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Dermatologia

No documento Revista HCPA (páginas 107-110)

LIGA DE TELEMEDICINA E DERMATOLOGIA

LARISSA RODRIGUES LEOPOLDO; JULIANA AMARAL; NICOLLE G. MAZZOTTI; HELENA H. SILVA; ANA MARIA P. DE AZEVEDO; CECÍLIA D. FLORES; TANIA F. CESTARI

Introdução: Telemedicina é o uso da medicina através de comunicação eletrônica para melhor atender à saúde do paciente e fomentar a educação dos profissionais. A Liga de Telemedicina e Dermatologia é composta por um grupo de alunos, professores, médicos residentes e pós-graduandos da Faculdade de Medicina da UFRGS e FFMCPA com interesse comum no uso da tecnologia na prática e educação médica. Objetivo: A Liga tem como propósito apresentar aos alunos de graduação os fundamentos da telemedicina e inseri-la na formação médica. Materiais e métodos: No ano de 2006, foi criado o projeto Liga de Telemedicina e Dermatologia, uma atividade de extensão universitária da UFRGS, sendo disponível também como atividade complementar curricular da graduação.Resultados e conclusões: A Liga é composta por mais de 30 participantes, sendo a maioria alunos da graduação em Medicina. São realizadas reuniões mensais para discussão de artigos científicos relacionados à telemedicina e educação. Há também discussão diagnóstica de casos clínicos entre os alunos por meio eletrônico de comunicação, com imagens digitais ilustrativas pré-selecionadas. Palestras e cursos sobre novos recursos tecnológicos educacionais e assistenciais são realizadas periodicamente, visando à promoção e inserção da teleducação em nosso meio. A Liga também está envolvida em um projeto prático de inserção da tele-educação, o Cybertutor, um website interativo, que contém uma proposta educacional complementar ao ensino da Dermatologia. Este grupo é apoiado pelo Laboratório de Fotomedicina Aplicada e Telemedicina, instalado no Centro de Pesquisas do HCPA, o qual disponibiliza equipamentos eletrônicos, softwares e equipamentos de videoconferência. A Liga de Telemedicina e Dermatologia está trabalhando através de suas atividades teórico- práticas na união da educação e da tecnologia, com o objetivo de somar qualidade e modernidade ao ensino médico.

VALIDAÇÃO PARA O PORTUGUÊS FALADO NO BRASIL DO INSTRUMENTO ESCORE DA QUALIDADE DE VIDA NA DERMATOLOGIA INFANTIL (CDLQI)

JULIANA CATUCCI BOZA; CLARISSA PRATI; CRISTIANE COMPARIN; MELISSA BLOM; PRISCILLA FERREIRA;

TANIA CESTARI

Introdução: As dermatoses interferem na qualidade de vida (quality of life - QoL) independente da gravidade das manifestações clínicas, idade ou cultura. O CDLQI (Escore de Qualidade de Vida em Dermatologia Infantil -Children's Dermatology Life Quality Index) foi criado para avaliar a qualidade de vida de pacientes entre 4 e 16 anos de idade. O CDLQI já foi traduzido para o português falado no Brasil, respeitando as regras da Organização Mundial da Saúde. Objetivo: Determinar a confiabilidade e validade do instrumento CDLQI quando aplicado a uma população pediátrica no Brasil. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 266 crianças com idade entre 4 e 16 anos, sendo 216 pacientes com doenças dermatológicas (casos) e 50 pacientes sem dermatoses (controles) . O CDLQI foi respondido pelos pais ou responsáveis dos pacientes, após assinarem o termo de consentimento. A análise de consistência interna foi calculada pelo Coeficiente alfa de Cronbach. A confiabilidade teste-reteste, foi avaliada pelo coeficiente de correlação intraclasse, através da aplicação do questionário uma semana após a primeira entrevista para 35 crianças. Resultados: A média de idade foi de 10,2 anos (± 3,2) para os casos e 7,6 (± 2,9) para os controle. Este

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parâmetro não interferiu no resultado final. O coeficiente alfa de Cronbach para os casos foi de 0,72 e a correlação intraclasse, 0,892 (0,787-0,946). A análise de covariância mostrou uma diferença estatisticamente significativa entre os escores dos casos (3,7) e dos controles (0,68). Conclusão: Não ocorreram dificuldades e a maioria dos questionários foi respondida em 5 minutos.

Muitos pais demonstraram satisfação em participar de uma pesquisa que avalia a qualidade de vida de seus filhos. O coeficiente alfa de Cronbach foi suficiente para confirmar a consistência interna e a reprodutibilidade do questionário CDLQI em português falado no Brasil.

ESTUDO DE PREVALÊNCIA DE DERMATOSES NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA ATENDIDA EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO EM PORTO ALEGRE, RS, BRASIL

JULIANA CATUCCI BOZA; CLARISSA PRATI; CRISTIANE COMPARIN; MELISSA BLOM; ALINE NAGATOMI;

TANIA CESTARI

Introdução: As dermatoses são freqüentes no atendimento à população pediátrica. Entretanto, há poucos dados epidemiológicos atualizados na literatura referentes às dermatoses na infância em nosso meio. Objetivos: Determinar a prevalência das dermatoses nas crianças atendidas nos ambulatórios de Dermatologia do Serviço de Dermatologia do HCPA, afim de melhor desenvolver estratégias de atenção á saúde. Materiais e Métodos: Foram avaliados pacientes com idade entre 3 e 16 anos, atendidos nos ambulatórios de Dermatologia do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre os meses de julho de 2006 a janeiro de 2007. Os dados diagnóstico, sexo, idade e foram coletados. As dermatoses foram categorizadas em grupos específicos. Resultados: Um total de 487 pacientes foi incluído. Destes, 55.1% eram do sexo feminino (n=269) e a média de idade foi 10.82±3.28. O grupo de dermatoses alérgicas foi o mais prevalente (17.45%, n=85), seguido pelas discromias (16.42%, n=80), sendo os diagnósticos mais freqüentes a dermatite atópica (63% - n=81) e o vitiligo (98% - n=73). Outros grupos encontrados foram infecções/infestações (11.7%), genodermatoses (5.33%, n=26) e erupções eritemato- descamativas (5.74%, n=28). A dermatite atópica foi mais prevalente no sexo masculino (n=45) e as crianças em idade escolar constituíram o grupo com maior número de atendimentos. Conclusões: Em todas as faixas etárias, a dermatite atópica foi o diagnóstico mais freqüente, dado semelhante aos resultados encontrados em outros países. Esta descrição representa a realidade de um serviço terciário, com dermatoses que usualmente não são tratadas pelo médico generalista, uma vez que requerem recursos diagnósticos e terapêuticos sofisticados.

PESTICIDAS COMO POSSÍVEIS FATORES DE RISCO PARA MELANOMA CUTÂNEO

JULIANA TRINDADE AMARAL; LAURA MOREIRA; NÁDIA MURUSSI; CAROLINA MEOTTI; LUCIO BAKOS

Introdução: O Melanoma Cutâneo, embora ainda considerado uma malignidade rara, tem aumentado sua incidência nas últimas décadas. Alguns fatores de risco são bem conhecidos, como história familiar, exposição solar e fototipos claros. Fatores ambientais também influenciam e, entre eles, os pesticidas ainda não foram explorados totalmente. Objetivo: Avaliar a influência dos pesticidas, domésticos e ocupacionais, na gênese dos melanomas cutâneos em uma amostra de população do RS. Materiais e Métodos: Estudo preliminar caso-controle com pacientes internados e de ambulatório do HCPA e Santa Casa. Foram selecionados 41 casos e 41 controles e aplicado questionário e exame físico. Todos assinaram consentimento informado. Resultados e Conclusões: Na amostra, a maioria dos casos era homem, entre 71 e 80 anos, 1/3 de fototipo II e 24% com história familiar positiva para câncer cutâneo. Entre os controles a maioria era de fototipo III, e a história familiar foi positiva em 2,4%. Quanto ao uso de pesticidas, 92% dos casos já usaram, contra 83% dos controles (odds ratio:4). Dos pesticidas, os mais usados foram os inseticidas (piretróides), e 100% dos casos e controles que disseram ter usado pesticida usaram piretróides. Entre os que usaram pesticidas, 70% dos casos faziam uso regular durante todo o ano contra 49% dos controles. No uso regular durante o verão, esses valores subiram para 82,5% dos casos e 71% dos controles. Como já era de se esperar, fototipos claros, história familiar de câncer cutâneo e queimaduras solares parecem aumentar o risco, enquanto que o fumo não alterou a gênese do melanoma. O uso de pesticidas tem mostrado influência na doença, porém, este é um estudo preliminar e faz-se necessária uma amostra maior para termos resultados mais significativos.

CURSO INTERATIVO DE TÉCNICA CIRÚRGICA BÁSICA E PROCEDIMENTOS DERMATOLÓGICOS

CRISTIANE COMPARIN; CLARISSA PRATI, VANESSA S. CUNHA, DANIEL P. STRACK, FELIPE B. DREWS, JOSE RICARDO GUIMARÃES, CHAO LUNG WEN, TANIA F. CESTARI

Introdução: A teleducação baseia-se na união dos recursos da telecomunicação e da informática para estimular a interatividade e manter o interesse do aluno. O Cybertutor, sistema educacional criado pela Universidade de São Paulo (USP), consiste em um tutor baseado em teleducação interativa, disponibilizado na internet.Objetivo: Criação do cybertutor em técnica cirúrgica, envolvendo procedimentos de cirurgia geral e dermatológica, através da gravação, edição e disponibilização de vídeos didáticos voltados para o ensino gratuito de acadêmicos de medicina e médicos residentes da UFRGS/HCPA.Métodos: Os vídeos serão gravados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, editados e transferidos para o cybertutor com os equipamentos do Laboratório de Telemedicina e Fotomedicina Aplicada. Os ângulos de gravação objetivam a ampla visualização dos procedimentos e cirurgias, podendo-se associar texto, narrativa e imagens tridimensionais. Os assuntos a serem abordados referem-se a orientações de cuidados com material cirúrgico e paramentação, acessos venosos, drenos e entubação orotraqueal. Os procedimentos dermatológicos incluirão biópsias e ressecções de lesões cutâneas, crioterapia, eletrocirurgia e fototerapia com laser e luz intensa pulsada. Resultados: Os participantes do trabalho receberam treinamento para a utilização do cybertutor. Estão sendo selecionados os pacientes com indicação para os procedimentos, explicados os objetivos do curso e obtidos os termos de consentimento para o uso das imagens.Conclusão: A elaboração deste curso será de significativa importância para a ampliação e uniformização dos conhecimentos cirúrgicos de acadêmicos de medicina e médicos residentes, permitindo somar aos métodos tradicionais de ensino uma alternativa com fácil acesso através da internet.

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MORTALIDADE ASCENDENTE POR MELANOMA CUTÂNEO NO RIO GRANDE DO SUL

NÁDIA MURUSSI; MIRIAM PERES; LUCIO BAKOS; LAURA MOREIRA; FERNANDA FREITAG; JULIANA AMARAL;

CAROLINA MEOTTI

Introdução: O melanoma cutâneo vem se tornando um importante problema de saúde. No Brasil, nos últimos 3 anos, sua incidência aumentou cerca de 25% e, no Rio Grande do Sul, cerca de 70%. O melanoma é a mais agressiva das neoplasias cutâneas, mas a sobrevida dos pacientes tem aumentado consideravelmente, devido ao diagnóstico mais precoce. Na década de 60, cerca de 60% dos pacientes morriam da doença, enquanto atualmente esse número aproxima-se de 11%. Por isso, ressaltamos a importância da prevenção e detecção precoce da doença. Na literatura brasileira, há escassas pesquisas sobre a mortalidade por melanoma. Objetivos: Este estudo visa a contribuir para um melhor entendimento da epidemiologia do melanoma a partir do Rio Grande do Sul, Estado com uma das maiores prevalências. Materiais e Métodos: Foi realizada análise dos registros de óbitos por melanoma entre 1980 a 2005. O número de óbitos da população do Rio Grande do Sul foi obtido pelos Registros de Câncer de Base Populacional de Porto Alegre/RS. Resultados: No Rio Grande do Sul, houve 3.063 óbitos entre 1980 e 2005, obtendo-se uma média de 117,8 mortes por ano, resultando em uma curva ascendente de mortalidade. O coeficiente de mortalidade por melanoma nos homens foi maior do que nas mulheres nos 26 anos estudados. Porto Alegre acumulou 529 óbitos entre 1980 e 2005. Entre os 10 municípios mais populosos do interior do Estado, o maior coeficiente de mortalidade foi de 4,26, no ano de 1992, em Novo Hamburgo, seguido de 3,73, no ano de 2002, em Caxias do Sul. Conclusão: No Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, os números de incidência e mortalidade têm aumentado de forma expressiva nos últimos anos. Em função disso, procuramos chamar a atenção para a magnitude do problema.

ELABORAÇÃO DE UM CYBERTUTOR PARA ENSINO COMPLEMENTAR NA DERMATOLOGIA

MARIANA SOIREFMANN; MELISSA BLOM; CRISTIANE COMPARIN; JULIANA CATUCCI BOZA; DANIEL PAULO STRACK; FELIPE BRUM DREWS; LARISSA LEOPOLDO; CHAO LUNG WEN; TANIA FERREIRA CESTARI

Introdução: A Internet é fundamental na educação à distância, pois permite o acesso a recursos de multimídia com baixo custo.

Além disso, aceita a elaboração de recursos interativos, estimulando o processo de associação de idéias, mantendo constante o interesse do aluno. Uma das mais promissoras e versáteis aplicações da teledermatologia é o desenvolvimento de projetos de teleducação, treinamento ou tutoração e avaliação deste aprendizado com o auxílio de um tutor eletrônico. Objetivos: Elaborar um cybertutor na forma de um programa multimídia para complementar o ensino dos estudantes de Medicina da UFRGS. Materiais e Métodos: Para a elaboração do cybertutor foram obtidas fotografias de lesões dermatológicas típicas (sob consentimento informado dos pacientes), elaborados casos clínicos didáticos e aulas ilustrativas. Resultados: O cybertutor contém casos clínicos didáticos das doenças dermatológicas mais prevalentes e relevantes ao conhecimento dermatológico para estudantes da graduação, como: acne, alterações ungueais, alopecia, viroses, infecções bacterianas, doenças infecto-contagiosas, eczemas, farmacodermias, micoses superficiais, neoplasias da pele. Inclui ainda aulas didáticas, orientações diagnósticas e terapêuticas, baseadas em evidências, referências bibliográficas recentes e um banco de questões de múltipla escolha, com comentários relacionados a cada opção de resposta. Conclusões: A elaboração do cybertutor é de grande utilidade à Disciplina de Dermatologia da UFGRS, pois é um instrumento interativo, composto de informações atuais e relevantes das doenças de pele mais comuns, que contribuirão para o ensino mais completo da disciplina. Servirá também de modelo para o desenvolvimento de instrumentos semelhantes adaptados a outras especialidades médicas.

IMPACTO DO USO DE UM CYBERTUTOR NO ENSINO DA DERMATOLOGIA, USANDO RECURSOS DE TELE- EDUCAÇÃO E MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS, ASSOCIADO AOS INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NA INTERNET

MARIANA SOIREFMANN; CRISTIANE COMPARIN; JULIANA CATUCCI BOZA; DANIEL PAULO STRACK; FELIPE BRUM DREWS; CHAO LUNG WEN; TANIA FERREIRA CESTARI

Introdução: A teleducação tem papel fundamental como método de ensino em áreas da medicina como a Dermatologia. A participação da informática no processo da educação tornou o ensino mais uniforme, pois o mesmo material é disponibilizado a todos os alunos de forma atualizada via internet. Além disso, o aluno deixa de ter um comportamento passivo, pois gerencia o próprio estudo. Objetivos: Avaliar o impacto do uso do cybertutor como ferramenta de ensino em Dermatologia. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado, controlado e prospectivo conduzido com os alunos de 5º e 6º semestre da Faculdade de Medicina da UFRGS que aceitaram participar do estudo. Após randomização em blocos, o grupo 1 teve acesso ao conteúdo sobre Infestações em Dermatologia, por uma hora, através de programa multimídia em computadores pessoais. O grupo 2 recebeu a aula expositiva sobre o mesmo tema, por uma hora, com o mesmo professor que elaborou o conteúdo do programa multimídia.

Imediatamente após, todos os alunos completaram uma avaliação sobre o assunto, com 15 questões objetivas de múltipla escolha.

Para uma diferença de um ponto na média, com poder de 80% e p 0,05, calculou-se uma amostra de 48 alunos. Resultados: Foi realizada análise parcial dos dados coletados com 16 alunos. Considerando a soma de acertos em cada grupo: a média do grupo do cybertutor foi de 11,44 (+- 1,67 desvio padrão), e a do grupo aula expositiva foi de 12,71(+-1,25 desvio padrão). O teste t de Student, não mostrou diferença significativa (p=0,116) entre os dois grupos. Conclusões: A comparação entre o conhecimento adquirido através do cybertutor e aula presencial não mostrou ser estatisticamente diferente nesta análise inicial. O estudo continuará até que se obtenha a amostra adequada para confirmar os dados.

LENTIGO MALIGNA OF THE FACE

MARINA GERMANI DORNELLES; GABRIELA ZORATTO, RENATO BAKOS, LUCIO BAKOS

INTRODUCTION: Dermoscopy is a noninvasive technique for the diagnosis of pigmented skin lesions. When performing isolated physical examination, clinicians may do not recognize early-stage lentigo maligna (LM), because of the absence of clinical features. Dermoscopy is an important tool in its evaluation. We present three cases of LM. CASE REPORTS: 1: A 71- year-old woman presented with a pigmented, irregular spot on the left temporal region with 4 years duration. Clinical examination

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revealed an asymmetrical and irregular pigmented three-colored lesion, 2,8 x 3,0 cm. Dermoscopic examination showed asymmetry on color distribution, erythema, hair follicles obliteration and a blue-white veil. Histopathology confirmed the diagnosis of LM. 2: A 78-year-old man presented with a roundish pigmented lesion on his forehead for 20 years. On examination, a dark-brown pigmented lesion, slightly asymmetrical, 1 cm in diameter. Dermoscopy showed assymetrical pigmented network, globules, streaks, structureless areas and blue-white veil. The histopathological diagnosis was LM. 3: A 74-year-old man reported a spot on the dorsum of the nose with a 3-year history. Examination showed a brownish lesion, 1 cm, homogenous color.

Dermoscopy showed asymmetrical pigmentation, and the incisional biopsy revealed a LM. DISCUSSION: In some cases, isolated clinical evaluation lead clinicians to miss the diagnosis of LM. In contrast, combined clinical and dermoscopic examinations help them to have a better evaluation of these lesions, leading to an early diagnosis and management, resulting in a better prognosis and aesthetic result. The main purpose of this report is to reinforce the importance, for dermatologists, to do not exclude the diagnosis of malignancy when examining a reassuringly ABCD-negative pigmented lesion of the face, without furthering the examination with dermoscopy, in order to detect features of malignancy not visible on clinical examination.

PORFIRIA CUTÂNEA TARDIA E LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: UMA ASSOCIAÇÃO INCOMUM MARINA GERMANI DORNELLES; CLARICE RITTER, RAFAEL SHAKR, LEO SEKINE, MÁRCIA ZAMPESE

Introdução: Porfiria Cutânea Tardia (PCT) é uma doença metabólica das porfirinas caracterizada por lesões bolhosas; está associada a vários fatores desencadeantes. Ocorre por deficiência adquirida da enzima UROD, com acúmulo hepático de porfirinas. Poucos relatos descrevem a coexistência de PCT e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Relato de caso: Mulher, 28 anos, com surgimento de pêlos na face e bolhas nos membros superiores, eritema nas áreas fotoexpostas, astenia, artrite, queda de cabelo e úlceras orais. Usava ACO há 20 anos. Ao exame: hiperpigmentação e hipertricose facial. Lesões crostosas nos membros superiores e algumas bolhas íntegras. Exames laboratoriais: anemia hemolítica, FAN 1:320, anti-DNA 1:40, anti-HCV e anti-HIV negativos. Anatomopatológico: alargamento papilar, vasos espessados e tortuosos. Foi suspenso o ACO, orientada fotoproteção e iniciada cloroquina em baixa dose. Discussão: A paciente apresentava quadro típico de PCT, que foi confirmado pela detecção de porfirinas urinárias elevadas. Foram afastadas outras possíveis causas desencadeantes. Apresentava critérios para LES. Ambas as doenças têm características em comum, o que faz do diagnóstico diferencial e da constatação da sobreposição delas bastante difícil. Apesar rara, a detecção desta associação é fundamental pelas dificuldades relacionadas à terapêutica, já que o tratamento padrão da PCT é a flebotomia, contra-indicada para os pacientes com LES. Por outro lado, a cloroquina em doses plenas, empregada no tratamento para o LES, pode agravar ou desencadear as lesões da PCT. O uso da cloroquina em doses baixas diminui o risco de hepatotoxicidade e mostrou-se efetivo, sendo uma opção terapêutica disponível para os pacientes com ambas as doenças.

REPERCUSSÔES DO TABAGISMO NO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

CAROLINE HESPANHOL MARTINS; TANIA CESTARI; ANA PAULA MANZONI; VANESSA CUNHA; MARLI KNORST; PAULO EDUARDO NUNES; CLARICE RITTER; NATÁLIA SOLES; ANDREA DA COSTA; RÔMULO VARGAS

Introdução: O tabaco é uma substância largamente utilizada em todo o mundo e uma de suas conseqüências é o envelhecimento cutâneo precoce. Objetivo: Analisar, comparativamente, o grau de envelhecimento cutâneo da face de fumantes e não fumantes e esclarecer quais os principais sinais de envelhecimento causados pelo fumo. Material e Métodos: Foram avaliados 99 pacientes, 50 não tabagistas e 49 tabagistas, entre 40 e 60 anos, excluindo aqueles com exposição solar excessiva, cirurgia estética de face, em vigência de tratamento tópico cutâneo e aqueles com história de fumo prévio ou passivo. As alterações da face foram avaliadas através da Escala de Model, pelo escore de características da pele da face. Os indivíduos foram avaliados quanto ao tempo de fumo, quantidades diárias de cigarro, sexo e idade. Resultados: Os grupos não apresentaram diferenças significativas quanto a idade e sexo. Na aplicação da Escala de Model o grupo de tabagistas apresentou diferença estatisticamente significativa com maior pontuação que o grupo de não tabagistas (pConclusão: O tabagismo acelera o envelhecimento cutâneo facial.

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