IMPLANTAÇÃO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO PERMANTE EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE PELOTAS-RS
SIMONE COELHO AMESTOY; VIVIANE MARTEN MILBRATH; RITA DE CÁSSIA DO NASCIMENTO; PAULA FIGUEIREDO; MAIRA BUSS THOFEHRN
A Política Nacional de Educação Permanente consiste em ser uma estratégia proposta pelo Ministério da Saúde, conforme a Portaria 198/GM/MS, com a finalidade de formar e capacitar profissionais da saúde para atenderem as reais necessidades populacionais, preservando os princípios do Sistema Único de Saúde. Através do desenvolvimento deste estudo, objetivamos relatar nossa experiência perante a implantação de um projeto de educação permanente em uma Unidade de Terapia Intensiva localizada em um hospital de médio porte de Pelotas-RS. Participaram da implantação do projeto cinco enfermeiras que atuam diariamente no setor. Após a realização de uma pesquisa qualitativa na unidade em questão, constatamos o desejo da equipe de enfermagem ter a sua disponibilização atividades de educação permanente, com o intuito de manterem-se informados sobre alguns conhecimentos vinculados ao cotidiano profissional. Desta forma, criamos um painel posicionado no posto de enfermagem, a fim de expormos trabalhos, quinzenalmente, contendo assuntos de interesse dos profissionais, relacionados à sua prática. Assim, vislumbramos sanar as dúvidas e promover um maior crescimento profissional, reduzir os riscos de iatrogenias, bem como melhorar a qualidade da assistência oferecida aos pacientes internados nesta unidade.
O CUIDADO DE SI NA PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UMA UTI GERAL DE PELOTAS-RS SIMONE COELHO AMESTOY; VIVIANE MARTEN MILBRATH; PAULA FIGUEIREDO; MAIRA BUSS THOFEHRN O cuidado de si é compreendido como a preocupação com o auto-cuidado, ou seja, o cuidado do eu. O contato estabelecido entre profissional e paciente nunca ocorre de forma neutra, pois carregamos conosco nossos valores culturais, ou seja, preconceitos, atitudes, por isso cuidar do cuidador é essencial para que possamos cuidar terapeuticamente dos outros. Objetivamos com o desenvolvimento do presente estudo conhecer as estratégias utilizadas pela equipe de enfermagem, com vistas à realização do cuidado de si no ambiente de trabalho. Esse estudo contempla uma metodologia descritiva exploratória à luz de uma abordagem qualitativa, no qual participaram sete profissionais de enfermagem. A coleta de dados foi realizada na Unidade de Terapia Intensiva Geral de um hospital de médio porte da cidade de Pelotas-RS, através de entrevistas semi-estruturadas. Após a análise dos dados percebemos que a maior parte dos participantes evitam o envolvimento emocional com os pacientes. Esta atitude é entendida como uma auto defesa, a fim de evitar o sofrimento pessoal. Outros acreditam, porém, que o uso de equipamentos de proteção individual é uma forma de estar cuidando de si. Em relação ao não envolvimento emocional, cabe ressaltar, que esta atitude pode gerar um cuidado frio e impessoal. Por isso, com intuito de evitarmos que isto aconteça, salientamos que tal forma de cuidado pode ser amenizada pela capacitação contínua da habilidade emocional do trabalhador, de modo a criar alternativas para a superação das frustrações presentes no trabalho.
OS DISCURSOS DAS ENFERMEIRAS SOBRE A MORTE E O MORRER: VONTADE DE VERDADE?
KAREN SCHEIN DA SILVA; MARIA HENRIQUETA LUCE KRUSE
Falar sobre a morte e o morrer não é uma tarefa fácil, pois essas palavras acionam mecanismos cerebrais que afloram nossas referências de vida. Aceitar o fato de que nossa existência, bem como a das pessoas que amamos, tem um “prazo de validade”
desconhecido, é árduo. Esse medo do desconhecido torna a morte uma questão difícil de ser discutida, enfrentada e pesquisada.
Dessa maneira propomos olhar para a morte e o morrer como uma construção social, histórica e cultural. Para tanto, nos aproximamos do campo dos Estudos Culturais, especificamente da vertente pós-estruturalista, para vislumbrar discursos de periódicos brasileiros de enfermagem e conhecer como os saberes, a cerca da temática proposta, são veiculados, pelas enfermeiras nessa mídia. O corpus da pesquisa foram artigos da Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn) e da Revista Gaúcha de Enfermagem, desde a sua fundação. Nas análises utilizamos as ferramentas do saber, discurso, poder, poder disciplinar e sujeito propostas por Michel Foucault. Analisamos os artigos, tendo em vista sua periodicidade, tentando estabelecer ligações entre os textos e os acontecimentos da época. Os discursos presentes nas publicações permitiram a construção de quatro categorias: a morte silenciada e ocultada (1934-1979); travando uma luta contra a morte (1980-1989); a morte em cena: multiplicidade de facetas (1990-1999) e a morte e os cuidados paliativos: mudança de paradigma (2000-2005). O estudo destaca o modo como as publicações de enfermagem operam na produção dos saberes sobre a morte e o morrer subjetivando as enfermeiras.
VIVENCIANDO O SER ENFERMEIRA NA UNIDADE DE INTERNAÇÃO CIRÚRGICA 3° SUL DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
KAREN SCHEIN DA SILVA;
Introdução. Na última etapa do curso de enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a acadêmica de enfermagem precisa concluir a disciplina do Estágio Curricular II desenvolvida integralmente em campo de estágio. O objetivo desse estágio é promover a formação acadêmica do aluno, por meio de um período de experiência profissional, vivenciando as diversas atuações da enfermeira. Entendo que esse estágio compreende uma etapa singular na formação acadêmica, pois permite conectar a teoria, aprendida durante a graduação, com as diversas situações profissionais além de aperfeiçoar habilidades técnicas e gerenciais do atendimento de enfermagem. Assim, ele contribui para a formação profissional do aluno e oportuniza inúmeras vivências como enfermeira. Objetivo. Demonstrar a experiência de uma acadêmica de enfermagem, do último semestre do curso, do ser enfermeira em uma unidade de internação cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Metodologia. Relato de Experiência. Resultados e Considerações Finais. O estágio curricular é fundamental para a complementarização da formação acadêmica, pois contribui para o crescimento e amadurecimento da profissional que está se formando, já que oportuniza à aluna de graduação assumir as funções da enfermeira o que proporciona maior segurança técnica e administrativa para desempenhar as
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atividades profissionais no campo de trabalho futuro. Essa experiência possibilita aperfeiçoar as habilidades de resolutividade de problemas, de relacionamento interpessoal bem como de gerenciamento o que colabora para o desenvolvimento do ser enfermeira.
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE FISSURAS ORAIS
CAMILA LEMOS; ANA PAULA VANZ; MÍRIAM NEIS; TÊMIS MARIA FELIX
Introdução: O Programa de Prevenção de Fissuras Orais é um ensaio clínico duplo cego randomizado que está sendo desenvolvido pelo Serviço de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, juntamente com outros centros brasileiros e dos Estados Unidos. Objetivos: Redução da recorrência de fissuras de lábio e palato não sindrômicas em mulheres de alto risco através da suplementação com ácido fólico no período periconcepcional. Temos que hipótese principal que a redução do risco será maior no grupo submetido a alta dose de ácido fólico. Materiais e Métodos: em torno de 6000 mulheres estão sendo recrutadas para participar do estudo em todo o Brasil.. Estes sujeitos são mulheres portadoras de fissura lábio-palatina ou que sejam mães de portadores. Será administrado aleatoriamente comprimidos contendo 0,4mg ou 4mg de ácido fólico, de aparência idêntica. A inclusão no estudo é feita através de entrevista direta com as pacientes, utilizando formulários com perguntas fechadas com a finalidade de verificar se a mulher em questão preenche os critérios de inclusão, assinatura de termos de consentimento e obtenção de amostra sangüínea para análise de folato sérico, folato eritrocitário e vitamina B12. Resultados e conclusões: Até o momento (julho de 2007) foram incluídas 128 participantes no HCPA. Foram observadas 14 gestações, com nascimento de 9 crianças. Quatro gestações resultaram em abortamento espontâneo. Estamos na fase de coleta de dados e pretendemos incluir no HCPA 600 indivíduos até o final do projeto.
PERCEPÇÕES DA ENFERMAGEM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO AO PACIENTE TERMINAL
JÉSSICA OLIVEIRA; LISNÉIA FABIANI BOCK
Introdução: O cuidado, o carinho, a compreensão e o interesse pelo outro estão intimamente ligados à enfermagem e é por este motivo que a humanização deve estar incluída em sua filosofia de trabalho. Principalmente se considerarmos que a UTI é uma unidade complexa, onde vidas estão em jogo e a tecnologia é um fator determinante. Objetivo principal: conhecer os sentimentos e percepções da Enfermagem na UTI sobre a humanização do cuidado ao paciente terminal. Materiais e métodos: Estudo descritivo com abordagem qualitativa realizado na UTI de uma instituição privada de Porto Alegre/RS em setembro de 2006.
Foram entrevistados 11 colaboradores de enfermagem através de um questionário semi-estrututrado, cujas respostas foram gravadas em fita cassete. Após, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin (1977). Resultado: Após a análise dos dados, quatro categorias distintas relacionadas ao processo de cuidado ao paciente em terminal puderam ser formadas:
“Humanizando o cuidado no final da vida – o conforto ao paciente terminal”, “O difícil relacionamento com a família”, “A morte como companheira de trabalho” e “Sentimentos em relação ao cuidado”, Conclusão: Ficou evidenciado que a impotência diante da morte causa sentimentos de frustração e angústia, sendo que alguns desenvolvem mecanismos de defesa como não se envolver, ocasionando um afastamento da equipe. Há preocupação apenas com o conforto e bem estar - físico dos pacientes. O relacionamento com os familiares mostrou-se difícil, visto que existem falhas no processo comunicacional entre família e equipe, gerando angústia e apreensão. Em alguns relatos a morte é considerada como rotina de trabalho não causando tanto impacto.
Geralmente, a morte de pessoas mais idosas é mais bem aceita pela enfermagem, porém quando envolve pacientes jovens, gera o afastamento da equipe, além de sentimentos citados anteriormente.
PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA: NOVA ABORDAGEM SOBRE O ESTUDO DOS INDICADORES DE PREVENÇÃO
SOFIA LOUISE SANTIN BARILLI; ROBERTA KONRATH; JULIANA DOS SANTOS COSTA; TALITA CARDOSO;
LIDIANE BITENCOURT SANTIAGO; LIDIANE DA SILVA LOPES; LORIANE RITA KONKEWICZ; DÉBORA FEIJÓ VILLAS BOAS VIEIRA.
Introdução. A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) tem alta prevalência nas unidades de terapia intensiva e é alvo de diferentes estratégias que tentam prevenir sua ocorrência em relação às infecções hospitalares. Assim, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), foi elaborado um protocolo assistencial destinado ao atendimento de pacientes portadores de VM que incluiu a participação de diversos serviços. Objetivo. Avaliar seis indicadores de medidas relacionadas à prevenção de PAVM no Centro de Terapia Intensiva do HCPA. Método. O processo de avaliação vinha sendo realizado, nos turnos da manhã e da tarde, diariamente por três acadêmicas de Enfermagem, além de duas noites por semana e, a partir de junho de 2007, as avaliações noturnas foram expandidas, totalizando cinco coletas semanais. Atualmente seis acadêmicas participam do estudo. As observações compreendem todos os pacientes em VM, tanto por tubo endotraqueal quanto por traqueostomia. Diretamente no leito do paciente, observam-se: grau de inclinação da cabeceira igual ou maior do que 30º, posição da traquéia e do filtro acima da cabeça do paciente e presença de excesso de líquido no circuito. Retrospectivamente, a partir dos registros no controle intensivo e na pasta do paciente, são monitorados: aferição da medida do balonete a cada 12 horas, realização de higiene oral e de fisioterapia respiratória, duas vezes ao dia. Resultados e considerações finais. O estudo permite a realização de um feedback com a equipe de Enfermagem, tornando-o de caráter educativo e não-punitivo, direcionado à segurança e à qualidade assistencial. Contribui para a conscientização da equipe em relação à importância das medidas de prevenção de pneumonia associada à VM no cuidado ao paciente crítico.
AVALIAÇÃO DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA TAYANE APARECIDA SILVA NAKAMURA; HELOISA HELENA KARNAS HOEFEL
Introdução: A administração de quimioterápicos requer cuidado detalhado, recursos humanos e materiais suficientes, pois envolve risco tanto a profissionais quanto a pacientes que recebem drogas endovenosas. Objetivo: Foi realizado um estudo que avaliou os cuidados de enfermagem na administração de quimioterápicos em um ambulatório de quimioterapia. Metodologia: O estudo foi
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do tipo observacional descritivo. Foram realizadas 144 observações aleatoriamente do processo de administração de quimioterápicos pelas enfermeiras da unidade no período de fevereiro a abril de 2007 nos turnos da manhã e da tarde. Resultados:
Houve pelo menos um tipo de risco ou para o paciente ou ocupacional em cada um dos procedimentos. Em 57,7% dos casos foi testada a permeabilidade do acesso venoso após a punção. Em 39,8% de 108 observações foi verificado se havia sinais de infiltração na área puncionada. Durante a administração do quimioterápico o uso de luvas ocorreu em 54,2%. No final da última quimioterapia, foi realizada lavagem da veia com soro fisiológico em 33,3% das ocasiões. Em 53,6% dos casos em que se evidenciou extravasamento de quimioterápico nas luvas, o profissional tocou logo após em objetos e superfícies com essa mesma luva. De 138 processos, em 38,4% a retirada do acesso venoso foi considerada segura. O descarte de luvas foi adequado em 37,5% e o descarte de outros materiais foi adequado em 84,7% das observações. Conclusão: Conforme os resultados identificou- se a importância de discutir com os profissionais os tipos de riscos a que eles se consideram ou não expostos, bem como formas de realizar processos mais seguros mesmo com uma demanda desproporcional aos recursos humanos disponíveis.
SÍNDROME DO BAIXO DÉBITO CARDÍACO NO PÓS-OPERATÓRIO DA CIRURGIA CARDÍACA
CLARISSA GARCIA RODRIGUES; ROBERTA SENGER, DAIANA DE LIMA DA SILVEIRA, SABRINA GUTERRES DA SILVA
INTRODUÇÃO: Apesar dos avanços na cirurgia cardíaca, do suporte tecnológico, de profissionais e de monitorização hemodinâmica, diversas alterações podem decorrer a partir de uma cirurgia cardiovascular. Entre essas, a Síndrome do Baixo Débito Cardíaco. Trata-se de uma incapacidade do coração de mandar fluxo sanguíneo suficiente para as demandas metabólicas teciduais. Causa hipoperfusão periférica e anairobiose dos tecidos. Clinicamente caracteriza-se por hipotensão arterial sistólica, hipotermia dos membros, cianose, oligúria, índice cardíaco baixo, acidose, alterações do nível de consciência, agitação, confusão e coma. A função miocárdica está comprometida nas primeiras horas após a cirurgia cardíaca, provavelmente devido a lesões por isquemia e reperfusão. O retorno às condições basais ocorre geralmente entre 24 e 48 horas. Por isso, a manutenção do débito cardíaco é o principal objetivo do manejo cardiovascular pós-operatório. A síndrome pode ser causada por diminuição da pré- carga ventricular esquerda e da contratilidade, taquicardias e bradicardias, aumento da pós-carga, sepse, reações anafiláticas e ainda insuficiênia adrenal e tireoideana. OBJETIVOS: Descrever a Síndrome do Baixo Débito Cardíaco como uma complicação pós-operatória da cirurgia cardíaca. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica em textos editados a partir de 2002 e sites da internet utilizando-se as palavras chaves: cirurgia cardíaca, complicações do pós-operatório da cirurgia cardíaca e Síndrome do Baixo Débito Cardíaco. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Trata-se de uma síndrome grave, que, apesar de todo o avanço das técnicas trans e pós-operatórias, pode ocorrer, principalmente devido à complexidade cada vez maior das patologias dos pacientes submetidos à cirurgia cardíaca.
SÍNDROME DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA (SIRS) NO PÓS-OPERATÓRIO DA CIRURGIA CARDÍACA CLARISSA GARCIA RODRIGUES; ROBERTA SENGER, DAIANA DE LIMA DA SILVEIRA, SABRINA GUTERRES DA SILVA
INTRODUÇÃO: Com o advento da circulação extracorpórea (CEC) foi possível a realização de cirurgias cardíacas cada vez mais complexas, tornou-se possíveis cirurgias onde é necessária a vista interna do coração (como troca de válvulas) e multi- revascularizações de artérias coronárias. A CEC é formada por um sistema de roletes, aspiradores, oxigenadores, filtros e cardioplegia que substituem a pequena circulação sanguínea durante a cirurgia cardíaca. A CEC é identificada pelo organismo como um agente agressor, como tal, suscita uma série de reações. As alterações induzidas são de natureza hemodinâmica, física e química. A complicação mais grave que pode ser gerada chama-se síndrome pós-perfusão ou Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). Caracteriza-se por disfunção pulmonar e renal, discrasias sanguíneas, retenção de líquidos no espaço intersticial, vasoconstrição, febre, leucocitose e aumento da suscetibilidade a infecções. A chance de essas complicações ocorrerem aumenta numa proporção direta com a idade do paciente ou se esse tem história prévia de complicações cardiovasculares, pulmonares e renais. OBJETIVOS: Descrever a SIRS no contexto do pós-operatório da cirurgia cardíaca.
MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica em livros editados a partir 2005 e buscas em sites da internet utilizando como palavras chave: pós-operatório da cirurgia cardíaca, circulação extracorpórea e síndrome da resposta inflamatória sistêmica. RESULTADOS E CONCLUSÕES: A CEC possibilitou um grande avanço na cirurgia cardíaca. Porém, trata-se de um método complexo, que pode gerar complicações graves como a SIRS. Essa Síndrome pode causar disfunções multi-sistêmicas e seu índice de incidência aumenta quando o paciente possui história de complicações pré-operatórias.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE E CONFIDENCIALIDADE DE INFORMAÇÕES: ACESSO AO PRONTUÁRIO DO PACIENTE NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CLARICE MARIA DALL'AGNOL; BEATRIZ CAVALCANTI JUCHEM; NINON GIRARDON DA ROSA; CLÁUDIO LEITE PACHECO; CHRISTINE WETZEL; ALCINO LEFFA CARDOSO; MARIA LUIZA FROTA PINTO UBERTI; ELENARA FRANZEN; JOSÉ ROBERTO GOLDIM
A Comissão de Ética em Enfermagem vem abordando questões relativas à confidencialidade e privacidade de informações no cotidiano de trabalho. Nas discussões ocorridas em 2005, houve ênfase à problemática relativa ao acesso a prontuários dos pacientes internados, considerando aspectos legais que regem os direitos do consumidor, mas também a co-responsabilidade institucional que envolve a equipe de saúde na contextualização clínica do sujeito atendido. Esta condição, caso-a-caso, requer das equipes multiprofissionais diferentes estratégias de comunicação, em se tratando de informações diagnósticas e/ou de planejamento terapêutico. Além disso, as reiteradas solicitações de acesso indevido por parte de familiares e pessoas conhecidas do paciente, bem como o esclarecimento de dúvidas em situações de perícias diversas, preocupam as equipes. Tal conjuntura motivou a divulgação da política de privacidade e confidencialidade do Hospital. Assim, a Comissão de Ética de Enfermagem elaborou um cartaz para orientar as condutas adequadas e respaldar os profissionais que lidam com estas questões. Houve instrumentalização junto à Comissão de Prontuário com posterior anuência do Comitê de Bioética Clínica e da Administração
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Central do Hospital. Com o aval de todas estas instâncias, procedeu-se à elaboração do cartaz, o qual será afixado nos setores de internação e de ambulatório. Com isto, espera-se contribuir na prevenção de conflitos e, principalmente, atuar na educação dos profissionais e usuários, para que todos compreendam e mantenham a confidencialidade e privacidade das informações dos pacientes.
GRAU DE COMPLEXIDADE E NECESSIDADES DO CUIDADO DE ENFERMAGEM A PACIENTES ONCO- HEMATOLÓGICOS DE UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO
RITA MARIA SOARES; CLARICE MARIA DALL AGNOL; ESTER SANGALLI; GÉRTA MARIA STEIN; VÂNIA MATTE;
LISELENA CARVALHO; CRISTIANE TOBIAS ALCAY DE MELLO
Estudo quantitativo, exploratório-descritivo, em que se propôs avaliar o grau de complexidade dos cuidados de enfermagem a pacientes onco-hematológicos de uma unidade de internação de um Hospital Universitário de Porto Alegre, RS, e verificar a prevalência a partir da categorização de cuidados mínimos, intermediários, semi-intensivos e intensivos. A coleta de dados ocorreu em um recorte de tempo, entre março e junho de 2007, por meio da técnica de observação e consulta documental em prontuários. Para a obtenção das informações e respectiva categorização, adotou-se o Instrumento de Classificação de Pacientes validado por Perroca e Gaidzinski (2004). Os resultados apontaram a prevalência de cuidados intermediários, seguidos de mínimos, semi-intensivos e intensivos, contrariando a hipótese inicial de que estes últimos apresentariam um maior escore na situação-contexto. Também ficou constatado que os pacientes onco-hematológicos demandam maior atenção da equipe de enfermagem em aspectos relacionados à nutrição e hidratação, locomoção, cuidado corporal, eliminações e terapêutica. No entanto, deparou-se com limitações do instrumento, principalmente por não captar as suscetibilidades dos pacientes onco- hematológicos que sempre se encontram na iminência de apresentar importantes oscilações do quadro clínico, mobilizando um padrão especializado de recursos humanos e materiais no atendimento. A partir dos resultados, pretende-se gerar subsídios para tomadas de decisões gerenciais quanto ao cuidado de enfermagem e dimensionamento de pessoal e propor uma adequação do instrumento a fim de aprimorá-lo, tendo em vista a especificidade dos pacientes observados.
PESQUISA DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA E ANÁLISE DAS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE CUIDADO INTERGERACIONAL COM O IDOSO
GISELA CATALDI FLORES; ZULMIRA N. BORGES
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que objetivou investigar a relevância social e científica sobre o tema cuidado intergeracional com o idoso. O foco principal foi descobrir se exitem lacunas nas publicações científicas na área do cuidado intergeracional com o idoso, relacionando o envelhecimento com a antropologia, o cuidado familiar com o idoso e a questão intergeracional, considerando a diversidade social como aspecto importante na pesquisa em saúde. Na metodologia foram utilizadas 3 bases de dados bibliográficos: LILACS, BDENF, PHAO. Os critérios para a inclusão das publicações foram: período de publicação de 2002 a 2007 e o cruzamento dos seguintes descritores: envelhecimento+antropologia, envelhecimento+cuidado, família+cuidado+idoso e cuidado+ intergeracional. Como suporte de leitura foram usados livros relacionados a antropologia, envelhecimento e saúde; família e envelhecimento bem como a infância e velhice. Nos resultados, observou-se que: na base de dados LILACS foram encontrados um total de 196 trabalhos sendo que com os descritores envelhecimento+antropologia 6 relacionados a questão de pesquisa. Com os descritores envelhecimento+ cuidado foram encontrados 86 e selecionados 5;
cuidado+intergeracional um trabalho encontrado e selecionado; família+cuidado+idoso 85 encontrados e oito inclusos. Na BDENF, foram encontrados 40 trabalhos e selecionados 3, sendo que um foi também encontrado no LILACS e 2 com os descritores família+cuidado+idoso. Na PAHO, nenhum trabalho foi encontrado. Foram apresentadas as revistas em que os trabalhos foram publicados, bem como as categorias profissionais que publicaram sobre o tema pesquisado. Concluiu-se que existem lacunas nas publicações nas bases de dados, principalmente BDENF e PAHO e a necessidade de investir na pesquisa referente ao tema proposto.
HUMANIZAÇÃO NO HOSPITAL DE CLÍNICAS: CO-RESPONSABILIDADE DE USUÁRIOS E TRABALHADORES.
MARIA LÚCIA RODRIGUES FALK;
A Rede de Contato pró humanização do Hospital de Clínicas de Porto Alegre atendeu num primeiro momento uma priorização, delimitando-se a seis áreas da instituição. O objetivo na construção da Rede é que se oportunize os diferentes serviços expor suas necessidades em termos de humanização, tanto do ambiente de trabalho para os profissionais, quanto para os usuários; propor iniciativas voltadas à implementação de melhorias e favorecer a construção de um ambiente onde a Política de Humanização esteja na base das práticas e dos processos decisórios quanto à gestão e atenção em saúde. Atualmente, essa Rede de Contato é formada por vinte e três áreas do hospital, tendo a Política Nacional de Humanização, através de seus Dispositivos, como uma ferramenta de grandes avanços. Diferentes ações são emanadas por dados e informações advindas do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), da Ouvidoria, Gestão do Cliente e L-Humanização, canais formais já existentes que alimentam continuamente a instituição na implantação de medidas que visam à melhoria contínua em prol dos usuários e trabalhadores.
Tratando-se de resultados alcançados em 2006, podemos citar: fortalecimento e ampliação da rede de contato; carta de Intenções Pró-Humanização, ratificado pela Administração Central e pelas associações profissionais; campanha institucional pró- humanização; realização do I Encontro Pró-Humanização do HCPA, com a participação dos Doutores da Alegria; acolhimento dos novos funcionários e residentes; melhorias nos ambientes de trabalho; atendimento lúdico para pacientes; espaços para reflexão sobre segurança no ambiente de trabalho; divulgação externa do trabalho de humanização; atividade de extensão Pró- Humanização; representação junto ao Programa Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde; consolidação de espaços de comunicação e o Encontro com Apoiadores na PNH-RS.
VIVÊNCIA NA IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM ENFERMAGEM