2. O MOBILAB SÃO PAULO
2.3. O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA
O programa de residência (1.0 e 2.0) responde pelo segundo braço de atuação do MobiLab gerando produtos voltados para o consumo da população, público externo.
Esse programa faz parte de uma política maior de integração tecnológica da prefeitura de São Paulo, que visa a estimular a inovação e o desenvolvimento de startups denominada Tech Sampa.
O programa de residência 1.0 para soluções de mobilidade recebeu suas inscrições até 16 de junho de 2016, por meio de um edital de chamamento público13, segundo a Lei Federal 13.019/201414, com um programa estruturado
13 De acordo com Capítulo I – Disposições Preliminares; Art. 2°. Inciso XII – “chamamento público: procedimento destinado a selecionar organização da sociedade civil para firmar parceria por meio de termo de colaboração ou de fomento, no qual se garanta a observância dos princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos;” (BRASIL, Lei 13.019/2014).
14 “Art. 1o
Esta Lei institui normas gerais para as parcerias entre a administração pública e organizações da sociedade civil, em regime de
para auxiliar o desenvolvimento das soluções apresentadas e o amadurecimento das startups.
Para isso, foi firmada uma parceria entre o MobiLab e a São Paulo Negócios (SPNegócios) com a intenção dar a melhor assistência para os profissionais.
Figura 23 - Startups participantes do primeiro programa de residência do MobiLab. Fonte: mobilab.prefeitura.sp.gov.br
mútua cooperação, para a consecução de finalidades de interesse público
e recíproco, mediante a execução de atividades ou de projetos previamente estabelecidos em planos de trabalho inseridos em termos de colaboração, em termos de fomento ou em acordos de cooperação.” (BRASIL, Lei 13.019/2014).
O processo de seleção das 10 startups que participaram do programa de residência aconteceu em duas etapas, sendo a primeira a seleção dos 16 melhores projetos dentre os inscritos, considerando a possibilidade de desenvolver o projeto e amadurecimento das propostas nos 3 meses do programa, inovação e criatividade na identificação e resolução de problemas (figura 23).
Seguido pela etapa de apresentações dos projetos para a comissão responsável por selecionar os 10 residentes.
Apesar de nenhuma ajuda de custo ou bolsa ser oferecida para o programa, um grande número de inscritos foi registrado. BIDERMAN (2017) considera que o principal ganho desse modelo de programa é o espaço de coworking15, muito vantajoso por ser um espaço de nicho onde apenas temas acerca de mobilidade urbana são tratados.
Por ser um espaço que respira soluções para mobilidade, as ideias acabam sendo compartilhadas com mais facilidade, onde a colaboração entre os residentes para a solução de problemas e a troca de informações acontece de
15
Espaço disponível para indivíduos de diferentes áreas executem suas funções em um ambiente compartilhado. Com o aumento do trabalho autônomo e do número de startups, esses espaços reúnem diariamente pessoas que buscam um local acessível e inspirador para trabalhar.
maneira simplificada e espontânea, inclusive nos momentos de descontração, como a hora do café.
Para a formulação da pesquisa foram entrevistas participantes do programa de residência 1.0 e 2.0 com o objetivo de observar o programa de residência por uma ótica diferente das dos gestores e idealizadores e assim compreender qual a imagem construída pelos participantes dessa ação.
A seleção de participantes das 2 versões do programa visou a compreensão dos erros, acertos e correções de rumos feitos entre os programas.
Dentre as 11 startups classificadas como ativas, sejam elas participantes da versão 1.0, 2.0 ou das duas versões do programa de residência, a porcentagem dos respondentes foi de 54%, deixando suas impressões das diversas etapas do programa.
De fato, o espaço de trabalho compartilhado e o acesso ao poder público e aos seus funcionários foram grandes chamarizes para que as startups, mesmo sem investimento ou algum tipo de bolsa optassem por ingressar no programa.
Segundo as respostas dos participantes, um dos pontos fortes é a tentativa de romper a barreira de inovação dentro do poder público.
Entretanto, muitos afirmam que a sustentação do programa se dá pela forma de manter um perfil mais próximo da iniciativa privada e não da gestão pública.
Mais da metade dos respondentes afirmaram que a solução tecnológica, aplicativo ou página web que estão desenvolvendo ou desenvolveram dentro do programa é o principal ou o primeiro produto criado pela empresa.
Pode se dizer que boa parte do público consiste em iniciantes na área que estão tentando empreender e o fato de poderem trocar experiências com outros desenvolvedores com problemas similares aperfeiçoou as soluções encontradas.
O segundo ponto seria o programa de mentoria para amadurecimento da própria startup. De acordo com SWIATEK (2017), ter um modelo de negócio bem definido é um grande gargalo dessas empresas.
No programa de residência 1.0 a SPNegócios e o SEBRAE auxiliaram as startups a montar seu próprio plano
dentro de um programa de mentoria desenhado para atender as particularidades individuas das empresas.
De acordo com depoimentos dos próprios participantes, o programa tem agregado valor rapidamente às empresas em questão. Exemplo disso é o caso da Onboard, empresa residente com a proposta de desenvolver um aplicativo que possibilitará a recarga do bilhete único utilizados para acesso ao transporte público em São Paulo, com a possibilidade de ter sua tecnologia adaptada para outras cidades.
A empresa em questão foi aprovada no programa de startups da Visa, que selecionou 10 entre o grande número de inscritos para integrar seu programa de aceleração.
Segundo os integrantes da Onboard, grande parte dessa conquista advém de fazer parte do programa de residência do MobiLab, o que lhes garantiu apoio técnico e um ambiente propício ao seu amadurecimento, tornando-a mais promissora aos olhos da comissão que a selecionou. Além da chancela que o programa dá e das etapas de desenvolvimento ser um diferencial dentro do processo.
O mesmo relato se repetiu com a Logbee, que desenvolve um aplicativo para soluções de logística ligada a
uma rede de motoristas autônomos e foi aprovada no programa de aceleração da Porto Seguro.
Entretanto o término de parceria com o SEBRAE foi um dos pontos mais abordados quanto a deficiência do programa para aqueles que participaram da versão 1.0 e migraram para a 2,0.
A versão 2.0 não teve a mesma assistência, a participação dos mentores para formular o plano de negócio não ocorreu, o que segundo os entrevistados prejudicou consideravelmente a evolução das startups.
Pelo que foi aferido, a definição de um plano de negócios coerente e que reflita a realidade da empresa, do comportamento futuro dessas startups é um grande gargalo encontrado.
Definir uma estratégia efetiva que pudesse assegurar a sustentabilidade financeira das soluções criadas para pleitear investimentos externos, considerando que encontrar investidores interessados é de responsabilidade das próprias empresas e não do laboratório, se provou um grande desafio sem o aconselhamento de especialistas no assunto.
Dentre as sugestões que mais apareceram estão a necessidade de direcionar o foco um pouco mais para o
desenvolvimento de trabalhos e workshops tendo o poder público como cliente principal, rodadas de investimentos com investidores anjos e a inserção de um grupo coeso de mentores com conhecimento do mercado que possam instrui- los quanto a qual direção seguir.
A entrevista deixou clara a insegurança de algumas startups quanto ao ingresso no mercado. Muito se deve ao fato de que empresas de tecnologia encontram grande concorrência e várias rodadas de investimentos costumam ser necessárias até que atinjam a sustentabilidade financeira. O terceiro ponto que agrega valor ao programa é o fácil acesso a profissionais da SPTrans e da CET. Estar em um espaço próximo a esses técnicos concede uma considerável vantagem tanto no acesso rápido e simplificado aos dados públicos quanto na forma de tratamento dos dados brutos pelo auxílio dos técnicos.
É importante ressaltar que os dados públicos são de acesso da população, entretanto, estar no MobiLab auxilia o acesso a dados não tão públicos, como a experiência de anos na função dos técnicos e o conhecimento das melhores formas de tratar as bases fruto de anos de serviço.
O MobiLab funciona como um facilitador das relações entre empresas e poder público atuando, uma ponte entre a esfera pública e a privada. Porém diversos participantes responderam que a abertura de dados sensíveis por parte dos membros do poder público ainda encontram resistência, compreensível se observarmos a necessidade de manter a privacidade e a segurança das informações tanto da população como do próprio ente público.
Nesse quesito seria interessante montar um plano de cooperação, onde elementos chave de cada departamento pudessem responder as perguntas e selecionar dentro de sua equipe quem, como e quando poderiam auxiliar as startups, tornando o relacionamento mais próximo e simplificado.
O aumento da proximidade entre as duas esferas em longo prazo geraria confiança quanto à utilização dos dados reduzindo a possível resistência, indiretamente relatada pelos entrevistados.
Estar no programa tem intensificado o desenvolvimento das empresas e possibilitado estratégias para utilizar dados de maneira mais assertiva além de proporcionar acesso a dados disponíveis e muitas vezes subutilizado dentro do grande volume de informação coletado diariamente.
Para ilustrar tal argumento, utilizaremos o caso da ParkNet. Ao ingressar no programa, a startup tinha como objetivo desenvolver uma solução capaz de facilitar a busca por estacionamento no centro de São Paulo.
Figura 24 - Peça de comunicação da startup ParkNet. Fonte: mobilab.prefeitura.sp.gov.br
O MobiLab colocou os membros da startup em questão em contato com técnicos da CET responsáveis pela área de estacionamentos da cidade de São Paulo.
Devido aos aportes e as demandas com as quais os técnicos tinham familiaridade, os desenvolvedores redirecionaram seus esforços para desenvolver uma solução que facilite a busca por estacionamento para idosos e
pessoas com deficiência, utilizando uma base de dados que não estava sendo utilizada em sua totalidade.
Figura 25 - Apresentação do aplicativo desenvolvido pela ParkNet para encontrar vagas de estacionamento para idosos e deficientes em São Paulo. Fonte: mobilab.prefeitura.sp.gov.br
Até 28/10/2017, data da análise o aplicativo ParkNet (figuras 24 e 25) tinha sido baixado mais de 1.000 vezes e recebido 27 avaliações com uma média de aprovação de 4,4 estrelas segundo a Google Store (o aplicativo está disponível apenas para Android por enquanto).
A tela inicial (figura 26) prevê a possibilidade de acesso via login atrelado ao facebook ou pular esta etapa e utilizar o aplicativo sem os benefícios que possam vir a existir do cadastro automático. O que de fato deixa a desejar em quesito de coleta de dados do usuário e até a data da análise
não foi possível realizar o login. O programa retornou com erro em todas as seis tentativas.
Figura 26 - Etapas iniciais para a utilização do aplicativo ParkNet. A esq. a tela de abertura do aplicativo para seleção de modo de entrada. Ao centro configurações iniciais para a busca de vagas. A dir. tela principal. Fonte: arquivo pessoal
Sem a opção de acessar sua conta torna-se possível analisar as buscas mais efetuadas e o perfil do usuário de acordo com a rotina que este seguir dentro da plataforma, mas não coletar dados socioeconômicos ou preferências vinculadas a este, nem identificar informações quanto aos principais destinos. Não há a opção de efetuar login e cadastro internamente.
Após clicar em pular, única opção válida, o aplicativo inicia a página de configuração das preferências do usuário (figura 26, centro).
Devido ao foco do aplicativo ser a localização de vagas para idosos e deficientes as duas opções aparecem selecionadas, cabendo ao usuário desativar aquela que não corresponde a sua realidade.
A segunda configuração necessária que antecede o acesso tela principal é a informação quanto ao raio de abrangência da pesquisa quando considerado o local do usuário via GPS, de acordo com as possibilidades do usuário se locomover para determinar o alcance da busca variando entre 1 e 5 quadras de deslocamento mínimo e máximo, respectivamente.
Após a seleção das configurações, a tela principal é iniciada, tendo como botões principais: o dispositivo de centralização por GPS; uma lupa de busca para inserção do endereço; um botão de compartilhamento de vagas para anunciar que a vaga a qual você se encontra está livre; um botão central de “buscar vagas”, utilizado quando o usuário encontra-se no local para a pesquisa; e um botão de "+", voltado para a inserção e reposte de novas vagas por parte
dos usuários, fomentando a lógica de compartilhamento de informações e o ideal de colaboração para a manutenção do software e enriquecimento das informações (figura 26, a esq.).
Ao analisar cada uma das ferramentas contidas no aplicativo vemos que:
O aplicativo, quando as telas são alternadas para execução de outra atividade é automaticamente encerrado, sendo necessário reiniciar o processo de configuração de acordo com as preferências do usuário.
Caso este receba alguma ligação o aplicativo perderia as informações digitadas cabendo ao usuário reinserir todos os dados e podendo ter perdido a vaga a qual se deslocava.
Esse é outro ponto, caso o aplicativo indique uma vaga já ocupada por alguém que não utiliza o aplicativo, dificilmente esta receberia alguma informação, cabendo ao usuário descobrir se há disponibilidade ou não apenas mediante visita.
Figura 27 – Telas de cadastro para utilização do aplicativo. A esq. tela de complemento de informações e seleção do cadastro de veículos. A dir. Tela para cadastro do veículo utilizado. Imagens extraídas do aplicativo. Fonte: Arquivo pessoal
Para que o compartilhamento da vaga ou inserção de novas vagas aconteça é preciso que um carro seja adicionado contendo informações de cor, placa, nome, modelo e tamanho (figura 27).
Dentre todas as informações solicitadas a mais relevante, seria o tamanho do veículo para o correto
direcionamento de vagas as quais atendam as necessidades do usuário de acordo com o tamanho do carro.
As demais informações não agregam à coleta de dados considerando que nenhum seguro é vinculado por parte do aplicativo ao carro em questão. Como as configurações de usuários, feitas por meio da migração de informações do cadastro no facebook não estão ativas, dificilmente haverá a possibilidade de vincular tais informações a algum indivíduo para aferir qual a porcentagem de clientes que voltam a utilizar o serviço.
Coletar dados da placa do veículo pode funcionar como forma de identificação, caso associado a algum banco de dados que permita identificar o comprador, considerando que o usuário em questão tenha apenas um carro.
Pode não ser a mais precisa e completa das informações, mas permitiria à migração de dados pessoais atrelados a compra do veículo em questão, inclusive para melhorar a segurança do usuário do aplicativo quanto à possibilidade de roubo de veículo.
De qualquer forma as informações referentes ao cadastro do automóvel deveriam constar na primeira tela, logo após o acesso ao aplicativo, desobrigando o recadastramento
das informações na área "minha conta", que pode ser acessada pelo botão localizado no canto superior esquerdo da tela.
Muitas das tentativas de salvar a configuração do veículo resultaram na interrupção do aplicativo, principalmente se por algum motivo a tela precisou ser bloqueada e desbloqueada, forçando o usuário a passar por todas as etapas novamente.
Como o login não é salvo e a migração de dados de cadastro é zerada todas as vezes que o aplicativo é encerrado, independentemente da forma que aconteça, o processo de cadastro se torna evento cíclico que dificulta o uso da ferramenta.
A não correção desses problemas, se considerado que a liberação de todo o potencial da ferramenta se dá mediante cadastro, pode inibir o uso pela pouca praticidade reiniciar o cadastro a cada nova ação executada fora do aplicativo.
A possibilidade de adicionar novas vagas acontece considerando a localização do usuário, desde que estacionado.
Após clicar no botão de "+" para adicionar uma nova vaga é preciso selecionar entre vaga para deficiente ou para
idoso, posicionar-se no local da vaga e clicar no botão "estou posicionado na vaga" parte superior da tela (figura 28).
Figura 28 – Etapas de inserção de vagas novas. As etapas estão dispostas em ordem da esquerda para a direita. Imagens extraídas do aplicativo. Fonte: Arquivo pessoal.
Essa ação, embora composta de 3 passos, é simples e incentiva a inclusão de informações por parte dos usuários aumentando drasticamente, a curto prazo, a área de ação e tornando a atualização mais rápida, desde que a contribuição por parte do usuário se torne rotina.
A inserção de novas vagas é um dos benefícios de benefícios da vida em rede. Por fim, cabe ao usuário definir
se a vaga é pública ou privada; paga ou gratuita e enviá-la para a equipe da ParkNet.
Após a finalização do pedido de inclusão de novas vagas, estas entram em período de checagem que na cidade de São Paulo fica a critério da CET analisar se de fato correspondem à realidade, e em cidades do interior do estado, segundo os desenvolvedores, as vagas entram no ar em 24 horas, ficando a critério da própria ParkNet a inclusão.
Considerando que o aplicativo foi desenvolvido, inicialmente, para encontrar áreas na região central de São Paulo, o módulo de inserção de destino (lupa, canto superior direito figura 28) não funciona tão bem como deveria.
Tanto a inserção do local, edifício ou endereço completo não trouxe resultados, considerando a minha localização fora dos limites da área central no momento da análise, impossibilitando a busca de vagas.
Seria interessante para o usuário poder acompanhar uma estimativa do que encontraria ao chegar a seu destino no centro da cidade.
A falta de conexão com aplicativos de GPS como Waze, GoogleMaps entre outros é um ponto importante nessa análise. Nesses aplicativos muitas vezes são sugeridas
opções da localização conforme a inserção do endereço acontece.
O aplicativo ParkNet não oferece esse recurso, nem o de correção ortográfica ou sugestões de endereços completos. Ferramenta que agiliza consideravelmente o uso de aplicativos de georreferenciamento.
Por último, na área inferior da tela encontra-se a opção "validar cupom de desconto" que após o cadastro do automóvel habilita a possibilidade de encontrar preços competitivos em estacionamentos parceiros.
Muito provavelmente, essa ação tem permitido o download e utilização do aplicativo gratuitamente se considerado que o direcionamento de usuários para esses estacionamentos específicos pode aumentar a rotatividade de carros, reduzir a ociosidade de vagas com essas características, facilitar a vida do usuário, revertendo em benefício para o dono do estacionamento e em algum valor de repasse para a empresa.
Uma maneira de encontrar a sustentabilidade financeira ao ganhar escala de uso sem precisar cobrar diretamente do usuário pelo uso do aplicativo, que passa a
pagar pelo aplicativo indiretamente ao estacionar nas vagas indicadas.
Ao fazer a análise do aplicativo foi possível perceber duas questões importantes, apesar de muito bem avaliado, o aplicativo precisa de ajustes importantes e tem muito a evoluir.
No caso do programa de residência, seria interessante a maior continuidade no processo. Embora o espaço do MobiLab não comporte dois ou três programas rodando simultaneamente, o ambiente e a relação entre os responsáveis e as startups se mostrou bem saudável, sendo profícuo que a relação perdure mesmo ao final do programa.
Criar uma cultura de permanência, onde essas empresas sintam que devem voltar, compartilhar experiências e tecer relações, tanto com outras empresas, quanto com o atores do poder público para manter o desenvolvimento e a atualização do projeto original, resultaria em um avanço mais rápido das propostas. Principalmente nos casos que precisarem de um pouco mais de tempo para amadurecer.
Outra questão interessante a ser levantada é forma encontrada para rentabilizar a solução, pelo menos nesse primeiro momento. Manter o download gratuito e firmar
parceria com estacionamentos da região, principal interessado na ocupação facilitada das vagas do centro, é uma forma de garantir escala de uso da solução.
Porém o aplicativo pode direcionar exclusivamente para quem pagar mais, tirando a opção do usuário de escolher o serviço mais vantajoso direcionando-o apenas para estacionamentos parceiros.
Embora outros aplicativos já tenham ganhado investimento e prêmios importantes à escolha do ParkNet para a análise se deu também pela oportunidade de download da ferramenta para ilustrar as afirmações propostas. Considerando também que muitas das soluções ainda não se encontram disponíveis para serem utilizadas, como o caso da Onboard Mobility, com previsão para lançamento em janeiro