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3. MATERIAL E MÉTODOS

3.2. Delineamento experimental e animais utilizados

animais utilizados

Foram realizados dois experimentos visando otimizar o transporte do sêmen de varrões diluído e resfriado utilizando o contêiner proposto por Roner et al., (2006). Este sistema tem a capacidade de acomodar doze doses de sêmen com 100 mL cada, permitindo a inseminação de seis porcas com duas doses de sêmen/ fêmea ou a inseminação de quatro porcas com três doses de sêmen/ciclo estral.

Tabela 7: Dados metereológicos referentes à região de Brasília durante o período experimental

Mês/Ano Temperatura Máxima -

Média Temperatura Mínima - Média Precipitação - Soma Novembro/10 25,7 17,1 258,8 Dezembro/10 26,5 17,6 276,2 Janeiro/11 26,1 17,4 204,4 Fevereiro/11 27,4 17,3 164,2 Março/11 26,5 17,5 242,0 Abril/11 26,8 16,5 50,4 Maio/11 26,2 14,7 1,6 Junho/11 25,9 13,8 1,6 Julho/11 27,0 14,2 0,0 Fonte: Estação... (2011)

117 No entanto, com a verticalização da

suinocultura, essa proposta se torna inviável do ponto de vista comercial, por ser o número de doses pequeno diante do grande número de fêmeas a serem inseminadas/dia na empresa suinícola.

Desta forma, propôs-se o transporte do sêmen envasado com duas diferentes concentrações espermáticas (15 ou 24 bilhões de espermatozoides/ dose de 100 mL pré-rediluição), antes de uma rediluição, para uma concentração padrão de 3 x 109 espermatozoides/ dose inseminante, sendo esta concentração usada na rotina das empresas para a inseminação artificial.

Pretendeu-se então, otimizar o transporte de doses por contêiner, com número diferente de doses a serem transportadas, de acordo com a concentração original da dose pré- rediluição.

Nos experimentos I e II avaliou-se a fertilidade de fêmeas inseminadas com doses padrão de 3 bilhões de espermatozóide em 100 mL, oriundas de doses com 15 ou 24 bilhões de espermatozoides pré-rediluição, respectivamente, sendo estas re-diluídas após 12 horas de armazenamento a 5°C, previamente à sua utilização.

3.2.1. Experimento I: Eficiência reprodutiva de fêmeas suínas inseminadas com sêmen oriundo de doses heterospérmicas hiperconcentradas, contendo 15 bilhões de espermatozoides, resfriadas à 5°C e rediluídas para doses inseminantes de 100

mL, contendo 3 bilhões de

espermatozoides, após 12 horas de armazenamento

Foram utilizados neste experimento 24 ejaculados de nove varrões, sendo três da raça Large White e seis da raça Landrace, pertencentes à Central de Inseminação

Artificial da Fazenda Miunça, núcleo filial da empresa DB-Danbred do Brasil. Todos os machos usados possuiam idade superior a 12 meses, com fertilidade e qualidade seminal comprovadas após avaliação do desempenho reprodutivo, de acordo com os dados reprodutivos da granja e avaliação andrológica dos mesmos.

Para as inseminações, foram usadas 20 fêmeas DB-25®, de primeira ordem de parto, distribuídas de forma inteiramente casualizada entre os dois tratamentos descritos abaixo:

Tratamento 1 (E1T1-15B): as doses inseminantes foram oriundas de doses superconcentradas produzidas a partir dos primeiros 15 mL da fração rica ou P1 dos ejaculados de dois machos. Os 15 mL de sêmen do primeiro macho foram imediatamente pré-diluídos em 30 mL do diluidor GGO (Foote, 2002) e em seguida mantidos em banho-maria a 36°C. Após a coleta dos primeiros 15 mL do ejaculado do segundo macho, estes foram acrescentados aos 45 mL já existentes devido à primeira pré-diluição, o que forneceu uma pré- diluição final de 1:1.

Posteriormente, procedia-se à avaliação da concentração espermática do sêmen heterospérmico e preparação das doses a serem resfriadas. As doses inseminantes de 100 mL contendo 15 bilhões de espermatozoides foram resfriadas a 5°C em contêiner especial proposto por Roner et al. (2006). Após 12 horas de armazenamento, estas doses foram rediluídas para doses padrão contendo 3 x 109 de espermatozoides móveis por dose inseminante. Após a rediluição as doses foram ainda mantidas a 5°C por um período de estocagem máximo de 36 horas após a coleta ou 24 horas após a rediluição. As fêmeas foram inseminadas após a rediluição para 3 x 109 de espermatozoides (n=10).

118 Figura 1: Delineamento experimental e processamento do sêmen durante os experimentos

*O número de doses para o T2 variava de acordo com a concentração dos ejaculados coletados

Tratamento 2 (E1T2-3B): As doses inseminantes foram oriundas dos primeiros 15 mL da fração rica (P1) dos ejaculados de dois varrões, diluídos em diluidor GGO (Foote, 2002) produzindo doses de 100 mL contendo 3 x 109 de espermatozoides móveis por dose inseminante, que foram resfriadas a 5°C em contêiner especial proposto por Roner et al. (2006), sendo o tempo de armazenamento máximo de até 36 horas após a coleta do ejaculado. As fêmeas foram inseminadas após o armazenamento das doses a 5°C por 12 h até 36 horas (n=10).

Deste modo, nota-se que as doses pertencentes aos tratamentos 1 e 2 foram produzidas a partir dos primeiros 15 mL da fração rica espermática (FRE) do ejaculado

ou P1, sendo sempre coletados dois machos (M1 e M2) de cada vez.

Para o tratamento 1, após 12 horas de armazenamento,o sêmen hiperconcentrado era rediluído para doses padrão de 3 bilhões de espermatozoides em volume de 100 mL, que eram então utilizadas para as inseminações.

Após a coleta, avaliação e diluição do sêmen, o mesmo foi resfriado e armazenado a 5°C em um contêiner desenvolvido para a espécie suína por Roner et al., em 2006. As doses eram ali armazenadas por até 36 horas após coleta, ou 24 horas após rediluição para as doses do T1.

Como delineamento experimental utilizou- se o inteiramente casualizado, sendo as

119 vinte fêmeas distribuídas por sorteio entre

os dois tratamentos.

Após as inseminações as fêmeas foram acompanhadas até o parto, sendo todas as ocorrências deste intervalo devidamente registradas. O diagnóstico de gestação foi feito utilizando-se a rufiação de retorno ao cio, do 17° dia após a inseminação até o 30° dia, observando-se o reflexo de tolerância ao homem na presença do macho, edema e hiperemia vulvar, sendo todos os dados anotados em fichas (Item 8.3). A taxa de gestação foi avaliada através da taxa de não retorno ao cio, detectada pela rufiação das fêmeas. No momento do parto foram avaliadas a taxa de parto de cada tratamento e as características das leitegadas (número de leitões nascidos totais, nascidos vivos, natimortos, mumificados e mortos ao nascer), além do período de duração do parto, e do mesmo modo, todos os dados foram anotados em fichas (Item 8.4).

3.2.2. Experimento II: Eficiência reprodutiva de fêmeas suínas inseminadas

com sêmen oriundo de doses

heterospérmicas hiperconcentradas, contendo 24 bilhões de espermatozoides, resfriadas à 5°C e rediluídas para doses inseminantes de 100 mL, contendo 3 bilhões de espermatozoides, após 12 horas de armazenamento

Foram utilizados neste experimento 22 ejaculados de nove varrões, sendo três da raça Large White e seis da raça Landrace, pertencentes à Central de Inseminação Artificial da Fazenda Miunça, núcleo filial da empresa DB-Danbred do Brasil. Todos os machos usados possuiam idade superior a 12 meses, com fertilidade e qualidade seminal comprovadas após avaliação do desempenho reprodutivo, de acordo com os dados reprodutivos da granja e avaliação andrológica dos mesmos.

Para as inseminações, foram usadas 20 fêmeas DB-25® de primeira ordem de parto, distribuídas de forma inteiramente casualizada entre os dois tratamentos descritos abaixo:

Tratamento 1 (E2T1-24B): fêmeas inseminadas com doses inseminantes de 100 mL, contendo 3x109 espermatozoides móveis. Estas doses inseminantes foram oriundas de doses superconcentradas produzidas a partir dos primeiros 15 mL da fração rica (P1) do ejaculado de dois machos, contendo 24 bilhões de espermatozoides por dose, diluídos em diluidor GGO (Foote, 2002), envasados em doses de 100 mL, resfriadas a 5°C, em contêiner especial (Roner et al., 2006) e rediluídas para doses padrão de 3x109 espermatozoides móveis/dose inseminante, após 12 horas de armazenamento. Após a rediluição as doses foram mantidas por um tempo de estocagem máximo de 36 horas após a coleta do sêmen (n=10);

Tratamento 2 (E2T2-3B): fêmeas inseminadas com doses inseminantes de 100 mL, contendo 3x109 espermatozoides móveis. Estas doses foram oriundas dos primeiros 15 mL da fração rica (P1) do ejaculado de dois machos, diluídos em diluidor GGO (Foote, 2002) para produzir doses de 100 mL, contendo 3x109 espermatozoides móveis/dose inseminante, resfriadas a 5°C em contêiner especial (Roner et al., 2006), sendo o tempo de armazenamento máximo de até 36 horas após a coleta do sêmen (n=10).

As doses pertencentes aos tratamentos 1 e 2 foram produzidas a partir dos primeiros 15 mL da fração rica espermática (FRE) do ejaculado ou P1, sendo sempre coletados dois machos (M1 e M2) por procedimento. Assim, os primeiros 15 mL do primeiro macho foram coletados e imediatamente pré-diluídos em 30 mL do diluidor GGO e mantidos em banho–maria à 36°C. Ao final da coleta dos dois machos, obtinha-se um volume de sêmen de 30 mL (15 mL do M1

120 + 15 mL do M2) diluídos em 30 mL do

diluidor GGO, alcançando-se uma pré- diluição 1:1, antes dos procedimentos envolvendo a determinação da concentração e preparação das doses a serem resfriadas. Para o tratamento 1, após 12 horas de armazenamento,o sêmen hiperconcentrado foi rediluído para doses padrão de 3 bilhões de espermatozoides em volume de 100 mL, que foram então utilizadas para as inseminações.

Assim como no experimento 1, após a coleta, avaliação e diluição do sêmen, o mesmo foi resfriado e armazenado a 5°C em um contêiner desenvolvido para a espécie suína por Roner et al., em 2006. As doses eram ali armazenadas por até 36 horas após coleta, ou 24 horas após a rediluição para as doses do T1.

Como delineamento experimental utilizou- se o inteiramente casualizado, sendo as vinte fêmeas distribuídas por sorteio entre os dois tratamentos.

Após as inseminações as fêmeas foram acompanhadas até o parto, sendo todas as ocorrências deste intervalo devidamente registradas. O diagnóstico de gestação foi feito utilizando-se a rufiação de retorno ao cio, do 17° até o 30° dia após as inseminações, observando-se o reflexo de tolerância ao homem na presença do macho, edema e hiperemia vulvar. A taxa de gestação foi avaliada utilizando-se a taxa de não retorno ao cio, detectada pela rufiação das fêmeas, sendo todos os dados anotados em fichas (Item 8.3). No momento do parto foram avaliadas a taxa de parto de cada tratamento bem como as características das leitegadas (número de leitões nascidos totais, nascidos vivos, natimortos, mumificados e mortos ao nascer), além do período de duração do parto, e do mesmo modo, todos os dados foram anotados em fichas (Item 8.4).

3.3. Procedimentos relacionados aos