• Nenhum resultado encontrado

Rev. bras. ortop. vol.52 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. bras. ortop. vol.52 número1"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

Original

Reprodutibilidade

do

escore

radiográfico

de

consolidac¸ão

das

fraturas

da

tíbia

(RUST)

Fernando

Antonio

Silva

de

Azevedo

Filho

a,b,∗

,

Ricardo

Britto

Cotias

a

,

Matheus

Lemos

Azi

b

e

Armando

Augusto

de

Almeida

Teixeira

a

aHospitaldoSubúrbio,Salvador,BA,Brasil

bHospitalManoelVictorino,Salvador,BA,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem13deabrilde2016 Aceitoem3demaiode2016

On-lineem11deagostode2016

Palavras-chave:

Tíbia

Consolidac¸ãodafratura Radiografia

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Avaliar a reprodutibilidade inter e intraobservador do escore radiográfico de consolidac¸ãodasfraturas(RUST)dadiáfisedatíbia.

Métodos:Foramobtidos51conjuntosderadiografiasnasincidênciasanteroposterior(AP)e perfil(P)dadiáfisedatíbiatratadascomhasteintramedular.Aanálisedasradiografiasfoi feitaemdoismomentos,comintervalode21diasentreasavaliac¸ões,pornoveavaliadores. ParaavaliarareprodutibilidadedoescoreRUSTentreosavaliadoresfoiusadoocoeficiente decorrelac¸ãointraclasse(CCI)comintervalodeconfianc¸ade95%.OvalordoCCIvariade +1,querepresentaconcordânciaperfeita,a-1,quecorrespondeatotaldiscordância.

Resultados: Houve umaconcordância significativa entre todos os avaliadores: CCI=0,87 (IC95%0,81a0,91).Aconcordânciaintraobservadormostrou-sesubstancial,comCCI=0,88 (IC95%0,85a0,91).

Conclusão:EstetrabalhoconfirmaqueaescalaRUSTapresentaumelevadograude confia-bilidadeeconcordância.

©2016SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Reliability

of

the

radiographic

union

scale

in

tibial

fractures

(RUST)

Keywords:

Tibia

Fracturehealing Radiography

a

b

s

t

r

a

c

t

Objective:Thisstudyaimedtoevaluatetheinter-andintraobserverreproducibilityofthe radiographicscoreofconsolidationofthetibiashaftfractures.

Methods:Fifty-onesetsofradiographsinanteroposterior(AP)andprofile(P)ofthetibial shafttreatedwithintramedullarynailwereobtained.TheanalysisofX-rayswasperformed intwostages,witha21-dayintervalbetweenassessmentsbyagroupofnineevaluators. ToevaluatethereproducibilityofRUSTscorebetweentheevaluators,theintra-class corre-lationcoefficient(ICC)witha95%confidenceintervalwasused.ICCvaluesrangefrom+1, representingperfectagreement,to-1,completedisagreement.

TrabalhodesenvolvidonoHospitaldoSubúrbio,Salvador,BA,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](F.A.AzevedoFilho). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2016.05.001

(2)

Results: Therewasasignificantcorrelationamongallevaluators:ICC=0.87(95%CI0.81to 0.91). The intraobserver agreement proved to be substantial with ICC=0.88 (95% CI 0.85to0.91).

Conclusion: ThisstudyconfirmsthattheRUSTscaleshowsahighdegreeofreliabilityand agreement.

©2016SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

A fratura da diáfise da tíbia é a mais comum entre as fraturasdosossoslongos,apresentaelevadaincidência, aco-meteprincipalmente indivíduosjovens dosexomasculino, em idade ativa. São lesões resultantes de trauma de alta energiacinética,taiscomoquedadealturaeacidentes auto-mobilísticos, essesúltimosfiguramcomo aprincipal causa das fraturas elevam à incapacidade, com elevados custos socioeconômicos.1–6

Afixac¸ãointernacomhasteintramedularfresadae bloque-adanotratamentodasfraturasdadiáfisedatíbiaencontra-se bem estabelecida na literatura.2 Apesar dos avanc¸os nas

técnicas cirúrgicas, ascondic¸ões anatômicas locais podem colaborarparaosurgimentodecomplicac¸ões,comooretardo naconsolidac¸ãoeapseudoartrose.7,8

Aincidênciadepseudoartroseapósafixac¸ãointernacom hasteintramedulartemsidorelatadanaliteratura,variade5a 33%,oquemuitasvezesresultananecessidadedeintervenc¸ão secundáriaoutratamentoadicionalparaestimular aunião óssea.2,3,9,10

Oprocesso deconsolidac¸ãoósseaéumfenômeno bioló-gicosimplesqueocorreemfases,formac¸ãodehematoma, inflamac¸ão,angiogênese,formac¸ãodecartilagem(com subse-quentecalcificac¸ão,remoc¸ãodacartilagemeentãoformac¸ão deosso)eremodelac¸ãoóssea.Aconsolidac¸ão completada fratura pode levar vários meses, ocorre somente após a finalizac¸ãodetodasasetapas.2,4,11

Dopontodevistaclínico,afraturapodeserconsiderada consolidadaaotérminodafasedereparac¸ão.Oscritérios usa-dosparaessadefinic¸ãopodemsersubdivididosemdadosdo exameclínico(ex.descargadepesosemapresentardorlocal, ausênciademobilidadenofocodafratura)eosfatores relaci-onadosaopaciente(qualidadedevida).4,7,12,13

Corralesetal.,13aofazerumarevisãode77estudos

clíni-cosqueusaramcritériosclínicosparadefiniraconsolidac¸ão dasfraturasdosossoslongos,observaramqueostrês crité-riosmaisusadoseramaausênciadorousensibilidadecoma descargadepeso,ausênciadedorousensibilidadeàpalpac¸ão dofocodefraturaduranteoexame.

Paraaavaliac¸ãoradiológicadasfraturas,aradiografia sim-plescontinuaasero métodomaiscomumnadefinic¸ãode cura.7Algunsautoressugeremcomocritérioparadeterminar

aconsolidac¸ãodeumafraturaapresenc¸adepelomenostrês corticaisconsolidadasvistasemduasincidências radiográfi-cas(anteroposterioreperfil).14

Panjabietal.,15 em estudoexperimental,demonstraram

queacontinuidadedacorticalfoiomelhorpreditordecurade umafraturaeaáreadecaloomenosimportante.McClelland

etal.,15aoestudarpacientescomfraturadatíbiatratadoscom

fixadorexterno,encontraramumacorrelac¸ãomaismoderada entreacuraradiográficaerigideznolocaldafratura.Os auto-ressugeriramqueapresenc¸adecaloósseoemduascorticais resultounamelhorpredic¸ãoparadefinirumafraturacomo curada.

Várias escalas e classificac¸ões têm sido propostas para definiraconsolidac¸ãodasfraturas,comumacombinac¸ãode critériosradiográficos.5,7,9,10,16

Kooistraetal.2recomendamousodométodoRadiographic Union Scale for Tibial Fractures (RUST) para a avaliac¸ão da consolidac¸ão.Essemétodoavaliaduasprojec¸õesradiográficas ortogonaiseparacadacorticalatribuem-sepontosquevariam de1a3.Umafraturanopós-operatórioimediatoreceberáa pontuac¸ãomínima,4,eumafraturaconsideradatotalmente consolidadaatingiráapontuac¸ãomáxima,12.Estudos mos-tramaescalaRUSTcomoumindicadorsimples,sistemáticoe contínuonaavaliac¸ãodasfraturasdatíbiatratadascomhaste intramedular.2

O presenteestudotem comoobjetivoavaliara reprodu-tibilidade inter eintraobservador do escoreradiográfico de consolidac¸ãodasfraturasdadiáfisedatíbiaempacientes tra-tadoscomhasteintramedularfresadaebloqueada.

Material

e

métodos

Foi feito um estudo retrospectivo para avaliar a reprodu-tibilidade intra einterobservador da escala radiográfica de consolidac¸ãodasfraturasdadiáfisedatíbia(RUST).

O trabalhoincluiuradiografiasde pacientescom fratura da diáfisedatíbiatratadoscomhasteintramedularfresada ebloqueada,comidadeigualousuperiora16anos,deambos ossexos;examescomboaqualidadetécnica,nasincidências anteroposterior(AP)eperfil(P),feitosduranteoseguimento (oito semanas a nove meses). Excluíram-sepacientes com fratura patológica, que apresentaram infecc¸ão, retardo da consolidac¸ão ou que evoluíram para pseudoartrose e com necessidadedenovoprocedimento.

Foramobtidos77conjuntosderadiografiasnasincidências APePdadiáfisedatíbiatratadascomhasteintramedularde pacientesdoambulatóriodeegressosem2014;51conjuntos preencheramtodososcritériosdeinclusão.Osexamesforam selecionadosapartirdoprontuárioeletrônicodohospital,em diversasfasesdeconsolidac¸ão.

(3)

Tabela1–Escalaradiográficadeconsolidac¸ãodasfraturasdatíbia

Cortical Linhadefratura visível,semcalo Escore=1

Linhadefratura visível,comcalo Escore=2

Semlinhadefratura, comcalovisível Escore=3

Escoretotal Mínimo:4 Máximo:12

Lateral Medial Anterior Posterior

foramapresentadassimultaneamenteparatodosos

avaliado-res,emambienteclimatizado,comprojetordeimagemSony

VPL-DX130B®.AsradiografiasnasincidênciasAPePdecada

pacienteforamprojetadasemconjunto,comumminutopara

cadaavaliac¸ão.

OsistemaRUSTatribuiumapontuac¸ãoparaumdado

con-juntode radiografiasemAPeP,com basenaavaliac¸ãoda cicatrizac¸ãoemcadaumadasquatrocorticaisvisíveissobre essas projec¸ões (corticais medial e lateral nas incidências anteroposterioreanterioreposteriornoperfil).Acada corti-caléatribuído1pontoseforvisualizadalinhadefraturasem apresenc¸adecalo;2sehouvercalopresente,masumalinha defraturaaindavisível,e3sehouvercalosemevidênciada linhadefratura(tabela1).

Aspontuac¸õesde cada cortical foramsomadas e resul-taramnumvalortotalparacada conjuntodepelículas,4é apontuac¸ãomínima indicativade queafraturanãoestará curadae12 a pontuac¸ãomáxima,que indicafratura com-pletamentecurada.2,10,17Umescore7equivaleaomínimo

detrêscorticaiscomcaloósseo,Comessapontuac¸ãoa fra-tura pode ser considerada radiologicamente consolidada17

(fig.1).

Osexaminadoresnãotiveramacessoaohistóricodo paci-ente, idade, tempode fraturae qualqueroutra informac¸ão clínica. As radiografias foram identificadas por números e somente o pesquisador responsável teve acesso a essa identificac¸ão.

Areprodutibilidadeinterobservadorfoiavaliadapormeio dacomparac¸ãodosescorestotaisdecadaobservadorobtidos na visualizac¸ãoinicial dasradiografias. Areprodutibilidade intraobservadorfoideterminadaapartirdacomparac¸ãodos escoresdaprimeiraesegundaavaliac¸ãodecadaumdos par-ticipantes.

ParaavaliarareprodutibilidadedoescoreRUSTentreos avaliadoresfoiusadoocoeficientedecorrelac¸ãointerclasse (CCI),comintervalodeconfianc¸ade95%.OvalordoCCIvaria de+1,querepresentaconcordânciaperfeita,a-1,que corres-pondeatotaldiscordância.

Cortical lateral calo ausente e linha de fratura visível RUST: 1

Cortical medial calo ausente e linha de fratura visível RUST: 1

Cortical anterior calo ausente e linha de fratura visível RUST: 1

Cortical posterior calo ausente e linha de fratura visível RUST: 1

Cortical lateral calo presente e linha de fratura ausente RUST: 3

Cortical anterior calo presente e linha de fratura ausente RUST: 3

Cortical medial calo presente e linha de fratura ausente RUST: 3

Cortical posterior calo presente e linha de fratura ausente RUST: 3 Cortical lateral calo presente e linha de fratura visível RUST: 2

Cortical medial calo presente e linha de fratura visível RUST: 2

Cortical anterior calo presente e linha de fratura visível RUST: 2

Cortical posterior calo presente e linha de fratura visível RUST: 2

A

B

C

(4)

20

15

10

%

5

0

4 5 6 7 8

Escore RUST

Série1 Série2

9 10 11 12

Figura2–Distribuic¸ãodoRUSTna1a

ena2a

avaliac¸ão.

OestudofoiavaliadoeaprovadopelaComissãodeÉticaem PesquisadaSecretariadaSaúdedoEstadodaBahia,Parecer número788.655.

Resultados

A pontuac¸ão do RUST dos 51 conjuntos de radiografias (APeP)varioude4a12eapresentouumapontuac¸ãomédia de7,53±2,53(mediana7)naprimeiraavaliac¸ãoe7,88±2,49 (mediana8)nasegunda(figs.2e3).

Houveumaconcordânciasignificativaentreosavaliadores comcoeficientedecorrelac¸ãointerclasses,CCIde0,87(IC95%; 0,81-0,91). Entre os traumatologistas houve umatendência maiordeconfiabilidadequandocomparadosaosresidentes doprimeiro,segundoeterceiroano(CCI0,94;0,80;0,92e0,90, respectivamente)(tabela2).

A concordância intraobservador se mostrou substancial comCCI 0,88(IC95%;0,85-0,91).Aoanalisar osavaliadores deacordocomograudeformac¸ão,observou-sequeos trau-matologistas apresentaram umareprodutibilidade próximo daperfeita(CCI0,94;IC95%;0,91-0,95).Entreosresidentes, omaiorCCIfoiparaosdosegundoano(CCI0,89),seguidos

12

11

10

9

8

R.U

.S

.T

.

7

6

5

4

a1 a2 a3 a4 a5 a6 a7 a8 a9

Figura3–Comparac¸ãodasmédiasdoRUSTentre avaliadores.

a1,a2,a3;traumatologistas;a4,a5,residentesdo3◦ano;

a6,a7,residentesdo2◦ano;a8,a9,residentesdo1ano.

Tabela2–Coeficientedecorrelac¸ãointerclasses intereintraobservadordoescoreRUST

Interobservador CCI

IC95%

Intraobservador CCI

IC95%

Traumatologistas 0,94(0,90-0,96) 0,94(0,91-0,95) Residentedo3◦ano 0,90(0,84-0,94) 0,83(0,71-0,90)

Residentedo2◦ano 0,92(0,87-0,95) 0,89(0,84-0,93)

Residentedo1◦ano 0,80(0,67-0,88) 0,87(0,79-0,90)

Geral 0,87(0,81-0,91) 0,89(0,85-0,91)

do primeiro (CCI 0,87) e por último do terceiro (CCI 0,83) (tabela2).

Discussão

Apesardeinúmerosestudosrelacionadosaodesenvolvimento de escalasparaavaliac¸ãodaconsolidac¸ãoradiográficas das fraturasdatíbia,aindanãoseencontrabemestabelecidona literaturaummétodoconfiáveleeficaz,umpadrão-ouro.18,19

A definic¸ãode união radiológicaé inconsistente devido ao graudeimprecisãodas variáveisselecionadas.Algumas investigac¸õesusamumúnicoparâmetro,comoapresenc¸ade caloempelomenosduascorticais.5

Diversasvariáveissãoobservadasaoseanalisaraevoluc¸ão da consolidac¸ão das fraturas, incluindo números de corti-cais consolidadas, presenc¸a de calo ósseo e de uma linha de fratura.17,18 Com basenessesparâmetrosKooistraetal.2

desenvolveram uma escala radiográfica para determinar a consolidac¸ãodasfraturasdadiáfisedatíbia,oRUST.Como usodapresenc¸adecaloósseoemcadacorticalassociadoà existênciadelinhadefratura,foilevantadaahipótesedeque oRUSTapresentariamaiorvalidadeeconfiabilidadedoqueos demaissistemaspropostos.

ORUSTexaminaafraturadeformainequívocaecompleta. Apresentaalgumasvantagensemrelac¸ãoaosoutros méto-dos,entreasquaissedestacaofatodequecadacorticalé avaliadaseparadamente,tornam-semaisconfiáveis,umavez quecorticaisindividuaiscontribuemparaapontuac¸ãofinal. Trata-sedeumaclassificac¸ãodefácilaplicac¸ão,comelevada concordânciatantointerquantointraobservador.2,10,17–19

A reprodutibilidade do RUST foi avaliada por Whelan

etal.10aousarem45radiografiasdepacientestratadoscom

hasteintramedularbloqueada.Encontraramuma concordân-ciaentretodososavaliadores(CCIde0,86,IC95%;0,79-0,91), comumatendênciademaiorconfiabilidadeparaos trauma-tologistasemrelac¸ãoaoscirurgiõesortopédicoseresidentes, resultadosemelhanteaoencontradonopresenteestudo.Ali

etal.18corroboraramessesestudosaoestudara

reprodutibili-dadeentreortopedistaseradiologistas.Aoavaliarradiografias com tratamento conservador para fraturas da tíbia, obser-varam uma correlac¸ão interobservador significativa. Macri

etal.17observaramumaconcordânciainterobservador

avali-adapeloCCIde0,93(IC95%;0,89-0,96).

(5)

monitorac¸ãoda consolidac¸ãodas fraturas.Observa-seforte associac¸ãoentreopadrãodemarchaeoescoreRUST.17

Aocorrelacionaroscritériosclínicoseradiológicos,C¸ekic¸

etal.19 observaramqueoRUSTcorrespondediretamenteàs

condic¸õesclínicasdospacientes.Apresenc¸adecaloemduas outrêscorticaisnãofoivisualizadanasimagensdospacientes queapresentavamelevadoíndicededoredeterminoua pre-cisãodesseescorepararevelartantaaconsolidac¸ãoclínica quantoaradiológica.

Conclusão

Comestetrabalhopode-seconfirmarqueoRUSTapresenta um elevado grau de confiabilidade e concordância. Como nãoháumaclassificac¸ãoradiográficapadrão-ouropara ava-liar acuradas fraturas da tíbia, podemossugerir queeste sistema trata-se de umaferramenta funcional útil, porém torna-senecessárioodesenvolvimentodemaispesquisasque relacionemos achadosradiográficos ao exameclínicopara determiná-locomouminstrumentofundamentalnaprática diária.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

i

a

s

1. Court-BrownCM,RimmerS,PrakashU,McQueenMM.The epidemiologyofopenlongbonefractures.Injury.

1998;29(7):529–34.

2. KooistraBW,DijkmanBG,BusseJW,SpragueS,

SchemitschEH,BhandariM.Theradiographicunionscalein tibialfractures:reliabilityandvalidity.JOrthopTrauma. 2010;24Suppl3:S81–6.

3. ChuaW,MurphyD,SiowW,KagdaF,ThambiahJ. Epidemiologicalanalysisofoutcomesin323opentibial diaphysealfractures:anine-yearexperience.SingaporeMed J.2012;53(6):385–9.

4. KojimaKE,FerreiraRV.Fraturasdadiáfisedatíbia.RevBras Ortop.2011;46(2):130–5.

5. WhelanDB,BhandariM,McKeeMD,GuyattGH,KrederHJ, StephenD,etal.Interobserverandintraobservervariationin

theassessmentofthehealingoftibialfracturesafter intramedullaryfixation.JBoneJointSurgBr.2002;84:15–8. 6.ZeckeyC,MommsenP,AndruszkowH,MackeC,FrinkM,

StübigT,etal.Theasepticfemoralandtibialshaftnon-union inhealthypatients–Ananalysisofthehealth-relatedquality oflifeandthesocioeconomicoutcome.OpenOrthopJ. 2011;5:193–7.

7.DijkimanBG,SpragueS,SchemitschEH,BhandariM.Whenis afracturehealed?Radiographicandclinicalcriteriarevisited. JOrthopTrauma.2010;24Suppl3:S76–80.

8.AntonovaE,KimLeT,BurgeR,MershonJ.Tibiashaft fractures:costlyburdenofnonunions.BMCMusculoskelet Disord.2013;14:42.

9.DavisBJ,RobertsPJ,MoorcroftCI,BrownMF,ThomasPB, WadeRH.Reliabilityofradiographsindefiningunionof internallyfixedfractures.Injury.2004;35(6):557–61. 10.WhelanDB,BhandariM,StephenD,KrederH,McKeeMD,

ZderoR,etal.Developmentoftheradiographicunionscore fortibialfracturesfortheassessmentoftibialfracturehealing afterintramedullaryfixation.JTrauma.2010;68(3):629–32. 11.PhillipsAM.Overviewofthefracturehealingcascade.Injury.

2005;36Suppl3:S5–7.

12.BhandariM,GuyattGH,SwiontkowskiMF,TornettaP3rd, SpragueS,SchemitschEH.Alackofconsensusinthe assessmentoffracturehealingamongorthopaedicsurgeons. JOrthopTrauma.2002;16(8):562–6.

13.CorralesLA,MorshedS,BhandariM,MiclauT3rd.Variability intheassessmentoffracture-healinginorthopaedictrauma studies.JBoneJointSurgAm.2008;90(9):1862–8.

14.HungriaJOS,MercadanteMT.Fraturaexpostadadiáfiseda tíbia–Tratamentocomosteossínteseintramedularapós estabilizac¸ãoprovisóriacomfixadorexternonãotransfixante. RevBrasOrtop.2013;48(6):82–90.

15.PanjabiMM,WalterSD,KarudaM,WhiteAA,LawsonJP. Correlationsofradiographicanalysisofhealingfractureswith strength:astatisticalanalysisofexperimentalosteotomies.J OrthopRes.1985;3(2):212–8.

16.FreedmanEL,JohnsonEE.Radiographicanalysisoftibial fracturemalalignmentfollowingintramedullarynailing.Clin OrthopRelatRes.1995;(315):25–33.

17.MacriF,MarquesLF,BackerRC,SantosMJ,BelangeroWD. Validationofastandadisedgaitscoretopredictthehealingof tibialfractures.JBoneJointSurgBr.2012;94(4):544–8. 18.AliS,SinghA,AgarwalA,PariharA,MahdiAA,SrivastavaRN.

ReliabilityoftheRUSTscorefortheassessmentofunionin simplediaphysealtibialfractures.IJBR.2014;5(5):333–5. 19.C¸ekicE,AliciE,YesilM.Realibilityoftheradiographicunion

Imagem

Tabela 1 – Escala radiográfica de consolidac¸ão das fraturas da tíbia Cortical Linha de fratura
Tabela 2 – Coeficiente de correlac¸ão interclasses inter e intraobservador do escore RUST

Referências

Documentos relacionados

Em nossa amostra de pacientes com fratura de quadril subme- tidos a procedimento cirúrgico, a taxa de mortalidade em um ano foi de 23,6% e as principais comorbidades

In this sample of patients with hip fracture who underwent surgery, the mortality rate at one year was 23.6%; the major comorbidities significantly associated with this outcome

Objetivo: Fazer uma avaliac¸ão comparativa radiográfica retrospectiva da reduc¸ão e posic¸ão do implante na cabec¸a femoral em pacientes com fraturas pertrocantéricas tratados

Objective: To perform a retrospective radiographic assessment of the reduction and implant position in the femoral head in patients with pertrochanteric fractures treated

Objetivo: Avaliar os resultados clínicos do tratamento cirúrgico das fraturas intra-articulares do calcâneo (TCFIAC) e comparar o uso de placa própria para calcâneo (PPC) e placa

Patients undergoing surgical treatment of intraarticular fractures.. of the calcaneus without concomitant surgical lesions

McClelland et al., 15 when studying patients with tibial frac- tures treated with external fixation, observed a moderate correlation between radiographic healing and stiffness at

A ressonância magnética (RM) é usada rotineiramente como um método para avaliar casos de dor no ombro e diag- nosticar a doenc¸a do manguito rotador e lesões da cabec¸a longa