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Clínica Médica

No documento Revista HCPA (páginas 120-125)

TUBERCULOSE MUSCULOESQUELÉTICA: UMA MANIFESTAÇÃO DE TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR UM PACIENTE IMUNOCOMPETENTE

ISRAEL DE QUADROS CARDOSO; JOYCE HART OLIVEIRA, FABIANA COSTA MENEZES; ALEXANDRE TAKAYOSHI ISHIZAKI; CARINA GUEDES RAMOS; LUCIANO ZUBARAM GOLDANI

Introdução: A tuberculose (TB) óssea é responsável por 10 a 35% dos casos extrapulmonares, representando 2% de todos os casos de TB. Na doença osteoarticular, a TB manifesta-se como uma osteomielite e artrite determinada pelo processo inflamatório de resposta à presença do bacilo, relacionada com reativação de focos hematogênicos ou com disseminação a partir de linfonodos paravertebrais adjacentes. Manifesta-se por monoartrite subaguda ou crônica com envolvimento ósseo que pode evoluir para deformidade. Objetivos: Relatar a ocorrência de um caso atípico de TB extrapulmonar em paciente imunompetente. Materiais e Métodos: Relato de caso de uma paciente com TB óssea tratada no HCPA em fevereiro de 2007. Resultados: Paciente feminina, 58 anos, HIV negativo, apresenta-se com dor e massa cística em face anterior da coxa direita com evolução de 3 anos. Nega febre, sudorese e emagrecimento. Cintilografia demonstrou hipercaptação óssea em ilíaco direito ao nível das espinhas ilíacas ântero- superior e inferior e acetábulo. A tomografia computadorizada mostrou irregularidades em cabeça femoral direita, compatíveis com necrose, e grande lesão expansiva cística capsulada. Reação de Mantoux com 21mm. Submetida à cirurgia com exérese do cisto. O anatomopatológico da massa apresentou granulomas tuberculóides com BAAR positivo. A cultura do material apresentou crescimento de M. tuberculosis. Conclusão: Pacientes imunocompetentes podem apresentar formas extrapulmonares com envolvimento musculoesquéletico e manifestações clínicas atípicas da TB. A reação de Mantoux é geralmente positiva (> 10mm) nesses pacientes. No entanto, para o diagnóstico definitivo torna-se necessária a biósia da lesão suspeita e o envio do material para pesquisa e cultura de Micobactéria.

INDICADORES DE INFECCÇÃO HOSPITALAR GERAL DO HCPA ANA LUISA ZACHARIAS; LUCAS WOLLMANN

Infecção Hospitalar (IH) é toda infecção adquirida durante a internação hospitalar e geralmente provocada pela própria flora bacteriana humana, que se desequilibra com os mecanismos de defesa anti-infecciosa em decorrência da doença, dos procedimentos invasivos (soros, cateteres e cirurgias) e do contato com a flora hospitalar. Desde 1983, tornou-se obrigatório um órgão específico dentro dos hospitais para prevenir e controlar a IH, surgindo assim as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. A taxa de Infecção Hospitalar Geral (IHG) é calculada através da seguinte fórmula: ∑Qtde infecções / ∑pacientes-24 horas * 1000. Tivemos como objetivo verificar a variação da taxa de infecção hospitalar geral do HCPA durante o período de julho de 2001 até abril de 2007, bem como a média de cada ano e ocorreu fuga dos desvios padrões. Também procuramos na literatura ensaios sobre a taxa de IH geral e sua importância. Foi verificado que no HCPA não houve grandes alterações no período analisado, sendo que existe uma pequena queda em 2007. Observou-se também uma tendência de queda da taxa, mostrada pelo linha média do último gráfico. A introdução de protocolos e comissões de controle têm contribuído muito para a redução da IHG, mas essa queda não é expressa em números porque está se aumentando também a notificação dos casos. Práticas como a introdução do álcool-gel com fácil disponibilidade aos utilitários das instalações do HCPA já mostram eficácia no controle da infecção, sendo que em áreas de saúde o principal vetor de infecção é o profissional da saúde. Outra iniciativa importante é a interação do controle de infecções com a regulação de medicamentos, principalmente o que diz respeito ao controle da resistência microbiana. É necessária a definição de diretrizes de registro de medicamentos para assegurar um controle mais efetivo do mercado, favorecendo a redução da resistência e a manutenção da atividade antimicrobiana dos medicamentos.

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE SEPSE, SEPSE SEVERA E CHOQUE SÉPTICO NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

ROBERTO BERTEAUX ROBALDO; JONATAS F. CONTERNO; TIAGO BORTOLINI; DAVI S. CONSTANTIN; MARCOS M. FONSECA; PAULO S. NETO; ANE CANEVESE; LUIS ANTÔNIO NASI

INTRODUÇÃO: Sepse severa e choque séptico são importantes desafios clínicos, com taxas de mortalidade elevadas e incidências aumentando. Sepse severa: presença de sepse com uma ou mais disfunções orgânicas. Choque séptico: presença de sepse severa e hipotensão arterial refratária à reposição volêmica, necessitando vasopressores.OBJETIVO: Avaliar características clínicas e epidemiológicas de pacientes internados no HCPA com tais diagnósticos.MÉTODOS: Estudo feito por equipe multiprofissional: Grupo da Sepse. Coleta de dados através da escala de avaliação baseada nas normas do Instituto Latino- Americano para Estudos da Sepse (Surviving Sepsis Campaign). Delineado um estudo de Coorte, com acompanhamento por período de 28 dias. Avaliados,de abril a dezembro de 2006, um total de 121 pacientes. RESULTADOS: Tendo como parâmetro:

BASES study, verificamos semelhança entre idade média de pacientes, mas maior variação de idade. A maioria dos casos teve origem intra-hospitalar,sendo os principais focos: infecções respiratórias, intra-abdominais e do trato urinário.Observamos alta freqüência de exames culturais e reposição volêmica agressiva, apesar da freqüente manutenção da hipotensão por mais de 6 horas. Salientamos a diferença da classificação diagnóstica; enquanto no resto do país há predomínio de sepse, choque séptico e sepse severa, no HCPA a situação foi inversa.CONCLUSÃO: Evidenciamos semelhanças quanto às características e ao perfil dos pacientes quando comparados aos dados nacionais. Foi notável a alta prevalência de diagnósticos de choque séptico e sepse severa no HCPA, contrariando o perfil do país. É de grande importância o uso de protocolos de condutas direcionados, visando diagnóstico e manejo precoce; evitando a evolução clínica para pior prognóstico e grande morbimortalidade.

Revista HCPA 2007; 27 (Supl.1)

MARCADORES SÉRICOS E ECOCARDIOGRÁFICOS DE ATEROSCLEROSE PRECOCE EM PACIENTES SUBMETIDOS A RADIOTERAPIA

VINÍCIUS LEITE GONZALEZ; MARTA NASSIF PEREIRA LIMA; FELIPE SOARES TORRES; LUIS EDUARDO PAIM ROHDE; NADINE CLAUSELL

INTRODUÇÃO: A radioterapia atua através de dano ao DNA mediado por radicais livres levando à ativação inflamatória e potencial pró-trombogênico, ambos elementos importantes para o desenvolvimento de aterosclerose em se tratando de dano vascular. Já foi demonstrado tardiamente, aumento da espessura da camada íntima-média da carótida de pacientes submetidos à radioterapia de cabeça e pescoço.OBJETIVO: Identificar o perfil temporal inicial de marcadores de aterosclerose comparando pacientes com neoplasia de próstata e de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia. MÉTODO: Estudo de coorte. Serão incluídos pacientes iniciando tratamento curativo, entre 18 e 80 anos e Karnofsky Performance Status ≥ 70%. Serão avaliados níveis circulantes de endotelina-1, VCAM-1, fator de Von Willebrand por método de ELISA e espessamento da camada íntima- média da carótida por ecografia vascular. As medidas serão feitas antes, ao final e após 6 meses de radioterapia. RESULTADOS:

A tabela 1 (dados coletados até o momento). Câncer de Cabeça e Pescoço n = 6 Câncer de Próstata n = 4 Idade, anos (média ± DP) 51,2 ± 3,9 68 ± 9,4 Homens (n, %) 5 (83,3) 4 (100) Dose Gy (média ± DP) 70 ± 0 69 ± 3,4 Fatores de risco CV: HAS (n, %) 1 (16,6) 1 (25) DM (n, %) 0 (0) 2 (50) História Familiar (n, %) 1 (16,6) 1 (25) Tabagismo (n, %) 3 (50) 1 (25) CONCLUSÃO:

Até o momento, está demonstrado que radiação ionizante causa dano celular dentro do volume irradiado, promovendo expressão de marcadores circulantes de ativação endotelial e inflamatória. Isto pode estar relacionado com dano potencial a tecidos normais e desenvolvimento de complicações tardias, como aterosclerose. Identificação de um grupo de pacientes sob maior risco de desenvolvimento e um melhor entendimento dos mecanismos de toxicidade pela radiação podem auxiliar na prevenção e tratamento do dano ao tecido normal.

AVALIAÇÃO DE FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIOVASCULAR EM FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS

JERUZA LAVANHOLI NEYELOFF; MARIA LUCIA ROCHA OPPERMANN, JULIA BARBI MELIM, CAROLINA ROCHA BARONE, TAÍS BURMANN DE MENDONÇA, CRISTIANE ZAMBONI, EDISON CAPP, HELENA VON EYE CORLETA Introdução Doenças cardiovasculares(DCVs) são causas prevalentes de mortalidade e morbidade. Fatores de risco modificáveis incluem tabagismo, alcoolismo, dislipidemia, hipertensão, sedentarismo e obesidade. Diversas medidas antropométricas são utilizadas para caracterizar sobrepeso ou obesidade. A medida da circunferência abdominal(CA) é melhor indicador para mortes causadas por DCVs que o IMC (Indice Massa Corporal). CA elevada aumenta em 17% o risco de morte. CA pode monitorar a resposta à atividade física aeróbica regular, que reduz CA e o risco de DCV sem alterar IMC. Objetivos Avaliar a presença de fatores de risco para DCV e frequência de atividade física aeróbica em funcionários do HCPA. Materiais e Métodos Foram avaliados 146 funcionários. Todos assinaram consentimento informado e responderam questionário sobre atividade física e fatores de risco para DCV (hipertensão, diabete melito, evento cardiovascular prévio, tabagismo e história familiar). Peso, altura, pressão arterial (PA) e CA foram medidos por estudantes treinados com equipamentos do HCPA. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética. Resultados 93,9% dos entrevistados eram mulheres. 44%, 28%, e 28% trabalhavam no turno da tarde, manhã e noite, respectivamente, e não houve diferença na prevalência de fatores de risco entre os turnos. A média de idade foi de 40±7,9 anos.

71% dos funcionários nunca fumaram, revelando baixa prevalência de tabagismo. A média do IMC foi de 27±5,05; 63%

apresentavam IMC>25. A média de CA foi 88,5±13cm; 41% apresentavam CA acima de 88cm. Apenas 19% se declaravam hipertensos, mas 85% apresentavam PA acima de 140/90 mmHg no momento da entrevista. A prevalência de exercício físico aeróbico é baixa: menos de 20% exerce atividade regular de intensidade leve a moderada.

RELAÇÃO ENTRE HOMOCISTEÍNA E DOENÇAS VASCULARES

ANA LUISA XAVIER DA SILVEIRA; JULIANE ELY; MARTHA PEREIRA LIMA LANG; MARCELO DE ALENCASTRO CABALLERO

Introdução: Homocisteína é um aminoácido intermediário formado pela conversão de metionina em cisteína com propriedades aterogênicas e protrombóticas primárias, induzindo lesão vascular através de múltiplos mecanismos. Diversos estudos sugerem que tais elevações constituem fator de risco independente para doença vascular aterosclerótica e para tromboembolismo venoso recorrente.Objetivos: este trabalho visa revisar na literatura disponível as causas de hiperhomocisteinemia e sua relação com as doenças vasculares e os episódios recorrentes de tromboembolismo venoso, buscando avaliar o tipo de relação e os possíveis impactos da redução dos níveis plasmáticos de homocisteína na morbidade e mortalidade decorrentes das doenças citadas acima.Materiais e métodos: foi realizada revisão bibliográfica em bases de dados utilizando como descritores as palavras-chave hiperhomocisteinemia, complicações e vascular.Resultados e conclusões: elevações na concentração de homocisteína no plasma podem ocorrer devido a defeitos genéticos em enzimas envolvidas no metabolismo desta substância, a deficiências nutricionais de vitaminas cofatores ou a outras condições clínicas e uso de algumas drogas. A hiperhomocisteinemia é considerada um fator de risco independente para doença cerebrovascular, vascular periférica, coronariana e tromboembolismo venoso. Entretanto, não constitui fator tão importante quanto outros tais como hipercolesterolemia, tabagismo, diabete melito e hipertensão. Dessa forma, apesar das divergências, a maioria dos estudos sugere realizar rastreamento para hiperhomicisteinemia em pacientes com trombose venosa inexplicada. O tratamento dessa condição deve ser instituído nestes pacientes com suplementação com ácido fólico, vitaminas B12 e B6, não devendo ser tratados com suplementação vitamínica os pacientes portadores de doença cardiovascular.

Revista HCPA 2007; 27 (Supl.1)

REGISTRO PADRONIZADO DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO HOSPITAL

HELENA BARRETO DOS SANTOS; LUIZ ANTÔNIO NASI; SILVIA REGINA RIOS VIEIRA,ELIANA DE ANDRADE TROTTA; ALEXANDRE TAKAYOSHI ISHIZAKI; JOYCE HART OLIVEIRA; CASSIO ALVES KONRATH; DANIELLA CUNHA BIRRIEL; BIANCA FONTANA

INTRODUÇÃO: As diretrizes de RCP têm incorporado novos conhecimentos para o manejo da PCR, e o prognóstico dos pacientes melhorou. Entretanto, ainda é bem diverso o prognóstico dos pacientes quando se comparam os eventos que ocorrem dentro ou fora hospital, ou em diferentes unidades do hospital, por diferenças na etiologia da PCR e gravidade dos pacientes. Um registro padronizado do evento denominado Utstein Template foi proposto para avaliar a PCR e o prognóstico do paciente após a reanimação. OBJETIVOS: Este projeto tem como objetivo avaliar a população de pacientes adultos do hospital que sofrem PCR, em relação as suas características basais, características do evento e de seu prognóstico. METODOLOGIA: Estudo prospectivo que vai incluir todos os pacientes que sofreram PCR dentro do hospital, com a aplicação de um registro que descreve a PCR e o período posterior, e que deve ser preenchido pela equipe que realizou a reanimação. Os pacientes incluídos serão acompanhados até a alta hospitalar, e em seis e doze meses, para avaliação da capacidade funcional. Também está sendo avaliada a adesão da equipe ao preenchimento do registro. RESULTADOS: Resultados dos primeiros 45 dias de uso do registro. Houve 35 pacientes com PCR, sendo 74% homens. A idade mediana foi 67 anos. A causa mais freqüente de PCR foi depressão respiratória (36%), e os ritmos observados foram AESP em 40% e assistolia em 37% dos pacientes. Doze (36%) pacientes sobreviveram, mas 9 destes evoluíram para óbito após a reanimação, sendo 5 nas primeiras 24 horas pós-PCR. No total, 90% dos pacientes morreram. A adesão ao preenchimento do registro ainda é pequena (65% dos eventos).CONCLUSÕES: a alta mortalidade desta população deve-se à gravidade dos pacientes, sugerida pelas causas de PCR e ritmo observado.

PERFIL DE RESISTÊNCIA DAS ENTEROBACTÉRIAS URINÁRIAS

FABIANA SPECHT; LENISE VALLER, MARCIANE MARIA ROVER, NADJA VOLPATO, ANA PAULA PFITSCHER CAVALLHEIRO, GUSTAVO DA CAS BIASI, FÁBIO MIRANDA BORDIN, RAFAELA KOMOROWSKI DAL MOLIN Introdução O aumento da incidência de Enterobactérias multi-resistentes tem se demonstrado um problema que requer atenção imediata. A resistência relacionada à produção de beta-lactamase de espectro extendido (ESBL) é um problema ainda maior. As medidas para controle de infecção são aspectos importantes na restrição da emergência de enterobactérias resistentes. Em relação às produtoras de ESBL, há ampla evidência de disseminação por contato. Estudos que combinaram a redução do uso de cefalosporina de terceira geração com medidas de controle de infecção, como uso de luvas e higiene das mãos, mostraram controle de K. pneumoniae multi-resistente em pacientes hospitalizados. Estas medidas devem estar bem estabelecidas antes da instituição de outras estratégias, pelo risco de desenvolvimento de enterobactérias Objetivo Identificar o perfil de resistência das enterobactérias no período de junho de 2006 a maio de 2005 no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Materiais e métodos Foram revisadas 1792 uroculturas com crescimento bacteriano, realizadas no Hospital Nossa Senhora da Conceição no período acima citado. Resultados e conclusões De um total de 1792 uroculturas positivas, em 1417 (79%) encontrou-se enterobactérias.

Os gêneros mais comuns foram: 829 Escherichia (46,26%), 292 Klebsiella (16,29%), 110 Proteus (6,13%) e 100 Enterobacter (5,8%). Entre as E. coli, 100% foram sensíveis aos carbapenêmicos (imipenem), 84% às Cefalosporinas de terceira geração (Ceftazedime e Cefotaxime), 44% ao Sulfametaxazol+Trimetropim e 70% à Ciprofloxacina. Enterobactérias são causadoras de infecções graves, e a maioria tem se tornado resistente aos principais antibióticos disponíveis. O uso indiscriminado de Cefalosporinas de terceira geração foi o gatilho para a emergência de organismos produtores de ESBL. Em nosso Hospital o índice de resistência à Cefalosporinas de terceira geração tem um percentual de 84% devido ao uso restrito desses antibióticos.

AVALIAÇÃO DO TEMPO DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR NO SERVIÇO DE MEDICINA INTERNA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

STEFFAN FROZI STELLA; DOUGLAS WESTPHAL; GABRIELA NUERENBERG; MICHAEL SCHMIDT DUNCAN;

PEDRO TREGNAGO BARCELLOS; RAFAEL ARMANDO SEEWALD; RAFAELA CROCETTA; GUSTAVO FAULHABER; BEATRIZ SELIGMAN

Introdução: O tempo de permanência hospitalar é um fator gerador de custo para as instituições de saúde e de impacto para a qualidade assistencial. Assim, torna-se necessário o entendimento das variáveis envolvidas neste processo. Objetivo: Descrever o tempo de permanência dos pacientes internados de acordo com variáveis clínicas e laboratoriais no momento de sua admissão no andar clínico. Métodos: Estudo de coorte, no qual todos os pacientes que internaram no serviço de medicina interna entre setembro de 2006 e março de 2007 foram incluídos. No momento da internação, foram coletados dados do prontuário do paciente como variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais. Os pacientes foram seguidos até o momento da alta ou do óbito ocorrido durante a internação. Foram calculados as medianas dos tempos de permanência em dias até a alta de acordo com as variáveis clínicas e laboratoriais usando método de Kaplan-Meier. Resultados: Foram acompanhadas 687 internações, com idade média dos pacientes de 59+19 anos, sendo 53% do sexo masculino. A mediana do tempo de permanência nas equipes foi de 11 dias. Os preditores de maior tempo de hospitalização foram anemia (12vs8, p=0,007), taquicardia (15vs11, p=0,049), hiponatremia (16vs11, p=0,006), etilismo (16vs11, p=0,038), HIV/Sida (19vs10, p<0,001) e pacientes que não haviam internado no último ano (12vs11, p=0,025). Alguns fatores se mostraram preditores de menor tempo de internação, tais como: vasculopatia periférica (8vs11, p=0,05) e doença neurológica/demência (7vs12, p=0,006). Conclusão: A identificação de preditores de internação hospitalar prolongada permite traçar metas de melhoria na qualidade assistencial. Análises multivariadas posteriores precisam ser feitas para avaliar o papel independente de cada preditor.

Revista HCPA 2007; 27 (Supl.1)

RELAÇÃO ENTRE AS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, DEMOGRÁFICAS, LABORATORIAIS E ASSISTENCIAIS E A TAXA DE MORTALIDADE DOS PACIENTES NA INTERNAÇÃO DO SERVIÇO DE MEDICINA INTERNA DO HCPA STEFFAN FROZI STELLA; DOUGLAS WESTPHAL; GABRIELA NUERENBERG; MICHAEL SCHMIDT DUNCAN;

PEDRO TREGNAGO BARCELLOS; RAFAEL ARMANDO SEEWALD; RAFAELA CROCETTA; GUSTAVO FAULHABER; BEATRIZ SELIGMAN

Introdução – O Serviço de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre é responsável pelo atendimento de grande número de pacientes, correspondendo a aproximadamente 15% dos leitos de internação. Há grande heterogeneidade entre os pacientes e os fatores que contribuem para seus desfechos. Nesse sentido torna-se necessária a relação entre as características clínicas e laboratoriais dos pacientes e seu desfecho. Objetivos – Determinar e descrever a relação entre as características clínicas, demográficas, laboratoriais e assistenciais e a taxa de mortalidade dos pacientes internados no Serviço de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Materiais e Métodos – Foram acompanhados todos os pacientes internados nas equipes de Medicina Interna no período de agosto de 2006 a março de 2007. Questionário contendo dados clínicos e laboratoriais foram preenchidos durante a internação dos pacientes. Resultados – Total de 687 internações foram estudadas, com idade média de 58,9 anos (+19), sendo 52,5% do sexo masculino. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,7%. Dentre os diversos aspectos estudados, tabagismo e obesidade demonstraram isoladamente uma tendência para um maior risco de óbito (ρ=0,058 e ρ=0,072, respectivamente), sendo que neoplasia e necessidade de internação no CTI foram, também em análise isolada, significativamente associados com maior mortalidade (ρConclusão – De uma forma isolada, pode-se observar o impacto negativo de algumas características modificáveis, como a obesidade e o tabagismo, na taxa de mortalidade dos pacientes internados nas equipes de Medicina Interna. Ademais, neoplasia e necessidade de internação em CTI foram fatores claramente associados com pior prognóstico.

PERFIL ASSISTENCIAL NA INTERNAÇÃO DO SERVIÇO DE MEDICINA INTERNA DO HCPA

STEFFAN FROZI STELLA; DOUGLAS WESTPHAL; GABRIELA NUERENBERG; MICHAEL SCHMIDT DUNCAN;

PEDRO TREGNAGO BARCELLOS; RAFAEL ARMANDO SEEWALD; RAFAELA CROCETTA; GUSTAVO FAULHABER; BEATRIZ SELIGMAN.

Introdução – O Serviço de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre é responsável pelo atendimento de grande número de pacientes, correspondendo a aproximadamente 15% dos leitos de internação. Devido às características inerentes à Medicina Interna, há uma grande heterogeneidade entre os pacientes atendidos. Por esse motivo, torna-se necessário o conhecimento do perfil dos pacientes atendidos no serviço. Objetivos – Determinar e descrever as características clínicas, demográficas, laboratoriais e assistenciais dos pacientes internados na MEI. Materiais e Métodos – Foram acompanhados todos os pacientes internados nas equipes de Medicina Interna no período de agosto de 2006 a março de 2007. Questionário contendo dados clínicos e laboratoriais foram preenchidos durante a internação dos pacientes. Resultados – Total de 687 internações foram estudadas, com idade média de 58,9 anos (+19), sendo 52,5% do sexo masculino. 87,4% dos pacientes eram provenientes da emergência e apenas 4,1% internavam eletivamente. As comorbidades mais prevalentes foram: HAS 41,5%, DM 22,3%, HIV/SIDA 19,5%. Neoplasias com complicações corresponderam a 13,8% dos pacientes. Complicações clínicas que demandaram internação no CTI ocorreram em 5,8% das internações. Taxa de mortalidade durante a internação foi 11,7%. O tempo de permanência médio nas equipes foi de 14,6 dias.Conclusão – A possibilidade de caracterizar o perfil assistencial dos pacientes da Medicina Interna permite uma visão ampla do funcionamento do serviço, implicando na idealização de estratégias a fim de atender melhor a população.

DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UMA COORTE DE IDOSOS.

CAMILO CORBELLINI; SILVIA REGINA RIOS VIEIRA, CRISTIANE TREVISAN, ADRIANA GUNTZEL, JULIANO BELATO

Introdução: O envelhecimento provoca modificações funcionais e estruturais no sistema respiratório. Entretanto, não é clara a evidencia de que estas alterações possam dificultar o desmame da ventilação mecânica invasiva. Desenhamos um protocolo para estudar as possíveis diferenças entre um grupo de adultos (até 65 anos) e um grupo de idosos (≥65 anos) em testes diários de autonomia ventilatória. Objetivos: Desfecho primário: sucesso do desmame (48 horas de ventilação espontânea após a extubação).

Desfecho secundário: diferenças nos critérios convencionais de desmame. Método: Foram arrolados 288 pacientes (116 idosos).

Parâmetros estudados incluíram: freqüência respiratória, volume corrente, índice freqüência/ volume corrente. O método de desmame foi o teste de autonomia ventilatória. Duas medidas foram realizadas: no início do teste (T0) e 30 minutos após (T30). A análise estatística foi realizada com os testes: Chi-quadrado, ANOVA e teste-t. Resultados: O sucesso dos desmame foi de 72,4%

nos idosos e 76,5% nos adultos (p=0,552). Não houve diferenças gasométricas e nos parâmetros ventilatórios dos pacientes enquanto em ventilação mecânica. No grupo de idosos o volume corrente foi menor que o do grupo de adultos.

THRESHOLD É ÚTIL NA ACELERAÇÃO DO DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA?

ROBLEDO LEAL CONDESSA; SÍLVIA REGINA RIOS VIEIRA; JANETE SALLES BRAUNER; ANDRESSA LUCENA SAUL; ANA CAROLINA TEIXEIRA DA SILVA; MARCELA BAPTISTA DA SILVA; LUIS GUILHERME ALEGRETTI BORGES; MAGDA FÁTIMA MOURA; MARIA ELAINE ALVES; FERNANDA KUTCHAK; LUCIANE BIZ

Introdução: O threshold serve para treinar os músculos respiratórios, podendo ser útil para pacientes em processo de desmame da ventilação mecânica (VM). Objetivo: Avaliar os efeitos do threshold durante o processo de desmame da VM. Métodos: Pacientes em VM por mais de 48 horas e propensos ao desmame foram randomizados em grupos controle ou threshold (treinados duas vezes ao dia), sendo acompanhados até a extubação, traqueostomia ou morte. Variáveis cardiorrespiratórias, pressões inspiratória e expiratória máximas (PiMáx e PeMáx), tempo de desmame e sucesso ou falha foram registrados. Na análise estatística foi realizado ANOVA, testes de Mann-Whitney U e Qui-Quadrado, com nível de significância de 0.05. Resultados: 60 pacientes foram estudados (52% homens, com idade média de 64 ± 17 anos). Nenhuma diferença significativa foi observada nas variáveis

No documento Revista HCPA (páginas 120-125)