele virou o cavalo negro brilhante e com um grito exultante e de arrepiar a coluna galopou em uma alta velocidade. Laurel assistiu até ele ser um ponto à distância e então ela virou a pupila obediente de Malik.
~♥~
Naquela noite, vestir-se para o jantar foi mais um desafio. Laurel tinha tirado todas suas novas lindas roupas uma vez que a lição de cavalgada tinha acabado. Ela se questionou por que o nível da luz no quarto dela era menor do que o de Rafiq, e sentira-se simplória quando ele virou o regulador e corrigiu o problema. Mas como os tecidos brilhavam na luz mais alta!
Roupa de baixo era fácil – o sutiã meia taça preto e as calcinhas mínimas combinando com os lacinhos de um pálido rosa que tinham feito sua respiração parar quando a desempacotou. Ela checou o reflexo no grande espelho. Eca – ela precisava de um pouco mais que um meia taça, mas meia taça era tudo que existia. Meus copos transbordaram, ela pensou com uma risadinha. Então – algo mais coberto em cima...
Eventualmente ela se decidiu por uma saia azul pavão longa com pequenos fios e franjas de brilhantes contas que se mexiam com ela e uma túnica combinando com uma modesta gola v e botões de conta na frente.
Haviam sandálias douradas e ela descobrira uma bolsa de veludo contendo correntes pesadas e outras bugigangas que ela tinha medo do que fosse coisas reais. Ela vasculhou entre eles e escolheu um par de brincos, em forma de gota, brilhantes.
Definitivamente mais adequado à casa do Rei do que o conjunto de camiseta e toalha de banho da noite passada.
Ela penteou os cabelos recém lavados com os dedos e investigou o kit de viagem caro de cosméticos e perfumes que ela achara em uma das bolsas. Timidamente ela fez seu caminho em direção da cozinha.
Yasmina tornou-se extremamente volúvel à aparência renovada de Laurel. Houve um sorriso muito mais largo e olhos rolando e aiaiai e então ela saiu e voltou com uma escova de cabelos. Ela gesticulou para Laurel sentar e começou a pentear o cabelo dela.
A voz profunda de Rafiq se intrometeu segundos depois.
“O trabalho ideal para mim,” ele disse, dirigindo algumas palavras para Yasmina e assumindo. “Eu pensei que seu cabelo era lindo no momento que eu o vi. Tão longo e claro – tão diferente do meu. Como eu pude esquecer de comprar uma escova?”
“Nosso cabelo é preto e branco, como os cavalos,” Laurel disse.
“Então você é Azizah e definitivamente ‘preciosa’. Mas eu Muzzafar serei ‘vitorioso’?” veio a pergunta por trás dela.
“Eu não quis dizer isso,” ela protestou. “Você sabe que não.”
“Mas talvez eu tenha?” ela ouviu a diversão na voz dele enquanto ele continuava a passar a escova pelo cabelo dela, levantando longas mechas para secar no ar quente. “Eu acariciei o
seu lindo cabelo na van para que você se acalmasse,” ele confessou, “mas foi para o meu próprio prazer, também.”
“Não me acalmou,” ela murmurou. “Assustou-me demais. Eu não tinha ideia dos seus planos para mim. E você continuou me tocando e me tocando – meu cabelo, meu braço.”
“Eu sempre tive seus melhores interesse na cabeça, Laurel.
Você era um pequeno animal assustado que eu planejei resgatar de alguma forma.”
“E você o fez. Eu devo minha vida a você.”
A escova continuou a correr pelo escalpo dela e pelo cabelo em carícias suaves. Parecia extremamente suntuoso e meigo. Ninguém tinha escovado o cabelo dela assim. Pais adotivos tinham algumas vezes enxugado com força quando ela era jovem. Cabeleireiros passavam um secador quando ela tirava as pontas. Mas esse prazer sensual era seriamente excitante. Seu corpo inteiro tornou-se super ciente da atenção dele; das mãos dele, do seu torso tão perto dela, da sua colônia picante e voz rouca.
“Que vergonha,” ele disse, “que seu cabelo ficará molhado novamente quando nadarmos hoje à noite.”
Então ele realmente queria dizer aquilo? Ele esperava que ela colocasse um biquíni ou maio e fosse até o lago com ele?
“Eu podia prendê-lo,” ela disse, conseguindo achar um tom despreocupado de Deus sabe onde.
“Ou eu posso escová-lo até deixar seco para você...?”
“Eu suponho que você possa,” ela respondeu, sabendo que sua voz tinha se tornado bem menos estável se ela pensasse no corpo dele quase nu e as mãos dele no cabelo dela – ou mais fácil em sua pele.
Como se lesse sua mente, ele levantou longas mechas com a escova e pressionou um beijo suave na nuca dela. O toque dos lábios dele mandou arrepios de antecipação correndo pela coluna dela.
~♥~
A respiração profunda de Laurel o fez sorrir e fechar os olhos. Ela seria deliciosa se persuadida gentilmente e certamente se
abandonaria para ele. Ela já tinha demonstrado que ela era um ser realmente sensual – a resposta dela ao beijo dele nos estábulos tinha sido instintivo e generoso, e agora ela estava suspirando de prazer enquanto ele escovava o lindo cabelo dela.
Como compensação pelo sequestro odioso e as horríveis exibições do irmão adotivo dela, Rafiq estava querendo proceder com infinito comedimento, derretendo a precaução dela, dissipando as suspeitas dela, levando-a mais perto dele de desejá-lo. Ele imaginou desejo e confusão em guerra nos olhos azuis vívidos dela... até o desejo ganhar e ele avançar mais um passo.
Ela era maravilhosa – um verdadeiro teste da masculinidade dele devido à vulnerabilidade dela e expectativas desesperadamente baixas. Levar uma mulher para a cama dele era prazeroso, claro – mas segurar o próprio prazer para dar e dar e dar até ela gritar por ele; esse era o desafio final – e era a recompensa final dele também.
“Talvez nadar não seja uma ideia boa?” ela sugeriu.
O sonho dele destruído... o plano dele esmagado.
“A natação,” ele murmurou, inclinando-se para beijar a nuca dela uma segunda vez, “é uma excelente ideia. A lua estará cheia, a água no lago estará aquecida por um longo dia de sol e nós podemos levar o tempo que quisermos para nos aproveitar. Não há necessidade de acordar cedo amanhã.”
Ele a beijou uma terceira vez – passando os lábios mais baixo onde o pescoço dela encontrava o colarinho da túnica – e foi recompensado por um tremor definitivo. Os espíritos dele se excitaram. Pegá-la alvoroçadamente seria fácil, mas pegá-la de surpresa
Ele passou a escova pelo cabelo dele mais algumas vezes, e deixou-a de lado quando Yasmina se aproximou.
“Eu coloquei dois lugares na mesa de jantar grande, Meu Senhor Rafiq.”
“Obrigada, Yasmina. Você servirá em cinco minutos?”
“Sim, Meu Senhor. E sua dama está muito linda em suas novas roupas.”
Ele inclinou a cabeça dele e sorriu.
“Venha,” ele disse para Laurel, estendendo a mão para ela.
“Yasmina decidiu que parecemos bem para a sala de jantar formal hoje à noite.”
“Nós certamente não estávamos noite passada,” ela respondeu.
“Eu na sua camiseta, você sem nenhuma.” Ela se mexeu para ficar de pé e ele puxou a cadeira para ela. Enquanto ela virava, ela o viu apropriadamente pela primeira vez e ficou boquiaberta. Terno preto, camiseta branco neve, gravata borboleta de veludo.
“Rafiq!”
“Laurel...” Os olhos dele dançaram com alegria enquanto ele apreciava a surpresa dela. “A chalé merece um pouco de grandeza.”
Ele a verificou lentamente dos pés a cabeça, notando seus toques de maquiagem, seu longo cabelo nas roupas régias que ele providenciara, seus pequenos pés nas sandálias douradas com joias.
O desejo de possui-la passou por ele afiado como uma espada.
Fome desvairada flamejou em seus olhos, substituindo a alegria em um segundo. Sua firme resolução caiu um tom ou dois; ela era tão encantadora que ele a queria em qualquer termo. Ele poderia suportar a espera?
Ele envolveu a mão dela na dele e a levou pela casa para a suave sala de jantar suavemente iluminada.
“Yasmina está sendo cupido,” ele disse, divertido, enquanto ele verificava a mesa romântica com a tigela de rosas vermelhas cheirosas e velas balançando.
~♥~
“Entre o carcereiro e a presa dele?” Laurel perguntou, tentando colocar alguma distância entre eles. Se ela pensara que ele era lindo na noite anterior, agora ele estava magnífico. A luz da vela jogava sombras dramáticas sobre o rosto imperioso dele. Seus olhos estavam mais negros do que nunca e a boca que ela inicialmente pensara ser tão cruel parecia mais doce agora, e quente. Ele puxou a mão dela e a desequilibrou – ela bateu no peito dele e de encontro aos braços dele.
“Você não é minha presa,” ele disse. “Mas se é isso que você quer pensar, então considere dessa forma.” A boca dele descendeu para a dela e ela sentiu exatamente quão macios e quentes os lábios dele eram.
Ele a beijou com uma meticulosidade arrebatadora – lentamente e profundamente. Ela não tinha bem ideia quando ela abriu os lábios para ele, ou quando ela acolheu a língua dele para responder seu convite explícito para deslizar contra a própria, ou como suas mãos estavam agarradas nos cabelos dele, puxando-a para baixo gananciosamente para que ela pudesse afundar mais e mais na paixão que corria por ela.
As mãos dele correram pelas costas dela e para longe.
“Agora quem é a presa?” ele perguntou contra os lábios dela. E Laurel ficou devastada ao encontrar os braços dele abertos, e, que era ela que o estava segurando, pendurada nele, pedindo e desesperada... querendo que o abraço deles durasse tempo o bastante para que ela pudesse provar todos os gostos e texturas dele, toda sua força e determinação ardente, todo seu orgulho, tradição e mágica potente masculina.
Arfando, ela se afastou. Ele envolveu os braços ao redor dela instantaneamente, puxando-a com força para ele, agarrando as mãos dele no cabelo dela rispidamente.
“Eu não sou seu carcereiro – você vem a mim de livre vontade,”
ele sussurrou ao lado da orelha dela. O hálito quente dele queimou o pescoço dela. Então ele colocou os dentes delicadamente no lóbulo dela e sugou o brinco que estava ali. O assalto combinado de dentes e língua tinha religado o sistema nervoso dela em um instante.
“Deixe-me ir!” ela exclamou, não querendo que ele a soltasse nem um pouco. Ela nunca se sentira assim antes. A noite anterior na cama dele pareceu ingênua em comparação. Na noite anterior, havia a pretensão de mantê-la a salvo, mas esse abraço flamejante com longos anúncios incandescentes de perigo. Ela estava envolvida por calor e luz; os sentidos dela estavam sendo rearranjados em uma longa corrente de querer.
Ele riu e deixou os lábios dele deslizarem para longe da orelha dele. “Deixar você ir? Só por agora, Laurel,” ele murmurou. “Só por
agora.”
Ele puxou uma cadeira e esperou que ela se sentasse, então tirou um dos guardanapos e o abriu colocando-o no colo dela como se ele fosse um garçom atencioso. Os dedos dele acariciaram a
Ele puxou uma cadeira e esperou que ela se sentasse, então tirou um dos guardanapos e o abriu colocando-o no colo dela como se ele fosse um garçom atencioso. Os dedos dele acariciaram a