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CAPÍTULO III DESENHO DE UMA METODOLOGIA DE BASE CONCEPTUAL

Mapa 8: Proposta de representação do conceito de <e-learning>.

No âmbito da proposta de carta de qualidade para o e-learning, enquadrada no estudo coordenado por Dias (2014, p. 3) Avaliação das práticas no domínio do e- learning e contributos para a construção de um modelo de regulação é defendida uma perspectiva relativamente abrangente do conceito de e-learning, pretendendo-se que seja representativa e que acomode a grande diversidade de práticas possíveis, decorrentes das possibilidades de inovação tecnológica e pedagógica:

A delimitação do conceito e-learning é, no entanto, um alvo em movimento, devido à constante evolução tecnológica e pedagógica, ao esbatimento de fronteiras entre aprendizagem formal e informal, presencial e online, in-campus e off-campus, aprendizagem síncrona e assíncrona.

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Marques (2015186), no âmbito do processo de entrevistas levado a cabo,

sustenta que a evolução temporal complexa e difusa do conceito e as conotações da sua designação põem fortemente em causa a sua precisão conceptual, vislumbrando-se na literatura internacional uma tendência para a sua substituição por Distance Learning.

4.3.6 Outras tendências e conceitos emergentes

No âmbito da aprendizagem informal, assistimos à emergência de uma miríade de possibilidades que se desenham de forma ainda experimental. Abordaremos duas tendências: o mobile learning e os massive open online courses (Mooc). No que respeita ao primeiro caso, são múltiplas as questões que se podem colocar em torno do conceito de mobile learning ou de m-learning. Que realidade concreta descreve? Que relação estabelece com o de e-learning? Em que contexto fará sentido este tipo de aprendizagem? Poder-se-á falar verdadeiramente de aprendizagem móvel, ou de concepção de modelos de e-learning para dispositivos móveis? Para Moura (2010, p. 31), as tecnologias móveis com sistema operacional android, em particular os telemóveis de terceira e quarta geração e os tablets parecem estar a contribuir para suprimir as limitações da aprendizagem confinada à sala de aula, oferecendo uma flexibilidade de acesso a materiais de ensino e de aprendizagem autónoma do espaço e do tempo sem precedentes, permitindo – deste modo - diluir as paredes da sala de aula e ampliar as fronteiras das instituições de ensino. Será, contudo, importante referir que esta ampliação de tempo e diluição de espaço não é um elemento novo, sendo caracterizador dos cenários de aprendizagem que até ao momento foram descritos e se apresentam como alternativas teórica e operacionalmente válidas ao designado paradigma da sala de aula presencial.

Tal como Winters (2007, p. 4) refere, as primeiras definições do conceito encontravam-se apenas ancoradas na utilização de tecnologias móveis com vista à aprendizagem. É esse tipo de definição que encontramos Taxler (2007, p. 262): Mobile learning can perhaps be defined as any educational provision where the sole or

186 Entrevista xx realizada em...

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dominant technologies are handheld or palmtop devices.

Transcendendo uma visão meramente tecnocêntrica, a afirmação do conceito passará por considerar questões relacionadas com a mobilidade da aprendizagem e do aprendente e ainda dimensões relativas ao estudo das experiências de aprendizagem efectuadas a partir de dispositivos móveis (Taxler, 2007). De igual modo, para Vavoula et al. (2009), o que confere pertinência ao mobile learning e o separa do e- learning como campo de estudo não são as tecnologias per se, mas sim as características de mobilidade do sujeito de aprendizagem e de portabilidade do medium tecnológico, as quais fazem forte apelo ao aproveitamento do impulso, do espontâneo, dos tempos de espera, criando condições para a extensão da aprendizagem formal. Tudo isto no pressuposto de que o homo digitalis tenha uma forte capacidade de multiprocessamento e seja capaz de tirar proveito de contextos espontâneos que até ao momento não eram considerados favoráveis à aprendizagem. Com efeito, para haver aprendizagem terá de forçosamente de se operar uma alteração de comportamento e uma aquisição de conhecimento por parte do sujeito cognoscente/ de aprendizagem. Neste sentido, a questão será aferir de que modo concreto essa alteração pode ser promovida pelo uso da tecnologia móvel, em qualquer local, em qualquer altura e de modo espontâneo.

Actualmente, o adjectivo móvel (mobile) é de carácter multidimensional, ou seja, para além de delimitar a natureza e da tecnologia envolvida no processo de aprendizagem, também poderá remeter para espaços físicos, esferas conceptuais, (Kakihara and Sørensen, 2002187; Sharples et al., 2007; Loureiro et al., 2008).

Kakihara and Sørensen (2002, p.123) distinguem cinco tipos distintos de mobilidade (1) no espaço físico (2) na tecnologia (3) no espaço conceptual (4) no espaço social e (5) no tempo. Como base nos nas características identificadas nesta etapa, propõe-se a

187 Os investigadores descrevem cada um dos subtipos do seguinte modo: Mobility in physical space:

people on the move trying to cram learning into the gaps of daily life or to use those gaps to reflect on what life has taught them. The location may be relevant to the learning, or merely a backdrop. Mobility of technology: portable tools and resources are available to be carried around, conveniently packed into a single lightweight device. It is also possible to transfer attention across devices, moving from a laptop to a mobile phone, to a notepad. Mobility in conceptual space: learning topics and themes compete for a person’s shifting attention. It was already shown in the early 70s that a typical adult undertakes eight major learning projects a year /…/as well as numerous learning episodes every day, so attention moves from one conceptual topic to another driven by personal interest, curiosity or commitment. Mobility in social space: learners perform within various social groups, including en- counters in the family, office, or classroom context. Learning dispersed over time: learning is a cumulative process involving connections and reinforcement among a variety of learning experiences (Dierking et al., 2003), across formal and informal learning contexts.

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seguinte representação preliminar, a qual será muito mais difusa do que qualquer dos conceitos em discussão, pela ambiguidade que está ainda em causa: