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Capítulo Treze – Um Homem de Uniforme

“Você tem um corpo tão adorável,” Laurel disse enquanto se ajoelhava por trás dele, ensaboando e lavando suas costas largas.

“Posso ver todos os músculos trabalhando quando se move.”

“Sou uma colcha de retalhos,” ele protestou.

“Sim,” ela concordou alegremente, passando sua língua pela cicatriz que serpenteava em direção à omoplata. “Gosto dos seus retalhos. Ninguém mais tem algo assim. Te faz único.”

“Único,” ele concordou secamente. “Quem gostaria de ser um segundo?”

“Se eu tivesse uma irmã?” ela sugeriu, mordiscando-o carinhosamente no pescoço.

“Outra mulher tão atrevida quanto você? Que não tem nenhum respeito pelo meu título ou meu dinheiro? Que se atreve a partilhar do banho do futuro Rei sem pedir permissão?” Ele segurou a respiração enquanto as mãos dela foram perambular embaixo da água. “Que toca as partes íntimas dele como se fossem de um homem qualquer?”

“Preciso de permissão escrita para isto?” ela brincou, fechando a mão ao redor da ereção dele e massageando com firmeza. “Sua Dureza Real?” ela deu uma risadinha. “Posso não respeitar seu título ou seu dinheiro, mas tenho um respeito enorme por este seu amigo. Ele me faz sentir muito especial.”

Rafiq sorriu, apreciando a provocação. Quando retornou ao chalé meia hora antes, estava tenso e cansado. Agora estava relaxado e muito vivo novamente.

“Seu Rei comanda que levante, Laurel. Na frente dele, para implorar por perdão.” Ele esperou enquanto ela obedecia, comprimindo-se para ficar de frente a ele na enorme banheira. “Ele pretende dar-te uma boa chicotada de língua por molestá-lo.”

Ela ficou de pé, longe de estar arrependida, rosada, molhada e curvilínea. Rafiq deu uma risada abafada enquanto agarrava os

quadris dela e enterrava a face entre suas coxas, procurando aquela pontinha aguda escorregadia que ele tanto amava devorar com desejo.

Laurel arfou com vigor e colocou seus dedos no cabelo dele segurando com firmeza.

Muito tempo depois, sonolenta e muito bem amada, ela deitou-se esparramada no peito dele na cama.

“Então, já pensou em como o trará aqui?” ela perguntou, despretensiosamente lambendo e assoprando um dos mamilos dele.

“Se continuar fazendo isto, não conseguirei pensar em trazê-lo aqui de jeito algum,” ele rosnou. “Não quero dividi-la com outro homem ainda. Acho que o deixaremos ir para casa e a manterei aqui para brincar.”

Ela deu uma mordida cuidadosamente considerável no mamilo.

“Nem pense em brincar. Por quê não o sequestra – é tão bom nisto.”

O cérebro inventivo de Rafiq começou a funcionar, mesmo enquanto acariciava o cabelo dela e percorria as pontas dos dedos sobre sua pele sensacional. Seria possível sequestrá-lo? E como?

~♥~

E era por isso que o veículo que apanhou Ash e Barry Marsh nos estúdios de TV na manhã seguinte não era o mesmo no qual eles chegaram. Nenhum dos dois pensou em questionar isto até ficar claro que eles não estavam sendo levados de volta para o hotel no centro da cidade. À medida que o distrito de negócios deu lugar ao subúrbio, e este deu lugar ao deserto, as reclamações de Barry ficaram mais altas e mais obscenas.

Rafiq sorriu para si mesmo. Ele os havia decifrado em poucos minutos. O jornalista era jovem e imprudente, fácil de impressionar, e sem conteúdo. Poderia ser comprado.

O homem mais velho era muito mais discreto e difícil de ler. Mas Rafiq sabia que tinha um trunfo decisivo com relação a Ash Winthrop.

Quando estavam seguros longe da civilização, diminui a velocidade até parar, removeu o chapéu emprestado pelo chofer, e

virou-se para falar com eles.

“Cavalheiros, serão acomodados em um lugar muito especial. Al Sounam recebe e trata seus visitantes com gentileza.”

Ele deixou Barry xingar e gritar por uns segundos e então o ignorou.

“Estou com sua neta,” ele disse a Ash. “Ela está segura e bem, e esperando conhecê-lo.”

A expressão no rosto do homem mais velho mudou instantaneamente de irritação moderada para descrença...

esperança... depois anseio. “É melhor que isto não seja uma farsa,”

vociferou.

“Farsa nenhuma,” Rafiq respondeu, e acrescentou, “E nada disso também,” enquanto via Barry tirando seu mini gravador do bolso. “Contarei a história toda mais tarde,” acrescentou, “mas não pode torná-la pública.”

“Quem disse?”

“Dizem os cem mil dólares americanos – pagos a você pessoalmente em dinheiro. E metade disto novamente por cada ano que demande seu silêncio.”

Barry abriu a boca, pensou melhor, e a fechou novamente.

“Duzentos,” ele sugeriu alguns segundos depois.

“Ou cinquenta?” Rafiq disse agradavelmente. “Ainda é uma oferta melhor do que uma bala nas costas.”

Ele virou-se para Ash e ignorou o boquiaberto jornalista. “Ela está à uma hora de viagem. Imensamente ansiosa para conhecê-lo.

Provavelmente escolhendo o que vestir para impressioná-lo.

Comprei roupas novas para ela.”

“E você diz que ela está bem?”

“Cheia de energia.” Rafiq recordou o quão energética Laurel estava quando amanheceu naquele dia. Enquanto virava para retomar a direção, um sorriso dançou em seu rosto.

“Como... isto aconteceu?” Ash perguntou, inclinando-se para frente para poder falar com mais facilidade. “Que droga, deixe-me ficar na frente com você.”

Mais uma vez Rafiq diminuiu a velocidade do carro. Ash levantou-se do assento traseiro e acomodou-se até ficar satisfeito.

“Há notícias de minha filha?” perguntou.

Rafiq balançou a cabeça. “Temo que não boas. Laurel disse que a mãe morreu. Quando ela tinha apenas quatro ou cinco anos.”

Ash curvou a cabeça e depois contemplou o deserto enquanto o poderoso veículo aumentava a velocidade.

“Ela sempre foi uma garota obstinada,” ele disse afinal. “Difícil de controlar. Como a jovem Laurel parece ser, julgando por aquela gravação dela.”

“Devia ter visto a performance ao vivo.”

A reação de espanto de Ash não surpreendeu.

“Você estava lá?” perguntou, perfurando Rafiq com um olhar furioso.

“Eu filmei. Três cenários diferentes. Haverá outro que será mostrado hoje à noite.”

Ash virou-se de costas para a porta do carro e fitou Rafiq com desgosto.

“Como diabos posso confiar em você depois de me dizer algo assim? Você é um deles?”

Rafiq balançou a cabeça, olhou para o espelho retrovisor e viu Barry mexendo no mini gravador de novo.

“Os cem mil que ofereci diminuem em dez mil cada vez que eu o vir com isto de agora em diante,” falou por cima do ombro. “A opção da bala acontece nos oitenta mil. A escolha é sua.”

Os olhos de Barry se encontraram com os dele no espelho e fez uma cara de desgosto. E guardou o gravador novamente.

Rafiq aproveitou um breve momento de satisfação e voltou a Ash. “Trabalho com segurança do mais alto nível. Al Sounam é um país pacífico, e preferimos que continue assim. Você sabe que se repetir isto para qualquer pessoa, também entrará na fila por uma bala, certo?”

Ash riu com desdém. “Melhor oferta que recebi em anos,” ele disse. “Conte-me mais sobre Debs e Laurel. Não estou muito interessado em você.”

Rafiq sorriu ao humor seco. “Laurel foi sequestrada por engano.

Ela é fisicamente muito parecida com a filha da família americana para quem ela trabalha. Ela pegou o boné de baseball da outra garota emprestado porque o chapéu dela não ficava no lugar com o

vento. Uma loira com boné vermelho e jeans parece tanto quanto outra de costas. Meu ‘sócio’ pegou a garota errada.”

Ash balançou a cabeça, incrédulo. “Meu Deus,” disse discretamente.

“Tinha me infiltrado no grupo e voluntariei para fazer as filmagens. Persuadi os outros dois para levar o primeiro de volta aos estúdios de TV em Al-Dubriz para que eu pudesse encenar a fuga dela.”

“Encenar?”

“Eles não são tolos.”

A grande SUV correu como foguete por vários minutos enquanto Ash pensava sobre o que ouviu.

“Laurel disse que viveu com uma série de famílias adotivas,”

Rafiq continuou. “Sem pai, descobri. É treinada em ser babá, e isto é tudo que posso lhe contar.”

Exceto que ela é natural e descomplicada e afetuosa. Criativa na cama e vivaz fora dela. E que quase prefiro lhe matar do que deixá-lo roubá-la de mim.

“Sr. Marsh,” ele disse com rispidez, mais do que pretendia.

“Incline-se para trás e pegue uma mochila azul. É o seu dinheiro.

Falo muito sério sobre esta história continuar sigilosa. Se eu ouvir o menor murmúrio – e eu trabalho no ramo de murmúrios – você morre.” Ele olhou no espelho retrovisor quando ouviu o zíper da mochila sendo aberto. O rosto de Barry se tornou um exemplo de incredulidade e avareza. Cem mil eram uma boa pilha de dinheiro – considerando a situação.

“Teremos um agradável almoço juntos,” Rafiq continuou, como se chantagem e ameaças de morte fossem sem importância.

“Depois, serão levados de volta ao seu hotel para pegarem suas bagagens. Laurel e o dinheiro permanecem comigo para assegurar seu retorno entusiástico à tempo para o jantar. Então, organizaremos sua partida do meu lindo país nos próximos dois dias.”

“Com Laurel,” Ash disse com firmeza.

“Com Laurel,” Rafiq concordou. “Ela precisará estar disfarçada para poder sair despercebida. A segunda gravação dela será

exibida hoje à noite. Neste ritmo, ela logo estará nas listas de celebridades mais famosas.”

~♥~

Laurel realmente estava provando roupas. Ela vestiu calças, mudou para saias e de volta às calças. De uma blusa com estampas metálicas para uma túnica verde-jade com gola alta, e depois de volta para ao seu velho jeans e camiseta. Como o avô dela gostaria mais dela?

Quando Rafiq buzinou três vezes para anunciar sua chegada, ela saiu em disparada do chalé sem nenhuma ideia do que estava vestindo, e correu descalça quando atravessou o portão. Ela havia visto Ash repetidas vezes na entrevista; ele era um velho amigo agora. Ela se lançou nos braços abertos de Ash e desabou em um dilúvio de lágrimas de êxtase. Ash baixou seu rosto para esconder que seus olhos estavam suspeitamente úmidos.

Rafiq se afastou um pouco com Barry Marsh ao seu lado.

“Então, temos um acordo?” ele perguntou. “Se a verdade sobre isto for descoberta, muitas vidas estarão em risco, incluindo a de Laurel. E uma quantidade enorme de trabalho e perigo seriam jogados fora por nada.”

“Sim, maldição, temos um acordo,” Barry resmungou, pensando na desconfortável hipoteca do seu nove apartamento em Auckland.

Cem mil dólares livres de impostos certamente ajudariam, e talvez houvesse mais daqui um ano se este homem louco mantivesse a palavra. Mas que história para se perder!

Os olhos negros de Rafiq estavam grudados em Laurel do outro lado da mesa de jantar. Ela estava, claro, sentada ao lado do seu avô. A alegria no rosto dela era recompensa suficiente por todo o trabalho duro e os riscos horrendos que ele sofreu por libertá-la. Ele nunca pensou ser capaz de apresentar Ash. Assim como nunca pensou em entregar seu coração de forma tão completa e confusa – especialmente para uma mulher estrangeira que o estaria deixando assim que ele conseguisse providenciar.

Ele desejava que estivessem livres de todos os outros para que pudesse ficar a sós com ela. Restava muito pouco tempo.

Quando Malik partiu com Ash e Barry para buscar suas bagagens, Rafiq a tomou pela mão e a levou com pressa para o quarto. Ela a despiu, a levantou com os braços e a deitou na cama.

“Não gosto de dividi-la,” ele murmurou enquanto passava os lábios pela pele dela, beijando e mordiscando, inalando o perfume fresco e doce que era tão característico dela.

“Ele é meu avô,” ela protestou.

“Ele é um homem. Você o beijou. O abraçou. Estou com ciúmes.”

Ele separou as pernas dela e lambeu um caminho em sua pele sedosa que começou no joelho, seguiu pela parte interna da coxa, e subiu até seu ventre, na altura do umbigo e depois desceu novamente pela outra coxa.

“Você esqueceu um pedaço,” Laurel sussurrou, viciada agora na boca dele em sua pele, hálito quente e lábios macios dele em todo seu corpo.

“Punição,” ele falou com voz áspera.

“Por abraçar meu avô?”

“Aquilo, e muito mais. Me forçar a passar tempo sem você enquanto os buscava.” Ele passou a língua exatamente onde ela queria e ela prendeu o fôlego.

“Por não sentar comigo no almoço.” Outra lambida quente.

“Por ser gentil com aquele tolo jornalista.” Uma chupada longa e ardente que a fez levantar o quadril sobre a roupa de cama e arrancou um gemido de sua garganta.

“Punição o bastante por hora,” ele disse. Ele levantou e a olhou enquanto abria o cinto de sua calça.

Laurel não achou que tivera punição suficiente, mas claramente Rafiq tinha algo mais em mente. Ela ouviu o zíper abrir enquanto ele andava em direção ao banheiro.

“Ouvi um rumor,” ele falou com sua voz rouca, “que mulheres gostam de um homem de uniforme.” Segundos depois ele apareceu novamente – um metro e noventa de um homem nu e ferozmente excitado, usando um chapéu de chofer particular.

Ela deitou e tremia de tanto rir enquanto ele voltou rapidamente para a cama. “Deite-se,” ela disse sorrindo. “Agora é sua vez.”

Ele deitou, mas a girou para que ficasse sentada, montada em seu peito.

“Mais punição,” ele murmurou, empurrando os braços dela até ficar apoiada na cabeceira. Ele deslizou para baixo, desbravando-a com sua língua, assentou seus lábios sobre o mágico pequeno gomo, e chupou até ela gritar.

Capítulo Quatorze – Banida e