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Braz. j. . vol.82 número4

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Academic year: 2018

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© 2016 Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este é um artigo Open Access sob a licença CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt).

Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82(4):371

www.bjorl.org

OTORHINOLARYNGOLOGY

Brazilian Journal of

BRAZILIAN JOURNAL OF OTORHINOLARYNGOLOGY

VERSÃO EM PORTUGUÊS - CORTESIA PARA OS ASSOCIADOS

FATOR DE IMPACTO 2015: 0.730

© THOMSON REUTERS JOURNAL CITATION REPORTS, SCIENCE EDITION (2015)

EDITORIAL

The future … to whom it belongs?

O Futuro ... a quem pertence?

O objetivo de um editorial é nos fazer pensar!! Escolhi, den-tre vários temas, um que julgo muito importante para fazer-mos juntos uma relexão: ser médico nos dias de hoje.

Atuamos na nossa proissão de forma intensa por muitas horas do dia. Seja atendendo pacientes públicos ou privados, outros fazendo pesquisa, ensino e até gestão institucional.

Como a maioria trabalha no atendimento à pacientes, irei priorizar esta discussão.

O atendimento ao paciente de instituições públicas esta caótico. Faculdades de medicina sendo abertas por todo o Brasil sem ao menos ter hospitais-escola que é nossa verda-deira sala de aula. Os Hospitais-Escola que existem juntos com outros hospitais da rede pública estão sucateados em sua apa -relhagem, sem medicações para um atendimento razoável, perante uma demanda que cresce exponencialmente.

Nos deparamos diante de ilas intermináveis e em plantões com precárias condições de atendimento.

E os pacientes privados oriundos de convênios ou seguros saúde?

Para responder esta questão lembro quantas crianças com indicação de adenoamigdalectomias devido à obstrução de via aérea superior e até apnéia, não são operadas devido ao baixo honorário médico de nossas tabelas. Enquanto pacien -tes com seguro saúde, são submetidos a procedimentos com o uso abusivo do laser, navegador, cirurgia robótica, monito-rização de nervos, colas biológicas, instrumentos e produtos soisticados para hemostasia. Todos estes aumentando o cus -to de forma desnecessária, levando a uma queda de braço entre as instituições privadas, médicos e seguradoras.

Não somos contra aos avanços da tecnologia à favor do nosso paciente, mas a sustentabilidade da saúde suplementar depende de um bom gerenciamento.

Não podemos esquecer que todo este contexto é devida -mente temperado com a judicialização do nosso atendimen

-to. É real o aumento do número de processos contra o médico e as intervenções judiciais para que se atenda ou opere este ou aquele paciente.

Não podemos esquecer também a enorme carga tributária que nos é imposta.

Quanto ao médico vinculado à pesquisa, o corte de verbas das instituições de fomento foram enormes, invibializando pesquisas de alto nível e interrompendo muitas já iniciadas.

Os médicos que dedicam suas vidas ao ensino, nunca tive-ram salários tão baixos e condições de trabalho tão insui -cientes.

Bem, muitos irão dizer diante desta catástrofe que o futu -ro a Deus pertence! P-roverbio popular muito escutado.

Não penso assim. O futuro pertence a nós médicos com atitudes enérgicas e precisas. É fundamental a coesão do nosso time. Dentro da nossa especialidade, isto pode ser feito com a união de todos os otorrinolaringologistas à ABOR -L-CCF, que é o nosso órgão representativo oicial.

Aumentar o número de cooperativas nas pequenas cidades, alterar as tabelas vigentes, zelar pela qualidade do ensino da medicina e das especialidades... Temos que valorizar o esforço que izemos para sermos médicos e o quanto amamos e nos dedicamos a nossa proissão.

Política não se faz apenas em Brasília, se faz principalmen -te nas comunidades, nas instituições. Temos que man-ter nossa ética e nos fazer respeitar ocupando os espaços. Se não ocuparmos outros o farão.

Conlitos de interesse

O autor declara não haver conlitos de interesse.

Marcio Abrahão

Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil

E-mail: [email protected]

DOI se refere ao artigo: http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.05.001

Como citar este artigo: Abrahão M. The future … to whom it belongs? Braz

Referências

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