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Lu cr a r com a a plica çã o da Se m iót ica

Jor ge M a r in h o

Faculdade de Let r as da Univer sidade do Por t o Cent r o de Est udos em Tecnologias, Ar t es e Ciências da Com unicação da Univer sidade do Port o ( CETAC. COM) Em ail: j orgem arinho@m ail.t elepac.pt

Re su m o

Nest e ar t igo, apr esent am os a Sem iót ica aplicada à com unicação social com o um fact or de eficácia. Act ualm ent e, a Sem iót ica não é apenas út il par a analisar aquilo que j á foi difundido pelos m ass m edia, m as t am bém ant es da difusão, par a com por as m ensagens.

Pa la vr a s- Ch a ve :

Sem iót ica / Com unicação social / Público- alv o / Mar k et ing / Psicossociologia

Abst r a ct

I n t his ar t icle, w e pr esent Sem iot ics applied t o m ass com m unicat ion as a fact or of efficiency. Act ually , Sem iot ics is not only useful t o analy ze w hat w as alr eady diffused by m ass m edia, but also befor e t he diffusion t o com pose m essages.

Ke y w or ds:

Sem iot ics / Mass com m unicat ion / Tar get / Mar k et ing / Social Psy chology

Do nosso pont o de vist a, a Sem iót ica pode cont r ibuir ,

for t em ent e, par a a eficácia da com unicação social ( VOLLI , 2004: 12) ,

na m edida em que est uda a ut ilização das linguagens ( de car áct er

ver bal e/ ou não ver bal) , considerando os cont ext os ( ligados ao

em issor e/ ou ao r ecept or ) das m ensagens. Adm it e- se que a

com unicação é eficaz, quando o em issor , com a sua m ensagem ,

consegue at ingir os seus obj ect ivos j unt o do( s) r ecept or ( es) - alvo. Em

pr incípio, se o em issor aj ust ar a m ensagem às car act er íst icas do

canal de com unicação e ao cont ext o de r ecepção, pode t or nar - se

m ais eficaz.

Com o se com pr eende, convém conhecer o r ecept or t ão

pr ofundam ent e quant o possível, procur ando saber de que m odo ele

ut iliza o signo ( obj ect o de est udo da Sem iót ica) que com põe a

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quais se encont r a a Psicossociologia ( MORRI S, s/ d: 31; TRABANT,

s/ d: 8) . Est a, a par de vár ios aspect os, visa det er m inar os efeit os que

a com unicação pr ovoca no r ecept or ( BUCETA, 1992: 167) .

É t am bém de t oda a conveniência possuir conhecim ent os sobr e

a especificidade dos diver sos m ass m edia ( PROPAGANDA MEDI A,

1998; VOLLI , 2004: 20- 21) . Assim , pode- se escolher o m eio de

com unicação social que m elhor chega at é ao público- alvo e const r uir

m ensagens dev idam ent e aj ust adas t ant o ao canal com o ao( s)

r ecept or ( es) pr et endido( s) .

A t ít ulo de exem plo, r efer im os que «A pr oper ly developed and

designed m essage ( shape, colour , for m at , t ext ur e, and ot her physical

char act er ist ics have been duly consider ed) can have a deep and

last ing effect on t he t ar get audience» ( LEAFLET, 1998) .

Cont inuando a exem plificar , r ealçam os a r elação com plem ent ar

ent r e o discur so escr it o e os elem ent os não ver bais: «When pict ur es,

pr efer ably phot ographs, ar e used, t he pict ur e and t he t ext m ust

com plem ent each ot her – convey t he sam e idea t o t he t ar get

audience, each expanding t he ideas of t he ot her » ( LEAFLET, 1998) .

No cam po dos m eios im pr essos, em que o t ext o escr it o est á

pr esent e, é pr eciso, num a per spect iva r edact or ial, suscit ar o

int er esse do r ecept or , seleccionando os signos ver bais adequados,

pr incipalm ent e desde o início da m ensagem ( LEAFLET, 1998) . Na

nossa ópt ica, a Sem iót ica deve int er vir na invest igação das for m as

m ais eficazes de t r ansm issão de significação e deve m esm o t er um

papel de vanguar da que se m anifest a at r avés da apr esent ação de

pr opost as inovador as. Est as devem est ar im pr egnadas de

pr agm at ism o que, essencialm ent e, car act er iza a Sem iót ica.

O em issor , com o pr opósit o de ser pr agm át ico, est uda o

r ecept or , at r avés, por exem plo, de est udos de audiências. Est es

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- dem ogr áficos

- sexo

- idade

- dim ensão e com posição da fam ília

- geogr áficos

- r egiões ( por ex em plo: clim a e r elevo)

- cat egor ia do local habit ado ( por exem plo: cidade ou aldeia)

- sócio- económ icos

- gr au de inst r ução

- r endim ent o

- r eligião.

A Sem iót ica pode ser vir par a apur ar a capacidade de análise da

sociedade, vist a com o um t ext o, na m edida em que nos t or na m ais

per spicazes a obser var aquilo que nos r odeia. Assim , pr est a- se

at enção a indícios que revelam t endências sociais. I st o t em

im por t ância polít ica e económ ica.

Const at am os que «( …) as gr andes em pr esas ligadas à m oda

( fabr icant es de t ecidos, est ilist as, cabeleir eir os e, r ecent em ent e, a

cosm ét ica) t êm ao seu ser viço equipas de pr ofissionais cuj o t r abalho

consist e em «far ej ar » as t endências que aí vêm , m uit o ant es de nós,

sim ples m or t ais, sequer sonhar m os com elas» ( SALDANHA, 2004:

72) . De fact o, na m ar ca Est ée Lauder , duas pessoas «( …) viaj am

pelos quat r o cant os do m undo e m ant êm - se at ent as a t udo o que se

passa à sua volt a, a fim de capt ar , com o m áxim o de ant ecipação

possível, o «espír it o dos t em pos», par a depois o t r ansm it ir em a t odos

os pr odut os da m ar ca» ( SALDANHA, 2004: 72) .

Ver ificam os ainda que «( …) o gabinet e de «design» da Zar a

dispõe de per t o de 50 cr iat ivos que viaj am pelo m undo a fim de

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Acr escent e- se que, de acor do com Huer t as e Bar quer o, «As

r elações públicas ( RP) aconselham os dir igent es da inst it uição a

analisar t endências ( …) » ( HUERTAS e BARQUERO, 2004: 72) .

A Com issão Eur opeia ( CE) est uda um Nov o Plano de Acção par a

a I novação ( A POLÍ TI CA EUROPEI A, 2004: 33) . Pensam os que a

Sem iót ica pode cont r ibuir par a o desenvolvim ent o de um a

cr iat ividade ligada às em pr esas.

Com est e t r abalho, t am bém querem os sublinhar a evolução da

aplicação da Sem iót ica, dur ant e o século XX e início do século XXI ,

em cer t os dom ínios – «Aun en los m er cados m ás sofist icados y

afect os a la explor ación t eór ica ( I nglat er r a, I t alia y Fr ancia

especialm ent e) a inicios de los ‘90, la pr axis sem iót ica se lim it aba al

est udio de las est rat egias per suasivas y los m ensaj es publicit arios

consecuent es» ( LÓPEZ, 2003) . Assim , a Sem iót ica er a ut ilizada a

post er ior i ( LÓPEZ, 2003) .

Mais t ar de, há um alar gam ent o do âm bit o de acção: «( …) el

sem iót ico ya no est uvo condenado a int er vir t an solo en un am bient e

lim it ado por concept ualizaciones pr e- diger idas, decididas e im puest as

por la gent e de m ar ket ing» ( LÓPEZ, 2003) . Nest a alt ur a, o sem iót ico

passou a explicar os m ot ivos iner ent es à ocor r ência de det er m inados

fenóm enos com unicacionais ( LÓPEZ, 2003) . Cont udo, a Sem iót ica

cont inuava a ser ut ilizada a post er ior i ( LÓPEZ, 2003) .

Hoj e em dia, cr escent em ent e, «( …) el sem iót ico super a la et apa

del por qué ocur r en los fenóm enos par a dedicar se al qué hacer par a

que ocur r an» ( LÓPEZ, 2003) . Tr at a- se de um a int er venção act iva /

cr iat iva e, dest a m aneir a, a Sem iót ica com eça a ser usada a pr ior i

( LÓPEZ, 2003) .

Evident em ent e que a aplicação da Sem iót ica, a post er ior i ou a

pr ior i, depende da sua divulgação, em vár ias esfer as, com o, por

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pr et ende div ulgar, os m ass m edia podem , obv iam ent e, dar um

r elevant e cont r ibut o. Com pr agm at ism o, os fr ut os posit ivos acabar ão

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Re fe r ê n cia s:

A Polít ica Eur opeia: a em pr esa no cent r o da inovação ( 2004) -

I nfor m ar Por t ugal. 33 ( Nov./ Dez.) .

BUCETA FACORRO, L. ( 1992) - Fundam ent os psicosociales de la

infor m ación. 1ª ed. Madr id : Edit or ial Cent r o de Est udios Ram on

Ar eces.

HUERTAS, F. J.; BARQUERO, J. D. ( 2004) - A Ciência das r elações

públicas financeir as. Com unicando. 72 ( Fev./ Mar .)

Leaflet ( 9 Mar . 1998) :

ht t p: / / w w w .geocit ies.com / Pent agon/ 1012/ leaflet 2.ht m l

LI NDON, Denis [ et al.] ( 2000) - Teor ia e pr át ica do m ar ket ing. Lisboa

: Publicações Dom Quixot e.

MESQUI TA, Ana ( 1999) - A Pr eço de Zar a. Expresso. Lisboa. 7 ( 23

Out .) .

LÓPEZ, Mar celo ( 2003) - La Sem iót ica Met e la Cuchar a : de cóm o la

Sem iót ica salió del aula y ent r ó al salón del dir ect or io. ( 2

Out ubr o)

ht t p: / / w w w .cem .it esm .m x / dacs/ publicaciones/ logos/ ant er ior es/

n28/ m lopez.ht m l.

MORRI S, Char les ( s/ d) - Fundam ent os da t eor ia dos signos. I n

NATTI EZ, J. J. ( dir .) - Pr oblem as e m ét odos de Sem iologia.

Lisboa : Edições 70.

Pr opaganda Media ( 9 Mar . 1998) :

ht t p: / / w w w .geocit ies.com / Pent agon/ 1012/ FM33- 1.ht m l

SALDANHA, Ver a ( 2004) - Com o nasce um a t endência. Not ícias

Magazine. Lisboa. 72 ( 29 Fev.) .

TRABANT, Jür gen ( s/ d) - Elem ent os de Sem iót ica. Lisboa : Edit or ial

Pr esença.

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S€MIÓTICA

Referências

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