AÇÃO EDUCATIVA EM SAÚDE: Qualidade de Vida para professores, funcionários e alunos da ETEC

No documento PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE: ROTEIROS DIDÁTICOS (páginas 131-135)

AUTOR: Sandra Regina Bicudo da Silva e Nícia Maria Greco de Lemos E-mail: sanrbsilva@yahoo.com.br

Etec Rubens de Faria e Souza

Tempo estimado: 04 meses com 10 aulas a cada mês

Objetivo da Ação Educativa

 Promover a educação em saúde;

 Prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e suas complicações, sabendo essas serem consequência do estilo de vida, se-dentarismo, alimentação inadequada, são variáveis possíveis de serem mo-difi cadas;

 Contribuir para minimizar as possibilidades de acidentes e estimular a auto-nomia dos profi ssionais para os primeiros cuidados em situações de urgência e emergência;

 Realizar aulas expositivas e atividades práticas que abordem os cuidados com a saúde.

Introdução

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) incluem as doenças do aparelho circulatório, diabe-tes, câncer e doença respiratória crônica, constituindo a maior carga de corbimortalidade no mundo e sendo responsáveis por 63% das mortes globais. Essas doenças acarretam perda de qualidade de vida, limitações e incapacidades. As mortes por DCNT afetam predominantemente os países em de-senvolvimento, nos quais cerca de um terço dos óbitos ocorrem em pessoas com menos de 60 anos de idade, enquanto nos países desenvolvidos a mortalidade prematura (faixa etária de 30 a 69 anos) corresponde a menos de 13% dos casos (MALTA et al., 2019).

As DCNT atingem indivíduos de todas as camadas socioeconômicas e, de forma mais intensa, aqueles pertencentes a grupos vulneráveis, como os de baixa escolaridade e renda, aumentan-do ainda mais a pobreza aumentan-dos que são acometiaumentan-dos pelas incapacidades, limitações e redução da força produtiva (MALTA et al., 2019).

O Brasil se mobilizou ao lançar, ainda em 2011, seu Plano de Ações Estratégicas para o En-frentamento das DCNT, 2011–2022, estabelecendo ações e metas para a redução das taxas de mortalidade prematura (30 a 69 anos) por essas doenças em 2% ao ano, bem como a dimi-nuição da prevalência de seus fatores de risco (BRASIL, 2015). Torna-se essencial o monitora-mento contínuo da meta de redução da mortalidade prematura, possibilitando o debate com a sociedade sobre avanços e limites (DUNCAN et al., 2010).

Problemati zação inicial

Tendo este projeto como vislumbrar a promoção de trabalho interdisciplinar, e a sociali-zação de alunos, professores e funcionários, criando fatores e agentes multiplicadores, capazes de fazer um trabalho preventivo e educativo junto ao público alvo, através de pa-lestras, vídeos, orientações, acompanhamento e estímulo à mudança de comportamento, ressaltando a saúde, nutrição e a importância de exercícios físicos como qualidade de vida. Contribuir para minimizar as possibilidades de acidentes e estimular a autonomia dos profi ssionais para os primeiros cuidados em situações de urgência e emergência.

Os primeiros socorros é de extrema importância para o ambiente com grande fluxo de pes-soas, quando esse grande fluxo de pessoas está ligado a prática de atividades físicas, a im-portância se torna maior ainda, porque ocorrem lesões e mal súbito que podem ser menos graves a partir de um atendimento imediato de primeiros socorros, com o atendimento ime-diato, podemos evitar uma gravidade. Porém para que esse atendimento possa ser reali-zado, as pessoas deveriam ser orientadas da maneira correta de se agir, os professores e funcionários e que estão nesse ambiente precisam aprimorar seus conhecimentos nessas áreas para poderem oferecer uma ajuda da melhor e mais efi ciente maneira possível.

Como organizar a Atividade Prática

Realizar aulas expositivas e atividades práticas que abordem situações de acidentes co-muns no ambiente escolar como engasgos, desmaios, queimaduras, choques elétrico e anafi lático, perfurações, cortes, entorses e quedas com ou sem fraturas.

As ações serão planejadas e executadas pelos alunos e professores, com aferição de PA, glicemia, peso e altura, para detecção e catalogação dos indivíduos alterados. Posterior-mente, esses indivíduos serão orientados quanto às mudanças comportamentais e nutri-cionais e serão acompanhados mensalmente pelos nossos alunos, que estimularão essas mudanças através de orientações nutricionais para alimentação saudável, controle da PA, organização de grupos de caminhada e outras atividades físicas.

Possiblidade de Avaliação

Realizado por meio de anotações em planilha específi ca e tabulação dos dados por meio de gráfi cos.

Ações de combate as doenças crônicas não transmissíveis com mudanças nos hábitos alimentares e prevenção de acidentes estimular a autonomia dos profi ssionais para os primeiros cuidados em situações de urgência e emergência.

Interação entre os alunos do curso técnico de enfermagem e nutrição na construção atra-vés do conhecimento e dinamismo, atingindo as competências e habilidades, essenciais para formação profi ssional.

Pesquisa e seleção de fontes de informação, em diferentes formas e suportes

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise da Situa-ção de Saúde. Mortalidade - Brasil [Internet]. Brasília? Departamento de Informática do SUS (DATA-SUS); 2015 [citado em fev. 2014]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov. br/cgi/deftohtm.exe?-sim/cnv/obt10uf.def

DUNCAN, B. B; STEVENS, A.; ISER, B. P.M.; MALTA, D. C.; SILVA, G. A.; SCHMIDT, M. I. Mortalidade por doenças crônicas no Brasil: situação em 2009 e tendências de 1991 a 2009. In: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2010 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2011 [citado em 15 fev. 2015].

Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cap_5_ saude_brasil_2010.pdf MALTA, D. C. et al. Probabilidade de morte prematura por doenças crônicas não transmissíveis, Brasil e regiões, projeções para 2025. Rev Bras Epidemiol, 2019.

COMO ORGANIZAR A ATIVIDADE PRÁTICA

Objetivos:

 Identifi car alunos com níveis pressóricos, glicemia e IMC (índice de massa corpórea) alterados, visando promover a educação em saúde, bem como pre-venção de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e obesidade e suas complicações, sabendo essas serem consequência do estilo de vida, sedentarismo, alimentação inadequada, são variáveis possíveis de serem modifi cadas.

 Realizar aulas expositivas e atividades práticas que abordem situações de acidentes comuns no ambiente escolar como engasgos, desmaios, queima-duras, choques elétrico e anafi lático, perfurações, cortes, entorses e quedas com ou sem fraturas.

 As ações serão planejadas e executadas pelos alunos e professores, com afe-rição de PA, glicemia, peso e altura, para detecção e catalogação dos indi-víduos alterados. Posteriormente, esses indiindi-víduos serão orientados quanto às mudanças comportamentais e nutricionais e serão acompanhados men-salmente pelos nossos alunos, que estimularão essas mudanças através de orientações nutricionais para alimentação saudável, controle da PA, organi-zação de grupos de caminhada e outras atividades físicas.

Etapas da Atividade:

1 Etapa:

 Divulgação do projeto através de cartazes e apresentação nas salas de aula e sala dos professores nos períodos da manhã, tarde e noite, com cronograma de atividades.

 Aferição de PA e Cálculo de IMC, aplicar questionário, no período da manhã, tarde e noite, na instituição de ensino.

 Noções de primeiros socorros.

2 Etapa:

 Reunião com o grupo alterado para acompanhamento, com aferição de PA, cálculo de IMC, depoimentos e orientações.

 Aferição de PA e Cálculo de IMC, aplicar questionário, no período da manhã, tarde e noite, na instituição de ensino.

 Palestra educativa sobre prevenção de acidentes.

3 Etapa:

 Aferição de PA e Cálculo de IMC nos períodos da manhã, tarde e noite para detecção de casos novos na instituição de ensino e unidade básica de saúde.

 Prática sobre primeiros socorros.

4 Etapa:

 Avaliação dos projetos e feedback das atividades na instituição de ensino e na unidade básica de saúde.

ROTEIRO DE AÇÃO EDUCATIVA: Saúde Humana

AÇÃO EDUCATIVA EM SAÚDE: Análise das causas das

No documento PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE: ROTEIROS DIDÁTICOS (páginas 131-135)

Outline

Documentos relacionados