ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PLANEJAMENTO FAMILIAR A MULHERES PORTADORAS DE HIV/AIDS EM UM SERVIÇO DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA DE PORTO ALEGRE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DAILA ALENA RAENCK DA SILVA; SABRINA TERESINHA GILLI DE SOUZA
Um dos grandes problemas do nosso século é o alto índice de HIV/AIDS . Com o aumento da transmissão heterossexual no mundo, sendo as mulheres dois terços das pessoas infectadas por essa via, torna-se relevante o debate sobre anticoncepção e vida reprodutiva. A transmissão materna infantil que caracteriza pela infecção através da placenta, parto, aleitamento chega até 0,8%, quando o tramento é feito corretamente, ou seja, usando os anti-retrovirais, cesárea eletiva e suspensão do aleitamento. Outro fator relevante para a prevenção da gestação nesse grupo é o uso de anti-retrovirais que possuem efeito teratogênico. Ficamos diante de um impasse, quando consideramos os desejos dessas mulheres de escolha reprodutiva e a redução da transmissão vertical . O
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planejamento familiar é a prestação de serviço que visa a saúde reprodutiva da mulher, o principal objetivo é retardar a gravidez ou evitar. Pretende-se com esse trabalho apresentar a assistência de enfermagem no planejamento familiar, mostrando os métodos contraceptivos oferecidos a pacientes HIV/AIDS atendidas em um Ambulatório. Mostrando as abordagens para o planejamento familiar em um Serviço de Atenção Especializada em HIV/AIDS/DST, da Unidade de Saúde da Vila dos Comerciários em Porto Alegre. Nessa instituição a enfermagem possui consultórios onde oferece consulta de enfermagem aos pacientes que são atendidos mediante a agendamento ou por livre demanda. Durante a consulta, de posse do prontuário se faz um rastreamento sobre as consultas ginecológicas, os métodos contraceptivos utilizados e o uso do preservativo. É disponibilizado as pacientes várias alternativas. Todas as pacientes que usam algum método possuem um controle rígido de uso e permanência. Frente aos riscos de uma gestação em pacientes soropositivo, o serviço oferece métodos de prevenção, sendo de tamanha importância à assistência que a enfermagem presta durante a consulta, auxiliando nas escolhas reprodutivas, oferecendo o planejamento familiar.
DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO: LOTEAMENTO MORADAS DA HÍPICA, PORTO ALEGRE (GERÊNCIA DISTRITAL SUL/CENTRO SUL)
KAREN SCHEIN DA SILVA; SOFIA LOUISE SANTIN BARILLI; ROBERTO OPITZ GOMES; KÁTIA BOTTEGA MORAES; PRISCILA DE OLIVEIRA DA SILVA; CÁSSIA LUISE BÖETTCHER; JÚLIA BARBOSA DA FONTOURA GONZALEZ; CRISTIANO FERRÃO; LUCIANO BITELLO CHAVES; DEISE LIBOA RIQUINHO.
Introdução: O Diagnóstico Comunitário é um processo de pesquisa-ação que permite identificar os problemas de uma comunidade e alocar recursos para solucioná-los. Essa técnica é empregável pela equipe de saúde da família, pois auxilia na obtenção dos resultados propostos pelo programa e visa obter mudanças de atitudes e comportamentos dos moradores, buscando um nível maior de saúde e de desenvolvimento social. Objetivo: Caracterizar o perfil sócio-econômico, ambiental, demográfico, de ocupação, de utilização dos serviços de saúde, de saneamento e de atividades econômicas da comunidade pertencente ao loteamento Moradas da Hípica – Porto Alegre. Método: Estudo descritivo; foram utilizadas tais ferramentas: observação direta e exploração da área, mapas, caminhadas com registro fotográfico e pesquisa bibliográfica. Resultados e considerações finais: Os principais problemas constatados na comunidade foram: falta de arborização, falta de sinalização, falta de escola e de creche comunitária na área, más condições sanitárias em devido a um riacho que atravessa a comunidade e serve como depósito de lixo, falta de transporte coletivo nas áreas internas da comunidade, grande número de terrenos baldios. A partir dessa identificação, propõem-se intervenções, baseadas fundamentalmente na educação em saúde, na expectativa de ampliar a capacidade de intervir nas condições de saúde das famílias, partindo dos recursos locais pré-existentes. Espera-se que o Diagnóstico Comunitário sirva como instrumento norteador para a equipe de saúde, a fim de que possa desenvolver ações de promoção da saúde na comunidade.
Ações integradas em saúde seriam efetivas, devendo os agentes comunitários funcionarem como ligação entre equipe de saúde – usuários do Estratégia de Saúde da Família.
DIFICULDADES NO TRATAMENTO COMPLEMENTAR DA DIABETE MALVILUCI CAMPOS PEREIRA; VERA CATARINA CASTIGLIA PORTELLA
O aumento da incidência de doenças crônicas como a diabete trouxe uma maior preocupação com o tratamento e, principalmente, a prevenção desta. Contudo, evidencia-se uma dificuldade por parte do paciente de realizar as modificações dos hábitos de vida necessárias à sua melhora. Assim, o presente tema foi escolhido na tentativa de buscar maiores esclarecimentos a respeito do tratamento complementar, das dificuldades que o cuidador tem de trabalhar com o paciente sobre a importância das mudanças nos hábitos de vida. Através de pesquisa em base de dados e material gráfico de diversos autores evidenciou-se a importância das mudanças de hábitos de vida no tratamento da Diabete Mellito tipo 2 e do auxílio profissional na promoção destas. Cuidados como dieta e exercícios, somadas ao tratamento medicamentoso, diminuem significativamente as complicações da diabete instalada, o que evidencia a importância do papel do profissional de saúde no incentivo dessas mudanças. Destacamos a enfermagem pelo seu maior contato com o paciente e por seu caráter educacional, para promover uma atenção integral e gerar maior comprometimento no tratamento. A abordagem educativa do profissional de saúde em relação a medidas de mudança no estilo de vida mostra-se complicada, as limitações pessoais do próprio doente são somadas às do profissional interferindo significativamente na adesão ao tratamento. Assim, é preciso que o profissional esteja preparado para lidar com as relutâncias do cliente e trabalhe efetivamente na sua educação e motivação ao tratamento, porém isso não ocorre na maioria dos casos, pois o profissional não é preparado para o atendimento integral do paciente e não conhece ou não consegue transmitir a este a necessidade de mudar hábitos de vida.
A PROBLEMÁTICA DA “IN”SEGURANÇA DO TRÂNSITO E AS CRIANÇAS DO BAIRRO HÍPICA EM PORTO ALEGRE: PROJETO CAMINHOS SEGUROS
DAIANA DA SILVA LÚCIO; ALESSANDRA VACCARI; ANNA GABRIELA ARAIS; CAROLINA SOUZA; DEISE LISBOA RIQUINHO; NICOLE DE PAULA MASCOLO; RENATA CAPPONI; SAMANTA PINTO; SUSANA MAYER;
VANESSA GRUDZINSKI
Introdução: Este trabalho foi desenvolvido na disciplina de Enfermagem Comunitária. Sua realização ocorreu no campo de estágio PSF Moradas da Hípica, na zona Sul de Porto Alegre. A dinâmica do Projeto “Caminhos Seguros” foi proposta pela disciplina, entretanto foi adaptada à realidade local. As oficinas foram desenvolvidas em quatro fases: desenhos, relatos, caminhadas e a construção da “Árvore de Problemas”. As atividades foram desenvolvidas junto às crianças da Fundação de Apoio Sócio-Cultural (FASC). Objetivo: Identificar, junto às crianças, a problemática da “in” segurança nos seus percursos da casa para escola e vice-versa, assim como propor soluções para melhorar a realidade vivenciada. Materiais e Métodos: Organização de oficinas utilizando material didático e caminhadas pelo bairro para identificação de problemas. A metodologia utilizada na organização das oficinas contribuiu para o bom desenvolvimento das atividades com as crianças que interagiram positivamente superando nossas expectativas. Resultados: As crianças atendidas estão expostas a riscos sociais, apresentando vários problemas referentes ao convívio familiar, situação econômica e social. Inicialmente houve uma banalização das questões com relação aos
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“perigos da rua”, pois estas estão inseridas no seu cotidiano e parecem não ser tão importantes. No decorrer das oficinas, as crianças apontaram alguns problemas como à falta de sinalização de trânsito e calçadas, presença do lixo depositado nas ruas e terrenos baldios e a existência de um valão, o qual recebe dejeto das casas e que não possui nenhum tipo de proteção.Considerações Finais: Prevemos o desenvolvimento de trabalhos futuros, como a elaboração de projetos junto à órgãos públicos, na tentativa de solucionar os problemas levantado.
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA DA ENFERMAGEM: REFLEXOS DA TRADIÇÃO E DA INOVAÇÃO
GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB; JULIANA SILVEIRA COLOMÉ, DORA LUCIA LEIDENS CORREA DE OLIVEIRA
Trata-se de uma revisão bibliográfica sobre as abordagens educativas em saúde da Enfermagem relatadas em artigos publicados em periódicos de grande circulação na área. Objetivou-se identificar os modelos de educação em saúde que eram mais evidentes nas ações educativas realizadas pelos profissionais da área e quais estavam de acordo com os pressupostos da promoção da saúde.
Foram utilizadas as publicações realizadas entre os anos de 2002 a 2006 das seguintes revistas: Revista Gaúcha de Enfermagem, Revista Brasileira de Enfermagem e Revista Latino-americana de Enfermagem. Como critério de inclusão, foram selecionados apenas os artigos com relatos de experiência ou de pesquisa e que apresentavam como descritores ou palavras-chave o termo educação em saúde. Foram selecionados 16 artigos e, a partir da análise destes, observou-se um reduzido número de trabalhos subsidiados por meio de um referencial em congruência aos pressupostos da promoção da saúde. Apenas 4 artigos utilizaram a linha do Modelo Radical de educação em saúde. Nos outros 12, que seguiam o Modelo Tradicional de educação em saúde, observou-se tentativas de estratégias educativas inovadoras através da realização de grupos, ainda assim, utilizavam-se de uma educação em saúde vertical com o educador em saúde como o grande possuidor do conhecimento. A análise dos artigos indica que a enfermagem realiza experiências educativas com abordagens mais modernas e congruentes com os pressupostos da Promoção da Saúde, porém isto não é o mais comum. O pequeno número de artigos publicados nos últimos cinco anos, relatando este tipo de experiência indica que as transformações das ações educativas em saúde realizadas pela enfermagem ainda precisam ser ser incrementadas e que predominam as abordagens tradicionais.
A FORMAÇÃO DE EDUCADORES EM SAÚDE NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: CONCEPÇÕES DOS GRADUANDOS
GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB; JULIANA SILVEIRA COLOMÉ, DORA LUCIA LEIDENS CORREA DE OLIVEIRA
A pesquisa analisou a formação de educadores em saúde na graduação em enfermagem segundo as concepções dos graduandos.
Trata-se de um estudo exploratório descritivo, estruturado a partir de uma abordagem qualitativa. A pesquisa foi desenvolvida junto aos Cursos de Graduação em Enfermagem da UFSM e da UFRGS e envolveu os graduandos do último semestre dos respectivos cursos. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais semi-estruturadas e os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática proposta por Minayo(1994). A análise sugere que o preparo do aluno de graduação em enfermagem para o trabalho educativo em saúde é permeado por concepções que mesclam pressupostos tradicionais e mais modernos de educação em saúde, sendo que estes últimos permanecem, em sua maioria, somente no campo da retórica. A dificuldade de uma implementação prática destes referenciais ampliados, como o da promoção da saúde, é justificada pelo forte predomínio do saber biomédico neste processo formativo, que se traduz principalmente em experiências curriculares que objetivam instrumentalizar os alunos para ações educativas em saúde preventivistas, com ênfase em mudanças individuais de comportamento e pautadas em saberes técnico-científicos. A pesquisa traz importantes subsídios para a reflexão sobre a formação de enfermeiros-educadores e evidencia a possibilidade de transformação das práticas destes enfermeiros no contexto da educação em saúde. Esta transformação deve ser orientada no sentido de propor ações educativas em saúde que transcendam o campo da prevenção de doenças e se configurem como estratégias de apoio a indivíduos e grupos para o desenvolvimento de uma postura crítica e propositiva na busca por melhores condições de vida e, conseqüentemente, de saúde.
GRUPO DE ESTUDOS EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB; LILIAN CORDOVA DO ESPÍRITO SANTO, DORA LUCIA LEIDENS CORREA DE OLIVEIRA
O Grupo de Estudos em Promoção da Saúde (GEPS) foi fundado em julho de 2005 pela profa Dra Dora Lúcia Leidens Corrêa de Oliveira, após o desmembramento do Núcleo de Estudos Culturais e Sociais do Cuidado em Saúde da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente congrega pesquisadores de vários níveis ( doutorado, mestrado, profissionais graduados, iniciação científica e graduandos) interessados em estudar fenômenos situados no contexto da promoção da saúde. O grupo objetiva utilizar referenciais e categorias sócio-analíticas no campo da educação em saúde, da saúde coletiva e das práticas do trabalho. A noção de promoção da saúde que norteia as atividades do Grupo incorpora um entendimento ampliado e positivo de saúde, definida como qualidade de vida. Possui os seguintes pressupostos: a saúde é resultado da satisfação de necessidades vitais de indivíduos e grupos; as necessidades vitais são socialmente definidas, em contextos diversos e historicamente situados; a saúde é um direito do indivíduo; a promoção da saúde requer a articulação e o compartilhamento de saberes e fazeres, no sentido do desenvolvimento de um projeto conjunto de engenharia ambiental que resulte na satisfação das necessidades vitais de indivíduos e grupos. Com isto, o GEPS vem buscando contribuir com o campo da promoção da saúde, através de investigações que congregam a comunidade científica e a sociedade.
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NECESSIDADES DE SAÚDE RELATADAS EM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA POPULAÇÃO DE UMA REGIÃO DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE, RS
GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB; DORA LUCIA LEIDENS CORRÊA DE OLIVEIRA
A participação da comunidade faz parte de um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Na cidade de Porto Alegre, RS uma das formas de realização dessa participação se dá por meio do Orçamento Participativo (OP). Em pesquisa que está sendo realizada por Veronese (2007), a autora observou que apenas 20% das ligações feitas para o SAMU, em 2006, ocasionaram o deslocamento de ambulâncias. Com base nos dados encontrados por Veronese (2007), que identificarão a região de Porto Alegre que mais gerou este número de ligações no ano de 2006, o presente projeto de pesquisa visa identificar quais as necessidades de saúde que são relatadas nas atas das reuniões regionais desta região (Região X) , a fim de verificar suas prioridades de saúde. Para executar a pesquisa, serão consultadas todas as atas dos anos de 2005 e 2006 das reuniões regionais da Região X e as atas das reuniões do OP municipal do ano de 2006. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória, com análise temática de conteúdo proposta por Minayo(2004). Os dados serão analisados com o auxílio do programa Qualitative Solutions Research (QSR) Nvivo 2.0, um programa computacional que se fundamenta no princípio da codificação e armazenamento de textos em categorias específicas (GUIZZO; KIRMINSKI; OLIVEIRA, 2003).Os resultados poderão colaborar com o entendimento de porque o SAMU é tão acionado naquela região, por causas, muitas vezes, que não são de competência deste em função do seu nível de complexidade. Dessa forma, o estudo fornecerá subsídios para que os profissionais de Enfermagem possam atuar diretamente com essa população na busca de estratégias para a melhoria da qualidade de vida e a identificação das necessidades de saúde embasadas nos princípios do SUS.
ENFERMAGEM UFRGS E SENTINELA DO SUL: PROMOVENDO A SAÚDE EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB; LIDIANE PIVETTA TEICHMANN, ARLETE SPENCER VANZIN
O trabalho apresenta um relato de experiência de duas acadêmicas de Enfermagem que tiveram a oportunidade de participar de um campo de estágio chamado Macrocampanhas de Saúde, que é oferecido pela disciplina Enfermagem Comunitária, na Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Este campo é coordenado pela professora Arlete Spencer Vanzin, nele as alunas são estimuladas a exercer atividades no atendimento à população embasadas nos pressupostos da Promoção da Saúde e a organizar uma Macrocampanha de Saúde . As macrocampanhas são recursos valiosos para promover a saúde e gerar situações de ensino/aprendizado(VANZIN, 1999). O trabalho objetiva relatar a experiência de duas acadêmicas como coordenadoras e organizadoras de uma Macrocampanha de Saúde na cidade de Sentinela do Sul, localizada no interior do estado do Rio Grande do Sul. A metodologia utilizada pelas acadêmicas foi a seguinte: escolha de local para realização do evento;
elaboração de projeto; sensibilização e marketing de parcerias para a realização da macrocampanha; busca por patrocínios;
desenvolvimento do evento através de realização de triagem, consultas de Enfermagem, oficinas e grupos; coleta de dados dos clientes participantes da macrocampanha; avaliação final e elaboração de relatório técnico com dados epidemiológicos e sociais do público atendido. A experiência adquirida através da realização desta macrocampanha foi de grande valia para o aprimoramento de conhecimentos e nos incentivou a cada vez mais buscar formas inovadoras de exercer as práticas de saúde.
Através desta realização obtivemos dados sociais e epidemiológicos que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida, serviços de saúde e atendimentos prestados à comunidade de Sentinela do Sul.
CICLO DE PALESTRAS: EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ORIENTAÇÃO ACERCA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR, SEXUALIDADE E DST/HIV/SIDA.
CAMILA RIGHI; CAMILA RODRIGUES, CLAUDIA CRISTINA DOS REIS MENDES, CRISTINA ROSSATTO BRAZ DA SILVA, THEMIS DOVERA
a) Introdução: Durante a realização do estágio de administração em enfermagem foram realizadas atividades assistências na área da Saúde Pública no Centro de Saúde Vila dos Comerciários. Próximo a este local realizou-se um trabalho educativo, na Escola Municipal de Educação Infantil Mundo da Imaginação, adequado para a idade e população atendida, sobre a sexualidade e prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A pedido dos profissionais que trabalhavam na escola para realizar as palestras, realizou-se o levantamento das reais necessidades solicitando-se aos alunos que fizessem perguntas a respeito das dúvidas que supostamente teriam sobre o desenvolvimento do corpo e sexualidade. O levantamento surpreendeu mais aos estagiários de enfermagem do que aos próprios coordenadores do local, devido a maior proximidade dos alunos. As perguntas confirmaram a necessidade de realizar o projeto educativo. b) Objetivos: Objetivou-se realizar a educação em saúde sexual para o desenvolvimento saudável da sexualidade além de enfatizar a prevenção de DST. c) Materiais e Métodos: Foi escolhido o método qualitativo do tipo exploratório e descritivo do campo de estágio para desenvolver o presente relato, posterior ao trabalho de educação em saúde. d) Resultados e Conclusões. O trabalho oportunizou a contribuição social, devido à instrumentalização de conhecimentos sobre sexualidade e DST, à comunidade com consideráveis necessidades de orientações. O projeto teve ampla aceitação dos pais, houve relatos de que ocorreu a aproximação entre pais e filhos, devido a maior liberdade de conversar sobre o assunto que antes não era comentado. Ao final do projeto foi solicitada a continuidade do trabalho, porém deixa-se, neste momento, o desafio para os próximos acadêmicos da responsabilidade social da área da saúde.
CONCEPÇÕES DE ENFERMEIRAS DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SOBRE ATENDIMENTO EM TENTATIVAS DE SUICÍDIO.
KELLY PIACHESKI DE ABREU; MARIA ALICE DIAS DA SILVA LIMA, EGLÊ KOHLRAUSCH; JOANNIE DOS SANTOS FACHINELLI SOARES
O suicídio, devido aos seus crescentes índices, tornou-se um grave problema de saúde pública. As enfermeiras que atuam nas unidades básicas de saúde podem agir com eficácia nas ações de prevenção desses agravos. O objetivo do estudo é analisar as concepções das enfermeiras sobre o atendimento prestado a usuários que idealizam ou tentaram o suicídio nas unidades básicas de saúde, destacando as ações desenvolvidas com esses usuários. Trata-se de uma pesquisa qualitativa. A base de dados do
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Observatório de Causas Externas da Região Lomba do Pinheiro e Partenon, do município de Porto Alegre, serviu de referência para identificação do campo para realização do estudo. As unidades foram selecionadas segundo o critério de notificação de ocorrências de suicídio e tentativa de suicídio. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semi-estruturada com enfermeiras. Na análise dos dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo temático. Os dados foram classificados em categorias empíricas: ações; encaminhamentos; trabalho de equipe; finalidade do trabalho; identificação da situação; dificuldades;
conhecimento; concepção sobre o atendimento e concepção sobre o suicídio. A prevenção e a manutenção da qualidade de vida dos usuários são as finalidades do trabalho, entretanto são poucas as ações preventivas desenvolvidas. A situação é identificada, principalmente, por familiares e agentes comunitários de saúde. Identificou-se dificuldade de acesso dos usuários aos serviços de assistência à saúde mental. Os resultados indicam que as enfermeiras tiveram poucas oportunidades de atendimento às vítimas de tentativa de suicídio. As dificuldades identificadas podem servir de base para propostas de ações, visando à integralidade do cuidado na atenção primária à saúde.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ABORDAGEM DO TEMA SEXUALIDADE EM ESCOLA DE ENSINO MÉDIO
PÂMELA PACHECO DALLA VECCHIA; CRISTINE WALKER; GARDI REGINA WEINHAL; MANOELA WINTER VIER;
PATRÍCIA FERNANDES ALBEIRICE DA ROCHA; CRISTIANE RAMOS KNOENER
Este trabalho trata-se de um estudo realizado pelas acadêmicas de enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina no desenvolvimento da disciplina Epidemiologia V. Considerando a sexualidade um elemento importante no processo de formação da identidade do adolescente (Romero; et al, 2007), é que elaboramos esta pesquisa, com o objetivo de verificar a compreensão que os alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio de uma escola da cidade de Palmitos -SC possuem sobre os temas:
sexualidade e métodos contraceptivos. A abordagem utilizada consistiu na aplicação de 2 questionários com perguntas relacionadas a sexualidade e métodos anticonscepcionais um antes e outro após, a explanação comentada sobre os temas: sistema reprodutor humano, métodos anticonscepcionais e doenças sexualmente transmissíveis. De um total de 38 questionários respondidos 11 citam o relacionamento íntimo entre pessoas como conceito de sexualidade, 28 citam a camisinha como principal método contraceptivo e dentre esses, 25 escreveram que a camisinha é o principal método na prevenção de DTS’s. Com isso, temos que 74% dos ouvintes compreendem que o preservativo é o método contraceptivo mais eficaz e que destes, 88% entendem que o uso da camisinha é eficaz na prevenção de DST’S. Portanto, consideramos que mais da metade dos alunos possuem consciência que o preservativo faz-se necessário em relações sexuais, mas 29% destes entendem que sexualidade refere-se a relações íntimas entre indivíduos, não como múltiplas identificações relacionadas a imagem corporal e a descoberta de si e das relações com familiares e grupos como explana Borges apud Romero (2007). Sugere-se a abordagem de temas relacionados a imagem corporal com estes alunos afim de esclarecê-los sobre os reais conceitos de sexualidade.
INTERNAÇÃO DE IDOSOS POR AGRAVOS DECORRENTES DE CAUSAS EXTERNAS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE PRONTO SOCORRO
SILVANA CLÁUDIA BASTOS DE MELO; SANDRA MARIA CEZAR LEAL
As Causas Externas (CEs) estão incluídas na Classificação Internacional de Doenças como agravos à saúde resultantes de violências e acidentes. São eventos previníveis, acidentais ou intencionais, com motivos pouco investigados. No Brasil, representam a sexta causa de morte entre os idosos. O objetivo do estudo é caracterizar as internações de idosos, decorrentes de agravos por CEs, no Hospital de Pronto Socorro, de Porto Alegre, no período de 1 de julho a 31 de dezembro de 2005.É um estudo descritivo do tipo transversal. Os participantes do estudo foram idosos internados e a coleta dos dados foi realizada nos prontuários dos mesmos, que foram analisados com índices freqüênciais absolutos e relativos. Utilizou-se o software EpiInfo.
Seguiu-se a Resolução 196/1996. No período do estudo, 402 idosos foram hospitalizados e as mulheres representaram o percentual de 60,2%. Os homens foram mais freqüentes, na faixa etária de 60 a 70; o mesmo ocorreu com as mulheres, na faixa etária acima de 71 anos. Os agravos de maior incidência foram as quedas, tendo a maioria ocorrido no próprio domicilio ou no bairro onde o idoso residia. A fratura proximal de fêmur representou 43%, seguida de traumas crânio-encefálicos 14,4%. A maioria dos idosos era procedente de Porto Alegre 69,2%. Considera-se os agravos decorrentes a CEs entre a população idosa, um grave problema de saúde pública por causarem sérias conseqüências e, por serem agravos que podem ser evitados com ações de prevenção voltadas a essa população. Entende-se que são produzidos socialmente e que ações solidárias e educativas podem reduzir suas causas e as graves conseqüências resultantes na população brasileira de idoso.
CAMINHOS SEGUROS: CONSTRUINDO UMA NOVA REALIDADE
CÁTIA SOUZA; DENISE LAGEMANN ROSITO; JULIANA GIBBON NEVES; PAULA GONÇALVES FILIPPON
Introdução: Caminhos Seguros é um dos ítens a serem desenvolvidos no Projeto “Observatório de Causas Externas”, implementado nos bairros Lomba do Pinheiro e Partenon, para sistematização de dados sobre causas externas, em Porto Alegre, necessário para construir e planejar meios de intervenção para combatê-los, pois atualmente são um sério problema de saúde pública (PMPA, 2005-2007). Trata-se de buscar os problemas desta comunidade e suas possíveis soluções na visão de suas crianças. Segundo Bueno (2006), “as crianças e os adolescentes são mais vulneráveis aos agravos por causas externas na região analisada”, conseqüência da vulnerabilidade física, imaturidade e curiosidade, próprios do desenvolvimento, acabando por contribuir sem justificar. Objetivos: Dar início a implementação do projeto “Caminhos Seguros”, na Comunidade do PSF São Pedro, visando elucidar e mapear locais de risco encontrados nos caminhos das crianças de suas casas até a escola. Material e Métodos: Realizado através de oficinas com alunos da 4ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro e revisão de literatura. Resultados: Esta atividade proporcionou mapeamento dos problemas desta comunidade, o que tornará possível estudar meios de modificar a realidade enfrentada diariamente pelos alunos, e com isso nortear ações preventivas a serem implementadas. Conclusão: O trabalho desenvolvido com as crianças foi importante, pois de forma lúdica aflorou o espírito crítico acerca do meio em que vivem. Levantamos vários pontos a serem trabalhados nessa comunidade, relacionados diretamente