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Reflexões em contexto de Jardim de Infância I

No decorrer da terceira semana de Prática Pedagógica em contexto de Jardim de Infância, deslocámo-nos à instituição “O Ninho” nos dias 7, 8 e 9 de março para mais uma semana de observação e recolha de dados e colaboração nas atividades da educadora cooperante.

Nesta semana, a par das nossas idas à instituição, tivemos dois trabalhos a realizar relativos à caracterização da sala de atividades, grupo de crianças e suas rotinas e ainda a caracterização do desenvolvimento e da aprendizagem da faixa etária de 3 anos. Estes dois trabalhos foram realizados pelo grupo de Prática Pedagógica.

Durante esta semana, senti que o grupo de crianças está mais ambientado à nossa presença na sala de atividades bem como à nossa participação nos seus momentos de rotina. É durante o tempo de atividades livres que as crianças mais nos procuram, mostrando querer brincar connosco e que participemos nas suas brincadeiras. Nestes momentos vou tentando perceber quais as brincadeiras que fazem tentando dialogar com elas, de modo a melhor compreender os seus interesses. “A brincadeira que estimula a imaginação, em conjunto com longas conversas, debates e diálogos orientados para a formação de opiniões (…), é muito mais importante que os programas educacionais computorizados (Brazelton & Greenspan, 2006, pp. 164, 165). É importante dar oportunidade às crianças para brincarem livremente, onde num mundo tecnológico, devemos “fugir” o mais possível a estes aparelhos computorizados.

Nesta semana, tive oportunidade de em brincadeiras livres ver interesses de algumas crianças em particular. Quando as atividades livres são realizadas no espaço do salão, algumas crianças brincam imitando formas de locomoção de animais bem como os sons que estes produzem. Umas das crianças DL, passa grande tempo neste espaço a imitar animais dizendo ser “um cavalo”, movendo-se pelo espaço de gatinhas, imitando o som que o cavalo faz e usando as nossas pernas como se tivesse a saltar obstáculos. Assim, “os educadores não devem estar alheios ao uso do recreio, já que ali se geram e formam condutas, não só motoras, como também de convivência, de tolerância e de respeito” (Guardiola, 2008, p. 111). Estes espaços, que não o da sala de atividades, não é uma pausa nem para as crianças, nem para o educador, “é mais um espaço de aprendizagem” (Guardiola, 2008, p. 109).

Uma outra criança MA, que não costuma falar muito, nem responder muito à educadora e ajudante de ação educativa e quando o faz utiliza um tom de voz baixo sendo que algumas vezes é difícil de perceber o que diz. Esta criança tem aceite a minha presença em muitas das brincadeiras que faz, bem como nas horas de refeição. Estas interações que vou realizando com ele “funciona como uma «andaime» que lhe vai permitir caminhar no seu percurso de aprendiz de falante” (Sim-Sim, Silva & Nunes, 2008, p. 27). Num dos dias, em atividades livres na sala, estava a brincar com umas peças de madeira. Quando questionado sobre o que estava a fazer ele disse “casa”, onde percebi que estava a construir uma casa (Fotografias 1 e 2), ajudando-o nessa brincadeira. “O jogo dramático (também chamado de jogo de faz de conta, jogo de fantasia, ou jogo imaginativo) envolve objetos, ações ou papéis imaginários (Piaget, 1963, citado por Papalia & Feldman, 2013, p. 297), esta criança recorreu os materiais de madeira, realizando o jogo simbólico ao dizer que estava a construir uma casa.

Duas outras crianças- AP e GN- também em momentos de brincadeiras livres na área do tapete ou reunião recorreram às figuras de animais para interagirem um com o outro (Fotografia 3), mencionando os nomes dos animais com que brincavam como “crocodilo”, “baleia” e “tubarão martelo”. O AP até mencionou que o tubarão martelo “andava no fundo do mar a procurar raias para comer”, mostrando já ter alguns conhecimentos sobre a alimentação deste animal. Durante esta brincadeira, surgiram alguns conflitos quando ambas as crianças queriam brincar com o mesmo objeto, onde estas conseguiram resolver, partilhando os animais. O conflito construtivo relacionado ao comportamento inadequado da criança – conflito que envolve negociação, argumentação e solução – pode ajudar a desenvolver a sua compreensão moral, permitindo que ela veja o outro ponto de vista” (Papalia & Feldman, 2013, p. 232).

Em alguns momentos de brincadeira livre é necessária a intervenção de um adulto para que a criança entenda que existe regras que devem ser respeitadas e que há ações que não devem acontecer, fazendo com que as crianças desenvolvam o pensamento, bem como o sentido moral, pois “não é só o pensamento que se desenvolve a partir de interacções emocionais precoces, mas também um sentido moral do que está certo e do que está errado” (Brazelton & Greenspan, 2006, p. 32).

Fotografia 1- Criança MA a fazer construções com blocos de madeira

Fotografia 3- Crianças AP e GN a brincarem com figuras de animais Fotografia 2- Criança MA a

Desde o início da Prática Pedagógica em contexto de Jardim de Infância I que temos vindo a assistir a algumas propostas educativas realizadas pela educadora cooperante. Algumas destas atividades têm sido de exploração de elementos naturais, como madeiras, espiga do milho, couve, cenoura, plantação de cebolo … e agora, com o aproximar do Dia do Pai, a elaboração de um postal. Todas estas atividades contribuem para o desenvolvimento da criança pois “ quando a criança atinge a idade escolar é necessária uma variedade de experiências essenciais para sustentar o seu desenvolvimento (Brazelton & Greenspan, 2006, p. 155). Durante estas atividades, existe muita comunicação e diálogo entre a criança e a educadora uma vez que,

A responsividade dos adultos às tentativas comunicativas das crianças, e a qualidade das interações estabelecidas entre ambos, desempenham um papel vital no desenvolvimento das capacidades comunicativas e constituem a base das aprendizagens, do conhecimento do mundo e da promoção do desenvolvimento social, cognitivo, afectivo e linguístico (Sim-Sim, Silva & Nunes, 2008, p. 33).

Ao longo do tempo que já decorreu, desde o início da Prática Pedagógica neste contexto, temos vindo a criar boas relações também com a equipa educativa, que nos estão a ajudar a fazer parte integradora da equipa e a perceber melhor o funcionamento das rotinas. Ao longo destas semanas também temos realizado reflexões conjuntas com a educadora que nos ajudam a pensar melhor sobre as nossas intervenções, ajudando também a esclarecer dúvidas e a conhecer melhor o grupo de crianças.

Em suma, penso que é fundamental criarmos relações de afetividade com cada criança para conhecermos as suas características, interesses e necessidades e também para que elas nos possam conhecer e perceber o modo como intervimos, bem como com a equipa educativa pois vão contribuir para a nossa evolução, ajudando-nos a sermos melhores profissionais.

Referências bibliográficas:

Brazelton, T. & Greenspan, S. (2006). A criança e o seu mundo - Requisitos essenciais para o crescimento e aprendizagem (5.ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.

Guardiola, A. (2008). ABC da motricidade - Para compreender a essência do ensino através do jogo. Bahía Blanca: Editorial EDIBA SRL.

Papalia, D. & Feldman, R. (2013). Desenvolvimento humano (12.ª ed.). Porto Alegre: AMGH Editora.

Sim-Sim, I.; Silva, A. & Nunes, C. (2008). Linguagem e comunicação no jardim-de-infância - Textos de apoio para educadores de infância. Lisboa: Ministério da Educação; DGIDC.

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Reflexão 4.ª semana

No decorrer da quarta semana de Prática Pedagógica em contexto de Jardim de Infância I, deslocámo-nos à instituição Creche, Jardim de Infância e CATL “O Ninho” para colaborar nas atividades da educadora cooperante. Esta semana foi uma semana de apenas um dia, na segunda-feira dia 14 de março, devido ao início da interrupção letiva relativa à Páscoa, a iniciar no dia 12 de março até ao dia 28 de março inclusive.

Durante esta semana, uma vez que era semana de monotorizações relativas ao desenvolvimento das crianças referentes ao 2.º período, a educadora apenas esteve na sala de atividades no período entre as 8h30 e as 9h00. Sendo que o restante tempo do dia estivemos acompanhadas pela ajudante de ação educativa.

Com o aproximar do Dia do Pai, as crianças neste dia continuaram com a tarefa de realizar a prenda para entregarem aos pais neste dia. Visto que a educadora não se encontrava na sala, ajudamos a ajudante de ação educativa a terminar esta atividade com as crianças.

A educação pré-escolar é um “contexto educativo mais alargado que vai permitir à criança interagir com outros adultos e crianças” (Ministério da Educação, 1997, p. 52), neste sentido, nos períodos de atividades livres, quer sejam na Sala dos Patinhos, no parque interior ou no parque exterior da instituição tento interagir com as crianças, participando nas suas brincadeiras ou apenas ouvindo as suas explicações do que estão a brincar. Segundo, Frabboni (1998) é importante garantir às crianças três experiências educativas fundamentais que são: a incorporação- participação no seu meio envolvente, a satisfação das necessidades de cada criança e a experiências de socialização. Assim, tento participar nas brincadeiras das crianças, socializando com elas, onde as mesmas vão satisfazendo as suas necessidades de brincadeira no momento.

Na segunda-feira, durante o acolhimento e atividades livres desloquei-me até à área da garagem (Fotografias 1 e 2) de modo a interagir com as crianças que brincavam nesta área da sala de atividades. Pude observar que as crianças interagiam umas com as outras, partilhavam os materiais disponíveis, convidando-me a brincar com elas. Além das interações que as crianças podiam fazer nesta área, quer fossem com as outras crianças ou com os adultos, as crianças também identificaram as cores dos comboios e das imagens do tapete.

Ainda durante este momento da manhã tive oportunidade de interagir com duas outras crianças enquanto realizavam jogos de encaixe na área das mesas (Fotografia 3). Estas duas crianças estão em fases de desenvolvimento diferente, tanto a nível cognitivo como a nível da linguagem. A criança B escolheu um jogo onde tinha de encaixar umas formas circulares de plástico, de diversas cores, numa estrutura e a C preferiu um jogo de encaixe com “preguinhos”,

onde tem de os encaixar num tabuleiro. “O jogo constitui a ocasião propícia para a socialização e a aprendizagem (Frabboni, 1998, p. 82), uma vez que durante esta atividade pude interagir com as crianças, perguntando o que estavam a fazer, e questionando-as também sobre as cores dos materiais que utilizavam para as suas construções.

Durante as atividades livres, onde as crianças têm possibilidade de realizar jogos e brincadeiras diversificadas, como futura educadora tento não permanecer apenas numa determinada área de modo a dar atenção individualizada a diversas crianças, uma vez que “ atenção individualizada está na base da cultura da diversidade. É justamente com um estilo de trabalho que atenda individualmente às crianças que poderão ser realizadas experiências de integração” (Zabalza, 1998, p. 53).

Também durante as atividades livres, mas no período que antecede a hora de refeição, no salão, as crianças costumam procurar a nossa presença, de modo a interagir fazendo com que participemos nas suas brincadeiras. Neste momento, a criança S (Fotografia 4) procurou a nossa presença e manteve-se deitado durante algum tempo. Quando lhe perguntava: “Não queres ir brincar com os outros meninos?”, levantava-se corria um pouco pelo espaço e voltava-se a deitar no meu colo. As interações recíprocas que acontecem em diversos momentos do dia e da rotina, entre crianças- crianças e crianças-adultos proporcionam diversas aprendizagens, uma vez que “através destas interacções recíprocas, a criança está a aprender a controlar ou modelar o seu comportamento e os seus sentimentos” (Brazelton & Greenspan, 2006, p. 33).

A próxima semana de ida à instituição “O Ninho”, depois da interrupção letiva, será a passagem para uma nova etapa onde se iniciarão as intervenções. Nesta semana, em particular, será uma semana de intervenção conjunta onde iremos abordar o tema do corpo humano.

Enquanto futura educadora de infância penso que é fundamental valorizar sempre as relações que se criam com todas as crianças, além de se criarem laços afetivos “as relações emocionais interactivas são importantes para muitas das nossas capacidades essenciais, intelectuais e sociais” (Brazelton & Greenspan, 2006, p. 36).

Referências bibliográficas:

Brazelton, T. & Greenspan, S. (2006). A criança e o seu mundo - Requisitos essenciais para o crescimento e aprendizagem (5.ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.

Frabboni, F. (1998). A escola infantil entre a cultura da infância e a ciência pedagógica e didática. In: Zabalza, M., Qualidade em educação infantil (B. Neves, Trad., pp. 63-92). Porto Alegre: Artmed.

Ministério da Educação (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. Lisboa: Ministério da Educação.

Zabalza, M. (1998). Os dez aspectos-chave de uma educação infantil de qualidade. In: Zabalza, M., Qualidade em educação infantil (pp. 49-62). Porto Alegre: Artmed.

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Reflexão 1.ª e 2.ª semana

No decorrer do segundo semestre do Mestrado em Educação Pré-escolar, no âmbito da unidade curricular de Prática Pedagógica em Educação de Infância I foi-nos sugerido a realização da primeira reflexão individual referente às duas primeiras semanas de observação e recolha de dados na instituição “O Ninho”.

A instituição onde irei realizar a primeira Prática Pedagógica em contexto de Jardim de Infância é a mesma onde realizei a Prática Pedagógica em contexto de Creche. Esta será realizada em grupo, com a minha colega Sara. Deslocámo-nos à instituição nos dias 23, 24, 29 de fevereiro e dia 1 e 2 de março a fim de observarmos o contexto educativo, grupo de crianças e sala de atividades, conhecendo assim as crianças, a educadora, ajudante de ação educativa, bem como a organização da sala e todos os recursos dos quais poderemos usufruir quando começarmos a intervir. Como já tínhamos estado um semestre na instituição não me sentia apreensiva em relação ao espaço, mas sim curiosa e determinada a logo desde o início conhecer todas as crianças e a equipa educativa

A sala onde iremos realizar a Prática Pedagógica denomina-se Sala dos Patinhos e é constituída por um grupo com 18 crianças, onde a maioria tem 3 anos, sendo que apenas uma das crianças já completou os 4 anos de idade. O grupo é maioritariamente feminino, sendo 10 crianças do sexo feminino e as restantes 8 do sexo masculino. Fotografia 1 – MA, C e DC a

brincarem com os comboios na área da garagem

Fotografia 2 – MA e DC a brincarem com os comboios na pista

Fotografia 3 – Crianças CR e BC a realizarem jogos de encaixe

Fotografia 4 – Criança S deitada no meu colo durante as atividades

Para estas duas semanas de observação e recolha de dados, em grupo, decidimos construir grelhas de registo para recolher dados referentes ao grupo de crianças, sala de atividades e seus recursos bem como as rotinas das crianças. Para recolher estes dados, optámos por recorrer à observação direta e participativa e realizar conversas informais tanto com a educadora cooperante como com a ajudante de ação educativa para melhor conhecermos o contexto educativo. Observar é um processo fundamental para todas as seguintes etapas que iremos realizar, uma vez que “observar ajuda a construir relacionamentos, revelando a singularidade de cada criança” (Jablon; Dombro & Dichtelmiller, 2009, p. 23). Esta recolha será utilizada para a realização da caracterização do contexto educativo. Destas duas semanas posso afirmar que fomos bem recebidas e que as crianças aceitaram bem a nossa presença, interagiram connosco e deixaram-nos participar nos seus momentos de rotina. Assim, penso que a criação de laços afetivos com as crianças será um processo que será continuado de modo a que as crianças se sintam bem e confortáveis com a minha presença. Nestes casos, os educadores desempenham um importante papel onde “escutam as crianças, são confiáveis, orientam o comportamento delas de maneiras positivas, têm expetativas elevadas e participam de suas brincadeiras e de sua aprendizagem” (Howes & Ritchie, 2002; Shonkoff & Phillips, 2000; Stipek, 2006, citados por Jablon et al., 2009, p. 23), este será o papel que espero desempenhar com elas.

Como no semestre anterior realizámos a Prática Pedagógica com crianças com 2 anos de idade, em reflexão com a colega Sara refletimos sobre algumas diferenças relativas aos seus níveis de desenvolvimentos. Apesar de os dois grupos terem apenas 1 ano de diferença pudemos constatar que apresentam diferenças de desenvolvimento, nomeadamente na autonomia. “A criança pré-escolar não adquire apenas capacidades e informação, também passa por mudanças significativas na forma como pensa e actua” (Tavares et al., 2007, p. 51) estas mudanças que acontecem ao longo do período escolar evoluem “segundo um processo organizado e coerente” (Stroufe, Cooper & DeHart, 1996, citados por Tavares et al., 2007, p. 51).

As crianças nesta faixa etária (3 anos) necessitam que o educador lhes disponha de “um espaço físico especialmente enriquecido e estimulante” (Zabalza, 1998, p. 26), uma vez que as crianças precisam de ser estimuladas, com atividades que vão ao encontro às suas necessidades e interesses. Assim, durante estas duas semanas de observação pudemos constar que as crianças dispõem de ambientes estimulantes com atividades diversificadas para puderem explorar e com elas aprender. Observámos as crianças em diversas atividades livres, que vão de encontro aos seus interesses, como por exemplo a realização de puzzles, com diversos graus de dificuldade. Também tivemos oportunidade de observar as crianças numa proposta educativa realizada pela educadora em que em pequenos grupos as crianças exploraram alguns elementos naturais: como a espiga do milho, bagos de milho e rodelas de madeira. Nestas explorações das crianças pude constatar algumas diferenças no desenvolvimento das crianças, mais relacionado com o domínio cognitivo e domínio socioafetivo, pois as crianças não se encontram nos mesmos estados de desenvolvimento, tendo cada criança o seu ritmo.

Estas semanas de observação servirão de base para as etapas seguintes como a elaboração da caracterização do contexto educativo, que está a ser realizado a par das observações. E também a caracterização da faixa etária do grupo de crianças. Também esta observação será tida em conta para a realização do trabalho investigativo a realizar neste contexto, uma vez que o tema a escolher partirá dos interesses das crianças.

Uma das preocupações que me acompanha desde o início da Prática Pedagógica é a realização das planificações para as nossas intervenções, conjunta e individual, uma vez que esta foi uma questão muito debatida pelo grupo na Prática Pedagógica em contexto de Creche. Começando já a pensar em possíveis temas para as propostas de atividades educativas, tendo como pressupostos os interesses e necessidades do grupo de crianças, indo sempre ao encontro do trabalho desenvolvido pela educadora cooperante.

Como futura educadora de infância é importante ter em conta “a criança como sujeito de direitos e a criança competente” (Zabalza, 1998, p. 19). A criança é um ser competente pois ela tem capacidades para desenvolver diversas competências mesmo antes de entrar para a creche, e é um ser competente pois tem “direito a ser educado em condições que permitam alcançar o pleno desenvolvimento pessoal” (Zabalza, 1998, p. 20).

Referências bibliográficas:

Jablon, J.; Dombro, A. & Dichtelmiller, M. (2009). O poder da observação - Do nascimento aos 8 anos (2.ª ed.). São Paulo: Artmed.

Tavares, J.; Pereira, A.; Gomes, A.; Monteiro, S. & Gomes, A. (2007). Manual de psicologia do desenvolvimento e aprendizagem. Porto: Porto Editora.

Zabalza, M. (1998). Os desafios que a educação infantil deve enfrentar nos próximos anos. In: M. Zabalza, Qualidade em educação infantil (pp. 11-30). Porto Alegre: Artmed.

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Reflexão 7.ª semana

No decorrer da Prática Pedagógica em contexto de Jardim de Infância I, na instituição “Creche, Jardim de Infância e Centro de Atividades Tempos Livres (CATL) “O Ninho” deslocámo-nos ao contexto nos dias 11, 12 e 13 de abril para realizarmos mais uma semana de intervenção individual.

Nesta semana de intervenção, foi a colega Sara a estagiária atuante que orientou o grupo de crianças nas diversas atividades do dia, sendo que eu fui a estagiária observante, auxiliando a minha colega sempre que necessário. De forma a irmos ao encontro do Projeto Pedagógico da sala A Natureza no meu corpo decidimos proporcionar, ao grupo de crianças, uma exploração de plantas, onde levámos para a Sala dos Patinhos algumas plantas que as crianças pudessem explorar uma vez que “a observação, a manipulação, a descoberta e a comunicação são os instrumentos que permitem ter acesso ao conhecimento e ao domínio do mundo que o rodeia” (Bohígas et al., 1997, p. 468). As crianças ao terem acesso às plantas observam, manipulam e descobrem novas coisas, onde comunicam os seus conhecimentos e descobertas, onde “os processo-chave de aprendizagem foram brincar, observar os adultos e outras crianças a desempenharem tarefas, ao viverem as experiências da vida real e falar destas experiências com outras pessoas” (Siraj-Blatchford, 2004, p. 15).

A exploração das plantas consistiu, inicialmente, numa atividade em grande grupo, e posteriormente em pequenos grupos. Durante estas explorações, a Sara, que estava a orientar o grupo de crianças, deu oportunidade para que elas comunicassem o que sabiam sobre o material que levámos. Quando questionadas sobre que materiais eram aqueles, em grande grupo, houve diversas respostas, como: “flores”, “roxa” dito pela criança DL; “flor” dizia a criança DS e “essa é grande” CR. Quando as crianças foram questionadas onde se podem ver as plantas a criança DS disse “garrafa”, a criança AP na “horta”, e ainda uma outra criança disse “na cabana dos cavalos”.