A Cidade Industrial de Curitiba – CIC – criada por Lei Municipal em 1972 – Lei n. 4.199 – está inserida na “política econômica de industrialização que vigorava na época no Brasil” (LOEFFLER, 2009, p.
27) e criou as condições para mudanças estruturais importantes da Capital, com relexos em todo o Estado. Faraco (2002, p. 119) airma que a “implantação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) contribuiu decisivamente para a alteração do peril da economia da capital”. O Município que passou a desempenhar a função de Capital a partir de 1853, quando da emancipação da província do Paraná,
[...] cresceu como centro de comércio, prestadora de serviços e centro das decisões políticas e administrativas do Estado do Paraná. A atividade pública foi, no passado, e é, no presente, um setor importante da economia local pelo volume de emprego que a ela está vinculado. (FARACO, 2002, p. 210).
A implantação da CIC teve início no ano seguinte ao da promulgação da Lei e foi baseada no projeto de zoneamento urbano, sistema viário e uso do solo, elaborado pelo escritório de projetos de Jorge Wilheim Arquitetos Associados Ltda., que havia sido contratado especiicamente para essa tarefa. (OLIVEIRA, 2001, p. 59; FARACO, 2002, p. 211). O zoneamento de uso e ocupação da área da CIC foi instituído pela Lei Municipal n.º 4.773, no início de 1974. A área destinada à CIC possuía aproximadamente 4.370 hectares e icava situada a oeste da cidade. “Antes da CIC, a característica da indústria em Curitiba era marcada pelos estabelecimentos voltados ao consumo local ou dependentes de matéria-primas locais ou regionais.” (FARACO, 2002, p. 214). Com a estruturação da CIC, Curitiba se preparava para receber as empresas estrangeiras que viessem a se instalar no Brasil, oriundas da diretriz do I PND, conforme citado.
Mas há outros fatores exógenos que não podem ser esquecidos nesta avaliação, porque contribuíram para que as transformações pretendidas para Curitiba se efetivassem. Na década de 70, quando o Jaime assumiu a Prefeitura, coincidiu com a explosão de investimentos estrangeiros no
Brasil. O País vinha de uma fase de crescimento econômico, era o “país do milagre” e as atenções dos investidores estavam voltadas para cá. [...] E aí começamos a atrair investimentos: a Bosch, a Siemens, a Volvo e tantas outras, e coincidiu que o Jaime teve a idéia da Cidade Industrial. [...] (RISCHBIETER, 1990, apud FARACO, 2002, p. 227).
Segundo Loefler (2009), este projeto contou com o “potencial econômico e institucional que vigorava em Curitiba e da aliança estabelecida entre governantes e empresários industriais”. (LOEFFLER, 2009, p. 27). Essa aliança é melhor explicitada por Oliveira (2001), ao airmar que
Os esforços do poder público eram apoiados por iniciativas paralelas da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiesp) e da Associação Comercial do Paraná (ACP). Por exemplo, durante os anos 70 ambas as entidades pleitearam incansavelmente junto ao Governo federal para que destinasse ao Estado pelo menos alguns dos seus projetos na área de siderurgia e petroquímica. Em parte graças a esses esforços é que em 1976 instalou-se uma reinaria da Petrobras no município vizinho de Araucária. (OLIVEIRA, 2001, p. 57).
Oliveira (2001) explica ainda a forma como as relações entre empresários e políticos de Curitiba foram sendo institucionalizadas através da participação seja dos empresários nos conselhos dos órgãos públicos do Município, seja de alguns políticos em conselhos das empresas ou de organismos criados pelos empresários.
Inicialmente, cabe notar que a Urbs [Urbanização de Curitiba S/A. – empresa pública do município], empresa que deslanchou a implantação da CIC, era dirigida desde a sua criação em 1963 por um conselho de investimentos de oito membros e iscalizada por um outro conselho de três membros. Participava do primeiro, um membro indicado pela Fiep, e do segundo, um outro indicado pela ACP. Uma vez que desde 1964 a Urbs já vinha se envolvendo com o planejamento de um futuro distrito
industrial, ambas as entidades conseguiram, pela indicação de seus respectivos conselheiros, um canal permanente e legítimo para levar à administração pública envolvida com parte importante do planejamento urbano as suas demandas e propostas. Com a criação da CIC S.A. desmembrada da Urbs, a prática se mantém.
A partir da consolidação da CIC, tem início o processo de formação da Associação dos Empresários da Cidade Industrial de Curitiba (AECIC), entidade destinada, como se pode imaginar, a congregar e representar os empresários que se instalaram na CIC junto aos poderes públicos. Previsivelmente, o presidente da AECIC é geralmente o membro indicado pela Fiep para compor o conselho de investimento da CIC. Pode-se falar aqui de um exemplo clássico de corporativismo formal.
Mas o fenômeno mais interessante nesse processo talvez seja aquele realizado em sentido contrário. Assim como os empresários garantiram para si uma representação formal no interior da administração pública, também os planejadores acabaram obtendo formas de representação no interior dos grandes empreendimentos industriais. Nomes como os do ex-Prefeito Saul Raiz, do ex-Presidente do Ippuc e atual Prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, e do ex-Ministro Karlos Rischbieter, por exemplo, segundo breve currículo constante na Memória da Curitiba
Urbana [...], iguram na composição de conselhos administrativos de importantes empresas nacionais e estrangeiras instaladas na CIC. A partir daí, começou a materializar-se a aliança entre setores empresariais e a elite do planejamento urbano de Curitiba que, até tempos recentes, dominava a política estadual. (OLIVEIRA, 2001, p. 62-63).
A implantação da CIC teve o apoio do Estado, através do BADEP, sendo que “o Governo do Paraná, em convênio irmado com a prefeitura de Curitiba, alocou diretamente na URBS/Fundo de Urbanização de Curitiba o equivalente a US$ 12,3 milhões” (TRINTIN, 2005, p. 14), recursos utilizados “para pagamento de estímulos iscais e amortizações de inanciamentos feitos para realizar investimentos em obras viárias e desapropriações (TRINTIN, 2005, p. 14), e que atendiam
aos objetivos de estimular a implantação industrial na CIC. Esses estímulos, repassados entre 1977 e 1980, que somaram o montante de US$ 33,5 milhões, impulsionaram a indústria e “ganhou importância relativa ante a agricultura moderna, que se consolidou no Estado nos anos 70, tornando-se um dos principais setores na geração da renda interna estadual”. (TRINTIN, 2005, p. 14). E ainda, o Governo Federal “alterou o traçado do Contorno Sul, para que esse passasse dentro da CIC constituindo seu eixo principal [...]”. (FARACO, 2002, p. 223).
Na década de 1970, concessões ao Governo municipal propiciaram a obtenção de recursos para a viabilização da CIC. Enquanto o Município, através da Urbs, icou com a incumbência de elaborar os projetos de urbanização, a terraplenagem e pavimentação, desapropriação, liberação e venda das áreas decretadas de utilidade pública para a implantação da CIC, o Estado icou responsável pelo provimento das necessidades de infraestrutura de água e esgoto, de energia elétrica, telefone e fax e ainda da concessão de inanciamento para implantação ou expansão das indústrias, através das empresas públicas como a SANEPAR, COPEL, TELEPAR e BADEP, assumindo os custos de implantação da infraestrutura para receber as indústrias. O Estado cedeu, também, terrenos a preços baixos, desapropriou áreas e concedeu incentivos iscais – isenção de impostos por dez ou mais anos – chegando inclusive a integralizar o capital necessário à implantação das novas empresas, entrando como acionista, em geral sem direito a voto, mas com participações que chegaram, em alguns casos, a quase 50% da composição do capital da empresa. Enim, foram criadas as condições privilegiadas para a reprodução do capital industrial no espaço da CIC. (LOEFFLER, 2009, p. 27; OLIVEIRA, 2001, p.59-60; FARACO, 2002, p. 223).
Isentaram-se as empresas de impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU e Imposto Sobre Serviços - ISS, e estaduais como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias - ICM, por tempo, que variava de 5 a 10 anos. As empresas também receberam apoio de órgãos municipais e estaduais, no sentido de dar respostas rápidas às suas necessidades. Foram determinados aos órgãos de fomento econômico (bancos e conglomerados inanceiros), apoio inanceiro aos grupos empresariais na CIC - Cidade Industrial de Curitiba. (LOEFFLER, 2009, p. 27).
Outros acordos foram irmados na década de 1980 criando um diferencial em relação ao restante das regiões do Estado. Evidentemente esses incentivos exclusivos à Capital para
a instalação da Cidade Industrial de Curitiba ampliou de modo substancial as vantagens locacionais de Curitiba, uma vez que a capital paranaense já contava na época com vantagens em razão de sua aglomeração populacional e industrial. (TRINTIN, 2005, p. 15).
A breve descrição da industrialização de Curitiba apresentada por Oliveira (2001, p. 59-65) demonstrando como ocorreu esse processo desde o desencadeamento da discussão sobre a necessidade de industrializar a Capital do Paraná em 1966, por ocasião da adoção do Plano Diretor, passando pela legislação especíica que criou a Cidade Industrial de Curitiba (Lei Municipal nº 4.199 de 1972), a construção da infraestrutura e os vários mecanismos utilizados para viabilizar o projeto, demonstra o papel signiicativo do Estado paranaense no processo. Oliveira (2001, p.63) opinou que “o caso da CIC parece se constituir num êxito. De fato, a base econômica do município foi alterada signiicativamente com a instalação de tantas indústrias de bens de consumo duráveis e bens de capital”. Ao mesmo tempo, levanta algumas críticas em relação a erros e problemas gerenciais
veriicados, a dúvida sobre a eiciência da CIC em determinar a atração sobre as indústrias que lá se instalaram e os problemas ambientais gerados, entre outros. Faraco (2002, p. 209-232), ao demonstrar que a CIC não estava prevista no Plano Diretor de Curitiba, contradizendo a airmativa que o sucesso da Capital se deve ao seu planejamento, acaba também demonstrando como foi importante a atuação do Estado para viabilizar a implantação da CIC e atrair as indústrias que acabaram levando às mudanças estruturais tanto na cidade quanto no estado.
A construção da CIC consumiu um imenso volume de recursos. A dívida contraída pela Prefeitura Municipal, vinculada à CIC, inviabilizou inanceiramente o município, comprometendo a capacidade de endividamento. Em 1990, a dívida do município relacionada à CIC ultrapassava U$ 150.000.000 de dólares. Em 1991, ao assumir o governo do Estado, o ex-prefeito de Curitiba, Roberto Requião, encaminhou projeto de lei à Assembléia Legislativa que, aprovado, transferiu a dívida da CIC para o Estado do Paraná. (FARACO, 2002, p. 223).
Importante destacar o efeito desse processo no conjunto da economia paranaense, notadamente do secundário. Segundo Fayet (apud OLIVEIRA, 2001, p. 61), “a participação do Paraná no PIB industrial do país teria, graças à atuação da CIC e do Badep, saltado de 2,3% para cerca de 7% em dez anos”. Se é possível creditar à Cidade Industrial de Curitiba (CIC ) esse feito, pode-se inferir que a mudança no peril econômico paranaense é ainda mais signiicativo.
Por outro lado, a construção da Hidroelétrica de Itaipu, na década de 1970, também impactou signiicativamente a estruturação econômica, social e física do território paranaense como será visto a seguir.
Sendo uma das grandes obras projetadas no I PND, em 1974 foi iniciada a construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu, no rio Paraná,
impactando diretamente o oeste e sudoeste do Estado. Durante o período de sua construção, houve a necessidade de contratação de grande quantidade de trabalhadores, inluenciando diretamente o crescimento de Foz do Iguaçu, que passou de 33.966 habitantes, em 1970, para 136.361, em 1980. Novas cidades foram construídas para abrigar os trabalhadores dessa grande obra e outras da região sofreram direta ou indiretamente o impacto da enorme mobilização de pessoal e capital durante a construção. Dentre elas pode-se destacar Cascavel, que aumentou de 89.921, em 1970, para 163.459 habitantes, em 1980, segundo os respectivos censos do IBGE. Os oito municípios compreendidos no eixo entre Cascavel e Foz do Iguaçu cresceram entre 1970 e 1980 de 228.031 para 442.258 habitantes, conforme dados compilados por Peris e Lugnani (2003, p. 85), baseados nos dados dos censos do IBGE para os anos respectivos. Na região diretamente impactada pela construção da barragem, Peris e Lugnani (2003) explicam que
O início das obras civis da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em 1975, representou um marco na alteração do comportamento do eixo. O crescimento populacional iniciado naquele ano em Foz do Iguaçu e continuado nas décadas seguintes acelerou o processo de urbanização dos municípios que o compõem. Primeiro, elevou a população de Foz do Iguaçu de 33.966 habitantes, em 1970, para 136.361, em 1980, e 190.123 em 1991, atingindo, em 2000, uma população de 258.368 habitantes. Segundo, forçou o Governo Federal a realizar grandes investimentos, principalmente em infra-estrutura, na cidade de Foz do Iguaçu. Isso porque a cidade não tinha a mínima condição de oferecer infra-estrutura de educação, habitação, saúde, energia, telecomunicações e transporte ao contingente de população que para lá migrou nem para as necessidades da Itaipu Binacional. Terceiro, a atração de um grande contingente populacional atraiu também capitais e fez surgir uma série de novos empreendimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços,
aumentando o nível de geração de renda, de tributos e de consumo. (PERIS, A.F.; LUGNANI, A.C., 2003, p. 88).
Explica ainda que o impacto, além de ser sentido em todos os municípios da região, foi melhor aproveitado por Cascavel, que “era o mais importante centro urbano e comercial da região, e foi o principal fornecedor regional de bens e serviços para Foz do Iguaçu desde o início da construção”. (PERIS, A.F.; LUGNANI, A.C., 2003, p. 89). Foz do Iguaçu, por sua vez, estando mais próxima da obra da barragem, onde se concentraram os operários, teve sua economia local diretamente dinamizada pela massa de salários e pelas demandas relacionadas às necessidades de reprodução da força de trabalho ali instalada. Esse efeito começou a diminuir com a redução do ritmo da construção de Itaipu a partir de 1983, entretanto
Foz do Iguaçu havia se tornado um centro urbano com uma dinâmica que lhe permitia criar outras alternativas de geração de renda. Por exemplo, o surgimento do turismo de compras em Ciudad del Este foi um fator exógeno que sucedeu a construção da hidrelétrica como um dos acontecimentos dinamizadores da fronteira e, por extensão, do eixo. (PERIS, A.F.; LUGNANI, A.C., 2003, p. 89).
Pode-se acrescentar o melhor aproveitamento do potencial turístico de visitação às Quedas do Iguaçu, que passou a ser única depois do represamento do rio Paraná que sepultou as Sete Quedas. Posteriormente, com o fechamento da barragem e a formação do lago, grande parte dos moradores em cidades, vilas e áreas65 rurais
impactadas, foi expulsa, originando-se daí várias organizações.
Com o apoio da CPT e de alguns sindicatos de trabalhadores rurais, os colonos atingidos pela Itaipu criaram o Movimento Justiça e Terra, em 1978. O conhecimento acumulado nas experiências de luta dos
atingidos levou, três anos mais tarde, em 1981, à criação do Movimento dos Agricultores Sem Terra do Oeste do Paraná (Mastro). Nos dois anos subseqüentes, o movimento dos sem-terra foi organizado regionalmente em todo o estado. Em 1984, foi criado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mais recentemente, em 1991, foi criada a Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu (Crabi). Com os desdobramentos das lutas dos atingidos, desde ins da década de 70, foi articulado o Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens (MBA), em Curitiba, em 1991. (SCHREINER, 2002, p. 23).
Segundo Stédile (1994), o MST teve sua origem em Cascavel, onde foi realizado o 1º Congresso Nacional, em 1984, sintetizando a experiência histórica concreta das lutas pela terra no Brasil, entre as quais cita “Canudos, Contestado, Porecatu” e as “lutas das ligas camponesas, lutas sindicais e a luta de resistência dos posseiros no Norte”. (STéDILE, 1994, p. 51). Grande parte da população emigra da região, com impacto nos municípios, com raras exceções.
Com a desapropriação das terras, ocorreu um processo de redução da população dos municípios atingidos. Ao mesmo tempo em que diminuiu a população, reduzindo, conseqüentemente, o dinamismo de suas áreas urbanas, decresceu, ainda, sua produção agropecuária. Há que se destacar que a redução do contingente populacional não foi responsabilidade exclusiva da formação do reservatório e das desapropriações. A modernização da agricultura, em curso na época, foi a principal responsável pelo decréscimo populacional de todos os municípios da região, com exceção de Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu. (PERIS, A.F.; LUGNANI, A.C., 2003, p. 89).
65.Somente para a formação do lago de Itaipu foram desapropriados 38.445 hectares da área rural. (SCHREIDER,
Praticamente no mesmo período em que acontecia a construção de Itaipu, como assinalam os autores, estava em curso a modernização da agricultura, com a substituição da mão de obra por maquinário e emprego intensivo de insumos, que exigem maiores áreas para o plantio e a colheita, visando o aumento da produtividade, ao mesmo tempo em que direciona a produção para a exportação, que foi facilitada com a conclusão da pavimentação da rodovia BR 277, conforme visto.
O funcionamento da Usina a partir de 1982 foi um dos vetores das alterações nas relações econômicas e demográicas do interior do estado, criando uma dinamização da economia nesta região, que anteriormente apresentava apenas a perspectiva da inserção econômica a partir do setor primário. A energia gerada pela usina é totalmente direcionada para alimentar o parque industrial do sudeste, principalmente da metrópole paulista, sendo que atualmente existe a compensação aos municípios que sofreram as consequências do alagamento de suas áreas com o pagamento de royalties pela binacional (PERIS; LUGNANI, 2003, p. 90-91), que proporciona perspectivas diferenciadas de desenvolvimento para os Municípios beneiciados. Essa questão, entretanto, está fora do objeto deste trabalho, merecendo ainda estudos mais aprofundados sobre os vários aspectos impactantes a partir da implantação de Itaipu e demais barragens sobre a economia e condições de vida da população local.
Interessa ressaltar que, mesmo considerando a importância das transformações no campo (PERIS; LUGNANI, 2003; TSCHÁ; RIPPEL; LIMA, 2010), pode-se dizer que a obra de Itaipu, dado seu porte e área atingida, contribuiu de forma signiicativa para alterar as relações sociais, econômicas e políticas regionais, pois o crescimento de algumas
cidades, tanto em população como economicamente, relaciona-se diretamente a esse empreendimento, que lhes proporcionou atingir uma escala que mudou sua inserção no conjunto do Estado, sendo o caso mais evidente Foz do Iguaçu.
Com a mudança dos Governos Federal e Estadual, um novo plano de desenvolvimento nacional é apresentado em dezembro de 1974, para o período 1975-1979, no qual o Estado do Paraná procura se inserir de forma mais contundente, conforme será visto a seguir.