ASSOCIAÇÃO ENTRE ESCLEROSE SISTÊMICA E O POLIMORFISMO DOS GENES KIR
PATRICIA HARTSTEIN SALIM; MARIANA JOBIM, MARKUS BREDEMEIER, JEANINE SCHLOLTTFELDT, REALDETE TORESAN,RAFAEL CHAKR, BEATRIZ CHAMUN, FERNANDA LINDHAL, JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL, LUIZ FERNANDO JOBIM, RICARDO MACHADO XAVIER.
Introdução: Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença rara que pode comprometer os órgãos internos do organismo. Sua etiologia e patogênese não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que respostas imunes anormais poderiam ter um importante papel.
Estudos mostraram um aumento da expressão das células Natural Killer (NK) em pacientes com ES. As células NK fazem parte da imunidade inata, reconhecendo células infectadas através dos receptores Killer Immunoglobulin-Like Receptor (KIR), os quais
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apresentam acentuado polimorfismo. Um estudo realizado na Alemanha mostrou uma associação entre ES e a combinação da presença dos alelos polimórficos KIR2DS2 e ausência do alelo KIR2DL2. Objetivo: Avaliar o polimorfismo dos genes KIR em pacientes com esclerose sistêmica comparando com um grupo controle. Materiais e método: Com o método de PCR-SSP, foram analisados 15 genes KIR em 84 pacientes com ES e também em 110 doadores voluntários de medula óssea (controles saudáveis).
Resultados e Conclusão: Nossos resultados mostraram que 24 de 84 pacientes com ES (28.6%) tiveram o fenótipo de KIR caracterizado pela presença de KIR2DS2 e pela ausência de KIR2DL2, comparada com somente 2 de 101 do grupo de controle (1.8%), representando uma diferença altamente significativa (P<0,001) e confirmando a observação precedente em uma população diferente. Estes resultados indicam um potencial papel das células NK na patogênese da ES, apontando para o envolvimento da resposta imune inata em doenças de caráter auto-imune.
A INCIDÊNCIA E A IMPORTÂNCIA PROGNÓSTICA DOS MARCADORES FAN E FR NA ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
GEÓRGIA DORIGON; ALEXANDRE MAURÍCIO SCHACKER; FAIRUZ HELENA SOUZA DE CASTRO; FLÁVIA OHLWEILER PINHEIRO; JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL; RICARDO MACHADO XAVIER; SANDRA MACHADO INTRODUÇÃO: A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é uma doença inflamatória crônica que acomete as articulações e outros órgãos, como a pele, os olhos e o coração.Até o momento não existem marcadores sorológicos específicos para o diagnóstico da AIJ , no entanto, FAN (fator anti-nuclear ) e FR(fator reumatoide) podem ajudar na avaliação prognóstica da doença..OBJETIVOS: Avaliar a incidência de marcadores FAN e FR em pacientes com AIJ MATERIAIS E MÉTODOS: Análise dos dados de 115 pacientes, oriundos de 3 centros universitários da cidade de Porto Alegre . Foram avaliados os seguintes aspectos: sexo, , subtipo da AIJ e a presença de marcadores – FAN e/ou FR. RESULTADOS: Dos 115 pacientes, 97 (84,34%) não apresentaram marcadores séricos para doença reumatológica. Dentre os 18 restantes (15,66%), 11 apresentaram apenas FAN positivo (9,56%); 6 apenas FR positivo (5,21); e um único paciente, do sexo feminino e subtipo sistêmico, obteve ambos positivos (0,08%).O grupo que mostrou apenas FAN positivo era composto somente de pacientes do sexo feminino, sendo 54,5% do subtipo poliarticular e 45,5% oligoarticular.Já no grupo que mostrou apenas FR positivo, 50% era do sexo feminino, sendo 66,6%
do subtipo poliarticular, 16,6% do subtipo oligoarticular e 16,6% do subtipo sistêmico.CONCLUSÃO: Observa-se que a maioria dos pacientes com AIJ não apresenta marcadores séricos positivos de doença reumatológica. A análise dos dados reforçou o predomínio de acometimento do sexo feminino e apontou uma prevalência do subtipo poliarticular dentre os pacientes com marcadores positivos.
PERFIL DOS PACIENTES PORTADORES DE ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE REUMATOLOGIA DO HCPA
SANDRA HELENA MACHADO; FABIANA COSTA MENEZES; FLÁVIA OHLWEILER PINHEIRO; ISRAEL DE QUADROS CARDOSO; ALEXANDRE MAURÍCIO SCHACKER; JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL; RICARDO MACHADO XAVIER
Introdução: A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é definida como artrite crônica manifestada antes dos 16 anos, com evolução persistente mínima de 6 semanas, nas quais se descartam outros diagnósticos, sendo uma das doenças de caráter crônico mais comum na infância, com uma prevalência que varia de 16 e 150 por 100000. Objetivos: Avaliar as características clínicas e a evolução dos pacientes com AIJ acompanhados no ambulatório de reumatologia pediátrica do HCPA. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo dos prontuários de 63 pacientes, levando em conta os critérios de diagnóstico do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Os parâmetros avaliados foram: sexo, idade de início da doença, forma de apresentação, idade atual, principais medicações utilizadas e evolução clínica. Resultados: A idade média de início da doença é de 5 anos e 7 meses e a idade média atual é de 16 anos e 3 meses. O sexo mais acometido é o feminino (66,7% da amostra) e o subtipo mais prevalente é o poliarticular (50,8%). A medicação mais utilizada foi o metotrexato, que é usado por 41,8% dos pacientes. No subtipo poliarticular, 6,2% dos pacientes apresentam fator reumatóide positivo (+) e no subtipo oligoarticular 10,5% dos pacientes apresentam fator antinuclear positivo (+). A deformidade mais comum entre os pacientes é flexus de membros. 21,81% dos pacientes apresentam doença em atividade. Conclusão: Nesta amostra observamos que a distribuição por idade, sexo e tipo de apresentação é semelhante à relatada na literatura.
PERFIL DOS PACIENTES PORTADORES DE LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO JUVENIL ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE REUMATOLOGIA DO HCPA
SANDRA HELENA MACHADO; FABIANA COSTA MENEZES; ISRAEL DE QUADROS CARDOSO; FAIRUZ HELENA SOUZA DE CASTRO; GEÓRGIA DORIGON; JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL; RICARDO MACHADO XAVIER Introdução: O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica, autoimune, na qual ocorre produção de auto-anticorpos e a formação de imunocomplexos. É estimado que 15-20% dos pacientes com LES tenham seu diagnóstico feito antes dos 16 anos. Os casos com início nesse período tendem a ser considerados mais severos do que os de inicio na vida adulta. Objetivo:
Realizar uma análise retrospectiva das características clínicas de pacientes com LES, em acompanhamento no ambulatório de reumatologia pediátrica do HCPA. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo através da revisão de prontuários dos 11 pacientes atualmente acompanhados no ambulatório, levando em conta os critérios diagnósticos do Colégio Americano de Reumatologia. Os parâmetros avaliados foram: sexo, idade atual, raça, forma de apresentação, número de critérios para classificação, medicações utilizadas e evolução clínica. Resultados: O sexo com maior prevalência foi o feminino, com 81,80%.
Todos os pacientes (100%) analisados eram da raça branca. A média da idade atual dos pacientes é de 13 anos e 9 meses. Dos 11 critérios utilizados para diagnóstico de LES, os com maior prevalência foram eritema malar (36,4%) e úlceras orais (36,4%). O fator antinuclear é positivo em 72,73% e o anticorpo anti-DNA é positivo em 18,2%. Nesta amostra 27,28% apresentam como complicação nefrite lúpica. Do total de pacientes, 72,73% utilizam hidroxicloroquina e 63,64% utilizam corticoesteróides.
Conclusão: Essa análise proporcionou uma visão parcial dos pacientes com LES juvenil atendidos no ambulatório, identificando
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pontos importantes em relação às suas características demográficas e clínicas, observando-se a semelhança dos dados encontrados com os descritos na literatura internacional.
APLICAÇÃO DO CONSENSO BRASILEIRO DE FATOR ANTINUCLEAR POR IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.
CLAUDIA CILENE FERNANDES CORREIA LAURINO ; PRISCILA SCHMIDT LORA; JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL; ANA PAULA ALEGRETTI; RICARDO MACHADO XAVIER
Introdução: O Fator Antinuclear (FAN), é o teste padrão-ouro para a triagem de auto-anticorpos, no entanto, sua leitura tem interferentes importantes. A ausência de uma nomenclatura definida para a descrição dos laudos acarretou problemas na utilização do teste. No Brasil, identificou-se a necessidade da criação do I e II Consenso Nacional para Padronização dos Laudos de FAN em células HEp-2. Apesar do sucesso na adoção das recomendações dos consensos pelos laboratórios, com diminuição na variabilidade dos laudos, não temos conhecimento de estudos avaliando seu desempenho na melhoria do diagnóstico na prática clínica. Objetivo: Analisar a prevalência dos padrões e títulos do FAN por imunofluorescência indireta (IFI) em células HEp-2 em um hospital universitário após a adoção do Consenso Nacional para Padronização dos Laudos de FAN em Células HEp-2.
Materiais e Métodos: Estudo transversal, onde foram revisados os laudos das solicitações de FAN por IFI encaminhadas ao laboratório do hospital universitário (HCPA) entre 2002 a 2005. Resultados: Foram analisadas 12.095 solicitações de FAN no período de 2002 a 2005, sendo a média anual de 3.024 (DP: 203). As solicitações com resultado reagente deste período foram de 2577 (21,30%) com média anual de 644 (DP: 233). Houve associação entre os anos analisados e o número de resultados reagentes (P<0,001), os anos de 2002 e 2003 apresentam associação negativa, e os anos de 2004 e 2005 associação positiva. A Reumatologia foi a especialidade que mais solicitou exames por paciente atendido, mas houve um declínio nesse número no período analisado (P<0,001). O padrão de imunofluorescência de FAN mais encontrado foi o padrão nuclear pontilhado fino com 57,2% (495/866) e os títulos mais encontrados foram 1/80 e 1/160 (27,8% e 29,4%, respectivamente). Conclusão: O aumento no número de exames com resultado positivo possivelmente se deve a aplicação do Consenso Nacional para Padronização de laudos FAN em células HEp-2, que aconteceu no ano de 2004. O impacto desse aumento sobre a decisão diagnóstica e manejo dos pacientes deve ser melhor estudado posteriormente.
O IMPACTO DA FIBROMIALGIA CONCOMITANTE NA AVALIAÇÃO DO HAQ E DO DAS28 NOS PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE
ALINE RANZOLIN; ÂNGELA MASSIGNAN, JAIRO GUARIENTI, MARCELE RIZZATTI, JOÃO CARLOS T. BRENOL, RICARDO MACHADO XAVIER
Introdução. Em pacientes com Artrite Reumatóide (AR), o DAS28 (Disease Activity Score) e o HAQ (Health Assessment Questionnaire) são importantes instrumentos utilizados para avaliar a atividade de doença e a capacidade funcional, respectivamente. Alguns pacientes com AR têm Fibromialgia (FM) associada, uma síndrome definida por dor crônica e difusa, astenia e alterações no sono. Esses sintomas de FM associada podem ter impacto nas avaliações do HAQ e do DAS28 em pacientes com AR. Métodos. O presente estudo foi conduzido em pacientes consecutivos com AR atendidos no ambulatório de Reumatologia do HCPA entre 2006 e 2007. Todos os pacientes foram avaliados para presença de FM pelos critérios do American College of Rheumatology (ACR) e submetidos às avaliações de HAQ e DAS28. Resultados. Foram avaliados 257 pacientes com AR, sendo que 28 (10.9%) tinham FM associada. Não foram encontradas diferenças estatísticas para sexo, idade, duração de doença ou positividade para o fator reumatóide entre os pacientes com AR com FM e com AR sem FM. Pacientes com AR e FM têm maiores escores de incapacidade funcional (HAQ 1,23±0,85) e de atividade da doença (DAS28 5,54±1,11) quando comparados com pacientes com AR sem FM (HAQ 1,95±0,58 e DAS28 4,15±1,48, respectivamente; p < 0,001) Conclusão. Os valores do DAS28 e HAQ em pacientes com AR e FM concomitante devem ser considerados com cautela, já que níveis de dor mais elevados podem levar a escores finais mais altos, os quais, em alguns casos, podem indicar sintomatolgia da FM ao invés de atividade da AR.
PANICULITE PRECEDE INFLAMAÇÃO ARTICULAR DE RATOS INOCULADOS COM ADJUVANTE COMPLETO DE FREUND (ACF).
PATRICIA GNIESLAW DE OLIVEIRA; EDELWEISS M., BRENOL C.V., MEURER L., BRENOL J.T., XAVIER R.M.
Introdução: O ACF induz artrite em ratos, apresentando características semelhantes à artrite reumática. Neste modelo, a artrite é induzida por uma injeção intradérmica de Mycobacterium tuberculosis suspendida em óleo mineral. As características subcutâneas marcadas que ocorrem concomitantemente neste modelo recebem pouca atenção na literatura. Objetivo: Descrever os achados histopatológicos no tecido subcutâneo do modelo de artrite induzida por ACF em ratos. Mat. e Mét.: 12 ratos Wistar, machos, adultos, de 200 a 250g. 8 animais foram induzidos por uma injeção intraplantar na pata esquerda de 0,15 ml de ACF (Sigma-Aldrich, St Louis, Missouri, MO). 2 animais foram injetados com óleo mineral (sham artrite) e 2 não foram expostos a qualquer procedimento (controle). Avaliação histolopatológica: nos dias 4, 7, 11 e, 15 dias após a indução. Inflamação aguda, inflamação crônica com fibrosis, necrose do tecido subcutâneo e profundo, presença de células gigantes, neutrophils, macrofagócito e linfócitos foram avaliados em uma escala de 4 pontos. Resultados: Todos animais injetados com ACF desenvolveram intensa inflamação subcutânea caracterítica de paniculite, incluindo: edema, agudo e crônico (granuloma, com células gigantes, e fibrose) infiltrado de células inflamatórias, necrose da gordura subcutânea e vasculite. Nenhuma mudança foi observada nos controles. Estes achados ocorreram antes das mudanças articulares. Conclusão: Intensa paniculite ocorre durante artrite induzida por ACF. Este processo precede as mudanças articulares e o progresso para perpetuação da fase crônica da doença. Além de ser um modelo interessante para estudar melhor doenças com paniculite, observações levantam questionamentos sobre as relações entre inflamação subcutânea e articular. APOIO:CAPES,FIPE
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EFEITO DO ANTAGONISTA DA BOMBESINA/PEPTÍDEO LIBERADOR DA GATRINA (BN/GRP), O RC-3095, EM ARTRITE INDUZIDA POR ADJUVANTE COMPLETO DE FREUND EM RATOS.
PATRICIA GNIESLAW DE OLIVEIRA; BRENOL C.,VEIT F., EDELWEISS M.I., BRENOL J.C.T., ROESLER R., SCHWARTSMANN G., XAVIER R.M.
Introdução: O peptídeo liberador da gastrina (GRP) é o homólogo mamífero da bombesina (BN), com importante papel regulação da resposta imune. O RC-3095 é o antagonista do receptor de GRP modulando esta resposta. Objetivo: Determinar os efeitos do RC-3095 nos parâmetros clínicos e histopatológicos da Artrite induzida por Adjuvante Completo de Freund (ACF) em ratos.
Material e Métodos: 31 ratos Wistar, machos, divididos em 4 grupos: controle, sham artrite (óleo mineral), ACF+Placebo, ACF+RC-3095 (tratamento). A artrite foi induzida no dia 0 com uma injeção intraplantar de 150µl de ACF na pata esquerda. 7 dias após a indução, o tratamento é iniciado com RC-3095 (0,3mg/kg/dia, SC) (Zentaris GmbH, Alemanha) ou placebo (salina) até o 15º dia, quando os animais são sacrificados para coleta das articulações da pata para histologia. O escore histológico utilizado foi descrito previamente. A avaliação clínica foi realizada diariamente, para análise do edema. Para análise estatística foi utilizado ANOVA seguida de teste Tukey para p0,05, com média ± desvio padrão. Resultados: Houve uma significativa diminuição nos achados histológicos do grupo tratado com RC-3095, incluindo infiltrado inflamatório sinovial, hiperplasia, erosão da cartilagem e óssea. O inchaço da pata e inflamação subcutânea, avaliados clinicamente, não foi diferente entre os grupos ACF (placebo e tratado). Conclusão: O RC-3095 têm efeito inibitório na inflamação e no dano articular da artrite induzida por ACF. Este dados sugerem que a interferência no caminho do GRP com o RC-3095 seja uma nova estratégia em potencial para o tratamento de AR. Apoio Financeiro: CAPES, FIPE, FAPERGS.
AVALIAÇÃO DO DANO OXIDATIVO EM ARTRITE INDUZIDA POR CFA EM RATOS TRATADOS COM RC3095.
PATRICIA GNIESLAW DE OLIVEIRA; FILIPPIN, LI., LORA, P., LAURINO, CC., MOURA, DJ., SAFFI, J., HENRIQUES, JAP., VEIT, F., SCHWARTSMANN, G., MARRONI, NP., XAVIER, RM.
Introdução: O metabolismo do oxigênio tem um importante papel na patogênese da artrite reumatóide. Objetivo: Avaliar o dano oxidativo no músculo estriado esquelético em modelo experimental de artrite induzida por CFA em ratos tratados com RC3095.
Materiais e Métodos: Utilizou-se 40 ratos machos Wistar (~250g) divididos em 5 grupos (n:8): CO (controle puro); SAR (sham artrite-somente óleo mineral); CFA (grupo artrite); CFA placebo (grupo artrite + salina), CFA+RC3095 (grupo artrite + droga 0,3mg/kg/dia). A artrite foi induzida com 150µL/animal de CFA injetado na base intraplantar da pata posterior esquerda. Os animais foram eutanasiados no 15° dia após a indução e, retirados o músculo gastrocnêmio e a articulação tíbio-tarsal esquerdas, para análise histopatológica e bioquímica. Para o estudo histopatológico utilizou-se a coloração de HE e parâmetros visuais da gravidade da doença. Foi avaliado a lipoperoxidação pelo TBARS (nmol/mgprot) no homogeneizado de tecido, e dano de DNA pelo teste cometa. Para análise estatística foi utilizado ANOVA one-way/Tukey. Resultados e Conclusão: A histologia confirmou a presença de erosão cartilaginosa e óssea. Os parâmetros avaliados foram: infiltrado de células inflamatórias, hiperplasia sinovial, formação de pannus, fibrose sinovial, erosão cartilagem e erosão óssea. O grupo CFA apresentou maior índice de dano anatomopatológico e aumento de peroxidação lípidica em relação aos controles e tratados. O grupo CFA apresentou forte correlação entre a lipoperoxidação e índice de dano articular (r=0.9). O RC3095 possivelmente possui papel protetor sobre a articulação, diminuindo a lipoperoxidação. Já a avaliação pelo teste cometa mostrou uma tendência de aumento de dano do grupo CFA em relação ao grupo CO. APOIO FINANCEIRO: CAPES, FIPE, FAPERGS.
EFEITO DO ESTRESSE OXIDATIVO NA INFLAMAÇÃO MUSCULAR AGUDA DE RATOS
LIDIANE ISABEL FILIPPIN; BRUNA BORBA VALIATTI; NORMA POSSA MARRONI; RICARDO MACHADO XAVIER O metabolismo do oxigênio está envolvido na patogênese de doenças inflamatórias por regulação redox. Avaliar o papel do estresse oxidativo no processo inflamatório muscular induzido por trauma agudo, verificando a ação do inibidor da óxido nítrico sintase, L-NAME. Utilizou-se 40 ratos,machos,Wistar,250 g,divididos em 2 tempos (24h e 7dias) cada um com 4 grupos (n=5):CO–controle;ST–sham trauma;T–trauma;L-NAME–trauma e 2h depois dose única de L-NAME (100mg/kg diluído em 1mL solução fisiologia, ip). O trauma foi provocado com uma prensa manual, com energia de impacto de 0,81J no músculo gastrocnêmio. Os músculos foram retirados 24h e 7dias para análises anatomopatológicas e bioquímicas. Para a histologia utilizou-se coloração de HE e picrossirius. Foi avaliada a lipoperoxidação (TBARS-nmol/mgprot.), a atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase (U SOD/mgprot.) no homogeneizado de tecido. Para análise estatística foi utilizado ANOVA seguida de teste Tukey para p<0,05, com média±desvio padrão. A histologia confirmou a presença de infiltrado inflamatório em 24h. No 7°dia observou-se diminuição do infiltrado com incremento do colágeno. Na avaliação do TBARS em 24h,grupo T apresentou aumento significativo em relação aos grupos controles (p<0,05) e, em 7dias não houve diferença estatística entre os grupos. Nos animais tratados com L-NAME a SOD em 24h apresentou incremento, em 7 dias não houve diferença estatística. O grupo T apresentou maior lipoperoxidação, com o uso do L-NAME após 24h notou-se redução na LPO e aumento significativo na atividade da enzima SOD, tanto nos animais traumatizados quanto no grupo controle. Com esses resultados prévios podemos concluir que o L-NAME parece modular o processo inflamatório em modelo de trauma muscular agudo, reduzindo o estresse oxidativo e incrementando a defesa antioxidante SOD. APOIO FINANCEIRO: CAPES, FIPE/HCPA.
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