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Capítulo Quatorze

No documento 02 - O Despertar de Grey (páginas 135-148)

Uau, então esta é a mãe de Sirus. Grey fechou a boca rapidamente, chocado

ao se encontrar de pé a dez passos distantes da mulher que tinha composto metade do DNA do homem que ele estava fodendo. As mãos de Sirus se deslizaram de sua cintura, e Grey deixou cair as suas também. Mesmo com o espaço de outro corpo agora entre eles, Grey podia sentir a tensão no homem de pé ao seu lado. Sirus estava claramente tão surpreso em ver sua mãe quanto ele.

“Mãe, como você está?” Sirus se recuperou rapidamente e desceu os degraus, dando à mulher um abraço. “É muito bom te ver.”

A mulher elegante e impecavelmente vestida deu a Sirus o que pareceu a Grey um genuíno e caloroso abraço apertado de volta. “É muito bom ver você também, querido.” Ela se afastou do abraço e olhou para ele, e luz brilhou em seus olhos escuros. “Mas você não deveria soar tão surpreso em me ver. Eu sei que Nic lhe disse que eu estava vindo para uma visita.”

“Sim, ele fez.” Sirus segurou a mão de sua mãe e a guiou pela escada, deslizando-lhe um olhar de soslaio enquanto o fazia. “Mas eu esperava ouvir notícias suas em um dia ou mais antes de você chegar, para eu poder arrumar o quarto e buscar algumas coisas para sua estadia.”

“Não é preciso.” Ela estendeu a mão e tocou seu rosto. “Estou aqui só por algumas horas para visitar meu filho bonito, então tenho que continuar minha viagem até Asheville. Estarei trabalhando lá por duas semanas. Começo amanhã de manhã.”

“Bem, então, estou feliz que tenha feito um desvio para me ver,” Sirus disse. “Não importa o quão breve a visita seja.”

Grey assistiu o intercâmbio entre mãe e filho, surpreso com o conforto um do outro depois de ouvir Sirus descreve a atitude de sua mãe sobre sua homossexualidade, bem como sua tensão inicial com sua chegada.

“Grey,” Sirus se deslocou para inclui-lo em seu círculo, “gostaria de te apresentar minha mãe, a Sra. Nia Wilder.” Ele sorriu na direção de sua mãe. “Ela é uma intérprete e fala seis idiomas. Mãe, por favor, conheça um amigo meu, Greyson Cole.” Sirus alcançou e esfregou sua mão, deixando com isso bem claro que eles eram mais do que conhecidos casuais. “Ele possui a cabana do outro lado do lago, e temos passado algum tempo juntos, enquanto ele está de férias. Ele é um investidor e é dono de uma empresa muito bem sucedida.”

“Coproprietário,” Grey disse, estendendo a mão em boas-vindas. “Tenho um parceiro que divide as responsabilidades igualmente. De qualquer maneira,” ele sorriu para Nia, “é um prazer conhecê-la, Sra. Wilder. Você tem um grande filho.”

“Sim, obrigado.” Nia Wilder só ofereceu a ponta dos dedos para Grey segurar e uma onda de desconforto bateu em seu rosto. “Estou ciente.”

Brrr. Muito frio. Muito mesmo para primeiras impressões.

Assim que Grey soltou os dedos de Nia, ela arrastou sua posição e afiou Grey fora do pequeno grupo. “Querido,” Nia fez uma pausa e ajustou a gola da camisa de flanela de Sirus, “Não tenho muito tempo de sobra esta manhã, e tenho um punhado de assuntos de família que gostaria de discutir com você antes de partir.”

Bem, inferno. Grey não tinha que ser rejeitado duas vezes.

“Mãe,” censura apertou o tom de Sirus, “você não pode fingir que uma pessoa que está em pé bem atrás que você não existe. Especialmente quando acabei de lhe dizer que ele é um amigo meu.”

Grey alcançou e entrelaçou os dedos nos de Sirus, ganhando a atenção do homem.

Os olhos de Sirus estavam cheios de desculpas, mas Grey apenas sacudiu a cabeça. “Não se preocupe com isso.”

Trouxe a mão de Sirus até os lábios e pressionou um beijo nela, sabendo muito bem que metade do que fez foi para forçar Nia Wilder a ver seu filho por quem ele era. A outra metade Grey só fez porque gostava como o inferno de tocar este homem. “Somos todos responsáveis por nós mesmos, e eu tenho cuidado de mim mesmo há muito tempo.” Arremessou sua atenção para Nia, interessado ao notar que ela não foi tão deselegante quanto a virar a cabeça longe de seu filho de

mãos dadas com outro homem, mas ela manteve seu foco justamente à direita do ombro de Sirus, bem fora do alcance visual de onde Grey permanecia.

Sentindo-se perverso e teimoso, puxou Sirus para baixo dos degraus, movendo-se muito ligeiramente até que os dois ficaram bem na linha de visão de Nia. Então, olhou nos olhos de Sirus e esqueceu tudo sobre a mulher na varanda lhe dando indiferença. “Você acha que pode ir até minha casa mais tarde? Eu poderia até tentar cozinhar algo para o jantar. Isso soa como um plano para você?”

“Oh, ok, com certeza,” Sirus respondeu. O sorriso mais doce maldito ergueu a ponta de seus lábios. “Por volta das sete? Tenho uma peça que eu gostaria de passar algum tempo com ela mais tarde, e então irei depois de me limpar.”

“Vejo você então.” Grey se inclinou, a centímetros da boca de Sirus, mas abruptamente se deteu, permanecendo tão perto que compartilhavam o mesmo espaço quadrado de ar. “Isto está certo?”

Sirus esfregou o polegar sobre seu lábio inferior, prendendo-o daquele jeito que sempre o batia como sexy pra caralho. “Absolutamente, si—”

Grey se inclinou e pressionou um beijo tenro em sua boca, capturando o resto de suas palavras. Os lábios de Sirus suavizaram e o beijou de volta, e tiros de prazer o atravessaram de cima a baixo. Grey mergulhou a ponta da língua fora apenas uma vez, escovando-a contra seus lábios, e então se afastou, relutantemente, soltando sua mão, bem como sua boca. Dessa vez, Grey tomou um segundo para esfregar seu polegar nos lábios de Sirus. Mal suprimindo o maldito desejo mais idiota de piscar. “Eu te vejo mais tarde.”

Sirus parecia um pouco atordoado. “Sim, ok.” Acenou enquanto Grey ia para o carro.

“Tchau.”

“Tchau.” Grey deu a Sirus um último olhar persistente, quase gemendo em como fodidamente sexy o homem era, e não importava o muito ou pouco que ele usava. Abriu a porta, mas ergueu seu foco para varanda, encontrando uma mulher muito estóica ainda de pé lá. “Foi bom conhecê-la, Sra. Wilder.” Ergueu a mão e sorriu como se não desse uma merda que ela o esnobasse sem ter a menor ideia de quem ele era. “Espero que você tenha uma visita adorável com seu filho. Faça uma boa viagem para Asheville. Adeus.”

Nia Wilder simplesmente levantou a mão e estudou as unhas.

Grey sacudiu a cabeça, sorriu mais uma vez para Sirus, e então foi embora.

* * * * *

Sirus ficou arraigado na neve, seus pés congelando como o inferno, mas não se moveu ou sequer respirou até que o carro de Grey desaparecesse de sua vista. Então fechou os olhos e contou até dez, depois vinte. Depois disso, mordeu o lábio, sabendo que se abrisse a boca diria algo muito feio para sua mãe que nunca poderia voltar atrás. Agora, ele acreditava com cada fibra de seu ser que ela merecia tudo que lhe dissesse, mas ele não colocaria seu pai e seus irmãos através de uma briga Mãe/Filho. Mataria seu pai se Sirus nunca falasse com sua mãe novamente.

Mas inferno, como ele queria correr para Grey e deixar sua mãe de pé ali na varanda neste exato segundo.

“Convide-me para entrar, querido,” sua mãe gritou para ele, quebrando-o fora de sua luta para não lhe dizer para onde ir. “Vamos acabar morrendo de frio aqui fora esta manhã.”

Convide-me para entrar. Sirus riu zombeteiramente. Ele certamente tinha

gostado de ouvir isso muito mais vindo de Grey do que de sua mãe.

Tomando uma respiração profunda e calmante, Sirus esfregou as mãos e subiu os degraus da varanda de dois em dois. “Você está certa, Mãe. Vamos entrar.” Passou por ela e segurou a porta aberta, varrendo a mão num gesto de boas-vindas. “É hora de termos outra conversa.”

Nia passou o limite e foi para cozinha, a lembrança de sua visita anterior claramente intacta. “Espero que isto seja café fresco que está cheirando,” ela o olhou de volta enquanto ele fechava a porta. “Depois de levantar cedo para começar a dirigir, eu certamente poderia tomar outra xícara.”

Sirus se moveu para cozinha, mas parou na entrada e inclinou o ombro contra o umbral. “É fresco.” Ele a encontrou já se servindo de uma xícara. “Grey o fez há pouco. Ele levantou antes de mim esta manhã e preparou.” Sirus mal segurou a vontade desagradável que o fez querer dizer que Grey então tinha voltado para a

cama e lhe dado um inferno de um boquete em seu pau duro esta manhã para despertá-lo. “Ele o faz melhor do que eu você não acha?”

Nia segurou a xícara com ambas às mãos e passeou em torno do pequeno espaço. “Você fez um belo trabalho atualizando esta cozinha, querido.” Ela se moveu na frente dele e fez uma pausa para apertar sua mão. “Ainda parece muito acolhedor e rústico, mas tem todos os toques que uma cozinha moderna deve ter.”

“Grey gostou também,” Sirus adicionou. “Ele mencionou sobre isso esta manhã entre os cereais e torradas. Fico feliz que vocês dois aprovaram meu gosto.”

“Mmm… Venha, sente-se comigo.” Nia deslizou a mão na dobra de seu braço e o puxou para a mesa. Ela sentou-se em uma cadeira, e Sirus puxou outra para ele. “Não queria esquecer nada, então fiz uma lista das coisas de família que preciso compartilhar com você.”

Com sua xícara de café agora sobre a mesa, Nia pegou uma agenda da bolsa e foleou um punhado de páginas soltas. “Oh, espero não ter me esquecido de tirá-la de minha pasta. Não posso acreditar que fiz isso. Eu sabia que não pretendia tirar minha mala do porta-malas até chegar ao hotel em Asheville. Aqui está!” Ela segurou a folha final em triunfo. “Eu sabia que a tinha.”

“Eu não tinha dúvidas.” Sirus olhou a lista de nomes e se perguntou se o seu alguma vez apareceu nela quando ela ia visitar outras famílias e amigos. Duvidoso, soou claro em sua cabeça.

Ainda que tivesse, ela nunca diria nada tipo, “Sirus está namorando um homem maravilhoso, e tenho grandes esperanças de que vai se transformar em algo permanente.”

Uma pontada de dor, familiar esfaqueou seu peito; Uma dor que havia brotado desde a primeira vez que disse a sua mãe que era gay e que ela havia agido como se ele nunca tivesse dito; Uma dor que cada vez que ela se comportava da mesma forma insensível crescia um pouco a agulha irritante em um espinho que o perfurava afiado o suficiente para sangrar.

“Primeiro —” Nia começou.

“Primeiro;” Sirus a interrompeu, quando o que tinha acontecido na varanda reentrou em sua mente, “por que não começamos com o fato de que você simplesmente ignorou completamente outro ser humano. Um homem a quem eu

por acaso gosto muito, por sinal. Vamos falar sobre o fato de que nas duas vezes em que mencionei seu nome desde que ele partiu você seguiu em frente e fingiu que nunca ouviu nada.”

“Oh, sim, veja,” Nia tocou o dedo no nome do topo da lista, “Estou quase explodindo para compartilhar algumas notícias maravilhosas com você.” Sua mãe deu um enorme sorriso, seu comentário sobre Grey aparentemente de Teflon, pois deslizou direto acima dela.

“Christina,” Nia mencionou um de seus muitos primos, “vai ter um bebê. Depois de todo este tempo tentando. Dá pra acreditar? Ela acabou de me ligar sobre isso ontem. Sua Tia Mina está fora de si que finalmente vai ser avó.”

Sirus se afundou, fechou os olhos, e suspirou. Esta mulher. Sua mãe. Uma investigadora treinada da CIA nunca ia quebrar sua determinação obstinada. Que diabos ele ia fazer?

“Bom ouvir isso,” Sirus disse, quase em piloto automático. “Vou ligar para Christina e Tia Mina mais tarde para dar os parabéns.”

“As duas vão gostar muito, querido.” Nia tomou um gole do café, mas de repente a baixou e agarrou seu antebraço. “Tudo bem, isso é importante. Você precisa ligar para sua irmã e mantê-la na linha até que ela lhe diga sobre ter sido selecionada para tocar com a sinfonia. Ela está guardando tudo a sete chaves, e não quer que ninguém faça um rebuliço ou que até mesmo faça disso uma ocasião especial para visitá-la, mas ela tem um solo durante seu primeiro concerto no Dia das Mães. E teve que bater fora um punhado de violoncelistas bem qualificados para conseguir o convite.”

Esfregando os olhos com as palmas, Sirus mentalmente adicionou outro nome para sua lista de telefonemas. “Vou ligar para Diana também.” Pelo menos sua irmã sempre lhe perguntava sobre sua vida amorosa e ficava feliz quando ele tinha alguém especial nela. Diana ia gostar de Grey. Sirus sorriu para si mesmo enquanto fantasiava sobre os dois se conhecerem. Grey ia gostar da despretensiosa

Diana também.

Sirus empurrou a inclinação romântica de seus pensamentos, e severamente lembrou a si mesmo que não tinha nenhum futuro com Grey. Seu coração apertou, mas forçou-se a puxar-se de volta para a conversa com sua mãe. “Vou estar lá para

o concerto. Diana merece o convite e o solo, e estarei na frente do palco para aplaudi-la.”

“Eu sabia que você iria. Todos nós iremos.” Nia franziu a testa, e pequenas linhas de sulcos se formaram entre suas sobrancelhas. “Mas deixe-a lhe contar, antes de você mencionar qualquer coisa, certo? Deveria ser suas boas notícias para compartilhar, mas eu sabia que ela nunca diria sem você saber como cutucá-la em direção ao assunto.”

“Certo. Claro.” Sirus assentiu e tentou não rir. Ele e seus irmãos sempre souberam quando sua mãe derramava as notícias importantes, às vezes privadas, para os outros membros da família. Todos se acostumaram a receber “só por isso” chamadas repentinas. “Você nunca me disse nada. Entendido.”

Sua mãe lhe lançou um sorriso vencedor. “Obrigado, querido. Oh, isso não está na lista,” ela se inclinou e apertou sua mão, “mas devo lhe dizer que acabei de conhecer a mais bela e notável jovem em um escritório de advocacia onde estava fazendo alguns trabalhos de interpretação. Foi no Kline e Sheuster. Você se lembra de anos atrás quando trabalhei para eles quase sem parar por dois anos, enquanto um de seus clientes transacionou um acordo com uma cadeia de hotéis europeus? Não, claro que você não lembra, era muito jovem para lembrar. Enfim…”

Sua mãe continuou, mas Sirus endireitou-se, sua proverbial “Mãe Intrometida” atraindo antenas de alerta máximo. Não em sua lista, minha bunda. Ela simplesmente aconteceu de conhecer uma bela jovem recentemente? Agora, finalmente, Sirus entendia a verdadeira razão do pequeno desvio de sua mãe até sua cabana. Uma mulher.

Maldição.

“…Eu te digo,” sua mãe delirou, “esta menina é tão inteligente e amável quanto é atraente, mas ao mesmo tempo ela trabalha lado a lado com os meninos grandes e não é influenciável pra ninguém. Chegamos a falar sobre nossas famílias, e quando mencionei que tinha um filho que é um artista talentoso e bonito —”

“Caminhoneiro, Mãe.” Sirus rangeu os dentes. Maldição dupla. “Eu dirijo um caminhão. Você tem que parar de dizer às pessoas que você tem um filho que é um artista. Dá a impressão de que eu ganho a vida desse comércio, quando você sabe que eu não faço.”

“Você provavelmente poderia se você se tornasse agressivo com ele. Só tem que querer isso mal o suficiente para persegui-lo. Agora, onde eu estava? Oh sim, esta mulher incrível. Seu nome é Marisa, e eu adoraria que a conhecesse quando você fosse para casa para o concerto de Diana.”

Pare. Pare. Pare. Sirus bateu na mesa com a palma aberta e se levantou,

chutando a cadeira que cambaleou até a parede. “Não posso acreditar em você, mãe.” Plantou as duas mãos na mesa e zerou o foco direto em seu rosto. “Se eu a conhecesse… O quê? O que você acha que aconteceria? Que eu cairia loucamente apaixonado por ela e seu filho gay se transformaria em hetero, e então tudo ficaria certo em seu mundo?”

Nia não recuou diante da explosão de emoção de Sirus, ou até mesmo piscou.

“Primeiro, não fale comigo nesse tom,” ela disse. “Eu sou sua mãe, e você vai me mostrar respeito. Segundo, Marisa é uma mulher bonita, educada e doce. E mais, ela tem um grande interesse pelas artes. Você ficará completamente encantado com ela, eu sei.”

Enrolando as mãos em punhos, Sirus desviou o olhar, incapaz de tolerar a bombardeio implacável de sua mãe para alterar sua sexualidade. Seu olhar pousou em suas caixas de cereais, todas elas agora se alinhavam contra o fundo preto de acordo com o tamanho, como pequenos soldados. Elas não tinham estado assim ontem. Grey. De repente, as imagens do homem que tinha passado a noite em sua cama o inundou, enchendo-o até a borda.

Sirus voltou sua atenção para sua mãe, mas era como se ele pudesse sentir outra pessoa na cozinha, reforçando sua voz. “Basta,” disse, com a voz firme. “Você precisa parar com isso. Agora.”

“Parar o quê?”

“Não ouse —” Sirus mordeu o lábio e se segurou para não gritar. Ajeitou a cadeira e sentou, com o coração mais pesado do que já se lembrava de senti-lo. Dolorido. O comportamento de sua mãe o machucava. Fisicamente.

Estendeu as mãos sobre a mesa e a olhou, prendendo seu olhar. “Você sabe do que estou falando,” disse calmamente. “Você realmente vai continuar fazendo isso? Eternamente?”

“Fazendo o quê?” Ela perguntou. Um bebê recém-nascido teria parecido mais culpado do que sua mãe.

Respire, só respire. “Ok, se é assim que você quer jogar, nós podemos.” Sirus

continuou a olhá-la incisivamente. “Você vai continuar tentando me consertar com as mulheres, esperando que um dia uma delas e transforme em hetero? Você vai continuar a se recusar a responder a tudo que eu digo sobre um homem, e de fato fingir que eu nunca te disse que eu era gay? Só posso supor que você está esperando que, se você não reconhecer o que digo, aí então você também pode dizer a si mesma que minha homossexualidade não existe realmente. Eu sou apenas seu filho caçula hetero que nunca teve uma namorada. Certo? É isso o que você diz a seus amigos quando eles perguntam?”

“Cuidado com suas observações espertinhas, Sirus Allen Wilder.” Nia se deslizou na voz usada com Sirus, seus irmãos e irmã quando costumavam se comportar mal em público quando crianças. “Não importa sua idade, eu sempre serei sua mãe. Lembre-se de seu tom.”

Retrocedendo em sua cadeira, Sirus jogou as mãos para cima e revirou os olhos. “Oh, isso é simplesmente perfeito, vindo de você, depois da apresentação que deu na varanda há pouco.” Calor branco encheu o corpo de Sirus, lavando completamente o frio. “Você realmente espera se sentar aí com uma cara séria e me palestrar sobre respeito depois da forma como tratou Grey hoje? Vamos simplesmente ignorar por um momento que você foi incrivelmente rude com ele, sem mencionar o terrível desrespeito comigo no processo. Vamos focar apenas em como você teria me batido de lado a lado da cabeça se eu tivesse me comportado da forma como você fez com Grey. Só porque você se recusa a reconhecer que eu sou mesmo gay, e espera que um dia eu vá deixar de lado essa ‘fase’, você acha que é certo você dizer ou se comportar como quiser, e que isso não importa.” Sua garganta apertou nas consequências das palavras que disse, mas Sirus não conseguia mais contê-las nem um segundo a mais. “Adivinha o quê, Mãe? Não é certo. Você não pode continuar fazendo isso.”

“Querido,” razão encheu a voz de sua mãe, “você é meu filho, e eu quero que você seja feliz.”

“Eu só…” Sua mãe olhou o relógio e depois para sua folha de notas. “Não

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