DOZE ANOS DO PROGRAMA DE TRANSPLANTE HEPÁTICO INFANTIL NO HCPA
LUCIANA MENDES JOHANN; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; ANA CRISTINA DUARTE DUPRAT; CARLOS OSCAR KIELING; SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; MARIA LÚCIA ZANOTELLI; GUIDO PIO CANTISANI; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA.
Introdução: O transplante (Tx) de fígado é o tratamento de escolha para diversas enfermidades hepáticas, agudas ou crônicas.
Objetivos: Descrever a experiência dos 12 anos do Programa de Transplante Hepático Infantil do HCPA de 1995 a junho de 2007.
Materiais e métodos: Foram analisadas características demográficas, clínicas, cirúrgicas e sobrevida dos transplantados. Utilizados Teste t, Qui-quadrado e Kaplan-Meier (p 101 pacientes receberam 106 Tx (5 reTx), sendo em média 9 Tx/ano (4 a 11/ano). A média da idade foi de 6,9±5,6 anos (4 meses a 18 anos), sendo que 40 pacientes (39,6%) tinham =2000=79,6%; P=0,068). A sobrevida em 1 ano dos doentes crônicos em 2000-2007 (86,5%) foi significativamente maior (P=0,02) que dos primeiros 5 anos (64,7%). Conclusões: O transplante possibilita uma sobrevida adequada aos de pacientes pediátricos, com melhora dos resultados com o passar dos anos e o amadurecimento do programa.
HELICOBACTER PYLORI EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
CAMILA TEIXEIRA PEREIRA ; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; LETÍCIA REMUS MORAES; CARLOS OSCAR KIELING; SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; HELENICE BREYER; HELENA GOLDANI; ISMAEL MAGUILNIK; LUISE MEURER; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: O Helicobacter pylori (HP) é provavelmente o agente de infecção crônica mais comum em seres humanos. A prevalência da infecção varia conforme a localização geográfica, condições sócio-econômicas e idade. Objetivos: Descrever a freqüência de infecção por HP em menores de 18 anos submetidos à esofagogastrodoudenoscopia (EGD) no HCPA. Materiais e métodos: Pesquisa no AGH identificou EGDs entre 2000 e 2005. Foram revisados os resultados dos exames anátomo-patológicos da biópsias (Bx) de mucosa antral gástrica. Na análise histológica foram utilizadas as colorações por hematoxilina-eosina e Giemsa. Os dados foram apresentados em freqüência, média e desvio-padrão, empregou-se teste t e qui-quadrado, pResultados:
Em 6 anos 879 pacientes submeteram-se a 1190 EGDs, nas quais foram realizadas 630 Bxs (569 pacientes). 52% eram do sexo feminino. A idade variou de 4 meses a 17 (8+-4,8) anos. A maioria tinha menos de 10 anos de idade (61,7%). A freqüência de HP foi de 17%. A densidade do HP foi baixa em 43%, moderada em 40,2% e alta em 16,8%. Não houve diferença na freqüência de HP entre os sexos. A média da idade foi significativamente (P=0,000) superior naqueles com HP+ (10,0+-4,3 vs 7,6+-4,8 anos).
Houve uma significativa (P=0,000) maior freqüência de HP com o aumento da faixa etária: 6,8% até 5, 20,7% de 5 a 9, 23,2% de 10 a 14 e 25% de 15 a 17 anos. A positividade para HP foi relacionada com a presença de gastrite crônica (P=0,000), mas não com hiperplasia folicular linfóide (P=0,061), atrofia (P=0,107) e metaplasia (P=0,278). Conclusões: A infecção por HP é comum
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nas crianças, particularmente nas maiores de 5 anos e nos adolescentes, estando relacionada com a presença de inflamação crônica da mucosa gástrica.
IMPACTO DA GEMELARIDADE SOBRE AS TAXAS DE MORTALIDADE INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
ROBERTA PERIN LUNKES; ELISA GRANDO, PAULINE ZANIN, JOÃO LEONARDO FRACASSI, MARILYN AGRANONIK, CLÉCIO HOMRICH DA SILVA, MARCELO ZUBARAN GOLDANI (ORIENT.)
INTRODUÇÃO: RNs gemelares têm maior risco de parto prematuro, baixo peso ao nascimento, anormalidades congênitas e complicações obstétricas, apresentando maiores taxas de mortalidade infantil. A incidência de gestações múltiplas tem aumentando, principalmente devido ao uso de estimulação ovariana e fertilização In Vitro, podendo estar influenciando as taxas de mortalidade infantil. OBJETIVO: Avaliar o impacto da gemelaridade sobre a taxa mortalidade infantil no período de 1996 a 2004 na cidade de Porto Alegre. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo ecológico de séries temporais, utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. RESULTADOS: A mortalidade infantil diminui significativamente no período, passando de 16,4 em 1996 para 13,5 em 2004 (p< 0,001). Contudo, taxa de mortalidade entre os gemelares permaneceu constante no período. Através de uma análise seqüencial o impacto da gemelaridade sobre os três componentes da mortalidade infantil (neonatal precoce, neonatal tardio, pós-neonatal) durante o período estudado não foi significativo. CONCLUSÃO: Inicialmente, apesar da redução significativa ao longo do período estudado, Porto Alegre apresenta taxas de mortalidade infatil altas quando comparadas com países desenvolvidos. Nota-se uma tendência distinta entre as taxas de mortalidade de RNs gemelares e únicos. A não redução da mortalidade entre os gemelares e a tendência de aumento de sua participação no total de gestações pode futuramente impactar negativamente as taxas de mortalidade infatil em Porto Alegre.
TENDÊNCIA SECULAR DA TAXA DE MORTALIDADE NEONATAL (TMN) EM PORTO ALEGRE DE 1996 A 2005 JOÃO LEONARDO FRACASSI PIETROBELI; PAULINE ZANIN; ROBERTA PERIN LUNKES; ELISA GRANDO;
MARILYN AGRANONIK; CLÉCIO HOMRICH DA SILVA; MARCELO ZUBARAN GOLDANI; STELLA MARIA FEYH RIBEIRO
Introdução: A tendência secular da taxa de mortalidade neonatal, obtida nos sistemas de informação (SIM e SINASC), carece de análise mais aprofundada no sentido de oferecer subsídios para implantação de estratégias em saúde pública. Objetivos: Avaliar a tendência secular da taxa morte neonatal proporcional em Porto Alegre de acordo com o peso ao nascer no período de 1996 a 2005. Material e Métodos: Foram utilizados dados de todos os nascidos vivos (SINASC) e óbitos de crianças menores de um ano de vida (SIM) de 1996 a 2004, em Porto Alegre. A taxa de mortalidade foi avaliada de acordo com o período da ocorrência do óbito neonatal precoce (até 6 dias de vida), neonatal tardio (7-27) e pós-neonatal (28-364). A tendência para a taxa de mortalidade geral e suas componentes foi verificada através do Teste Qui-quadrado para tendência. As análises foram realizadas com o software Stata versão 8.0. Resultados: A TMI geral apresentou tendência estatisticamente significativa de decréscimo (pConclusão: A mortalidade neonatal mostrou tendência ao declínio, denotando uma melhora na qualidade do serviço de saúde, principalmente de assistência ao parto. Uma vez que a mortalidade neonatal está mais relacionada à assistência pré-natal e no parto, infere-se que a assistência à gestante melhorou em ritmo mais acelerado que a observada na assistência ao recém nascido de risco.
EXPRESSÃO DO VEGF NA TÚNICA MÉDIA ARTERIAL HEPÁTICA NA ATRESIA BILIAR
JORGE LUIZ DOS SANTOS; LUISE MEURER, URSULA MATTE, CARLOS OSCAR KIELING, ANDREA LORENTZ, ANA RANIELE LINHARES, PATRÍCIA TURNES EDOM, THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: Na Atresia Biliar (AB) mantém-se colangiopatia progressiva após a portoenterostomia (POE), levando à falência hepática. A AB tem heterogeneidade clínica: um sub-grupo apresenta malformações extra-hepáticas (MEH), entre elas anomalias de lateralidade (ALAT). Em 2005 descrevemos espessamento de parede em ramos arteriais hepáticos na AB, progressivo, sugerindo anomalia vascular, talvez associada à colangiopatia. O transcriptoma na AB comparado com outras causas de colestase neonatal (OCN) mostrou sobre-expressão de VEGF. Objetivo: Avaliar a expressão imunoistoquímica do VEGF em ductos biliares (DB) de pacientes com AB. Material e métodos: Avaliaram-se biópsias em cunha obtidas na POE de 52 AB, sem (n=38) e com MEH (n=14), incluindo 5 ALAT, marcadas por imunoistoquímica com VEGF (DAKO,1:400, ABC-peroxidase). Biópsias de 8 OCN com idade semelhante e necropsias de 8 pacientes sem hepatopatia (SH) foram controles. Um patologista “cego” quanto a diagnósticos analisou a expressão do VEGF em DB. Realizou-se ainda quantificação da espessura da parede (Esp) e do diâmetro luminal (DI) arteriais (n=450 vasos), calculando-se a razão Esp/DI (REDI). Avaliou-se a extensão da fibrose (EF) por escore específico. Resultados e conclusão: A expressão do VEGF em DB correlacionou-se com EF (r=0,52; P<0,001) e com REDI (r=0,32;P=0,011). VEGF expressou-se mais em DB na AB que nas OCN (P=0,020) e nos SH (P<0,001). Os grupos com MEH e, especificamente, ALAT não diferiram das OCN quanto à expressão do VEGF (P=0,355 e P=0,978, respectivamente). Porém, a expressão do VEGF em DB foi maior nos casos sem MEH em relação às OCN (P=0,019). A heterogeneidade da expressão do VEGF em DB na AB sugere que o insulto causador da doença atua em distintas etapas de desenvolvimento nos diferentes subgrupos.
AVALIAÇÃO DA EXTENSÃO DA FIBROSE HEPÁTICA NA ATRESIA BILIAR POR MEIO DE ESCORE ESPECÍFICO JORGE LUIZ DOS SANTOS; LUISE MEURER, URSULA MATTE, CARLOS OSCAR KIELING, ANDREA LORENTZ, ANA RANIELE LINHARES, PATRÍCIA TURNES EDOM., THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA.
Introdução: Na Atresia Biliar (AB) mantém-se colangiopatia progressiva após a portoenterostomia (POE), levando à cirrose. A fibrogênese, especialmente intensa na AB, relaciona-se à idade por ocasião da POE e os seus níveis por ocasião do procedimento podem influenciar o prognóstico. Um subgrupo das AB relacionado à presença de malformação de placa ductal (MPD) foi
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associado à maior extensão de fibrose precocemente. Em 2004 descreveu-se o primeiro escore específico para avaliar a extensão de fibrose na AB. Objetivo: Relacionar escore de fibrose (EF) específico para AB com variáveis clínicas e histopatológicas.
Material e métodos: Avaliaram-se biópsias em cunha parafinizadas obtidas na POE de 52 pacientes com AB, coradas com picrosirius. Biópsias de 8 pacientes com outras causas de colestase neonatal (OCN) com idade semelhante e necropsias de 8 pacientes sem hepatopatia (SH) serviram de controles. Um patologista “cego” quanto a diagnósticos analisou o seguinte escore de fibrose: 0(ausente); 1(leve)-de expansão fibrosa portal a pontes fibrosas envolvendo menos de 50% dos espaços-porta;
2(moderada)-pontes fibrosas em mais de 50% dos espaços-porta, sem arquitetura nodular; 3(intensa)-pontes fibrosas em mais de 50% espaços-porta, acompanhadas de arquitetura nodular. Analisou-se também a presença de MPD. Resultados e conclusão:
Houve diferença no EF entre casos de AB e controles (P<0,001). Houve relação entre o aumento de idade avaliado por faixas etárias e expressão crescente do EF (P=0,043). Observou-se MPD em 13 casos de AB, porém não houve relação entre a presença de MPD e o EF (P=0,301), havendo ausência de correlação entre as 2 variáveis (r=0,02; P=0,029). O EF foi capaz de determinar que a idade por ocasião da POE é fator determinante da extensão de fibrose na AB.
A IDADE NO DIAGNÓSTICO DE ATRESIA BILIAR EM 25 ANOS DE ATENDIMENTO NO HCPA.
CARLOS OSCAR KIELING; JORGE LUIZ DOS SANTOS; ANA RANIELE LINHARES; ANDRÉA LONGONI LORENTZ;
SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; CARLOS ALBERTO HOFF PETERSON;
HILBERTO CORREA DE ALMEIDA; JOSÉ CARLOS SOARES DE FRAGA; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: A atresia biliar (AB) é doença que acomete lactentes cuja terapêutica inicial é a portoenterostomia (POE). O resultado favorável do procedimento depende de sua realização nos 2 primeiros meses de vida, com mínimo sucesso após os 90 dias.
Portanto, o encaminhamento precoce dos casos suspeitos é essencial. Objetivos: Caracterizar a idade dos pacientes com AB por ocasião da laporotomia exploradora no HCPA. Materiais e métodos: 112 pacientes com AB encaminhados ao HCPA foram submetidos à laparotomia entre 1982 e 2007. As variáveis clínicas foram obtidas por meio de revisão dos prontuários sendo parte do Banco de Dados de Colestase Neonatal da Unidade de Gastroenterologia Pediátrica do Serviço de Pediatria. Descritos os dados como freqüência, mediana e intervalo entre-quartis (IQ25-75) foram comparados pelos testes de qui-quadrado e Mann-Whitney, com nível de significância de 0,05. GPPG 03-098. Resultados: Nos 25 anos a média anual de casos de AB foi de 4,5 (1 a 13 casos/ano). Em 10,7% não se realizou POE. A idade no diagnóstico variou de 25 a 297 (80,5 IQ 61,25 – 109) dias. Somente 20,5% dos casos foram à laparotomia antes de 60 dias de vida e 39,3% após 90 dias. Não houve diferença na idade do diagnóstico comparando as 3 décadas (P=0,498). 52,7% procederam do interior do Estado e a idade em seu diagnóstico (87; IQ: 69-115 dias) diferiu significantemente (P=0,007) dos oriundos da capital e região metropolitana (68; IQ: 55,5-98 dias). Apenas 10,2% dos pacientes do interior foram diagnosticados antes dos 60 dias enquanto dos outros 32,1% o foram (P=0,014). Conclusão:
Permanece o atraso no encaminhamento para o diagnóstico da AB, particularmente naqueles do interior do Estado. Estratégias de esclarecimento a pais e profissionais da saúde são necessárias.
REJEIÇÃO CELULAR AGUDA APÓS TRANSPLANTE HEPÁTICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO HCPA CARLOS OSCAR KIELING; ANA CRISTINA DUARTE DUPRAT; LUCIANA MENDES JOHANN; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; CARLOS OSCAR KIELING; SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA;
MARIA LÚCIA ZANOTELLI; GUIDO PIO CANTISANI; CARLOS THADEU CERSKI; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: O transplante (Tx) de fígado é o tratamento de escolha para diversas enfermidades hepáticas. A rejeição celular aguda (RCA) é uma das complicações mais comuns após o Tx e que quando não controlada pode levar a perda do enxerto. Objetivos:
Descrever as características dos episódios de RCA após o Tx de fígado nos pacientes do Programa de Transplante Hepático Infantil do HCPA. Materiais e métodos: Foram analisados episódios de RCA com diagnóstico histológico ocorridos desde 1995 a 2007. Utilizados Qui-quadrado e Kaplan-Meier (pResultados: 101 pacientes receberam 106 Tx (5 reTx), sendo 64 desde o ano 2000. A média da idade dos pacientes foi de 6,9±5,6 anos (4 meses a 18 anos), com acompanhamento de 24 dias a 11 anos.
Imunossupressão inicial com ciclosporina foi usada em 35 crianças até 1999, e Tacrolimus (TAC) desde então. Foram realizadas 174 biópsia hepáticas (BxH) em 57 pacientes (1 a 14Bx/paciente). Foi diagnosticada RCA em 83 BxHs (47,7%) de 45 pacientes.
A RCA (Banff) foi leve em 53 (63,9%), moderada em 24 (28,9%) e grave em 6 (7,2%) das BxHs. O tempo entre o Tx e a primeira BxH e RCA variou de 2 a 2538 dias. Em 12 anos, utilizando curvas de Kaplan-Meier, somente 20,2% dos pacientes não realizaram nenhuma BxH e 37,4% não apresentaram nenhuma RCA. Pulsoterapia com corticosteróide foi empregada em 30% dos pacientes. Comparativamente aos primeiros 5 anos, desde 2000 um significativo maior número de paciente não foi biopsiado (12,2%X30,7% P=0,0086), não apresentou RCA (26,4%X30,7% P=0,0178) e não precisou pultoterapia (46,7%X82,0%
P=Conclusões: Houve uma redução de RCA como a experiência dos últimos anos, mas que se sobrepõem com a utilização do TAC na imunossupressão inicial.
NÍVEIS PLASMÁTICOS DE LEPTINA EM CRIANÇAS EUTRÓFICAS: RESULTADOS PRELIMINARES.
MARIA INÊS DE ALBUQUERQUE WILASCO; CRISTINA T.L. DORNELLES; RAFAEL L. MAURER; MICHELE G.
MAKSUD; SANDRA G. VIEIRA; PAULA T. FERRUGEM; ÁLVARO M. LAUREANO; HELENA A. S. GOLDANI; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: A leptina é um hormônio produzido pelos adipócitos com função anorexígena. Juntamente com outros hormônios, regula a ingestão alimentar e o gasto energético. Os níveis de leptina estão associados a quantidade de tecido adiposo corpóreo.
Estudos indicam que o desequilíbrio nos níveis circulantes de leptina são causas de vários distúrbios alimentares que podem levar a desnutrição e a obesidade. Objetivos: Dosar os níveis plasmáticos de leptina em crianças eutróficas para a construção de uma base de dados direcionada a estudos comparativos com crianças portadoras de hepatopatias crônicas, distúrbios nutricionais e alterações do apetite. Pacientes e Métodos: Estudo transversal prospectivo, 38 crianças ambulatoriais de 6 meses a 11 anos,
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eutróficas, com coleta de sangue programada. Foi coletado sangue venoso e realizada a classificação antropométrica segundo a OMS, 2006 e NCHS, 1977. A dosagem plasmática de leptina foi realizada pela técnica ELISA (Linco Research, USA).
Resultados: A avaliação antropométrica revelou: média de peso (21,99 ± 6,90 Kg), estatura (117,08 ± 15,98 cm), circunferência do braço (17,78 ± 1,90 cm), dobra cutânea triciptal (9,12 ± 2,17 mm). Os níveis plasmáticos médios de leptina foram 2,33 ± 1,31 ng/ml (mínima: 1,09 e máxima: 5,78 ). A média de idade das crianças oscilou de 6,33 ± 2,42 anos. A média do tempo de jejum foi de 7,76 ± 4,51 horas. A hemoglobina média foi de 12,03 ± 0,73 g/dL e hematócrito de 36,7 ± 2,01 %. Foi encontrada correlação estatisticamente significativa para o sexo, a média foi masculino 1,89 ± 0,20 e feminino 2,80 ± 0,36 (p=0,007). Conclusão: Os resultados preliminares dos níveis plasmáticos de leptina em crianças eutróficas, bem como a correlação com o sexo feminino, foram semelhantes aos encontrados na literatura.
DOENÇA LINFOPROLIFERATIVA PÓS-TRANSPLANTE DE FÍGADO EM CRIANÇAS E EM ADOLESCENTES.
LETÍCIA REMUS MORAES; LUCIANA MENDES JOHANN; CAROLINA ALBANESE NEIS; CARLOS OSCAR KIELING;
SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; LAURO JOSE GREGIANIN; CARLOS THADEU CERSKI; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: A doença linfoproliferativa pós-transplante (DLPT) é uma complicação freqüente da imunossupressão usada nos transplantes (Tx) de órgãos sólidos e de células. A incidência em crianças é variável na dependência do órgão transplantado (fígado de 2-10%). Objetivos: Relatar os casos de DLPT dentre os 102 pacientes pediátricos transplantados de fígado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Materiais e métodos: Revisão nos prontuários dos pacientes. Resultados: Foram identificados 5 casos de DLPT - incidência de 4,9%. A idade no momento do Tx variou de 5 a 15 anos e o tempo transcorrido desde o Tx até o diagnóstico da DLPT foi de 3 meses a 4,5 anos. A idade no diagnóstico variou entre 6 e 17 anos. A apresentação inicial com envolvimento das vias aéreas superiores (úlceras orais e hipertrofia de amígdalas) em 2 pacientes, massa tumoral na cavidade abdominal em 2 e alterações neurológicas em 1 paciente. Os achados histopatológicos das lesões foram classificados pela imunohistoquímica em polimórficas (2), monomórfica (1) e linfoma de Burkitt (2). O tratamento constituiu em ressecção tumoral (3), retirada (4) e redução (1) da imunossupresssão. Os com linfoma foram submetidos à quimioterapia, sendo que um evoluiu para o óbito após 1 mês do diagnóstico. Quatro pacientes estão vivos. Estes apresentaram rejeição celular aguda de 2 a 5 meses após o diagnóstico, sendo que 2 melhoraram com a adequação da imunossupressão. Dois evoluíram para rejeição crônica, porém em 1 houve resgate com tacrolimus. O outro paciente (linfoma) está em avaliação para re-Tx. Conclusão: A DLPT acarreta grande morbi-mortalidade e o seu tratamento envolve o risco de rejeição. A apresentação clínica é muito variável sendo necessário alto grau de suspeição para o diagnóstico precoce.
DOENÇA CELÍACA ASSOCIADA A MELHOR QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS LOVAINE RODRIGUES ;;THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA, MARCELO PA FLECK
Introdução: A Doença Celíaca (DC) é definida como enteropatia auto-imune provocada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Medidas de Qualidade de Vida (QV) permitem avaliar se o convívio com a doença e adesão à dieta sem glúten influenciam a percepção de saúde na perspectiva da própria criança celíaca. Objetivo: Avaliar a Qualidade de Vida de crianças com Doença Celíaca e comparar com controles pareados livres da doença. Sujeitos e Métodos: Estudo caso-controle onde foram incluídas 72 crianças: 24 celíacas (8 meninos) de 6 a 12 anos. Os celíacos foram recrutados através da Associação dos Celíacos do Brasil e no ambulatório de gastropediatria do HCPA. O grupo controle foi composto por 48 escolares pareados por sexo, idade atual, escolaridade da criança e materna. A Qualidade de Vida foi avaliada através da escala AUQUEI - Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé. Resultados: As crianças celíacas apresentaram melhores escores de QV que seus pares sem a doença. Os celíacos apresentaram escores mais elevados em 23 das 26 questões e em todos os domínios avaliados. A diferença entre os grupos incidiu na faixa etária de 6 até os 9 anos. Meninas celíacas apresentaram menores escores que os meninos celíacos. Conclusão: A Doença Celíaca esteve associada a uma melhor QV nas crianças avaliadas. Meninos celíacos e mais jovens apresentaram os maiores escores. Estes achados nos levam a considerar que doenças crônicas que não cursem com incapacidade física podem não comprometer a QV de seus portadores ou até mesmo estar associadas à melhor QV em crianças.
MORTALIDADE EM LISTA DE CANDIDATOS PEDIÁTRICOS A TRANSPLANTE DE FÍGADO NO PERÍODO DE 1995 A 2006: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
LUCIA GUTHEIL GONÇALVES; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; CAROLINA ALBANESE NEIS; CARLOS OSCAR KIELING; SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; MARIA LÚCIA ZANOTELLI;
GUIDO PIO CANTISANI; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: O Transplante Hepático Infantil (THI) é procedimento terapêutico indicado para crianças e adolescentes com hepatopatias em estágio avançado. Mas, mortes ainda ocorrem na lista de espera por falta de doadores de órgãos. Objetivo:
Avaliar a mortalidade em lista de espera para THI de 1995 a 2006. Material e métodos: Foram analisados os desfecho das inscrições em lista de espera para transplante de fígado. A análise foi feita por entrada em lista e não por paciente. Foi utilizado Qui-quadrado (pResultados: Houve 162 inscrições de receptores de fígado com idade de 0 a 18 anos (148). As causas mais comuns de inscrição em lista foram atresia biliar em 62 pacientes (38%), cirrose de outras etiologias em 46 (28%) e insuficiência hepática aguda em 26 (16%). Causas menos freqüentes incluíram: colestase crônica, retransplantes, tumor hepático e doenças metabólicas. O número de inclusões variou de 5, no ano de 1995 quando se iniciou o programa, a 24 no ano de 2000. A média de inclusão por ano foi de 18. Dos 162 candidatos, 104 (64%) foram transplantados, 38 (23,5%) morreram aguardando o Tx, 17 (10,5%) foram retirados da lista, 2 foram transferidos de equipe e 1 permanece em lista. A mortalidade em lista dos pacientes que entraram em lista foi de 19% naqueles com indicação eletiva e 37% nos com indicação urgente (P=0,021). Houve 3 anos sem morte em lista (1995, 1998 e 2002). Mas, nos últimos 3 anos (2004-06) a mortalidade em lista (27, 25 e 40%) foi significativamente maior (P=0,007), particularmente entre os doentes crônicos (23,5, 28,6, 50%) (P=0,0001). Conclusão: Nos
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últimos anos houve aumento na mortalidade em lista de espera entre os doentes crônicos e a escassez de doadores adequados para o grupo pediátrico pode ser um dos fatores responsáveis.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE CRÂNIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA E RELAÇÃO COM TEOR SANGUÍNEO DE MANGANÊS
ANA FLOR H.CORNELY; RAQUEL B PINTO; PEDRO E FROEHLICH; EDUARDO H PITREZ; MAURÍCIO ANES; ANA CLÁUDIA R SCHNEIDER; TIAGO MULLER WEBER; LUCIA G GONÇALVES; THEMIS R SILVEIRA
INTRODUÇÃO: Alteração na ressonância magnética (RM) de crânio com hipersinal em T1 nos gânglios da base é freqüente em adultos hepatopatas crônicos e parece estar associada com níveis elevados de manganês (Mn) sanguíneo e ter papel importante na patogênese da encefalopatia hepática. OBJETIVOS: Avaliar a presença desta alteração na RM de crânio em crianças e adolescentes com hepatopatia crônica e relacioná-la com os níveis de Mn sanguíneo. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal controlado com 39 indivíduos (abril de 2006 a março de 2007): 16 cirróticos (14a2m±3a2m), 8 com hipertensão porta (HP) (12a±3a8m) do Setor de Gastroenterologia Pediátrica e 15 controles sem hepatopatia (14a5m±3a11m). Diagnóstico de cirrose foi definido por exame físico, exames complementares e/ou biópsia hepática. Etiologia da cirrose: HAI (8), AVB (5), deficiência de alfa1-antitripsina (1), PFIC (1) e criptogênica (1). Gravidade da cirrose pelo critério de Child-Pugh: A (14), B(1) e C (1). A causa da HP foi: TVP (4), FHC (3) e idiopática (1). O Mn no sangue foi quantificado por espectrofotometria de absorção atômica. Presença de hipersinal em T1 foi avaliada através da RM de crânio. Obtido termo de consentimento informado e aprovação pelo Comitê de Ética. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Nível de Mn sanguíneo nos controles: 15,64±6,61mgL, nos cirróticos: 26,23±14,56mgL (p=0,045) e em HP: 30,66±13,09mgL (p=0,025). Alteração na RM foi visualizada em 8/16 cirróticos, 8/8 com HP e em nenhum controle. O nível de Mn no sangue dos hepatopatas com RM normal foi de 18,45±8,38mgL e nos com RM alterada de 32,24±13,10mgL (p=0,021). Observou-se hipersinal em T1 em 100% dos pacientes com HP e em 50% dos cirróticos, mesmo naqueles com doença de leve intensidade, que foi correlacionado com os níveis de Mn sanguíneo.
QUANTIFICAÇÃO DO SINAL EM T1 NOS GÂNGLIOS DA BASE E ANÁLISE ESPECTROSCÓPICA AVALIADAS POR RESSONÂCIA MAGNÉTICA DE CRÂNIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM CIRROSE E CORRELAÇÃO COM EXAMES LABORATORIAIS
ANA FLOR H.CORNELY; RAQUEL B PINTO; PEDRO E FROEHLICH; EDUARDO H PITREZ; MAURÍCIO ANES; ANA CLÁUDIA R SCHNEIDER; TIAGO MULLER WEBER; LUCIA G GONÇALVES; THEMIS R SILVEIRA
INTRODUÇÃO: Hipersinal em T1 nos gânglios da base na ressonância magnética (RM) de crânio é achado freqüente em adultos hepatopatas crônicos. Poucos estudos quantificaram esta alteração ou realizaram a analise espectroscópica. OBJETIVOS:
Quantificar o sinal em T1 nos gânglios da base através de RM de crânio com espectroscopia em crianças e adolescentes cirróticas e correlacionar com exames laboratoriais. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal controlado (abril/2006 a março/ 2007) com 16 cirróticos (14a2m± 3a2m) do Setor de Gastroenterologia Pediátrica e em 15 controles normais (14a5m± 3a11m).
Diagnóstico de cirrose por exame físico, exames complementares e/ou biópsia. Causa da cirrose: hepatite auto-imune (8), atresia biliar (5), deficiência de alfa1-antitripsina (1), PFIC (1) e criptogênica (1). Gravidade da cirrose (critério de Child-Pugh): A (14), B(1) e C (1). Exames laboratoriais: INR, KTTP, TGO, TGP, FA, GGT, BT, BD, fator V, albumina, colesterol, amônia e manganês sanguíneo. Na RM de crânio foi quantificado sinal em T1 e realizada espectroscopia com n-acetilcisteína, colina e creatina no caudado (cabeça), núcleos lenticulares, tálamo e calculado índice pálido-talâmico (IPT). Obtido termo de consentimento informado e aprovação pelo Comitê de Ética. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Não houve diferença significativa entre a quantificação do sinal em T1 e na espectroscopia entre cirróticos e controles. IPT direito nos controles:
1,0134±0,0239 e cirróticos: 1,1501±0,1494 (p=0,024). Houve correlação entre IPT direito e TGO (r=0,54), fator V (r=-0,69), albumina (r=-0,54), amônia (r=0,46) e manganês no sangue (r=0,39). O IPT direito apresentou significativa correlação negativa com o fator V e foi o parâmetro que melhor identificou a presença de hipersinal em T1 nos cirróticos.
FATORES DE RISCO PARA MORTALIDADE INFANTIL EM PORTO ALEGRE DE 1996 A 2005
PAULINE ZANIN; ROBERTA PERIN LUNKES; ELISA GRANDO; JOÃO LEONARDO FRACASSI PIETROBELI;
MARILYN AGRANONIK; STELLA MARIA FEYH RIBEIRO; CLÉCIO HOMRICH DA SILVA; MARCELO ZUBARAN GOLDANI
O peso ao nascer é forte preditor da morbimortalidade infantil, porém pouco os estudo avaliaram a os fatores de risco para mortalidade infantil utilizando os atuais bancos de dados acessíveis na Secretaria Municipal de Saúde. Objetivo: fatores de risco em Porto Alegre considerando deferentes faixas de peso ao nascer . Metodologia: Foram utilizados dados de todos os nascidos vivos (SINASC) e óbitos de crianças menores de um ano de vida (SIM) de 1996 a 2004, em Porto Alegre. As variáveis analisadas foram: peso ao nascer, número de consultas pré-natal, idade e escolaridade materna, tipo de parto e hospital, número de nascidos vivos, sexo do RN, idade gestacional e taxa de desemprego; avaliada na mortalidade neonatal precoce, neonatal tardia e pós- neonatal. Resultados: O aumento no risco de mortalidade infantil foi observado nas crianças com peso ao nascer Conclusão: Os resultados do estudo demonstraram que o baixo peso ao nascer, o número reduzido de consultas pré-natal, e a idade gestacional menor que 37 semanas foram as variantes que mais influenciaram de forma negativa a mortalidade neonatal precoce e tardia e pós-neonatal.
PREVALÊNCIA DE PROFILAXIA PARA SANGRAMENTO DIGESTIVO RELACIONADO AO ESTRESSE NAS UTI PEDIÁTRICAS DE PORTO ALEGRE
TAISA ELENA DE ARAUJO; PAULO ROBERTO ANTONACCI CARVALHO; SANDRA MARIA G. VIEIRA
Introdução: Poucos estudos quantificam a ocorrência de sangramento gastrointestinal alto (HDA) em crianças internadas em unidades de terapia intensiva pediátrica (UTIP) e estabelecem a eficácia da profilaxia de lesão da mucosa relacionada ao estresse (LMRE). O uso rotineiro de medicamentos profiláticos para LMRE deve ser melhor avaliado. Objetivos: determinar a prevalência