Capítulo Oito – Beijo de Frustração
Capítulo 9 – Rafiq Retorna
Ash Winthrop, seu rosto de setenta e quatro anos desacostumado com qualquer coisa exceto colônia pós barbear Brut e de tempos em tempos uma passada de filtro soltar, olhou a coleção de maquiagem da garota com horror. Um garanhão irado não era nem de perto tão horrível quanto um grande pincel macio cheio de pó facial. Ele escolheria ancas voadoras e ferraduras feitas de ferro a batons ‘sem cor’ em qualquer dia.
Mas se essa fosse a forma de possivelmente achar Debs e chegar a conhecer sua desconhecida neta, então ele aguentaria o processo de alguma forma. Deus sabe o que a pobre Laurelzinha estava aguentando, algemada, com calor e indefesa.
“Pronto – isso acabou de igualar os tons da sua pele e disfarçar essa linha de preocupação estranha,” a garota da maquiagem dizia enquanto removia os lenços que tinha enfiado no colarinho dele para proteger a camisa dele. “Você ficará bem.”
Ele olhou no espelho cheio de suspeitas uma última vez e levantou-se da cadeira.
“Obrigada,” ele disse. Minha neta teria sua idade. Só por isso estou passando por esse incômodo.”
“Certamente você ajudará a achá-la. Muita sorte.”
Um jovem mandão com um corte de cabelo alarmante o levou pela sala verde e eventualmente para o estúdio. Ash parou, maravilhado, como a realidade do que ele tinha perdido esmagou o seu coração. Eles tinham aumentando uma das suas fotos de Debs e projetado-a de forma que preenchesse metade da parede atrás das cadeiras de entrevista. Na outra metade uma tomada do pedido de resgate de Laurel – iguais em tudo menos o boné vermelho.
Tirando o fato da granulação da foto mais velha, elas poderiam ter sido a mesma jovem.
Ele segurou o peito, sem fôlego por um momento. O mundo tinha roubado, sua querida filha e sua neta desconhecida, mas esperava que não por muito tempo. Ele ajeitou os ombros para a provação à frente. Ele iria pegar suas garotas.
~♥~
Yasmina bateu na porta do quarto e esperou que Laurel a convidasse pra entrar. O mestre tinha algumas vezes levado suas mulheres para fora da chalé para nadar ou andar de carro, mas nunca antes ele tinha convidado uma pra passar a noite.
Ele era um homem lindo e poderoso com uma libido saudável que não deixava dúvidas. Certamente haviam mulheres na vida dele, então sua velha babá assumia que ele deixava as transas para o apartamento da cidade. Entretanto, ele tinha concedido à essa garota estrangeira um tratamento bem especial. Yasmina estava muito intrigada.
“Sim?” veio uma voz baixa.
Ela empurrou a porta para achar uma Laurel inclinada contra os travesseiros com os lençóis puxados até o pescoço.
Yasmina carregou a bandeja arrumada lindamente e a colocou em um baú ao lado da cama. Ela preparou o chá Earl Grey no bule Real Doulton favorito da Rainha, biscoitos pequenos incrustados de açúcar em forma de bolas, e, envelopes de doces crocantes preenchidos de castanhas apimentadas. Parecia ter passado muito tempo desde que ela fizera isso pra sua antiga senhora.
Ela recolheu uma toalha jogada no chão e levou-a para a lavanderia, retornando com os jeans lavados e passados de Laurel, camiseta e roupa de baixo. Ela colocou uma pilha de roupas cuidadosamente dobradas na ponta da cama junto ao belo robe bordado – sua propriedade mais valiosa.
Que vergonha a dama do mestre não falar Sunamita! Yasmina estava se coçando pra saber porque e como ela tinha chegado do nada. E, também, por que ela usava uma roupa tão simples e prática. Sua própria filha e neta tinham coisas bem mais bonitas.
Ela trouxe seu precioso suvenir da Rainha pela chalé para que Laurel tivesse algo para vestir enquanto suas roupas estavam secando. Quantas vezes ela tinha visto Sua Majestade usando aquele lindo robe transparente? Trouxe de volta um fluxo de memórias nostálgicas da família feliz que ela tinha servido com obediência ávida até onze anos atrás. A imensa tragédia de suas mortes ainda pairava no ar ao redor dela. Apenas o jovem mestre
sobrevivera e isso era um milagre pelo qual ela frequentemente agradecia ao Deus dela.
Noite passada ele estivera pronto para jogar; ele tinha coberto a mulher dele com a própria camiseta e então ela tinha escondido as pernas com a toalha. Esperava que eles tivessem aproveitando para removê-los depois na intimidade...
~♥~
Em algum momento da tarde, Laurel ouvira um veículo poderoso parar do lado de fora. Ela deveria ficar com medo?
Uma porta se fechou com força e Rafiq andou pelo portão, impaciência e antecipação exalavam de cada linha de seu corpo alto. “Laurel,” ele gritou.
Ela se levantou de onde estivera descansando, meio encoberta pela sombra de uma árvore Causarina frondosa. Yasmina tinha deixado-a bem suprida de comida e suco. O marido dela, Malik, tinha produzido uma pilha de revistas antigas, incluindo várias Vogues Francesas bem velhas que certamente eram do tempo da mãe de Rafiq. Ela as achara curiosamente absorventes. As pessoas glamurosas retratadas nas páginas brilhantes eram bem distantes de qualquer um que ela já havia conhecido... em qualquer vida que ela vivera.
Rafiq visivelmente relaxou quando a notou nas sombras.
“Sinto-me feliz que você esteja aqui,” ele disse, pegando-a pelos cotovelos e puxando-a com força pra si. Ele abaixou a cabeça escura e mordeu o lábio inferior dela.
Ela arfou. Quando respirou ela podia sentir a masculinidade almíscar perigosa dele, sua absoluta possessão. De alguma forma, no calar da noite estranha mágica os beijos dele pareciam ser permitidos, mas ela esperava que a luz do dia evaporaria o sonho.
A boca dele vagou para o lábio superior dela, envolveu-o, sugou gentilmente e deslizou suavemente para longe. Cada um de seus terminais nervosos ronronaram. “Então você achou a sanidade e não tentou escapar novamente.”
“Eu estive tomando meu tempo para construir meu plano,” ela disse, ainda impressionada com a presença repentina dele.
Ele se afastou dele, seu rosto imperioso como um trovão. As sobrancelhas negras dele se juntaram em um cenho feroz. O longo nariz dele alargaram com um bufo bem equino. Os olhos negros dele a fuzilaram. Ele estava mais uma vez perto daquele homem que a assustou demasiadamente no bunker, e, ela não gostava disso.
Ela o cutucou nas costelas. “Só brincando,” ela disse, esperando que ele relaxasse.
“Não é um assunto para piadas.” Ele deu um ligeiro sorriso pra ela.
“Então onde está o seu helicóptero?”
“Eu devolvi. Eu comprei outro carro igual ao de Malik para que qualquer vigilância não mostre nada diferente.”
“Você comprou outro para ser igual?”
Ele deu de ombros como se não fosse nada importante.
“Eu comprei roupas pra você também. Venha ver.” Ele a levou para o grande utilitário branco e sua carga de bolsas e caixas.
“Por quanto tempo você acha que vai me manter aqui?” ela disse quando viu a quantidade de compras dele.
“Duas semanas?”
“Duas semanas! O que eu devi fazer nesse lugar esquecido por Deus por uma quinzena?”
Ele se endireitou e deu uma respirada ofendido. “É um lugar adorável, um lugar pacífico. E eu comprei livros em inglês pra você.”
ele adicionou, descarregando uma pequena caixa dos últimos lançamentos e jogando-os na frente dele para inspecionar. “Nós podemos andar e nadar. E relaxar,” ele disse em uma voz mais mansa.
“No deserto?”
“No meu oásis. Então você realmente foi uma boa garota e não saiu explorando?”
Ela sacudiu a cabeça. “Eu estava um pouco cansada.”
“Um pouco de marcha pelo deserto demais e escalada em abismos?”
“Sem sono o suficiente!”
“E de quem é a culpa disso?”
“Absolutamente sua. Trancando-me daquela forma, então me amarrando e... me deixando desconfortável.” Ela afastou os olhos dos dele, sabendo que estaria rosada com um blush indesejado em alguns segundos. O calor já tinha subido pelo seu pescoço.
Rafiq colocou os livros no chão, envolveu o rosto dela nas mãos e o virou para o dele.
“Te deixar desconfortável?” ele murmurou. “Você não pode começar a imaginar o quão ‘desconfortável’ eu estava, Laurel.
Segurando você em meus braços a noite inteira... contando coisas pessoas que eu não contei a mais ninguém... precisando justificar meu comportamento para você.” Ele suspirou profundamente.
“Confiando a você segredos que eu não deveria ter deixado escapar. Minha vida está agora em suas mãos.”
“Eu não contarei a ninguém.”
“Não – porque você ficará escondida aqui e eu te acompanharei todo o tempo até ser seguro para você deixar Al Sounam.”
“Mas meu trabalho? Eu o amo – eu não posso abandonar Sra.
Daniels e as crianças.”
“Você será compensada.” A voz dele era sem emoção e plana.
“É muito perigoso para você continuar em Al Sounam. Seu rosto esteve nos nossos principais noticiários televisivos. Pessoas lembrarão de você. Foi uma performance e tanto que você deu – você não era uma pequena cativa calma. Você se debatia como um animal selvagem, e, você é maravilhosamente fotogênica.”
“Eu estava terrivelmente aborrecida.”
Ele caiu em uma gargalhada e puxou-a para o peito dele, virando a cabeça dela para que repousasse embaixo do queixo dele. Ele mexeu gentilmente no rabo de cavalo dela.
“Terrivelmente aborrecida,” ele repetiu. Suas mãos acariciando as costas dela, acarinhando e acalmando-a. “Laurel, eu vi outras pessoas na mesma situação. Eles estão petrificados, em silêncio e chocados – e eles tentam ser cooperativos e conciliatórios. Você lutou conosco sem pensar na sua segurança. Você foi magnificamente brava.”
“Suponho que tenha sido muito boba.”
“Suponho que sim.. mas você fez uma apresentação ótima para TV. E essa é uma das razões pela qual você deve deixar meu país.
Você é muito identificável. Você é agora um alvo para os insurgentes. Eles esperam que você esteja morta, mas se você for vista – e Deus não permita, capturada novamente – eles farão você falar.”
“Não!”
“Sim. Facilmente. E isso os levará a mim e aos nossos outros operadores disfarçados. Nós colocamos quase dois anos de trabalho nessa célula em particular. Longo, lento e cuidadoso trabalho. Nós estamos tão perto. Se sua liberdade deve ser cerceada por algumas semanas e você seja deportada pro outro lado do mundo depois disso, é um preço bem pequeno a pagar.”
Ela olhou pra ele, olhos atentos aos dele por longos segundos.
“Você está em perigo também?”
“Essa é minha escolha e eu fui treinado para ela.”
“Então por quanto mais tempo você fará esse trabalho horrível?”
“Não é horrível, pequenina – é vitalmente importante para meu país. E eu provavelmente o farei até que eu morra, ou eles morram.”
“Os Nazims e Fayezes e todos os amigos deles?”
“Eles matam e eles aleijam e eles destroem a ordem. Bombas em carro... minas terrestres... mortes horríveis para pessoas que não merecem tais coisas. Você não tem ideia na sua cidade natal pacífica o quão ruim pode ser nessa parte do mundo. Nós não queremos eles escondidos em Al Sounam enquanto se reagrupam para fazer mais mal nas terras vizinhas.”
Repentinamente, ele virou a cabeça pra trás e encarou o céu, e escutou, alerta como um animal selvagem. “Eles estão procurando por você,” ele disse, puxando-a pelo portão e debaixo da Casuarina escura novamente.
Segundos depois ela sentiu isso também – o bater dos rotores do helicóptero ao longe.
“Você ouviu isso antes?” ele perguntou. Os dedos dele seguraram os braços dela com força o suficiente para machucá-los.
Ela sacudiu a cabeça, tentando não se encolher. Certamente ele estava exagerando? Mas enquanto eles escutavam, o motor mudou de som como se a máquina tivesse mudado de direção.
“Você tem certeza, Laurel?”
“Absolutamente certa. Claro que eu estou certa – eu teria pensado que era você voltando pra cá. Eu teria notado isso.”
“Fique bem aqui. Fora de vista.” Ele a soltou e mergulhou em direção ao veículo novamente. Ela viu enquanto ele empurrava as bolsas entre os assentos e jogou um tapete de viagem sobre eles.
“Eles nunca verão isso,” ela bufou. “E se eles vissem?”
Ele andou rapidamente os poucos passos de volta a ela e a puxou contra ele novamente. Ela sentiu a batida constante do coração dele pela parede grossa do peito dele e o tecido fino da camiseta dele.
“Você conhece o poder dos binóculos militares, Laurel? A magnitude deles e alcance? Yasmina não tem um senso de moda – aquelas sacolas de butique totalmente dão a entender que há uma hóspede na chalé – uma mulher precisando de roupas. Se eles vierem mais perto, aquelas sacolas tem que estar fora de visão.”
Ele encarou pelas folhas frondosas, virando a cabeça dele para escutar mais claramente. Novamente pareceu que houve uma mudança no som distante.
“Uma máquina. De longo alcance. Só ficará perto em alguns minutos. Vamos levar você e aquelas sacolas pra dentro. Então você pode ver todas as coisas bonitas que eu comprei para você.”
“Como você sabe que vão caber?” ela perguntou, se soltando dos braços dele, abrindo a porta do carro e arrastando várias sacolas brilhantes pra luz do sol. Ele recolheu o resto e a mandou pra dentro da chalé em direção do quarto dela.
“Eu liguei para Yasmina para descobrir os tamanhos das suas roupas.”
Ele assistiu os olhos dela como se esperasse uma explosão.
“Você disse que não havia telefone! Sem recepção!”
“Eu menti. Perdoe-me.” Ele parecia tão divertido por saber que não havia nenhum perdão à vista. “Dê-me licença só por um momento, Laurel.”
Ela ficou parada ali enquanto ele colocava um código no telefone rapidamente produzido por ele e começou uma pequena conversa intensa em um melodioso Sunamita. Pela expressão alerta dele e a ausência de boas maneiras, ela concluiu que ele estava mandando ordens ou requerendo ação instantânea para algo.
“Claro que nós temos um telefone a satélite.” ele disse depois de concluir a conversa dele. “E força solar para a luz e água quente.
Nós podemos estar a quilômetros da civilização mas não estamos na Idade Média.”
“E eu suponho que houvesse um carro aqui noite passada também – o carro de Malik? Ele poderia ter me levado de volta para Kalal.”
“Eu escolhi que ele não o fizesse.”
“Porque não cabia nos seus jogos de guerra?”
“Longe de ser jogos, Laurel – como você pode ouvir da busca que está acontecendo. Mas sim, não me ajudava.”
“Então você me arrastou para cama com você.”
“Eu nunca ‘arrastei’ uma mulher pra minha cama.”
Ela o encarou por alguns segundos. Aos olhos negros dele e fisionomia orgulhosa e inegável aura de poder. Não – ele nunca precisaria arrastá-las. Elas provavelmente faziam uma fila ordenada...
Laurel também não queria pensar sobre elas. Sem dúvidas elas eram as belezas exóticas da capital, ou talvez um pouco mais pra dentro do Oriente Médio e Europa. Ele podia dispensar um beijo ocasional ou carícia, mas ela sabia que ele só estava amaciando-a para mantê-la obediente aos desejos dele. Ela não tinha ilusões de que ela qualquer coisa além de uma garota que acabara no lugar errado, na hora errada.
Ela era uma babá, estrangeira, sem família conhecida ou pedigree impressionante. Rafiq nunca teria olhado duas vezes para ela, se ela não fosse trocada com Maddie e ele seria forçado a fazer o melhor com ela para seu enigma cinematográfico.
Ele estivera excitado na cama na noite anterior, mas não interessado o bastante para responder a sua tentativa de convite depois de ser acendida com os beijos dele.
Ela sabia o que os homens queriam, e eles queriam tanto quanto podiam conseguir, julgando pelo exemplo repulsivo do Gary Gorridge. Rafiq podia simplesmente escolher – e ele não tinha a escolhido, mesmo quando ela quase estivera bem disponível e ele estava definitivamente disposto.
Ela suspirou, olhando pra baixo e o seguiu para a chalé.
Momentos depois ela arrastou uma camisola envolvida em papel de uma das sacolas brilhantes.
“Eu não precisava disso,” ela exclamou. Ela segurou o vestido pelas alças finas para revelar uma seda cor de canela com laços combinando na barra.
“Você pareceu tão bem na minha camiseta noite passada que eu achei que eu deveria achar algo no mesmo tom.” A voz dele fluiu quente e rouca agora – um contraste imenso à sua ligação recente.
“Você prefere dormir nua?” Ele não pareceu estar brincando.
Ela sacudiu a cabeça, preocupada que ele estivesse imaginando-a nua, duplamente preocupada sobre o quanto ele parecia ter gasto. Será que dinheiro realmente não tinha importância para ele? Certamente dinheiro era sempre importante, mesmo que você tivesse bastante. A camisola dançou na brisa leve da janela aberta, zoando a preocupação dela. Ela dobrou-a novamente com reverência.
Ele alcançou outra das sacolas e jogou os conteúdos na cama.
“Desempacotar primeiro, ou café?”
Para Laurel, que nunca tinha comprado nessa escala, não era uma disputa. “Desempacotar por favor, extravagante Senhor Rafiq.”
Ela não tentou esconder o sorriso brincalhão dela enquanto ela gentilmente zoava o título dele. E então, porque ela simplesmente não podia se parar, ela perguntou, “Você realmente comprou um carro novo?”
“Você não está pensando em roubar as chaves, eu espero?”
“Nãããão...” ela murmurou, pensando exatamente isso.
“Eu devo colocá-las onde você nunca as achará. E eu instrui Malik a fazer o mesmo com a dele. Então – desempacote e me diga o que você acha.”
Ela bufou. Parecia ter roupas demais, mas ela sentiu-se animada por ter algo novo, e, aliviada por ter outra coisa para trocar-se. O que ele tinha escolhido para ela? Ou ele tinha dado aquela tarefa chata para uma vendedora ou uma amiga? Não uma amiga íntima, ela esperava.
Ela ficou impressionada quando Rafiq sentou na cama dela, tornozelo sobre o joelho, como se esperasse aproveitar um desfile
de moda.
“Eu não vou provar tudo para você,” ela disse.
Ele abanou a mão como se isso não importasse e então a surpreendeu ao perguntar, “Você nada de biquíni ou maiô? Eu comprei ambos, já que não sabia.”
“Nadar?” ela questionou. “Aqui?”
“O córrego que você seguiu é alimentado por mananciais subterrâneos que criou um pequeno lago particular. Foi por isso que meu avô escolheu esse lugar para a chalé.”
Ela pensou sobre deslizar para água gelada cristalina com Rafiq, imaginando que ele estaria usando só sunga enquanto ela estaria também quase sem nada, e, ela se virou em uma confusão rosada.
“Qualquer um,” ela murmurou. “O que couber.”
Ela esperava talvez outro par de jeans, algumas camisetas e tênis novos. Quando ela abriu as sacolas foi para encontrar uma profusão de saias fluidas na altura do tornozelo e calças de boca larga e túnicas graciosas. Os tecidos exóticos e cores saíram direto de butiques de estilistas caros. Ela correu os dedos pelas vestimentas brilhantes em descrédito. Isso era tudo para ela?
Ela também descobriu uma calcinha rendada de uma forma que ela nunca pensou em possuir, outra camisola de seda, e, vários pares de sandálias com joias. Então botas de cavalgadas, um biquíni preto e branco de bolinhas e um maiô esguio azul.
Ela virou para Rafiq consternada enquanto segurava o maiô contra si.
“Para combinar com seus olhos,” ele disse.
“Você comprou coisa demais.”
Ele levantou e foi até a janela, ouvindo atentamente.
“Eles estão em algum lugar desse lado do Akajar pelo som das coisas. E chegando mais perto.”
Laurel se sentia muito impressionada com a magnitude das compras dele para se preocupar com o helicóptero.
“Eu pensava que você queria dizer novas camisetas,” ela murmurou. “Onde eu devo usar todas essas coisas?”
“Na casa do Rei – onde mais? Eu gostarei de vê-la linda.”
Ela bateu o pé no chão e então virou a cabeça quando o barulho do helicóptero se tornou mais distinto. “Você realmente acha que
eles estão procurando por mim?”
Ele acenou sombriamente. “Alguém começou uma busca por você. Pense, Laurel. Você deixou alguma coisa lá fora – qualquer coisa que possa indicar que você está aqui?”
“Revistas, talvez – mas elas estão debaixo da árvore.”
“Feche isso aqui para ficar segura. Estarei de volta em alguns minutos.” Ele se afastou da janela e saiu pelo quarto, chamando
“Feche isso aqui para ficar segura. Estarei de volta em alguns minutos.” Ele se afastou da janela e saiu pelo quarto, chamando