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J. Pediatr. (Rio J.) vol.93 número4

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www.jped.com.br

ARTIGO

ORIGINAL

Equations

based

on

anthropometry

to

predict

body

fat

measured

by

absorptiometry

in

schoolchildren

and

adolescents

Luis

Ortiz-Hernández

,

A.

Valeria

Vega

López,

Norma

Ramos-Ibá˜

nez,

L.

Joana

Cázares

Lara,

R.

Joab

Medina

Gómez

e

Diana

Pérez-Salgado

UniversidadAutónomaMetropolitana(UAM),DepartamentodeSalud,CidadedoMéxico,México

Recebidoem17deabrilde2016;aceitoem24deagostode2016

KEYWORDS

Bodyfat;

Children; Adolescents; Mexico;

DualX-ray

absorptiometry; Anthropometry

Abstract

Objective: Todevelopandvalidateequationstoestimatethepercentageofbodyfatofchildren andadolescentsfromMexicousinganthropometricmeasurements.

Methods: Across-sectionalstudywascarriedoutwith601childrenandadolescentsfromMexico aged5---19years.Theparticipantswererandomlydividedintothefollowingtwogroups:the development sample(n=398)andthevalidationsample (n=203).The validityofpreviously publishedequations(e.g.,Slaughter)wasalsoassessed.Thepercentageofbodyfatwas estima-tedbydual-energyX-rayabsorptiometry.Theanthropometricmeasurementsincludedheight, sittingheight,weight,waistandarmcircumferences,skinfolds(triceps,biceps,subscapular, supra-iliac,andcalf),andelbowandbitrochantericbreadth. Linearregressionmodelswere estimatedwiththepercentageofbodyfatasthedependentvariableandtheanthropometric measurementsastheindependentvariables.

Results: Equationswerecreatedbasedoncombinationsofsixtonineanthropometricvariables andhadcoefficientsofdetermination(r2)equaltoorhigherthan92.4%forboysand85.8%for

girls.Inthevalidationsample,thedevelopedequationshadhighr2values(85.6%inboysand

≥78.1%ingirls)inallagegroups,lowstandarderrors(SE≤3.05%inboysand≤3.52%ingirls), andtheinterceptswerenotdifferentfromtheorigin(p>0.050).Usingthepreviouslypublished equations,thecoefficientsofdeterminationwerelower,and/ortheinterceptsweredifferent fromtheorigin.

DOIserefereaoartigo:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2016.08.008

Comocitar esteartigo:Ortiz-HernándezL, Vega LópezAV,Ramos-Ibá˜nez N,Cázares LaraLJ, MedinaGómezRJ, Pérez-SalgadoD. Equationsbasedonanthropometrytopredictbodyfatmeasuredbyabsorptiometryinschoolchildrenandadolescents.JPediatr(RioJ). 2017;93:365---73.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](L.Ortiz-Hernández).

(2)

Conclusions: Theequationsdevelopedinthisstudycanbeusedtoassessthepercentageof bodyfatofMexicanschoolchildrenandadolescents,astheydemonstrategreatervalidityand lowererrorcomparedwithpreviouslypublishedequations.

©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.onbehalfofSociedadeBrasileiradePediatria.Thisis anopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).

PALAVRAS-CHAVE

Gorduracorporal;

Crianc¸as;

Adolescentes; México;

Absorciometriade

duplaenergiade

raiosX;

Antropometria

Equac¸õescombasenaantropometriaparapreveragorduracorporalmedida porabsorciometriaemcrianc¸asemidadeescolareadolescentes

Resumo

Objetivo: Desenvolverevalidarequac¸õesparaestimaropercentualdegorduracorporal(%GC) decrianc¸aseadolescentesdoMéxicocommedidasantropométricas.

Métodos: Foifeitoumestudotransversalcom601crianc¸aseadolescentesdoMéxicocincoe 19anos.Osparticipantesforamdivididosaleatoriamentenosseguintesdoisgrupos:aamostra dedesenvolvimento(n=398)eaamostradevalidac¸ão(n=203).Avalidadedasequac¸ões publi-cadasanteriormente(porexemplo,Slaughter)tambémfoiavaliada.O%GCfoiestimadopor absorciometriadeduplaenergiaderaiosX(raiosXdeduplaenergia[DXA]).Asmedidas antro-pométricasincluíram estatura,alturasentado, peso,circunferências dacinturaedo brac¸o, dobrascutâneas(tríceps,bíceps,subescapular,suprailíacaepanturrilha)elargurasdo coto-veloebitrocantérica.Osmodelosderegressãolinearforamestimadoscomo%GC,avariável dependenteeasmedidasantropométricascomoasvariáveisindependentes.

Resultados: Asequac¸ões foramcriadas combasenas combinac¸ões de seisa novevariáveis antropométricaseapresentaramcoeficientesdedeterminac¸ão(r2)iguaisousuperioresa92,4%

parameninose85,8%parameninas.Naamostradevalidac¸ão,asequac¸õesdesenvolvidas apre-sentaramaltosvaloresder2(85,6%emmeninose78,1%emmeninas)emtodososgrupos,

baixonível deerrospadrão(EP≤3,05%emmeninose≤3,52%emmeninas) eosinterceptos não foramdiferentes daorigem (p>0,050).Comasequac¸ões publicadas anteriormente,os coeficientesdedeterminac¸ãoforammenorese/ouosinterceptosforamdiferentesdaorigem.

Conclusões: Asequac¸õesdesenvolvidasnesteestudopodemserusadasparaavaliaro%GCdas crianc¸as emidadeescolareadolescentesmexicanos,poistêmumamaiorvalidadeemenor erroemcomparac¸ãocomasequac¸õespublicadasanteriormente.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileiradePediatria.Este ´

eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).

Introduc

¸ão

O sobrepeso e a obesidade são importantes questões de

saúdepúblicadevidoàsuamagnitudeeaseuimpactosobre

asaúde.Em 2012,aprevalênciadosobrepesoeda

obesi-dadeemcrianc¸asemidadeescolarnoMéxicoentrecincoe

11anosfoide34,4%(19,8%e14,6%,respectivamente)eem

adolescentesentre12e19anos,de34,9%.1Emcrianc¸asem

idadeescolar,essevalorfoiligeiramentemaior(34,8%)em

2006,aopassoqueemadolescentesfoimenor(33,2%).

As crianc¸as comobesidade tendema setornar adultos

obesos, o que aumenta seu risco de desenvolvimento de

doenc¸as crônicas.2 A obesidade representa um problema

econômico,poisotratamentodesuascomorbidadesenvolve

altoscustos.3Assim,énecessárioqueaobesidadeseja

diag-nosticadadeformaprecisa.

Osdiferentes métodos de avaliac¸ão dagordura

corpo-ralincluem hidrodensitometria,absorciometria deraios X

deduplaenergia(DXA)ediluic¸ãodedeutério.Essas

medi-dassãousadasprincipalmente em ambientesdepesquisa,

poisosequipamentosnecessáriossãocarosedevemser

ope-radosportécnicosespecializados. Poressesmotivos,esses

métodos não são adequados para estudos populacionais,

práticaclínica e atividades detriagem.Pelo contrário,as

medidasantropométricas,apesardeseremindicadores

indi-retosdeadiposidade,sãoeconômicas,invasivasealtamente

reproduzíveis.4

Diferentes equac¸ões com base na antropometria têm

sido usadas para estimar a gordura corporal em crianc¸as

e esses métodosforam desenvolvidos em indivíduos

bran-cos e negros. As equac¸ões de Slaugther5 são as mais

frequentementeusadasnaavaliac¸ãodacomposic¸ão

corpo-ral em crianc¸as e adolescentes.6---9 Essas equac¸ões foram

desenvolvidas em 310 pessoas negras e brancas de oito

a 29 anos.5 Contudo, essasequac¸ões tendema

superesti-mar a gordura corporal.8,9 Nos últimos anos,as equac¸ões

de Dezenberg,7 que foram desenvolvidas em uma

amos-tra de 202 crianc¸as brancas entre quatro e 10 anos. Em

crianc¸aslatinasdosEstadosUnidos,essasequac¸õesestimam

a gordura corporal de forma incorreta.10 Esses resultados

mostramqueasequac¸õesdesenvolvidasemumgrupoétnico

podem ser usadas em outras populac¸ões, porém a

esti-mativa obtida pode ser imprecisa. No caso da populac¸ão

(3)

uma mistura entre descendentes ameríndios, europeus e

africanos.11

PoucosestudosnaAméricaLatinaexploraramavalidade

dasequac¸õesdepredic¸ãoparaestimaragordura corporal

em crianc¸as com medidas antropométricas.12,13 É possível

queasequac¸õesdesenvolvidasnaspopulac¸õesdeancestrais

europeuseafricanosnãopossamseraplicadasapopulac¸ões

latino-americanas devido a diferenc¸as étnicas na

quanti-dadee distribuic¸ãodegorduracorporal.Por exemplo,em

comparac¸ãocomcrianc¸asbrancas ounegras,aquelascom

ancestrais latinos têm maior circunferência da cintura.14

Alémdisso,aspopulac¸õespediátricaslatino-americanastêm

maiorpeso comrelac¸ãoàsuaestatura(umindicador

indi-retodeadiposidade),quenemsempresedeveaoexcessode

gorduracorporal.15,16 Outrosmotivosdepeso elevadosem

excessodeadiposidadepodemserque,emcomparac¸ãocom

apopulac¸ãodereferência,aspopulac¸õeslatinassãomais

baixas,15,16porémtêmmaioresvaloresdemassamuscular,16

hidratac¸ão da massa livre de gordura,17 comprimento do

tronco,15 estrutura corporal (ou seja, espessura óssea)15

e circunferência torácica.18 Portanto, os objetivos deste

estudoforam:1) avaliaravalidadedas equac¸ões

publica-dasanteriormenteparaestimaro%GCemcrianc¸aslatinase

2)desenvolverevalidarnovasequac¸õesemcrianc¸aslatinas

parapreveragorduracorporalcomoDXAcomopadrãode

base.

Métodos

Foifeitoumestudotransversalcomumaamostrade

conve-niênciadecrianc¸asemidadeescolareadolescentesentre

cincoe19anosdaCidadedoMéxico.Osparticipantesforam

recrutadosdaescolaprimária(n=7),doensinofundamental

(n=8)edocolegial(n=4)naCidadedoMéxicoedeum

cen-trocomunitárionoEstadodoMéxico.Aequipedepesquisa

apresentouoprojetoparaodiretordecadaescolaetodos

osestudantesforamconvidadosaparticipar.Alémdisso,as

crianc¸asdefuncionáriosdaUniversidadeAutônoma

Metro-politanadeXochimilco(UAM-X)participaramdoestudo.As

crianc¸ascomgessoouincapacidadesmotorasforam

excluí-das.OestudofoiaprovadopeloDepartamentodeCiências

Biológicas e da Saúde da UAM-X. Os participantes e seus

paisouresponsáveisforam informadosdos procedimentos

dapesquisae,posteriormente,forneceramoconsentimento

informado.

De acordo com os procedimentos usados em outros

estudos,7,10,19 aamostratotal(n=601)foidividida

aleato-riamenteemdoisgrupos.Osdadosde2/3dosparticipantes

foramusadosparadesenvolverequac¸ões(n=398)eosdados

dorestantede1/3dascrianc¸asforamusadosparavalidar

novas equac¸ões e aspublicadas anteriormente (n = 203).

OpacotedesoftwareSPSS(IBMCorp.2010.IBMSPSS

Sta-tisticsparaWindows,versão20.0.NY,EUA)foiusadopara

geraressasamostras(opc¸ão‘‘Amostraaleatóriadecasos’’

nocomando‘‘Selec¸ãodecasos’’).

Amaiorpartedasmedidasantropométricasfoiobtidade

acordocomastécnicasdescritasporLohmanetal.20 A

cir-cunferênciadacinturafoimedidadeacordocomatécnica

descritaporFernándezetal.14 Osanalistasforam

padroni-zadosdeacordocomoprotocolodeHabicht.21 Os

partici-pantesforammedidos comroupaslevese semsapatos. A

estaturafoimedidacomumestadiômetroportátil modelo

214(SECA®,SP,Brasil)eopesocorporalcomumabalanc¸a

digital modelo 813 (SECA®, SP, Brasil). As circunferências

dacinturaedobrac¸oforamobtidascomumafitametálica

(Lufkin®,MD,EUA).Asdobrascutâneas(dotríceps,bicipital,

subescapular,suprailíacae dapanturrilha) forammedidas

comumcompasso(Harpenden®,MediflexProdutos

Cirúrgi-cos,NY,EUA).Cadadobracutâneafoimedidatrêsvezesefoi

analisadoseuvalormédio.Alargurabitrocantéricaeaaltura

sentadaforamobtidascomumantropômetro(Harpenden®,

MediflexProdutosCirúrgicos,NY,EUA).Alarguradocotovelo

foimedidacomumantropômetro(Futrex®,MD,EUA).

Oíndicedemassacorporal(IMC:pesocorporal/altura2)

foicalculadocomoescoreZparaidadeesexocomousoda

referênciadaOrganizac¸ãoMundialdeSaúde.22Amaturac¸ão

foiestimadacomasequac¸õesdeMirwaldetal.23

Opercentualdegorduracorporal(%GC)foiavaliadocom

absorciometria dedupla energiade raios X (DXA) comos

equipamentosmodeloDiscoveryWi(Hologic®,MA,EUA).A

calibragem,digitalizac¸ãoeanálisedasimagensforam

con-cluídasdeacordocomosprocedimentosdofabricanteeos

descritospelaSociedadeInternacionaldeDensitometria

Clí-nica(ISCD).24 Asimagensforamanalisadascomaopc¸ãode

corpointeirodapopulac¸ãohispânica,modeloAPEXversão

3.3.0.1(Hologic®,MA,EUA).Oscoeficientesdevariac¸ãodo

técnicoforam1,27%paragorduracorporaltotal(GCT)em

quilogramas,0,66%paramassacorporalmagrae1,04%para

GCT,quesãoaceitáveisdeacordocomaISCD.24

A distribuic¸ão das variáveis antropométricas foi

avali-adacomotestedeKolmogorov-Smirnov(tabela1).Quando

a variávelapresentou uma distribuic¸ão enviesada, ela foi

transformadacoma base logarítmica 10para atingir uma

distribuic¸ãosimétricamaispróxima.Osmodelosde

regres-sãolinearforamestimadoscomaDXAderivadado%GCcomo

umavariáveldependenteeamedidaantropométricacomo

variáveisindependentes.Modelosseparadosforam

estima-dosparasexo.Asequac¸õesforamdesenvolvidascomosdois

seguintesprocedimentos:

a)As diferentescombinac¸õesdevariáveis

independen-tesforamtestadas manualmente. Primeiro,foi avaliadaa

capacidadedecadavariávelantropométricaestimaro%GC

(TabelaComplementar1).Alémdisso,osgráficosde

disper-sãoforamgrafadosparaverificararelac¸ãolinearentreas

variáveis.Umarelac¸ãocurvilínea do%GC coma idadefoi

evidentenosmeninos;aopassoque,entreasmeninas,essa

relac¸ãofoilinear.Poressemotivo,nosmodelospara

meni-nos,foiincorporadootermoquadráticodaidade.Comoa

idadee amaturac¸ão estão relacionadas,foramestimados

modelosseparadoscomcadavariávelenenhumadiferenc¸a

foi observada. Para simplicidade,foram relatados apenas

modeloscomidade.Ocoeficientededeterminac¸ão(r2)eo

erropadrão(EP)foramusadoscomocritériospara

identifi-carasvariáveisquemelhorpredizemo%GC.Umavariável

foiconsideradaumpreditoradequadoquandoovalordep<

0,050.

b)Foramusadososprocedimentosautomáticosbackward

eforwarddocomando‘‘regressãolinear’’dosoftwareSPSS (tabela 2). Na opc¸ão backward, todas as variáveis foram

introduzidasnosmodelose,então,aquelesque

apresenta-ramumabaixacorrelac¸ãoparcialcomavariáveldependente

foram excluídos (critérios de eliminac¸ão: p > 0.100). Na

(4)

Tabela1 Estatísticas descritivasdasmedidas antropométricasnasamostrasdedesenvolvimentoevalidac¸ãodecrianc¸ase adolescentesmexicanos

Amostradedesenvolvimento Amostradevalidac¸ão

Meninos(n=191) Meninas(n=207) Meninos(n=100) Meninas(n=103)

%(n) %(n) %(n) %(n)

Maturac¸ãosexual

Pré-puberdade 66,0(126) 30,9(64) 75,0(75) 42,7(44)

Puberdade 27,2(52) 38,6(80) 22,0(22) 34,0(35)

Pós-puberdade 6,8(13) 30,4(63) 3,0(3) 23,3(24)

Média±DP Média±DP Média±DP Média±DP

Gorduracorporal(%) 27,1±9,4 32,6±7,0 25,8±9,0 32,8±7,4

Idade(anos) 11,3±2,7 11,5±2,9 10,9±2,6 10,9±2,9

Idade2(anos2) 136,0±59,2a 141,1±67,5a 133,3±56,0 127,9±62,6

Estatura(cm) 149,2±16,9 146,2±13,1c 144,2±15,3 145,2±13,7

Alturasentado(cm) 76,9±8,1 76,5±7,2b 74,3±7,5 75,5±7,9

Índicedealturasentado(%) 51,7±1,8a 52,3±1,9 51,6±2,6 52,0±2,7a

Peso(kg) 47,4±15,9 45,0±14,2 42,0±14,3 43,7±14,0

Índicedemassacorporal(kg/m2) 20,7±4,2 20,5±4,1 19,7±3,8 20,3±4,3

Circunferênciadobrac¸o(cm) 24,2±4,1 23,9±3,8 23,2±3,8 23,9±3,7

Circunferênciadacintura(cm) 73,8±12,9 72,0±11,2 70,1±11,4 72,5±10,8

Dobracutâneadotríceps(mm) 14,9±6,6a 16,7±5,5 14,2±6,3 17,2±5,8

Sobracutâneadobíceps(mm) 8,3±4,5c 9,0±3,9a 7,7±3,8a 9,8±4,8a

Dobracutâneasubescapular(mm) 14,2±7,8a 15,7±7,2 13,0±7,6b 16,0±9,2

Dobracutâneasuprailíaca(mm) 18,9±12,7a 22,0±12,0 16,0±11,3a 21,9±11,9

Sobracutâneadapanturrilha(mm) 14,1±6,7a 15,8±6,5 12,4±5,9a 16,0±6,6

Largurabitrocortérica(cm) 29,7±4,9 29,5±4,2 27,9±4,4 29,3±4,5

Larguradocotovelo(cm) 5,6±0,6 5,1±0,4 5,4±0,6 5,1±0,4

SignificâncianotestedeKolmogorov-Smirnov:

ap0,050. b p0,010. c p0,001.

deacordo coma maiorcorrelac¸ão coma variável

depen-dente.Essasvariáveisforamintroduzidase mantidascaso

fossempreditorassignificativasdavariáveldependente(p<

0,050).

Aavaliac¸ãodavalidadedasequac¸õespublicadas

anteri-ormentefoifeitacomindivíduoscomidadescompatíveisda

populac¸ãoquefoiusadaparadesenvolvê-las(porexemplo,

paraasequac¸õesdeSlaughter25foramusadososdadosdos

participantes entreoitoe 18 anos e para asequac¸õesde

Deurenberg26 aidadefoientresetee19anos).Avalidade

dasequac¸õesdeStevensparameninasnãopôdeseravaliada

devidoàfaltadedadosdascrianc¸asemidadedemenarca.

Nessesmodelosderegressão,a variáveldependentefoia

DXAderivadado%GCeavariávelindependentefoio%GC

obtidopelasequac¸õesdesenvolvidasanteriormentee

aque-lasdesenvolvidasnesteestudo(tabela3).Umcritériopara

avalidadefoisehouveumadiferenc¸asignificativaentreo

interceptoeaorigem(p>0,050),pois,casohajadiferenc¸a,

asequac¸õessuperestimariam ousubestimariam

sistemati-camenteo%GC.Porfim,osgráficosdeBlandAltmanforam

grafados(fig. 1e FiguraComplementar1)paraverificara

existênciadeviésnasestimativasdeacordocomosníveisde

adiposidade.Asdiferenc¸asentreo%GCmedidoeestimado

foramtrac¸adascomrelac¸ãoàmédiade%GCmedidoe

esti-mado.Apenasasequac¸õescujointerceptonãofoidiferente

daorigemforamtrac¸adas.Asanálisesestatísticasforam

fei-tascomosoftwareSPSS(IBMCorp.2010.IBMSPSSStatistics

paraWindows,Versão20.0.NY,EUA).

Aanálise depoder estatísticoparadiferentes cenários

foi concluída com o software G*Power.27 Para o

desen-volvimentode equac¸ões(tabela 2)considerando umnível

de significância(␣)de 0,050, umtamanhodaamostrade

207,umefeitode85,8%(r2)esete preditores(cenáriode

equac¸ão paraasmeninas), opoder estatísticofoi1,00. O

mesmoresultadofoiobtidocomocenáriodastrêsequac¸ões

paraosmeninos.Para aanálisedevalidac¸ão(tabela 3),o

poderobtido deacordocom osdiferentes cenáriosa

res-peito do tamanho da amostra (n de 29 a 93), do efeito

(r2de51,0a91,6%)edonúmerodepreditores(1a7)sempre

foisatisfatório(ouseja,≥0,80).

Resultados

Uma análise descritiva das variáveis antropométricas nas

amostrasdedesenvolvimentoevalidac¸ãoéapresentadana

tabela 1. A idade média na amostra de desenvolvimento

foi 11,88 anos, que está acima da amostra de validac¸ão

(11,32 anos, p = 0,019). Em ambas as amostras, metade

(5)

Tabela2 Modelosde regressãolinearmúltiplacom%GCpela DXAcomo resultadoe característicasantropométricas como preditoresnaamostradedesenvolvimentodecrianc¸aseadolescentesmexicanos

Equac¸ões Modelosderegressãolinearmúltipla r2(%) EP(%)

Parameninos

1 −8,739-0.384c(estatura,cm)+35,371a(pesoregistrado,

kg)--- 0,892b(IMC,kg/m2)---0,299a(circunferênciado

brac¸o,cm)+0,258c(circunferênciadacintura,cm)+

17,732c(registrodadobracutâneadotríceps)+6,698b

(registrodadobracutâneasubescapular)+3,545d(registro

dadobracutâneasuprailíaca)+4,019d(registrodadobra

cutâneadapanturrilha)

93,4 2,5

2 1,511---0,152c(estatura,cm)---0,431c(circunferênciado

brac¸o,cm)+0,213c(circunferênciadacintura,cm)+

21,271c(registrodadobracutâneadotríceps)+7,386b

(registrodadobracutâneasubescapular)+4,981b(registro

dadobracutâneasuprailíaca)

92,7 2,56

3 −1,791+0,329(idade,anos)---0,033a(idade2,anos2)

---0,141c(estatura,cm)+0,162c(circunferênciadacintura,

cm)+18,516c(registrodadobracutâneadotríceps)+

6,013a(registrodadobracutâneasubescapular)+5,633b

(registrodadobracutâneasuprailíaca)

92,4 2,61

Parameninas

1 −7,299-21,436b(registroalturasentado)+17,739b

(registrodoIMC)+20,143a(circunferênciadacintura)+

7,813c(registrodadobracutâneadotríceps)+6,379b

(registrodadobracutâneasubescapular)+6,051b(registro

dadobracutâneadapanturrilha)---16,364a(registroda

larguradocotovelo)

85,8 2,65

%GCpelaDXA,percentualdegorduracorporalestimadapelaabsorciometriadeduplaenergiaderaiosX;EP,erropadrão;IMC,índice demassacorporal.

Osvaloresdepdoscoeficientesderegressãoforam:

a p<0,050. b p<0,010. c p<0,001. d p0,072.

52%,amostradevalidac¸ão:50,7%).Apesardeamaiorparte

dosparticipantesestarnafasepré-púbere,aproporc¸ãofoi

maiornaamostradevalidac¸ãodoquenaamostrade

desen-volvimento(58,6%emcomparac¸ãocom47,7%,p=0,050).

Para cada grupo sexual, as diferentes características

antropométricasestavamrelacionadasao%GC(Tabela

Com-plementar 1). Nos meninos, as variáveis que mais bem

predisseram o %GC foram idade, estatura, IMC,

circunfe-rências do brac¸o e cintura, larguras bitrocortérica e do

cotovelo,alturasentado,peso, índicedealturasentadoe

cincodobrascutâneas.Entreasmeninas,osmelhores

pre-ditoresforamidade,estatura,peso,alturasentado,índice

dealtura sentado,IMC, circunferência dobrac¸o e da

cin-tura,cincodobrascutânease largurasbitrocortéricae do

cotovelo.

Comprocedimentosautomáticos,osdoismodelos

predis-seramsatisfatoriamenteo%GCemmeninos(tabela2).Com

a opc¸ão backward, asseguintes variáveis foram incluídas

nomodelo(chamadodeequac¸ão1):estatura,IMC,

circun-ferências do brac¸o e da cintura, peso corporal e dobras

cutâneasdotríceps,subescapular,suprailíacaeda

pantur-rilha(r2=93%,EP=2,5%).Comaopc¸ãoforward,omodelo

(chamado de equac¸ão 2) incluiu as seguintes variáveis:

estatura, circunferências do brac¸o e da cintura e dobras

cutâneasdotríceps, subescapulare suprailíaca(r2 =92%,

EP = 2,5%). Nos meninos, a selec¸ão manual produziu um

modelo(equac¸ão 3)queincluiu idade,estatura,

circunfe-rênciadacinturaedobrascutâneasdotríceps,subescapular

e suprailíaca (r2 = 92%, EP = 2,0%). Nas meninas, ambos

osprocedimentosautomáticosproduziramamesmasoluc¸ão

(chamadadeequac¸ão1)comasseguintesvariáveis:altura

sentado,IMC,circunferênciadacintura,larguradocotovelo

edobrascutâneasdotríceps,subescapularedapanturrilha

(r2=85%,EP=2,5%).Entreasmeninas,omodelodeselec¸ão

manualnãopredisseadequadamenteo%GC(r280,0%).

Atabela3mostraasdiferentesestimativasdo%GC

obti-das pelas equac¸ões na amostra de validac¸ão. Em todas

as faixas etárias, as equac¸ões recém-desenvolvidas em

crianc¸as emidadeescolareadolescentesmexicanos

apre-sentaramaltoscoeficientesdedeterminac¸ão(r285%em

meninose ≥78%em meninas)e omenorEP(≤3,05% em

meninose≤3,52%emmeninas);alémdisso,seus

intercep-tosnão diferiram daorigem (p > 0,050). Apesar de, com

asequac¸õesdeDezenberg,ointerceptonãoterdiferidoda

origem(p>0,050),suacapacidadepreditora(r277,7em

(6)

Tabela3 Validac¸ãocruzadadasnovasequac¸õesedasequac¸õespublicadasanteriormentenaamostradevalidac¸ãodecrianc¸as eadolescentesmexicanos

Meninos Meninas

Min. Max. Média r2(%) EP(%) p Min. Max. Média r2(%) EP(%) p

8-18anos n=85 n=84

%GCpelaDXA 11,3 47,2 25,1 17,2 52,5 32,9

Equac¸ão1 11,6 44,0 25,6 91,6 2,59 −0,64 0,478 17,2 45,3 33,0 78,1 3,52 0,39 0,841 Equac¸ão2 12,2 44,6 25,7 90,7 2,72 −0,49 0,603

Equac¸ão3 10,6 43,3 25,2 91,5 2,60 0,25 0,776

Slaughtera 8,6 44,7 20,2 78,2 4,17 6,75 0,000 12,4 47,3 25,6 62,8 4,60 11,79 0,000

Slaughterb 10,6 54,1 23,7 80,7 3,92 6,73 0,000 11,2 60,6 27,6 51,0 5,27 14,96 0,000

7-19anos n=93 n=92

%GCpelaDXA 11,3 47,2 25,5 17,2 52,5 33,3

Equac¸ão1 11,6 44,0 26,0 91,5 2,66 −0,79 0,370 17,2 45,3 33,3 79,1 3,42 0,45 0,806

Equac¸ão2 12,2 44,6 26,2 90,6 2,78 −0,75 0,423

Equac¸ão3 10,6 43,3 25,6 91,5 2,65 0,03 0,972

Deurenbergc 10,2 31,4 19,5 80,2 4,05 6,85 0,000 13,8 35,8 23,6 67,6 4,25 3,70 0,097

Deurenbergd 11,3 34,5 20,8 84,8 3,55 6,54 0,000 13,8 40,1 26,1 67,0 4,29 4,97 0,023

4-10anos n=29 n=33

%GCpelaDXA 15,6 44,7 28,9 17,2 45,8 33,1

Equac¸ão1 17,0 39,9 29,5 88,9 2,82 −2,14 0,335 17,2 44,9 32,3 82,1 3,25 2,11 0,430

Equac¸ão2 17,9 40,2 29,8 88,5 2,86 −3,65 0,128

Equac¸ão3 17,6 40,8 29,5 90,2 2,64 −2,59 0,219

Dezenberge 12,7 36,1 25,3 68,1 4,77 0,57 0,888 12,9 36,4 25,5 62,9 4,65 10,48 0,002

Dezenbergf 15,2 36,2 25,2 77,4 4,02 0,42 0,892 11,3 38,4 26,4 79,8 3,43 7,67 0,002

Dezenbergg 13,1 34,2 23,6 77,7 3,99 2,50 0,385 13,8 38,5 27,5 79,8 3,43 3,95 0,147

Dezenbergh 12,5 33,6 23,0 77,7 4,00 3,32 0,237 12,8 37,8 26,7 79,8 3,43 5,28 0,046

7-13anos n=66 n=53

%GCpelaDXA 12,0 44,7 27,3 17,2 52,5 33,0

Equac¸ão1 11,6 41,8 27,6 87,1 2,89 0,17 0,900 17,2 45,3 32,3 83,4 3,36 −0,48 0,822

Equac¸ão2 12,2 42,5 27,8 85,6 3,05 −0,03 0,982

Equac¸ão3 10,7 43,0 27,3 87,8 2,81 0,82 0,522

Huangi 0,9 42,5 24,2 61,9 4,97 13,51 0,000 5,6 46,2 28,2 63,5 4,96 14,25 0,000

Huangj 1,6 40,7 21,9 64,4 4,81 14,85 0,000 9,7 47,9 31,0 63,5 4,96 11,10 0,000

Huangk 4,1 40,8 23,9 58,9 5,16 11,98 0,000 6,5 44,5 22,7 67,3 4,70 19,47 0,000

8-17anos n=85

%GCpelaDXA 11,3 47,2 25,1

Equac¸ão1 11,6 44,0 25,6 91,6 2,59 −0,64 0,478

Equac¸ão2 12,2 44,6 25,7 90,7 2,72 −0,49 0,603

Equac¸ão3 10,6 43,3 25,2 91,5 2,59 0,25 0,776

Stevensl 20,6 49,2 31,8 83,4 3,63 10,89 0,000

␣,intercepto;%GCpelaDXA,percentualdegorduracorporalestimadapelaabsorciometriadeduplaenergiaderaiosX;B-SF,dobra

cutâneadobíceps;C-SF,dobracutâneadapanturrilha;EP,erropadrão;Max,Máximo;Min,mínimo;r2,coeficientededeterminac¸ão;

SI-SF,dobracutâneasuprailíaca;SS-SF,dobracutâneasubescapular;T-SF,dobracutâneadotríceps; Asestimativasforamfeitascombase:

aT-SFeC-SF. b T-SFeSS-SF. c T-SFeB-SF.

d T-SF,B-SFSI-SFeSS-SF. e Peso.

f PesoeT-SF. gPeso,T-SFesexo. h Peso,T-SF,sexoeetnia.

iIdade. j Idadeesexo. kIdade,sexoealtura.

(7)

Equação 1 para meninos

Diferença = 2.080 – 0,060 média p de β : 0,012

Diferença = 2.198 – 0,057 média p de β : 0,013

Diferença = 3.564 – 0,106 média p deβ : 0,028 Diferença = 1.201 – 0,040 média

p de β : 0,144

Equação 2 para meninos Equação 1 para meninas Equação 3 para meninos

7,50

10,00

5,00

0,00

–5,00

–10,00 5,00

2,50

0,00

–2,50

Diferença no %GC (previsão-medição)

Diferença no %GC (previsão-medição)

Diferença no %GC (previsão-medição)

–5,00

10,00

5,00

0,00

–5,00

Diferença no %GC (previsão-medição)

10,00

5,00

0,00

–5,00

–10,00

–15,00 10,00 20,00 30,00

Estimativa do %GC por DXA e equação 1 (meninos)

40,00 50,00 10,00 20,00 30,00

Estimativa do %GC por DXA e equação 3

40,00 50,00

10,00 20,00 30,00

Estimativa do %GC por DXA e equação 2

40,00 50,00 10,00 20,00 30,00

Estimativa do %GC por DXA e equação 1 (meninas)

40,00 50,00

A

C

B

D

Figura1 GráficosdeBland-Altmanparadiferenc¸ano%GCmedidopelaDXAeestimativado%GCpornovasequac¸õespreditivas combasenaantropometrianaamostradevalidac¸ãodecrianc¸aseadolescentesmexicanos.%GCpelaDXA,percentualdegordura corporalestimadapelaabsorciometriadeduplaenergiaderaiosX.

desenvolvidas aqui (r2 88 e 82%, respectivamente). As

equac¸õesdeStevens,nosmeninos,explicouumaproporc¸ão

significativadevariância(r2=85%),porémointercepto

dife-riudaorigem.Emambosossexos,asequac¸õesdeSlaugther

superestimaramo%GC(interceptopositivo,p<0,050).As

equac¸õesdeDeurenbergsubestimaramo%GCnosmeninos

(interceptonegativo,p<0,050)esuperestimaramnas

meni-nas.Asequac¸õesdeHuangsuperestimaramo%GCemambos

ossexos.

Osgráficos de Bland-Altman(fig. 1A, Be D) revelaram

queasequac¸õesdesenvolvidaspormeiodeprocedimentos

automáticosproduzemestimativasenviesadasdo%GC.Essas

equac¸ões superestimaram valores nas crianc¸as com baixa

adiposidade,aopassoque,naquelascomaltaadiposidade,

os valores sãosubestimados. A equac¸ão desenvolvida por

selec¸ãomanualnosmeninosproduziuestimativassemviés

sistemático(fig.1C).

Discussão

Oprincipalobjetivodesteestudofoidesenvolverequac¸ões

combasenasmedidasantropométricasparaprevero%GC

de crianc¸as em idade escolar e adolescentes mexicanos.

As quatroequac¸ões desenvolvidas exigem medidas

relaci-onadasàadiposidade,aocrescimentolineareà estrutura

corporal.Para osmeninos,três equac¸ões explicaramuma

alta proporc¸ão da variância do %GC (r2 92%). Apesar

de a equac¸ão, para as meninas, ter explicado uma alta

proporc¸ão devariância(85%), elafoi menor doquea dos

meninos.Outroobjetivo doestudo foianalisar avalidade

das equac¸ões desenvolvidas anteriormente. Com excec¸ão

dasequac¸õesdeDezenberg,nenhumadasequac¸ões

publi-cadasanteriormentefoiválidana amostradecrianc¸as em

idadeescolareadolescentesmexicanos.

Em sua populac¸ão original,5 as equac¸ões de Slaugther

tinham capacidade preditora aceitável (r2 de 75% a 78%

naamostratotal).Contudo,nascrianc¸asemidadeescolar

e adolescentes mexicanos, essas equac¸ões

superestima-ramo%GC.Amesmatendênciafoiobservadaemcrianc¸as

indianas,9 crianc¸as chinesas com obesidade8 e crianc¸as

britânicas.6As equac¸õesdeDeurenberg26 foram

desenvol-vidasem379crianc¸aseadolescentesholandesesentresete

e20anosetinhamcapacidadepreditorabaixaamoderada

(r2=41%a69%naamostratotal).Napopulac¸ãopediátrica

(8)

esuperestimaram nasmeninas.Contudo,ocorreu oefeito

oposto nas crianc¸as britânicas.6 As diferenc¸as físicas das

crianc¸aseadolescentesmexicanosem comparac¸ãocomas

queparticiparamdosestudosdeSlaughter25eDeurenberg26

podemexplicarosresultadosencontradosnesteestudo.Os

participantes nas amostras de Slaughter25 e Deurenberg26

eram mais altos (155,2cm e 164,3cm em comparac¸ão

com 144,2cm, respectivamente) e mais pesados (47,4kg

e53,9kgemcomparac¸ão com42kg,respectivamente) do

queascrianc¸asnaamostramexicana,porémtinhammenor

%GC(16,7%e15,1%emcomparac¸ãocom25,8%,

respectiva-mente).

Nas crianc¸as em idade escolar e adolescentes

mexica-nos,asestimativasobtidascomasequac¸õesdeDezenberg

nãotendemasuperestimarousubestimarsistematicamente

o%GC (ouseja,o intercepto nãodifere daorigem).

Con-tudo, a capacidade preditora dasequac¸ões de Dezenberg

(r2=68,1%a77,4%nosmeninose 62,9%a79,8%nas

meni-nas)foiinferioràdasequac¸õesdesenvolvidasnesteestudo

(88,5%a90,2%e 82,1%,respectivamente).Achados

seme-lhantes foram obtidos nas crianc¸as em idade escolar em

Cuba.28 Contudo,nascrianc¸asem idadeescolarlatinas10 e

indianas,9asequac¸õesdeDezenbergsubestimaramo%GC;

aopassoque,nascrianc¸asemidadeescolardoReinoUnido,

essasequac¸õesapresentaramumviésde13%naestimativa

do%GCmedidopordiluic¸ãodedeutério.29

Asequac¸õesdeHuang10foramdesenvolvidasemcrianc¸as

em idade escolar latinas entre sete e 13 anos nos

Esta-dos Unidos e tinham uma capacidade preditora aceitável

(r2=86% a 97% na amostra total). Na amostra mexicana,

essasequac¸õessuperestimaramo%GC.Apesardeos

parti-cipantesdoestudodeHuangseremlatinos,eleserammais

pesadosdoqueascrianc¸asemidadeescolardoMéxicoem

nossaamostra.Essasdiferenc¸aspodemrefletirosdiferentes

cenáriosnosquaisvivemascrianc¸asamericanase

mexica-nas.

Asequac¸õesdeStevens19 foramdesenvolvidascomuma

amostramultiétnicade5.374indivíduosentreoitoe17anos

etinhamumacapacidadepreditivadeaté85%nosmeninos,

comaDXAcomoopadrãodebase.Essaequac¸ãomostrou

tendênciadesubestimaro%GCnascrianc¸asemidade

esco-lareadolescentesmexicanos.

Apopulac¸ãolatino-americanatemcertascaracterísticas

físicas, como estatura mais baixa, extremidades

inferio-rescurtas,maioresníveisdegorduracorporalnotroncoe

nasregiõesabdominaiseestruturacorporalmaior.14---16 Por

essemotivo,nopresenteestudo,ascaracterísticas

corpo-raisrelacionadasao crescimentolinear (ouseja,estatura

ou altura sentado) e à estrutura corporal (ou seja,

lar-guras do cotovelo e bitrocortérica) foram medidas além

das relacionadasà adiposidade (ouseja, dobras cutâneas

e circunferências da cinturas). Nas equac¸ões

desenvolvi-dasparameninos,aestaturaapresentouumcoeficientede

regressãonegativo; ao passoque nas meninas, os

coefici-entesdalarguradocotoveloeo índice dealturasentado

tambémforam negativos. Isso mostra que as crianc¸as ou

adolescentes com maiorestatura ou maior estrutura

cor-poral tendem a ter menos adiposidade. Além disso, as

novas medic¸ões pelas equac¸ões da gordura abdominal e

do tronco foram preditores do %GC, incluindo a

circun-ferência da cintura e as dobras cutâneas subescapular e

suprailíaca.

Umalimitac¸ãodoestudo é quefoi usadaumaamostra

conveniente.Portanto,ageneralizac¸ão denossos achados

deve ser feita com cautela. Outra limitac¸ão é que,

ape-sar de a DXA ser considerada ummétodo adequado para

medir a adiposidade,30 sua validade em uma populac¸ão

mexicana não foi estabelecida. No desenvolvimento das

equac¸ões para crianc¸as e adolescentes mexicanos, uma

capacidade menospreditiva foiobservadanasmeninasdo

que nos meninos. Essa diferenc¸a no sexo foi observada

emoutrasamostras.19,26Nofuturo,asmedic¸õesdevemser

identificadasdeformaa aumentaracapacidade preditiva

das equac¸õesparaasmeninas. Uma importante limitac¸ão

destapesquisaéqueusamosumaamostradeconveniência

de crianc¸as e adolescentes da Cidade do México, e,

por-tanto, a amostra tem uma composic¸ão étnica específica.

Dessa forma,apesar deas equac¸ões desenvolvidas

forne-ceremumaestimativaaprimoradado%GC na amostraem

estudo,seu usoemoutraspopulac¸õesdevesercauteloso.

Emoutraspalavras,nossasequac¸õesdevemseravaliadasem

outrasamostrasdecrianc¸asdeoutrasregiõesdoMéxicoe

deoutrospaísesdaAméricaLatina.Issoénecessário,poisa

populac¸ãolatino-americanaédiversaemtermosde

descen-dênciaétnica.Porexemplo,naregiãoSudestedoMéxico,há

umapredominânciadadescendênciaameríndianaEuropa,

ao passo que na região Norte a tendência é o oposto.11

Por fim, deve ser determinada a capacidade preditiva da

estimativado%GC(comasequac¸õespublicadasaqui)para

identificarosresultados clinicamenterelevantes(ouseja,

riscoscardiovasculares).

Conclusão: nossos achados indicam que as equac¸ões

desenvolvidascombasenasmedidasantropométricas

pre-dizem adequadamente o %GC em um grupo heterogêneo

de crianc¸as em idade escolar e adolescentes mexicanos.

Em contrapartida, as equac¸ões desenvolvidas em outras

populac¸ões(mesmocomcaracterísticas étnicas

semelhan-tes) reduziram a capacidade preditiva de estimar o %GC.

Portanto, as equac¸ões desenvolvidas neste estudo podem

serusadasparaavaliaro%GCdascrianc¸asemidadeescolar

e adolescentes mexicanos, pois elas têmuma maior

vali-dadeemenorerroemcomparac¸ãoàsequac¸õespublicadas

anteriormente.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

A Magdalena Rodriguez-Magallanes --- da Unidade de

Nutric¸ão, Composic¸ão Corporal e Gasto Calórico --- que

padronizouosanalistasquefizeramasmedidas

antropomé-tricas.

Apêndice

A.

Material

adicional

É possível consultaro material adicional para este artigo

nasuaversãoeletrônicadisponívelemdoi:10.1016/j.jpedp.

(9)

Referências

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Imagem

Tabela 1 Estatísticas descritivas das medidas antropométricas nas amostras de desenvolvimento e validac ¸ão de crianc ¸as e adolescentes mexicanos
Tabela 2 Modelos de regressão linear múltipla com %GC pela DXA como resultado e características antropométricas como preditores na amostra de desenvolvimento de crianc ¸as e adolescentes mexicanos
Tabela 3 Validac ¸ão cruzada das novas equac ¸ões e das equac ¸ões publicadas anteriormente na amostra de validac ¸ão de crianc ¸as e adolescentes mexicanos
Figura 1 Gráficos de Bland-Altman para diferenc ¸a no %GC medido pela DXA e estimativa do %GC por novas equac ¸ões preditivas com base na antropometria na amostra de validac ¸ão de crianc ¸as e adolescentes mexicanos

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