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os transportes aéreos e o programa do U.S Department of Transportation

208 Eco, op.cit., p.153.

5.3 origens históricas: da sinalização e pictografia à sinalética moderna 1 pictogramas e modernos sistemas de signos

5.3.3 os transportes aéreos e o programa do U.S Department of Transportation

Aeroportos internacionais, transporte de mercadorias, e até mesmo eventos como feiras, congressos internacionais ou acontecimentos desportivos importantes, obrigavam as equipas de designers gráficos à criação constante de novos pictogramas, como parte de programas de sinalética que visavam transmitir informação de uma forma rápida e simples. Todavia, o desenvolvimento destes programas envolvia um considerável dispêndio de tempo (e dinheiro), havendo quem considerasse esta quase “sobreposição” de esforços desnecessária e, até, contraproducente.90

86

F. G. Droste, “The Grammar of Traffing Regulations”, in Semiótica, n.º 5-6, 1972, pp. 257-262; apud Aicher e Krampen, op.cit., p. 107. 87 J. Costa, op.cit., p.121. 88 Ibid. 89 Ibid., p.120.

90 O desenho de programas de sinalética levanta problemas novos, relativamente ao dos sinais de trânsito. De um

modo geral, sinalética significa o desenho de pictogramas novos e específicos, para situações concretas. Até ao momento, porém, as opiniões sobre o assunto dividem-se: Aicher e Krampen (op. cit., pp. 5, 129), por exemplo, são a favor duma normalização / unificação dos sinais; Joan Costa, ou os autores do recentemente editado Signage

“In 1974, the United States Department of Transportation commissioned the American Institute of Graphic Arts (AIGA), the nation's oldest professional graphic design organization, to create a master set of thirty-four passenger-and pedestrian- oriented symbols for use in transportation-related facilities. …bridging language barriers and simplifying basic messages at domestic and international transportation facilities was the goal.”91

Uma comissão de cinco designers encabeçada por Thomas H. Geismar, foi escolhida para consultora e avaliadora do projecto.

O primeiro passo consistia numa compilação e inventário dos sistemas de símbolos já existentes. Exemplos, manuais, e material de pesquisa recolhido em diversos pontos do globo (basicamente os próprios E.U.A., Canada, México, Europa e Japão), num total de 28 fontes diferentes, foram reunidos e compilados. Soluções anteriores foram estudadas e procurou-se determinar a melhor aproximação para cada problema; após ter avaliado o valor semântico, sintáctico, e pragmático dos

programas existentes92, a comissão redigiu uma série de recomendações julgadas

necessárias para a escolha e redesenho dos símbolos. O conjunto final foi

projectado por Roger Cook e Don Shanosky, de Cook and Shanosky Associates, de Princeton, Nova Jersey.

Este esforço foi considerado um importante passo na meta da unificação de sinais visando uma comunicação gráfica mais eficaz, capaz de transcender barreiras culturais e linguísticas. Em 1981, foi publicado um manual de 288 páginas com valiosa informação sobre o processo utilizado pela comissão para a avaliação dos

Design for Public Spaces (James G. Trulove et al., This Way: Signage Design for Public Spaces. Gloucester –

Massachusetts: Rockport, 2000) argumentam precisamente no sentido contrário. De facto, os primeiros situam-se numa linha “purista” do design de informação, e a sua sugestão vai obviamente contra as políticas do “design de identidade” e da corporate identity, cf. infra, 5.3.4.

91

Philip B. Meggs, A History of Graphic Design. New York: van Nostrand Reinhold, 1991, 2.ª ed., pp.399. Cf. também The American Institut of Graphic Arts, Symbol Signs , Nova Iorque: Hasting House, 1981, pp. 9 e s.

92

Cf. The American Institute of Graphic Arts, Symbol Signs…, p.20:

“All visual communication, including symbols, have three distinct dimensions; semantic, syntactic, and pragmatic. The strengths and weaknesses of every symbol can be evaluated in relation to these basics of communication. -The semantic dimension refers to the relationship of a visual image to a meaning.

How well does this symbol represent the message?

Do people fail to understand the message that the symbol denotes? Do people from various cultures misunderstand this symbol? Do people of various ages fail to understand this symbol? Is it difficult to learn this symbol?

Has this symbol already been widely accepted?

Does this symbol contain elements that are unrelated to the message?

-The syntactic dimension refers to the relationship of one visual image to another. How does this symbol look?

How well do the parts of this symbol relate to each other? How well does this symbol relate to other symbols?

Is the construction of this symbol consistent in its use of figure/ground, solid/outline, overlapping, transparency, orientation, format, scale, color and texture?

Does this symbol use a hierarchy of recognition? Are the most important elements recognized first?

Does this symbol seriously contradict existing standards or conventions?

Is this symbol, and its elements, capable of systematic application for a variety of interrelated concepts? -The pragmatic dimension refers to the

relationship of a visual image to a user. Can a person see the sign?

Is this symbol seriously affected by poor lighting conditions, oblique viewing angles, and other visual 'noise'? Does this symbol remain visible throughout the range of typical viewing distances?

Is this symbol especially vulnerable to vandalism? Is this symbol difficult to reproduce?

Can this symbol be enlarged and reduced successfully?

In actuality, these three dimensions are interrelated in complex ways. Nevertheless, recognizing them makes it possible to l ogically isolate and evaluate specific qualities.”

pictogramas preexistentes e preparação do projecto.93 O programa DOT, de copyright livre, serviu ainda de base a novos sistemas de sinais, nos EUA 94 e noutros países, encontrando-se hoje amplamente divulgado.

93 A AIGA, em colaboração com o U.S. Department of Transportation (DoT) publicou dois relatórios. O primeiro,

datado de 1974, recomendava a adopção de um sistema-base de 34 pictogramas e sinais; o segundo, publicado em 1979, não só acrescentava 16 novos sinais, como fornecia também uma série de standards para uso e aplicação dos mesmos. Finalmente, toda a informação foi compilada em livro: The American Institut of Graphic Arts, Symbol Signs , Nova Iorque: Hasting House, 1981. Uma última revisão/actualização dos sinais, introduzindo algumas pequenas alterações, teve lugar em 1993. O programa DOT encontra-se actualmente disponível on line, no site da AIGA, http://www.aiga.org/content.cfm?ContentID=147

94

Entre outros: NRS - National Recreation Symbols, EUA, 1982-85; Add. DOT – Addendum [to DOT]: Symbol Signs Abroad Commercial Aircraft, EUA, s.d. [1993?] ; IPS - The International Pictograms Standard, EUA, 1995; STF - Symbols for Transit Facilities, do Transit Cooperative Research Program (TCRP) EUA, 1996.

Figura 5.8: AIGA, Symbol Signs, Nova Iorque: Hasting House, 1981.

Figura 5.9 (embaixo):

diversos exemplos da utilização de pictogramas DOT – Centro Comercial Monumental, Lisboa; entrada sul do Cemitério do Prado do Repouso Porto; graffiti feminista na Rua Sá da Bandeira, Porto; e Exposição de Ciência Tsukuba, em Tóquio (in Yukio Ota, p.148)

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