• Nenhum resultado encontrado

J. Pediatr. (Rio J.) vol.93 número4

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "J. Pediatr. (Rio J.) vol.93 número4"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

www.jped.com.br

ARTIGO

ORIGINAL

Comparison

of

body

composition

and

adipokine

levels

between

thin

and

normal-weight

prepubertal

children

Jadwiga

Ambroszkiewicz

a,∗

,

Joanna

Gajewska

a

,

Katarzyna

Szamotulska

b

,

Gra˙

zyna

Rowicka

c

,

Witold

Klemarczyk

c

e

Magdalena

Chełchowska

a

aInstituteofMotherandChild,ScreeningDepartment,Varsóvia,Polônia

bInstituteofMotherandChild,DepartmentofEpidemiologyandBiostatistics,Varsóvia,Polônia cInstituteofMotherandChild,DepartmentofNutrition,Varsóvia,Polônia

Recebidoem24dejunhode2016;aceitoem8denovembrode2016

KEYWORDS

Leptin; Adipomectin; Bodycomposition; Thinness;

Children

Abstract

Objective: Thinness can have substantial consequences for child development and health. Adipokines,includingleptinandadiponectin,playasignificantroleintheregulationof impor-tantmetabolicfunctions.Theaimofthisstudywastoinvestigateassociationsbetweenbody compositionandserumleptinandadiponectinlevelsinthinandnormal-weightchildren. Methods: Theauthorsexamined100healthyprepubertalchildren,whoweredividedintotwo subgroups:thin(n=50)andnormal-weightchildren (n=50).Body compositionwas assessed bydual-energyX-rayabsorptiometry.Serumconcentrationsofadipokinesweredeterminedby immunoenzymaticassays.

Results: Thinchildrenhadasimilarbodyheightbutsignificantlylower(p<0.0001)bodyweight, bodymassindex,fatmass,leanmass,andbonemineralcontentcomparedwithnormal-weight children.Serumconcentrationsofleptinwereabout2-foldlower(p<0.0001)inthinvs. normal--weightsubjects.Serumlevelsoftotaladiponectin,adiponectinmultimers,andsolubleleptin receptor (sOB-R) were similar in bothgroups. The leptin/soluble leptin receptorratio and leptin/adiponectinratioswerelower(p<0.0001)inthinvs.normal-weightchildren.Inboth groupsofchildren,itwasfoundthatbodycompositionparameterswerepositivelyrelatedwith leptinbutnotwithadiponectinlevels.Additionally,bonemineralcontentwaspositivelyrelated withbodymassindex,fatmass,leanmass,andleptinlevelinthinandnormal-weightchildren.

DOIserefereaoartigo:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2016.11.004

Comocitaresteartigo:AmbroszkiewiczJ,GajewskaJ,SzamotulskaK,RowickaG,KlemarczykW,ChełchowskaM.Comparisonofbody

compositionandadipokinelevelsbetweenthinandnormal-weightprepubertalchildren.JPediatr(RioJ).2017;93:428---35.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](J.Ambroszkiewicz).

2255-5536/©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileiradePediatria.Este ´eumartigoOpenAccesssob

(2)

Conclusions: Prepubertalthinchildren havedisturbancesinbodycompositionandadipokine profile.Earlyrecognitionofthinnessanddeterminationofbodycompositionparametersand adipokinelevelscanbeusefulinmedicalandnutritionalcareofthinchildrenforthe optimi-zationofbonemineralaccrual.

©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.onbehalfofSociedadeBrasileiradePediatria.Thisis anopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).

PALAVRAS-CHAVE

Leptina; Adiponectina; Composic¸ãocorporal; Magreza;

Crianc¸as

Comparac¸ãodacomposic¸ãocorporaledosníveisdeadipocinaentrecrianc¸as pré-púberesmagrasecompesonormal

Resumo

Objetivo: A magrezapodeterconsequênciassubstanciaisparaodesenvolvimentoeasaúde dascrianc¸as.Asadipocinas,inclusivealeptinaeaadiponectina,desempenhamumpapel sig-nificativonaregulac¸ãodeimportantesfunc¸õesmetabólicas.Oobjetivodoestudofoiinvestigar asassociac¸õesentreacomposic¸ãocorporaleosníveisséricosdeleptinaeadiponectinaem crianc¸asmagrasecompesonormal.

Métodos: Examinamos 100 crianc¸as pré-púberes saudáveis, divididas em dois subgrupos: crianc¸asmagras(n=50)ecompesonormal(n=50).Acomposic¸ãocorporalfoiavaliadapelo métododeabsorciometriadeduplaenergiaderaiosX.Asconcentrac¸õesséricasdasadipocinas foramdeterminadasporensaiosimunoenzimáticos.

Resultados: As crianc¸as magras apresentaram altura semelhante, porém peso corporal (p<0,0001),índice demassacorporal (IMC),massagorda,massamagraeconteúdomineral ósseo(CMO) significativamentemenores emcomparac¸ãocomcrianc¸ascompesonormal. As concentrac¸õesséricasdeleptinaforamaproximadamenteduasvezesmaisbaixas(p<0,0001) emindivíduosmagrosdoqueemcrianc¸ascompesonormal.Osníveisséricosdeadiponectina total, multímerosdeadiponectinaereceptor deleptinasolúvel(sOB-R) foramsemelhantes em ambos os grupos. Os índicesde leptina/sOB-Re leptina/adiponectina foram inferiores (p<0,0001)em crianc¸as magras doquecrianc¸ascom pesonormal. Em ambosos gruposde crianc¸asdescobrimosqueosparâmetrosdecomposic¸ãocorporalestavampositivamente rela-cionadosàleptina,porémnãoaosníveisdeadiponectina.Alémdisso,observamosqueoCMO estavapositivamenterelacionadoaoIMC,àmassagorda,àmassamagraeaoníveldeleptina emcrianc¸asmagrasecompesonormal.

Conclusões: Ascrianc¸aspré-púberesmagrastêmalterac¸õesnacomposic¸ãocorporalenoperfil de adipocinas.Oreconhecimentoprecocedamagreza eadeterminac¸ãodosparâmetrosde composic¸ãocorporaledosníveisdeadipocinapodemserúteisnocuidadomédicoenutricional decrianc¸asmagrasparaaprimoramentodoacúmulomineralósseo.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileiradePediatria.Este ´

eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).

Introduc

¸ão

Éamplamentereconhecidoqueosobrepesoeaobesidade

nainfânciadevemsermonitoradosdepertopormotivosde políticadesaúdepública.1Contudo,poucainvestigac¸ão

queexaminea prevalênciadamagrezana primeira infân-cia, apesar das possíveis consequências negativas para a saúdeeodesenvolvimentoaolongodavida.Oíndicemais amplamenteestudadodesituac¸ãonutricionalemadultoséo índicedemassacorporal(IMC).Contudo,amagrezanão sig-nificaomesmoemadultosecrianc¸as.AOrganizac¸ãoMundial deSaúde(OMS)defineamagrezacomoIMCabaixodoquinto percentildosvaloresdereferênciaparacrianc¸ascompeso normal.Coleetal.2propuseramumanovadefinic¸ãogradual

demagrezanainfânciaeadolescência,combasenosdados internacionaisagrupadosdoIMCeassociadosaospontosde corteparaadultosrecomendadospelaOMS.Essescortesdo

IMCinternacionalpossibilitamasdistinc¸õesentrediferentes grausdemagreza:grau1(17a<18,5---magrezaleve),grau 1(16a<17---magrezamoderada)egrau3(<16---magreza grave).

Naliteratura,hámuitosestudosqueapresentama preva-lênciadamagrezanainfância,inclusivemagrezagrave,em paísesdebaixarenda.3,4Amagrezatambémfoiobservada

em7-11%dascrianc¸asjaponesase5-6%dascrianc¸as austra-lianascommaiorproporc¸ãoemmeninasdoquemeninos.5,6

Empaísesdesenvolvidoseuropeus,amagrezafoi relatada comvariac¸ãode4,8%a11,9%emmeninase3,1%a9%em meninos,porém essa prevalênciadifereporidade, sexoe região.7,8NaPolônia,adependerdopadrãousado,a

preva-lênciadamagrezafoidiagnosticadaem6-8%dosmeninose 9-11%dasmeninas.9

(3)

massa óssea, massa magra e massa gorda, sãorelevantes parao desenvolvimentoeavidasaudáveldacrianc¸a.10 As

mudanc¸asnacomposic¸ãocorporal,principalmentenamassa gordaeemsuadistribuic¸ão,estãoassociadasaalterac¸õesna secrec¸ãodeadipocinaspelotecidoadiposo.Entreas adipo-cinas,aleptinaeaadiponectinasãodeparticularinteresse devidoàssuasfunc¸õesbiológicasopostasesuaassociac¸ãoao pesocorporal.Aleptinaéumhormônioderivadodo adipó-cito,quedesempenhaumpapelnãoapenasnaregulac¸ãodo apetite,dacapacidadereprodutoraedoconsumode ener-gia,mastambémnometabolismoósseopormeiodesuaac¸ão parácrinaouautócrinaem vários sistemas.Osestudos clí-nicostêmmostradoqueaconcentrac¸ãoséricadeleptinaé proporcionalaopesocorporaltotaleàmassagorda.Os auto-resrelataramníveisséricoselevadosdeleptinanaobesidade ereduzidosemcondic¸õesdebaixopeso corporal.11 A

lep-tinainteragediretamentecomoreceptordeleptina(OB-R), que, em humanos, existe em quatro isoformas conheci-das com diferentesdomínios citoplasmáticos C-terminais. O receptor de leptina solúvel (sOB-R) representa a prin-cipal atividade de ligac¸ão de leptina no sangue humano, regulaosníveisdeleptina,ligaleptinalivrenacirculac¸ãoe impedeadegradac¸ãoedepurac¸ãohormonal.12A

adiponec-tinaé outra adipocina biologicamente ativa expressa por adipócitosmaduros.Estruturalmente,aadipocinapertence à superfamília dos colágenos. Suas subunidades monomé-ricas, constituídas de um domínio globular C-terminal, sãooligomerizadas em trímerosque são ainda mais asso-ciados por meio de ligac¸ões dissulfeto com domínio de colágenoparaformarcomplexospoliméricosdeuma estru-tura maior (hexâmeros). Em soro, a adiponectina circula em adiponectina de alto peso molecular (APM), de peso molecular médio (PMM) e baixo peso molecular (BPM). A adiponectina de APM parece ser uma forma ativa e o índicedeadiponectinadeAPM/totaléummelhorindicador de alterac¸ões metabólicas do que a adiponectina total.13

A adiponectina desempenha um papel em muitos proces-sosfisiológicos,inclusive ometabolismo decarboidratose ácidos graxos, resistência à insulina, inflamac¸ão e meta-bolismo ósseo. Estudos mostram que os níveis séricos da adiponectina estão inversamente relacionados ao IMC, à massa gorda e à densidade mineral óssea em crianc¸as e adultos.14

Até o momento, estudos relacionados à composic¸ão corporal e aos níveis de adipocina focam principalmente em pacientes obesos. Os autores relataram hiperleptine-miaehipoadiponectinemia emassociac¸ãocomoaumento na resistência à insulina, diabete e síndrome metabólica nesses indivíduos.15---17 Até agora, houve relatos limitados

sobre a composic¸ão corporal e os níveis séricos da adi-pocinaem indivíduos magros,principalmente em crianc¸as pré-púberes.Trata-sedeumproblema importante, poisa prevalênciadamagrezaentreascrianc¸as, principalmente nasmeninas,aumentou,deacordocomosdadosdevários países.

O objetivo do presente estudo foi a) examinar as diferenc¸as na composic¸ão corporal e nos níveis de adi-pocina entre crianc¸as pré-púberes magras e com peso e b) investigar a possível associac¸ão entre os parâ-metros bioquímicos e antropométricos nesses grupos de crianc¸as.

Métodos

O estudo incluiu 100 crianc¸as entre 5 e 10 anos recruta-dasentrejaneirode2014enovembrode2015deumgrupo

de pacientes consecutivos que buscaram aconselhamento

nutricional noDepartamento deNutric¸ão doInstitutoMãe eFilhoemVarsóvia.Ascrianc¸aselegíveisparaparticipardo estudoestavam,emgeral,saudáveis,bemalimentadas,sem doenc¸as endócrinas ousíndromesgenéticas, sem doenc¸as quepudessemafetarasituac¸ãonutricional,ocrescimento e odesenvolvimentopúbere enãonecessitavamde inges-tãoconstantedemedicamentos.Todasascrianc¸asresidiam emumaáreaurbanaemfamíliascomboasituac¸ão econô-micaecontinuaramem dietamista.Oestágiopuberalfoi avaliadodeacordocomaescaladeTanner.Ascrianc¸as clas-sificadas como estágio 1 de Tanner foram incluídas neste estudo,porémosindivíduosqueapresentaram

desenvolvi-mento púbere foramexcluídos. Deacordo com os pontos

decortedoIMCinternacionaldeCole,osindivíduosforam divididosemdoisgrupos:crianc¸asmagras(n=50)ecrianc¸as compesonormal(n=50).

Oestudofoi conduzidodeacordocom osprincípiosda Declarac¸ãodeHelsinqueefoiaprovadopeloComitêdeÉtica do Instituto Materno-Infantil. O consentimento informado escritofoiobtidodetodosospaisdascrianc¸asantesdesua participac¸ãonoestudo.

Foramfeitasasmedic¸õesantropométricas,comoaltura epesocorporal.Aalturafoimedidacomumestadiômetroe registradacomumaprecisãode0,1cmeopesocorporalfoi avaliadosemroupacomumabalanc¸acalibradaparaomais próximode0,1kg.OIMCfoicalculadocomopesocorporal (kg) dividido pelaaltura ao quadrado (m2).A composic¸ão

corporal(massagorda---MG,massamagra---MM,conteúdo mineralósseo---CMO)foimedidaporabsorciometriaderaios Xdeduplaenergia(DXA)comosistemaLunarProdigycom versão pediátrica do software 9.30.044 (General Electric Healthcare,WI,EUA).Todasascrianc¸asforammedidaspor

umaequipetreinadacomosmesmosequipamentos,comas

técnicasdeposicionamentopadrão.

As amostras de sangue venoso foram coletadas entre

8h e 10h, após jejumnoturno e centrifugadas a1.000 xg por 10minutosa 4◦C. As amostrasséricas foram armaze-nadas a −20◦C até o ensaio bioquímico, porém por não maisdedoismeses.Determinamosasconcentrac¸õesde lep-tinaereceptordeleptinasolúvel(sOB-R)comoskitsElisa (DRGDiagnostics,Marburg,Alemanha).As variac¸ões intra-ensaio(coeficientedevariac¸ão,%CV)foram5,95%e7,10% paraleptinaesOB-R,respectivamente.OsCVs interensaio foram8,66%e6,21%paraleptinaesOB-R,respectivamente. Osníveis séricosde adiponectina totale seus multímeros foramdeterminados como kit ElisadaAlpco (Salem,NH, EUA).Esse ensaio é projetadopara adeterminac¸ão quan-titativa daadiponectinatotal,bemcomo adiponectinade alto peso molecular (APM), peso molecular médio (PMM), baixo peso molecular (BPM). Osmultímeros de adiponec-tinaforammedidosdeformaseletivaapóspré-tratamento

da amostra com duas proteases que digeriram

especifi-camente as formas triméricas ou formas hexaméricas ou

triméricas. Com esse método, a adiponectina total e de

APMforamdeterminadas diretamente,porém a

(4)

Tabela1 Característicasdascrianc¸aseaantropometria

Crianc¸asmagras Crianc¸ascompesonormal valordep

n=50 n=50

Característicasnoiníciodavida

Sexodacrianc¸a(masculino/feminino) 25/25 26/24 0,841

Pesoaonascer(g)a 3.123

±569 3.316±652 0,160

Idadematernal(anos)b 30(27-32) 29(25-31) 0,134

Idadegestacional(semanas)b 40(38-40) 40(38-40) 0,663

ÍndicedeApgarb 10(9-10) 10(10-10) 0,113

Característicasdacrianc¸anaconsulta

Idade(anos)b 6,9(6,0-8,0) 6,9(5,1-8,9) 0,614

Pesocorporal(kg)a 19,8±4,6 24,7±6,5 <0,001

Altura(cm)a 120,3±11,7 123,3±12,3 0,215

IMC(kg/m2)a 13,5±0,6 16,0±1,5 <0,001

EscorezdeIMCb 1,29(1,43a1,10) 0,12(0,56-0,28) <0,001

Massagorda(%)a 18,3±6,3 21,3±6,4 0,021

Massagorda(kg)a 3,16±1,12 5,21±2,72 <0,001

Massamagra(kg)a 14,7±4,4 18,2±4,1 <0,001

CMOtotal(kg)a 0,63±0,24 0,84±0,24 <0,001

CMOdacoluna(kg)a 0,05

±0,02 0,07±0,02 <0,001 MG/MMa 0,23±0,10 0,28±0,11 0,018

OsdadossãoanalisadoscomotestetdeStudentaouotestedeMann-Whitneybeapresentadoscomovaloresmédiosa

±DP,medianasb

eintervalosinterquartis(percentis25-75).

CMO,conteúdomineralósseo;IMC,índicedemassacorporal;MG,massagorda;MM,massamagra.

APMdaconcentrac¸ãodeadiponectinadePMM+APM combi-nadaeaadiponectinadeBPMsubtraindoaconcentrac¸ãode PMM+APMcombinadadaadiponectinatotal.Nesseensaio, olimitededetecc¸ãofoide0,019ng/mL,osCVsintraensaio foram5,4%paraadiponectinatotale5,0%paraadiponectina deAPMeasvariac¸õesinterensaioforam5,0%e 5,7%para adiponectinatotaledeAPM,respectivamente.

Osresultadosobtidosforamanalisadosestatisticamente comosoftwareSPSS,versão23.0(IBMSPSS,Estatísticapara Windows,NY,EUA).Todasasvariáveisforamtestadaspara normalidadecomotestedeKolmogorov-Smirnov.Osdados

são apresentados como médias±desvio padrão (DP) para

dados distribuídosnormalmente oumedianas e intervalos interquartis (percentis 25 a 75) para distribuic¸ão assimé-trica.Asdiferenc¸asentreosgruposforamavaliadascomo testetdeStudentouotesteUdeMann-Whitney,conforme adequado.Asdiferenc¸asnosparâmetrosantropométricose bioquímicosentreascrianc¸as comgrau demagreza1,2e 3 foram avaliadas pelo teste exatode Jonckheere-Tentra (valordepparatendência).Fizemosanálisesderegressão multivariada,o CMO,aleptina (expressacomo 1n--- loga-ritmonatural)eaadiponectinacomovariáveisdependentes eosparâmetrosantropométricosebioquímicosselecionados como variáveis independentes (modelosseparados ajusta-dosparaidadeesexo)emgruposdecrianc¸asmagrasecom pesonormal.Umvalordepinferiora0,05foiconsiderado significativoemtodasasanálises.

Resultados

Osdados sobrea característicadas crianc¸as e a antropo-metriasãoapresentadosnatabela1.Ascrianc¸asemnosso estudoestavam,emgeral,saudáveis.Nãohouvediferenc¸a

nas características iniciais de vida, como idade materna, idade gestacional ouíndice de Apgar. As crianc¸as magras apresentaram peso ao nascer ligeiramente menor do que ascrianc¸ascompesonormal,porémessadiferenc¸anãofoi estatisticamentesignificativa.Ascrianc¸asmagrasnão dife-riramem idade, sexoouestatura em comparac¸ãocom as crianc¸as com peso normal. Contudo,osindivíduos magros apresentaram peso corporal, IMC, massa gorda e massa magra significativamente menores (p<0,001). Os valores medianos do CMO total e do CMO da coluna apresenta-ram reduc¸ão (p<0,001) no grupo de crianc¸as magras em comparac¸ãocomogrupodecrianc¸ascompesonormal.Além disso,oíndicedemassagorda(MG)/massamagra(MM) tam-bémfoimenor(p<0,05)emindivíduosmagros.

Com relac¸ão aos níveis de adipocina, constatamos um nível séricode leptina duas vezes maisbaixo do que nos parescom peso normal (tabela 2). Nos dois grupos estu-dados,não houve diferenc¸as nas concentrac¸ões totais de adiponectina e em seus multímeros (APM, PMM e BPM), bem como no receptor de leptina solúvel. Além disso, o percentualdeadiponectinadeAPM/adiponectinatotalfoi comparávelemcrianc¸asmagrasecompesonormal.Assim, os índices de leptina/sOB-R e leptina/adiponectina total foramsignificativamentemenores(p<0,0001)nascrianc¸as magras.

Deacordo com os pontos de corte de Cole, classifica-mosas crianc¸as magras em três subgrupos: grau 1 (74%), grau2 (20%)e grau3 (6%).Observamosdiferenc¸as signifi-cativasnopeso(p<0,01),IMC (p<0,001),escorezdeIMC (p<0,001),CMO(p<0,05),massamagra(p=0,056),CMOda coluna(p=0,054)entreossubgrupos(grau1a3)decrianc¸as magras(tabela3).

(5)

Tabela2 Concentrac¸õesséricasdeadipocinasemgruposdecrianc¸asmagrasecompesonormal

Crianc¸asmagras Crianc¸ascompesonormal valordep

n=50 n=50

Leptina(ng/mL)b 1,33(0,65-1,62) 3,06(1,60-5,18) <0,001

sOB-R(ng/ml)a 44,69±13,88 45,47±14,62 0,786

Adiponectinatotal(ng/mL)a 8,24

±2,21 8,46±2,47 0,647

AdiponectinadeAPM(ng/mL)a 4,81±1,42 5,05±1,97 0,486

AdiponectinadePMM(ng/mL)a 1,74±1,01 2,00±1,21 0,239

AdiponectinadeBPM(ng/mL)a 1,51±0,84 1,33±0,96 0,320

Leptina/sOB-Rb 0,03(0,02-0,04) 0,08(0,03-0,14) <0,001

Leptina/adiponectinab 0,15(0,07-0,24) 0,39(0,19-0,61) <0,001

APM/adiponectinatotal(%)a 58,25±9,74 58,52±11,92 0,903

OsdadossãoanalisadoscomotestetdeStudentaouotestedeMann-Whitneybeapresentadoscomovaloresmédiosa

±DP,medianasb

eintervalosinterquartis(percentis25-75).

APM,altopesomolecular;BPM,baixopesomolecular;PMM,pesomolecularmédio;sOB-R,receptordeleptinasolúvel.

(p<0,001),leptina(<0,001)receptordeleptina(p<0,05) em crianc¸as magras e com IMC (p<0,01), massa gorda (p<0,001),massamagra(p<0,001)eleptina(p=0,05)em indivíduos com peso normal (tabela 4). O nível séricode leptina foi altamente correlacionadoao IMC (p<0,001) e CMOdacoluna(p<0,001)em indivíduos magros,ao passo que no grupo de crianc¸as com peso normal encontramos umarelac¸ãoentrealeptinaeoIMC(p<0,01),massagorda (p<0,01) e CMO (p=0,05). Não observamos correlac¸ões

entreosníveisséricosdeadiponectinaeosparâmetrosde composic¸ãocorporalemambososgruposdecrianc¸as.

Discussão

Ambososextremosdoespectrodepeso,deobesidadeapeso abaixodamédia,poderãotergravesconsequênciassobrea saúdedaspessoas.Estudosempacientesobesose,nolado

Tabela3 Comparac¸ãodosparâmetrosantropométricosebioquímicosnossubgruposdecrianc¸asmagras(grau1,2e3)

Grau1demagreza (n=37)

Grau2demagreza (n=10)

Grau3de magreza(n=3)

valordep

Idade(anos) 7,2±1,7 6,7±1,9 7,3±1,7 0,546

Pesoaonascer(g) 3130±623 3102±219 3103±780 0,815

Peso(kg) 20,5±4,8 18,0±3,4 16,4±1,4 0,010

Altura(cm) 121,4±12,4 117,1±10,4 117,0±3,0 0,224

IMC(kg/m2) 13,8±0,4 12,9±0,2 12,0±0,4 <0,001

EscorezdeIMC −1,1(−1,2a

−1,1)

−1,7(−1,8a

−1,3)

−1,8(−2,2a

−2,2)

<0,001

Massagorda(kg) 3,25±1,14 2,95±1,17 2,85±0,96 0,328 Massagorda(%) 17,9±6,1 19,6±6,5 19,0±6,0 0,412 Massamagra(kg) 15,38±4,54 12,83±3,16 12,70±4,40 0,056 Índicedemassagorda/magra 0,23±0,10 0,24±0,10 0,25±0,13 0,406 CMO(kg) 0,674±0,259 0,529±0,159 0,505±0,162 0,048 CMOdacoluna(kg) 0,56±0,19 0,47±0,12 0,41±0,11 0,054 Leptina(ng/mL) 1,35(0,64-1,60) 1,21(0,64-1,99) 0,66

(0,59-0,60)

0,798

sOB-R(ng/mL) 45,3±14,4 45,1±13,4 36,2±8,6 0,606 Leptina/sOB-R 0,026

(0,017-0,039)

0,027 (0,014-0,047)

0,022 (0,018-0,035)

0,999

Adiponectina(ng/mL) 8,21±2,19 8,77±2,27 6,87±2,27 0,896 APM(ng/mL) 4,87±1,46 4,80±1,33 4,20±1,51 0,841 Leptina/adiponectina 0,16(0,06-0,24) 0,12(0,07-0,26) 0,10

(0,07-0,07)

0,791

APM/adiponectina(%) 59,0±10,6 54,7±6,9 60,8±2,8 0,558

Osdadossãoanalisadoscomoteste exatodeJonckheere-Terpstra (pparatendência)eapresentadoscomovaloresmédios±DPou medianaseintervalosinterquartis(percentis25-75)deacordocomastabelasanteriores.

(6)

Tabela4 RegressãomultivariadacomCMO,leptinaaadiponectinatotal,asvariáveisdependenteseosparâmetros antropo-métricosebioquímicossãoselecionadoscomasvariáveisindependentes(modelosseparadasajustadosparaidadeesexo)

Variáveisindependentes Crianc¸asmagras Crianc¸ascompesonormal

␤ ICde95%para␤ p B ICde95%para␤ p

BMC

IMC 0,127 0,043;0,212 0,004 0,036 0,011;0,062 0,006

Massagorda 0,034 −0,095;0,028 0,279 0,028 0,013;0,044 0,001

Massamagra 0,054 0,047;0,060 <0,001 0,047 0,036;0,058 0,001

Leptina 0,103 0,057;0,149 <0,001 0,012 −0,7001;0,024 0,050

sOB-R 0,005 0,002;0,009 0,042 −0,001 −0,004;0,002 0,705

Adiponectinatotal −0,006 −0,032;0,020 0,665 0,006 −0,010;0,022 0,462 AdiponectinadeAPM −0,018 −0,058;0,023 0,379 0,007 −0,014;0,029 0,506

Leptina/sOB-R 5,106 2,892;7,321 <0,001 0,286 −0,070;0,642 0,113

Leptina/Adiponectinatotal 0,864 0,494;1,233 <0,001 0,111 −0,001;0,223 0,051 AdiponectinadeAPM/total −0,001 −0,007;0,005 0,648 0,001 −0,003;0,004 0,637

Leptina

IMC 0,170 −0,204;0,544 0,365 0,280 0,180;0,452 0,002

Massagorda −0,165 −0,416;0,086 0,192 0,175 0,064;0,285 0,003

CMOdacoluna 28,212 13,166;43,258 <0,001 16,341 −2,719;35,400 0,091

Adiponectinatotal

IMC 0,056 0,992;1,103 0,915 −0,156 −0,660;0,347 0,535

Massagorda 0,085 −0,624;0,795 0,809 0,104 −0,217;0,424 0,517

CMO −0,728 −4,090;2,634 0,665 1,989 −3,412;7,391 0,462

CMOdacoluna −23,745 −71,028;23,537 0,317 8,046 −43,927;60,019 0,757

APM,adiponectinadealtopesomolecular;CMO,conteúdomineralósseo;IC,intervalodeconfianc¸a;IMC,índicedemassacorporal; sOB-R,receptordeleptinasolúvel;aleptinaéexpressacomo1n---logaritmonatural.

extremodoespectrodopeso,pacientescomanorexia ner-vosamostraramassociac¸õesentreacomposic¸ãocorporalea condic¸ãoóssea.18,19Emadultos,obaixopesocorporalé

esta-belecido como umavariável preditora de baixo conteúdo mineralósseoefatorderiscoparafaturas.Háapenas pou-cosrelatosqueavaliamacomposic¸ãocorporalemcrianc¸as magrassaudáveis.20---22

No presente estudo, observamos diferenc¸as na composic¸ão corporal com relac¸ão à menor massa gorda, massa magra e o índice de massa gorda/massa magra em crianc¸as magras em comparac¸ão aos pares com peso normal.Semelhanteanossosresultados,umestudoclínico conduzidonaAustráliademonstrouqueascrianc¸asmagras emidadeescolartinhammenosmúsculos,erammaisfracas emenosativasdoqueseusparescompesonormal.20 Esses

autores sugeriram que essas crianc¸as poderão ter vários problemas significativos de saúde, inclusive menor massa esquelética e maiorrisco de osteoporose na vida adulta. Emnossosindivíduosmagros,encontramosmenoresvalores medianos de CMO total, bem como CMO da coluna em comparac¸ãocomascrianc¸ascompesonormal.Nessegrupo de crianc¸as, o CMO esteve positivamente correlacionado comoIMC,amassamagra,onívelséricodeleptina,onível sérico desOB-R, o índice de leptina/sOB-R e o índice de leptina/adiponectina total.Alémdisso, Pietrobelli etal.21

relataram que a massa gorda e a massa magra estiveram associadas de forma independente ao conteúdo mineral ósseo em crianc¸as e adolescentes. Vaitkeviciute et al.,22

em um grupo de meninos com peso abaixo da média, observarammassacorporal,massagordaemassamagrae

CMO significativamente menores em comparac¸ão com os meninos com peso normal. Esses autores sugerem que a magrezana infância indicou umamaiorchance de menor densidade mineral óssea no futuro. Nossos resultados, bemcomo asobservac¸ões de outros estudos,corroboram ahipótese de que, em crianc¸as magras,há alterac¸ões na composic¸ão corporal e uma associac¸ão próxima entre a composic¸ão corporal e a densidade mineral óssea. Além disso,oestadoósseoduranteainfânciapodeserumforte preditorde estadoósseo na vida adulta jovem,momento emqueopicodemassaósseaéatingido.

Avanc¸os recentes de estudos básicos e clínicos confir-mam a importância das adipocinas em vários processos metabólicos.23 Dentre eles, a leptina e a adiponectina

sãohormôniosúnicos, poisseusníveis refletem ograu de acúmulo de gordura e parecem ser mediadores pleiotró-picos.Mudanc¸as nos níveis deadipocina tambémregulam ometabolismo ósseo. Váriosestudos mostrama dinâmica secretóriadaleptinaeadiponectinanoespectrodopesoeos autoresconcluíramqueoperfildasadipocinasemindivíduos magroseobesosédiferente.11,24

Há poucos relatos sobre os níveis de adipocina em indivíduos magros saudáveis. Ebert et al.25 observaram

níveisséricosdeadiponectinaeresistinasignificativamente maiores e menores concentrac¸ões de leptina em adultos magrossaudáveisemcomparac¸ãocomindivíduoscom sobre-peso/obesos.Contudo,Moscavitchetal.26relataramníveis

(7)

em adultos magros, em comparac¸ão com indivíduos com sobrepesoouobesosepacientescomdistúrbiosalimentares. Atéagora,emcrianc¸asmagraspré-púberes,aavaliac¸ãodas adipocinasséricasesuas inter-relac¸õescomacomposic¸ão corporalnãofoifeitaemdetalhes.Hápoucosestudossobre osmultímerosdeadiponectina.

Emumgrupodecrianc¸asmagras,observamosníveis séri-cosdeleptinasignificativamentemenoresemcrianc¸ascom pesonormaleconcentrac¸õessemelhantesdeadiponectina total,bemcomomultímerosdeadiponectinaemambosos grupos de crianc¸as. Assim,os índicesde leptina/receptor deleptinaeleptina/adiponectinaforamsignificativamente menoresem indivíduos magros.Da mesmaforma, Martos--Moreno et al.27 constataram concentrac¸ões de leptina e

valorescomparáveis deadiponectina totale adiponectina deAPMsignificativamentemenoresemcrianc¸aspré-púberes espanholasdoqueemcrianc¸asdogrupodecontrole.Além disso, Murdolo et al.,28 ao analisar crianc¸as pré-púberes

italianas, observaram que os níveis de leptina aumenta-ram progressivamente de crianc¸as magras para as com sobrepeso.Alémdisso,osautoresrelataramconcentrac¸ões comparáveisdeadiponectinatotalemindivíduosmagrose obesos,mastambémumatendênciadereduc¸ãodosníveis deadiponectinadeAPMemindivíduosobesos.Eles sugeri-ramqueoíndicedeleptinaeleptina/adiponectinadeAPM diferiu entre os indivíduos magros e com sobrepeso, que apresentaram adiposidade significativamente maior. Esses estudos,bemcomonossotrabalho,mostraramqueosperfis deadipocinaeramdiferentesemcrianc¸ascomváriosIMCs. Notavelmente, a leptina, em vez da adiponectina, surge como umindicador dograu de adiposidadena populac¸ão magrajovem.

Comoesperado,mostradosumaassociac¸ãopositiva sig-nificativaentreosníveisséricosdeleptinaeosparâmetros antropométricos em crianc¸as magrase com peso normal. Contudo, não observamos correlac¸ões entre os níveis de adiponectinae osparâmetrosde composic¸ão corporal em ambos os grupos de crianc¸as. Outros pesquisadores tam-bémencontraram correlac¸ões positivas entreosníveis de leptinae osparâmetrosde composic¸ão corporal em adul-tosecrianc¸as e sugeriramumaforteassociac¸ãodamassa gordacomaleptinaemtodasasidades,oqueé compatí-velcomoconceitodequealeptinaagecomoumsinalde adiposidade.29

Alguns estudosrelataram que várias características no início davida, como peso ao nascer, idade gestacional e idade materna ao nascer, podem estar associadas com o pesoeoriscodemagreza.8,30Emnossogrupodecrianc¸asdo

estudo,nãohouvediferenc¸assignificativasnopesoao nas-cer,índicedeApgar,idadegestacionalouidadematernano nascimento.Nossascrianc¸asmagrasestavamsaudáveissem desnutric¸ão ou distúrbios alimentares e quase 75% foram classificadascommagrezaleve.

Nosso estudo tinha algumas possíveis limitac¸ões. Pri-meiro,nossotamanhodaamostrafoirelativamentepequeno (principalmenteapósdividirosparticipantesemsubgrupos deacordocomosgrausdemagreza),quenãotempoder sufi-cienteparadetectarassociac¸õesmoderadascomrelevância estatística. Contudo, o grupo de estudo foi homogêneo; todasas crianc¸as eram brancas, comparáveis em idade e sexoemoravamemumaáreaurbana.Segundo,haviapoucos

dadosdetalhadossobreaatividadenutricionalefísicadas crianc¸as estudadas,porém essascrianc¸as eramsaudáveis, semdistúrbiosalimentaresecontinuaramemumadieta tra-dicionalmista.Terceiro,detectamosapenasconcentrac¸ões de leptina e adiponectina e nãomedimos outras adipoci-nas;contudo,planejamosdeterminar aresistina,visfatina e apelina em crianc¸as magras. Além disso, determinados não apenasasconcentrac¸ões totais deadiponectina, mas tambémosmultímerosdeadiponectinadeAPM,PMMeBPM. Em conclusão,nossos achados demonstram que, desde a idade pré-púbere, a magreza mostra uma composic¸ão corporale umpadrãodeadipocinas diferentes,com gran-des diferenc¸as nos níveis de leptina. Uma queda noCMO pode estar associada a menores níveis séricos de leptina eproporc¸õesdeleptina/adiponectinaemcrianc¸asmagras. O reconhecimento precoce do peso abaixo da média e do sobrepeso na juventude e o monitoramento das con-sequências sobreometabolismoósseosãoimportantesno aprimoramentodoacúmulomineralósseaenaprevenc¸ãode perdaóssea.Sugerimosqueomonitoramentodacomposic¸ão corporaledosníveisdeadipocinapossaserútilnos cuida-dosmédicosenutricionaisdecrianc¸asmagrasparaprevenir riscosàsaúdeereduziralgumasdoenc¸asnavidaadulta.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

ÀequipedoDepartamentodeClínicaMédica,Endocrinologia eDiabetologiadoHospitaldasClínicasCentraldoMinistério doInterioremVarsóviaporsuaajudanasmedic¸õesDXA.

Referências

1.deOnisM.Preventingchildhoodoverweightandobesity.J Pedi-atr(RioJ).2015;91:105---7.

2.ColeTJ,FlegalKM,NichollsD,JacksonAA.Bodymassindexcut offstodefinethinnessinchildrenandadolescents:international survey.BMJ.2007;335:194.

3.MonyekiMA,AwotidebeA,StrydomGL,deRidderJH,Mamabolo RL,KemperHC.Thechallengesofunderweightandoverweight inSouth Africanchildren: are we winning orlosingthe bat-tle. A systematic review. Int J Environ Res Public Health. 2015;12:1156---73.

4.PohBK,WongJE,NorimahAK,DeurenbergP.Differencesinbody buildinchildrenofdifferentethnicgroupsandtheirimpacton theprevalenceofstunting,thinness,overweight,andobesity. FoodNutrBull.2016;37:3---13.

5.ShirasawaT,OchiaiH,NanriH,NishimuraR,OhtsuT,Hoshino H,etal.Trendsofunderweightandoverweight/obesityamong Japaneseschoolchildren from2003 to2012,definedbybody massindex andpercentage overweightcutoffs.JEpidemiol. 2015;25:482---8.

6.CliffordSA,GoldL,Mensah FK,Jansen PW,LucasN, Nichol-sonJM,et al.Health-care costsofunderweight, overweight andobesity:Australianpopulation-basedstudy.JPaediatrChild Health.2015;51:1199---206.

(8)

8.PearceA,RougeauxE,LawC.Disadvantagedchildrenat gre-aterrelativeriskofthinness(aswellasobesity):asecondary dataanalysisoftheEnglandNationalChildMeasurement Pro-gramme and the UK Millennium Cohort Study. Int J Equity Health.2015;14:61.

9.GrajdaA,KułagaZ,GurzkowskaB,NapieralskaE,LitwinM. Regi-onaldifferencesintheprevalenceofoverweight,obesityand underweightamongpolishchildrenandadolescents.MedWieku Rozwoj.2011;15:258---65.

10.BialoSR,GordonCM.Underweight,overweight,andpediatric bonefragility:impactandmanagement.CurrOsteoporosRep. 2014;12:319---28.

11.BaskaranC,EddyKT,MillerKK,MeenaghanE,MisraM,Lawson EA.Leptinsecretorydynamicsandassociateddisorderedeating psychopathologyacrosstheweightspectrum.EurJEndocrinol. 2016;174:503---12.

12.SchaabM,KratzschJ.Thesolubleleptinreceptor.BestPract ResClinEndocrinolMetab.2015;29:661---70.

13.ArakiS,DobashiK,KuboK,AsayamaK,ShirahataA.High mole-cularweight,ratherthantotal,adiponectinlevelsbetterreflect metabolicabnormalities associatedwithchildhoodobesity. J ClinEndocrinolMetab.2006;91:5113---6.

14.MatherKJ,GoldbergRB.Clinicaluseofadiponectinasa mar-kerofmetabolicdysregulation.BestPractResClinEndocrinol Metab.2014;28:107---17.

15.GroeneveldMP,Huang-DoranI,SempleRK.Adiponectinand lep-tininhumansevereinsulinresistance---diagnosticutilityand biologicalinsights.Biochimie.2012;94:2172---9.

16.RedondoMJ,RodriguezLM,HaymondMW,HampeCS,SmithEO, BalasubramanyamA,etal.Serumadiposity-inducedbiomarkers inobeseandleanchildrenwithrecentlydiagnosedautoimmune type1diabetes.PediatrDiabetes.2014;15:543---9.

17.FalahiE,KhalkhaliRadAH,RoostaS.Whatisthebest biomar-kerformetabolic syndromediagnosis.Diabetes MetabSyndr. 2015;9:366---72.

18.FajeA,KlibanskiA.Bodycompositionandskeletalhealth:too heavy?Toothin?CurrOsteoporosRep.2012;10:208---16.

19.Misra M, Katzman DK, Cord J, Manning SJ, Mendes N, Herzog DB, et al. Bone metabolism in adolescent boys with anorexia nervosa. J Clin Endocrinol Metab. 2008;93: 3029---36.

20.O’DeaJA,AmyNK.Perceivedanddesiredweight,weight rela-tedeatingandexercisingbehaviours,andadvicereceivedfrom parentsamongthin,overweight,obeseornormalweight Aus-tralian childrenand adolescents. IntJ BehavNutrPhys Act. 2011;8:68.

21.Pietrobelli A, Faith MS, Wang J, Brambilla P, Chiumello G, Heymsfield SB.Association of leantissue and fat mass with bonemineralcontentinchildrenand adolescents.ObesRes. 2002;10:56---60.

22.VaitkeviciuteD,LättE,MäestuJ,JürimäeT,SaarM,PurgeP, etal.Physicalactivityandbonemineralaccrualinboyswith differentbodymassparametersduringpuberty:alongitudinal study.PLoSONE.2014;9:e107759.

23.KawaiM,dePaulaFJ,RosenCJ.Newinsightsintoosteoporosis: thebone-fatconnection.JInternMed.2012;272:317---29.

24.MisraM,KlibanskiA.Endocrineconsequencesofanorexia ner-vosa.LancetDiabetesEndocrinol.2014;2:581---92.

25.EbertT,RothI,RichterJ,TönjesA,KralischS,LossnerU,etal. Differentassociationsofadipokinesinleanandhealthyadults. HormMetabRes.2014;46:41---7.

26.MoscavitchSD,KangHC,FilhoRA,MesquitaET,NetoHC,Rosa ML.Comparisonofadipokinesina cross-sectionalstudywith healthyoverweight,insulin-sensitiveandhealthylean, insulin--resistantsubjects, assistedbya family doctorprimary care program.DiabetolMetabSyndr.2016;8:9.

27.Martos-MorenoGÁ,KratzschJ,KörnerA,BarriosV,HawkinsF, KiessW, et al.Serum visfatinand vaspinlevelsin prepuber-talchildren:effectofobesityand weightlossafterbehavior modificationsontheirsecretionandrelationshipwithglucose metabolism.IntJObes(Lond).2011;35:1355---62.

28.MurdoloG, NowotnyB,CeliF,DonatiM,BiniV,PapiF,etal. Inflammatoryadipokines, highmolecular weightadiponectin, andinsulinresistance:apopulation-basedsurveyinprepubertal schoolchildren.PLoSONE.2011;6:e17264.

29.SchoppenS,RiestraP,García-AnguitaA,López-SimónL,Cano B,de OyaI,etal. Leptinandadiponectin levelsinpubertal children:relationshipwithanthropometricvariablesandbody composition.ClinChemLabMed.2010;48:707---11.

Imagem

Tabela 1 Características das crianc ¸as e a antropometria
Tabela 3 Comparac ¸ão dos parâmetros antropométricos e bioquímicos nos subgrupos de crianc ¸as magras (grau 1, 2 e 3) Grau 1 de magreza (n = 37) Grau 2 de magreza(n=10) Grau 3 demagreza (n = 3) valor de p Idade (anos) 7,2 ± 1,7 6,7 ± 1,9 7,3 ± 1,7 0,546 Pe
Tabela 4 Regressão multivariada com CMO, leptina a adiponectina total, as variáveis dependentes e os parâmetros antropo- antropo-métricos e bioquímicos são selecionados com as variáveis independentes (modelos separadas ajustados para idade e sexo)

Referências

Documentos relacionados

11 described lower scores in all subscales and in the total scale score, noting that preterm infants with gestational age ≤ 29 weeks have motor skills that progress differently

Tabela 2 Pontuac ¸ão Silverman-Anderson e FiO2 três e seis horas após administrac ¸ão de surfactante em pacientes dos grupos de ML e TE taxa a/A e paCO2 três horas após a

Methods: Preterm infants (28---35 weeks of gestational age), weighing 1 kg or more, with respi- ratory distress syndrome, requiring nasal continuous positive airway pressure,

Todas as crianc ¸as foram monitoradas diariamente na UTIP após a intubac ¸ão e foram coletados os dados como número de doses de sedac ¸ão adicionais recebidas, número de dias

In 2007, a study from the present research group enrolling 35 pediatric patients showed that the number of additional doses of sedation that the child received during the intuba-

A variável explanatória foi a DPP e as covariáveis foram condic ¸ões socioeconômicas e demográficas maternas [idade, escolaridade, beneficiário do Programa Bolsa Família

The explanatory variable was PPD and the covariates were: maternal socioeconomic and demographic conditions [age, schooling, Bolsa Família Program (BFP) beneficiary (Fed-

Conclusões: As equac ¸ões desenvolvidas neste estudo podem ser usadas para avaliar o %GC das crianc ¸as em idade escolar e adolescentes mexicanos, pois têm uma maior validade e