• Nenhum resultado encontrado

Vigilância hospitalar de intussuscepção entre neonatos.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Vigilância hospitalar de intussuscepção entre neonatos."

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

www.jped.com.br

ARTIGO

ORIGINAL

Hospital-based

surveillance

of

intussusception

among

infants

Eder

Gatti

Fernandes

a,

,

Eyal

Leshem

b

,

Manish

Patel

c

,

Brendan

Flannery

d

,

Alessandra

Cristina

Guedes

Pellini

e

,

Maria

Amelia

Veras

f

e

Helena

Keico

Sato

g

aProgramadeTreinamentoemEpidemiologiaAplicadaaosServic¸osdoSistemaÚnicodeSaúdedoEstadodeSãoPaulo

(Episus-SP),SecretariadeEstadodaSaúdedeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil

bServic¸odeInteligênciaEpidemiológica,DepartamentodeRecursosHumanoseDesenvolvimentodeCarreira,Centersfor

DiseasesControlandPrevention,Atlanta,EstadosUnidos

cDivisãodeDoenc¸asVirais,CentersforDiseasesControlandPrevention,Atlanta,EstadosUnidos dCentersforDiseasesControlandPrevention,Atlanta,EstadosUnidos

eDivisãodeEmergênciasemSaúdePública,SecretariadeEstadodaSaúdedeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil fDepartamentodeMedicinaSocial,FaculdadedeCiênciasMédicasdaSantaCasadeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil gDivisãodeImunizac¸ão,SecretariadeEstadodaSaúdedeSãoPaulo,SãoPaulo,SP,Brasil

Recebidoem14denovembrode2014;aceitoem2dejunhode2015

KEYWORDS Rotavirusvaccines; Intussusception; Surveillance; Brazil

Abstract

Objective: Intussusceptionsurveillancewasinitiatedafterthenationwideintroductionoflive attenuatedmonovalentrotavirusvaccine(RV1).Theobjectiveistoassesstheepidemiologyof intussusceptionandcomparethenumberofcasesbeforeandaftertheintroductionofrotavirus vaccine.

Methods: CasesofintussusceptionoccurringbetweenMarch2006andJanuary2008were iden-tifiedthroughaprospectiveenhancedpassivesurveillancesystemestablishedinsentinelstate hospitals.Retrospectivereviewofmedicalrecordswasusedtoidentifycases,whichoccurred insentinelhospitalsbetweenJanuary2001andFebruary2006.

Results: From2001-2008,331intussusceptioncaseswereidentified, 59.5%were male,with peakincidenceamongthose18-24weeksofage.Overall<10%ofcaseswereamonginfants 6-14weeksofage(whenthefirstdoseofRV1isadministered).Themostfrequentlyobservedsigns orsymptomsofintussusceptionincludedvomiting(89.4%),bloodystool(75.5%),andabdominal distention (71.8%). A majority(92.1%)ofthe case-patients required surgeryfor treatment; 31.8%ofthosewhounderwentsurgeryrequiredbowelresection,and13(3.9%)died.Among the 21hospitals thatreportedcases throughouttheentire surveillance period(2001-2008),

DOIserefereaoartigo:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2015.06.008

Comocitar esteartigo: FernandesEG,Leshem E, PatelM, FlanneryB, Pellini AC,VerasMA,et al. Hospital-based surveillanceof

intussusceptionamonginfants.JPediatr(RioJ).2016;92:181---7.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](E.G.Fernandes).

(2)

thenumberofintussusceptioneventsduring2007(n=26)and2008(n=19)wasnotgreaterthan theaverageannualnumber(n=31,range24---42)duringbaselineyears2001-2005.

Conclusions: Althoughthisanalysisdidnotidentifyanincreaseinintussusceptioncasesduring thetwoyearsafterRV1introduction,theseresultssupporttheneedforspecialepidemiologic methodstoassessthepotentiallinkbetweenrotavirusvaccineandthisveryrareadverseevent. ©2016SociedadeBrasileiradePediatria.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Allrightsreserved.

PALAVRAS-CHAVE Vacinacontra rotavírus; Intussuscepc¸ão; Vigilância; Brasil

Vigilânciahospitalardeintussuscepc¸ãoentreneonatos

Resumo

Objetivo: Avigilânciadaintussuscepc¸ãofoiiniciadaapósaintroduc¸ãodavacinamonovalente vivaatenuadacontrarotavírus(RV1)emtodoopaís.Oobjetivoéavaliaraepidemiologiada intussuscepc¸ãoecompararaquantidadedecasosantesedepoisdaintroduc¸ãodavacinacontra rotavírus.

Métodos: Oscasosdeintussuscepc¸ãoentremarc¸ode2006ejaneirode2008foramidentificados pormeiodeumsistemadevigilânciapassivoprospectivoaprimoradoestabelecidoem hospitais--sentinelaestaduais.Aanáliseretrospectivadeprontuáriosmédicosfoiusadaparaidentificar oscasosqueocorreramemhospitais-sentinelaentrejaneirode2001efevereirode2006.

Resultados: De2001-2008,identificamos331casosdeintussuscepc¸ão,59,5%dosquais ocorre-ramempacientesdosexomasculino,compicodeincidênciaentreaquelescom18-24semanas de idade.Em geral,<10%dos casos ocorreramentre neonatos com6-14semanas de idade (quandoa1adosedeRV1éadministrada).Ossinaisousintomasdeintussuscepc¸ãoobservados commaisfrequênciaincluíamvômito(89,4%),fezescomsangue(75,5%)edistensãoabdominal (71,8%).A maioria(92,1%)dospacientesprecisoude cirurgiapara otratamento;31,8% dos quesesubmeteramàcirurgiaprecisaramderessecc¸ãointestinale13(3,9%)vieramaóbito. Entreos21hospitaisquerelataramcasosdurantetodooperíododevigilância(2001-2008),a quantidadedecasosdeintussuscepc¸ãoem2007(n=26)e2008(n=19)nãofoimaiordoquea quantidademédiaanual(31,faixade24-42)duranteosanos-basede2001-2005.

Conclusões: Embora esta análise não tenha identificado um aumento nos casos de intussuscepc¸ãonosdoisanosapósaintroduc¸ãodaRV1,esses resultadosjustificama neces-sidadedemétodosepidemiológicosespeciaisparaavaliarapossívelassociac¸ãoentreavacina contrarotavíruseesseeventoadversomuitoraro.

©2016SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Todososdireitos reservados.

Introduc

¸ão

O rotavírus é a principal causa de diarreia grave, repre-senta∼ 453.000óbitosanualmente entrecrianc¸as com<5

anosem todo omundo.1 AOrganizac¸ãoMundialde Saúde

(OMS) recomendou a introduc¸ão global de uma das duas vacinas licenciadas contra o rotavírus [RotaTeq ou RV5 (Merck®, PA, EUA) e Rotarix ou RV1 (Rotarix®,

GlaxoS-mithKline Biologicals, Rixensart, Bélgica)] nos programas nacionaisdeimunizac¸ãoparaaprevenc¸ãodadoenc¸agrave por rotavírus.2 Em marc¸o de 2006, o Ministério da Saúde

introduziua RV1,vacinamonovalente vivaatenuada deri-vadadacepahumana G1P[8],em todosos27estadospor meiodeseuProgramaNacionaldeImunizac¸ão(PNI).

Umproblemaimportantenos programasdeimunizac¸ão comvacinacontrarotavírusé anecessidadedo monitora-mento da seguranc¸a a respeito daintussuscepc¸ão, forma de obstruc¸ão intestinal que ocorre a uma taxa histórica deaproximadamente50em100.000neonatos.3

Descobriu--seque uma vacinacontra rotavírus anterior(Rotashield, WyethVaccines,PA,EUA)combaseemumacepadiferente

(rhesus) das vacinas atualmente recomendadas pela OMS estava associada a um risco maior de intussuscepc¸ão: ∼ 10 casos a mais a cada 100.000 neonatos vacinados.4 Grandes ensaios clínicos não detectaram um risco de intussuscepc¸ão associado a quaisquer das vacinas atual-mente usadas;5,6 contudo,a vigilância após aautorizac¸ão

no México e na Austrália observou um pequeno risco de intussuscepc¸ão após a 1a

dose.7,8 No México, foi

encon-trada uma associac¸ão entre a RV1 e a intussuscepc¸ão: a vacina causou 1-4 casosde intussuscepc¸ão a mais a cada 100.000 neonatos vacinados.8,9 Na Austrália,umapossível

aglomerac¸ão temporal de episódios de intussuscepc¸ão foi observadaduranteossetediasapósa1adosetantodaRV1

quantodaRV5,emboranãotenhahavidoaumentonorisco geralem12mesesdeidade.7NoBrasil,nãofoiidentificado

aumento norisco após a primeira dose, porém um possí-velbaixoriscofoiidentificadoapósasegundadosedeRV1 (1,5casoamaisacada100.000neonatosvacinados).9Não

(3)

excluído.10 As quedasmarcadas em diarreiagrave e fatal

foramdemonstradasempaísesqueadotaramavacinacom antecedênciaapósaintroduc¸ãodavacinacontrarotavírus.11

Comoos benefícios comprovados davacinac¸ão superaram com folga o baixo risco de intussuscepc¸ão observado em alguns ambientes, as agências reguladoras continuaram a recomendar a vacinac¸ão contra o rotavírus a todas as crianc¸as do mundo.2 O monitoramento contínuo após a

autorizac¸ão daseguranc¸ae daeficácia dasvacinas contra rotavírus é fundamental para avaliar o perfil de risco--benefíciodasvacinascontrarotavírus.

Nosso objetivo era monitorar e caracterizar os casos de intussuscepc¸ão em um subgrupo de hospitais que par-ticipam deste estudo e comparar o número de casos de intussuscepc¸ão antes e depois da introduc¸ão da vacina contrarotavírus.

Material

e

métodos

Definic¸ãodecasodeintussuscepc¸ão

Oscasosdeintussuscepc¸ãoforamdefinidoscomoresidentes

no Estado de São Paulo, com menos de um ano e

diag-nosticados com base no Nível I de certeza diagnóstica,

conformedefinidopeloscritériosdoGrupodeTrabalho Cola-borativoemIntussuscepc¸ãodaUniversidadedeBrighton.12

O diagnóstico de intussuscepc¸ão é classificado como de Nível1casoconfirmadoporenemaopacocomaroubário, ultrassom(comreduc¸ãoconfirmadaemultrassomouenema posteriores),cirurgiaounecropsia.

Ambienteefontesdedados

SãoPauloéumestadobrasileiroaltamenteindustrializado.

Tambéméomaispopuloso:maisde41milhõesdepessoas

(41.579.695em2011).Acoortederecém-nascidostem dimi-nuídoaolongodosúltimosanos.Em2001,686.533crianc¸as

nasceramemSãoPaulo,aopassoque605.558nasceramem

2008.13Acoberturadevacinasdeduasdosescontra

rotaví-rusentrecrianc¸ascommenosdeumanoatingiu85,1%em 2007 e 86,3% em 2008.14 NoEstadode SãoPaulo existem

9.549 leitos pediátricosclínicos e 1.048 leitos pediátricos cirúrgicosdistribuídospelos893hospitaispúblicose priva-dos.

Osdadossobreintussuscepc¸ãoforamobtidosde58 hos-pitais no Estado de São Paulo de 2001 até 2008. Esses hospitais-sentinela foram escolhidos dentre aqueles com servic¸osdecirurgiapediátricaqueatendiamcomoos princi-paishospitaisparaondepacientescomobstruc¸ãointestinal eramencaminhadosemcadaregiãometropolitanaou gru-posdemunicípios(fig.1).Nemtodosesseshospitaisfizeram vigilância durante todo o período do estudo, 2001-2008. Assim,paracompararosperíodospré-epós-vacina,usamos apenas dados de 21 dos 58 hospitais que faziam vigilân-cia de intussuscepc¸ão em todo o período de 2001-2008. Esseshospitaistinham10,2%dosleitospediátricosclínicos e 12,7%dos leitospediátricos cirúrgicosdoEstado deSão Paulo,porémrepresentaram30%dosdiagnósticosdealtade obstruc¸ãointestinalidentificadosentrecrianc¸ascommenos deumanointernadasemhospitaispúblicosdeSãoPaulode 2001a2005.

Vigilância de casos de intussuscepção no Estado de São Paulo/Brasil

Vigilância Hospitalar n = 331 casos

21 Hospitais Notificações de 2001 a 2008

3 Hospitais Notificações de 2001 a 2005

34 Hospitais Notificações de 2006 a 2008

Figura1 Vigilância de casos de intussuscepc¸ão entre neo-natoscomidade<12mesesem 58hospitaisdoEstadodeSão Paulo,Brasil,2001-2008.

Foram usadas duas abordagens para averiguar casos

de intussuscepc¸ão. Para estabelecer uma referência pré--vacina,oscasosdeintussuscepc¸ãointernadosentrejaneiro

de2001 e fevereiro de2006 foramidentificados em cada

hospital-sentinelapormeiodeanáliseretrospectivade diag-nósticosdealtacodificadoscomoobstruc¸ãointestinal(K56) de acordo com a Classificac¸ão Internacional de Doenc¸as, 10◦ edic¸ão (CID-10) e diagnósticos de intussuscepc¸ão em livros de registro radiológicos ou cirúrgicos. A busca foi

feitaem 2006e osdados foramobtidosa partir de

pron-tuários médicos com formulários padronizados. Os casos

queocorreram entre marc¸o de2006 e dezembrode 2008

foramidentificadospor meiode umsistema devigilância

prospectiva estabelecido em hospitais-sentinela

estadu-ais privados e públicos. A equipe médica e cirúrgica em

hospitais-sentinelaparticipoudeumtreinamentoinicialna identificac¸ãodecasosdeintussuscepc¸ãocomadefinic¸ãode casoNívelIvalidadadaUniversidadedeBrighton.Foipedido queaequipedohospital,principalmentecirurgiões pediá-tricos,informassecasoseletronicamentecomumformulário padrão de coleta de dados. Visitas e ligac¸ões periódicas eramfeitasnohospitalparaincentivarosrelatoseresolver preocupac¸ões. Uma análise periódica de registros cirúrgi-coseradiológicoserafeitaparagarantiracompletudedos relatórios.

Análiseestatística

Resumimos as características demográficas e clínicas de

casos de pacientes de todos os hospitais com

estatísti-casdescritivas. Para examinarpossível variac¸ão sazonal e distribuic¸ãoetáriadecasosdeintussuscepc¸ão,trac¸amosa quantidadedeinternac¸õesporintussuscepc¸ãoemSãoPaulo poranoesemanadeidade.Nessaanálise,usamoscasosde todosos58hospitaisdevigilância.

Tambémnosinteressamospormudanc¸asnaquantidade

decasos de intussuscepc¸ão antese depois daintroduc¸ão

da vacina. Assim, trac¸amos a quantidade de casos de

intussuscepc¸ão por ano nesses 21 hospitais que fizeram

vigilância durante todo o período de 2001-2008. Como a

abrangência da vacina contra o rotavírus entre neonatos

foi alta após 2006,14 comparamos o número de casos de

(4)

rotavírus foi introduzida. Também trac¸amoso númerode casosdeintussuscepc¸ãodesses21hospitaisporanocivil,de acordocomquatrofaixas etárias:<6semanas,6-14 sema-nas, 15-24 semanas e 25-52 semanas. Todas as análises estatísticas foramfeitas com o Epi-Info3.5.1 (Epi InfoTM,

GA,EUA)eoMicrosoftExcel2007(Microsoft®,WA,EUA).

Ética

OestudofoiaprovadopeloComitêdeÉticadaIrmandadeda SantaCasadeMisericórdiadeSãoPaulo,númeroderegistro 38053.

Resultados

Característicasclínicasedemográficasdoscasos

Entre2001e2008identificamos331casosdeintussuscepc¸ão noEstadodeSão Paulo(fig. 1). Ocorriam commaior pro-babilidadeem neonatos do sexomasculino (59,5%)e com idade médiade 26semanas (tabela 1),com pico de inci-dência em neonatos com 18-24 semanas (fig. 2). Apenas 9,1%doscasosdeintussuscepc¸ãoocorreramentrecrianc¸as com<15semanas,quandoa1a

dosedavacinacontra rota-vírusnormalmente é administradanoBrasil, aopassoque 36,6%ocorreramentrecrianc¸ascom15-24semanas,quando a2a

dosedavacinacontrarotavírusnormalmenteé adminis-trada,e54,4%entrecrianc¸ascom25-52semanas.Oscasos deintussuscepc¸ão ocorreramdurante oanotodosem evi-dênciadepicosazonal(dadosnãoapresentados).

Os sinais ou sintomas observados com mais frequên-cia(tabela 1) incluíam vômito (89,4%), fezes com sangue (75,5%) e distensão abdominal (71,8%). A durac¸ão média dossintomasantesdoatendimentomédicofoide∼1dia. Odiagnósticodeintussuscepc¸ãofoifeitopor ultrassonogra-fia,enema opacoe cirurgia em 44,1%, 21,5%e 34,1% dos pacientes,respectivamente.Amaioria(92,1%)dos pacien-tesrecebeutratamentocirúrgicoparaintussuscepc¸ãoepelo menos31,8%dospacientessubmetidosacirurgiaprecisaram deressecc¸ãointestinal.Entre os331 pacientesinternados paraintussuscepc¸ãoduranteoperíododoestudo,13(3,9%) vieramaóbito.Entreossobreviventes,adurac¸ãomédiade internac¸ãofoide∼5dias(faixa:0-76dias).

Distribuic¸ãotemporaldecasos

Entre os331 pacientes, 246 (74,3%)eram de21 hospitais

queidentificaramerelataramintussuscepc¸ãodurantetodo

o período de vigilância de 2001-2008. As características

demográficaseclínicasemgeraldoscasosdesses21

hospi-taiseramsemelhantesàquelas doscasosde hospitaisque

relataram casos apenas em parte do período de

vigilân-cia(dados não apresentados). Ao restringir a análise aos

casos dos 21 hospitais com relatos estáveis durante todo

operíododevigilância de2001-2008,nãoobservamos um

aumentononúmerodecasosde intussuscepc¸ãorelatados

duranteo período de vigilânciaposterior à introduc¸ão da

vacina. O número de casos de intussuscepc¸ão observados

em 2007(n=26)e 2008 (n=19)foi, decertaforma,

infe-rior ao número médio anual de casos de intussuscepc¸ão

Tabela1 Característicasdemográficaseclínicasdecasos deintussuscepc¸ãointernados.EstadodeSãoPaulo,Brasil, 2001a2008(n=331)

Casosdeintussuscepc¸ão

Sexomasculinon(%) 197(59,5)

Idade(semanas)

Mediana 26

Faixa 1-52

Durac¸ãodossintomasantesdainternac¸ão(dias)

Mediana 1

Faixa 0-7

Sinaisesintomas,númerototal(%)a

Vômito 288/322(89,4) Fezescomsangueb 191/253(75,5)

Distensãoabdominal 183/255(71,8) Hematoqueziac 182/293(62,1)

Sanguedetectadonoexameretal 113/202(55,9) Palidez 123/234(52,6)

Febre 135/307(44,0)

Massaabdominal 105/273(38,5) Letargia 69/223(30,9) Massaretal 30/209(14,4)

Métododediagnóstico(%)

Ultrassom 146(44,1)

Enemaopaco 71(21,5)

Cirurgia 113(34,1)

Necrópsia 1(0,3)

Tratamentodefinitivo(%)

Enemacomarouopaco 26(7,9) Cirurgiaabdominal 305(92,1) Semressecc¸ãointestinal 159(52,1) Comressecc¸ãointestinal 97(31,8) Desconhecida 49(16,1)

Durac¸ãodainternac¸ão---dias

Mediana 5

Faixa 0-76

Óbito(%) 13/331(3,9)

a Dadosemfaltanãoincluídos.

b Fezescomsangue:fezesmisturadascomsangue(‘‘geleiade

framboesa’’).

c Hematoquezia:passagemdesanguefrescopeloânus.

(n=32 casos por ano, faixa de 24-42 casos por ano) em

2001-2005(fig.3).

Discussão

Os esforc¸os para gerar capacidade de monitoramento de

intussuscepc¸ãopelaDivisãodeImunizac¸ãodoEstadodeSão Pauloidentificaram váriaslic¸õesimportantesparaos

futu-ros esforc¸os de monitoramento de seguranc¸a da vacina

contra rotavírus no Brasil. Primeiro, a distribuic¸ão

etá-ria de intussuscepc¸ão em São Paulo é semelhante à

de outras regiões do mundo, com<10% dos casos entre

(5)

25

20

15

10

5

Internações por intussuscepção (nº de casos)

0

1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21

Idade na internação (semanas)

23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51

Figura2 Distribuic¸ãoetáriadeneonatoscomintussuscepc¸ãoporsemanadeidadeem58hospitaisdoEstadodeSãoPaulo,Brasil, 2001-2008.n=331.

45

Introdução da RV1

40

35

30

25

20

15

10

5

0

2001 2002 2003 2004 2005

Ano de internação

Internações por intussuscepção

(nº de casos)

2006 2007 2008

Figura 3 Tendências nas internac¸ões anuais por intussuscepc¸ão de neonatos com idade<12 meses entre 2001-2008.Osdadossãode21hospitais-sentineladavigilância hospitalarde intussuscepc¸ão do Estadode SãoPaulo, Brasil. n=246.

administradaa primeiradose davacinacontrarotavírus ---dose com omaior risco potencialde intussuscepc¸ão.Esse achadoindicaqueserianecessárioexpandiravigilânciapara

umgrande númerode hospitaisa fim deidentificar casos

suficientesparaavaliaroriscodeintussuscepc¸ãodepoisde

uma dose de vacinac¸ão contra o rotavírus. Um aumento

quatroacincovezesmaiordoriscodeintussuscepc¸ãoem relac¸ãoaohistóricopodenãoserdetectadoaoavaliar

ten-dências de intussuscepc¸ão entre todos os neonatos com

menosdeumano,quenormalmenteapresentamtaxas

his-tóricasde ∼ 40-50 em 100.000.18 Segundo,a cirurgiaé o

tratamentomaiscomumparaaintussuscepc¸ãonoBrasilem comparac¸ãocomambientesmaisdesenvolvidos,emqueo tratamentonãocirúrgicocomenemacomar/opacoéusado maisfrequentemente.19---21Esseachadotemimplicac¸õesem

ambientespobresemrecursosnosentidodequeumarede decontatoscomcirurgiõesehospitaiscomcentros cirúrgi-cospoderiaaprimoraravigilânciadaintussuscepc¸ãoapósa introduc¸ãodavacina.Terceiro,emboratenhasidofeitauma interpretac¸ãocautelosa,nãoobservamosumaumento subs-tancialnaquantidadedecasosdeintussuscepc¸ãoduranteo períodoapósaintroduc¸ãodavacina,quandocercade85% dosneonatosreceberamvacinac¸ãonoBrasil.

O Brasilfoi umdos paísesque adotarama vacinacom antecedência e que documentaram grandes reduc¸ões nas internac¸ões e nos óbitos relacionados a diarreia entre crianc¸as com menos de cinco anos desde a introduc¸ão de uma vacina contra rotavirus.14 Embora ensaios

clíni-cos de vacinas contra rotavírus não tenham identificado um risco maior de intussuscepc¸ão relacionado à vacina, avaliac¸ões após a autorizac¸ão no México e na Austrá-lia constataram baixo risco depois da primeira dose de ambas as vacinas contra rotavírus, totalizando ∼ 1 a 4casosa maisdeintussuscepc¸ãoa cada100.000 crianc¸as vacinadas.7---9 Embora tenha sido feita uma interpretac¸ão

cautelosa,comonossavigilâncianãopretendiaquantificar oriscodeintussuscepc¸ãoassociadoàRV1,ficamos tranqui-lizadospelaausênciadeumgrande aumentoemcasosde intussuscepc¸ãoemumnívelpopulacionalapósaintroduc¸ão davacinanoEstadodeSãoPaulo,Brasil.

A análise de tendências não pode excluir um risco de magnitude semelhante àquele observado no México e na Austrália após a 1a

dose, principalmente porque as taxas históricasdeintussuscepc¸ãosãomuitobaixas(∼10-20em 100.000neonatos duranteassemanas6-12, quandoa pri-meiradoseéadministradanoBrasil).3,9Podeserútilavaliar

astendênciasemfaixasetáriasestreitas,porémotamanho daamostranormalmenteéinsuficienteparaexcluirorisco comseguranc¸a,mesmoemconjuntosdedadosnacionaisde paísescomgrandescoortesdenatalidade,comoosEstados Unidos.3

(6)

caso-controle,paraavaliaramagnitudedoriscode1-2 even-tosadversosexcedentesacada100.000crianc¸asvacinadas. Asplataformas devigilânciasemelhantes àsestabelecidas peloEstadodeSãoPaulo sãooeixoprincipaldesses estu-dosepidemiológicos.A buscapor casosdeintussuscepc¸ão permanece ativa e independe da situac¸ão da vacinac¸ão. De fato, vários desses hospitais de São Paulo melhora-ram ederam continuidade àvigilância como partede um estudodeâmbitonacionalnoBrasilqueavaliouoriscode intussuscepc¸ãoapósaRV1comomodelodesériedecasos e caso-controle autocontrolados. Nesse estudo de âmbito nacional, nenhum risco de intussuscepc¸ão foi encontrado apósa primeiradose davacinacontrarotavírusnoBrasil, porémumriscodenívelbaixofoidetectadoapósasegunda dose.9 Iniciar esse tipo de vigilância hospitalar ativa de

resultadosespecíficoscomointussuscepc¸ãoseriaimportante parao monitoramentodaseguranc¸a em outrosambientes sem qualquer plataforma nacional de monitoramento da seguranc¸aexistente,principalmentecomrelac¸ãoàgerac¸ão decapacidadedemonitoramentodaseguranc¸ae estabele-cimentodeplataformasquepossamserusadasemestudos especializadosparaavaliarorisco à medidaque surgirem novaspreocupac¸õesdeseguranc¸a.

Em nossacoorte,90% doscasosdeintussuscepc¸ão pre-cisaramdecirurgia.Essedado écomparávelapadrõesde tratamentoemambientespobresemrecursos,aopassoque empaísesindustrializadosapenas10-50%dospacientes pre-cisamdetratamentocirúrgico.15,19---21Asrazõesparaastaxas

elevadasdetratamentocirúrgicoentreoscasosétemapara umafutura investigac¸ão. Osatrasos noatendimento e no tratamentotambémpoderãoexplicaroaumentoda morta-lidadeintra-hospitalarde4-5%emalgumasregiõesdoBrasil9

e∼12-13%naÁfrica,15 emcomparac¸ãocom1%noMéxico9 e<1%empaísesindustrializados.19---21Melhorarodiagnóstico

eaintervenc¸ãoprecocecomtécnicasdereduc¸ãonão inva-sivaspodereduziramorbidezeamortalidadenoBrasil.É necessáriofazerestudosadicionaisqueidentifiquemfatores deriscoderesultadosgravescomrelac¸ãoàintussuscepc¸ão noBrasil.

Essa avaliac¸ão tem várias limitac¸ões. Primeiro, nosso estudoconsiderouservic¸osdesentinela.Oscasosrelatados nãorepresentamtodososcasosdeintussuscepc¸ãodoEstado deSãoPauloduranteoperíodoestudado.Osservic¸os sele-cionadostêm30%dosleitospediátricosdosistemapúblico desaúdedoEstadodeSãoPaulo, queabrange ∼ 60%das pessoas. Sem um denominador populacional preciso, não podemos calcular incidências. Os resultados em números absolutos podem ser influenciados por mudanc¸as popula-cionais, como queda na taxa de natalidade ao longo do tempo.Segundo,usarmétodosdevigilânciadiferentesantes edepois daintroduc¸ão davacinalimita nossacapacidade decompararcomconfianc¸aataxadeeventosentreosdois períodos,principalmenteporcausadediferenc¸asnos méto-dosdeaveriguac¸ãodecasos.Nossosresultadosapenasnão podemserusadospararefutarumaassociac¸ãocasualentre avacinac¸ãocontraorotavíruseintussuscepc¸ãoenãopodem sercomparadosdiretamentecomdadosdemonitoramento apósaautorizac¸ãonoMéxicoe naAustrália.7,8Terceiro,o

históricodevacinac¸ãodoscasosnãoestavadisponível. Ade-mais,acompletudeeaprecisãodosdadosquedescrevemo quadroclínicoeomanejodecasosdeintussuscepc¸ão refle-temacompletude dosrelatóriosem prontuáriosmédicos.

Quarto,aintussuscepc¸ãoéumeventoraro,principalmente entreneonatoscommenosdetrêsmeses;mudanc¸as relati-vamentepequenasemnúmerosabsolutosemfaixasetárias maisestreitas,comoneonatosentre6-14semanas,podem resultaremumaumentooureduc¸ãonatendênciaporacaso. Por último, a vigilância hospitalar pode não representar todososcasosdeintussuscepc¸ão,principalmenteem ambi-entespobresemrecursos,nosquaisoacessoatratamento einstalac¸õesdediagnósticopediátricoélimitado.

Desde2006, asvacinas contra orotavírus foram intro-duzidas em mais de 30 países.22 Embora os benefícios da

vacinac¸ão contra o rotavírus em termos de reduc¸ão de diarreia gravee fataltenhamsuperadocom folgaobaixo risco de intussuscepc¸ão, o monitoramento contínuo de intussuscepc¸ão após a introduc¸ão da vacinaé importante paragarantir aseguranc¸a davacinaemanter a confianc¸a públicanoprograma devacinac¸ãocontrarotavírus. Nossa experiênciaemestabelecervigilânciadeintussuscepc¸ãono monitoramentoapósaautorizac¸ãodaseguranc¸adavacina contra rotavírus em São Paulo deve fornecer informac¸ões valiosas para outros países semelhantes que estão intro-duzindo a vacinacontra rotavírus e não têm sistemas de monitoramentodeseguranc¸aexistentes.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

1.ParasharUD,BurtonA,LanataC,Boschi-PintoC,ShibuyaK, Ste-eleD,etal.Globalmortalityassociatedwithrotavirusdisease amongchildrenin2004.JInfectDis.2009;200:S9---15. 2.MeetingoftheStrategicAdvisoryGroupofExpertson

immuni-zation,October2009-conclusionsandrecommendations.Wkly EpidemiolRec.2009;84:517-32.

3.YenC,TateJE, Steiner CA,CorteseMM, PatelMM, Parashar UD.TrendsinintussusceptionhospitalizationsamongUSinfants beforeandafterimplementationoftherotavirus vaccination program,2000-2009.JInfectDis.2012;206:41---8.

4.MurphyTV,GargiulloPM,MassoudiMS,NelsonDB,JumaanAO, OkoroCA,etal.Intussusception amonginfantsgivenanoral rotavirusvaccine.NEnglJMed.2001;344:564---72.

5.Ruiz-PalaciosGM,Pérez-SchaelI,VelázquezFR,AbateH,Breuer T, Clemens SC, et al. Safety and efficacy of an attenuated vaccineagainstsevererotavirusgastroenteritis.NEnglJMed. 2006;354:11---22.

6.Vesikari T, MatsonDO, DennehyP,Van DammeP, Santosham M, Rodriguez Z, et al. Safetyand efficacy ofa pentavalent human-bovine(WC3) reassortant rotavirus vaccine.N Engl J Med.2006;354:23---33.

7.Buttery JP, Danchin MH, Lee KJ, Carlin JB, McIntyre PB, Elliott EJ, et al. Intussusception following rotavirus vaccine administration: post-marketing surveillance in the National ImmunizationPrograminAustralia.Vaccine.2011;29:3061---6. 8.VelázquezFR,ColindresRE,GrajalesC,Hernández MT,

Mer-cadillo MG, Torres FJ, et al. Postmarketing surveillance of intussusception following mass introduction of the attenua-tedhumanrotavirus vaccine inMexico. Pediatr Infect DisJ. 2012;31:736---44.

(7)

10.Shui IM, Baggs J, Patel M, Parashar UD, Rett M, Belongia EA, et al. Risk of intussusception following administration of a pentavalent rotavirus vaccine in US infants. JAMA. 2012;307:598---604.

11.Richardson V, Hernandez-Pichardo J, Quintanar-Solares M, Esparza-AguilarM, Johnson B, Gomez-Altamirano CM, et al. Effectofrotavirusvaccinationondeathfromchildhooddiarrhea inMexico.NEnglJMed.2010;362:299---305.

12.Bines JE, Kohl KS, Forster J, Zanardi LR, Davis RL, Hansen J,et al.Acute intussusception ininfantsand childrenas an adverseeventfollowingimmunization:casedefinitionand gui-delinesofdatacollection,analysis,andpresentation.Vaccine. 2004;22:569---74.

13.Fundac¸ãoSistemaEstadualdeAnálisedeDados.Portalde Esta-tísticas do Estado de São Paulo. 2012. [acessado em 17de dezembrode2012].Disponívelem:http://www.seade.gov.br/ index.php?option=comjce&Itemid=39&tema=5.

14.doCarmoGM,YenC,CortesJ,SiqueiraAA, deOliveiraWK, Cortez-EscalanteJJ,et al.Declineindiarrheamortalityand admissionsafterroutinechildhood rotavirusimmunization in Brazil:atime-seriesanalysis.PLoSMed.2011;8:e1001024.

15.SteeleAD,PatelM,CunliffeNA,BreseeJS,BorgsteinE,Parashar UD.WorkshoponintussusceptioninAfricancountries---Meeting report.Vaccine.2012;30:A185---9.

16.Lloyd-Johnsen C, Justice F, Donath S, Bines JE. Retrospec-tivehospitalbasedsurveillanceofintussusceptioninchildren

inasentinelpaediatrichospital:benefitsand pitfallsforuse inpost-marketingsurveillanceofrotavirus vaccines.Vaccine. 2012;30:A190---5.

17.KhumjuiC,Doung-ngernP,SermgewT,SmitsuwanP,Jiraphongsa C.Incidenceofintussusceptionamongchildren0-5yearsofage inThailand,2001-2006.Vaccine.2009;27:F116---9.

18.PatelMM,HaberP,BaggsJ,ZuberP,BinesJE,ParasharUD. Intus-susceptionandrotavirusvaccination:areviewoftheavailable evidence.ExpertRevVaccines.2009;8:1555---64.

19.Tate JE, Simonsen L, Viboud C, Steiner C, Patel MM, Curns AT, et al. Trends in intussusception hospitalizations amongUSinfants,1993-2004:implicationsformonitoringthe safetyof thenew rotavirus vaccination program.Pediatrics. 2008;121:e1125---32.

20.BinesJE,LiemNT,JusticeFA,SonTN,KirkwoodCD,deCampoM, etal.RiskfactorsforintussusceptionininfantsinVietnamand Australia:adenovirusimplicated,butnotrotavirus.JPediatr. 2006;149:452---60.

21.BuettcherM,BaerG, BonhoefferJ,Schaad UB,HeiningerU. Three-yearsurveillanceofintussusceptioninchildrenin Swit-zerland.Pediatrics.2007;120:473---80.

Imagem

Figura 1 Vigilância de casos de intussuscepc ¸ão entre neo- neo-natos com idade &lt; 12 meses em 58 hospitais do Estado de São Paulo, Brasil, 2001-2008.
Tabela 1 Características demográficas e clínicas de casos de intussuscepc ¸ão internados
Figura 3 Tendências nas internac ¸ões anuais por intussuscepc ¸ão de neonatos com idade &lt; 12 meses entre 2001-2008

Referências

Documentos relacionados

Assim, este estudo teve por objetivo a avaliac ¸ão dos efeitos agudos do sistema das âncoras para avaliac ¸ão do equilíbrio na posic ¸ão ereta (limite de estabilidade) em

Orientac¸ões preliminares da Sociedade Brasileira de Reumatologia para avaliac¸ão e tratamento da tuberculose infecc¸ão latente em pacientes com artrite reumatoide, na

Por fim, a avaliac ¸ão de medidas isoladas, e não do compor- tamento das saturac ¸ões venosas diante das intervenc ¸ões, também constitui uma limitac ¸ão na definic ¸ão da

Avaliac ¸ões comportamentais para bloqueio sensorial e motor foram feitas por meio da avaliac ¸ão das latências de retirada térmicas e mecânicas em vários intervalos de tempo

As principais evi- dências até hoje indicam que as soluc ¸ões de manutenc ¸ão isotônicas são mais seguras do que os fluidos hipotônicos na protec ¸ão contra hiponatremia

Até onde sabemos, este é o primeiro protocolo brasileiro que apresenta uma descric ¸ão do método de avaliac ¸ão das reac ¸ões faciais afetivas de recém-nascidos (até 24 horas

Para avaliac ¸ão metodológica das publicac ¸ões, buscou-se responder à pergunta ‘‘A inseguranc ¸a alimentar e nutri- cional estaria associada à presenc ¸a de fatores de

Na comparac ¸ão entre as duas avaliac ¸ões houve reduc ¸ão mais acentuada na durac ¸ão do sono nos jovens com nível socioeconômico mais baixo (44 min) em relac ¸ão aqueles