RevBrasAnestesiol.2017;67(4):418---421
REVISTA
BRASILEIRA
DE
ANESTESIOLOGIA
PublicaçãoOficialdaSociedadeBrasileiradeAnestesiologiawww.sba.com.br
INFORMAC
¸ÃO
CLÍNICA
Bloqueio
do
quadrado
lombar
guiado
por
ultrassom
para
analgesia
pós
cesariana:
série
de
casos
Ilana
Sebbag
∗,
Fatemah
Qasem
e
Shalini
Dhir
WesternUniversity,SchulichSchoolofMedicineandDentistry,DepartmentofAnesthesia,London,Ontario,Canadá
Recebidoem23deoutubrode2015;aceitoem24denovembrode2015 DisponívelnaInternetem15deabrilde2017
PALAVRAS-CHAVE Bloqueiodoquadrado lombar;
Cesariana;
Analgesiamultimodal
Resumo
Introduc¸ão:Amaioriadasmulheresagendadasparacesarianarecebeanestesiaraquidianapara oprocedimento.Tipicamente,osopioidesadministradosporviaespinhal(VE)sãoadministrados aomesmotempocomoumcomponentedaanalgesiamultimodalparaproporcionaralíviodador noperíodopós-operatóriode16-24horas.Obloqueiodoquadradolombar(QL)éumatécnica deanalgesia regionalquebloqueia osramos nervososT5-L1 etem um papel crescentena analgesiapós-operatóriadecirurgiasabdominaisinferiores,podeserumapotencialopc¸ãopara osopioidesVE.Seforconsideradoeficaz,essebloqueioteráavantagemdeumareduc¸ãonos efeitosadversosassociadosaosopioideseproporcionaráqualidadesemelhantedeanalgesia.
Métodos: Obloqueiobilateraldoquadradolombarfoifeitoemtrêsmulheresquereceberam raquianestesiaparapartocesárioeoconsumodeopioidesnopós-operatórioeasatisfac¸ãodas pacientesforamavaliados.
Resultados: Emtodasastrêspacientes,nãohouveconsumoadicionaldeopioideduranteas primeiras24horasapósobloqueio.Aescaladeavaliac¸ãonumérica(EAN)paradorfoiinferior a6duranteasprimeiras24horas.Todasasmulheresficarammuitosatisfeitascomaqualidade doalíviodador.
Discussão: ObloqueiodoQLpodeserumadjuvantepromissorparaanalgesiapós-cesariana. Estudosrandomizadosecontroladossãonecessáriosparacompararaeficáciadobloqueiodo quadradolombarcomopioidesadministradosporviaintratecal.
©2016SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eum artigoOpen Accesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
KEYWORDS
Quadratuslumborum
block;
Cesareandelivery; Multimodalanalgesia
Ultrasoundguidedquadratuslumborumblockforanalgesiaaftercesareandelivery: caseseries
Abstract
Introduction:Themajorityofwomenhavingplannedcesareansectionreceivespinal anesthe-sia for theprocedure.Typically, spinalopioids areadministered duringthe sametime asa
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:[email protected](I.Sebbag). http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2017.03.002
Bloqueiodoquadradolombarparaanalgesiapóscesariana 419
componentofmultimodalanalgesiatoprovidepainreliefinthe16---24hperiod postoperati-vely.ThequadratuslumborumblockisaregionalanalgesictechniquethatblocksT5-L1nerve branchesandhasanevolvingroleinpostoperativeanalgesiaforlowerabdominalsurgeriesand maybeapotentialalternativetospinalopioids.Iffoundeffective,itwillhavetheadvantage ofareductioninopioidassociatedadverseeffectswhileprovidingsimilarqualityofanalgesia.
Methods:Weperformedbilateralquadratuslumborumblockin3womenwhoreceivedaspinal anestheticforacesareandeliveryandevaluatedtheirpost-operativeopioidconsumptionand patientsatisfaction.
Results:Inall3patients,therewasnoadditionalopioidconsumptionduringthefirst24hafter theblock.NumericRatingScale(NRS)forpainwaslessthan6forthefirst24h.Womenwere allverysatisfiedwiththequalityofpainrelief.
Discussion: Quadratus lumborum block may be a promising anesthetic adjuvant for post--cesareananalgesia.Furtherrandomizedcontrolledtrialsareneededtocomparetheefficacy ofthequadratuslumborumblockwithintrathecalopioids.
©2016SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.Publishedby ElsevierEditoraLtda.Thisisan openaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
Introduc
¸ão
A administrac¸ão de morfina por via intratecal é conside-radaopadrão-ouroparaoalíviodadorapóscesariana. O usogeneralizadodemorfina édevidoao seuperfil farma-cocinéticofavorável,facilidadedeadministrac¸ão(durante bloqueioespinhalparaanestesiacirúrgica)ebaixocusto.1,2
Noentanto,aadministrac¸ãodemorfinaporvia subarac-nóideanãoéisentadeefeitosadversos.Emboraadepressão respiratóriadose-dependentesejaacomplicac¸ãomais pre-ocupante, outros efeitos colaterais de menor potencial ofensivo,comoprurido,náusea,vômitoeretenc¸ãourinária, podemcausarincômododuranteopuerpério.
O bloqueio do plano transverso abdominal (PTA) tem sido usado para analgesia após procedimentos cirúrgicos abdominais e pélvicos, inclusive parto cesário. Porém, a abordagem anterior do PTA apresentou efeito analgésico limitado devido à curta durac¸ão (até 10horas) e ao per-filanalgésicosobretudoparietal.3,4Aabordagemposterior,
ou bloqueio do quadrado lombar (QL), descrita pela pri-meiravezem2007porBlanco,apresentoupropagac¸ãopara oespac¸oparavertebral,oquepossibilitouumbloqueiomais extensoeprolongado,comopotencialdeproporcionar alí-viodadorvisceral.5
Como nos esforc¸amos para proporcionar uma melhor analgesianopós-operatórioecom efeitoscolaterais míni-mos,fizemosobloqueiodoQLemtrêspacientessubmetidas àcesarianasobraquianestesiaparaforneceranalgesia,cuja durac¸ãofossealémdaqueladosopioidesadministradospor viaespinhal.
Métodos
Obtivemosdetodasaspacientesassinaturasemtermosde consentimentoinformadoparaapublicac¸ão.
Asparturientesreceberamtratamentopadrão,deacordo comosprotocoloseasrotinasdohospital.
Após acirurgia,aspacientesforamtransferidaspara a saladerecuperac¸ãoeposicionadasem decúbitolateral.A
Anterior
Posterior
Figura1 Anatomiadesuperfíciedaparedeabdominal poste-rioreflanco.CB,(sub)rebordocostal;IC,cristailíaca.
pelefoipreparadacomclorexidinaa2%paraesterilizac¸ão. Sobmonitoramentocomultrassom,comumtransdutor esté-ril curvilíneo de 5-2MHz (SonoSite M-Turbo, Bothell, WA, EUA),a paredeabdominal lateral foiescaneada posterior esuperiormenteàcristailíaca ipsilateral(fig.1),seguiua fásciatransversal atéque o músculoquadrado lombar foi identificado(fig.2).Ropivacaínaa0,25%(30mL)foiinjetada comagulhaTuohyde18G(fig.2),15mLnoaspectoanterior domúsculo (abordagemde Borglum)6 e 15mLno aspecto
posterior (QL tipo 2, abordagem de Blanco).2 O mesmo
procedimento foi repetido do lado contralateral, com o mesmovolumedeanestésicolocal.
420 I.Sebbagetal.
EO
IO
TA
QL
Agulha
Figura2 Sonoanatomiadobloqueiodoquadradolombar.EO, oblíquoexterno;IO,oblíquointerno;TA,transversoabdominal.
em 6/6h). Morfina oral (5mg) foi prescrita mediante solicitac¸ão.
Osescoresdaescaladeavaliac¸ão numérica(EAN)para dor foramregistrados a cada hora (h) durante as primei-ras24hdepós-operatórioe asatisfac¸ãodaspacientesfoi registradaapós24hdepós-operatório.
Alémdisso, oconsumo deopioide duranteasprimeiras 24hfoiregistrado.
Caso1
Paciente de 34 anos, G3P1, com gestac¸ão única e apresentac¸ãocefálicaàs37+6semanasdegestac¸ão, apre-sentava também diminuic¸ão da movimentac¸ão fetal e contrac¸õesirregulares.Amonitorac¸ãofetalcontínua reve-lou desacelerac¸ões espontâneas da frequência cardíaca fetalpara50s.Operfilbiofísicorevelou2/8paralíquidos. Partocesáriofoirecomendadoefeitodentrodeumahora desdea chegadaaohospital.O bloqueiodoneuroeixofoi feitocomagulhaWhitacre(25G)emposic¸ãosentada.Após a visualizac¸ão do líquido cefalorraquidiano claro, bupiva-caínaa0,75%(10,5mg),fentanil(15g)emorfina(150g)
foraminjetadosporviaintratecal.Apósotérminoda cirur-gia,oferecemosàpaciente obloqueiodoQLdevidoasua preocupac¸ão com a necessidadede opioide parenteral no pós-operatório,bem comocom amá experiência anterior denáuseaevômitoinduzidosporopioideparenteral.
Caso2
Paciente de 36 anos, G3P2, com gestac¸ão única às 39+4 semanasde gestac¸ão,apresentou-se paracesariana eletiva de repetic¸ão. O bloqueio do neuroeixo foi feito com agulha Whitacre (25G) em posic¸ão sentada. Após a visualizac¸ãodolíquidocefalorraquidianoclaro,bupivacaína a0,75%(10,5mg),fentanil(15g)emorfina(150g)foram
injetadosporviaintratecal.Apósotérminodacirurgia, ofe-recemosàpacienteobloqueiodoQLcomoadjuvantepara analgesianopós-operatório.
Caso3
Paciente de 33 anos, G3P2, com gestac¸ão única às 39+2semanas degestac¸ão, apresentou-separa cesariana eletiva de repetic¸ão. O bloqueio do neuroeixo foi feito com agulha Whitacre (25G) em posic¸ão sentada. Após a visualizac¸ãodolíquidocefalorraquidianoclaro,bupivacaína a0,75%(11,25mg),fentanil(15g)emorfina(150g)foram
injetadosporviaintratecal.Apósotérminodacirurgia, ofe-recemosàpacienteobloqueiodoQLcomoadjuvantepara analgesianopós-operatório.
Resultados
Os escores da EAN para dor (1-10) e de satisfac¸ão das pacientes com a qualidade da analgesia obtida (insatis-feito/satisfeito/muito satisfeito) foram registados, como descritonatabela1.
Nenhumadaspacientesrecebeuoutrosopioidesdurante asprimeiras24hapósacirurgia.
Discussão
A analgesia após cesariana pode ser um desafio devido a várias razões, inclusive fatores culturais e expectativas daspacientes.Embora aadministrac¸ãodemorfinaporvia intratecalsejaamplamenteusada comsucessonamaioria dos casos, a comunidade científica tem observado recen-temente uma associac¸ão entre a dor crônica e o uso de opioidesintratecais. Indíciosrecentesrevelamqueo poli-morfismogenéticodoreceptor-podelevaràvariabilidade
farmacogenética, resultar em alterac¸ão daresposta anal-gésicaàmorfinaintratecale,possivelmente,determinara susceptibilidade à hiperalgesia induzidapor opioides.7,8 A
hiperalgesiaéumconhecidofatorderiscoparao desenvol-vimentodedorcrônicanopós-operatórioefoirelatadaem até10%dasmulheresapósopartocesário.9---11
Alémdisso,adurac¸ãodaanalgesiacommorfina intrate-cal é incerta.Estudos anteriores com populac¸ão cirúrgica obstétrica e não obstétrica não conseguiram demonstrar umarelac¸ãolinearentreadosedemorfinaeadurac¸ãoda analgesia.1,2 Apesar dadosede morfinaintratecal,a
mai-oria das mulheres em um estudo randomizadocontrolado (ERC) para determinar a dose continuoua usar a analge-siacontroladapelopaciente(ACP)viabombademorfinaIV em dose baixa, masconstante.1 Esses resultadossugerem
queaadministrac¸ãodeopioidesporviaintratecalpodenão forneceranalgesiasuficiente.
Além disso, eventos adversos, como prurido, náusea, sonolência e depressão respiratória, estão associados a dosescrescentesdemorfina.
UmrelatodecasorecentesobreousodebloqueiodoQL paratratamento dedorcrônicaabdominaldestacouo seu potencialusoparaaprevenc¸ãoeatéotratamentodador crónicanapopulac¸ãoobstétrica.12
Bloqueiodoquadradolombarparaanalgesiapóscesariana 421
Tabela1 EANparador(1-10)esatisfac¸ãodaspacientes
EAN
T=1 EAN
T=2
EAN
T=3
EAN
T=4
EAN
T=5
EAN
T=6
EAN
T=9
EAN
T=12 EAN
T=18 EAN
T=21 EAN
T=24
Satisfac¸ão
Caso1 0 0 0 ---b 1 1 0-2a 0 2-3a ---b 4-6a Muito
satisfeita Caso2 0 0-2a 2-3a 2-3a 2-3a 2-3a ---b ---b 1 ---b 2 Muito
satisfeita
Caso3 0 0 0 0 ---b 0 0 0-4a 0 ---b ---b Muito
satisfeita
EAN,escaladeavaliac¸ãonumérica(0-10);T,númerodehoraspós-bloqueiodoquadradolombar.
a Oprimeironúmeroindicadoremrepouso;osegundonúmeroindicadoraomovimento.Nostemposqueindicamumnúmero,apenas
adoremrepousofoiregistrada.
b Apacienteestavadormindoounãoestavapresentenoseuquarto.
(QLtipo2).5Defato,seugrupopublicourecentementeum
ERCcomparandooconsumodeopioideapóscesarianaem25 pacientesquereceberambloqueiodoQLcombupivacaína a0,125%(0,2mL.kg−1)versus23pacientesquereceberam
bloqueio simulado.13 Os pesquisadores descobriram que o
consumodemorfinafoisignificativamentemenornogrupo QLduranteasprimeiras6-12hapósobloqueio,masos esco-resdedorforamsignificativamentediferentesem48hapós oprocedimento.Avalidadeexternadesseestudoé questio-nável,porqueemvezdecompararemobloqueiodoQLcom morfinaintratecal,consideradoopadrão-ourodaanalgesia apóscesariana,ospesquisadoresusaramanalgesia parente-ralcomadministrac¸ãodemorfinacontroladapelopaciente. Além disso, Borglum et al., em estudo de RM, reve-laram que a maior parte do AL administrado na borda lateral do músculo QL espalha-se em direc¸ão anterolate-ral,divergedopontodeinjec¸ãoeanulaopropósitodese obterumapropagac¸ãoparavertebral.14Ademais,os
pesqui-sadoressugeriramumaabordagemtransmuscular,comoAL depositadoanteriormenteaomúsculoQL.Essaabordagem foiassociadaaumapropagac¸ãoanterolateralmenos redun-dante e apresentou ampla propagac¸ão tóracolombar.6 De
acordocomnossapesquisa,aabordagemdeBorglumainda nãofoiavaliadacompopulac¸ãoobstétrica.
Emnossostrêscasos,metadedadosedoALfoi deposi-tadanoaspectoanteriordomúsculo(Borglum)emetadeno aspectoposteriordomúsculo (QL2,Blanco),como obje-tivodeaprimorarapropagac¸ãotantocefalocaudalquanto paravertebral.
Nossos resultados mostraram que essa técnica foi associada àdor mínima durante asprimeiras24h de pós--operatório.Alémdisso,descobrimosqueotempode anal-gesiacomobloqueiodoQLfoimaiordoqueopublicadopara analgesiacommorfinaintratecal.Nossaspacientesnão pre-cisaramdeopioideduranteasprimeiras24hapósacirurgia. Estudosrandomizadoscontroladosquecomparemo blo-queio do QL com morfina intratecal são necessários para confirmarnossos resultados deeficácia analgésica prolon-gadacomobloqueiodoQLparaanalgesiapós-cesariana.
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
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