III. 2.1.4.2. Cativos
III.2.1.5. Operações de Encerramento
Situação Financeira das Administrações Públicas
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elétrica e combustível necessários à sua operação; e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, para reforço das dotações associadas ao projeto «Remoção de Resíduos Perigosos de Minas de S. Pedro da Cova».
No Programa Cultura destaca-se a Rádio e Televisão de Portugal, S.A., para cobertura de custos com eventos de caráter extraordinário ocorridos no ano de 2018, o festival musical da Eurovisão e o campeonato mundial de futebol;
No Programa Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, IP, para o pagamento das indemnizações aos agricultores que sofreram prejuízos nos incêndios de 2017; a EDIA, para assegurar a cobertura dos encargos com a energia elétrica necessária às bombagens nas infraestruturas de distribuição de água do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva; e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, para fazer face a despesas relativas ao Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais (SIRCA) e com instalações e aquisição de vacinas, no âmbito do combate a novos focos de «Língua Azul»;
No Programa Ambiente, com enfoque nas empresas de transporte público Metro do Porto, S.A., Transtejo — Transportes Tejo, S.A. e Metropolitano de Lisboa, E.P.E., genericamente para encargos com manutenção de equipamentos e outros associados à sua operação;
No Programa Justiça, o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, IP, no âmbito de uma convenção de pagamento acordada com a Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores, pela ocupação do imóvel onde funcionaram os juízos cíveis de Lisboa entre os anos de 2002 e de 2011; e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, para fazer face a despesas com o fornecimento de refeições confecionadas a estabelecimentos prisionais e centros educativos.
No Programa Administração Interna, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, para fazer face aos encargos com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais de 2018 (DECIR 2018), com as Despesas Extraordinárias com Incêndios Florestais de 2017 (DEIF2017), bem como com o financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros e a avaliação especializada dos meios aéreos helicópteros Kamov.
• No agrupamento de Aquisição de bens de capital, foram aplicados descativos que ascenderam a 77,9 milhões de euros, salientando-se o Programa Planeamento e Infraestruturas, com 96% do total, e a entidade Infraestruturas de Portugal, S.A., para reforço da dotação relativa a parcerias público-privadas.
III.2.1.5.Operações de Encerramento
O quadro seguinte releva as operações de encerramento da CGE de 2018, da responsabilidade da Direção-Geral do Orçamento, concretizadas em articulação com a tesouraria do Estado, cuja gestão cabe ao IGCP, detalhadas seguidamente:
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Conta Geral do Estado de 2018Quadro 60 — Operações de encerramento da CGE2018
(euros)
Fonte: Direção-Geral do Orçamento Notas:
(a) Os movimentos negativos em RNAP foram registados com data-valor de 19 de fevereiro de 2019.
(b) Também em 15 de abril de 2019, e com a mesma data-valor, foi efetuado o movimento contrário de afetação da «Cobrança escritural» desta receita extraorçamental (classificação 17.02.02.01.01).
(c) O movimento negativo em RNAP foi registado com data-valor de 08 de maio de 2019.
(d) Também, em coordenação com o IGCP, o movimento negativo na tesouraria do Estado foi registado com data-valor de 27 de maio de 2019.
(e) Inclui, com data-valor de 22 de maio de 2018, a aplicação em 2018 do remanescente do produto de empréstimos que transitou de 2017, no valor de 563 738 228,20 euros (no seguimento do fecho da CGE2017).
Antecipação dos saldos do Capítulo 60 do orçamento de despesa de 2018 do Ministério das Finanças (Despesas excecionais)
Traduz um aumento de cerca de 0,8 milhões de euros nos fundos entrados, escriturados no ano de 2018 como Reposição Abatida aos Pagamentos (RAP).
De acordo com o artigo 137º da Lei nº 114/2017, de 29 de dezembro (Lei do Orçamento do Estado para 2018), os saldos das dotações afetas às rubricas da classificação económica «Transferências correntes», «Transferências de capital», «Subsídios», «Ativos financeiros» e «Outras despesas correntes», inscritas no OE2018 no Capítulo 60 do Ministério das Finanças, podiam ser utilizados em despesas cujo pagamento fosse realizável até 15 de fevereiro de 2019, desde que a obrigação para o Estado tivesse sido constituída até 31 de dezembro de 2018 e fosse nessa data conhecida ou estimável a quantia necessária, sendo os valores depositados em conta especial destinada ao pagamento das respetivas despesas. O montante em causa representa 37,4 milhões de euros, dos quais 3,3 milhões
Valor Data-valor Data do
movimento Antecipação do Saldo do Capítulo 60 do MF do OE2018:
Contabilização de RAP da DGTF em 2018 (a) 764 991,01 31/12/2018 01/03/2019
Receita multi-imposto (excessos) - AT:
Estorno para OET (b) -9 228 647,03 31/12/2018 15/04/2019
Antecipação de RNAP de 2019
Contabilização de RAP da Comissão para a Cidadania e a Igualdade do
Género (GAFPCM-CIG) em 2018 (c) 1 079,83 31/12/2018 08/05/2019
Contabilização de RAP da Marinha em 2018 (c) 2 380,29 31/12/2018 08/05/2019
Contabilização de RAP da Direção-Geral do Ensino Superior-Fundo de Ação
Social (DGES/FAS) em 2018 (c) 4 157,42 31/12/2018 08/05/2019
Contabilização de RAP da Direção-Geral do Emprego e das Relações de
Trabalho (DGERT) em 2018 (c) 1 011,19 31/12/2018 08/05/2019
8 628,73 Antecipação de receita para 2018
Comissão para a Cidadania e a Igualdade do Género (GAFPCM-CIG) (d) 137 995,27 31/12/2018 27/05/2019 Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) (d) 39 650,00 31/12/2018 27/05/2019 Comissão Nacional para a Promoção de Direitos e Proteção das Crianças e
Jovens (CNPDPCJ) (d) 15 000,00 31/12/2018 27/05/2019
192 645,27 Passivos financeiros - IGCP:
Movimentos de janeiro a novembro (exec. provisória) (e) 60 730 593 702,19
Movimentos de dezembro (execução provisória) 7 792 776 995,53 31/12/2018 17/01/2019 Operações de encerramento (apuramento):
Ajustamento/Fecho provisório da execução orçamental -663 468 749,36 31/12/2018 15/02/2019
Apuramento final/Encerramento da CGE -59 162 266,76 31/12/2018 17 e 18/06/2019
67 800 739 681,60 Designação dos movimentos
contabilizados no SGR da DGO
Operações de encerramento da CGE2018
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de euros seriam para fazer face a pagamentos de subsídios e indemnizações compensatórias e 34,1 milhões de euros destinar-se-iam ao pagamento de ativos financeiros. Tendo-se constatado a existência de saldo, a DGTF, em 19 de fevereiro de 2019, procedeu à entrega na tesouraria do Estado de cerca de 0,8 milhões de euros como Reposição Não Abatida aos Pagamentos. Esta operação de retroação do saldo entregue em 2019 para a execução de 2018, através da sua escrituração como Reposição Abatida aos Pagamentos, permitiu corrigir a despesa paga no ano de 2018, tornando a execução orçamental mais rigorosa.
Receita multi-imposto (excessos)
Reflete o abate à cobrança, na classificação económica de receita extraorçamental «Receita multi-imposto (excessos)», do saldo que se encontrava por regularizar no final do ano e decorre da necessidade de conciliação da contabilidade orçamental e da tesouraria do Estado. Esta receita corresponde a excessos que os contribuintes declararam e pagaram através de guias multi-imposto, face aos valores que efetivamente deveriam ser pagos, e que ainda não foram objeto de devolução através de restituição.
No âmbito das operações de encerramento da CGE2018, sabendo-se que os valores em causa não constituem, na realidade, receita do Estado, promoveram-se os seguintes registos:
• Abate à receita do «Capítulo 17 — Operações Extraorçamentais» de 2018, através da figura de «Pagamento escritural de restituições», do valor acumulado de cobrança líquida registado na rubrica 17.02.02.01.01, por compensação em entrada numa conta de operações específicas do Tesouro (OET), com data-valor de 31 de dezembro 2018;
• Em seguida, realização de movimento contabilístico inverso, com data de 15 de abril de 2019, consubstanciado numa saída da referida conta de OET, por compensação em registo na
«Cobrança Escritural» do Capítulo 17, rubrica 17.02.02.01.01, em 2019.
No final do ano de 2018, conhece-se o valor acumulado dos excessos da receita multi-imposto na posse da AT, que ainda não foram devolvidos aos contribuintes, sendo que o valor também consta dos registos do SGR da DGO. Ao proceder-se à sua conversão em receita do ano de 2019, permite-se que possam ser compensadas as devoluções que venham a ocorrer no ano.
Antecipação de Reposições Não Abatidas nos Pagamentos
Traduz o tratamento de montantes que são abatidos à despesa de 2018, ascendendo a um total de 8628,7 euros, estando sustentadas pelo nº 1 do artigo 37º do Decreto-Lei nº 33/2018, de 15 de maio (estabelece as normas de execução do Orçamento do Estado para 2018 — OE2018), remetendo para o nº 4 da Circular nº 1341, Série A, da Direção-Geral do Orçamento (DGO), de 21 de abril de 2008. A sua necessidade reside no facto de:
• Regularização do registo contabilístico de guias de reposição abatidas aos pagamentos (RAP) que foram registadas no sistema local (GeRFIP) da Comissão para a Cidadania e a Igualdade do Género (GAFPCM-CIG), da Marinha e da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), mas não nos respetivos SGR;
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Conta Geral do Estado de 2018• Necessidade de refletir no SGR uma RAP, de verbas do Fundo Social Europeu, para permitir a transição do saldo e possibilitar a sua utilização em 2019, uma vez que a entidade em causa, Direção-Geral do Ensino Superior — Fundo de Ação Social (DGES/FAS), realizou despesa em dezembro de 2018 referente a pagamento de bolsas a estudantes do ensino superior financiadas com as verbas do Fundo Social Europeu, sendo que alguns pagamentos foram estornados no último dia do ano e a entidade só em janeiro de 2019 deu conta da situação.
Regularização de receita não registada na tesouraria do Estado
Decorre do facto de um conjunto de entidades terem reconhecido no sistema local de contabilidade (GeRFIP) operações de despesa sobre verbas levantadas em 2018 (PLC de 2018) sem contudo ter sido realizado o devido reconhecimento da receita na contabilidade orçamental do Estado (SCR e SGR), bem como o adequado reflexo na Tesouraria do Estado.77 Estas regularizações são sustentadas pelo nº 6 do artigo 22º do Decreto-Lei nº 33/2018, de 15 de maio (estabelece as normas de execução do Orçamento do Estado para 2018). A sua necessidade reside no facto de, em três casos, se ter procedido à realização de despesa sem previamente, e ainda em 2018, se ter reconhecido orçamentalmente a receita que cobriria essa despesa.
Operação final de encerramento da Conta Geral do Estado — «Passivos financeiros — IGCP»
Releva a realização dos movimentos contabilísticos necessários à existência do equilíbrio entre a despesa total paga e a receita total arrecadada (incluindo os valores contabilizados em «Ativos financeiros» e os que, até esse momento, foram registados em «Passivos financeiros») no subsetor Estado.