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MICROBIOLOGICAL QUALITY OF THE MILK INFORMAL MARKETED IN THE STATE OF ALAGOAS, BRAZIL.

Elizabeth Sampaio de Medeiros¹; Karla Danielle Almeida Soares ²; Alisson Rogério dos Santos Torres²; Robson Veiga Ribeiro Gomes²; Juliana Figueiroa Agra²; Macário Peixoto Loureiro da Costa²; Elizabeth Simões do Amaral Alves²; Anne Kelly Augustinho de Lima² 1Professora Adjunta - Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE, Recife - PE Email: [email protected] ² Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Viçosa - AL, Brasil.

Introdução: Pelo seu alto valor nutritivo, o leite é considerado um alimento quase completo, sendo largamente comercializado e consumido pela população, principalmente crianças e idosos. Devido a sua composição, torna-se um meio de cultura ideal para o crescimento de micro-organismos potencialmente patogênicos. A comercialização do leite informal é um habito cultural no nordeste do Brasil principalmente nas cidades do interior. Esse comércio é uma grande ameaça á saúde pública visto que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), dezesseis doenças bacterianas e sete viróticas são veiculadas pelo produto, dentre elas a tuberculose, a brucelose e gastrenterites, sendo esta uma grave consequência da baixa qualidade do leite proveniente do mercado informal. Diversos micro-organismos podem ser veiculados pelo leite, destacando-se bactérias do gênero Coliforme, Salmonella spp. e Staphylococcus spp. As precárias condições de obtenção e comercialização do leite cru ocasionam produtos beneficiados com qualidade insatisfatória. O perfil microbiológico é um importante parâmetro utilizado para se verificar a qualidade desse produto. A contaminação de produtos lácteos por diversos tipos de bactérias também pode originar-se do suprimento de água de qualidade inadequada e deficiência de higiene na sua utilização. Dessa forma, procedimentos de higienização empregados na cadeia produtiva do leite constituem pontos críticos para obtenção de uma matéria adequada. Objetivou-se com este estudo avaliar a qualidade microbiológica do leite informal comercializado no estado de Alagoas, Brasil. Material e Métodos: As coletas foram realizadas em padarias, mercadinhos e residências que comercializam o leite. Foram coletadas 83 amostras em recipientes próprios da comercialização acondicionadas em caixas isotérmicas, contendo gelo reciclável e encaminhadas ao Laboratório de Inspeção de Alimentos da Universidade Federal de Alagoas. Para as análises microbiológicas, retirou-se assepticamente 25 mL do leite e transferidos para um frasco esterilizado, contendo 225 mL de água peptonada tamponada (APT), amostra e diluente foram homogeneizados, a fim de obter-se a diluição inicial (10-1), seguida das diluições decimais 10-2, 10-3, 10-4, 10-5 e 10-6. Foi realizada pesquisa de Coliformes a 45°C

pelo método do número mais provável, Contagem de Staphylococcus Coagulase positiva com utilização do Agar Baird Parker, Contagem de micro-organismos aeróbios mesófilos com o Plate Count Agar e a pesquisa de Salmonella spp. Os resultados foram expressos através da estatística descritiva com a frequência relativa e absoluta dos dados.

Resultados e Discussão: Observou-se em 15,66% (13/83) das amostras analisadas a presença de Staphylococcus coagulase positiva, nessas os valores variaram entre 2x10² UFC/mL e 5x105 UFC/mL. Verificou-se o maior percentual (84,34%) de Staphylococcus coagulase negativa. A alta incidência de Staphylococcus pode ser uma das consequências, entre vários fatores, da mastite bovina, pois a bactéria é o agente mais frequentemente isolado em animais com esse tipo de enfermidade. Sua presença também pode ser devida às condições higiênicas insatisfatórias dos locais onde foram feitas as ordenhas, dos latões usados no transporte e dos

186 manipuladores. Estudos demonstram que Staphylococcus não produtores de coagulase também podem produzir toxinas termoestáveis e provocar intoxicação alimentar, desencadeando severos processos de gastroenterites principalmente em crianças e idosos. Observou-se ausência de Salmonella spp. em 100% das amostras analisadas. Apesar da ausência da Salmonella, sabe-se que são agentes causadores de doenças de origem alimentar, o leite é uma fonte excelente de nutrientes o que torna um meio de cultura ideal para o crescimento desses micro-organismos potencialmente patogênicos. Estes micro-organismos podem comprometer a qualidade e segurança do leite e seus derivados e podem causar danos ao homem através da ingestão do leite “in natura” ou beneficiado contaminado. Coliformes a 45°C foi observado em 100% das amostras, e os valores variaram entre 2,1x10NMP/mL à >1,1x103NMP/mL. Para micro-organismos aeróbios mesófilos foram observadas contagens

variando entre 1,4x105UFC/mL e 3x106UFC/mL em todas as amostras. A qualidade da água utilizada na higienização dos utensílios e equipamentos de ordenha pode ter contribuído para a quantidade de micro-organismos encontrada. Além disso, a temperatura de armazenamento que o leite permanece desde a obtenção até a comercialização constitui um fator importante que pode proporcionar condições favoráveis para multiplicação desses micro-organismos. Os coliformes são sempre indesejáveis no leite, principalmente pelo fato que o habitat preferencial dessas bactérias é o solo, água e intestino de animais. Além disso, uma grande preocupação é o fato destas bactérias diminuem a qualidade e a vida de prateleira do leite e derivados.

Conclusão: Conclui-se com esse estudo que a quantidade de micro-organismo encontrada nesse estudo oferece grande risco à saúde dos consumidores, tendo em vista a presença de coliformes a 45°C em todas as amostras e as contagens elevadas de Staphylococcus em algumas destas. Sugerem-se medidas efetivas de controle ao comércio de leite cru, além de programas de conscientização para a população em relação aos perigos que esse produto pode oferecer.

187 Resumo 94 - COMPARAÇÃO DA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA COM OUTROS INDICADORES DE MASTITE CLÍNICA E SUBLÍNICA EM ORDENHA ROBÓTICA.

COMPARISON OF THE ELECTRICAL CONDUCTIVITY WITH OTHER INDICATORS

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