ÍNDICE DE MORTALIDADE PEDIÁTRICA E TEMPO DE PERMANÊNCIA EM UTI PEDIÁTRICA TERCIÁRIA
EVANDRO BARBIERI; PAULO ROBERTO ANTONACCI CARVALHO, RICARDO MOMBELLI FILHO, ELIANA A.
TROTTA
Objetivos: Avaliar o risco de mortalidade na admissão de pacientes da UTI pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em relação ao tempo de permanência na unidade. Métodos: Estudo transversal observacional baseado no registro de admissão de pacientes e no banco de dados da UTI, de característica multidisciplinar. Foram estudadas as variáveis gerais dos pacientes admitidos no período de 1º de junho de 2003 a 31 de dezembro de 2005, bem como o tempo de permanência na UTI e o índice de mortalidade pediátrica (PIM-2). A amostra foi dividida em dois grupos, de acordo com a mediana de permanência na UTI: grupo 1 – menor ou igual à mediana e grupo 2 – maior que a mediana. Os pacientes também foram classificados em 10 categorias de risco de morte: 50%. Para comparação das mortalidades observada e esperada, foi empregado o teste goodness-of-fit de Hosmer- Lemeshow (calibração) e a área sob a curva ROC (discriminação) para o PIM-2. A performance geral do índice foi avaliada pela SMR (Standardized Mortality Ratio).Resultados: Foram avaliados 1155 pacientes, sendo 573 no grupo 1 e 582 no grupo 2, de acordo com a mediana de permanência na UTI, de 3,8 dias (IQ 1,9 – 8,1 dias). A maioria dos pacientes (54%) foi do sexo masculino, com mediana de idade de 14 meses (IQ 4 – 61) e taxa de mortalidade de 10,8%. Na comparação entre os grupos, o teste de discriminação foi semelhante para ambos; o teste de calibração do grupo 1 mostrou melhor performance que o do grupo 2, corroborado pela SMR mais próxima de 1,0 naquele grupo. Conclusões: a discriminação entre os sobreviventes e não- sobreviventes da UTI foi mais próxima da realidade no grupo 1, indicando que o risco de mortalidade (PIM-2) tem maior capacidade de predição quanto menor a permanência na UTI.
INFLUÊNCIA DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) E SEDENTARISMO DOS PAIS E HISTÓRIA FAMILIAR DE HIPERTENSÃO (HAS) SOBRE O IMC E A PRESSÃO ARTERIAL (PA) DE CRIANÇAS SAUDÁVEIS DE 2-6 ANOS NOEMIA PERLI GOLDRAICH; CARMEN PILLA; MARCELA BIERNAT
Objetivo: avaliar a influência no IMC e na PA de crianças saudáveis do: (1) IMC e sedentarismo dos pais; (2) história familiar de HAS; (3) IMC da criança. Material: 216 crianças (112 meninas, 104 meninos) e 359 pais (199 mães/160 pais). Método: o IMC foi calculado. Para a interpretação, foram usadas as tabelas WHO-2006 para crianças < 60 meses e as do CDC-2000 para as > 60 meses. Considerou-se num único grupo as crianças com sobrepeso e obesidade. A história familiar de HAS (pais/avós) e dados da atividade física dos pais foram obtidos através de questionário objetivo. Resultados: IMC -Grupo com idades de 24-60 meses (n=58): aumentado em 16 (28%) das crianças e, em 25/53 (47%) das mães e, em 22/48 (46%) dos pais. Grupo com idades de 60- 87meses (n=158): aumentado em 51 (32%) das crianças e, em 60/135 (44%) das mães e, em 76/112 (68%) dos pais. Médias da PA (mmHg): Grupo com idades de 24-60 meses com IMC normal: 91,09 + 5,71 (sistólica) e 55,51 + 8,33 (diastólica) – com IMC aumentado: 92,06 + 6,68 (sistólica) e 55,23 + 7,41 (diastólica). Grupo com idades de 60-87meses com IMC normal: 92,63 + 5,79 (sistólica) e 55,08 + 8,13 (diastólica) - com IMC aumentado: 100,15 + 6,02 (sistólica) e 58,98 + 7,76 (diastólica). Houve associação (p=0,032) entre aumento no IMC dos pais e aumento do IMC no grupo > 60meses. O sedentarismo dos pais não influenciou o IMC das crianças. Houve associação (p < 0,001) entre PA e IMC no grupo > 60 meses. A história familiar não influenciou a PA. Conclusão: para agir positivamente nos níveis de PA das crianças é necessário prevenir o aumento do IMC antes dos 60 meses.
AVALIAÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA EDUCATIVA PARA PROMOÇÃO DE PRÁTICAS ADEQUADAS EM RELAÇÃO AO POSICIONAMENTO DO BEBÊ NO BERÇO
ROBERTO MÁRIO SILVEIRA ISSLER; ELSA REGINA JUSTO GIUGLIANI, PAULO JOSÉ CAUDURO MARÓSTICA, ADRIANA ROSA MILANI, ANELISE SCHIFINO WOLMEISTER, BIANCA FERNANDES SARTURI, DANIELA OLIVERIA PIRES, DANUSA GRAEFF CHAGAS PINTO, LUIS FELIPE SILVA SMIDT, MANOELA CHITOLINA VILETTI, MATEUS BREITENBACH SCHERER
A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é definida como a morte no leito de um bebê menor de um ano, sem motivo aparente e com necropsia inespecífica. A prevalência da SMSL no Brasil é estimada em 1,5 /1000 bebês nascidos vivos. Sabe-se que o posicionamento do bebê no berço é um fator associado à mortalidade por SMSL. Em diversos países do mundo as mães são orientadas para colocar seus bebês para dormir em seus berços em posição supina. Em nosso país pouco é feito para a prevenção da SMSL. Objetivos Avaliar o impacto de uma estratégia educativa para promover conhecimentos e práticas adequadas sobre posição correta do bebê no berço. Material e métodos De setembro de 2005 a setembro de 2006 foram alocadas 233 mães de recém-nascidos normais na Maternidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. As mães eram randomizadas para dois grupos.
O grupo intervenção recebia, além da orientação rotineira, uma orientação verbal e um folheto sobre a posição correta do bebe no berço – em posição supina.O grupo controle recebia a orientação rotineira da equipe da unidade. No 3º. e 6º. mês de vida do bebê era feita uma visita domiciliar, quando a mãe demonstrava qual a posição que o bebê era colocado para dormir. Resultados e conclusões Após análise estatística, apenas a orientação recebida no hospital foi a variável que se mostrou significativa em relação à posição do bebê no berço. Na visita de 3º. mês, 43% das mães do grupo intervenção colocavam o bebê para dormir em posição supina, contra 24% do grupo controles (p = 0,009). As mães que receberam orientação e o folheto tinham uma chance 1,6 vez maior de colocar seus bebês para dormir na posição supina do que as mães que receberam a orientação da Maternidade do HCPA.
Concluímos que a intervenção promoveu mudança de conhecimentos e práticas das mães sobre como posicionar adequadamente o bebê no berço.
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COMPLICAÇÕES ANESTÉSICAS EM PROCEDIMENTOS DE PEQUENO PORTE NA ONCOLOGIA PEDIÁTRICA CLARICE FRANCO MENESES; COPETTI, F; FREITAS, J; CASTRO JR, CG; PANDIKOW, H; BRUNETTO, AL
INTRODUÇÃO: Procedimentos de pequeno porte como o aspirado e/ou biópsia de medula óssea, a punção lombar e a quimioterapia intratecal são realizados com freqüência no tratamento de crianças com câncer. O objetivo é avaliar a incidência de complicações anestésicas relacionadas à realização destes procedimentos. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo prospectivo com dados coletados entre nov/03 e ago/05. Incluídos pacientes menores de 21 anos, com diagnóstico de neoplasia, atendidos pelo Serviço de Oncologia Pediátrica e submetidos a procedimentos de pequeno porte no CCA do HCPA. Foram registradas as intercorrências trans e pós-operatórias. As drogas e a técnica anestésica foram escolhidas pelo anestesista. RESULTADOS: Cento e trinta e sete pacientes foram submetidos a 423 procedimentos sob anestesia geral. Eram do sexo masculino 65% das crianças. A média de idade foi de 7,5 anos (0,2 a 21) e ASA II 98%. Pacientes com leucemias e linfomas perfizeram 86,4% ficando o restante nos tumores sólidos. Cerca de noventa por cento dos procedimentos não apresentaram intercorrências trans-operatórias. Em 5%
deles foram necessárias manobras simples com ajuste de oxigenação e em 5% o uso de medicações endovenosas. Somente um paciente internou em decorrência do procedimento, por dor lombar no pós-operatório, com suspeita de hematoma subdural não confirmado. Não houve evento adverso grave no trans-operatório ou no pós-operatório que demandasse reanimação cardiorespiratória ou internação em unidade de terapia intensiva. CONCLUSÃO: Os procedimentos de pequeno porte sob anestesia geral, em crianças em tratamento para neoplasia, realizados em centro cirúrgico ambulatorial, sob monitorização adequada e com profissionais treinados, apresentam baixa morbidade e podem ser realizados com segurança.
AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR EM PACIENTES COM ASMA
MARIA ÂNGELA MOREIRA; PAULINE ZANIN, RENATA HECK, PEDRO BARCELOS, LUCIANA TESSER, SERGIO MENNA BARRETO
O aumento da força dos músculos respiratórios representa uma resposta adaptativa à obstrução das vias aéreas. A asma aumenta a carga da bomba ventilatória por causar aumento da resistência das vias aéreas, volumes pulmonares e ventilação minuto. Os músculos inspiratórios suportam a maioria desta carga , enquanto o recrutamento dos músculos expiratórios é relativamente menor. Há possibilidade que ocorra fraqueza ou fadiga da musculatura inspiratória na asma contribuindo para piora da dispnéia e insuficiência ventilatória. Objetivo: Avaliar o comportamento da pressão inspiratória máxima (PImax) e da pressão expiratória máxima (PEmax) em pacientes asmáticos com obstrução das vias aéreas de graus variados (classificadas como leve(DVOL), moderada(DVOM) e grave(DVOG) de acordo com as DPFP de 2002) e a influência do broncodilatador(BD) nas mesmas.
Metodologia: Incluímos no estudo pacientes asmáticos adultos submetidos a espirometria e mensuração das pressões respiratórias máximas, na Unidade de Fisiologia Pulmonar do HCPA. Utilizamos equipamentos da marca Jaeger para ambos os testes. Os exames foram realizados antes e após 20 minutos do uso do broncodilatador(BD). Resultados: O grupo ficou constituído de 34 pacientes (29 mulheres e 5 homens) com média de idade de 53 anos. Encontramos 4 indivíduos com espirometria normal e 30 com DVO: 13 leves, 9 moderados e 8 graves. A PEmax média foi 74cmH2O, a PImáx média foi 60cmH2O e o VEF1 (Volume Expiratório Forçado no 1ºsegundo) foi 1432mL(60%). A variação após o BD foi 8,43 cmH2O na PEmax, 4,75 cmH2O na PImax e 192mL no VEF1. A correlação entre a PEmáx e o VEF1 não foi significativa (P=0,29, p>0,01). A correlação entre a PImax e o VEF1 foi significativa (P=0.467, pConclusão: Na amostra estudada, os resultados sugerem que o aumento da obstrução (evidenciada pela redução do VEF1) e a redução da PImáx estão correlacionados. O efeito do BD não ocasionou variação significativa em nenhum dos parâmetros estudados.
SEGURANÇA E EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM RECÉM-NASCIDOS PRÉTERMO TALITHA COMARU; ELIEREZ SILVA
Estudos sobre fisioterapia respiratória neonatal têm freqüentemente apresentado resultados sem detalhar adequadamente o delineamento e o rigor metodológico com que foram realizados. Visando conhecer a segurança e eficácia da fisioterapia em recém-nascidos pré-termo, internados em unidades de terapia intensiva neonatal, este trabalho procedeu à revisão crítica de estudos clínicos sobre o tema publicados no período de 1994 a 2007. Na análise dos estudos encontrados, foram considerados o delineamento do estudo, cálculo amostral, controle de vieses de seleção e aferição, formação do profissional que realiza o atendimento, análise dos dados, mensuração do desfecho principal, técnica de fisioterapia utilizada, descrição da técnica e possibilidade de reprodução pelo leitor. Foram analisados seis estudos, cujos resultados são divergentes. Esta revisão conclui que são necessários estudos qualificados sobre o tema, com possibilidade de reprodução ou simulação da técnica por parte do leitor, visando estabelecer protocolos seguros para a realização de fisioterapia respiratória em recém-nascidos pré-termo e definir padrões desejáveis de atendimento.
CONTENÇÃO POSTURAL EM RECÉM-NASCIDOS PRÉTERMO TALITHA COMARU; ERNANI MIURA
Objetivo: Determinar os efeitos de um protocolo de contenção postural sobre a estabilidade fisiológica e comportamental de recém-nascidos pré-termo quando submetidos à troca de fraldas. Método: Ensaio clínico de randomização cruzada com 47 recém- nascidos de peso ao nascer (PN) < 2000g e idade gestacional (IG) < 35 semanas internados no Serviço de Neonatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os bebês foram avaliados com e sem o uso da intervenção proposta, que se trata do posicionamento do bebê em um "ninho", previamente produzido com toalhas enroladas de forma a dar contenção ao redor de todo o corpo, cabeça, costas, membros e dando apoio aos pés. Durante a observação como Controle, foi considerado o modelo de cuidado utilizado no serviço, que propõe intervenções específicas quanto ao posicionamento, mantendo o bebê apoiado com rolos de cueiros macios, posicionado em decúbito lateral ou ventral com os membros agrupados junto ao corpo.Uma Planilha de Avaliação foi elaborada para investigar os efeitos deste protocolo de Contenção Postural cinco minutos antes, imediatamente após, cinco minutos após e dez minutos após a realização de troca de fraldas.Resultados: A comparação entre os grupos mostrou maior Frequência Cardíaca (p=0,012), e menor Escore de Retraimento, Mímica Facial e Escore Facial de Dor (p<0,0001) no
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grupo Intervenção em relação ao grupo Controle. Conclusão: Os resultados desse estudo apontam para um efeito favorável da intervenção proposta sobre a estabilidade fisiológica e comportamental, com redução nos sinais de dor estresse durante a troca de fraldas.
IMPACTO DA INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA: AVALIAÇÃO DE MORBIDADE NO DESEMPENHO COGNITIVO E GLOBAL
PATRÍCIA TOLLENS ALIEVI; PAULO ROBERTO ANTONACCI CARVALHO, RICARDO MOMBELLI FILHO, ELIANA DE ANDRADE TROTTA
Introdução: A avaliação de desfechos na UTI ainda está voltada quase que exclusivamente para os desfechos “morte” ou
“sobrevida” ou taxa de complicações relacionadas com alguma terapia específica. Indicadores de morbidade são auxiliares importantes, mas podem ser difíceis de quantificar, particularmente em crianças. Objetivos: Avaliar o impacto da internação sobre desempenhos cognitivo e global em crianças admitidas na UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Métodos:
Estudo longitudinal, observacional de amostra de conveniência com crianças criticamente doentes. Foram utilizados os indicadores PIM (Pediatric Index of Mortality), para gravidade e risco de morte na admissão, PCPC (Pediatric Cerebral Performance Category), para morbidade cognitiva, e POPC (Pediatric Overall Performance Category), para morbidade global, na admissão e na alta, e os escores delta, para morbidade relacionada à UTI. Foi empregado o teste de Kruskal-Wallis para comparação de indicadores considerando um a=0,05. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição e solicitada concordância dos pais para participação no estudo. Resultados: Foram avaliados 443 pacientes, 54% do sexo masculino, com idade de 12 meses (IQ 4–45), permanência na UTI de 4,24 dias (IQ 2,4–8) e taxa de mortalidade de 6,3%. O PIM da admissão foi de 2,36% (IQ 1–7%), com 43% dos pacientes admitidos por doença respiratória. Na admissão, 46% dos pacientes tinham algum grau de morbidade cognitiva e 66% de morbidade global. Na alta, 60% de morbidade cognitiva e 86% de morbidade global. Na avaliação de morbidade relacionada à UTI, 25% dos pacientes mostrou variação na área cognitiva, enquanto 41% mostrou variação global na alta em comparação à admissão. Conclusões: ainda que influenciado por elevado grau de morbidade na admissão, o impacto da internação na UTI é mais importante no domínio global do que no cognitivo.
PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM
CARLA PATRICIA OLIVEIRA PARRELA; ARAUJO,E.A.R.; GARCIA, A.M.L.; FISH, J.M.; FONSECA,S.B.L.; MATTOS, A.M.; MORAIS, N.M.M.; MULLER, C. PAPALEO, C.A.P.; OHLWEILER,L.; RANZAN, J.; RIESGO, R.S.; WINCKLER, M.I.B.
Introdução:Dificuldade de aprendizagem é uma queixa comum em neurologia infantil e seu estudo vem ganhando espaço entre professores, pedagogos, psiquiatras, pediatras e neurologistas. Objetivo:Avaliar o perfil dos pacientes atendidos no ambulatório de dificuldade de aprendizagem Material e métodos:Analisamos os aspectos demográficos,escolaridade,queixas de desatenção, hiperatividade, problemas comportamentais, comorbidades, antecedentes pré e pós natais e desenvolvimento neuropsicomotor(DNPM). Os pacientes foram submetidos ao exame neurológico, evolutivo e das funções corticais, eletroencefalograma (EEG), avaliação psicodiagnóstica e psicopedagógica. Resultados:Foram avaliadas 171 crianças sendo 32,8%
do sexo feminino e 67,2% do sexo masculino. As idades variaram de 7 a 16 anos, 33,9% pacientes eram procedentes de Porto Alegre e 57,8% do interior. A escolaridade variou da primeira a oitava série.Queixas de hiperatividade estavam presentes em 46,1%, desatenção em 67,2% e de problemas comportamentais em 29,2% dos pacientes. Em 30,4% tinham antecedentes pré- natais, 25,7% antecedentes neonatais, 41,5% comorbidades e em 67,8% história de atraso do DNPM, 8,1% tinham alteração no exame neurológico, 39,7% no exame neurológico evolutivo e 54,3% no exame de funções corticais.O EEG estava alterado em 32,1% dos pacientes.Dos avaliados pela psicologia 59% tinham limitação intelectual.Em 8,9% foram diagnosticados transtorno primário de aprendizagem após avaliação psicopedagógica. O diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) foi feito em 17,9% e em 15,3% havia causas neurológicas associadas. Conclusão:Na grande maioria dos casos a dificuldade de aprendizagem é secundária a uma doença de base, sendo menos freqüente os transtornos primários da aprendizagem.
A INFLUÊNCIA DO NÍVEL DE ESCOLARIDADE DE MÃES DE CRIANÇAS COM FIBROSE CÍSTICA NAS CONSEQÜÊNCIAS DA SEVERIDADE DA DOENÇA
ANDRES FELIPE GONÇALVES PAIM; JEFFERSON VERONEZI; MARCELO RIEDER, CLÁUDIO RICACHINEVSKY A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética de caráter autossômico recessivo, caracterizada pela disfunção generalizada das glândulas exócrinas. É uma doença crônica que modifica a estrutura familiar, mas que a sobrecarga recai principalmente sobre a figura materna. Este estudo busca identificar a influência do nível de escolaridade de mães de pacientes com FC e suas conseqüências na severidade da doença. Através de uma revisão do prontuário de 30 pacientes com FC na Unidade de Pneumologia Infantil do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, analisou – se as espirometrias (VEF1, CVF, Tiffeneau e FEF 25- 75%) e Escore de Shwachman comparando com os anos de estudos completos das mães destes pacientes. A média de idade dos pacientes foi de 8,5 anos (±1,80), sendo que 15 (50%) eram do sexo masculino, apenas 6 pacientes estavam internados e os demais eram de nível ambulatorial. Dos 30 pacientes, 24 (79,9%) apresentaram uma cultura de escarro com S. aureus e 8 (26,5%) com P. aeruginosa. O escore de Shwachman foi classificado como bom, com média de 80,73 (± 11,96). No teste de função pulmonar (espirometria), 13 (43,3%) apresentaram normalidade no exame e 9 (30%) distúrbio obstrutivo leve. A média do VEF1 ficou em 86,17% (± 21,13), da CVF em 86,87% (± 19,69), do Tiffeneau em 99,10% (± 11,93) e do FEF 25-75% em 64,52% (±
30,18). A média dos anos de estudos das mães ficou em 9,15 anos (± 3,43). Através dos resultados da análise, utilizando o coeficiente de correlação de Pearson, não existe correlação significativa entre as variáveis da severidade da doença e os anos de estudos das mães. Conclui-se que os pacientes estavam clinicamente estáveis e que a escolaridade das mães era elevada.
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FATORES ASSOCIADOS À APNÉIA DA PREMATURIDADE NA PRIMEIRA SEMANA DE VIDA RENATA ROSTIROLA GUEDES; CLAUDIA HENTGES; RENATO PROCIANOY; RITA SILVEIRA
Introdução: Em recém-nascidos pretermos os mecanismos de controle da respiração ainda não estão completamente desenvolvidos, o que os torna suscetíveis à apnéia da prematuridade. Objetivo: Avaliação dos fatores associados à apnéia da prematuridade em pretermos com peso de nascimento entre 1000 e 2000 gramas. Materiais e métodos: Estudo de coorte prospectivo. Foram acompanhados 95 pacientes com peso de nascimento entre 1000 e 2000 gramas e idade gestacional menor do que 37 semanas durante a primeira semana de vida. Esses foram divididos em dois grupos quanto a presença ou não de apnéia nesse período. Resultados: O grupo com apnéia apresentou maior classificação de peso como adequado para idade gestacional, (56,8 %, p 0,037), maior freqüência de doença da membrana hialina e sepse (p< 0,01) e maior número de parto vaginal (62,5%, p 0,019). A média da idade gestacional nos recém-nascidos que apresentaram apnéia foi 31,45 semanas (desvio-padrão 1,9) e nos que não apresentaram foi 33,57 semanas (desvio-padrão 1,3), sendo p< 0,01. A média de peso dos recém-nascidos que apresentaram apnéia foi 1474 gramas (desvio-padrão 313,8) e dos que não apresentaram foi 1716 gramas (desvio-padrão 208,5), sendo p < 0,05. Conclusão: Recém-nascidos pretermos com baixo peso ao nascer, sepse, doença da membrana hialina e nascidos de parto via vaginal têm maior risco de apresentar apnéia da prematuridade.
RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DE BEBÊS PRÉ-TERMOS SUBMETIDOS À POSIÇÃO PAI-CANGURU ALINE DA ROSA MILTERSTEINER; ANDRESSA ALINE DAL
Método Canguru é definido como contato pele-a-pele entre o bebê de baixo peso e seus pais, contato precoce, prolongado e contínuo, iniciado no hospital e podendo ser mantido em casa após alta hospitalar. O objetivo deste estudo foi avaliar as respostas fisiológicas - freqüência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, temperatura axilar e freqüência respiratória - dos bebês pré- termos de baixo peso e a temperatura corporal dos pais que realizaram as Posições Mãe-Canguru e Pai-Canguru. Foram estudados 17 pré-termos clinicamente estáveis e em ventilação espontânea. Os bebês foram distribuídos em grupos: Mãe-Canguru e Pai- Canguru, para estudo de intervenção, de amostras pareadas, sendo cada paciente controle de si mesmo. Os dados foram registrados no primeiro minuto, aos trinta e aos sessenta minutos de intervenção. Utilizou-se teste t de Student para comparação das médias e de correlação de Pearson para correlação entre médias das respostas fisiológicas entre grupos. Os bebês apresentaram medianas para idade gestacional de 33 semanas, para peso pós-natal de 1800g (grupo Mãe-Canguru) e 1840g (grupo Pai-Canguru) e para idade pós-natal 16 dias de vida. As respostas fisiológicas dos bebês foram semelhantes entre grupos no primeiro minuto e aos trinta minutos da intervenção. Observou-se diferença estatística significante na freqüência cardíaca aos sessenta minutos (P=0,023), entre os grupos. Houve correlação forte para temperatura do bebê em comparação aos pais aos trinta minutos, em ambos grupos, sendo no grupo Mãe-Canguru o coeficiente de correlação de 0,657 (P= 0,004) e no grupo Pai- Canguru de 0,670 (P=0,003). Também foi encontrada correlação forte para temperatura do bebê aos sessenta minutos, com coeficiente de correlação de 0,664 (P=0,005) no grupo Pai-Canguru.
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO E SAÚDE EM UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE CAXIAS DO SUL, RS
ALINE DA ROSA MILTERSTEINER; FRANCIELE CERVELIN, ROBERTA BONATO PONGILUPPI, RÚBIA TRAPP BOENO, CAROLINE BENEDETTI SATIÊ, MATHEUS LUCIANO PAIM BORTOLOTO, LUCAS DALLE MOLLE
Há importância da participação do Fisioterapeuta na escola de educação infantil quanto ao acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor e detecção de alterações cinético-funcionais, com intuito de prevenir tais alterações e intervir quando estas ocorrerem ou iniciarem na infância. Os objetivos do projeto serão avaliar as condições e alterações de saúde e do movimento das crianças em âmbitos individual e coletivo, no ambiente escolar; realizar encaminhamentos a serviços especializados, quando necessário; propor intervenções fisioterapêuticas quando indicado e apresentar à Equipe de Educação os resultados. Os acadêmicos foram instrumentalizados para avaliação e acompanhamento infantil após participação no grupo de estudos em Fisioterapia Pediátrica proposto previamente às visitas na escola. Estão envolvidas neste projeto 81 crianças da Casa da Criança Jardelino Ramos, Caxias do Sul, RS. Quanto às características que descrevem a população assistida, teve-se que a idade das crianças ficou entre 2 e 3 anos. As medianas das variáveis analisadas foram: idade dos pais: 26 anos; idade das mães: 27 anos, escolaridade dos pais: 8 anos de estudo; renda familiar: 2 salários-mínimos; irmãos: nenhum. Em relação as medidas antropométricas, a mediana de classificação do peso para a idade ocorreu entre os percentis 10 e 25 e da altura para a idade entre os percentis 25 e 50. Foram feitas orientações às professoras referentes à prevenção de Acidentes na Infância e intervenções para melhora na qualidade de trabalho e bem-estar das mesmas durante suas atividades na escola de educação infantil.
PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO AMBULATÓRIO DE FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA DA FACULDADE DA SERRA GAÚCHA (FSG)
ALINE DA ROSA MILTERSTEINER; ROBERTA BONATO PONGILUPPI, RÚBIA TRAPP BOENO, FRANCIELE CERVELIN, MATHEUS LUCIANO PAIM BORTOLOTO, CAROLINE BENEDETTI SATIÊ, LUCAS DALLE MOLLE O estudo do desenvolvimento infantil é um dos aspectos de maior importância no atendimento ambulatorial em Pediatria e Puericultura. Há importância da realização de avaliações fisioterapêuticas-pediátricas para triagem de pacientes com diferentes tipos de alterações de suas condições de saúde, para identificação da população assistida e suas necessidades, estabelecendo o campo de atuação fisioterapêutica e as possibilidades de encaminhamento a outros serviços, devido a intenção de promover atendimentos ambulatoriais, com participação dos acadêmicos. Configurada eminentemente no Campo da Fisioterapia, esta atividade tem relevância pelos aspectos de possibilidade prática, proporcionando a vivência acadêmica, possibilitando a criação de um Ambulatório de Referência, de importante caráter interdisciplinar, para a Comunidade e para a Região. De acordo com suas características, este será o único serviço de Fisioterapia em Pediatria oferecido na Região Nordeste do Estado, tanto aos usuários do Sistema Único de Saúde quanto aos demais pacientes. Os objetivos deste relato são descrever o funcionamento e as atividades do Ambulatório de Fisioterapia Pediátrica. Serão decorrências naturais deste ambulatório: a avaliação e o acompanhamento