Gabriel Ferreira da Silva a,
a Programa de Pós Graduação em Educação Ambiental/Instituto de Educação/Universidade federal do Rio Grande
PPGEA IE FURG/DS-CAPES/ [email protected]
RESUMO
O presente artigo visa discutir a aplicação do método de Estudo de Caso, proposto por Robert Yin (2001), voltado a ciência histórica, mais especificamente em pesquisas da história ambiental. Para realização desta tarefa, este trabalho irá evidenciar a forma como esta metodologia está sendo aplicada em uma pesquisa ainda em andamento de um estudo de caso sobre o Movimento “Fora Celulose” corrido no município de Rio Grande no final dos anos 1980. A partir de três fontes diferenciadas, como propõe Yin, sendo elas a entrevista semiestruturada, jornais da época e documentos oficiais a pesquisa objetiva compreender as ações educativas e o modo de operação que fizeram com que este movimento ambientalista obtivesse sucesso em uma época que a crise econômica sobrepunha os interesses econômico sobre os ambientais. Seguindo a proposta do autor em que se baseia a metodologia, a pesquisa parte da hipótese de que a atuação do corpo acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande teve papel decisivo para o sucesso do movimento, uma vez que partiu da academia os relatórios que comprovavam os malefícios que uma indústria de celulose causaria ao ecossistema estuarino na cidade. A pesquisa ainda não possui resultados concluídos por ainda estar em andamento, mas indica o acerto da hipótese em questão.
Palavras chave: Estudo de Caso, História Ambiental, Metodologia ABSTRACT
This article aims to discuss the application of the Case Study method as proposed by Robert Yin, applied in historical science, specifically in the field of Environmental History. This work will show how this methodology is being currently applied in ongoing research surrounding the "Fora Celulose" movement, which took place in the municipality of Rio Grande during late 1980s. This work also aims to understand the educational actions and the mode of operation that made this environmental movement successful during a time in which economic crisis pushed economic interests over environmental ones. Following the proposed method of the aforementioned author, this research starts from the hypothesis that the work performed by the academic body of the Federal University of Rio Grande was key in the success of the movement, since they were the ones who generated the reports that proved the harms that a pulp industry would cause to the estuarine ecosystems of the city. The results shown here are only partial as this work remains in progress, however there are strong indications of the preciseness of the initial hypothesis.
Inicialmente é ressaltado que o pesquisador que escreve este trabalho é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES e desta forma esta pesquisa não poderia ter sido realizada sem este financiamento, uma vez que se trata de uma pesquisa que demanda gastos monetários que não poderiam ser realizados sem o incentivo desta instituição.
No final dos anos 1980 o governo do Estado do Rio Grande do Sul anunciou a pretensão de instalar um gigantesco complexo de produção de papel celulose na cidade de Rio Grande, às margens da Laguna dos Patos. O investimento giraria em torno de 400 milhões de dólares e era apresentado como a solução dos problemas econômicos do município, que assim como o restante do país, vivenciava uma séria crise socioeconômica.
Em primeiro momento, o governo do Estado, assim como uma legião de empresários residentes do município, acreditaram que o projeto seria aceito sem grandes problemáticas e poderia ser implementado assim que as primeiras empresas interessadas na empreitada estivessem prontas para iniciar as obras.
Entretanto, a notícia da possível instauração da fábrica na cidade, já era de conhecimento de ativistas de movimentos ambientalistas do município que, antecipadamente, se organizavam de forma a pensar maneiras de barrar o empreendimento.
Com a manifestação oficial sobre a instalação da fábrica, os ativistas e diversos outros atores da sociedade civil riograndina passaram a organizar maneiras de convencer a sociedade em geral de que a instalação da fábrica traria mais ônus do que benefícios para o município. Estas pessoas organizadas passariam a fazer parte de um grupo que hoje denominamos de movimento “Fora Celulose”.
Em um período de tempo de cerca de um ano, entre fim de 1988 e o fim de 1989, os ativistas foram capazes, através de diversas ações políticas e de educação ambiental, de não só persuadir a população sobre os perigos da que acarretaria a instalação do complexo de celulose na cidade, mas de criar um movimento tão grande e conciso que fez com
pretensões governamentais.
A pesquisa aqui exposta tem como problemática central compreender o porquê ou os porquês que levaram o movimento “Fora Celulose” a ser efetivo em resistir contra a instalação da fábrica de celulose em um contexto desfavorável a movimentos ambientalistas.
Entretanto, o principal objetivo deste artigo é demonstrar como vem sendo estruturado o presente estudo de caso aos moldes propostos por Robert Yin (2015), tendo os marcos da História Ambiental como referencial teórico.
Para a realização da pesquisa, foram utilizadas como fontes primárias: entrevistas semiestruturadas; jornais da época ; documentos oficiais; e material de conscientização produzido pelos ativistas.
As entrevistas foram realizadas com dois ambientalistas que participaram ativamente de todo o movimento; As fontes jornalísticas consistem em cerca de dois anos de argumentações retiradas do periódico Jornal Agora; os documentos oficiais, representam uma série de artigos acadêmicos, de diversas áreas, produzidos pelo corpo docente da Universidade Federal do Rio Grande; e o material de conscientização é composto por um folheto distribuído na praia do Cassino a respeito dos malefícios da fábrica de celulose A pesquisa parte da hipótese de que a atuação do corpo acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande foi indispensável para o sucesso do movimento, uma vez que partiu da academia os relatórios que comprovaram os malefícios que uma indústria de celulose causaria ao ecossistema estuarino na cidade.
O artigo está dividido da seguinte forma. No primeiro capítulo serão expostos de forma mais detalhada os pressupostos da história Ambiental. Ainda no primeiro capítulo será apontada a forma como Yin propõe estrutura um caso e como o objeto de pesquisa vem seguindo os pressuposto referidos. O Segundo capítulo irá expor o processo analítico que visa comprovar a hipótese de pesquisa. Por fim são apresentados os resultados levantados até o momento assim como uma breve conclusão do que foi exposto durante o artigo.
Neste capítulo é extosto inicialmente como é compreendida a História Ambiental por seus principais teóricos e posteriormente será apresentado como Yin propões estruturar um estudo de caso.
A História Ambiental
O escopo teórico que referencia este artigo parte, inicialmente, da compreensão de Enrique Leff (2005) sobre sua percepção a respeito do campo da História Ambiental. Defende-se aqui essa abordagem por entender que as associações que Leff faz entre a pesquisa Histórica e a Educação ambiental encaixam perfeitamente na proposta desta pesquisa que, nada mais é, do que uma pesquisa historiográfica dentro do campo da EA.
A perspectiva de Leff sobre História ambiental não a resume simplesmente em um estudo sobre as interações entre seres humanos e a natureza, mas sim de mudança paradigmática, onde se percebe os homens e as mulheres como sendo a própria natureza. Aqui se propõe que a História Ambiental, mais do que um estudo do passado, seja um fator de transformação da sociedade, a partir do resgate de formas de resistência ao que se chama de racionalidade econômica.
Se a história ambiental é entendida como o devir
espaço-temporal em que ocorrem
transformações do meio pela ação do homem (pelas racionalidades econômico-culturais de apropriação da natureza), seu campo estará definido segundo a delimitação territorial, cultural e temporal de cada estudo. Nesta perspectiva, se estabeleceria o propósito de recuperar formas sustentáveis de manejo do meio para aplicá-las a estratégias atuais de exploração e manejo da natureza. (LEFF, 2005, p15)
Importante salientar que não se pretende aqui analisar detalhadamente o conceito de História Ambiental, nem suas pretensões. Não obstante, é de extrema importância que se entenda alguns conceitos-chave deste domínio interdisciplinar e o modo como este trabalho se insere em seu campo de atuação. Por este motivo, é oportuno transcrever uma síntese da definição de História Ambiental, formulada por José Augusto Drummond, um dos expoentes desta área no Brasil. Senão vejamos:
A história ambiental é, portanto, um campo que sintetiza muitas contribuições e cuja prática é inerentemente interdisciplinar. A sua originalidade está na sua disposição explícita de “colocar a sociedade na natureza” e no equilíbrio com que busca a interação, a influência mútua entre sociedade e natureza. (DRUMMOND,1991, p. 8).
Pode-se depreender, a partir deste trecho, que a História Ambiental se propõe a estudar a influência do homem sobre a natureza e vice e versa, bem como a maneira que esta interação influencia diretamente na história e cultura humana. Tal afirmação é assentada nos escritos de Pádua quando cita Castro:
É nesse ambiente teórico renovado, na virada do século XX para o XXI, que a história ambiental procura repensar, na definição de Elinor Melville e Guillermo Castro, “as interações entre os sistemas sociais e os sistemas naturais, e as consequências dessas interações para ambas as partes, ao longo do tempo” (PÁDUA, 2010, p. 91).
Isso posto, vê-se que a História Ambiental não se resume, tão somente, ao estudo das mudanças naturais, mas tende a ser um campo muito mais amplo, com diversas linhas de pesquisa, métodos analíticos e que, em hipótese alguma, pode negligenciar o estudo das sociedades humanas em seus trabalhos.
Concluída esta primeira tarefa de delinear, de forma brevíssima, a História Ambiental, faz-se necessário situar o presente trabalho nos moldes de análise da teoria em questão, assim como as principais premissas analíticas do referido campo da História.
A história ambiental apresenta-se hoje como um campo vasto e diversificado de pesquisa. Diferentes aspectos das interações entre sistemas sociais e sistema naturais são esquadrinhados anualmente por milhares de pesquisadores. A produção atual engloba tanto realidades florestais e rurais quanto urbanas e industriais, dialogando com inúmeras questões econômicas, políticas, sociais e culturais. No andamento concreto dessas pesquisas, vários problemas teóricos de micro, médio e longo alcances costumam aparecer (PÁDUA, 2010, p. 96). Dentre as muitas direções temáticas presentes nos estudos de Drummond, as seguintes se mostram predominantes:
(a) origens e efeitos de políticas ambientais e da “cultura” científico-administrativa de organismos governamentais com responsabilidades pelo meio ambiente; (b) usos conflitivos de recursos naturais por povos com marcadas diferenças culturais (nativos americanos versus europeus, por exemplo), ou por grupos sociais distintos de sociedades complexas (protetores de animais versus caçadores); (c) valores culturais coletivos relativos à natureza, ao rocio ambiente e aos seres animais e vegetais; (d) ideias de escritores ou militantes ambientalistas individuais; (e) estudos de casos notáveis de degradação ambiental. (DRUMMOND,1991, p. 9). Tem-se, pois, que o item B da citação (usos conflitivos de recursos naturais por povos com marcadas diferenças culturais) se encaixa perfeitamente em um dos campos de análise da História Ambiental, visto que uma das abordagens deste trabalho é examinar o conflito entre os empresários “predadores” e os defensores da pesca e do meio ambiente.
Adentrando no campo das premissas analíticas da História Ambiental, segundo Pádua, os principais trabalhos baseados nessa teoria tendem a abordar três premissas determinadas, conforme se verá a seguir.
(...) mesmo que com as limitações sempre presentes ‘na escrita da história, as propostas mais fecundas têm sido aquelas que procuram definir a história ambiental como um esforço para trabalhar analiticamente, de forma aberta, dinâmica e interativa, três dimensões básicas que se mesclam na experiência concreta das sociedades. Arthur McEvoy (1986), em seu estudo sobre as indústrias pesqueiras na Califórnia, sintetizou esses três níveis por meio das palavras ecologia, relações econômicas e cognição humana. (PÁDUA,2010,p 94)
Além da interação destes três conceitos, Drummond aponta que as metodologias analíticas na História Ambiental normalmente abordam os enfoques que serão expostos.
Quase todas as análises focalizam uma região com alguma homogeneidade ou identidade natural: um território árido, o vale de um rio, uma ilha, um trecho de terras florestadas, um litoral, a área de ocorrência natural de uma árvore de alto valor comercial e assim por diante. (DRUMMOND,1991, p. 5).
Patos, local tradicional de pesca, região de homogeneidade e identidade natural. É comum a realização de enfoques políticos culturais nesta etapa.
Uma segunda característica é o diálogo sistemático com quase todas as ciências naturais - inclusive as aplicadas - pertinentes ao entendimento dos quadros físicos e ecológicos das regiões estudadas. (DRUMMOND, 1991, p. 5).
Como pode ser percebido no capítulo introdutório, o autor utilizou uma gama gigantesca de artigos que detalham biológica, físico e quimicamente o estuário da Lagoa dos Patos e sua formação.
O terceiro atributo da História Ambiental consiste, nas palavras de Drummond:
(..) explorar as interações entre o quadro de recursos naturais úteis e inúteis e os diferentes estilos civilizatórios das sociedades humanas (DRUMMOND,1991,p 15)
Este aspecto consiste em analisar a forma como uma certa sociedade se desenvolveu a partir de determinados recursos naturais e como estes influenciaram a cultura local ou foram irrelevantes para tal. No caso de Rio Grande, os principais recursos encontrados na região eram os providos do mar, a exemplo da captura de peixes e crustáceos, fator determinante para o assentamento de boa parte da população da cidade, bem como para os desdobramentos da história aqui relatada.
Os dois últimos itens abordam a relação das fontes usadas nas pesquisas de História Ambiental, que não serão aprofundadas neste trabalho, bem como a questão da importância da saída de campo para a visitação dos locais estudados como de fator importante para a pesquisa nesta área da História.
Estudo de caso:
Uma vez que esta pesquisa se caracteriza como um estudo de caso, optamos pelos pressupostos defendidos por YIN (2015) para nortear este estudo. Assim, opera-se aqui um estudo de caso único, com abordagem qualitativa e trabalhando com múltiplas fontes empíricas. Para garantir a cientificidade do artigo, assim como a veracidade dos fatos,
encontradas as fontes empíricas explicitadas no decorrer deste trabalho.
Buscando definir de forma mais efetiva o que é um caso, Yin aponta que:
O estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo (o “caso”) em profundidade e em seu contexto de mundo real, especialmente quando os limites entre o fenômeno não puderem ser claramente evidentes(YIN,2015,p 1)
Sendo assim, todo estudo de caso deve ser sempre seguido de um trabalho contextual e necessariamente deve trabalhar com fontes empíricas para estruturar o caso e não necessariamente o contexto.
A primeira discussão feita por Yin é sobre as potencialidades e limites de um estudo de caso assim como os pressupostos necessários que fazem esta forma de pesquisa a mais adequada. Sendo assim, o autor aponta que esta metodologia é a mais adequada quando a:
As principais questões de pesquisa são “como” ou “ por quê”; o pesquisador tem pouco ou
nenhum controle sobre os eventos
comportamentais; o foco do estudo é um fenômeno contemporâneo.(YIN.2015,p 15).
Tendo em vista o contexto apresentado de onde se situa o objeto de pesquisa em conjunto com esta citação acima, a pergunta problema da pesquisa aqui exposta é buscar o “porquê” o movimento “Fora celulose” foi efetivo em resistir assim e buscar as formas de “como” conseguiu resistir.
Ainda tratando da citação anterior, apesar deste trabalho se tratar de uma investigação histórica, trata-se de uma história muito recente em que boa parte das fontes de para pesquisa advém da memória dos participantes, resgatadas através da oralidade. Desta forma, este trabalho se caracteriza como uma pesquisa histórica, mas contemporânea pois seus desdobramentos ainda reverberam na sociedade e a grande maioria das pessoas que presenciaram do evento ainda estão vivas.
Seguindo com as instruções, a primeira tarefa do pesquisador que deseja estruturar um bom
29 https://mega.nz/fm/T7JG2Y6R
bibliográfica sobre os trabalhos semelhantes ao que o pesquisador deseja realizar. Será desta tarefa que se descobrirá as melhores perspectivas teóricas e questões de pesquisa para o trabalho à ser realizado.
Esta tarefa na pesquisa aqui detalhada, foi estruturada na forma de um estado do conhecimento, onde se buscou teses e dissertações que abordassem movimentos de resistência socioambiental que foram efetivos em resistir em conflitos ambientais. Ao fim do processo de seleção foram analisadas cinco dissertações e duas teses.
Destas obras, notou-se que cinco delas trabalhavam com os mesmos autores teóricos. Desta maneira, a pesquisa em questão passou a ser operada dentro do paradigma da ecologia política que trabalha teoricamente com a história ambiental quando aborda pesquisas de cunho histórico.
Buscando preencher as lacunas deixadas pelas questões de pesquisa dos trabalhos analisados, assim como tentando aprofundar ainda mais o conhecimento sobre esta temática, a questão de pesquisa estruturada para este estudo de caso foi “ Por quê o movimento fora celulose foi efetivo em resistir ao mega empreendimento em uma conjuntura totalmente desfavorável aos movimentos ambientalistas?”
Foi também através desta perspectiva teórica que se estruturou a hipótese a ser testada. Destaca-se aqui que o estudo de caso proposto por Yin deve preferencialmente trabalhar com teorias a priori assim e como o teste de hipóteses.
Desta forma, é suposto que a atuação do corpo acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande restou indispensável para o sucesso do movimento, uma vez que partiu da academia os relatórios que comprovem os malefícios que uma indústria de celulose causaria ao ecossistema estuarino na cidade
Para comprovar ou mesmo descartar essa hipótese, um dos objetivos da pesquisa, ao qual será exposto de forma sucinta aqui, é fazer uma análise do conteúdo de um folheto distribuído na praia do Cassino pelos ativistas do Fora
conteúdo do folheto com os artigos acadêmicos produzidos pelo corpo acadêmico da FURG
Yin aponta que um caso deve ser algum fenômeno da vida real não podendo ser apenas abstrações. Ter isso em mente ajuda na hora de definir e delimitar o caso, que é outro ponto de importância na hora de estruturar esta metodologia.
Desta forma um caso deve ter uma delimitação física como um bairro, uma cidade, uma escola, uma fábrica etc… mas também deve abordar uma unidade de análise dentro desse espaço. Uma greve em determinada fábrica, a implementação de uma política pública em uma rede de escolas ou mesmo um movimento de resistência socioambiental contra uma fábrica de celulose em uma determinada cidade.
A delimitação do caso conta também com um lapso temporal bem específico e também com a definição dos sujeitos que serão investigados. Estas tarefas darão um rigor maior ao estudo, assim como ajudarão ao pesquisador na hora da coleta dos dados.
Após ter delimitado o caso, estruturado as questões de pesquisa e os pressupostos teóricos o pesquisador deve iniciar a coleta de dados, que devem advir necessariamente de três fontes primárias diferenciadas. No caso da pesquisa aqui exposta foram investigadas três matrizes documentais diferenciadas. Entrevistas semi estruturadas; Jornais da época; artigos e folhetos produzidos pelos ativistas do fora celulose.
Essa necessidade obrigatória de possuir no mínimo três matrizes documentais