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Rev. LatinoAm. Enfermagem vol.17 número2

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Academic year: 2018

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LO COTI DI ANO DEL TRATAMI ENTO DE PERSONAS ENFERMAS DE TUBERCULOSI S EN

UNI DADES BÁSI CAS DE SALUD: UN ABORDAJE FENOMENOLÓGI CO

1

Elisabet e Pim ent a Ar aúj o Paz2 Ant onia Mar gar et h Moit a Sá3

Est e art ículo present a reflexiones sobre lo cot idiano asist encial del t rat am ient o a los port adores de t uberculosis, fundam ent ada en la fenom enología. Tuv o com o obj et iv o com pr ender lo cot idiano asist encial del t r at am ient o de t uberculosis, realizado en servicios básicos de salud. El est udio fue desarrollado con port adores de t uberculosis y profesionales de salud en Unidades Básicas de Belém , PA. Se r ealizaron ent r evist as fenom enológicas con los par t icipant es. Los discur sos fuer on or ganizados en Unidades de Significado y , después, analizados a par t ir del m ar co t eór ico de Mar t in Heidegger . La h er m en éu t ica m ost r ó qu e los en f er m os t em en la en f er m edad y su s consecuencias, el cuidado que se r ealiza de m odo im per sonal, la r esponsabilidad por el t r at am ient o enfat izada p or los p r of esion ales y asu m id a p or los en f er m os y q u e y las con d u ct as d e los p r of esion ales se p au t an , pr edom inant em ent e, por las nor m as t écnicas del discur so biom édico. Se concluye que exist e un hiat o ent r e el t rat am ient o ofrecido y el t rat am ient o hum anizado que se pret ende alcanzar con la finalidad de obt ener éxit o en el cont r ol de la enfer m edad.

DESCRI PTORES: salud pública; t uber culosis; fenom enologia

COTI DI ANO DO TRATAMENTO A PESSOAS DOENTES DE TUBERCULOSE EM UNI DADES

BÁSI CAS DE SAÚDE: UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGI CA

Est e ar t igo apr esen t a r ef lex ão sobr e o cot idian o assist en cial do t r at am en t o aos por t ador es de t u ber cu lose, fundam ent ada na fenom enologia. Tev e com o obj et iv o com pr eender o cot idiano assist encial do t r at am ent o de t uberculose, realizado em serviços básicos de saúde. O est udo foi desenvolvido com port adores de t uberculose e pr ofissionais de saúde em Unidades Básicas de Belém , PA. Realizou- se ent r ev ist a fenom enológica com os par t icipan t es. Os discu r sos f or am or gan izados em Un idades de Sign if icação e, após, an alisadas a par t ir do referencial de Mart in Heidegger. A herm enêut ica m ost rou que os doent es t em em a doença e suas consequências, o cuidado que se realiza de m odo im pessoal, a responsabilidade pelo t rat am ent o enfat izada pelos profissionais e assum ida pelos doent es e que e as condut as dos profissionais se paut am , predom inant em ent e, pelas norm as t écn icas d o d iscu r so b iom éd ico. Con clu i- se q u e h á u m h iat o en t r e o t r at am en t o of er ecid o e o t r at am en t o hum anizado que se pr et ende alcançar com v ist as ao êx it o no cont r ole da doença.

DESCRI TORES: saúde pú blica; t u ber cu lose; fen om en ologia

THE DAI LY ROUTI NE OF PATI ENTS I N TUBERCULOSI S TREATMENT I N BASI C HEALTH

CARE UNI TS: A PHENOMENOLOGI CAL APPROACH

Th is st u dy pr esen t s a ph en om en ological r eflect ion on t h e daily car e r ou t in e of pat ien t s in TB t r eat m en t . I t aim ed t o under st and t he r out ine of t r eat m ent deliv er ed at t he pr im ar y healt h car e ser v ice. Phenom enological int er v iew s w er e car r ied out w it h pat ient s infect ed w it h TB and healt h pr ofessionals at Pr im ar y Car e Unit s in Belém , PA, Br azil. Repor t s w er e or ganized in unit s of m eaning and analy zed accor ding t o Mar t in Heidegger ’s fram ework. Herm eneut ics revealed t hat infect ed people fear t he disease and it s consequences, care is provided in an im personal way, responsibilit y for t he t reat m ent is em phasized by professionals and assum ed by pat ient s, an d pr ofession als’ beh av ior is pr edom in an t ly based on t h e biom edical t ech n ical st an dar d. We con clu de t h at t here is a gap bet ween t he t reat m ent offered and t he expect ed hum anized t reat m ent wit h a view t o successful cont r ol of t he disease.

DESCRI PTORS: public healt h; t uber culosis; phenom enology

1Art ículo basado en result ados parciais del Proyect o de Pesquisa “ Sit uações de saúde doença no cot idiano assist encial de enferm agem em saúde colet iva”,

Escola de Enferm agem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil; 2Doctor en Enferm ería, Profesor Adj unto de la Escola de Enferm agem Anna

Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, e- m ail: bete.paz@gm ail.com ; 3Alum no t esist as de Enferm ería, Profesor Asistent e de la Universidade do

(2)

I NTRODUCCI ÓN

D

iferentes factores, intrínsecos a la actividad profesional en salud, no siem pre responden al desafío que se enfrenta en los servicios de salud, de prom over asist encia de calidad, resolut iva y hum anizada. Ent re esos fact or es, est á el cont act o con las lim it aciones h u m a n a s: l a r e a l i d a d d e l a e n f e r m e d a d , l a im posibilidad de cur ar la siem pr e, o inclusive cuidar de los pr oblem as de la m ej or m aner a posible, las dificultades de proveer ayuda en los servicios de salud y la contum az realidad de la proxim idad de la m uerte entre portadores de enferm edades. Entre ese conj unto de fact or es, ex ist e un aspect o de gr an im por t ancia p a r a l o s p r o f e si o n a l e s q u e e s e l t r a b a j o co n d i m e n si o n e s h u m a n a s, e n e l q u e t o m a n p a r t e em ociones y afect os, y que deberían encont rarse en la r elación ent r e enfer m er os, t écnicos, pacient es y fam iliar es( 1).

A lo largo de la hist oria de la hum anidad el hom bre viene tratando de crear conceptos apropiados a l p r o ce so sa l u d e n f e r m e d a d . A ca d a co n ce p t o for m ulado se apunt an lim it aciones que colocan en duda su validad y funcionalidad en la explicación de e se p r o ce so y t a m b i é n l a s so l u ci o n e s d e en f r en t am ien t o. Casi siem p r e se ob ser v a q u e, la propuest a del m ás nuevo concept o form ulado es de superación de los ant eriores y la pret ensión de t raer a l g o co m o u n a “ v er si ó n f i n a l ”, el co n cep t o m á s pert inent e al t em a( 2).

La r epr esen t ación de salu d y en f er m edad t a m b i é n e st á r e l a ci o n a d a co n e l g r a d o d e conocim ient o sobr e ese pr oceso y de los r ecur sos disponibles para su enfrentam iento, lo que puede ser observado en cada época histórica de la hum anidad( 2).

Estar saludable, con m alestar, con dolores, debilitado, in cóm odo, son m odos qu e t ien en las per son as de per cibir esas in t er accion es en t r e el am bien t e, las condiciones sociales y los estados físicos que suceden en la v ida. La necesidad de conocer, r epr esent ar y enfrent ar la enferm edad es propia del hom bre y se e x i st e n d u r a n t e t o d a l a v i d a e n so ci e d a d si se considera que esa es una de las adversidades a ser vencida en el t ranscurso de la vida.

Con relación al problem a de la t uberculosis, el Brasil ocupa la 16ª posición entre los veinte y dos países que concentran 80% de la carga m undial de la enfer m edad. La pr ev alencia est im ada en el país es de 58/ 100.000 habit ant es, 50 m illones de infect ados suscept ibles al desarrollo de la enferm edad, 111.000

casos nuev os y 6.000 m uer t es al año. As t asas de cura y de abandono del t rat am ient o son de 75 y de 12% , r espect iv am ent e( 3).

Para dism inuir el abandono al t rat am ient o y aum entar la tasa de cura, la estrategia DOTS ( Directly Obser v ed Tr eat am ent Shor t Cour se) , r ecom endada por la OMS para los países priorit arios, viene siendo aplicada con éx it o en v ar ios m unicipios br asileir os. Su i m p l a n t a ci ó n n o se e st á d a n d o d e f o r m a h om ogén ea, sin em bar go, algu n os m u n icipios del Est a d o d e Sa n Pa b l o y Río d e Ja n e i r o v i e n e n p r e se n t a n d o b u e n o s r e su l t a d o s co n r e l a ci ó n a l tratam iento de enferm os, lo que los diferencia de otros Est ados brasileños que det ienen alt as incidencias de casos com o Río Grande del Sur, Pará y Bahía, que no consiguier on av anzar en la im plant ación del DOTS en las unidades de salud locales( 3).

En l o co t i d i a n o d e l o s a m b u l a t o r i o s d e unidades básicas de salud, que ofrecen acciones del Program a de Cont rol de la Tuberculosis, se observa que las práct icas de at ención a los port adores est án fundadas en relaciones que pueden variar de la t ot al ent r ega a los cuidados pr ofesionales, al abandono del t r at am ien t o por m ot iv os de or den per son al, o unidos a la at ención recibida en el servicio de salud. D e m o d o g e n e r a l , n o s e o b s e r v a n l a s pr áct icas de at ención a la salud por la pr esión de dem anda, por el exceso de burocracia, por procesos de t rabaj o que no favorecen el cuidado hum anizado en salud. En ese cont ext o, las acciones profesionales se m uest ran com o “ deshum anizadas” y t écnicam ent e lim it adas( 4- 5).

Un t r a t a m i e n t o c r ó n i c o c o m o e l d e l a t uberculosis present a det alles que pueden cont ribuir p a r a s u é x i t o o , a l c o n t r a r i o , p a r a r e s u l t a d o s n eg at i v o s d e co n t r o l , t r ad u ci d o s en ab an d o n o o m u er t e, asp ect o q u e t od av ía n o est á cl ar o p ar a a q u e l l o s q u e a c t ú a n c o n u n a e n f e r m e d a d t a n com plej a socialm ent e. ¿Cóm o hacer en los servicios p a r a c o n s e g u i r a l c a n z a r l o s i n d i c a d o r e s d e efect ividad?, ¿Cuáles act it udes se deben adopt ar para m inim izar los t rast ornos que la t uberculosis im pone e n l a d i n á m i c a d e v i d a d e l o s p o r t a d o r e s y f am iliar es?

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MÉTODO

El est u dio f u e desar r ollado u t ilizán dose el m ét o d o f en o m en o l ó g i co d e Hei d eg g er q u e es l a descripción de la génesis del fenóm eno, descripción de esencias, de m odos de ser, t ornándolos visibles. Est e estudio fue desarrollado en el m unicipio de Belém del Par á, en una inst it ución pública, per t enecient e a la Un iv er sid ad d el Est ad o d el Par á, y d os Un id ad es Municipales de Salud. En esos servicios, son ofrecidas las actividades del program a de control de la tuberculosis en las m odalidades aut o adm inist rada y supervisada. Part iciparon 21 enferm os de t uberculosis con por el m enos 30 días de tratam iento en am bulatorio, con edad de m ás de 18 años, y 21 profesionales entre m édicos, enferm eros, asistentes sociales, psicólogos, técnicos de enfer m er ía y un Agent e Com unit ar io de Salud. Se realizó la ent revist a fenom enológica com o t écnica de obtención de los discursos.

Fuer on obser v ados los pr incipios ét icos de l a s i n v e st i g a ci o n e s e n l a q u e p a r t i ci p a n se r e s hum anos, con aprobación del proyecto por el Consej o de Ética en I nvestigación de la Escuela de Enferm ería An n a Ner y, d e la Un iv er sid ad Fed er al d el Río d e Janeiro. El proyect o y obj et ivos fueron present ados a los part icipant es y las ent revist as fueron grabadas, después lectura y firm a del térm ino de consentim iento libre y esclarecido.

Desp u és d e cu m p lir las ex ig en cias d e las inst it uciones invest igadas fue realizada am bient ación al cam po de investigación, que deseaba, previam ente, que los inv est igador es t om ar an conocim ient o de la rut ina asist encial de las unidades.

El análisis de los discursos fue realizado en dos et apas. En la pr im er a, se elabor ó las unidades de significado que t rat an de la com prensión vaga de los suj et os en r elación al que fue cuest ionado. La com prensión vaga y m ediana fue organizada la partir d e l a t r a n scr i p ci ó n d e l o s d i scu r so s d e l o s e n t r e v i st a d o s y r e u n i ó l o s t e m a s q u e m á s se repitieron, a partir de los significados que los suj etos e x p r e sa r o n d e su s v i v e n ci a s. Se t r a t a d e l a com pr ensión m ás inm ediat a de lo que v iv en en lo cotidiano, y propia del m odo óntico de ser, ese m undo in m ediat o de las ocu pacion es del día a día. En la segunda etapa, se buscó revelar el sentido que funda la existencia de los suj etos participantes en el estudio en su dinám ica de vida con la t uberculosis, a t ravés d e l a a r t i cu l a ci ó n e n t r e e l q u e f u e d i ch o y su int erpret ación, que es la búsqueda del sent ido, y se

u t ilizó el r ef er en cial f ilosóf ico h eidegger ian o par a f u n d a m e n t a r e sa i n t e r p r e t a ci ó n a n a l ít i ca o her m enéut ica( 6).

RESULTADOS

La co m p r e n si ó n v a g a d e l a t u b e r cu l o si s y su t r at am ient o

Un i d a d 1 – La co n f i r m a ci ó n d e l d i a g n ó st i co d e t uberculosis abala la vida de los enferm os

En los servicios de salud, los usuarios est án en búsqueda de la resolución de los problem as que la enferm edad les viene causando. De m odo general, por no buscar el servicio de salud luego en el inicio d e l o s sín t o m as r esp i r at o r i o s, cu an d o l o h acen , m uchos est án debilit ados y, al recibir el diagnóst ico de que están con tuberculosis, una tragedia se abate sobre sus vidas, desorient ándolos socialm ent e.

...cuando supe que estaba con la enferm edad, m í m undo

cayó. ( Ent . 8 – Port ador) .

Nos sent im os com plet am ent e fuera del m undo, es m uy

difícil, m uy com plicado, principalm ent e los t res prim eros m eses.

Yo t rat é de llevar la vida norm alm ent e en la m edida de lo posible.

( Ent . 6 – Port ador) .

...el prim er día para ellos es un caos, ellos se sient en la

peor de las personas, lloran, no aceptan, piensan que van a m orir...

( Ent . 9 – Profesional) .

...yo siem pre t rat o de dar ese diagnóst ico con cuidado

porque es un choque el diagnóst ico de t uberculosis m ism o que el

pacient e ya sospeche, varias personas ya lloraron ( Ent . 10 – Pr ofesional) .

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Unidad 2 - El t r at am ient o cont r a t uber culosis t iene significados diferentes para quien tiene la enferm edad y para quien la trata

A pesar de la r ecom endación par a adopt ar la estrategia DOTS en los servicios, se encuentra que la oper acion alización diar ia por los por t ador es de tuberculosis es todavía m uy difícil en lo que se refiere a la vigencia del tratam iento auto adm inistrado, debido a las cam bios que interfieren en la continuidad de las act ividades com o est udiar o t ener punt ualidad para llegar al t rabaj o.

... porque ahora con el t rat am ient o, él im pide t rabaj ar,

porque ¿Cuál es el est ándar que va a querer que su funcionario

falt e dos veces en la sem ana y una vez en al m es? Ahí queda

t ot alm ent e fuera de condición de t rabaj ar. No t iene condiciones,

hacem os el t rat am ient o, pero quedam os im pedidos de t rabaj ar. Y

cuando yo com encé el t rat am ient o t enía que t om ar inyección t odos

los días, en los dos prim eros m eses cuando yo com encé, yo

t om aba inyección t odo día... (Ent . 5 – Port ador) .

... t uv e que par ar de hacer m uchas cosas que m e

gust aba, t uve que parar de andar en el sol, en la lluvia, de t ener

m i día a día m ás norm al, yo t uve hast a que parar de est udiar para

hacer el t rat am ient o derecho, parar de t rabaj ar, ent onces fue

bast ant e difícil ( Ent . 11 – Port ador) .

Un aspect o im port ant e del t rat am ient o m e d i ca m e n t o so e s q u e i m p o n e u n a r u t i n a d e obligaciones. En la m odalidad super v isada, t odav ía se adiciona el com parecer diario o sem anal al servicio para la ingest ión de los rem edios y no siem pre esa frecuencia perm it e conciliar las act ividades que eran de rut ina. El enferm o t am bién no t iene com o dej ar de sentir los prej uicios que una enferm edad debilitante com o la tuberculosis im pone al cuerpo y al ánim o del indiv iduo.

Los profesionales de salud tam bién reconocen que los enferm os t ienen dificult ades para m ant ener el t r at am ient o, sin em bar go esas, por no t ener la m ism a dim ensión en sus vidas, son poco exploradas en la dinám ica asistencial. Se puede observar algunos relat os de profesionales que ilust ran esa cuest ión.

... la im por t ancia par a nosot r os es la dur ación del

t rat am ient o es que él haga seis m eses de t rat am ient o, porque

solo m ej orar los sínt om as no va solucionar el problem a de él

( Ent . 2 – Profesional) .

... lo im port ant e es orient ar m ucho el pacient e sobre la

adherencia al t rat am ient o porque no sirve hacer t odo, pasar el

rem edio y det erm inar el ret orno para un m es si él no se int eresa

en t rat ar, ent onces t iene que orient arlo a que t iene que t om ar el

rem edio t odos los días... ( Ent . 12 – profesional) .

La e x i st e n ci a d e m e d i o s, r e cu r so s y d e profesionales vinculados al Program a de Cont role de Tuberculosis no garant izan el éxit o en el t rat am ient o y la cu r a d e los p or t ad or es d e t u b er cu losis. Las act i t u d es d e l o s p r o f esi o n al es, i n cl u si v e cu an d o enfatizan la im portancia del tratam iento para la cura, podrían favorecer el acogim iento de la persona en su singularidad y no solam ent e con la preocupación de enfatizar el seguim iento, el control con el tratam iento.

Unidad 3 – Para los enferm os, el t rat am ient o de la t uber culosis se ofr ece con gr andes dificult ades, no siem pr e com pr endidas por los pr ofesionales

Seguir el tratam iento conform e orientado por el profesional de salud es casi siem pre una tarea difícil para los enferm os, ya que los esquem as terapéuticos com binan por lo m enos tres drogas de uso prolongado y, a p esar d e su ef icacia, los en f er m os p asan y ex pr esan dificult ades com o incom odidad digest iv a, con náuseas, vóm it os, diarrea.

... En el inicio, dan ganas de desist ir porque el efect o

del rem edio es dem ás, hacía m uy m al, yo iba a parar en el hospit al,

m i presión aum ent aba, m e daba debilidad, diarrea, fue m uy m alo.

En el inicio de ese t rat am ient o yo solo vivía t irada en la cam a, no

t enía valor para hacer nada, ahora no, ahora ya est oy dispuest a,

t engo hast a volunt ad de t rabaj ar, est oy bien dispuest a. ... est oy

sint iéndom e bien, solo t engo alt eración de presión, m e hincho y

con dolor en los huesos, pero yo voy a llegar hast a al final de m i

t rat am ient o... ( Ent . 7 – Port ador) .

... es m uy difícil t om ar esos rem edios de form a correct a,

com o m e indicaron. Las roj as hast a que pasan bien, pero las

blancas ( pausa) , esas son difíciles de t ragar. Gracias a Dios que yo ya est oy t erm inando el segundo m es y m e dij eron que ellas

van a salir del t rat am ient o. Cuando yo t om o los rem edios m e

sient o m al, quedo débil y con v olunt ad de acost ar m e. En el

com ienzo fue peor porque t enía náusea, dolor en el est om ago,

llegué a vom it ar, pero después pasó. Hoy yo solo t engo dolor en la

espalda y cansancio, pero m e dij eron que es así m ism o, que debo

t ener paciencia que después m ej ora. Yo casi no consigo cerrar las

m anos por causa del dolor en las uniones, a las veces t engo

ganas de parar con los rem edios, pero pienso en m i fam ilia, en m i

y así voy llevando, pero est oy m ej orando ( Ent .15 – Port ador) .

Lo cotidiano asistencial im pone una dinám ica m ecanizada y m uchas veces no reflexionada, que no favorece el int ercam bio de subj et ividad ent re quien cuida y quien recibe o necesita de cuidado( 6- 7). En los

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ej ecut adas por los profesionales, lo que los alej a de la at en ción sin gu lar a cada en fer m o y r efu er za la prim acía de las norm as técnicas. Es lo que se percibe en los t rechos present ados a cont inuación.

... doy orient ación, que él va ent rar en el t rat am ient o del

DOTS, haciendo la m edicación supervisada, siem pre orient ando

sobre la enferm edad, el t iem po de t rat am ient o, las reacciones de

la m edicación , la im por t an cia del t r at am ien t o, h ablo sobr e

alim ent ación, higiene, y hablo sobre los profesionales de la unidad

con los cuales él t iene que pasar: enferm ero, psicólogo, servicio

social. Es una orient ación, para que ellos ent iendan que es una

enferm edad que t iene cura, que el t rat am ient o es rápido, t iene

seis m eses ( Ent . 3 – Profesional) .

El pacient e de t uberculosis t iene que ser bien t rabaj ado.

En m i experiencia, si el pacient e no es bien t rabaj ado, él no term ina

el t rat am ient o... Con el pacient e de t uberculosis yo llevo, en lo

m ínim o, cuarent a y cinco m inut os hast a una hora en el inicio del

t rat am ient o, ahí yo aclaro t odo desde com o él pegó la enferm edad,

lo que la enferm edad provoca, el t rat am ient o, al que va a t ener, la

falt a de t rat am ient o, com unicant es, diet a. Todo para aclarar y,

m ism o así, la gent e t odavía t iene abandonos de t rat am ient o (Ent. 17 – Profesional) .

Los que están en tratam iento pasan por dolores, incom odidades gást ricas, náuseas, vóm it os, ent re las m anifest aciones m ás frecuent es, que m inan la resist encia física y em ocional. Lo ciert o es que un pacien t e bien or ien t ado en lo qu e se r ef ier e a su e n f e r m e d a d , t r a t a m i e n t o , l o s p o si b l e s e f e ct o s adv er sos de los m edicam ent os y la v alor ización de sus quej as est án ent r e los pr incipales fact or es que facilit an la adhesión a la t erapia( 8). Los profesionales

lidian con esas quej as, sin em bargo ellas no siem pre p a r e ce n se r v a l o r i za d a s, y a q u e l o s e n f e r m o s continúan siguiendo con efectos adversos, que podrían ser m i n i m i zad os o su p r im id os con el u so d e l as conduct as y a descr it as en las nor m as t écnicas del p r o g r a m a d e co n t r o l . La o r i e n t a ci ó n p a r a n o interrum pir el tratam iento, enfatizada en las consultas o atenciones, no siem pre garantiza la confianza en la su p er ación d e u n a en f er m ed ad q u e los d ej a t an debilit ados y vulnerables socialm ent e.

Un id ad 4 – Par a los p r of esion ales, la cu r a d e la t u b er cu l o si s est á d i r ect a m en t e r el a ci o n a d a a l a responsabilidad del enferm o en seguir el t rat am ient o

Ot ro aspect o que llam a la at ención en lo cot idian o es la r espon sabilidad por el éx it o del tratam iento. Los enferm os asum en o son im pelidos a asum ir esa r esponsabilidad y a que, desde el inicio

son or ien t ad os a q u e t ien e la m ay or p ar cela d e com pr om iso con la r em isión del cuadr o clínico y el cont r ol de la enfer m edad. Se puede ident ificar esa act it ud en los siguient es relat os.

... nosotros buscam os explicar para él que el tratam iento

va a depender m ucho de él, que es fundam ent al saber que él va a

t ener el com prom iso de llevar est e t rat am ient o hast a el sext o

m es, siguiendo nuest ras orient aciones. ...si él sigue el t rat am ient o

correct am ent e, sigue nuest ras orient aciones, con seguridad va a

salir curado de est e t rat am ient o ( Ent . 7 – Profesional) .

... Pienso que es eso lo im port ant e: aclarar que él t iene

condiciones de hacer el tratam iento y recibir una cura, dependiendo

t am bién m ucho de él porque la unidad est á disponible para dar

t oda orient ación, t odo la at ención, pero t am bién depende m ucho

del pacient e para obt ener una cura ( Ent . 11 – Profesional) .

Pa r e ce n o h a b e r r e sp o n sa b i l i d a d co m p a r t i d a p o r el t r a t a m i en t o p o r p a r t e d e l o s p r o f esi o n al es, y el en f er m o p asa a ser el ú n i co responsable por su éxito. El sistem a de salud ya ofrece diagnóst ico, t r at am ient o gr at uit o y pr ofesional par a at en d er los d e m od o q u e las p osib les f allas ser án r esult ado de no seguir las or ient aciones r ecibidas, inclusive sabiéndose que los esquem as t erapéut icos, a l co m b i n a r e p o r l o m e n o s t r e s d r o g a s d e u so p r o l o n g a d o , p u e d e n p r o v o ca r sín t o m a s co m o disturbios digestivos, astenia, prurito intenso, artralgia en t r e ot r os ef ect os ad v er sos, q u e h acen q u e se r ech ace la m edicación y pien sen en aban don ar el t r a t a m i e n t o , p o r q u e l a ca l i d a d d e v i d a se v e ser iam ent e afect ada( 9).

D I SCUSI ÓN D E LOS RESULTAD OS – LA

HERMENÉUTI CA

A s u n i d a d e s d e s i g n i f i c a d o p r o d u c i d a s fueron el punt o de part ida analít ico del discurso de pr ofesionales y enfer m os en t r at am ient o cont r a la t uber culosis, o sea, la her m enéut ica. La búsqueda del sent ido y de la int er pr et ación fue elabor ada a par t ir de la lect ur a de las descr ipciones cont enidas en las unidades, par a apr ensión de los significados qu e em er gier on de su s discu r sos. Un au t or( 1 0 ), al

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n o ex ist ir ía si n o se com pr en diese el con t ex t o en que su r ge”.

En la interpretación del hecho de enferm arse por t uberculosis, se puede ident ificar que, cuando el hom bre se enferm a debido a la infección por el bacilo de Koch, se inst aur a una gr an am enaza: la de ser subyugado por la enferm edad. La tuberculosis es una am enaza que se volvió concreta, ya que, si antes era una enferm edad t em ida, ahora dom ina el ser de la presencia. Sobre el tem or Heidegger( 11) dice que “ ...lo

que se t em e posee el caráct er de am enaza... lo que se t em e v iene al encuent r o por que posee el m odo coyuntural de daño... El tem or confunde y hace perder la cabeza...” y abre para el ser un m undo repleto de am enazas no im aginadas com o, por ej em plo, el de ser rechazado, el de una debilidad física que puede v olv er lo in cap az d e m an t en er los com p r om isos y r elacion es h ab it u ales. La t u b er cu losis t ir a d e las personas la aut onom ía de su vivir.

Ot r o aspect o im por t ant e en la v ida de los enferm os es la dificult ad en seguir correct am ent e el t r at am ien t o por la t ox icidad qu e la qu im iot er apia puede provocar. La severidad de los efectos adversos es conocida de los profesionales de salud, así com o las m edidas para su corrección, sin em bargo, por la fala de los enfer m os, par ece que los pr ofesionales n o v a l o r i za n su s q u e j a s, co m o si e sa s f u e se n inevitables, y lo que les cabe es esperar naturalm ente la cesación de t ales efect os. Com o pacient es, son incent iv ados a super ar las dificult ades t r ansit or ias consecuencia del t rat am ient o, ya que el obj et ivo es la cura. I nclusive así, esas dificult ades dej an m arcas perm anent es en la vida de los enferm os.

Ese m o d o d e se r r e f u e r za e l ca r á ct e r im personal que dom ina los espacios asistenciales, que m ost ró com o preocupación principal el problem a de salud y no la persona que present a un problem a de salu d. En Heidegger, se v e qu e la im per son alidad d o m i n a h a b i t u a l m e n t e l a s r e l a ci o n e s e n t r e l o s hom bres y que, a pesar de ser uno de sus m odos de ser, no es el m odo m ás propio de lidiar entre ellos( 11).

El p r o f e si o n a l a ct ú a d e i n m e d i a t o , d e m o d o pr eocu pado con las accion es qu e debe desar r ollar par a t odos los enfer m os. Ese m odo im per sonal de asist encia no favorece que se coloque en el m ism o horizont e del ot ro, el de enferm o( 6).

Ot r o asp ect o q u e llam a la at en ción es la r espon sabilidad asu m ida por los en fer m os par a el éx it o del t r at am ien t o. Los discu r sos m ost r ar on la necesidad im per iosa de cont r ol y asegur ar que los

enferm os seguirán correct am ent e las prescripciones. En Heidegger, se ve que el hom bre ya es responsable por su propio ser( 11). Al ver enferm os necesit ándose

restablecer, los profesionales que quedan subyugados a l o q u e e s d e t e r m i n a d o p o r l a n o r m a p ú b l i ca asist encial. El result ado del discurso t écnico- cient ífico d e l a sal u d , y a i n co r p o r ad o p o r l a so ci ed ad , se concret iza, casi siem pre, en la ofert a de cuidado no aut ent ico cuando ese podr ía t ener un sent ido m ás am plio, incluy endo la pr ot ección, el cuidado con el o t r o( 4 ), d i f er en t em en t e d e l o q u e se v i o q u e es

disponer de las personas en el m odo de la dom inación. Se n o t a q u e l a p r e o cu p a ci ó n co n e l restablecim iento de la salud es com ún para enferm os y p r o f esi o n a l es, si n em b a r g o el sen t i d o d e esa preocupación tiene carácter distinto para am bos. Para e l e n f e r m o , e l t r a t a m i e n t o e s e l h o r i zo n t e d e r e cu p e r a ci ó n d e l o co t i d i a n o a l t e r a d o y, p a r a alcanzarlo, sigue las recom endaciones hast a el lím it e de lo posible, inclusive cuando eso significa abrir m ano de actividades que producen placer en el día a día. El pr ofesional cr ee en el t r at am ient o, que t iene com o base el conocim ient o cient ífico, com o el cam ino para llegar a las m etas definidas com o adecuadas al control de la enferm edad, cum pliendo su papel social.

En ese m odo de cuidar, la pr eocupación es ej ercida en un m odo deficiente, ya que el profesional asum e el lugar del ot ro en la m edida en que no se prom ueve la abert ura para que la persona enferm a participe de las decisiones acerca de su situación. Se est ablece, casi siem pre unilat eralm ent e, lo que debe ser hecho( 6- 7), y esa es una sit uación paradoxal, ya

que, al m ism o t iem po en que cr ea dependencia de los cuidados pr ofesionales, est os, en la m ayor ía de las veces, repit en que la responsabilidad por la cura es principalm ent e del enferm o.

Esa a ct i t u d l i m i t a l a co m p r e n si ó n d e l e n f e r m a r se g e n e r a l m e n t e a l o s su s a sp e ct o s biológicos, cuando exist en m ás fact ores part icipando en todo el proceso que culm inó con el enferm arse de las per sonas, ahor a necesit ados de t r at am ient o, de cuidados. Sus historias de vida no pueden ser negadas o dej adas provisoriam ente de lado en nom bre de una form a de t rat am ient o.

CONSI DERACI ONES FI NALES

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t an f r ecu en t e com o la t u b er cu losis, se r ef lex ion a tam bién en el concepto de hum anización, que hoy se desea para los servicios del Sist em a Único de Salud, que es a v eces el pr incipal acceso que se dispone para la resolución de los problem as de la población. La concr et ización de las acciones del Pr ogr am a de Cont rol de la Tuberculosis m ost ró que t odavía exist e m ucho a ser hecho en la dirección de la com prensión del sent ido del vivir del ot ro.

Ese aspecto todavía no enfatizado en la rutina d e l o s a m b u l a t o r i o s q u e a t i en d en p er so n a s co n t u b er cu l o si s t am b i én f u e d est acad o en Ay r es( 4 ),

cu an do apu n t ó la n ecesidad de diálogo don de los i n t e r l o cu t o r e s se e m p e ñ e n e n d e j a r q u e su s ex p er i en ci a s en r i q u ezca n el t r a t a m i en t o d e u n a enfer m edad que t r ae im plicaciones sanit ar ias en el ám bit o colect iv o y per sonal. La escucha at ent a, la adecuación de conduct as, la valorización del sent ido de cuidar se, que el enfer m o t r ae com o ex per iencia

v iv encial, son elem ent os indispensables al cuidado que se pret ende ser hum anizado.

En relación a la enferm ería, se com prende, aquí, que su obj et o de t rabaj o en el espacio de los servicios básicos de salud es el ser hum ano, m uchas

veces enferm o, y que busca en el profesional, a groso

m od o, el apoy o o la solución par a su pr oblem a( 1).

Asu m i é n d o se e l cu i d a d o co m o p r e o cu p a ci ó n aut ent ica, necesaria será la adopción de act it udes de respet o y consideración para con el ot ro, respet ando la originalidad ontológica del ser, ya que, ese cuidado significa celo, at ención y ayuda al ot ro para ser libre par a su ser m ás pr opio( 1 1 ). Necesar io ser á, en las

pr áct icas de salud, r econocer que el conocim ient o técnico- científico no dispone de todas las posibilidades d e cu i d a r. Es m en est er co m p a r t i r y v a l o r i za r l a vivencia de quien tiene la enferm edad com o elem ento esencial para que el cuidado sea efect ivo que t orna el ot ro libre para su cura.

REFERENCI AS

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3. Ruffino- Net t o A, Villa TCS. Tuber culose: im plant ação do DOTS em algum as regiões do Brasil, hist órico e peculiaridades regionais. São Paulo: I nst it ut o do Milênio rede TB; 2006. 4 . Ay r es JRCM. Um a con cep ção h er m en êu t ica d e saú d e. PHYSI S: Rev Saúde Colet iv a 2 0 0 7 ; 1 7 ( 1) : 4 3 - 6 2 .

5. Minist ério da Saúde ( BR) . Secret aria de At enção à Saúde. Núcleo Técnico da Polít ica Nacional de Hum anização. Trabalho em redes de saúde. Valorização dos Trabalhadores da Saúde. 2ª Ed. Brasília ( DF) : MS; 2006. ( Série B. Text os Básicos de Saúde) .

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Escola de Enfer m agem Anna Ner y / Univ er sidade Feder al do Rio de Janeiro; 1998.

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11. Heidegger M. Ser e tem po. Pet rópolis ( RJ) : Vozes; 2000.

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