doopouo que a fazia por fy , & p o r contem. Anathematizo ao peruerfo todo oBifpatloda Serra,cujoGouer h e r e g e N e d o r , & l e u s icquazei cõ nador até então fora. Acabado Q Ar todos feus erros; recebo o SantoCó cediago de fazer a profiífam,fe fobio cilio Ephefino primeyro de duzen- Iacob Caçanar da Igreja dePállurte tos padres, em que preíídio em no- que íeruia de lingoa,& interprete do em nome do Santo Pontífice Roma Syrtodo no-puipito da Igreja, & to- no,o gloriofo Sam Cyriilo Patriar- dos osCaçanares,&Chridáos fe aüé cha de Alexandria,quecõfeflb fer Sã taram dc joelhos : & l e o em alta voz to, & gozar deDeos&afsim cõfeílo clara,&didin£Umeme a meíma pro fer C.hrido noífo Senhor verdadeiro fiflara. Indo todos dizendo com elle Deos,& verdadeyrohomé,auendo em fua própria lingoa Malauar:& r.clle duas naturezas,Diuina,&huma ella acabada vieram os Caçanares nanúfòdiuinofupofto,&queaSa- húporhú,&chegandofeaoArcebif- cratifsima Virgem Maria Senhora po fe adernarão em joelhos: o qual noífafe ha de chamar , & h e r e a l , & lhespreguntauafedirtintamenteen verdadeiramente m ã y d e D e o s , & tenderão a profiífam da Fé, que fe ti reconheço a Santa Igreja Romana nha lido,& auião de jurar, & todos por mãy medra, & cabeça de todas os põtos delia, & fe a:,urauão íiuré- as Igrejas do Mundo,& juro verda-
mente, & de fua própria vontade Té deira obediencia,&fogeiçam ao San cõrtrangimentoalgum maisquepe- tifsimoPadre Papa PõtifíceRoma- ra defeargo de fuas cõfciencias, & fal no.fucceíTor de Sam Pedro,& Vigai
uaçam dc fuas almas,& por afsi o en ro de Chrido na terra, fem depende tenderem aquella fer a verdade. ciaalgúadoPatriarchadeBabylonia, A o que todos refpõderão, pondo a cõ o qual juro de nam ter comunica mão no MifTal,& Cruz,q por aquel- çam algüa,&prometo denam rece- les fantos Euangelhos, & por aquel- ber nefte Bifpado,Bifpo,ou Prelado Ia Cruz de Chrido, & finto Lenho fenam o que pello tempo mandar o que nellacdaua, em que puuhão fu« Santo Põtifice Romano,& a fsim cõ as mãos,confeflauão, crião, prome- feífo nam auer mais que húa fò Ley tião, & jurauão tudo oque naquelía de Chrido noíío Senhor,que prèga- profilíam fe continha,& de viuer,& ram osfagradosApodolos,&ferer- morrer naquella Fé, & promefla, q ro dizer que húa he a ley de Sam Pe fazião, & darem feu fangue, & vida dro, & outra a de Sam T h o m e , o q polia verdade daquellascoufas,fefof tudo cõfeflo, prometo juro a Deos,e fe neceíTario. E c ó ido lia cada hum aedafantaCruzdenoffoSenhorle- delles logo cõ a smãos podas no Mif fu Chrido , & a edes fantos Euange- fal, & Cruz hum papel que continha lhos.
os principaes artigos da profiflam Edando os Caçanares fazedoef- bretiemente referidos que dizia afsi. te juramétocada hum por fy em voz
Creo, & confeflo tudo o que cré, alta, que todos ouuião, aleuantoufe & confeíía a fanta Madre Igreja R o hú muytorico,& poderofo naSerra, mana,& tudo o que fe naquella pro- & validodo Rey deTurubnüe, & fe fiíTarn da Fé(que fe agora leo,que to apartou com algua gente stè íetenta d a o u u i , &didintamenteentendi) homésaoalpendre da Igreja,aque
Capitulo vinte
accdiologo outra muyta, & come- çou a fazer hú tumulto,que parece q cahia a Igreja com gritas, & conten das. O que ouuindo o Arcbifpo,e q fe perturbaua a Igreja,parecendolhe que era algü aleuantamento contra a profiflam da Fé,que íe eftauafaze- do,chamou algúsChriftãos dos ma- is honrados,a que tinha encomenda do apaziguar os outros, & lhes man dou,cj foííem faber (obre q era aquel la contenda,& os apaziguafle.TroU xerão reporta,q a contenda era, que
poisos Chriftãos dauãoobediencia ao Papa, & aos Biípos Portuguezes q elRey de Portugal as tomaííe de- baixo de fua proteição, & os liurafle dos tributos dos Rcys Gentios,e for ças qlhefazião.emefpecialdehúa q tinha inuentadoclRey de Còhim, q outros Reys ja imitauão de entrar em partilha na fazéda dos Chriftãos por morte dos paes,como filhos ma is velhos, a cujotitulo lhes roubaua quafi toda a fazenda, quelhe ficaua. A tenção do Caçanar,q moueo ifto, fe entendeo nãofer boa,e querer per turbar o auto do juramento,eobedi- encia,e as coufas do Svnodo,tornou lhe o Arcebifpo a mandar qentraífé pêra dentro, e logo fatisfaria ao que pediáo,& acodindo todos os Chrif- tãos, os fizerão vir, & o Arcebifpo lhes difle que fe aquietaíTem,que aca bada a profiflam da Fé, lógoenten- deria oo que pedião, & defte pare - cer forão logo quafi todos os da C õ
gregação: com o que foy o auto por diante, & omefmo Caçanar vendo, que lhe não faina bem do partido,& a conformidade de todos,veyo pro- feflaraFécom osm .is quenacon*
téda o tinhão feguido,apoz os Caça nares vierão os Diáconos, q fe acha- rão prefentes, & apozçllesos Sub-
O
diáconos,& logo osChamazes de or dés menores,e apoz elles os eley tos, e procuradores dos pouos cada hii porfeu pouo, & logo todos os ve- lhos,que fe acharão prefentes, & to- do pouo junto , aísim dos morado - resdoDiamper, como dosqueti- iihão vindo de fora a ver o aUto do Synodo* á que fe ajuntou grande co- pia de gente; no que gaftou o Arce- bifpo em tomar efte juramento,&no mais officio.fete horas & mea,reuef- tidoem Pótifical cõ o Miílal,& Cruz nos joelhos, que foy o numero dos q jurarão chamados a Synodo,afora o pouo de Diamper,e os mais que qui ferãovoluntariamente vir, & afora os Diáconos,Subdiaconos,& de or- dés menores,oytocentos& treze, cõ uem a faber, cento e cincoenta e treS Caffanares, feis centos, & fetenta &. humeleytos , & procuradores dos pouos.
Acabada a profiflam,fe leo hum de- creto , porque fe mandaua, q todos osCaçanares,Diáconos,e Subdiaco- nosdo Bifpado ,quenam auiãofido prefentes ao Synodo,fizeíTem a tnef- ma profiflam da Fé, nas mãos do Ar cebifpo,quando fofle vifitando as I- grejas, ou a pefloa , queelleperaiflo deputaflc,& todos aísinafíem nas par tes a que nam foffe,fua profiífam , & lhe mandaflem afsinada. E afsimais quenenhum folfepromouido aor- dés facras , nem a Vigayro de algüa Igreja dahi por diante,fem fazer a dí. ta profiflam, Apoz cite decreto fe lerão outros importantes,& logo pe ra o Arcebifpo fatisfazer á petiçatn dos Chriftãos chamou ao Capitão de Còchim Dom Antonio de N o r o nha, & a Cidade que eftaua junta em Tribunal,&vendo todos,com muita reuerencia diante delle, lhes difle q aly
Liurofrimeyro,
aly lhe cmregauacs Chriftãos deS. Thome todos )a íbgeytos i Santa I- gre)aRomana,anathcmatÍ7.ando to- dos os erros em que até então viuia, & obedientes ao Papa,& Sümo Pon tificc Romano, Vigayro de Chrifto na terra, & como taes os tomaflem em nome da Mageftade delRey dc Portugal fcu Senhor debaixo de fua proteição,& emparo, como protei- t o r , 8í defenfor dc todos os Chrif- tãos Catholicos das partes da índia, & todo Oriente, falua fempre a fo . geição,& vaílalagem, qellesdeuião afeusReys, & Senhores naturaes, cujos vaílalos erão nas coufas q nam locafsé naley dcXpoN.Senhor&na obediencia da Igreja, &íêus Prela- dos,cõforme afua obrigação, & a Te- us antigos priuilegios conferuados fempre por todos os Reys do Mala- uar,o que o Arcebifpo explicou,por fatisíazer aos Reysq fe fiauão ínuyto defta vnião,& do Synódo. E tinhão
muytos delles efpias,e ainda Teus Re gedores no Diamperperafabero q paflaua, em efpecialelRey d e C ò - chim , q tinha aly fcu Regedor mòr pera efte cífeyto,com outro que pri meyropera o meímo tinha manda- do porque lhes parecia que queria o Arcebifpo fazer aos Chriftãos vaíla- los delRey de Portugal, & afsi cha- mauào acrifma que o Arcebifpo da- na em todas aslgrejas,ferrete dePor tuguez. A o que Dom Antonio dc Noronha Capitão deCochimcom muytas lagrymas, eftando de joe- lhos dianre do Arcebifpo fem nunca fe querer erguer juntamente com a Cidade,& mais fidalgos,que tinham vindo deCòchim,diffequeelleem nome deRey de Portugal íeu Senor com os officiaes daquella Cidade q eftauão preícntes,tomauão lodosos
Chrifiãos de SamThonie,& cada hQ delles,fuaslgrejas,& feus bazares, & pouosdebayxo de feu emparo, & proteição nas confas que tocaífem a iey de Chrifto Senhor noflo, & nos fauores da Chriftandade, pois ja el- les,e osPortuguezes todos erão hüs vnidos na verdade de hüafò Fé Ca- tholica, fogey tos a hum Prelado, & ouelhas de hum paftor, o Santo, & Sümo Pontífice Romano, Vigayro de Chrifto na terra, de que logo fe paíTou hüa obrigaçam afsinada pello Capitão,& polia Cidade que o Arce biípo entregou ao Arcediago, & a quatro Chriftãos principaes pera fe guardar no archiuo deAngamalle, cabeça do Bifpado, o que foy muito feftejadode todos,& os Chriftãos fe edificarãomuyto deveravenerabi lidade da pefíba,& càns de Dom An tonio com nome que tinha por to* dos aquellesReynosdo Malauar.af- fentado em joelhos diante do Arce- bifpo cõ toda a Cidade fem fe que- rer erguer, o que lhes fez grande cõ ceito da peífoa,& dinidade do Arce bifpo,& aproueitou muy to pera a o bedienciade tudo, o q lhes mandou no mefmoSynodo. N o cabo de tu- do deitou o Arcebifpo a benção ao pouo cõ muytas lagrymas de alegria luas,&de todos os circundantes,aísi Portuguezes, como naturaes, ven- do feyto cõ tanta paz,& cõcordia, o que tam pouco fe efperaua, & tanto auia que fe defejaua. Cõoqueíe cõ- cluio afegundaaccãodofegúdodia do Synodo, & íerecolheram todos ás tres horas depois do meyo dia cõ muita alegria,& vniãoquebem pare cia fer obra do ceo a que fe tinha fey t o , & muytosChriftãoshiãodizen- do pello Arcebifpo, efte homé tem grande dita, & tudo o em que puzer a mão
Capitulo XXI.
3 mão, acabara, pois pode fazer o q nenhíi outro pos em effeyto, & po- de mudar fò em hüahora,o que tan- tos annos auia que nofíbs antepaffa dosguardauão.
Nam fe tinha bem o Arcebifpo re colhido, quando chegou oRegedor mòr dclRey de Còchim com mof. tras que vinha vifitar, & na verdade pretendia fabero que paliara no Sy- nodo, ena obediencia qneosChrif- tãos tinham dado ao Papa o que en- tendêdo o Arcebifpo lhe difle.Que diffeíle a clRey que fe nampertur- bafle,& defcançaííe, que naquelle a- juntamento fe nam trataua coufa al- güa cõtra Seu feruiço, fenão das cou fastocantes aley dos Chriftãos,&<!} entendeffe,que núca teria milhores, & mais fieis vaífalosnos Chriftãos do feu Reyno, que quando melhor guardaflé a ley de Chrifto noífo Se- nhor,porq ella mefma obrigaua a tu do o que era jufto,& arrezoado, & a fertrir aos Reys,no q fe nam encon- traífe com ella,cõ toda a verdade,& fidelidade q nas coufas da mefma ley nam tocaífe,porq por cilas erão obri gados a dar o fangue,& vida, & não reconhecer obediencia a Senor, ou Rey algii por ferem contra os man- dados doutro Rey,& Senhor maior. Q u e todos no mais de feu feruiço não faltarião hú fò ponto.Do q oRe gedor moftrou muyto contentamê- to, dizédo q ja difto o tinháo infor- mado muitos vallalos delRey, q na- quelle ajütamétoeftauão,offerecen- íe a ficar ali os dias q oArcebifpo qui feffe, pera o qfoífenecefiario, o que elle nam quis coníentir, dizédo que não auia pera cj,que baftaua o outro Regedor q elRey aly tinha, néerão dias peja fe poder tratar mais nego- cios,que os dos Chriftãos.
7* C A P I T V L O XXI. Em que fcprofegiteoqutfepjjjoK no Sy
nodo do Ditmpir.
A
O terceyrodia doSynodovi nha per ordem tratarí'c da ter- ceyra Acção, das coufas da Fé , & como nellafeauião de declarar, & reprouar todos os erros, &hcregi- as que corriam na Serra, & o Arce- bifpo declaraua os decretos ao po- uo todo,dando rezam dellcs, a que também aísiftião todos os Portu-guçzes : Vendo os Caçanares, & Chriftãos, que o Arcebifpo tinha ef- colhido o terceyro dia pera a coníul- ta particular, em que fc auião dc pu- blicar aquelleserros diantedetodos. Pejandofe difto, pediram lhe que na quifefle tratar das coufas da Fé, na- quelle dia, fenam dia de Sam Ioão, que era dahiadous dias namefma fomana, em que fabião que o Capi- tão com todos os Portcguezes eíia- uão concertados de hir feftejar a fef- ta do gloriojo Sam Ioão da hi a duas legoas,ein hüa Igceja do Santo dos mefmos Chriftãos de S.Thome em Paru pequeno,porque fe corrião dos Portugnezes verê os erros cm q até entám auião viuido, concedeulho o Arcebifpo afsi, dizendolhesque lhes tinha muito a bé pejaréfe dos erros paflados, donde viram com quanta rezam dizia o Apoftolo Sam Paulo, falando alsim dos erros da F é , co- mo dos dos cuftumes.q fruito tiraf- tes das coufas deqvos agora correis, cujo fim he morte, & confufam, & afsi ao terceyro dia,dizédo primeiro MifTa,& as orações de Pontifical fe tratou da festa acção na ordem do Synodo dos Sacramentos do Baurif- mo,& confirmação deixado a mate
Liuro Trimeyro,
ria do terceiro ga o dia de S.Ioão co mo tinhão pedido, dando primeyro a doutrina dc cadafacramcto,e apos cila os decretos pertécentes aelle,& como auia muito q fazer, & a gente muita,q fená podião ter, ordenou o Arcebifpo,q feajútaffé polia menhã, das fete horas ate às onze, & á tarde das duas,até feis,o q fe gardou todos os dias até o cabo do Synodo: quan do fe lião os decretos,le aleuãtauão algos Caçanares, ou procuradores dos pouos.e punhão algüas duuidas, ao q o Arcebpo íatisfazia,&moftra- ua q folgaua de /e trataré aqllascou- fas é publico, pa fe lhes fatisfazer, & não pelloscãtos, onde nam achauão quélhcsrefpõdefle.Ajudauãno nifto logo leis homés principaes de muito relpeito, e muito nomeados na Ser- ra, aqué o Arcebifpo tinhaencomé. dado em particular a qüietaífé os ou tros,fazédo dellescõfiança,&tendo os em todas as coufas como feus cõ- felheiros cõ q os muito obrigou, & deulheDeos tal graça ga ifto,& im- primio nos outros tal reuerécia,a ef- tes feis homés,q comofc elles erguiã & dauão rezões, ecófirmauão o q o Arcebifpo dizia,todos fe aquietauão & aprouauão,o q fe dizia. O q vedo algiis Caçanares,o nam poderão fo- frer,& fe forãoao Arcebifpo,dizédo . q nam era jufto, q aqlles homés fecu lares tomafié a mão a todos,& falaf- femem todas as matérias eftando ali tantos facerdotes,aquéaquillo mais pertécia,q lhes mandaíle,nam falaíTé na cõgregação.Aoq refpõdeo como íelhes nã tiueraencomédadoaqlle officio, Q u e feleuantaííem primei- ro os facerdotes,& difleísé o qente- dião, & q entre tanto elle lhes man- daria q fe calaffé,mas tolherlho q era encõtrara licéçà q a todos tinha da-
do,de dizeté na cógregaçãooqlhes pareceíTe,& a liberdade có q chama- ra os ^curadores dos pouos, & feria agrauar a homés tão hôrados velhos tão eítimados, & venerados na Ser- ra,& de tão bõ juizo, à q todos diffe rião tanto.-alé deferécleytosper,p- curadorcs dospouos,poronde tinhã liberdade de requereré, Si falaré o q lhes pareceííe : çõoqceílouamur- muracam dos bós velhos, & o Arcc bifpo lhes fez depois muitas horas,e lhes deu muitos priuilegios naChrif- tandade, & fepulturasmuytohõra- das em fuas Igrejas pera fy,&feus de cendétes,qelles muito eítimarão,fé do principal o premio que por tam fantaobra terão no Ceo. Cõcluifle efta terceira acção em vinte decre- tos fobre as coufas tocãtcs aos facra métos, do Bautiímo,em q auia mui- to q reformar,& da confirmação,de q nam tinhão noticia, afora as dou- trinas dosmefmosfacramentos.
Nefte terceiro dia aconteceo hüa coufa notauel,& q quando fe foubc, confirmou muito a todos os prefen tes na verdade da fé,q fe no Synodo enfinaua.e naobíeruanciadosdecre tos q nelle fe determinauã, & foy q como nunça faltão muitos q figão o bãdo doDemonio,efejã feus minif- tros nos males,q defejafazer,auia al gús no Synodo tão afferrados a feus erros,q pofto q viãoclatamcte a da reza delles,& a verdade do que lhes o Arcebifpo prégaua, abraçada ja por todos os mais, com tudo inftiga dos pello ttiefmo Demonio fe refol- ueram a perturbar o Synodo , & di. zer publicamente,q era falfo quanto fe nellc dizia,& q nam querião dey- xar a ley de S.Thome.nem os cuílu mes antigos, em q íe criarão, né dar a obendiencia a outro, fçnam ao Pa - triacha
Capitulo XXI.
triacha de Babylonía a q.elles,& fc- us auos fempre a tinhão dado, o que proteftarão que todos os pouos da Serra.Refolutos nifto,fizcráofua cõ fulta,&fe refolueráo de entrar na cÕ gregação cõ efte ptotefto, dando as mãos.hús aos outros de fe nam falta rem no fauor,&ajuda,& todos fala - rê cõ liberdade,começando hü mais atreuido q pera iffo efcolheráo, cõ o q cheos de húa fúria infernal, entra- rãocõ grande paixão, & Ímpeto no
meyo da cõgregaçãos& querédo fa-
lar podo os olhos no Arcebíído, a q auiãç» de dirigir fua pratica q eftaua reueftido em Põtifica!,cõ Mitra , & Bago na mão em todos os autos Sy- nodaes,pa lhe fazer maior magefta- de,& reueréciaaelles, vendooeftes nefta forma,c rodeado de tcda aqlla cõgregaçá de facerdotes, e íeculares eleitos dos pouos q todos vnidoscõ ellc, o eftauão ouuindo cõ muita re uerécia,tal medo lheposDeos nosco rações, eafsi os atimorizou,q fem po derem falar palaura,como mudos fe tornarão a fair ga fora , & lá cõ noua raiua cõtra fyjpprioSjpor q não fize- rão o qdeterminauão,fe tornarão a esforçar cõ noua determinação,e en trarão outravez na Igreja,& ê queré do falar ficarão como deprimeyro, cÕtalpauorcomofe aly vifleacefas as fugueiras é q por fua heretica per- tinácia auião logo de fer queimados. E durando nefta profia contra Deos dous dias; com o cõtra elleninguépo depreualecer.ehe duro como omef mo Sõr diffe. Reflftir ao aguilhão q pica,pafmados ao 3. dia de fua rebe- lião do q em fy tinham vifto cairam nacõta de feuerro,&dififtirã de feus danados intétoscõuertendofe áver dadeda Fè Catholica confentindo.e aprouãdotudooqnoSynodo fede
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cretaua, cõfefíando publicaméte fua culpa,e dizêdo a todos o q naquelles dias lhe auia acõtecido.O q efpantã- dofe por todos,ficaram mais confir- mados na FèCatholica,q tinhão pro fefTado,& na obediencia da S. Igreja Romana,q tinhão dado,o qtambê a cõreceo muitas vezes cõ outros re- beldes psllas Igrejas q o Arccebfpo hia vifitãdo nostépos em q exercita- ua os autos põtificaes,como a diante nalgüs lugares veremos, o que tudo Deos fazia viando de mifericordia com eftes pobres Chriftãos, pera os tirar de íeus erros,e os encaminhar no caminho de fua faluaçam.
A o quarto dia fe^feguio a maté- ria dos facramétos,efetratou naquin ta acçãopella ordé doSynodo,e quar ta das q fe celebarãojdo facramento da Euchariftia, & do S. facrificio da Miíla, é q fedeu ordé ao modo q os Xpaos tinhão em cõmügar sé fe cõ- fciíaré,e a comunhão dos enfermos, e afsiíe alimpou a miiTa em Caldeo (q fe dizia noBpado)de muitos erros e blasfêmias de q eftaua chea,de mui tas cerimonias ímpias,mftiruidas j>a declararerros, q tinhão no diuino fa cramento,com ono Synodo fe pode ver,põdofe as coufas do facramento da Ecchariftia cm noue decretos, & as do facrificio da MiiTaem quinze.
Logo à tarde fe celebrou a fexta acção dos facratnêtos da Penitécia,e Exrremavnção tratandofe muy de uagardofacramétoda Penitécia,& da obrigação q a elle tinha opouo fi- el pella muita neceisidade q entre ef