Os resultados preliminares indicam que no que diz respeito à qualidade da experiência do visitante, pode-se dizer que a percepção dos visitantes sobre a infraestrutura turística é a mais influenciada, pois apresenta níveis de satisfação bem distribuídos entre as pontuações. 168 Tabela 26 - Frequência observada entre as variáveis “indenizações aos operadores turísticos”. TO), 'número de cetáceos vistos' (QtCe) e 'taxas de visitantes'.
CONTEXTO DA PESQUISA
Quanto às formas pelas quais os visitantes tomaram conhecimento do turismo de observação de baleias na APA Baleia Franca (Tabela 7), a Internet se destaca como o meio mais utilizado pelos visitantes, seguida por familiares e amigos (36,9%). A Figura 12 apresenta a relação entre o meio de hospedagem utilizado (Alojamento), a faixa etária (Idade) e o gasto médio (Utilização) dos visitantes que realizaram a atividade de observação a bordo de baleias na APA da Baleia Franca. Verifica-se que as mesmas pessoas que estão satisfeitas com a experiência (Ex) e com a atividade como entretenimento (Et) são aquelas que estão satisfeitas com a relação custo-benefício (CB) da atividade de observação de cetáceos a bordo na APA de Direito Baleia.
Destes, 63 deram nota 5 à duração das atividades de observação de baleias e golfinhos (Dr: 5), 47 deles deram nota 5 à qualidade da água nas praias (Ag: 5) e 25 avaliaram a qualidade da água para uma 5. baleia. Da mesma forma, outros 90 entrevistados são neutros (TV: N), enquanto apenas 27 entrevistados são contra a possibilidade de introdução de taxas de visitação (TV: C) em favor de melhorias no turismo de observação de baleias e golfinhos na APA da Baleia Franca. A Figura 27 relaciona a percepção dos entrevistados sobre a lotação de visitantes de embarcações (QtVi) com a opinião sobre a hipótese de limitação do número de visitantes por dia (VD) e de embarcações por dia (lED) para o turismo de observação de baleias e golfinhos na Baleia. Franca APA.
A Figura 28 trata da relação entre a percepção dos entrevistados quanto ao número de animais cetáceos observados durante a atividade desenvolvida (QtCe) com a opinião quanto à possibilidade de limite de visitantes por dia (VD) e de embarcações por dia (lED). cetáceos terão turismo na APA Baleia Franca.
PROBLEMA DE PESQUISA E OBJETIVOS
CARACTERIZAÇÃO DO MÉTODO
A primeira procura contextualizar a relação entre a necessidade de conservação da natureza e o uso público aplicado às atividades recreativas em áreas marinhas protegidas. O quinto e último capítulo da fundamentação teórica traz uma síntese dos modelos de gestão de uso público em áreas protegidas existentes, como funcionam e quais os pontos de partida para sua aplicação.
JUSTIFICATIVA
Dada a falta de estudos sobre este tema em áreas marinhas protegidas, o presente estudo e os seus resultados podem dar um contributo científico para a aplicabilidade de modelos estruturados de gestão do impacto da visitação de acordo com o paradigma da capacidade de suporte. O presente trabalho pretende, portanto, servir de modelo para proporcionar uma melhor gestão das visitas em áreas protegidas através de um melhor planeamento do turismo de observação de cetáceos a bordo.
TURISMO E CONSERVAÇÃO EM ÁREAS PROTEGIDAS MARINHAS
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação e as áreas protegidas
A Lei nº 9.985/00, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), contém em seu art. A elaboração do primeiro Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil (PSUCB) ocorreu em duas fases.
As Áreas de Proteção Ambiental do Brasil: contexto do planejamento
Nesse sentido, vale citar o plano de manejo como um documento elaborado com base em estudos técnicos e utilizado pelos gestores de áreas protegidas. Para Santos Júnior (2006), os planos de manejo resultam de processos de planejamento anteriores à sua publicação, já durante a criação de uma unidade de conservação.
A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca: o panorama de uma
Com exceção do registro de embarcações, as recomendações acima ainda não foram implementadas na APA Baleia Franca. Outro aspecto importante em relação à regulamentação vigente na APA Baleia Franca são os refúgios.
TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE CETÁCEOS: EM BUSCA DA
Histórico do turismo de observação de cetáceos
O turismo de observação de baleias é uma atividade que tem crescido significativamente ao longo dos anos, principalmente na América Latina, que apresenta grande potencial para sua implementação. A atividade de observação de baleias provavelmente começou há muitos séculos, quando os nativos observaram baleias ao longo da costa.
Dados do turismo de observação de cetáceos
Menos de 0,001% de todos os tipos de atividades de observação de baleias (<10 mil participantes por ano) são avistamentos aéreos. Todos os países têm programas de investigação, muitos deles de identificação com fotografia e outros tipos de investigação relacionados com operações de observação de baleias.
Aspectos legais do turismo de observação de cetáceos no Brasil e no mundo
Os operadores de observação de baleias devem ter o “dever” de cuidado para com os animais que exploram. Portanto, este artigo teve como objetivo destacar os aspectos mais importantes relacionados às regulamentações e códigos de conduta para o turismo de observação de baleias.
Impactos do turismo de observação de cetáceos
Algumas destas pesquisas sugerem que a abordagem adotada pelos navios de observação de baleias mudou o seu comportamento e sugeriu que tal abordagem poderia ser prejudicial para estes mamíferos. Deve-se notar que, salvo em alguns casos, o custo da observação de baleias não é levado em consideração aqui.
Aspectos do turismo de observação de cetáceos na APA da Baleia
Em relação aos números do turismo de observação de baleias na APA da Baleia Franca, é possível afirmar que, durante os últimos 10 anos, as atividades de observação de baleias aumentaram, assim como o número de baleias. Pelo menos 572 cruzeiros foram realizados na APA Baleia Franca entre julho e novembro de 1999 e 2008, correspondendo aos primeiros 10 anos de desenvolvimento do turismo de observação de baleias na região.
A sustentabilidade do turismo de observação de cetáceos
Ao analisar a tabela 20, constatou-se que houve um grande número de respondentes que atribuíram nota 5 à variável percepção de experiência (Ex), com 132 respondentes (Ex: 5). Dentre as variáveis da tabela “embarque-desembarque” (ED) foi a que recebeu o maior número de respondentes que deram nota 1 (ED: 1), com um total de 14 respondentes e 12 que deram nota 2 para a variável (ED: 2).
CAPACIDADE DE CARGA TURÍSTICA E MODELOS DE GESTÃO
Métodos de capacidade de carga e modelos de gestão turística aplicados
- Espectro de Oportunidade Recreativa – ROS
- Limites Aceitáveis de Câmbio – LAC
- Manejo do Impacto de Visitantes – VIM
- Processo de Gerenciamento das Atividades dos Visitantes – VAMP
- Experiência do Visitante de Proteção dos Recursos – VERP
- Modelo de Gerenciamento e Organização do Turismo – TOMM
É raro encontrar um documento como um plano de gestão ou estratégia baseado exclusivamente no modelo ROS. Na maioria das vezes, a ALC está escondida atrás de um processo de planeamento que não é explicitamente mencionado no plano de gestão. O modelo VIM também aborda o conceito de capacidade de suporte num contexto de gestão empresarial mais global.
Como modelo de planeamento, tem o potencial de abordar os impactos da recreação local numa variedade de ambientes e em combinação com outros modelos de planeamento durante o processo de planeamento de gestão. Outras abordagens incluem o planeamento e gestão de parques nacionais e um processo de gestão de recursos naturais.
ÁREA OBJETO DE ESTUDO
Quanto aos aspectos geomorfológicos, pode-se dizer que as paisagens da APA Baleia Franca são produto da ação do mar nos ambientes litorâneos do litoral. Nesse sentido, Groch e colegas (2009) encontram um aumento exponencial no número de navios de cruzeiro e passageiros realizando atividades de observação de cetáceos na APA Baleia Franca entre 1999 e 2008, sendo que apenas 14 avistamentos de cetáceos a bordo foram realizados em 1999. com um total de 141 passageiros. Portanto, mais uma vez, os números destacam a representatividade desta atividade turística em termos de desenvolvimento socioeconômico na região da APA Baleia Franca, principalmente nos municípios de Garopaba e Imbituba.
CARACTERIZAÇÃO DO MÉTODO DA PESQUISA E ESTRUTURA
Portanto, para obtenção e posterior análise dos dados, o procedimento metodológico da pesquisa foi estabelecido com base nos objetivos específicos elencados no presente estudo. O detalhamento da metodologia segue a sequência da Figura 8, que mostra esquematicamente todo o processo de coleta e análise de dados até a geração dos resultados esperados. Ao utilizar diferentes ferramentas de coleta e análise de dados para cada etapa, espera-se, portanto, que no seu conjunto componha uma ferramenta metodológica que possa fornecer respostas mais claras e seguras aos problemas de pesquisa e ao alcance dos objetivos.
POPULAÇÃO, AMOSTRA E COLETA DE DADOS
Em termos de instrumentos de coleta de dados, foram utilizados questionários semiestruturados com algumas perguntas abertas e a maioria fechadas, pois foram aplicados aos visitantes imediatamente após o término das atividades de observação de cetáceos a bordo da APA Baleia Franca. Com a aplicação de um pré-teste na área de estudo, foram possíveis correções e ajustes no instrumento de coleta de dados, necessários para tornar a aplicação mais prática e eficaz. TABELA 2 - Número e datas das saídas de campo realizadas no período de coleta de dados amostrais de 2009.
ANÁLISE DOS DADOS
Caracterização da visita e do visitante
O objetivo é encontrar através da análise de correspondência as relações recíprocas, associações e oposições entre variáveis e amostras. Em relação à tabulação de dados para futuras análises de correspondência, é importante destacar os dois tipos de tabelas utilizadas para gerar gráficos: a tabela lógica e a tabela de códigos curtos. Quanto à tabela lógica, pressupõe-se que os dados já tenham sido organizados em categorias, por meio de categorização ou análise de conteúdo antes da realização da AFC.
Validação das variáveis para a qualidade da experiência
R1 1ª prioridade para melhorias na região R2 2ª prioridade para melhorias na região R3 3ª prioridade para melhorias na região cTx Contra a cobrança de taxas às operadoras TxN Neutro na cobrança de taxas às operadoras TxF A favor da cobrança de taxas às operadoras cTxV Contra a cobrança de taxas a visitantes TxVN Neutro contra cobrança de taxas de visitantes TxVF Para cobrança de taxas de visitantes cVD Contra limitação de visitantes por dia VDN Neutro contra limitação de visitantes por dia VDF Para limitação de visitantes por dia. QtCe Número de cetáceos no local de observação QtVi Número de visitantes no navio QtEb Número de navios na área. Para tanto, vinculam-se as intersecções entre as variáveis dos grupos de experiência, a saber: experiência x serviços; experiência x infraestrutura; serviços x infraestrutura; condições de permanência x experiência; condições de armazenamento x serviços; condições de manutenção de x infraestrutura.
Análise da qualidade da experiência do visitante
Com base nas variáveis cruzadas da Tabela 4, os dados coletados serão avaliados pelo método estatístico de análise fatorial de correspondência. Após a determinação destes parâmetros, foi possível analisar a qualidade da experiência do visitante com base na relação das percepções dos visitantes entre os grupos pesquisados. Assim, este capítulo está dividido levando em consideração as seguintes análises: características da visita, análise da percepção do visitante e relevância da ferramenta de análise de percepção para os modelos de planejamento e gestão do uso público utilizados em unidades de conservação no caso específico da percepção e experiência da APA. visitante da Baleia Franca para observação de baleias e golfinhos.
CARACTERIZAÇÃO DA VISITA E DO VISITANTE
Análise univariada da caracterização da visita e do visitante
Análise multivariada da caracterização da visita
ANÁLISE DA QUALIDADE DA EXPERIÊNCIA DO VISITANTE
Análise univariada dos parâmetros de qualidade da experiência do visitante
A Figura 17 analisa a relação entre as seguintes variáveis de percepção de experiência: “ocupação de visitantes na embarcação” (QtVi), “número de embarcações próximas” durante a atividade de observação (QtEb), “número de baleias avistadas” (QtCe ), “percepção de experiência” (Ex) e “percepção da atividade como divertida” (Et). Esta parte dos visitantes que atribuiu nota 5 à sua percepção do número de cetáceos avistados (QtCe: 5) também se apresenta neutra (TO: N; TV: N), mesmo contra (TO: C; . TV: C), até a possibilidade de aplicação de taxas para operadores e visitantes. Portanto, existe uma relação entre as variáveis de percepção da infraestrutura e a opinião dos respondentes quanto à necessidade de melhorias (R1) na região da APA Baleia Franca, pois houve um grande número de respondentes que deram notas médias para as variáveis referentes à percepção. de infraestrutura (ED: 4, Sn: 3, Ac: 3) e que priorizou melhorias nesse aspecto (R1: Inf).
Análise multivariada dos parâmetros de qualidade da experiência do visitante
- Análise da relação entre percepção da experiência e percepção dos serviços
- Análise da relação entre percepção da experiência e percepção da infraestrutura
- Análise da relação entre percepção da experiência, percepção dos serviços
- Análise da percepção dos visitantes quanto à necessidade de preservação