• Nenhum resultado encontrado

Rev. bras. ortop. vol.52 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. bras. ortop. vol.52 número1"

Copied!
9
0
0

Texto

(1)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

de

Atualizac¸ão

Potencial

regenerativo

do

tecido

cartilaginoso

por

células-tronco

mesenquimais:

atualizac¸ão,

limitac¸ões

e

desafios

Ivana

Beatrice

Mânica

da

Cruz

a,b

,

Antônio

Lourenc¸o

Severo

c

,

Verônica

Farina

Azzolin

b

,

Luiz

Filipe

Machado

Garcia

b

,

André

Kuhn

c

e

Osvandré

Lech

c,∗

aUniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),CentrodeCiênciasdaSaúde,SantaMaria,RS,Brasil

bUniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),LaboratóriodeBiogenômica,SantaMaria,RS,Brasil

cUniversidadeFederaldaFronteiraSul(UFFS),HospitalSãoVicentedePaulo,InstitutodeOrtopediaeTraumatologia,PassoFundo,RS,

Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem12defevereirode2016 Aceitoem15defevereirode2016 On-lineem18dejulhode2016

Palavras-chave: Células-tronco Tecidocartilaginoso Potencialregenerativo

r

e

s

u

m

o

Osavanc¸osnosestudoscomcélulas-troncomesenquimais(CTMs)adultastornouaterapia regenerativatecidualumaferramentapromissoraemdiversasáreasdamedicina.Na orto-pedia,umdosprincipaisdesafiostemsidoaregenerac¸ãodotecidocartilaginoso,sobretudo emdiartroses.Nainduc¸ãodeCTMs,alémdacitodiferenciac¸ão,ocontexto microambien-taldotecidoaserregenerado,bemcomoumadisposic¸ãoespacialadequada,sãofatores deextremaimportância.Alémdisso,sabe-sequeadiferenciac¸ãodasCTMsébasicamente determinadapormecanismoscomoproliferac¸ãocelular(mitose),interac¸ões bioquímico--moleculares,movimento,adesão celulareapoptose.Apesar deousodeCTMs paraa regenerac¸ãodacartilagemestaraindaemâmbitodepesquisa,existemquestões importan-tesaseremresolvidasparatornaressaterapêuticaeficazesegura.Sabe-se,porexemplo, queaexpansãodecondrócitosemcultura,necessáriaparaaumentaronúmerodecélulas, podeproduzirfibrocartilagem,enãocartilagemhialina.Noentanto,osúltimos resulta-dossãopromissores.Em2014,foipublicadooprimeiroensaioclínicofaseI/IIparaavaliara eficáciaeaseguranc¸adainjec¸ãointra-articulardeCTMsnaregenerac¸ãodecartilagem femo-rotibialehouveumadiminuic¸ãodasáreaslesadas.Umaquestãoaserexploradaéoquanto modificac¸õesnopróprioambienteinflamatórioarticularpoderiaminduziradiferenciac¸ão deCTMsjáalocadasnaquelaregião.Talincógnitapartedoprincípiodeestudosque suge-remqueasupressãodainflamac¸ãoarticularaumentaria,potencialmente,aeficiênciada regenerac¸ãotecidual.Considerandoacomplexidadedoseventosrelacionadosà condrogê-neseeaoreparodacartilagem,conclui-sequeocaminhoaindaélongo,sãonecessárias pesquisascomplementares.

©2016PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileirade OrtopediaeTraumatologia.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND

(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

TrabalhodesenvolvidonoInstitutodeOrtopediaeTraumatologiadePassoFundo,PassoFundo,epeloCentrodeCiênciasdaSaúde, UniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),SantaMaria,RS,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mails:[email protected],[email protected](O.Lech).

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2016.02.007

(2)

Regenerative

potential

of

the

cartilaginous

tissue

in

mesenchymal

stem

cells:

update,

limitations,

and

challenges

Keywords: Stemcells

Cartilaginoustissue Regenerativepotential

a

b

s

t

r

a

c

t

Advancesinthestudieswithadultmesenchymalstemcells(MSCs)haveturnedthetissue regenerativetherapyintoapromisingtoolinmanyareasofmedicine.Inorthopedics,one ofthemainchallengeshasbeentheregenerationofcartilagetissue,mainlyindiarthroses. IntheinductionoftheMSCs,inadditiontocytodifferentiation,themicroenvironmental contextofthetissuetoberegeneratedandanappropriatespatialarrangementare extre-melyimportantfactors.Furthermore,itisknownthatMSCsdifferentiationisfundamentally determined by mechanisms such ascell proliferation (mitosis),biochemical-molecular interactions,movement,celladhesion,andapoptosis.AlthoughtheuseofMSCsforthe cartilage regenerationremainsata researchlevel,thereare importantquestionstobe resolvedinordertomakethistherapyefficientandsafe.Itisknown,forinstance,that the expansionof chondrocytesin cultivation,needed to increasethe number ofcells, could end up producingfibrocartilage insteadof hyalinecartilage. However, thelatest resultsarepromising.In2014,thefirststageI/IIclinicaltrialtoevaluatetheefficacyand safetyoftheintra-articularinjectionofMSCsinfemorotibialcartilageregenerationwas published,indicatingadecreaseininjuredareas.Oneissuetobeexploredishowmany modifications in the articulateinflammatoryenvironment could induce differentiation ofMSCsalready allocatedinthatregion.Suchissuearosefromstudiesthatsuggested thatthesuppressionoftheinflammationmayincreasetheefficiencyoftissue regenera-tion.Consideringthecomplexityoftheeventsrelatedtothechondrogenesisandcartilage repair,itcanbeconcludedthattheroadaheadisstilllong,andthatfurtherstudiesare needed.

©2016PublishedbyElsevierEditoraLtda.onbehalfofSociedadeBrasileirade OrtopediaeTraumatologia.ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense

(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

O corpohumano seorigina basicamente de células-tronco

embrionárias, ectoderme, mesoderme e endoderme. É a

partir desses três folhetos que os 230 tipos de células

encontrados no organismo se diferenciam. No organismo

diferenciado,muitos tecidosmantêmlinhagensde

células--troncoadultas quefuncionamna reposic¸ãoeregenerac¸ão

tecidual, são as mais abundantes as de origem

mesodér-mica, chamadas células-tronco mesenquimais (CTMs). As

CTMssãoencontradasemdiversoslocaisdocorpo,como a

medulaósseavermelha,folículoscapilares,músculo,cordão umbilical, polpa dentária, tecido adiposo, ósseo e

cartila-ginoso, entre outros.1 Com os avanc¸os do conhecimento

sobreCTMsadultas,ouso clínicoparafins deregenerac¸ão

tecidual se tornou bastante atrativo. Porém, conhecer e

manipular CTMs de modo eficaz e seguro é ainda um

grandedesafio, principalmente quando setrata de tecidos

que têm difícil regenerac¸ão, como é o caso da

cartila-gem.

Nesse contexto, a presente revisão tem como objetivo

fazer uma atualizac¸ão sobre os principais processos

rela-cionados com a morfodiferenciac¸ão e seu potencial papel

na regenerac¸ão do tecido cartilaginoso. Para tanto, as

informac¸õesaquicontidasforambaseadasemartigos cien-tíficosderevistasindexadasnasbasesdoPubmed-Medlinee Scielo.

O

tecido

cartilaginoso

e

os

desafios

para

a

regenerac¸ão

Emtermosestruturais,acartilagemarticularéricaemmatriz extracelular,naqualseencontramdistribuídoscondrócitos isoladosouemgruposclonaisorganizadosempequenas colô-niascelulares.2Oscondrócitossãoresponsáveispelasecrec¸ão

dos componentes da matriz cartilaginosa, como colágeno,

glicoproteínaseproteoglicanas.Anutric¸ãodotecido cartilagi-nosoocorreviacapilarescontidosnopericôndrio,umtecido conjuntivoqueenvolveacartilagemequetemCTMsadultas

chamadascondroblastos.

Entretanto, como as cartilagens que revestem os ossos

dasarticulac¸õesmóveisnãotêmpericôndrio,asuanutric¸ão é feita pelo líquido sinovial presente nas cavidades arti-culares. O líquido sinovial representa um ultrafiltrado de

plasmaqueatravessaamembranasinovial,naqualrecebe

mucopolissacarídeos que contêmácido hialurônico euma

pequena quantidade de proteínas de alto peso molecular.

Assim,mesmocomumagrandequantidadedeproteínas

colá-genas,apequenaquantidade decomponentescelularesno

tecidocartilaginosodificultasuaregenerac¸ãoefazcomque lesõesarticularesrepetitivastenhamumamaiortendênciaà cronificac¸ão.3

Para que se possa entender o papel das CTMs na

regenerac¸ão do tecido adulto é importante lembrar que o

(3)

diferenciac¸ão e func¸ão distintas.4 Convém salientarque a regenerac¸ãotecidualnãoestásomentecentradanainduc¸ão

da CTM indiferenciada em uma célula diferenciada. Cada

tipo de tecido tem uma matriz extracelular com papel

fundamental na homeostase corporal. Assim, o contexto

microambiental(matrizextracelular)dotecidoaser regene-radoprecisaserlevadoemconsiderac¸ão.

Cinco mecanismoscausais são cruciaispara queocorra

a diferenciac¸ão celular em tecidos e órgãos corporais,

assim como no próprio processo de regenerac¸ão

teci-dual. Esses são: proliferac¸ão celular (mitose), interac¸ões

bioquímico-moleculares,movimento,adesãocelulare

apop-tose.Comoessesmecanismossãodegranderelevânciaparaa

manipulac¸ãodeCTMscomaperspectivadedesenvolvimento

detécnicas deregenerac¸ão dotecidocartilaginoso,serãoo focoprincipaldestarevisão.

Proliferac¸ão

e

senescência

celular

ParaseentendercommaiorprofundidadeabiologiadasCTMs éprecisocompreenderalgunsmecanismosassociadosaoseu ciclocelular.Como jáconhecido,ascélulas eucarióticasse dividempormitose,consideradaafasefinaldociclo,noqual asduas células-filhas formadas exercerãosuas respectivas func¸õesmetabólicas.

Noentanto,adivisãomitóticanãoéumprocessoilimitado. Amaioriadascélulasespecializadas,àmedidaquesedividem, perdeasuacapacidadeproliferativa.Algumascélulasquenão irãomaissedividirpermanecemconstantementenafasegap1 (G1)damitose,comoéocasodavastamaioriadoscondrócitos. Novoscondrócitossãoformadosapartirdoscondroblastosdo pericôndrioeéporessemecanismoqueotecidocartilaginoso serenova,aindaquelentamentesecomparado,porexemplo, comotecidoósseo.Poroutrolado,existemcélulas especializa-dasadultasquefazemociclocelularcompletoatéqueperdem acapacidadedeseproliferar,porumprocessodenominado senescênciareplicativaouenvelhecimentocelular(fig.1).

Oenvelhecimentocelularédesencadeadopormudanc¸as

queocorremnaregiãoterminaldocromossomoconhecida

comotelômero,queéconstituídoporumamoléculadeácido desoxirribonucleico(DNA)simples-fita(aocontrárioda estru-turadupla-fitapresentenorestantedomaterialgenético).O

DNAteloméricoéformadopelasequênciadeseis

nucleotí-deos –timina, timina, adenina, guanina, guanina, guanina

(TTAGGG)–aqualserepetemilharesdevezes.Essaregião cromossômicaésintetizadapelaenzimatranscriptasereversa (sintetizaDNAetemcomomoldeumamoléculadeácido ribo-nucleico[RNA])chamadatelomerase.

Na divisãocelular ocorre sempre umpequeno

encurta-mento telomérico. Em células embrionárias, o telômero é

reconstituídopelaac¸ãoda telomerase.Nascélulas especia-lizadasogenedaenzimatelomeraseésilenciadoe,portanto,

quandoocorre encurtamento telomérico não existea

pos-sibilidadedereconstituic¸ãodotelômero.Como passardas

divisões (aproximadamente 50-80 mitoses) o telômero fica

muitocurto,passaainibiramitoseeconstituiassima cha-madasenescênciacelularoulimitedeHayflick.

Aocontráriodascélulasespecializadas,asCTMs

apresen-tamogene daenzimatelomeraseativoe,portanto,dentro

doorganismoessascélulasnãoapresentamenvelhecimento

celularacentuado.Entretanto,ataxadeproliferac¸ãodasCTMs éextremamentebaixae,porisso,onúmerodessascélulasnos tecidoscorporaisébastantelimitado,éumgrandedesafioa sercontornadonaterapiaregenerativa.

Algunsestudossugeriramqueainduc¸ãodaproliferac¸ãode CTMsinvitropodeserfeitaviaexposic¸ãoamoléculasde espé-ciesreativasdeoxigênio(EROs),comoéocasodoperóxido dehidrogênio.Ainvestigac¸ãofeitaporBornesetal.5mostrou

que a condrogênese invitro induzidaem CTMsda medula

ósseade ovinos aumentouaproliferac¸ão eadiferenciac¸ão celular.Entretanto,pareceque,apesardoaumentoda expan-sãocelular,ascélulaspassamaapresentarimportantesdanos noDNA,queindicainstabilidadecromossômica.6Oestudode Machadoetal.6corroboraainvestigac¸ãoconduzidaporBrand etal.7quesugeriuqueaexposic¸ãoinvitroaoestresseoxidativo induziuasenescênciacelulardecondrócitos.

Poroutrolado,oestudodeMachadoetal.6mostrou

rever-são de indicadores de senescência replicativa de CTMs de

lipoaspiradoshumanospormeiodasuplementac¸ãodomeio

de cultura com extratohidroalcoólico de guaraná (Paullinia cupana). A semente de guaraná usadapara aproduc¸ão do extratoéumaplantaricaemcafeína,teofilina,teobromina ecatequinas.

Outroresultado bastantesurpreendente foi descritopor Sadeghietetal.,8queinvestigaramoefeitodasuplementac¸ão

comestrogênionacondrogêneseinduzidaemCTMsoriundas

dotecidoadiposo.Foiobservadoqueapresenc¸ade estrogê-nioteve efeitosnegativosnoprocesso decondrogênese via inibic¸ão naexpressão dogenedocolágeno 2ereduc¸ãona expressãodogenedaproteínaagrecan.

Diferenciac¸ão

celular

A partirdozigoto,todas ascélulas corporaisetecidossão formados,emumprocessoderegulac¸ãotranscricional

alta-mentecontrolado.Emgeral,oDNAdogeneeucarióticotem

umasequênciainicialdenucleotídeosconhecidacomoregião promotora.Énelaquemoléculassinalizadorasseligam,

per-mitemounãoatranscric¸ãoedeterminamaquantidadede

RNAtranscrito.Essamodulac¸ãoéconhecidacomoregulac¸ão gênica,ummecanismopeloqualcadatipodecélulaéformado via produc¸ãodediferentesformasequantidadesde proteí-nas.Existemmoléculasendógenas,comohormôniosefatores detranscric¸ão,quepodemregulardiferencialmenteosgenes.

Damesmaforma,moléculasoriundasdadieta,comoo

res-veratrol(presentenauva),induzemaproduc¸ãodesirtuínas, proteínasqueaumentamotempodevidacelular.

Emcondic¸õesinvitroainduc¸ãodadiferenciac¸ãodeCTMs napresenc¸adedeterminadasmoléculasjáébastante

conhe-cida. Entretanto, quando as CTMs são colocadas no órgão

lesionado,nemsempreépossívelsaberseascondic¸ões micro-ambientaisvãofavorecerainduc¸ãodadiferenciac¸ão(mesmo

quandoosagentesindutoressãoconcomitantemente

inseri-doscomascélulas).

Outras moléculasreguladorasdamanutenc¸ãodoestado

indiferenciado das CTMsquegarantemasua

pluripotenci-lidade eautorrenovac¸ão foramidentificadas. Esse éo caso

(4)

Célula epitelial

A

B

Condrócito

Condrócito

Go/G1

G2/M

Fase S

Células (n

úmero)

Células (n

úmero)

Conteúdo DNA (fluorescência)

Colágeno do tipo 2

Proteoglicano

Ácido hialurônico

Agregado de proteoglicano componente da matriz

Proteina de ligação H2O

Composição da cartilagem articular Conteúdo DNA (fluorescência)

Figura1–Comparac¸ãoentreociclocelulardeumacélulaepitelialeodeumcondrócitoavaliadoporcitometriadefluxo. (A)EmumtecidoepitelialserãoencontradascélulasnasfasesG0/G1,SeG2/M,enquantoquenotecidocartilaginosoos condrócitosestarãonasuaextensamaiorianafaseG1.Somenteoscondroblastosoriundosdopericôndrioapresentarão ciclocelularcompleto.(B)Ocondrócitos,umavezquesejaformado,geralmenteestáagrupadoemcercadeoitocélulasque secretamconstantementeamatrizextracelular,compostaprincipalmenteporcolágenodotipo2,proteoglicanoeácido hialurônico.

quantoemcamundongos.9 Quando essa proteína deixade

ser expressa indica que a célula entrou no processo de

diferenciac¸ão.10

Para induzir a diferenciac¸ão condrogênica as CTMs são cultivadassem apresenc¸a de soro fetal ouadulto (de ori-gemanimalouhumana),quegeralmenteéusadoparanutrir as células, e sob exposic¸ão ao fator de crescimento b3.11

Assim,ascélulasdesenvolvemumamulticamadacommatriz

extracelular rica em proteoglicanas. Em culturas de 10 a

14 dias, as células passam a produzir colágeno do tipo 2, característicodacartilagemarticular.Alémdisso,apresentam marcadoresdesuperfíciepositivosparacondrócitoselacunas celularestípicasvisíveisàmicroscopiaótica.Oscondrócitos

permanecem viáveisaté cerca de 90 dias após o início da

diferenciac¸ão.12

Ainduc¸ãodacondrogêneseéfeitapormeiodousode diver-sasmoléculasindutoras,especialmentepelasuplementac¸ão

do meio de cultivo com TFN-␤3, IGF-1, BMP-2 e BMP-6. A

confirmac¸ãodainduc¸ãodacondrodiferenciac¸ãoéfeitapela identificac¸ãodemarcadorescomocolágeno2,Sox-9e agre-canviaanálisedaexpressãodegenesportécnicadereac¸ãoem cadeiadapolimerase(PCR,doinglêspolymerasechainreaction) quantitativaemtemporeal.

Além da regulac¸ão diferencial da expressão gênica, a

metilac¸ão é uma modificac¸ão epigenética que geralmente

(5)

silenciados. Esse processo émediado pelas enzimas

DNA--metilases (DNMTs). Genestambém podem sersilenciados

via processo de acetilac¸ão, que impede que as histonas

fiquemrelaxadasassimqueoDNAfiqueexpostoàregulac¸ão transcricional.13

Adesão

e

movimento

celular

e

a

produc¸ão

de

moldes

(

scaffolds

)

Aolongodaembriogênese,ascélulas,alémdoprocessode diferenciac¸ão,necessitammigraroucresceremdirec¸ãoaum

localespecíficoealipermaneceremparaodesempenhode

suasfunc¸ões.Eventos deadesãoemovimentocelular, que

ocorremporsinalizac¸õesquímicaseespaciais,sãode vital importânciaporunircélulasindividuaisemumformato tri-dimensional,talcomonostecidoseórgãoscorporais.

Osmecanismosdeadesãocelularsãoaltamenteregulados aolongodamorfogênesetecidual.Afosforilac¸ãoreversívelpor meiodaproteínaquinaseC(PKC)éumeventochavenaadesão emigrac¸ãocelularduranteacondrogênese.14

Aadesãoeomovimentocelulartambémestão relaciona-doscom aconstituic¸ão arquitetônicadostecidose órgãos. EstudosinvitromostramqueasCTMsrespondemaoformato

doseu ambienteeinvivocélulas tambémsão induzidasà

diferenciac¸ãopelascaracterísticastopográficasdotecidoem queestão dispostas.Tais evidênciasimpulsionaram aárea deengenhariadetecidosquecombinaterapiacelularcomo

usodebiomateriais(moldes,tambémconhecidospela

pala-vra inglesa scaffold). Essa área envolve o uso de materiais

compatíveisebiodegradáveisqueatuamcomomatrizpara

ocrescimentocelular.Osscaffoldsnadamaissãoquesuportes nosquaisascélulassãocultivadasparaconstruirumtecido invitro.

Aestruturadoscaffold,alémdefornecersustentac¸ão mecâ-nicaeorientac¸ãoespacialparaocrescimentoeadiferenciac¸ão celular,devepermitir otransporte denutrientes, metabóli-tos,fatoresde crescimentoeoutrasmoléculas regulatórias importantesparaascélulaseparaamatrizextracelular.Os scaffoldspodemserproduzidosapartirdemoléculasnaturais

ou sintéticas. Entre os biomateriais naturais

encontram--se o colágeno, o ácido hialurônico, a hidroxiapatita e os glicosaminoglicanos.15

Aproduc¸ãode scaffoldsporeletrospinningproduzmoldes

formadosporfibras que conseguemmimetizarfisicamente

umamatrizextracelularnatural.Essacondic¸ãocriaum micro-ambienteadequadoparaadiferenciac¸ãocelularetecidual. Acriac¸ão das fibras de diferentes diâmetros por eletrospin-ningéfeitaapartirdousodesoluc¸õespoliméricasaplicadas aum campomagnético.O poliácidoláctico-co-ácido

glicó-lico(PLGA)éumpolímeroquetemsidoamplamenteusado

naproduc¸ãodescaffoldsporelectrospinning,porqueé biode-gradável, bioabsorvível e biocompatível. O uso de scaffolds

à base de PLGA já foi aprovado para seres humanos pela

agênciaregulatória americana Food and Drug Administration (FDA).Investigac¸õesmostraramqueessebiomaterial conse-gueinduzirocrescimentodediferentestiposdecélulas,como fibroblastos,osteoblastosecondrócitos.16

Outra tecnologia derivada do electrospinning é o

bio--electrospinning, que usa o processamento de suspensões

celularesque sãosubmetidas aum campoelétricode alta

intensidade e induzidas a passar por uma agulha fina, o

quegerapequenasgotículasquecontêmascélulas.Assim,

o scaffold é construído já com as células integradas. Essa

técnica permiteumadistribuic¸ãohomogêneadasCTMs no

molde e, portanto, um maior potencial regenerativo.15 Se

considerarmosacapacidaderegenerativalimitadadotecido cartilaginoso,amescladebiomateriaisecélulas-troncoparece seraopc¸ãomaispromissora,aindaquehajanecessidadede estudoscomplementaresdeeficáciaeseguranc¸a.

Apoptose

e

inflamac¸ão

na

degenerac¸ão

e

regenerac¸ão

da

cartilagem

Célulastêm acapacidadedeautorregularnãosóataxa de

proliferac¸ão ediferenciac¸ão, mastambém asuamorte em

muitassituac¸ões,apartirdeumeventoconhecidocomo apop-toseoumortecelularprogramada.Aocontráriodanecrosee

da autofagia,aapoptose éummecanismoaltamente

coor-denadoequenãocausaprocesso inflamatórioespecífico.17 Entretanto,evidênciasmostramqueprocessosinflamatórios crônicosinduzemadesorganizac¸ãodamatrizextracelulare

apoptose doscondrócitos,o queleva,consequentementeà

destruic¸ãodacartilagem.Issoocorreemmuitasdoenc¸as dege-nerativas,comoaartritereumatoideeaosteoartrite.18

Sabe-se queosmonócitos/macrófagos sãocomponentes

essenciaisdosistemaimuneinatoetêmumagrande

vari-edade defunc¸ões. Elescontrolamoinícioearesoluc¸ão da inflamac¸ãopormeiodafagocitose,liberac¸ãodecitocinas infla-matórias,espéciesreativasdeoxigênio(EROs)eativac¸ãodo sistemaimuneadquirido.Sobcircunstânciasnormais, monó-citoscirculamnacorrentesanguíneaporcurtoperíodoantes deentrarespontaneamenteemapoptose.Apresenc¸ade

fato-res estimulatóriosinibe a apoptose dos monócitos, quese

diferenciam emmacrófagos, osquaispodem viverporum

longoperíodonostecidos.19,20

Os macrófagosproduzem muitassubstâncias relevantes

à resposta imunológica e que coordenam o processo de

inflamac¸ão(citocinasinflamatóriasIL-1␤,IL-6,TNF␣ea cito-cina anti-inflamatóriaIL-10).Alémdisso, produzemfatores quesãocríticosnocombateamicrorganismos,comoos meta-bólitosdooxigênioeóxidonítrico,fatoresquepromovemo reparotecidual,comoofatordecrescimentodefibroblasto, entreoutros.21 Hojesãoreconhecidosdoistiposdeativac¸ão dosmacrófagosnarespostainflamatória:a“ativac¸ãoclássica” ea“ativac¸ãoalternativa”(fig.2).

Nesseprocesso,quandoocorreumaumentodaativac¸ão

dosmacrófagos M1emrelac¸ãoaosmacrófagos M2,haverá

umreparotecidualdeficientecomdestruic¸ãocontinuadaem tecidoscombaixacapacidaderegenerativa,comonocasoda cartilagem.

Naosteoartrite,aocorrênciadeinflamac¸ãointra-articular

com sinovite indica que o líquido sinovial pode ser a

origem das citocinas inflamatórias e das enzimas

(6)

Antígeno + células natural-killers

Interferon gama

(INFy) Monócito

Via clássica Via alternativa 2

1

3

Macrófagos M1 Macrófagos M2 Regeneração

tecidual Fagocitose

dano tecidual

4 IL-10

IL-1B IL-10 TNFa

Figura2–Macrófagosativadospelaviaclássicaparticipamcomoindutoresdainflamac¸ãoesãodenominadosM1.Esses macrófagosproduzemníveiselevadosdeIL-2ebaixosníveisdeIL-10.Estudostambémtêmmostradoqueaativac¸ãode macrófagosdependedoestímulodecitocinasinflamatóriasproduzidasporlinfócitosauxiliaresoucélulasNK,emespecial ointerferongama(INF␥).Osmacrófagosativadosquetêmatividademicrobianaetumoricidasãocaracterizadospor secretargrandesquantidadesdecitocinasemediadorespró-inflamatórios.Nessarespostainflamatóriaessesmacrófagos liberamcitocinaspró-inflamatórias,comoIL-1,IL-6,TNF␣,etambémproduzemespéciesreativasdeoxigênio(EROs),como oânionsuperóxidoeoperóxidodehidrogênio,bemcomointermediáriosreativos,comooóxidonítrico.Logoapóso processodefagocitoseosmacrófagosmorrempormortecelularprogramada,conhecidacomoapoptose.A“ativac¸ão alternativa”envolveoestímulodemacrófagospormoléculascomoasinterleucinasIL-4eIL-13quelevaaoaumentonos níveisdecitocinaanti-inflamatóriaIL-10equeinduzoreparotecidual(respostaanti-inflamatória).Noorganismoa respostaimunológicapró-inflamatóriageralmenteéseguidapelarespostaimunológicaanti-inflamatória.Elaéimportante paraquehajareparotecidualapósumainfecc¸ãomicrobianaouumainjúriafísica.Odesbalanc¸oentreasduasrespostas podegerardoenc¸ascrônicas,comoaosteoartrite.

quedegradamamatriz,oqueresultanadestruic¸ãoda

carti-lagem.Outrasmoléculastambémpodemestarenvolvidasna

apoptosedoscondrócitos,taiscomoMIL-1␤eTNF␣,pormeio doaumentodaliberac¸ãodeóxidonítrico,eaprostaglandina E2(PGE2).18

AindaqueexistamCTMsnostecidosarticulares,na mem-branasinovial,notendãoenacartilagemarticular,ainduc¸ão dessas células para regenerar o tecido cartilaginoso ainda

não foi totalmente elucidada. Sabe-se que o processo de

condrogênese é desencadeado por fatores como proteínas

morfogenéticas do osso (BMPS) e fatores de crescimento,

como o TGF-␤. Esses fatores agem sobre genes, como o

fatordetranscric¸ãoSRY-box9(Sox9),queéessencialparaa diferenciac¸ãodoscondrócitos.OSox9controlaatranscric¸ão

de genesque sintetizammoléculas da matriz extracelular,

comoocolágenodotipo2eoagregan,aomesmotempoem

quetambémsuprimemaformac¸ãodecondrócitos hipertrófi-cos.

Processos inflamatórios crônicos parecem influenciar

negativamenteadiferenciac¸ãodasCTMsemcondrócitos.No caso,acitocinaIL1␤eoTNF␣atêmefeitosupressorda

con-drogênese. Issoporque essas citocinas inibem a expressão

dogeneSox9viasupressãodaexpressãodamoléculaTFG-␤

(umimportantefatordeiniciac¸ãonadiferenciac¸ãodos

con-drócitos) e o aumento na expressão da molécula Smad7

(inibitóriadacondrogênese).AcitocinainflamatóriaIL-17,que

éumamolécula-chaveemprocessosdeinflamac¸ãocrônica,

tambémtemacapacidadedesuprimiracondrogênese.Essa

moléculasuprimeafosforilac¸ãodaproteínaSox9eimpedea ac¸ãoregenerativadela.22

Portanto, se considerarmos o conjunto das evidências

sobreoimportantepapeldainflamac¸ãocrônicanoprocesso

regenerativo dacartilagem,ficaclaroqueemumambiente

inflamatóriocom níveiselevadosde IL-1␤, TNF␣ eIL-17as

CTMspoderãonãoresponderadequadamenteàterapia

rege-nerativa.Issoporqueessascélulaspoderãoserinduzidasà apoptoseantesmesmodesediferenciaremcondrócitos.

Aplicac¸ões

clínicas

de

células-tronco

na

regenerac¸ão

do

tecido

cartilaginoso

Muitos estudospré-clínicoseclínicosqueenvolvem poten-cialregenerac¸ãodacartilagemcomCTMssãoconduzidospara diversasdoenc¸as,incluindoaosteoartrite.Apesardeousode CTMsparaaregenerac¸ãodacartilagemestaraindaemnível depesquisa,existemquestõesimportantesaseremresolvidas paratornaressaterapêuticaeficazesegura.

Aimplantac¸ãodecondrócitosdeumaregiãodocorpopara

aregiãolesionadatemcomodesvantagemanecessidadede

(7)

Pacientes elegíveis = 22

18 pacientes alocados para

injeção intra-articular de CTMS (IIA-CTM)

09 alocados para fase 1

03 IIA-CTM dose baixa

03 IIA-CTM dose moderada

03 IIA-CTM dose alta

12 IIA-CTM dose alta

03 IIA-CTM dose alta

Seguimento: 6 meses Seguimento:

6 meses Seguimento:

6 meses Seguimento:

6 meses

09 alocados para fase 1

Figura3–DelineamentoexperimentalgeraldoestudoconduzidoporJoetal.33(2014)queavaliou,pormeiodeumensaio

clínico(FaseI/II),oefeitodainjec¸ãointra-articulardejoelhonaregenerac¸ãodacartilagemdepacientescomosteoartrite. AsCTMsforamobtidasapartirdelipoaspiradoabdominal,cultivadasemlaboratórioeintroduzidasnaarticulac¸ãoapós trêssemanas.Dosebaixa=1×107;dosemoderada=5×107;dosealta=1×108célulasemsoluc¸ãosalina.Ospacientes

foramdescontinuadosemrelac¸ãoàterapiafarmacológica,comexcec¸ãodaadministrac¸ãodecetoprofeno.

serimplantadatambém éoutrograndeproblema,poistais

célulaspodemsedesdiferenciareproduzirfibrocartilagem,e nãocartilagemhialina.23–26

Natentativademinimizaressesproblemas,alguns auto-rescomec¸aramapesquisaroefeitodainjec¸ãointra-articular

deCTMs notratamentoda osteoartrite. Esseprocedimento

aparentementetrazmuitasvantagens,jáquepoderiaevitar omanejocirúrgicoemmuitoscasos.27–32Entretanto,somente em2014foipublicadoporJoetal.33oprimeiroensaioclínico faseI/IIparaavaliaraeficáciaeaseguranc¸adainjec¸ão intra--articulardejoelhonaregenerac¸ãodacartilagemarticularpor meiodeanálisesclínicas,radiológicas,artroscópicase histo-lógicas(fig.3).

AsCTMsinjetadasforamobtidasde lipossucc¸ãoda gor-duraabdominalsubcutâneaeasCTMsobtidasforamtestadas quantoasuaviabilidade,suapureza(comavaliac¸ãodos

mar-cadores CD31, CD34,CD45), suaidentidade (com avaliac¸ão

dosmarcadoresCD73,CD90),esterilidadeenãocontaminac¸ão

comendotoxinasoumicoplasmas.

Osprocedimentosparaainjec¸ãointra-articularforam fei-tosnaposic¸ãosupinaecomanestesiaespinhaldepoisdetrês semanasemquefoi feitaalipossucc¸ão.Um exame artros-cópicopadrão foifeitono joelhoeas lesõesda cartilagem

articularforam medidas comumasonda artroscópica

cali-bradaegraduadadeacordocomaclassificac¸ãodelesõesda cartilagem da International CartilageRepair Society (ICRS). As

CTMs diluídasemsoluc¸ãosalina foram injetadassem que

fossefeitodebri, sinovectomia oumeniscotomia duranteo procedimento.Nãoforamrelatadosefeitosadversosgravese aqualidadedacondic¸ãodojoelhoavaliadapormeiodo Wes-ternOntarioandMcMasterUniversitiesArthritisIndex(Womac)

melhorou significativamente nos pacientes que receberam

alta concentrac¸ão de CTMs intra-articular. O tamanho do

defeito da cartilagem diminuiu nos côndilos medial

femu-raletibialetambémnosgruposquereceberamdosesaltas deCTMs.Assim,osautoresconcluíramqueainjec¸ão intra--articularde1×108célulasmelhorouafunc¸ãodojoelhocom osteoartriteeadornojoelhosemcausarefeitosadversosvia reduc¸ãodosdefeitosdacartilagempelaregenerac¸ãodetecido similaràcartilagemhialina.

Considerac¸ões

finais

Apesar de osresultados de Joetet al.33 serem animadores, Kondo etal.,18 na suarevisãosobreotema, salientam que resultadosdeestudosadicionaisqueenvolvemvários proto-colossãonecessáriospararealmentesecomprovaraeficácia e a seguranc¸adesse procedimento. Além disso, esses

últi-mos autorescomentamquesãofeitas outrasinvestigac¸ões

voltadas paraa melhoria da eficiênciada diferenciac¸ão de

CTMsemcondrócitospormeiodaanálisedasuplementac¸ão

domeiodeculturacomváriasmoléculasregulatórias,como incluindoTGF-␤1–3;BMP-2,-4,-6,-7;FGF-2,IGF-1etc.Além

desses,algunscompostos,comoadexametasonaeoATP,já

mostraramac¸ãopositivasobreacondrogênese.

Outraquestãoimportantedizrespeitoàscondic¸ões micro-ambientaisinflamatóriasdolocalemquevãoserinjetadasas

CTMs.EvidênciasmostramqueasCTMstêmefeitos

(8)

Nessecaso,oqueestáemabertoeprecisaserexploradoem estudosfuturossãooquantomodificac¸õesnopróprio ambi-enteinflamatórioarticularpoderiaminduziradiferenciac¸ão deCTMsjáalocadasnaquelaregião.Arespostaaesse

questi-onamentopoderiaconduziraodesenvolvimentodetécnicas

regenerativasassociadasàstécnicascirúrgicasjábem esta-belecidas,semnecessidadedetransplantedeCTMsdeoutras partesdocorpo.Porém,seconsiderarmosacomplexidadedos eventosrelacionadosàcondrogêneseeaoreparoda cartila-gem,ocaminhoaindaélongoesefaznecessáriaumagrande

quantidadedepesquisascomplementares.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

i

a

s

1. BakshD,SongL,TuanRS.Adultmesenchymalstemcells:

characterization,differentiation,andapplicationincelland

genetherapy.JCellMolMed.2004;8(3):301–16.

2. AmorinB,ValimVS,LemosNE,MoraesJúniorL,SilvaAMP,

SilvaMAL,etal.Mesenchymalstemcells–Characterization,

cultivation,immunologicalproperties,andclinical

applications.RevHCPAFacMedUnivFedRioGddoSul.

2012;32(1):71–81.

3. AlbertsB,BrayD,LewisJ,RaffM,RobertsK,WatsonJD.

Molecularbiologyofthecell.3rded.NewYork:Garland

Publishing;1994.p.971–84.Theextracellularmatrixof

animais.

4. BobisS,JarochaD,MajkaM.Mesenchymalstemcells:

characteristicsandclinicalapplications.FoliaHistochem

Cytobiol.2006;44(4):215–30.

5. BornesTD,JomhaNM,SierraAM,AdesidaAB.Hypoxic

cultureofbonemarrow-derivedmesenchymalstromalstem

cellsdifferentiallyenhancesinvitrochondrogenesiswithin

cell-seededcollagenandhyaluronicacidporousscaffolds.

StemCellResTher.2015;6(84):1–17.

6. MachadoAK,CadonáFC,AzzolinVF,DornellesEB,BarbisanF,

RibeiroEE,etal.Guaraná(Paulliniacupana)improvesthe

proliferationandoxidativemetabolismofsenescent

adipocytestemcellsderivedfromhumanlipoaspirates.Food

ResInt.2015;67:426–33.

7. BrandlA,HartmannA,BechmannV,GrafB,NerlichM,Angele

P.Oxidativestressinducessenescenceinchondrocytes.J

OrthopRes.2011;29(7):1114–20.

8. SadeghiF,EsfandiariE,HashemibeniB,AtefF,SalehiH,

ShabaniF.Theeffectofestrogenontheexpressionof

cartilage-specificgenesinthechondrogenesisprocessof

adipose-derivedstemcells.AdvBiomedRes.2015;4:43.

9. RoddaDJ,ChewJL,LimLH,LohYH,WangB,NgHH,etal.

TranscriptionalregulationofnanogbyOCT4andSOX2.JBiol

Chem.2005;280(26):24731–7.

10.LeeJ,KimHK,RhoJY,HanYM,KimJ.ThehumanOCT-4

isoformsdifferintheirabilitytoconferself-renewal.JBiol

Chem.2006;281(44):33554–65.

11.MackayAM,BeckSC,MurphyJM,BarryFP,ChichesterCO,

PittengerMF.Chondrogenicdifferentiationofcultured

humanmesenchymalstemcellsfrommarrow.TissueEng.

1998;4(4):415–28.

12.PittengerMF,MackayAM,BeckSC,JaiswalRK,DouglasR,

MoscaJD,etal.Multilineagepotentialofadulthuman

mesenchymalstemcells.Science.1999;284(5411):143–7.

13.TamburiniBA,TylerJK.Localizedhistoneacetylationand

deacetylationtriggeredbythehomologousrecombination

pathwayofdouble-strandDNArepair.MolCellBiol.

2005;25(12):4903–13.

14.MattaC,MobasheriA.Regulationofchondrogenesisby

proteinkinaseC:emergingnewrolesincalciumsignalling.

CellSignal.2014;26(5):979–1000.

15.GargT,GoyalAK.Biomaterial-basedscaffolds–Currentstatus

andfuturedirections.ExpertOpinDrugDeliv.

2014;11(5):767–89.

16.SachlosE,ReisN,AinsleyC,DerbyB,CzernuszkaJT.Novel

collagenscaffoldswithpredefinedinternalmorphologymade

bysolidfreeformfabrication.Biomaterials.2003;24(8):1487–97.

17.SorrentinoG,ComelA,MantovaniF,DelSalG.Regulationof

mitochondrialapoptosisbyPin1incancerand

neurodegeneration.Mitochondrion.2014;19PtA:88–96.

18.KondoM,YamaokaK,TanakaY.Acquiringchondrocyte

phenotypefromhumanmesenchymalstemcellsunder

inflammatoryconditions.IntJMolSci.2014;15(11):

21270–85.

19.Wiktor-JedrzejczakW,GordonS.Cytokineregulationofthe

macrophage(Mphi)systemstudiedusingthecolony

stimulatingfactor-1-deficientop/opmouse.PhysiolRev.

1996;76(4):927–47.

20.SavillJ,FadokV.Corpseclearancedefinesthemeaningofcell

death.Nature.2000;407(6805):784–8.

21.CruvinelWM,MesquitaJúniorD,AraújoJAP,CatelanTTT,

SouzaAWS,SilvaNP,etal.Sistemaimunitário–ParteI:

Fundamentosdaimunidadeinatacomênfasenos

mecanismosmolecularesecelularesdaresposta

inflamatória.RevBrasReumatol.2010;50(4):434–61.

22.MorissetS,FrisbieDD,RobbinsPD,NixonAJ,McIlwraithCW.

IL-1ra/IGF-1genetherapymodulatesrepairofmicrofractured

chondraldefects.ClinOrthopRelatRes.2007;462:221–8.

23.vonderMarkK,GaussV,vonderMarkH,MüllerP.

Relationshipbetweencellshapeandtypeofcollagen

synthesisedaschondrocyteslosetheircartilagephenotypein

culture.Nature.1977;267(5611):531–2.

24.BrittbergM,LindahlA,NilssonA,OhlssonC,IsakssonO,

PetersonL.Treatmentofdeepcartilagedefectsintheknee

withautologouschondrocytetransplantation.NEnglJMed.

1994;331(14):889–95.

25.KnutsenG,DrogsetJO,EngebretsenL,GrøntvedtT,IsaksenV,

LudvigsenTC,etal.Arandomizedtrialcomparingautologous

chondrocyteimplantationwithmicrofracture.Findingsatfive

years.JBoneJointSurgAm.2007;89(10):2105–12.

26.VanlauweJ,SarisDB,VictorJ,AlmqvistKF,BellemansJ,

LuytenFP.Five-yearoutcomeofcharacterizedchondrocyte

implantationversusmicrofractureforsymptomaticcartilage

defectsoftheknee:earlytreatmentmatters.AmJSports

Med.2011;39(12):2566–74.

27.MurphyJM,FinkDJ,HunzikerEB,BarryFP.Stemcelltherapy

inacaprinemodelofosteoarthritis.ArthritisRheum.

2003;48(12):3464–74.

28.LeeKB,HuiJH,SongIC,ArdanyL,LeeEH.Injectable

mesenchymalstemcelltherapyforlargecartilagedefects–A

porcinemodel.StemCells.2007;25(11):2964–71.

29.CentenoCJ,BusseD,KisidayJ,KeohanC,FreemanM,KarliD.

Increasedkneecartilagevolumeindegenerativejointdisease

usingpercutaneouslyimplanted,autologousmesenchymal

stemcells.PainPhysician.2008;11(3):343–53.

30.MokbelAN,ElTookhyOS,ShamaaAA,RashedLA,SabryD,El

SayedAM.Homingandreparativeeffectofintra-articular

injectionofautologusmesenchymalstemcellsin

osteoarthriticanimalmodel.BMCMusculoskeletDisord.

2011;12:259.

31.DavatchiF,AbdollahiBS,MohyeddinM,ShahramF,NikbinB.

(9)

Preliminaryreportoffourpatients.IntJRheumDis. 2011;14(2):211–5.

32.EmadedinM,AghdamiN,TaghiyarL,FazeliR,MoghadasaliR,

JahangirS,etal.Intra-articularinjectionofautologous

mesenchymalstemcellsinsixpatientswithknee

osteoarthritis.ArchIranMed.2012;15(7):422–8.

33.JoCH,LeeYG,ShinWH,KimH,ChaiJW,JeongEC,etal.

Intra-articularinjectionofmesenchymalstemcellsforthe

treatmentofosteoarthritisoftheknee:aproof-of-concept

Imagem

Figura 1 – Comparac¸ão entre o ciclo celular de uma célula epitelial e o de um condrócito avaliado por citometria de fluxo.
Figura 2 – Macrófagos ativados pela via clássica participam como indutores da inflamac¸ão e são denominados M1
Figura 3 – Delineamento experimental geral do estudo conduzido por Jo et al. 33 (2014) que avaliou, por meio de um ensaio clínico (Fase I/II), o efeito da injec¸ão intra-articular de joelho na regenerac¸ão da cartilagem de pacientes com osteoartrite.

Referências

Documentos relacionados

Objetivo: Fazer uma avaliac¸ão comparativa radiográfica retrospectiva da reduc¸ão e posic¸ão do implante na cabec¸a femoral em pacientes com fraturas pertrocantéricas tratados

Objective: To perform a retrospective radiographic assessment of the reduction and implant position in the femoral head in patients with pertrochanteric fractures treated

Objetivo: Avaliar os resultados clínicos do tratamento cirúrgico das fraturas intra-articulares do calcâneo (TCFIAC) e comparar o uso de placa própria para calcâneo (PPC) e placa

Patients undergoing surgical treatment of intraarticular fractures.. of the calcaneus without concomitant surgical lesions

O presente estudo tem como objetivo avaliar a reprodu- tibilidade inter e intraobservador do escore radiográfico de consolidac¸ão das fraturas da diáfise da tíbia em pacientes

McClelland et al., 15 when studying patients with tibial frac- tures treated with external fixation, observed a moderate correlation between radiographic healing and stiffness at

A ressonância magnética (RM) é usada rotineiramente como um método para avaliar casos de dor no ombro e diag- nosticar a doenc¸a do manguito rotador e lesões da cabec¸a longa

In the present study, rotator cuff injuries that appeared more severe at the MRI presented lower sensitivity; in these cases, the prevalence of partial ruptures of the long head of