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Financiamento e Modalidades de participação

No documento O impacte do programa polis (páginas 112-119)

Capítulo 5|Caracterização do Programa Polis

Componente 4 Medidas Complementares para melhorar as condições urbanísticas e ambientais das Cidades

5. Financiamento e Modalidades de participação

Um dos grandes desafios a que o III Quadro Comunitário de Apoio (QCA III), se propõe é dar resposta à consolidação do sistema urbano português, tendo como base os princípios de sustentabilidade, complementaridade, solidariedade e competitividade, pretendendo melhorar as condições de vida nas cidades e contribuindo para a afirmação da identidade de Portugal, na União Europeia.

Assim, o Programa Polis baseia-se através de um quadro de referência, para assegurar uma coordenação e um propósito comum nas acções de requalificação e valorização ambiental no espaço urbano, a apoiar no âmbito do QCA III. As fontes principais de financiamento do Programa têm origem em fundos comunitários por meio das diversas intervenções operacionais, nomeadamente a melhoria do ambiente urbano da intervenção operacional ambiente e das acções integradas na qualificação das cidades e da requalificação metropolitana das intervenções operacionais regionais. A iniciativa comunitária INTERREG também dará um contributo financeiro significativo. As medidas referenciadas tem foco, especialmente, em potenciar os efeitos e impulsionar a eficácia das operações integradas na requalificação urbana prevista na componente 1 do Programa, é essencial o contributo de outras medidas do QCA III, através do co-financiamento de projectos de investimento nos respectivos domínios. Sendo assim, procedeu-se à identificação das principais linhas de financiamento comunitário que irão financiar as acções provenientes de todo o Programa Polis. Esta identificação foi necessária para a execução do próprio Programa.

As fichas elaboradas para os complementos de programação das diversas intervenções operacionais que contribuem para o Programa contém elementos fundamentais para definição das regras de cada uma das fontes de financiamento. Estas mesmas fichas foram criadas, tendo em conta os objectivos do programa, para facilitarem os promotores ao consultá-las.

Quadro 7| Indicativo das Necessidades de Investimento do Programa Polis ( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)

No quadro 7 é visível a avaliação indicativa das necessidades de investimento em cada uma das componentes do Programa Polis. Este quadro vai ao encontro do investimento total a realizar no âmbito do Programa, ou seja, ordem dos 160 milhões de contos. Em relação à componente 1, o seu valor não deve causar nenhuma surpresa, devido as necessidades significativas dos recursos a mobilizar. Com efeito, trata-se de uma componente de natureza integrada e multifacetada incluindo uma grande importância nas parcela de obras visando a requalificação dos espaços públicos.

Para além dos fundos comunitários, integram-se fontes de financiamento para as acções a desenvolver pelo Programa Polis, o financiamento autárquico e da administração central e o financiamento em prestaria público ou privado.

Componentes do Programa Investimento a realizar ( milhões de contos) Componente 1

Operações Integradas de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental

Linha 1 - Intervenções identificadas pela sua relevância e natureza exemplar

125 Linha 2 - Outras intervenções a identificar

Componente 2

Intervenções em Cidades com Áreas Classificadas como Património Mundial 4 Componente 3

Valorização Urbanística e Ambiental em Áreas de Realojamento 10

Componente 4 Medidas Complementares para Melhorar as Condições Urbanísticas e Ambientais das

Cidades

Linha 1 - Apoio a novas formas de mobilidade no espaço urbano

21 Linha 2 - Apoio à instalação de sistemas de monitorização e

gestão ambiental

Linha 3 - Apoio à valorização urbanística e ambiental na envolvente de estabelecimento de ensino

Linha 4 - Apoio a acções de sensibilização e educação ambiental no espaço urbano

Linha 5 - Apoio a outras acções com impacte positivo na qualidade da vida urbana

Quadro 8| Indicativo das Fontes de Financiamento do Programa Polis ( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)

As diversas fontes de financiamento utilizadas pelo Programa Polis, constam no quadro 8. Através deste quadro averigua-se que os fundos comunitários terão uma comparticipação global de cerca 58%. Estes valores variam conforme cada componente, pelo que constituem meros valores indicativos globais. A maior percentagem é nos fundos comunitários e da administração central, devido à sua natureza demonstrativa que pretende atribuir às acções do Programa. Isto quer dizer que não consiste apenas em financiar projectos de iniciativa autárquica, mas antes promover acções consideradas exemplares. O valor mais baixo de autofinanciamento deve-se ao facto de as acções previstas incidirem nos espaços públicos menos apropriados para esse tipo de financiamento. Entretanto, as capacidades de autofinanciamento de cada intervenção serão avaliadas, exigindo que os próprios promotores recorrem a esta fonte de financiamento.

Fontes de Financiamento Milhões de Contos Fundos Comunitários ………. Autarquias ……….. Administração central ……… Autofinanciamento ……… 92 26 26 16 Total 160

Quadro 9| Valores Indicativos dos Níveis de Comparticipação para as Componentes do Programa Polis ( Fonte: Decreto N.º 112

— 15 De Maio De 2000)

Neste quadro 9, averigua-se os níveis de comparticipação para cada componente do Programa Polis, com possíveis intervalos de variação. Como já referido anteriormente, as principais fontes de financiamento do Programa Polis são a melhoria do ambiente urbano da intervenção operacional ambiente, a sua componente desconcentrada nas intervenções operacionais regionais (eixo prioritário 3), suportada pelo FEDER, e as acções integradas de qualificação das cidades e de requalificação metropolitana das intervenções operacionais regionais (eixo prioritário 2), suportadas pelo FEDER e pelo FSE.

Componentes Linhas de Intervenção Níveis de Comparticipação

Componente 1 Operações Integradas de Requalificação Urbana e Valorização

Ambiental

Linha 1 - Intervenções identificadas pela sua relevância e natureza

exemplar Autarquias : 10 - 20% Governo: 0-15% Fundos Comunitários: 60-75% Linha 2 - Outras intervenções a

identificar Componente 2

Intervenções em Cidades com Áreas Classificadas como Património Mundial

Autarquias : 20 - 25% Governo: 15-20%

Fundos Comunitários: 50-75% Componente 3

Valorização Urbanística e Ambiental em Áreas de Realojamento

Autarquias : 0 - 25% Governo: 0-50%

Fundos Comunitários: 50-75%

Componente 4 Medidas Complementares para Melhorar as Condições Urbanísticas e

Ambientais das Cidades

Linha 1 - Apoio a novas formas de mobilidade no espaço urbano

Autarquias : 25 - 50% Governo: 0-50%

Fundos Comunitários: 0-50% Linha 2 - Apoio à instalação de

sistemas de monitorização e gestão ambiental

Linha 3 - Apoio à valorização urbanística e ambiental na envolvente de estabelecimento de ensino

Linha 4 - Apoio a acções de sensibilização e educação ambiental no espaço urbano

Linha 5 - Apoio a outras acções com impacte positivo na qualidade da vida urbana

Quadro 10| Indicativo das Disponibilidades Financeiras (FEDER) na medida 2.1 da IO Ambiente para Investimento no Âmbito do

Programa Polis ( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)

Quadro 11| Indicativo das Disponibilidades Financeiras (FEDER) no Eixo Prioritário 2 das Intervenções Operacionais Regionais

para o Investimento no Âmbito do Programa Polis ( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)

Quadro 12| Indicativo das Disponibilidades Financeiras (FSE) no Eixo Prioritário 2 das Intervenções Operacionais Regionais

( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)

Nos quadros 10, 11 e 12 demonstra-se os valores indicativos das disponibilidades financeiras de cada uma destas fontes de financiamento. O quadro 9 diz respeito às componentes nacionais e desconcentrada da medida 2.1 (FEDER) da intervenção operacional ambiente. Nos quadros 11 e 12

IO Ambiente - medida 2.1 FEDER Comparticipação Nacional

(*) Investimento total Nacional Desconcentrado Total 21,7 7,2 28,9 8,3 2,8 11,1 30,0 10,0 40,0

(*) A comparticipação nacional inclui investimento da administração central, autárquico ou outro; o montante dependerá da taxa de comparticipação

Intervenções operacionais regionais FEDER Comparticipação nacional ( *) Investimento total Norte Centro LVT Alentejo Algarve 13,5 4,5 18,0 10,6 3,5 14,2 16,2 5,4 21,6 3,5 1,2 4,7 3,4 1,1 4,6 Total 47,3 15,8 63,0

(*) A comparticipação nacional inclui investimento da administração central, autárquico ou outro; o montante dependerá da taxa de comparticipação

Intervenções operacionais regionais FSE Comparticipação nacional ( *) Investimento total Norte Centro LVT Alentejo Algarve 1,3 0,4 1,7 1,0 0,3 1,4 1,6 0,5 2,1 0,3 0,1 0,5 0,3 0,1 0,4 Total 4,6 1,5 6,1

estão relacionadas com os montantes do FEDER e do FSE, em cada uma das intervenções operacionais regionais. Para além destas linhas de financiamento, que são identificadas nos quadros 10 e 11, prevê-se que sejam mobilizados cerca de 10 milhões de contos de outras medidas do QCA III revelantes para a problemática urbana e de iniciativas comunitárias, INTERREG.

O desenvolvimento urbano integrado na promoção do desenvolvimento rural, urbano e costeiro faz parte de um domínio prioritário sendo esse o INTERREG, em que considera como prioridade o estabelecimento de estratégias de desenvolvimento do espaço territorial, incluindo a cooperação entre as cidades e também entre zonas urbanas e rurais, destinada a fomentar o desenvolvimento policêntrico sustentável.

A forma como as fontes de financiamento comunitário são utilizadas para financiarem as diversas componentes e linhas que constituem o Programa Polis, dependem de acções a realizar e serão estabelecidas em cada caso com o intuito de assegurar a compatibilidade com a regras de utilização de cada uma dessas fontes.

Contudo é possível que aquelas fontes sejam utilizadas de acordo com as prioridades referidas no Quadro 12.

Legenda:

Quadro 13| Indicativo das Fontes de Financiamento das Componentes e Linhas de Intervenção do Programa Polis com base no

QCA III ( Fonte: Decreto N.º 112 — 15 De Maio De 2000)


Programa Polis Fontes de Financiamento do QCA III Componentes Linhas de intervenção IO Ambiente

Nacional IO Ambiente Desconcentrado IO Regional (cidades) Componente 1 Operações Integradas de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental Linha 1 - Intervenções identificadas pela sua relevância e natureza exemplar Linha 2 - Outras intervenções a identificar Componente 2

Intervenções em Cidades com Áreas Classificadas como Património Mundial

Componente 3

Valorização Urbanística e Ambiental em Áreas de Realojamento Componente 4 Medidas Complementares para Melhorar as Condições Urbanísticas e Ambientais das Cidades Linha 1 - Apoio a novas formas de mobilidade no espaço urbano Linha 2 - Apoio à instalação de sistemas de monitorização e gestão ambiental Linha 3 - Apoio à valorização urbanística e ambiental na envolvente de estabelecimento de ensino Linha 4 - Apoio a acções de sensibilização e educação ambiental no espaço urbano Linha 5 - Apoio a outras acções com impacte positivo na qualidade da vida urbana

(*) as fontes de financiamento referidas são aplicáveis no território português. para a cidade de Angra do Heroísmo será necessário identificar outras fontes de financiamento

No documento O impacte do programa polis (páginas 112-119)