O PROBLEMA DOS TRANSPORTES E SUA REPERCUSSÃO NA VIDA NACIONAL - CONGRESSOS E CONFERÊNCIAS

No documento j (páginas 83-103)

O PROBLEMA DOS TRANSPORTES

E

SUA REPERCUSSÃO NA

VIDA

NACIONAL - CONGRESSOS

E

CONFERÊNCIAS

A

matéria relativa ao problema dos transportese sua repercussão na vida nacional encerra

em

si dois aspectos:

um, a maneira por que vem sendo apreciada, através de estudos, congressos e conferências, matéria deste capítulo,-outro,oestudo geraldos diferentesplanes apresentados até hoje,paraencaminhamento dasoluçãodo grandee gra-ve problemadostransportes no Brasil, aspectodenosso es-tudo queconstituirá ocapítuloimediato.

É incontestequeo grande problema das comunicações seresumena utilizaçãodaslinhas naturaisdecirculação pe-loemprêgo demeiosdetransporteadequados.

Já observamos, através do estudo da evolução dos transportes no Brasil que,

em

primeira linha, usado, como

foi, inicialmente, o transporte marítimo, nunca teria sido tãofácil a soluçãodesemelhante problema, que, por assim dizer,se circunscrevia ao regime dostransportes unilaterais.

79

-Adstritas as comunicações, de princípio, entre os diferentes portosda longacosta oceânica,o problemaseresumia,

em

síntese, na eficiência e qualidade dos meios empregados para a realização de tais transportes unilaterais.

Com

a evolução, entretanto, da técnica, desta nova fôrçaque imprimiu ao

mundo uma

propulsãode atividades, com o aparecimento do motor de explosão, manifestaram-se os transportes mistos. Vieram êstes provocar, na com-plexidade de sua expansão, sérios problemas de comuni-cações, tendo

em

vista a variedadede soluçõesque pode-rãoser admitidas.

f

No

Brasil, da etapa dos transportesunilaterais passa-mos para ostransportes mistos, a queassim impuseram a evolução de nossa economia, as condições morfológicas de nossoterritório,a ausência desistema coordenado de trans-portes, a própria evolução da técnica dos meios de trans-porte, enfim,

uma

multiplicidadedefatores;issodeterminou, entretanto, osentrechoquesda competição quese apresen-tam a cada passo e queestãoa reclamar

uma

orientação

em

definitivonosentidode

uma

necessáriaerealcooperação.

Como

seentendem os transportesmistos? Quais as ra-zões que os justificam? Quais as modalidades de sua exe-cução? Quais osseus efeitos? Sãoquestões que na atuali-dade, surgem a cada passo, na apreciação dos meios de transportes utilizados pela hodierna civilização.

O

emprêgo generalisado dos transportes mistos de-verá ser entendido como o fato de dispôr o

homem

de

múltiplosmeios detransporte,para a necessáriasolução dos problemas decomunicações.

As razões que justificam o emprêgo do sistema dos transportesmistos variam de acôrdo com as mais diversas circunstâncias com que se apresenta cada país no resolver osseus probelmasdecomunicações.

Situandoas diversasmodalidades pára a execução dos transportes mistos teremos que considerar a imediata apli-cação dos veículos

em

função doespaço

em

que se movi-mentam,se

em

água, seporterra,senoar.

A

êsse respei-to, atécnica apresentadiferentes püdrões,sempre com ten-dência;deaperfeiçoamento.

Ao

investigarem-se os efeitosdecorrentes da pluralida-dedostransportes,comostransportes mistos,condições múl-tiplasdeverãoser observadas quantoà excelência dos tra-çados, à qualidade do material empregado, ao equilíbrio dossistemas utilizadosestabelecidosnacoordenaçãoentresi.

Entre nós, no Brasil, ao sairmos dos transportes unila-terais,procuraramosnossos antepassados estabeleceros pri-meirospassosparaa pluralidade dostransportes,coma ado-ção dos transportes mistos, através dos sistemas marítimos, fluvial edas estradas deferro.

Entretanto, no apreciarmos a implantação do regime da viaçãoférrea entrenós,acreditamos, com profundo pe-zar, quea série de dificuldades encontradas, no curso de sua expansão, determinou que, ainda hoje, apresente o nosso país tãobaixa quilometragem.

Não

atingiu a maturi-dade circulatóriatão desejada, tendo

em

Vistaavasta

ex-—

8f

tensão territorial e o crescimentodo comércio,da indústria eda produçãoagrícola.

No

estudo e nas observações do problema circulatório de

um

determinado país,cumpreexaminar as condições pe-las quais devem seradotados os transportesmistos.

Entre nós, no Brasil,esses aspectossão, acada passo, observados pelosestudiososno quesereferem às condições topológicas do nossoterritório; haja vista a navegação do São Francisco, articulando norte-sul, Madeira-Mamoré, pre-enchendo

uma

lacuna fluvial, etc. E outros aspectos que tanto atenderiam ao sonho do Engenheiro Bicalho, no seu projeto de transportes, fundamentado precisamente no

sis-tema da cooperaçãodostransportes,determinando,

em

con-sequência,a continuidade das comunicações.

No

capítulo imediato, a respeito dos diferentes

siste-mas detransportes surgidos, atéestadata, no Brasil, pode-remos fixara sériede percalços quetanto influem para a morosa implantaçãode

um

determinadosistema satisfatório.

Etaisaspectossão constantemente expostos,veiculados

em

tôdas asoportunidades

em

queestudamos as nossas con-diçõeseconômicas e são aífixadasconclusões, dirigidasao Govêrno da República, comoadvertência contra a omissão, a indiferença,a descrença, a inérciaeoimpatriotismo

.

Quem

acompanhou evem observando asériede con-ferências econômicas e as conclusões dos relatórios apre-sentados pelas diversas Missões que têm visitado o nosso país, nestes dez últimos anos, observará, certamente,o es-82

fôrço das nossas classes produtoras e do próprio Govêrno Federal para fixarnormas deconduta

em

prol

dum

maior desenvolvimento econômico do país.

AsconclusõesdaConferência dasClassesProdutorasdo

Brasil, consubstanciados na Carta EconômicadeTeresopolis, deMaio de 1945, outrosentidonãoespecificam. Era

reali-zada aquela Conferência precisamente numa oportunidade como a do após-guerra, "no momento

em

que, num clima deprofundas transformações mundiaisde ordemeconômica, social e política, o Brasil seprepara para reestruturar suas instituições degovêrno", entendiam a Agricultura, a Indús-tria e1o Comércio nacionais, representados por entidades máximas, de "seu devertrazer a contribuição de sua ex-periência e do seu patriotismo, para que, nos rumos a se-remtraçados a vidadopaís,nossetoresdesuasatividades, sejam adotadas soluções que atendam aos justos anseiose interêssesdacoletividade,daqualsão parteintegrante"

.

Na

consideraçãodos problemasquetantoafetam a or-ganizaçãodopaís, valedestacar, pornecessário,deacorda com a diretriz do nosso trabalho, o referente aos "trans-portes", que não deixoude ser devidamente encarado na-quele Congresso, com as características peculiares, "o pro-pósito*de fazer convergiros esforçosdetodos. Povo e Go-vêrno,paraquesejaalcançada sua realização,no mais cur-to prazo,

em bem

da segurança, do progresso eda feli-cidade nacional".

Assim é que, no Título III, da energia, combustíveis e transportes, firmou aquela Conferência os seguintes

princí-—

83

pios.-

"Sendo a falta detransportes,

em

gerai,

um

dos problemascruciaisdonossopaís,pensamdevemser êles es-timuladosdetodos osmodose,

bem

assim,promovidaa uni-formização das condições técnicas e do material rodante das ferrovias. Havendo no Brasil carência decombustíveis, e prestanda-se admiràvelmente a energiahidro-elétricaà tra-çãoferroviária,julgamda maior conveniência que,ondefôr possível obter-seeletricidade abaixocusto eonde as con diçõesdetráfegoo justifiquem,seja promovidafacilidadee auxiliada a eletrificaçãodasviasférreas. Para alcançarem oobjetivoprimordial dacirculaçãoda riqueza,emprêsasde transporte de propriedade dos Poderes Públicos devem

fi-xar astarifas de

modo

queseusrendimentos correspondam aos gastos de manutenção, melhoramento, renovação e ex-ploração, nãovisando, portanto,lucros comerciais,e sendo-lhes dada autonomia administrativa".

"Julgam que os prolongamentos, desmembramentos e anexações devem ser feitos com exclusão do conceito de geografiapolíticaregional eobedeçam tãosòmente às con-veniências geográficas, físicase econômicas do país. Bem assim não seja permitida a retirada de trechos de estra-das

em

tráfegosemconsulta prévia às zonas afetadas, para que sejam atendidosseus interesseseconômicos".

"O

impôsto único cobrado sôbre combustíveise lubri-ficantesdeve ser totalmentedestinado à construção e con-servaçãode rodovias,

em

mcfior proporção para os Estados e Municípios, do que para a União. Quaisquer taxas de 84

serviçosdetransporte rodoviáriodevem serdomesmo

modo

aplicadas exclusivamente naquele objetivo". .

"Sendo incontestávela necessidade de

uma

perfeita co-ordenaçãodostransportes,atravésdosdiversos sistemas,

jul-gam

aconselhável o melhor entendimentoentreos autais de-partamentos oficiaisparaa organização,de

um

plano geral,

em

bases racionais e econômicas. Dentro desse plano de-verão serfeitos o desenvolvimento e o reaparelhamentode todos os transportes coletivos civis, sejam públicos ou pri-vados".

"Sendo o transporte fluvial reconhecidamente de bai-xocusto, impõe-sepromover aintensificaçãodotráfegodos rios navegáveis.

A

navegação nos riosdaAmazônia e nos demais riosdo paísexige

um

regulamentoespecial ajustado àscondiçõespeculiaresdecada um.

A

navegaçãode cabo-tagem é indispensável à ligação das regiões ao longo da costae deveserdesenvolvida. Desdequeas condições eco-nômicas o justifiquem e as geográficas o permitam, deve ser promovida com o auxílio do Govêrno Federal, a cons-truçãoou o reequipamento dos portos marítimosexistentes, condicionada à mais absoluta necessidadedequehoje, pe-lo menos,

um

pôrto aparelhado

em

cadaEstado litorâneo.

Recomendam a criação, nos grandes portos, de Bolsas de Fretes, porser

uma

das condiçõesdobarateamento dos fre-tes marítimos internacionais".

"Sendo parao Brasil,

em

vista desua vasta extensão territoriale condiçõesorográficas, deincontestável interêsse, desenvolver otransporteaéreo,e,

em

virtudedos progressos

85

da aviação,

apoiam o prosseguimento do programa de construção de novos aeroportos, disseminados

em

todas as regiõesdo país eque sejafacilitada e auxiliada a intensi-ficação dotráfego aereo, tanto das empresas nacionais

co-mo

dasestrangeiras"

.

Como

se vê,tais recomendações nãosó analisam,

em

síntese,as condições que, na época, apresentavam os trans-portes no nosso país, decujo quadro, hoje, não nos acha-mosdistanciados; indicam

também

osmeios seguros e ade-quados,à expansão econômica denosso país.

Destaquemosainda dentre asRecomendações, a relativa ao estímuloao planejamento,istoé, "á organização de

um

plano geral,

em

bases racionais e econômicas", mas que possa atendera

uma

desejadapolíticade "perfeita coorde-naçãodostransportes"

.

Como

se vê, o problemadostransportes,na realidade brasileira, tão sensível à economia nacional, vem preocu-pando homens deresponsabilidades,representativasdas clas-sesprodutoras

em

geral, no país.

Um

filósofoespanhol, depoisde dizer que cada gera-ção reflete a pulsação histórica deseu país, diz que "as gerações,comoos indivíduos, faltam,àsvêzes,à sua voca-ção e deixam de cumprir sua missão. Há, comefeito, ge-rações infiéisasimesmas, quetráem a confiança nelasde positada"

.

No

casodaConferênciadeTeresópolis,aquelageração que alise apresentou estava a "cumprir a sua missão his-tórica","fiel àsimesma", porque estava fielà sua Pátria.

Já a II Conferência Nacional das Classes Produtoras realizada

em

Araxá, de 24a 31 deJulhode 1949, ainda dentro do mesmo programa de movimento de classes pro-dutoras "para o acerto de opiniões e afirmação de prin-cípios convergindo no traçado de rumos e soluções opor-tunas, para os atuais problemas econômicosdo Brasil", foi mais longe quea deTeresópolis, no articularosseus prin-cípiose nofixar as suasrecomendações, relativamenteaos transportes e comunicações.

Era, ainda a sensibilidade aguda de mais

uma

ge-ração que, vivendo numa atmosfera de necessidades pre-mentes,"cumpria a sua missão" aoexpôr à População eao Govêrno,medidase recomendações necessáriasà maior ex-pansãoeconômicadopaís.

Assim norteou-se a II Conferência Nacional das Clas-ses Produtoras,realizada

em

Araxá:

A

II Conferência Nacional dasClasses Produtoras Considerando:

a)

a enorme importância que, para o desenvolvi-mento de nossomercadointernoe de nossa política de ex-portação, apresenta aexistência de

um

sistema eficiente e coordènado dosdiversos tiposdetransporte;

b)

que, sem embargo dos grandes progressos veri-ficados

em

outros setores, as ferrovias constituem ainda o mais importanteramodostransportes nacionais;

c)

queas estradasde rodagemtêm,hoje,entre nós, a função pioneira do desenvolvimento de regiões

econômi-—

87

camenteincipientesequeaotráfego rodoviáriocabe

uma

parteponderável dos nossostransportes;

d)

quea navegação de cabotagemfluvial elacustre constitui elemento essencial do sistema de transporte brasi-leiro, que igualmente exige o desenvolvimento da aviação comercial;

Recomenda:

A —

Políticageral dostransportes.

1

urgência na aprovação, pelo Congresso Nacional do Plano Geral de Viação Nacional e do Plano Salte na partereferenteà Viação e Transportes equelhessejadada imediata

execução,-2

o prosseguimento,semsoluçãodecontinuidade ou reduçãodoritmodetrabalho,doPlano Rodoviário Nacional;

3

a continuaçãode

um

Conselho Nacional de Via-çãoeTransportes,coma participaçãoderepresentantesdas Classes Produtoras, porelas indicadas,eaaprovação para êsse fim do projeto

em

estudo no Congresso Nacional;

4

que, paraorientaçãodosserviços decada

um

dos sistemas de transportes, sejam organisados departamentos autônomos nacionais,de que participemas Classes Produto-ras,comrepresentantes porelasindicados;

5

a intensificaçãodosserviçoscoordenadosde trans-portes ferroviários,rodoviários efluviais,unificando-os, quer pelo tráfego mutuo, quer pelaorganizaçãodeemprêsasde transportes mistos.

6

que, na fixação dosfretes, seja mantida a rela-ção técnica e econômicamente justificável, entre os fretes

das matérias primas e dos produtos industriais,visando obter

um

mínimodefretenaformação docusto dessesprodutose alcançar odesenvolvimento harmônico e racional das .dife-renteszonas industriais do país;

7

que sefacilitem e intensifiquem as ligações tele-fônicas interestaduais;

8

quese estabeleça

um

regime de prioridade para otransportede produtosperecíveise deterioráveis,bem co-mo, nas épocas próprias, de forragens concentradas, fa-relos, rações balanceadas e feno e alfafa para a alimen-tação de gado e aves;

9

que aaçãogovernamentalobjetiveo máximo de-senvolvimento e eficiência de todos os ramos de transpor-tes, deixando aos utilizadores a livreescolha daquele que mais

convier,-10

a congregação de um Congresso Nacional de Transportes, com a participação de técnicos e representan-tes dasClasses Produtoras, porelas indicados;

11

que, visando sua rapidez e segurança, sejam tomadas medidas radicais e urgentes para a remodelação e ampliação dos serviçosde correio, telégrafo e telefone, ou sua instglação nos municípiosque delesnãodisponham,

bem

como para o desenvolvimento das radio-comunicações, medidas essas ora possibilitadas pela maior arrecadação atualresultantes do recente aumento detaxas;

12

encarem os Poderes Públicos a necessidade im-periosa de que vigore

um

único Código de trânsito, paro

89

todoo país e que assim se evite

uma

inadmissível plurali-dade de regras decirculação deveículos;

13

queserepresentenoCongresso Nacional no sen-tido da alteração do Código Nacional de Transporte, de

modo

a permitir que os veículos rurais, camionetes, etc., licenciados com chapa particular, sejam conduzidos pelos seus próprios proprietários ou motoristas amadores;

14

que, enquantoa iniciativa particularnão o pro-ver, estudem os PrefeitoseCâmarasMunicipaisa manuten-çãopelosMunicípiosde

um

serviçodetransportes,pelo me-nos três vezes por semana, entre a estação ferroviária ou centro de recursosmais próximo e cada núcleo de cem ou mais lavradores.

B

Transportes ferroviários.

1

a ampliaçãodosistema ferroviário brasileiro, ten-do

em

vista, especialmente, articular,

em um

conjunto úni-co, asdiferentes rêdes isoladas atualmente existentes;

2

a melhoria dos traçados das linhas de maior in-tensidade detráfego,a modernizaçãoea padronizaçãodo material rodante e de tração, a organização de oficinas modernase

bem

aparelhadas,medidasessasque devemser executadassemesmorecimentos,tendo

em

vista especialmen-teoplanodereequipamentóferroviárioaprovado, pelo de-creto número 8.894 de 24 de Janeiro de 194ó;

3

o prosseguimento dos trabalhostendentes à uni-ficaçãode bitóla de l,60m, nasgrandes linhas troncos-na-

cionais,-4

a revisão das disposições legais, referentes às 90

estradas deferro, no sentidodasupressão deformalidades desnecessárias que não existem

em

outros sistemas, e libe-rando-as de qualquer função fiscalizadora e de arrecada-ção de trjbutos; nêsse sentido é sugerida a eliminação dos

"vistos" prévios nos conhecimentos de embarque, que po-derãoservantajosamente substituídos pela remessa de

uma

cópia dos mesmos às repartições fiscalizadoras;

5

a criação de

um

Fundo Ferroviário, nos moldes do Fundo Rodoviário Nacional e sem prejuízo do mesmo que não deverá ser desfalcado de seus atuais recursos provenientes da tributação de lubrificantes e de combustí-veis líquidos importados ou produzidos no país;

ó

a eletrificaçãodasviasférreasde grandetráfego, com a utilização da energia proveniente, quer de usinas hidroelétricas, quer de usinas térmicas, que usem combus-tível barato;

7

a maiorautonomia das administraçõesferroviárias, simplificando os regulamentos que as regem e adaptando-os ás necessidades de

um

serviço industrial, fundamental-mentediversas das de

uma

repartição pública;

8

providências tendentes á economia de combus-tíveis, quer pela adaptação perfeita da fornalha ao com-bustível,quer pela educação defoguistase maquinistas;

9

que seja incentivado, por meio de financiamen-tos ou subvenções que se tornarem porventura indispen-sáveis, o estabelecimento de

uma

rêde desilosou câmaras

frigoríficas ao longo das vias de comunicações do país, funcionando como reguladores destinados agarantira

pro-—

91

dução dedeterminadasregiõescontraadeficiênciade trans-portesnaépoca das safras, eque, para isso, sejam apro-veitados, tanto quanto possível, os atuais armazéns regu-ladoresde café,ou outros adequados aêsse fim;

10

que sejam adotadas tarifas preferenciais para os produtos destinados à fertilização do solo, alimentação dos rebanhos e ao combateàs pragas.

C —

Transportes rodoviários

1

elaboração de

um

programa de primeira urgên-cia para a pavimentação das nossas principais

rodovias,-2

que seja dada preferência aos serviços de con-serva das rodoviassôbre aexecução de novas obras, sem-pre queos recursos disponíveis não permitam atender, con-veniente e simultâneamente, aos dois objetivos;

3

a organização de planos rodoviários regionais, visando a ligação daszonas produtorascom os centros ur-banos e a coordenação das rodovias com as estradas de ferroe os riosnavegáveis;

4

a organização deconvênios ou consórcio de

Mu-nicípios,para a execução,

em

comum, deobras rodoviárias;

5

a constituição de

uma

Comissão Técnica Nacio-nal ede sub-comissões estaduais, com a participação das Classes Produtoras, afim de, atendidas as condições locais, estudar e sugerir aos Poderes Públicos, pelo exame das diversas soluções possíveis, as mais aconselháveisa amplia-ção dos recursos rodoviários, tais comoos provenientesde pedágio ou de contribuiçãode melhorias;

6

que a cobrança de pedágio, mediante contribui-92

ção adequada, só seja feita quando forem insuficientes os recursos orçamentários disponíveis para a indenização das despesas de construção, conservação e melhoramentos de rodovias depavimentação superiore obras dearte de vul-to e se as condições peculiares locais hão o desaconse-lharem;

7

oestudoda possibilidadedeseroutorgada a par-ticulares a concessão para a execução de obras de arte ou estradas de rodagem, mediante a cobrança de pe-dágio;

8

medidas prontas que possibilitem o lançamento de empréstimos a longo prazo, tendo por garantia quotas do Fundo Rodoviário Nacional, afim de apressar a execu-ção dosplanos rodoviários existentes;

9

que sejaapressada a construçãoda rodovia São Paulo-Belo Horizonte, do Plano Rodoviário Nacional.

D

Transportes marítimos e fluviais

1

a concentraçãodepoderes,

em um

orgão gover-namental único, com jurisdiçãosôbre os problemas de

1

a concentraçãodepoderes,

em um

orgão gover-namental único, com jurisdiçãosôbre os problemas de

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