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Rev. Bras. Anestesiol. vol.67 número4

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Academic year: 2018

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440 CARTASAOEDITOR derecuperac¸ão pós-anestesia. O paciente foilevadopara

aenfermariaapóscompletarecuperac¸ãoerecebeualtano mesmodia.

Não houve necessidade deaplicac¸ão de ventilac¸ão via máscara,laringoscopia,intubac¸ãoemáscaralaríngeaneste casocomviaaéreadifícil.Relatou-sequeousode dexme-detomidinaproporciona sedac¸ão adequada semdepressão respiratória.4

Devido a esses efeitos benéficos, aprovamos a administrac¸ão de dexmedetomidina a paciente pediá-trico de 65 dias de idade e com diagnóstico de SKF. A sedac¸ão é importante em tais casos que apresentam restric¸ão dos movimentos do pescoc¸o e via aérea difícil. Acreditamosque dexmedetomidina é umagente opcional quepodeserpreferidoparagarantirocontrolerespiratório emprocedimentosdeanestesiaparasedac¸ão.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

1.ManivelS,PrasadR,JacobR.Anestheticmanagementofachild withKlippel-Feilsyndromeintheradiologysuite.Paediatr Ana-esth.2005;15:171---2.

2.CakmakkayaOS,KayaG,AltintasF,etal.Anesthetic manage-mentofachildwithArnold-ChiarimalformationandKlippel-Feil syndrome.PaediatrAnaesth.2006;16:355---6.

3.Subramanyam R, Cudilo EM, Hossain MM, et al. To pretreat ornottopretreat:prophylacticanticholinergicadministration before dexmedetomidine in pediatric imaging. Anesth Analg. 2015;121:479---85.

4.Shah TH, Badve MS,Olajide KO, et al. Dexmedetomidine for anawakefiber-opticintubationofaparturientwithKlippel-Feil syndrome.TypeIArnoldChiarimalformationandstatuspost rele-asedtetheredspinalcordpresentingforrepeatcesareansection. ClinPract.2011;1:57.

AhmetSelimOzkan∗,SedatAkbas,MehmetAliErdogan,

RamazanKırtekee MahmutDurmus

TurgutOzalMedicineCenter,DepartmentofAnesthesia, Malatya,Turquia

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](A.S.Ozkan). DisponívelnaInternetem10deabrilde2017

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2017.03.001

0034-7094/

©2016SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.Publicadopor ElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobuma licenc¸aCCBY-NC-ND( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Modelo

animal

de

parada

cardíaca:

um

dispositivo

simples

para

a

compressão

torácica

em

pequenos

animais

Cardiac

arrest

animal

model:

a

simple

device

for

small

animals’

chest

compression

CaraEditora,

Com base no resultado desfavorável da parada cardíaca (PC),muitosmodelosanimaisforampropostosparamelhor compreender a fisiopatologia desse evento. Modelos ani-mais também foram usados para entender os efeitos da reanimac¸ão cardiopulmonar (RCP) em pacientes com PC. Porém, o desenvolvimento de modelos de PC é difícil, especialmentequandolidamos com pequenosanimais. Os pequenosanimaissãomaiseconômicosemcomparac¸ãocom osgrandesanimais,masasuainstrumentac¸ãoébemmais complexa,asobrevivênciapiordoqueaesperada,o moni-toramentoapresentadificuldadesealgunsdispositivospara finsespecíficosnãoestãodisponíveis.

Umadas principaisdificuldades,especialmentequando lidamos com PC em pequenos animais, é a compressão torácica.A maioria dos estudosusamáquinas manuais ou dispendiosasparacompressõestorácicas.1,2Oprincipal pro-blema com a compressão torácica manual é a falta de consistênciadaRCP,queresultaemdiferenc¸asna compres-sãotorácica(istoé,profundidadeefrequência),fadigado

operadordaRCPepossíveisdanosaórgãosinternosdevido aoexcessodecompressão.Portanto,ousodeumdispositivo mecânicoéaltamentedesejávelparaumamaior consistên-cia.Porém,comonãoháumamáquinadisponívelprojetada para essa finalidade, há necessidade de adaptac¸ões ou do desenvolvimento de novas máquinas. Gazmuri et al. desenvolveram umacompressão torácica pneumática per-sonalizada que permite a regulagem da frequência e da profundidade.1 O grande problemacom essa máquina é o prec¸o,poisaspartesprecisamserfeitassobmedida.

(2)

CARTASAOEDITOR 441

Figura1 (A)Dispositivodecompressãotorácica.(B)Animalposicionadosobodispositivo.

PC tambémfoi observada pela ausência de pressão arte-rial no monitor. Após cinco minutos de PC, a máquina foi ligada a uma velocidade de 200 compressões toráci-cas por minuto, uma dose de 20mcg.kg−1 de epinefrina

foi injetada e uma pressão arterial diastólica superior a 20mmHg foi objetivada. A profundidade das compressões torácicas foi calculada para manter um terc¸o do diâme-troanteroposteriordotórax.Paraminimizarumapossível lesãodeórgãointratorácico,aprofundidadedacompressão torácica foi mantida inferior a 17mm.1 Com três minu-tos decompressão torácica,o ritmo foi verificado e caso houvesse fibrilac¸ão ventricular outaquicardia ventricular, uma desfibrilac¸ão bifásica com 7J era feita e retornava--se prontamente à RCP. Com seis minutos de reanimac¸ão cardiorrespiratória, o ritmo foi novamente verificado e a desfibrilac¸ão com7Jfeitacaso houvessefibrilac¸ão ventri-cular outaquicardia ventricular.Epinefrina foi repetida a cada três minutos até o retorno à circulac¸ão espontânea (RCE).

Se a pressão arterial médiafosse superior a25mmHg, o RCE seria obtido. Quando o animal pôde manter uma pressão arterial média superior a 25mmHg por mais de 10minutos, o RCE foi considerado sustentado. Caso hou-vesseausênciadeRCEpormaisde20minutos,amorteseria declarada.

Osdadosforamavaliadosdescritivamente.Dossete ani-mais, seis obtiveram RCE sustentado e um não obteve RCE. As adaptac¸ões na máquina de costura proporciona-ram umacompressão torácica estável e consistentea um custo muitobaixo. Nesse estudo, a máquina foicapaz de manterumapressãoarterialdiastólicade26,4±7,7mmHg durantetodooperíododeRCP,cujadurac¸ãomédiafoide 704±390segundos. Nãohouvelesõescardíacas macroscó-picasduranteousododispositivo.

Portanto,a máquina decostura modificadaapresentou umarelac¸ãocusto-benefíciomuitoboaefoiadequadaparaa RCPdepequenosanimais.Estudosadicionaistêmsidofeitos paraavaliaronovodispositivoemprotocolosexperimentais dePC.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

Gilbertode MelloNascimentopela assistênciainestimável duranteasexperiências.

Referências

1.Lamoureux L, Radhakrishnan J, Gazmuri RJ. A rat model of ventricular fibrillation and resuscitation by conventional closed-chest technique. J Vis Exp. 2015:98,

http://dx.doi.org/10.3791/52413.

2.Dave KR, Della-Morte D,Saul I,et al. Ventricular fibrillation--inducedcardiacarrestintheratasamodelofglobalcerebral ischemia.TranslStrokeRes.2013;4:571---8.

MatheusF.Vanea,∗,MariaJoseCarvalhoCarmonaa,

DeniseA.Otsukia,DeboraR.R.Maiaa,LucasF.Vaneb, LuizA.Vaneb,ElsonAlbertoFernandesdeAraújoFilhoa, MarceloXavierae JoséOtávioCostaAulerJuniora

aUniversidadedeSãoPaulo(USP),FaculdadedeMedicina,

LaboratóriodeAnestesiologia(LIM-08),SãoPaulo,SP, Brasil

bUniversidadeEstadualPaulista‘‘JúliodeMesquitaFilho’’

(UNESP),SãoPaulo,SP,Brasil

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](M.F.Vane). DisponívelnaInternetem14deabrilde2017

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2017.03.007

0034-7094/

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Figura 1 (A) Dispositivo de compressão torácica. (B) Animal posicionado sob o dispositivo.

Referências

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