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Aula 13 - Cumprimento de Sentença. Prof. Henrique Santillo. 1 de Prof. Henrique Santillo Aula 13

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Aula 13 - Cumprimento de Sentença

Direito Processual Civil p/ AJAJ e AJAA dos TREs

(2)

Sumário

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA 3

INTRODUÇÃO 4

REQUISITOS 6

Título Executivo Judicial 6

Inadimplemento do Devedor 13

DISPOSIÇÕES GERAIS 14

Competência 14

Intimação do Devedor 16

Protesto 19

CUMPRIMENTO DEFINITIVO DA SENTENÇA QUE RECONHECE AEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA 20

Impugnação ao Cumprimento de Sentença 25

CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DA SENTENÇA QUE RECONHECE AEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA 35

Procedimento 41

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA AEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PRESTAR ALIMENTOS 43

Desconto em Folha de Pagamento 48

Competência 49

Alimentos Originados de Ato Ilícito 49

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA AEXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA PELA FAZENDA

PÚBLICA 50

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER 54 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR COISA 61

QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR 64

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS 98

GABARITO 108

RESUMO DIRECIONADO 109

DISPOSITIVOS DO CPC 128

(3)

Cumprimento de Sentença.

Minhas saudações!

Vamos dar continuidade ao estudo desta disciplina tão querida que é o Direito Processual Civil!

Hoje estudaremos o seguinte tópico:

Cumprimento da Sentença

Sugiro que se direcione para os seguintes tópicos:

Vamos juntos?

Cumprimento da Sentença que reconheça obrigação de:

Pagar Quantia Certa (Contra Particular e Fazenda

Pública)

(4)

Introdução

Vamos ver o desfecho do seguinte caso:

Maria Antonieta emprestou R$ 100.000,00 (cem mil reais) a Napoleão Bonaparte. Contudo, Napoleão não realizou o pagamento da quantia emprestada. Revoltada, Maria Antonieta propôs uma ação de cobrança em face de Napoleão. A juíza marcou uma audiência de conciliação e mandou citar Napoleão para integrar a relação processual e comparecer à audiência. Realizada a audiência, ninguém chegou a um acordo e o réu Napoleão apresentou uma contestação dias depois, defendendo-se das acusações de Maria Antonieta. Após a apresentação da contestação, a juíza examinou todas as provas, ouviu todas as testemunhas... Tendo formado sua convicção, a juíza proferiu uma sentença, e julgou procedente o pedido da autora Maria Antonieta.

Após o esgotamento de todas as possibilidades de recursos, a sentença transitou em julgado1: ela está prontinha para ser cumprida!

Assim, quando uma sentença transita em julgada, esperamos que o devedor cumpra de forma espontânea e por própria vontade a obrigação que foi estabelecida na sentença contra ele.

1 Com o trânsito em julgado das decisões de mérito em geral, temos a formação da coisa julgada material:

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.

(5)

Mas sabemos que não é bem assim... se esse fosse o comportamento de todos os devedores, o problema da superlotação de processos no Poder Judiciário estaria resolvido! Em muitos casos, o devedor continua devendo ao credor mesmo com a sentença que o condenou: persiste a situação de inadimplência!

O credor, como é de se esperar, não fica com as mãos abanando: ele pode dar início a uma nova fase processual em que será possível buscar o cumprimento da sentença.

Portanto, o cumprimento de sentença é apenas uma fase do processo de conhecimento!

Quero te adiantar uma informação para comprovar o que estou dizendo: vamos ver mais adiante que a comunicação que se faz ao devedor, na maioria dos casos, é uma mera intimação.

Se houvesse a formação de um novo processo, teríamos que citá-lo, não intimá-lo!

Trata-se, portanto, de uma verdadeira “execução”2 da sentença, que recebe influência das regrinhas referentes ao processo de execução autônomo, como as relativas a penhora e avaliação de bens, leilão etc.:

Art. 513. O cumprimento da sentença será feito segundo as regras deste Título, observando-se, no que couber e conforme a natureza da obrigação, o disposto no Livro II da Parte Especial deste Código.

Vem comigo analisar esta questãozinha:

(VUNESP – Prefeitura de São Paulo/SP – 2015) Julgue o item abaixo:

Obtida a tutela jurisdicional pretendida, em ação de conhecimento, o beneficiado deve ajuizar nova ação para executar a sentença.

RESOLUÇÃO:

Opa!

Quando o juiz dá a sua sentença concedendo a tutela jurisdicional pretendida pelo autor, o processo não acaba.

Começa, então, uma nova etapa processual, que é a fase de cumprimento dessa sentença. É o momento adequado para “realizar” o comando contido na decisão jurisdicional!

Tendo isso em vista, o beneficiado não precisa ajuizar uma nova ação para executar a sentença. Ele vai requerer a abertura do procedimento de cumprimento de sentença!

Legal, não é?

(6)

Vamos agora ver quais são os requisitos que autorizam a abertura da fase de cumprimento de sentença?

Requisitos

De forma específica, o credor precisa preencher alguns requisitos para poder dar início ao cumprimento da sentença.

Para descobrirmos que requisitos são esses, vamos pegar emprestada uma regrinha prevista para os processos de execução autônomos:

Art. 786. A execução pode ser instaurada caso (1) o devedor não satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível (2) consubstanciada em título executivo.

Portanto, o credor só pode iniciar o cumprimento da sentença se:

O devedor não cumprir uma obrigação que foi estabelecida anteriormente

A existência de um título executivo que autorize o credor a exigir em juízo a sua satisfação não cumprida pelo devedor.

Ficou difícil entender?

Calma que já vou te explicar cada um desses requisitos! Vem comigo!

Título Executivo Judicial

Pela leitura do artigo acima, podemos inferir que a fase cumprimento de sentença sempre se funda em um título executivo judicial.

Mas professor, o que é exatamente um título executivo?

Título executivo é um documento capaz de autorizar o credor a provocar o Poder Judiciário a praticar atos de invasão ao patrimônio do devedor a fim de que sejam utilizados para satisfazer uma obrigação!

(7)

De forma geral, as obrigações contidas nos títulos executivos precisam obedecer a alguns requisitos:

Liquidez

O título deve conter o valor exato da obrigação a ser cumprida pelo devedor3

Certeza

O título deve conter uma obrigação certa, ou seja, não podem pairar dúvidas quanto a sua existência.

Exigibilidade

O título deve conter uma obrigação vencida e não prescrita.

Veja:

Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível.

Os títulos executivos judiciais são atos jurídicos geralmente formados no âmbito do Poder Judiciário e que fundamentam a fase de cumprimento de sentença!

Portanto, os títulos executivos judiciais possibilitam à parte a dar início ao cumprimento de sentença.

Vem conferir comigo o rol dos títulos executivos judiciais:

Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título:

I - as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa;

II - a decisão homologatória de autocomposição judicial;

III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza;

IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal;

(8)

V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem sido aprovados por decisão judicial;

VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado;

VII - a sentença arbitral;

VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça;

IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior Tribunal de Justiça;

§ 1º Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (quinze) dias.

§ 2º A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo.

Veja só uma questão recentíssima elaborada:

(CESPE – PGM/Manaus – 2018) Acerca das disposições do CPC relativas aos procedimentos especiais e ao processo de execução, julgue o item seguinte.

A execução de título executivo judicial se dá em fase processual posterior à sua formação, denominada processo de execução.

RESOLUÇÃO:

Opa! Negativo... Os títulos executivos judiciais serão executados por meio de uma fase do processo denominada “cumprimento de sentença”.

Repare que falamos em abertura de fase de um processo já existente.

Assim, não há que se falar em processo de execução, mas sim “fase de cumprimento de sentença”.

(9)

São títulos executivos judiciais:

Decisões no processo civil que reconheçam direito a alguma prestação (I)

São as sentenças e decisões interlocutórias proferidas pelo juiz nas ações de natureza cível e que reconheçam4 a exigibilidade de:

Pagar Quantia

É o caso da sentença proferida no nosso exemplo, que condenou Napoleão a pagar determinada quantia à autora.

Fazer algo

São as decisões que obrigam o devedor a realizar um show ou uma cirurgia, por exemplo.

Deixar de fazer algo

São as decisões que condenam o devedor a não realizar alguma atividade, como não construir mais de seis andares, não vender produto em tal área por determinado tempo.

Entregar alguma coisa

É a decisão que condena o devedor a entregar algo a alguém, como um carro ao comprador, a devolução de um livro ao dono.

Decisão homologatória de autocomposição judicial ou extrajudicial (II e III)

Já vimos ao longo do nosso curso que as partes podem entrar em acordo, o qual poderá ocorrer:

No curso do processo judicial (auto composição judicial)

Lembra-se de que o juiz deve estimular a conciliação das partes no início da audiência de instrução e julgamento?5

Se houver acordo entre as partes neste momento, por exemplo, haverá autocomposição judicial!)

Atenção!

Na autocomposição judicial é possível incluir no acordo pessoas que não participaram do processo, bem como se referir a relações jurídicas não discutidas em juízo!

4 Assim, tanto faz se a sentença for declaratória ou condenatória. Basta que ela reconheça ser exigível o pagamento de quantia certa, de fazer, não fazer etc

5 Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego anterior de outros

(10)

Veja:

Art. 515, § 2º A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo.

Exemplo: o locador ajuizou uma ação contra o fiador Benedito, e exigiu que ele efetuasse reparos no imóvel locado.

Contudo, o fiador Antônio, que não faz parte do processo, compareceu a uma audiência e assumiu 30%

do valor relativos aos reparos!

Fora do âmbito do processo (autocomposição extrajudicial)

As partes podem entrar em acordo fora do processo, sem a supervisão dos juízes e conciliadores.

Portanto, o acordo (judicial ou extrajudicial) feito entre as partes e homologado pelo juiz forma um título executivo judicial.

Formal e Certidão de Partilha

Quando alguém falece e não deixa testamento, é possível que os herdeiros solicitem a abertura de processo de inventário judicial com o objetivo de fazer a divisão do patrimônio entre eles.

Assim, o juiz determina a partilha de bens e os herdeiros precisam apresentar um documento para receber o patrimônio.

Trata-se do formal de partilha, documento extraído dos autos do inventário e que faz prova da propriedade dos bens pelos sucessores do falecido.

Art. 654. Pago o imposto de transmissão a título de morte e juntada aos autos certidão ou informação negativa de dívida para com a Fazenda Pública, o juiz julgará por sentença a partilha.

Parágrafo único. A existência de dívida para com a Fazenda Pública não impedirá o julgamento da partilha, desde que o seu pagamento esteja devidamente garantido.

Art. 655. Transitada em julgado a sentença mencionada no art. 654 , receberá o herdeiro os bens que lhe tocarem e um formal de partilha, do qual constarão as seguintes peças:

I - termo de inventariante e título de herdeiros;

II - avaliação dos bens que constituíram o quinhão do herdeiro;

III - pagamento do quinhão hereditário;

IV - quitação dos impostos;

V - sentença.

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Parágrafo único. O formal de partilha poderá ser substituído por certidão de pagamento do quinhão hereditário quando esse não exceder a 5 (cinco) vezes o salário-mínimo, caso em que se transcreverá nela a sentença de partilha transitada em julgado.

Quando o valor que o herdeiro receber for inferior a 5 salários mínimos, o formal de partilha pode ser substituído pela certidão de partilha!

Atenção!

O formal e a certidão de partilha formam título executivo judicial apenas em relação àqueles que participaram do processo de inventário: ao inventariante, aos herdeiros e a seus sucessores e aos legatários.

Releia:

Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título:

IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal;

Decisão judicial que fixa/aprova crédito de auxiliar da justiça

Normalmente, o trabalho de alguns auxiliares da justiça é remunerado por meio de honorários, como os honorários do perito, do intérprete, do tradutor etc.

Se os créditos devidos pelos serviços prestados no processo pelos auxiliares da justiça não forem pagos pelas partes, o juiz profere uma decisão que serve de título executivo judicial em favor desses sujeitos.

Isso mesmo! Trata-se de uma novidade importante que o Novo Código de Processo Civil nos trouxe.

O perito que não teve o seu trabalho remunerado na fase de conhecimento poderá dar início ao cumprimento de sentença para cobrar os créditos referentes ao seu trabalho desempenhado!

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Sentença penal condenatória transitada em julgado

No processo criminal, ao proferir a sentença condenatória, o juiz fixa um valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. Ele deve considerar os prejuízos que o ofendido sofreu.6

Assim, o ofendido pode dar início à fase de cumprimento da sentença penal condenatória na esfera cível para poder executar o valor referente aos prejuízos que sofreu com a prática da infração!

Sentença Arbitral

A arbitragem é um meio de resolução de conflitos de natureza jurisdicional em que o árbitro profere uma sentença arbitral que tem o mesmo efeito da sentença judicial.

Por que ela tem o mesmo efeito da sentença judicial?

Porque a sentença arbitral é obrigatória para as partes envolvidas no conflito!

Portanto, caso a sentença arbitral reconheça a obrigação de pagar quantia (a qual não é cumprida de forma espontânea pelo devedor), o credor poderá iniciar o cumprimento desse título executivo judicial no Poder Judiciário

Resolva esta questão:

(VUNESP – TJ/RJ – 2014) Considerando o cumprimento da sentença, julgue o item abaixo:

A sentença arbitral é considerada, para todos os efeitos, título executivo extrajudicial.

RESOLUÇÃO:

Negativo!

A sentença arbitral é considerada título executivo judicial!

Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título:

VII - a sentença arbitral.

6 Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória:

IV - fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido;

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Sentença estrangeira homologada pelo STJ

A sentença proferida por órgão jurisdicional estrangeiro precisa ser homologada pelo STJ para que possa produzir efeitos no território brasileiro.

Como assim?

Após a homologação do STJ, a sentença estrangeira forma um título executivo judicial e pode ser executada aqui no Brasil

Decisão estrangeira após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo STJ

São as decisões interlocutórias estrangeiras que determinam alguma diligência a determinado órgão judicial brasileiro.

Para ser executada, a decisão estrangeira que determine alguma diligência a órgão jurisdicional brasileiro passa por prévia apreciação do STJ, que concederá o exequatur (autorização) para que tais diligências sejam executadas aqui no Brasil.

Inadimplemento do Devedor

Quando a sentença do juiz transita em julgado, podemos dizer que o processo “chegou ao fim”: assim, a decisão se torna definitiva e não pode mais ser modificada. Não existe mais a possibilidade de as partes apresentarem recurso!

Dessa forma, com o trânsito em julgado, a parte pode dar início à fase de cumprimento de sentença para obrigar a parte perdedora a cumprir o que foi determinado na decisão (seja sentença, seja acórdão), caso ela não faça por vontade própria.

Sob outra ótica, o processo não entra na fase de cumprimento de sentença quando o devedor cumpre a obrigação por vontade própria.

O devedor é considerado inadimplente quando voluntariamente não cumpre a decisão judicial, mesmo tendo sido intimado para tanto!

Portanto, podemos dizer que inadimplência do devedor é outro requisito essencial para o início da fase de cumprimento de sentença!

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Contudo, caso a obrigação contida no título executivo esteja sujeita a condição ou a termo, o credor só poderá dar início ao cumprimento de sentença se comprovar que a condição ou termo7 que recaía sob a obrigação se implementou:

Art. 514. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo, o cumprimento da sentença dependerá de demonstração de que se realizou a condição ou de que ocorreu o termo.

Imagine que uma sentença determine que o credor precise provar que entregou um armário ao devedor para executar o valor nele indicado, o que representa uma condição.

Assim, para iniciar o cumprimento da sentença, o devedor deverá comprovar a entrega!

Caso contrário, o cumprimento de sentença não pode ser instaurado!

Disposições Gerais

Competência

O art. 516 nos mostra algumas regrinhas referentes a competência para o cumprimento de sentença:

Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:

I - os tribunais, nas causas de sua competência originária;

II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição;

III - o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.

Vamos ver logo abaixo que, em regra, o cumprimento de sentença se inicia por meio do requerimento do credor no mesmo processo em que ocorreu o julgamento do juiz (ou do tribunal), no processo de conhecimento.

Portanto...

Nas causas de competência originária dos tribunais, cabe ao tribunal que proferiu o acórdão processar o seu cumprimento (I).

7 Condição: cláusula que subordina os efeitos do negócio jurídico à ocorrência de um evento futuro e incerto.

Termo: cláusula que subordina os efeitos do negócio jurídico à ocorrência de um evento futuro e certo.

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Nas causas decididas pelo juiz de primeiro grau, a competência será do respectivo juízo de primeiro grau de jurisdição (II).

Exceção!

Caso o título executivo tenha se formado no juízo penal, arbitral, no estrangeiro ou em tribunal marítimo, a competência será do juízo cível competente para analisar a matéria cível! (III).

Funciona assim: o credor, de posse do título executivo judicial formado pela sentença penal condenatória, irá acionar o juízo cível competente para promover o cumprimento da respectiva sentença.

Atenção!

Na hipótese de cumprimento de:

Sentença proferida no primeiro grau de jurisdição (inciso II),

Sentença penal condenatória (inciso III),

Sentença arbitral (inciso III)

Sentença estrangeira (inciso III)

O credor poderá ainda escolher outros foros competentes para processar o cumprimento de sentença:

a.

Juízo do atual domicílio do executado

b.

Onde se encontrem os bens sujeitos à execução

c.

Onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer Veja só:

Art. 516, Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o exequente poderá optar pelo juízo do atual domicílio do executado, pelo juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução ou pelo juízo do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem.

Resolva uma questão:

(FCC – TRT/SE – 2016) Acerca do cumprimento de sentença que reconhece o dever de pagar quantia, julgue o item abaixo.

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O cumprimento de sentença será efetuado na primeira instância, em regra, ainda que a causa seja de competência originária de tribunal.

RESOLUÇÃO:

Afirmativa incorreta!

O cumprimento de sentença será realizado no tribunal, relativamente às causas de sua competência originária:

Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:

I - os tribunais, nas causas de sua competência originária;

Intimação do Devedor

Como vimos na introdução da nossa aula de hoje, o devedor é intimado para cumprir a sentença, tendo em vista que já fazia parte da relação processual, como regra.

Assim, Bonaparte não será citado para integrar a relação processual, já que ele participou de todo o processo de conhecimento anterior e tem plena ciência de sua condenação...

Há diversas formas de se intimar o devedor. Vamos juntos analisar quais são elas?

Art. 513, § 2º O devedor será intimado para cumprir a sentença:

I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;

II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos, ressalvada a hipótese do inciso IV;

III - por meio eletrônico, quando, no caso do § 1º do art. 246, não tiver procurador constituído nos autos

IV - por edital, quando, citado na forma do art. 256, tiver sido revel na fase de conhecimento.

§ 3º Na hipótese do § 2º, incisos II e III, considera-se realizada a intimação quando o devedor houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274.

§ 4º Se o requerimento a que alude o § 1º for formulado após 1 (um) ano do trânsito em julgado da sentença, a intimação será feita na pessoa do devedor, por meio de carta com aviso de recebimento encaminhada ao endereço constante dos autos, observado o disposto no parágrafo único do art. 274 e no § 3º deste artigo.

(17)

Portanto, a intimação do devedor será feita...

a. Na pessoa de seu advogado, por meio de publicação no Diário de Justiça.

Este é o meio preferencial de intimação do devedor que já tem advogado no processo.

Muita atenção!

A intimação será feita pessoalmente ao devedor por meio do envio de carta com aviso de recebimento se o credor der início ao cumprimento de sentença

1 ano após o seu trânsito em julgado

!

Vou te explicar a lógica dessa regra: decorrido muito tempo, não temos certeza se o advogado ainda continua representando os interesses do devedor no processo. Por isso é necessária a sua intimação pessoal.

b. Pessoalmente, por carta com aviso de recebimento

Ao devedor representado pela Defensoria Pública

Ao devedor sem advogado constituído nos autos (mas que participou da fase de conhecimento!).

c. Por edital, caso o devedor tenha sido citado por edital na fase de conhecimento e se tornou revel (não apresentou contestação).

Atenção! Se na fase de conhecimento houve citação por edital e o réu apresentou defesa através de advogado constituído, a intimação será feita na pessoa desse advogado constituído!

Veja só uma questão:

(CESPE – EMAP – 2018) julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e processo de execução.

Situação hipotética: Ao ser demandado em uma ação de conhecimento de obrigação de pagar, Pedro foi validamente citado por edital, tendo sido sua defesa patrocinada pela curadoria de ausentes da defensoria pública local, que apresentou contestação por negativa geral. A sentença julgou a ação procedente e, após o trânsito desta em julgado, a parte autora iniciou a fase de cumprimento da sentença.

Assertiva: Nessa situação, é desnecessária nova intimação de Pedro para cumprir a sentença, bastando, para dar continuidade ao processo, a intimação da curadoria de ausentes.

RESOLUÇÃO:

Item incorreto.

Mesmo tendo sido citado por edital na fase de conhecimento, Pedro será intimado para cumprir sentença por meio do envio de uma carta com aviso de recebimento, pois ele:

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a. Foi representado pela Defensoria Pública

b. Não se tornou revel (se a revelia tivesse ocorrido, ele deveria ser intimado por edital) Art. 513, § 2º O devedor será intimado para cumprir a sentença:

I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;

II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos, ressalvada a hipótese do inciso IV;

III - por meio eletrônico, quando, no caso do § 1º do art. 246, não tiver procurador constituído nos autos IV - por edital, quando, citado na forma do art. 256, tiver sido revel na fase de conhecimento.

Veja esta questão:

(FCC – TRT/SE – 2016) Acerca do cumprimento de sentença que reconhece o dever de pagar quantia, julgue o item abaixo.

O devedor deve ser intimado sempre pessoalmente.

RESOLUÇÃO:

Negativo! Nem sempre o devedor será intimado pessoalmente. Veja as formas pelas quais ele poderá ser intimado a cumprir a sentença:

Art. 513, § 2º O devedor será intimado para cumprir a sentença:

I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;

II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos, ressalvada a hipótese do inciso IV;

III - por meio eletrônico, quando, no caso do § 1º do art. 246, não tiver procurador constituído nos autos;

IV - por edital, quando, citado na forma do art. 256, tiver sido revel na fase de conhecimento.

Se você disse regra, então há exceções!

Exato!

O devedor será

C

ITADOnos casos de cumprimento de título executivo judicial não formado no processo civil brasileiro:

Sentença penal condenatória

Sentença arbitral

Decisão estrangeira, após homologação do STJ

(19)

Por fim, veja uma vedação estabelecida pelo CPC/2015:

O cumprimento de sentença não pode ser promovido contra o fiador ou coobrigado que não exerceu o seu direito de defesa no processo de conhecimento.

§ 5º O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou do corresponsável que não tiver participado da fase de conhecimento.

Protesto

Quando intimado, o devedor tem o prazo de 15 dias8 para pagar a dívida.

Se ele não a pagar neste prazo, tornando-se inadimplente, o credor tem em suas mãos duas medidas muito efetivas:

Penhorar os bens do devedor

A penhora nada mais é do que a “apreensão” dos bens do devedor para garantir e satisfazer a execução, ou seja, para “quitar a dívida”

Protestar a sentença condenatória

Caso o pagamento não ocorra no prazo de 15 dias, é lavrado o protesto e o devedor tem o nome negativado nos serviços de proteção ao crédito.

A lavratura do protesto da sentença se torna de conhecimento público. Assim, fica muito difícil para o devedor realizar tomar empréstimos e/ou financiamentos!

Consegue perceber como o protesto da sentença condenatória exerce uma influência ainda maior para o devedor quitar a sua dívida?

Ninguém deseja ver o seu nome “sujo” no SPC e no Serasa!

Veja o procedimento a ser seguido caso o credor deseje protestar a sentença condenatória:

Art. 517. A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário (15 dias) previsto no art. 523.

§ 1º Para efetivar o protesto, incumbe ao exequente apresentar certidão de teor da decisão.

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§ 2º A certidão de teor da decisão deverá ser fornecida no prazo de 3 (três) dias e indicará o nome e a qualificação do exequente e do executado, o número do processo, o valor da dívida e a data de decurso do prazo para pagamento voluntário.

§ 3º O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode requerer, a suas expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à margem do título protestado.

§ 4º A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.

Vamos agora estudar as espécies de cumprimento de sentença reconhecidas pelo nosso ordenamento!

Cumprimento Definitivo Da Sentença Que Reconhece A Exigibilidade De Obrigação De Pagar Quantia Certa

O cumprimento definitivo relativo à obrigação de pagar quantia certa reconhecida em decisão9 com força de título executivo judicial e não suscetível de recurso que a modifique ou a invalide, se inicia por requerimento do exequente.

Art. 513, § 1º O cumprimento da sentença que reconhece o dever de pagar quantia, provisório ou definitivo, far-se-á a requerimento do exequente.

Isso mesmo!

O juiz não pode, de ofício e por iniciativa própria, dar início ao cumprimento da sentença que reconheça a obrigação de pagar quantia!

9 Decisão em sentido amplo, pois lembre-se que algumas decisões interlocutórias também analisar e julgar o mérito!

(21)

O cumprimento definitivo será realizado quando a decisão transitada em julgado tenha fixado o valor na condenação!

Assim, para que possam ser executadas, as decisões e sentenças precisam ser líquidas: é necessária a indicação da quantidade de bens ou valores que constituem a obrigação!

A sentença que condena Napoleão Bonaparte a pagar a quantia de R$ 100.000,00 + honorário + juros + correção é uma sentença líquida, pois indicou a quantia devida.

Por outro lado, as decisões ilíquidas (que decidem uma relação jurídica, mas não determinam o valor ou não individualizam o objeto da condenação) precisam ser liquidadas para se iniciar o seu cumprimento!

É o caso da sentença que, em uma ação de reparação de danos, condena o réu a pagar lucros cessantes (o que o autor deixou de ganhar) referentes aos dias em que o veículo ficou parado, mas não estabelece o valor da condenação!

Antes de dar início ao cumprimento da sentença, o credor deverá promover a sua liquidação para apurar os valores que serão executados.

Afinal, a liquidez do título executivo judicial é um dos requisitos para a sua execução!

O exequente deverá, primeiro, apresentar um requerimento ao juízo que atenda aos requisitos do art.

524:

Art. 524. O requerimento previsto no art. 523 será instruído com demonstrativo discriminado e atualizado do crédito, devendo a petição conter:

I - o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do exequente e do executado, observado o disposto no art. 319, §§ 1o a 3o;

II - o índice de correção monetária adotado;

III - os juros aplicados e as respectivas taxas;

IV - o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária utilizados;

V - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;

VI - especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados;

O cumprimento de sentença que reconheça

obrigação de pagar quantia certa

só poderá ser promovido

por iniciativa do credor!

(22)

§ 1º Quando o valor apontado no demonstrativo aparentemente exceder os limites da condenação, a execução será iniciada pelo valor pretendido, mas a penhora terá por base a importância que o juiz entender adequada.

§ 2º Para a verificação dos cálculos, o juiz poderá valer-se de contabilista do juízo, que terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para efetuá-la, exceto se outro lhe for determinado.

§ 3º Quando a elaboração do demonstrativo depender de dados em poder de terceiros ou do executado, o juiz poderá requisitá-los, sob cominação do crime de desobediência.

§ 4º Quando a complementação do demonstrativo depender de dados adicionais em poder do executado, o juiz poderá, a requerimento do exequente, requisitá-los, fixando prazo de até 30 (trinta) dias para o cumprimento da diligência.

§ 5º Se os dados adicionais a que se refere o § 4o não forem apresentados pelo executado, sem justificativa, no prazo designado, reputar-se-ão corretos os cálculos apresentados pelo exequente apenas com base nos dados de que dispõe.

Acalme-se! As bancasnão vão exigir que você decore todos os requisitos!

Feito o requerimento e atendidos os requisitos, o juiz vai intimar10 o executado para pagar a quantia

no prazo de 15 dias:

Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.

Veja uma questão:

(CESPE – TRF1 – 2017) A respeito da formação do processo, da penhora e do cumprimento de sentença, julgue o item que se segue.

Decisão judicial incidente a respeito de parcela incontroversa de dívida observará o rito do cumprimento provisório da sentença.

RESOLUÇÃO:

É perfeitamente possível uma decisão interlocutória condenar o réu a cumprir uma obrigação de pagar quantia certa oriunda de parcela incontroversa, não impugnada por ele e já transitada em julgado, ou seja, não sujeita a modificação:

10 Sugiro que faça novamente a leitura das regrinhas referentes à intimação do executado!

(23)

Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.

Portanto, será observado o rito do cumprimento definitivo (não o provisório) de sentença!

Intimado, o executado poderá adotar algumas posturas:

Efetua tempestivamente

11

o pagamento do valor indicado

Se o devedor paga tempestivamente valor indicado, o cumprimento de sentença é extinto!

Não efetua o pagamento no prazo indicado.

Algumas consequências (nada agradáveis) vão ocorrer:

O débito não pago será acrescido de:

Veja:

§ 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput [15 dias], o débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento.

Trata-se de um verdadeiro estímulo ao devedor para que pague o débito no prazo de 15 dias!

Multa de 10%

Honorários Advocatícios

de 10%

(24)

Vamos resolver uma questão?

(FUNDEP – TJ/MG – 2010) Considerando a previsão do Código de Processo Civil sobre o cumprimento de sentença, julgue o item abaixo:

Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação, não o efetue no prazo de 15 dias, o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de 10%.

RESOLUÇÃO:

É isso mesmo!

O débito sofrerá um acréscimo de 10% a título de multa: é uma punição ao devedor que não paga a quantia devida de forma espontânea no prazo de 15 dias:

Art. 523, § 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput [15 dias], o débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento.

O juiz dará início aos atos de constrição dos bens do executado, sobretudo por meio de:

Confere aí:

§ 3º Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se os atos de expropriação.

Efetua o pagamento parcial do valor indicado

Nesse caso, como houve apenas o pagamento voluntário parcial, a multa e os honorários de advogado incidirão somente sobre o saldo não adimplido!

§ 2º Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a multa e os honorários previstos no § 1º incidirão sobre o restante.

Penhora e Avaliação

Expropriação dos Bens do Devedor

(O Poder Judiciário retira do devedor a posse dos seus bens, podendo convertê-los em dinheiro ou transferir o

domínio deles ao credor)

(25)

Pense no caso em que o devedor não queira ficar à mercê do requerimento do autor para dar início ao cumprimento da sentença... Imagine a agonia!

Há alguns devedores que querem quitar suas obrigações o mais rápido possível, com a extinção do processo.

Foi pensando nisso que o CPC/2015 estabeleceu que o devedor não precisa ficar aguardando ser intimado do requerimento do credor!

Antes mesmo de ser intimado, o executado pode comparecer espontaneamente em juízo e pagar a quantia que ele entender devida!

Art. 526. É lícito ao réu, antes de ser intimado para o cumprimento da sentença, comparecer em juízo e oferecer em pagamento o valor que entender devido, apresentando memória discriminada do cálculo.

→ O autor será intimado para se manifestar no prazo de cinco dias, podendo impugnar o valor oferecido pelo devedor.

§ 1º O autor será ouvido no prazo de 5 (cinco) dias, podendo impugnar o valor depositado, sem prejuízo do levantamento do depósito a título de parcela incontroversa.

→ O autor poderá adotar duas posturas:

a. concordar com o valor oferecido pelo devedor (ou ficar inerte)

O juiz declarará satisfeita a obrigação e extinguirá o processo.

§ 3º Se o autor não se opuser, o juiz declarará satisfeita a obrigação e extinguirá o processo.

b. discordar do montante indicado, poderá levantar desde logo o incontroverso (§ 2.º), devendo, porém, indicar o montante que entende devido.

Se o juiz também entender que o depósito do executado foi insuficiente, o devedor será intimado para, no prazo de quinze dias (art. 523), complementar o depósito, sob pena sofrer a incidência da multa e dos honorários de advogado sobre a diferença, bem como dar início às próximas etapas do cumprimento de sentença, com a penhora e demais atos subsequentes.

§ 2º Concluindo o juiz pela insuficiência do depósito, sobre a diferença incidirão multa de dez por cento e honorários advocatícios, também fixados em dez por cento, seguindo-se a execução com penhora e atos subsequentes.

Impugnação ao Cumprimento de Sentença

A impugnação ao cumprimento de sentença é o meio que o executado tem para se defender de questões

(26)

Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o

prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.

Em tal forma de defesa, Bonaparte poderá alegar matérias que digam respeito à regularidade da relação processual e dos atos executivos praticados, assim como àquelas que digam respeito à obrigação representada pelo título (pagamento, novação, transação, confusão, dentre outras).

O prazo para impugnação começa imediatamente após o transcurso do prazo de 15 (quinze) dias para pagamento voluntário!

Veja só esta questão:

(FCC – TRT/RS – 2015 - Adaptada) Rafael foi condenado a pagar R$ 1.000,00 a Luciana. Mesmo com o trânsito em julgado, não cumpriu a obrigação. Considerando tal situação, julgue o item abaixo:

De acordo com o Código de Processo Civil, o montante da condenação será acrescido de multa de dez por cento, e, desde logo, expedir-se-á mandado de penhora e avaliação, podendo Rafael oferecer impugnação no prazo de dez dias.

RESPOSTA:

Este prazo tem que ficar claro e guardado na sua cabeça:

O prazo para

oferecimento de impugnação ao cumprimento de sentença

é de 15 dias

Este prazo será contado a partir do fim do prazo de 15 para o devedor pagar o débito de forma voluntária!

Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.

15 dias para pagar voluntariamente

15 dias

para impugnar

(27)

Se o cumprimento de sentença tramitar em processo de autos físicos e se houver litisconsórcio passivo (dois ou mais executados) o prazo de impugnação será de 30 dias caso eles sejam representados por diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos.

Vamos nos recordar desta regrinha muito importante?

Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento.

§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa por apenas um deles.

§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos.

Veja abaixo quais são as matérias que o executado poderá alegar por meio da impugnação ao cumprimento de sentença:

§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:

I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia;

II - ilegitimidade de parte;

III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;

IV - penhora incorreta ou avaliação errônea;

V - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;

VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;

VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.

Para o STJ os honorários do advogado são devidos independentemente de ter havido a impugnação

ao cumprimento de sentença

STJ, Súmula 517: São devidos honorários advocatícios no cumprimento de sentença, haja ou não

impugnação, depois de escoado o prazo para pagamento voluntário, que se inicia após a intimação

do advogado da parte executada.

(28)

Portanto, o devedor poderá alegar em sua impugnação:

a. Falta ou nulidade da citação na fase de conhecimento.

A ausência ou a nulidade da citação do executado na fase de conhecimento é um vício muito grave Nesse caso específico, não basta não ter havido a citação.

Atenção!

Não basta que tenha ocorrido a falta ou a nulidade da citação do executado na fase de conhecimento: é necessário que tenha havido revelia, sem o posterior comparecimento do réu!

b. Ilegitimidade da parte

Como regra geral, o exequente e executado deverão estar indicados no título executivo judicial.

Assim, o fiador que não participou do processo de conhecimento poderá alegar ilegitimidade de parte caso o exequente promova o cumprimento de sentença contra si.

c. Inexequibilidade do título.

O título é inexequível quando há falta de certeza ou liquidez da obrigação representada pelo título executivo.

d. Inexigibilidade da Obrigação:

Uma obrigação é inexigível quando, por exemplo, a condição importa não se implementou (ou o termo não ocorreu), como vimos no art. 514). As obrigações também são consideradas inexigíveis quando estão reconhecidas por título executivo fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo STF, dentre outras hipóteses.

Leia:

Art. 525, § 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º deste artigo, considera-se também inexigível a obrigação reconhecida em título executivo judicial (a) fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou (b) fundado em aplicação ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição Federal, em controle de constitucionalidade concentrado ou difuso.

§ 13. No caso do § 12, os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal poderão ser modulados no tempo, em atenção à segurança jurídica.

§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida no § 12 deve ser anterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda.

§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após o trânsito em julgado da decisão exequenda, caberá ação rescisória, cujo prazo será contado do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

e. Penhora incorreta ou avaliação errônea.

A penhora incorreta é aquela realizada sobre bens impenhoráveis (art. 833 do CPC/2015) ou que deixa de observar a ordem dos bens penhorados do art. 83512.

12 Fique à vontade para ler os dispositivos.

(29)

Avaliação errônea é a que indica valor que não corresponde ao preço justo do bem penhorado ou aquela realizada sem atender às formalidades legais.

Atenção! Se ocorridos após o prazo para impugnação, vícios na penhora ou na avaliação podem ser alegados por simples petição, no prazo de 15 dias contado da comprovada ciência do fato ou da intimação do ato.

f. Excesso de execução

Ocorre excesso de execução quando o credor executa uma quantia superior à que está contida no título.

Importante!

O executado deve declarar já na impugnação o valor que considera correto, devendo apresentar demonstrativo discriminado e atualizado do cálculo que ele fez!

Veja:

§ 4º Quando o executado alegar que o exequente, em excesso de execução, pleiteia quantia superior à resultante da sentença, cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo.

§ 5º Na hipótese do § 4º, não apontado o valor correto ou não apresentado o demonstrativo, a

impugnação será liminarmente rejeitada

, se o excesso de execução for o seu único fundamento, ou, se houver outro, a impugnação será processada, mas o juiz

não examinará a alegação de excesso de execução.

g. Cumulação indevida de execuções

Os requisitos para a cumulação de execuções estão dispostos no art. 780, e aplicamos de forma subsidiária ao cumprimento de sentença.13

(i) identidade subjetiva no polo passivo;

(ii) competência absoluta do juízo;

(iii) identidade de procedimento para as diversas execuções, que podem estar lastreadas em títulos distintos.

Como o juiz só pode admitir a cumulação quando o mesmo juízo é competente para todas as execuções, não pode haver cumulação de execuções fundadas em títulos judiciais e extrajudiciais (nota promissória), por exemplo, já que o procedimento é diferente para cada uma delas!

h. Incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução.

Lembra-se das regrinhas de competência do art. 514?

Pois bem.

Se a exequente Maria Antonieta requerer que o cumprimento de sentença seja feito em seu domicílio, o executado Napoleão poderá alegar a incompetência do juízo em sua impugnação.

Contudo, eles não serão exigidos em sua prova.

13 Art. 513. O cumprimento da sentença será feito segundo as regras deste Título, observando-se, no que couber e conforme a

(30)

i. Causa modificativa ou extintiva da obrigação superveniente à decisão que serve de título executivo.

O executado também pode alegar algumas das causas modificativas ou extintivas de obrigações previstas no Direito Civil (pagamento, novação, compensação, transação, prescrição etc.), mas, atenção: desde que tenham ocorrido posteriormente ao proferimento da decisão que serviu de título executivo.

Veja só que interessante esta questão:

(FCC – TRT/RJ – 2016 – Adaptada) Sobre a impugnação ocorrida no cumprimento da sentença, julgue o item abaixo.

Poderá ser objeto de impugnação a transação ocorrida entre a audiência e a sentença.

RESOLUÇÃO:

Negativo! Como a transação (causa extintiva da obrigação) ocorreu antes da sentença, ela não poderá ser alegada como matéria em impugnação ao cumprimento da sentença!

No entanto, é importante dizer que isso seria possível se a transação tivesse sido feita entre a sentença e o início do cumprimento de sentença, por exemplo:

Art. 525, § 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:

VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.

Item incorreto.

Efeito Suspensivo da Impugnação

O fato de o executado apresentar a sua impugnação não impede que o juiz prossiga com os atos de execução, inclusive os de expropriação!

Com a expropriação, bens ou valores do patrimônio do executado são transferidos para o patrimônio do exequente, com a finalidade de satisfazer o crédito!

Portanto, não importa se Napoleão tenha impugnado o cumprimento de sentença... O juiz poderá penhorar alguns bens e passar para a propriedade de Maria Antonieta!

Portanto, a regra geral é que o procedimento de cumprimento da sentença não seja “paralisado” pela impugnação do executado!

(31)

“O bicho continua pegando!” ...

Há exceções?

S

IM

!

Agora, preste muita atenção:

§ 6º A apresentação de impugnação não impede a prática dos atos executivos, inclusive os de expropriação, podendo o juiz, a requerimento do executado e desde que garantido o juízo com penhora, caução ou depósito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execução for manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação.

Assim, a impugnação poderá suspender os atos de execução caso preencha os seguintes requisitos:

a. Requerimento do executado

O juiz não pode conceder efeito suspensivo à impugnação de ofício!

b. Relevância dos fundamentos da impugnação

O executado deverá apresentar argumentos relevantes que convençam o juiz de que é necessário que haja a suspensão dos atos executivos.

c. Risco manifesto de grave dano ao executado de difícil ou incerta reparação

Deve ele demonstrar, também, que o prosseguimento dos atos de execução (lembre-se: penhora, expropriação etc.) podem lhe causar danos muito sérios, impossíveis ou muito difíceis de serem reparados!

Ex: quando houver possibilidade de alienação de certo bem penhorado que seja essencial para a sua atividade profissional.

d. Garantia integral do juízo com penhora, caução ou depósito suficientes.

Essa exigência é feita com o objetivo de garantir o exequente caso os embargos sejam julgados improcedentes!

Assim, o executado deverá prestar penhora, caução ou depósito suficiente que correspondam aos custos da execução (a importância atualizada da dívida, acrescida de juros, custas e honorários advocatícios).

Regra Geral

Impugnação ao

Cumprimento da

Sentença não tem

efeito suspensivo!

(32)

Exceção importante!

Mesmo com efeito suspensivo conferido à impugnação, alguns atos de execução não serão “paralisados”:

Substituição, Reforço e Redução da Penhora

Avaliação dos Bens

§ 7º A concessão de efeito suspensivo a que se refere o § 6º não impedirá a efetivação dos atos de substituição, de reforço ou de redução da penhora e de avaliação dos bens

Vamos ver agora outras regrinhas referentes ao efeito suspensivo da impugnação ao cumprimento de sentença.

§ 8º Quando o efeito suspensivo atribuído à impugnação disser respeito apenas a parte do objeto da execução, esta prosseguirá quanto à parte restante.

§ 10. Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao exequente requerer o prosseguimento da execução, oferecendo e prestando, nos próprios autos, caução suficiente e idônea a ser arbitrada pelo juiz.

Veja só esta questãozinha:

(FCC – TRT/RS – 2016 – adaptada) Considerando o cumprimento da sentença, julgue o item abaixo:

Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao exequente requerer o prosseguimento da execução, oferecendo e prestando caução suficiente e idônea, arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos.

RESOLUÇÃO:

Perfeito! O efeito suspensivo atribuído à impugnação não impede que o exequente prossiga com a execução, desde que preste nos próprios autos caução suficiente e idônea arbitrada pelo juiz!

Art. 525, § 10. Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao exequente requerer o prosseguimento da execução, oferecendo e prestando, nos próprios autos, caução suficiente e idônea a ser arbitrada pelo juiz.

Vem resolver comigo esta questão!

(VUNESP – TJ/RJ – 2013) Considerando o cumprimento da sentença, julgue o item abaixo:

A impugnação ao cumprimento de sentença terá, em regra, efeito suspensivo, ressalvada a possibilidade de execução provisória.

RESOLUÇÃO:

Negativo!

A impugnação ao cumprimento da sentença não terá efeito suspensivo, como regra.

(33)

O efeito suspensivo poderá ser concedido pelo juiz quando os fundamentos apresentados forem relevantes e o prosseguimento da execução puder causar dano de difícil reparação ao executado, desde que haja garantia com penhora, caução ou depósito:

Art. 525, § 6º A apresentação de impugnação não impede a prática dos atos executivos, inclusive os de expropriação, podendo o juiz, a requerimento do executado e desde que garantido o juízo com penhora, caução ou depósito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execução for manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação.

Vamos falar agora do efeito suspensivo da impugnação em relação e litisconsórcio.

Nem sempre a concessão de efeito suspensivo à impugnação de um executado surtirá efeitos em relação aos outros executados que não impugnaram o cumprimento de sentença.

Art. 525, § 9º A concessão de efeito suspensivo à impugnação deduzida por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não impugnaram, quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao impugnante.

Veja como podemos esquematizar:

Se a concessão do efeito suspensivo tiver como fundamento fato relativo apenas ao impugnante

A execução fica suspensa somente em face do executado que impugnou e

prossegue em relação aos demais executados.

Se a concessão do efeito suspensivo tiver como fundamento fatos comuns ao impugnante e aos demais executados

A execução fica

suspensa em face do impugnante E dos demais executados

, mesmo que não tenham apresentado impugnação!

(34)

O executado apresentará petição simples para se manifestar a respeito de:

Questões relativas a fatos supervenientes ao término do prazo para apresentação da impugnação Questões relativas à validade e à adequação da penhora, da avaliação e dos atos executivos subsequentes

No prazo de

15 (quinze) dias

contado da ciência do fato OU da intimação do ato.

Confere aí:

Art. 525, § 11. As questões relativas a fato superveniente ao término do prazo para apresentação da impugnação, assim como aquelas relativas à validade e à adequação da penhora, da avaliação e dos atos executivos subsequentes, podem ser arguidas por simples petição, tendo o executado, em qualquer dos casos, o prazo de 15 (quinze) dias para formular esta arguição, contado da comprovada ciência do fato ou da intimação do ato.

Vem comigo resolver uma questão para revisarmos os pontos mais interessantes para a sua prova:

(FCC – PGE/MT – 2016) Por meio de impugnação ao cumprimento definitivo da sentença que reconhece a exigibilidade de obrigação de pagar quantia certa,

a) deve ser apresentada no prazo de 10 dias, em autos apartados.

b) deve ser precedida de garantia do juízo, sob pena de rejeição liminar.

c) o executado poderá alegar excesso de execução, caso em que deverá declarar de imediato o valor que entende correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo, sob pena de rejeição liminar da impugnação, se este for seu único fundamento, ou de não conhecimento do argumento, caso outro também tenha sido alegado.

d) pode versar sobre a incompetência absoluta do juízo da execução, porém não da relativa.

e) impede, em regra, a prática de atos executivos.

RESOLUÇÃO:

a) INCORRETA. A impugnação deve ser apresentada nos próprios autos no prazo de 15 dias, contados a partir do esgotamento do prazo para pagamento voluntário:

Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.

b) INCORRETA. A apresentação da impugnação não depende de garantia do juízo (como a penhora):

Referências

Documentos relacionados

a) O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário, quando a questão constitucional nele versada não oferecer

a) vedada, no caso, pois a ação reintegratória dependerá necessariamente de audiência prévia de justificação, não podendo, pois, ser considerada urgente. b) vedada, pois só

a) até que o inventariante preste o compromisso, o espólio continuará na posse do administrador provisório, que só representa ativamente o espólio, pois no polo passivo os

a) na contagem de prazo em dias, fixados pelo Juiz, para a prática de qualquer ato processual, computar-se-ão somente os dias úteis. b) contra a sentença caberá recurso ordinário

a) A concessão de gratuidade afasta a responsabilidade do beneficiário pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. b)

De acordo com a Lei n.º 7.492/1986, o indivíduo que gerir fraudulentamente determinada instituição financeira a) não poderá ser vítima da decretação de prisão preventiva no

a) os crimes de responsabilidade nela previstos não admitem a modalidade tentada. b) os crimes de responsabilidade nela previstos são passíveis de pena privativa de liberdade. c)

a) A concessão de gratuidade afasta a responsabilidade do beneficiário pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. b)