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pt 0021 7557 jped 93 s1 0075

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Academic year: 2018

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www.jped.com.br

ARTIGO

DE

REVISÃO

Viral

bronchiolitis

in

young

infants:

new

perspectives

for

management

and

treatment

Mauricio

T.

Caballero

a,

,

Fernando

P.

Polack

a

e

Renato

T.

Stein

b

aFundaciónInfant,BuenosAires,Argentina

bPontifíciaUniversidadeCatólicadeRioGrandedoSul,CentroInfant,PortoAlegre,RS,Brasil

Recebidoem11dejulhode2017;aceitoem13dejulhode2017

KEYWORDS

Viralbronchiolitis; Infants;

Respiratorysyncytial virus

Abstract

Objective: Theaimofthisreviewwastoaddressadvancesinmanagementandtreatmentof acuteviralbronchiolitisininfants.

Sources: A systematic review search was made including all articles published in English between2010and2017,andavailableintheelectronicdatabasesPubMedandCochrane Cen-tralRegisterofControlledTrials(CENTRAL)andspecializedregisteroftheAcuteRespiratory InfectionsGroup(Cochranereviewgroup).ThefollowingMESHtermsinEnglishwereincluded, usingdifferentBooleanoperatorsforthesearchstrategy:‘‘bronchiolitis,viral,’’‘‘diagnosis,’’ ‘‘epidemiology,’’‘‘etiology,’’‘‘therapy,’’‘‘virology,’’‘‘preventionandcontrol,’’‘‘respiratory syncytialvirus,human.’’Additionalfilterswereused.

Summaryoffindings: Feweffectiveinterventions arerecommendedfor themanagementof RSVbronchiolitisinyounginfants.Themaingoalistoensureanadequateoxygen supplemen-tationandfluidbalancewheneverdeemednecessary.Hypertonicsalinenebulizationishelpful onlyforhospitalizedinfants.NumerousantiviraldrugsandspecificvaccinesforRSVareunder evaluationandforetelladvancesindiseasemanagementinthenearfuture.

Conclusion: A number of promisingnew technologies areadvancingin thefield. Untilnew interventionsbecamefeasible,earlydetectionandmodificationofpreventableriskfactorsis essentialtoimproveoutcomes.

©2017SociedadeBrasileiradePediatria.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisanopen accessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/ 4.0/).

DOIserefereaoartigo:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2017.07.003

Comocitaresteartigo:CaballeroMT,PolackFP,SteinRT.Viralbronchiolitisinyounginfants:newperspectivesformanagementand

treatment.JPediatr(RioJ).2017;93:75---83.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](M.T.Caballero).

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PALAVRAS-CHAVE

Bronquioliteviral; Neonatos; Vírussincicial respiratório

Bronquioliteviralemneonatosjovens:novasperspectivasparamanejoetratamento

Resumo

Objetivo: Abordaravanc¸osnomanejoenotratamentodebronquioliteviralagudaemneonatos. Fontes: Umapesquisadeanálisesistemáticafoifeitaeincluiutodososartigospublicadosem inglêsentre 2010e2017e disponíveis nasbasesde dadoseletrônicas PubMed,noRegistro Centralde EnsaiosControlados (Central)da Cochranee noregistroespecializadodo Grupo deInfecc¸õesRespiratóriasAgudas(grupoderevisãoCochrane).OsseguintestermosMESHem inglêsforamincluídosnaabordagemcomdiferentesoperadoresbooleanosparaaestratégiade pesquisa: ‘‘bronquiolite,viral’’, ‘‘diagnóstico’’,‘‘epidemiologia’’, ‘‘etiologia’’, ‘‘terapia’’, ‘‘virologia’’,‘‘prevenc¸ãoecontrole’’,‘‘vírussincicialrespiratório,humano’’.Foramusados filtrosadicionais.

Resumodosachados: Poucasintervenc¸õesefetivassãorecomendadasparaomanejoda bron-quioliteporVSRemneonatosjovens. Oprincipalobjetivoégarantirumasuplementac¸ãode oxigênioadequadaeequilíbriodefluidossemprequeconsideradonecessário.Anebulizac¸ão desoluc¸ãosalinahipertônicaajudaapenasemcasosdeneonatoshospitalizados.Vários medi-camentosantivirais evacinasespecíficas contraVSRestãoemfase deavaliac¸ãoepredizem avanc¸osnomanejodadoenc¸anofuturopróximo.

Conclusão: Várias novas tecnologias promissoras avanc¸am no campo. Até que as novas intervenc¸ões setornem viáveis,adetecc¸ão precoceeamodificac¸ão defatores deriscode prevenc¸ãosãofundamentaisparamelhorarosresultados.

©2017SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigo OpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4. 0/).

Introduc

¸ão

Abronquioliteporvírussincicialrespiratório(VSR)éacausa mais frequente de infecc¸ão do trato respiratório inferior (ITRI)einternac¸ãoemneonatosjovensemtodoomundo.1,2 A doenc¸a foi associada a até 199.000 óbitospor ano em crianc¸ascommenosdecincoanos(U5)eaproximadamente ummilhãodeinternac¸ões anualmente;1---4 99% desses óbi-tos ocorrem em países em desenvolvimento.1 Em países industrializados, os óbitos por VSR não são frequentes e estão associados a doenc¸as pulmonarescrônicas, doenc¸as neuromusculares,doenc¸acardíaca,síndromedeDowne nas-cimento prematuro.5 Até os dois anos, mais de 95% das crianc¸asforaminfectadaspelovírus.6

A bronquiolite aguda por VSR é uma doenc¸a sazonal, que normalmente comec¸a entre o outono e a prima-vera,com seupico noinverno.Ostrópicos sãoaexcec¸ão e não há sazonalidade específica nessas regiões, ape-sar da associac¸ão hipotética de algumas epidemias à estac¸ão das chuvas.2 A infecc¸ão por VSR normalmente é leve e comec¸a com sintomas do trato respiratório superior, assemelha-se a um resfriado comum.7,8 Depois de alguns dias, a doenc¸a passará a afetar os bronquío-los distais em alguns pacientes, com sinais clínicos de taquipneia, pieira, crepitac¸ões, roncos e retrac¸ão torácica.7,9 Aproximadamente 1 a 3% das crianc¸as infec-tadasdesenvolvemdificuldadesdealimentac¸ão,apneiaou nãoconseguemmanter asaturac¸ão deoxigênio adequada (SpO2),o que exige internac¸ão hospitalarpara terapiade apoio.2,4,10 Poucos neonatos, principalmente aqueles com comorbidades,avanc¸arãoparainsuficiênciarespiratóriaou óbito.1,2,5 Diversos estudossugeremumaassociac¸ão entre

bronquiolitegraveporVSRepieirarecorrente,que desapa-receaotérminodaprimeiradécadadevida.11---13Commaior frequência doque a VSR, osrinovírus, quando associados àsensibilizac¸ãoatópicanoiníciodavida,sãoassociadosà asma.14Ocustototaldasinternac¸õesdevidoabronquiolite nosEstadosUnidosem2009foipróximodedoisbilhõesde dólares. Apesar de astendências nastaxas deinternac¸ão nosEstadosUnidosteremcaídoentre2000e2009,oscustos aumentaram devido ao aumento douso de terapia inten-siva em pacientes de alto risco.15 Porém, apesar de sua alta morbidez,despesas econômicascomrelac¸ãoàstaxas demortalidadeempaísesemdesenvolvimentoeassociac¸ão daVSRcomsequelaspulmonarestransitórias(porexemplo: pieira recorrente), o tratamento deITRI por VSR aindaé sintomáticoetemlacunassignificativas.Ademais,maisde 50 anos após sua descoberta,nenhuma vacina licenciada contraVSR estádisponível. O palivizumabe, umanticorpo monoclonalhumanizado(mAb)efetivocontraaproteínade fusão (F)do VSR, estádisponível paraneonatos prematu-ros,comdisplasiabroncopulmonar(DBP)ecomcardiopatia congênitacianótica.16Apesardeopalivizumabereduzir sig-nificativamenteaITRIporVSRgrave,omedicamentoécaro eexigediversasdoses,limitaseuusoempaíses industriali-zadoseemdesenvolvimento.Assim,vacinasetratamentos segurosebaratossãoextremamentenecessáriospara dimi-nuiroimpactodoVSRemcrianc¸as.

Fontes

(3)

disponíveis nas bases de dados eletrônicas PubMed, no RegistroCentraldeEnsaiosControlados(Central)da Coch-rane e no registro especializado do Grupo de Infecc¸ões Respiratórias Agudas (grupo de revisão Cochrane). Rela-tórios de diretrizes recentes também foram pesquisados. Os seguintes termos MESH em inglês foram incluídos na abordagem com diferentes operadores booleanos para a estratégiade pesquisa daPubmed: ‘‘bronquiolite, viral’’, ‘‘diagnóstico’’,‘‘epidemiologia’’,‘‘etiologia’’,‘‘terapia’’, ‘‘virologia’’,‘‘prevenc¸ãoecontrole’’,‘‘vírussincicial res-piratório,humano’’.Foramusadosfiltrosadicionais:idades entre um e 23 meses e metodologia de estudo (ensaio clínico, estudo comparativo, ensaio clínico controlado, diretriz,metanálise,diretrizdeprática,ensaioclínico con-troladoerandomizadoeanálisessistemáticas).Alémdisso, buscamos estudos na biblioteca Cochrane, após registro especializado no ‘‘Grupo de Infecc¸ões Respiratórias Agu-das’’,tópico‘‘saúdedacrianc¸a’’,‘‘pulmãoeviasaéreas, infecc¸õesrespiratórias:bronquioliteevírussincicial respira-tório’’.OstermosMESHdapesquisanoCentralforam‘‘vírus sincicialrespiratório,humano’’e‘‘bronquiolite,viral’’.

Uma busca foi feita em ClinicalTrials.gov para encon-trarnovasvacinas,anticorposetecnologiasantiviraiscontra infecc¸ão por VSR. Para esse fim, foram incluídos termos eminglêscomo‘‘infecc¸õesporvírussincicialrespiratório’’, filtrados pelo status do estudo (ativo, em recrutamento, ainda não recrutados, período de inscric¸ão), critérios de elegibilidade(crianc¸as egrávidas adultas),tipodeestudo intervencionistaefasedoestudo(1a3).

Resumo

dos

achados

Diagnósticoemonitoramento

Não há escore amplamente validado para a gravidade da ITRIporVSR.Umexamefísicoabrangenteéessencialparaa avaliac¸ão inicialdos pacientes.Evidênciasdealimentac¸ão ou ingestão de fluidos inadequada, histórico de apneia, letargia ou insuficiência respiratória moderada a grave (dilatac¸ãonasal,taquipneia,roncos,retrac¸õesoucianose) e/ouumasaturac¸ãodeoxigênio(SaO2)≤92%noarambiente (os pontos de corte para saturac¸ão de oxigênio aceitável variamporpaís),garantiadeinternac¸ão,depreferênciaem umhospitalcomníveldeatendimentosecundário.8,17

Apatogênesedainsuficiênciarespiratóriaagudana bron-quioliteporVSRécaracterizadaporobstruc¸ãodaspequenas viasaéreas, maiorresistênciadas viasaéreas, atelectasia alveolar,fadigamuscularehipoxemiadevidoà incompatibi-lidadeentreventilac¸ãoeperfusão.18Portanto,ainternac¸ão na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP) deve serconsideradaem pacientesqueapresentamsinais clíni-cos de exaustão, marcadores de insuficiência respiratória aguda(definidoscomoPaO2/FiO2≤300mmHg)ousinaisde apneia.2,8,17,18

Saturac¸ãodeoxigênio

Uma das principais preocupac¸ões durante a ITRI por VSR grave é o fornecimento de oxigênio inadequado para os tecidos(hipoxemia).8Oconteúdodooxigênioarterial distri-buídopormeiodostecidospodesermedidocomsaturac¸ão

deoxigênioarterial(SaO2),querepresentaumarazãoentre aconcentrac¸ãodeoxi-hemoglobinaeaconcentrac¸ãototal de hemoglobina.8 A ferramenta mais amplamente usada paraavaliaraSaO2éaoximetriadepulso(SpO2),poiséuma técnicanãoinvasiva.8Apesardeseuusofrequente,aSpO

2é reconhecidaporapresentarumavariabilidadede±2%.8,17,19 Omonitoramentodasaturac¸ãodeoxigênionãoé recomen-dado em pacientes ambulatoriais, cujos estados clínico e de alimentac¸ão são adequados, porque essa intervenc¸ão possivelmenteinduziriainternac¸õeshospitalares desneces-sárias.ComooscritériosdecortedaSpO2tendemadiferir entreestudoseentrediretrizesdepráticaclínica,umaboa avaliac¸ão clínicaé importante noprocesso dedecisão.8,19 AAcademiaAmericanadePediatria(AAP)recomendauma SpO2 de 90% como limite para a administrac¸ão de oxigê-niosuplementar.19Naausênciadeevidênciasclarassobreos níveisdeSpO2parapredizeraprogressãodabronquiolite, oComitê doInstituto Nacionalparaa Saúdee Excelência Clínica (NICE) determinou uma SpO2 de 92% como ponto decortedasuplementac¸ão.8Outrosfatores,inclusiveuma avaliac¸ãoclínicaabrangenteeumaavaliac¸ãodecondic¸ões devidaefatoresderiscosocial,tambémdevemcontribuir paraoprocessodetomadadedecisões.

O teste de gás no sangue normalmente não é indi-cadoparapacienteshospitalizadosenãoajudanomanejo habitualdabronquioliteviral.Aexcec¸ãoéparapacientes com sinais de exaustão respiratória, apneia e incapaci-dade de manter uma SpO2 adequada apesar do oxigênio suplementar.8

Testeetiológico

Odiagnósticoetiológicoécomumduranteapráticaclínica em hospitais e é a norma em estudos epidemiológicos.20 Emboraterapiasespecíficasdevírusaindanãoestejam dis-poníveis,aidentificac¸ãodovírus poderáajudaradiminuir o uso de antibióticos.17 A reac¸ão em cadeia de proteína (PCRq) em tempo real é o padrão de base para o diag-nóstico, embora seu custo, principalmente em países em desenvolvimento, diminua seu uso rotineiro.17,19,21 A imu-nofluorescência é mais barata, com sensibilidade muito boaaoVSRemespecial,porémdependentedooperador.17 Apesar denão havermotivo justificado para obtenc¸ão de hemoculturasoucontagensdeleucócitosempacientescom bronquioliteaguda,a infecc¸ão bacteriana deveser inves-tigada naqueles com sinais de sepse ou pneumonia.2,19 A sepse bacteriana em neonatos jovens com bronquiolite viral, principalmente episódios desencadeados por cocos gram-positivos,temsidoassociadaaummaiorriscodeóbito empaísesemdesenvolvimento.2OraiosXdotóraxpoderia serconsideradoempacientescominsuficiênciarespiratória prejudicial.8,19,22

Manejo

sugerido

Apoiorespiratório

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Tabela1 Recomendac¸õesdemanejodabronquiolitecombaseemdiretrizes

Tipode intervenc¸ão

NICE8 AAP19 Espanhol17 Finlandês23 Sociedade

Pediátrica Canadense21 Intersociedade italiana22 Oxigênio suplementar

CasoSpO2 <92%

Casoa saturac¸ão de oxi--hemoglobina seja<90%

Casooneonato tenha

dificuldade respiratória grave,cianose ouSpO2<92%

Nãoavaliado CasoSpO2<90% CasoSpO2 <90%em condic¸õesdear ambiente Administrac¸ão defluidos Administrac¸ão defluidos enterais (nasogástrico ouorogástrico) emcasode ingestãooral inadequada. Administrac¸ão defluido isotônico intravenosoem casodefator derisco(FR)

Administrac¸ão defluido nasogástricoou intravenosoem neonatoscom hidratac¸ãooral inadequada

Alimentac¸ão pelotubo nasogástrico emcasode riscode desidratac¸ão oudificuldades respiratórias progressivas. Hidratac¸ão intravenosa emcasodeFR

Nãoavaliado Casoafrequência respiratóriaseja >60ir/min,deve serfeita

alimentac¸ão nasogástrica.A administrac¸ãode fluidoisotônico intravenosoé igualmenteefetiva nadurac¸ãoda internac¸ão(LOS)

Administrac¸ão defluidos nasogástricoou intravenosoem neonatoscom bronquiolite moderadaa grave

Succ¸ãodasvias aéreas superiores Considerada empacientes com insuficiência respiratóriaou dificuldadesde alimentac¸ão. Recomendada empacientes comapneia Provas insuficientes

Aspirac¸ãode secrec¸õesantes dasrefeic¸ões equandosinais deobstruc¸ão sãodetectados

Nãoavaliado Provas

insuficientes.Se forocaso,deve serfeita superficiale regularmente Aspirac¸ão superficial Fisioterapia torácica Considerada empacientes com comorbidades eFRiminentes

Não

Recomendada Não

Recomendada

Nãoavaliado NãoRecomendada Não

Recomendada Pressão positivanas viasaéreas (CPAP) Considerada paraevitarFR

Nãoavaliado EmcasodeFR, hipercapnia ouapneia recorrente

Nãoavaliado Nãoavaliado Nãoavaliado

Agonista␤ inalado Não Recomendada Não Recomendada Não Recomendada Teste terapêutico, emcasode resposta, continuaro tratamento

Não

Recomendada

NãoRecomendada Considerarum únicoteste terapêuticoem neonatoscom histórico familiarde alergia,asma ouatopia Adrenalina inalada Não Recomendada Não Recomendada Não Recomendada Não Recomendada Provas insuficientes Não Recomendada Corticosteroides sistêmicos Não Recomendada Não Recomendada Não Recomendada Não Recomendada

NãoRecomendada Não

Recomendada Corticosteroides

inalados

Não

Recomendada

Nãoavaliado Nãoavaliado Não

Recomendada

Nãoavaliado Não

(5)

Tabela1 (Continuac¸ão)

Tipode intervenc¸ão

NICE8 AAP19 Espanhol17 Finlandês23 Sociedade

Pediátrica Canadense21

Intersociedade italiana22

Soluc¸ãosalina hipertônica nebulizada

Não

Recomendada

Considerada apenasem neonatos hospitalizados

Recomendada emneonatos hospitalizados

Poderiareduzir aLOS

Asoluc¸ãosalina nebulizadaa3% poderiaserútil nopaciente hospitalizado comLOSmais longa.Não recomendada empacientes hospitalizados

Recomendada Melhorao escoreclínico eaLOS

Antibióticos Não

Recomendada

Emcasode infecc¸ão bacteriana confirmadaou consideradaem casodeforte suspeita

Emcasode bronquiolite gravequeexija ventilac¸ão mecânica, hemograma alterado, proteínaC reativa(PCR) ou

procalcitonina (PCT)

Nãoavaliado Não

Recomendada

Casoseja documentada infecc¸ão bacterianapor culturaou testemolecular ouinternac¸ão naUTI

Inalac¸ãodeheliox Não

Recomendada

Nãoavaliado Provas insuficientes

Nãoavaliado Nãoavaliado Nãoavaliado

Inalac¸ãodecânula nasaldealtofluxo

Provas insuficientes

Nãoavaliado Provas insuficientes

Provas insuficientes

Nãoavaliado Provas insuficientes Antileucotrieno Não

Recomendada

Nãoavaliado Não

Recomendada

Nãoavaliado Nãoavaliado Não

Recomendada Desoxirribonuclease

nebulizada

Nãoavaliado Nãoavaliado Não

Recomendada

Nãoavaliado Nãoavaliado Não

Recomendada Terapiade

surfactante

Nãoavaliado Nãoavaliado Provas insuficientes

Nãoavaliado Nãoavaliado Nãoavaliado

Ribavirina Nãoavaliado Nãoavaliado Não

Recomendada Considerada emcasode imunocompro-metimento

Nãoavaliado Não

Recomendada Não

Recomendada

Brometode ipratrópio

Não

Recomendada

Nãoavaliado Não

Recomendada

Nãoavaliado Nãoavaliado Nãoavaliado

AAP,AcademiaAmericanadePediatria;CPAP,pressãopositivacontínuanasviasaéreas;FR,fatorderisco;NICE,ComitêdoInstituto NacionalparaaSaúdeeExcelênciaClínica;PCR,proteínaCreativa;PCT,procalcitonina;SpO2,saturac¸ãodeoxigênio;UTI,unidadede terapiaintensiva.

a bronquiolite e o principal objetivo durante a infecc¸ão agudaéatingir umequilíbriodefluidosadequado eníveis desaturac¸ãodeoxigênionormais(tabela1).Neonatoscom bronquiolite viral apresentam maior produc¸ão de muco, detritosepiteliaisqueinvademolúmenbronquiolar,edema peribronquiolar e infiltrac¸ão de leucócitos. Além disso, pequenasviasaéreasesacosalveolaresemdesenvolvimento sãomaispropensosa colapsar,geramumdesequilíbriona ventilac¸ão/perfusãoquenormalmentelevaahipoxemiae, em estágios avanc¸ados, hipercapnia.18 Portanto, quando

(6)

de oxigênio padrão quando o principal resultado foi o tempodesuplementac¸ãodeoxigênioon/off,otempopara descarregar e a durac¸ão da internac¸ão.31 A pressão posi-tivacontínuanasviasaéreas(CPAP) éumamodalidadede ventilac¸ão mecânicanãoinvasiva que melhoraa resistên-cia das vias aéreas, diminui o impacto da atelectasia ao distender o diâmetro do lúmen bronquial/bronquiolar. Os pacientescompiorana bronquioliteagudaoubronquiolite agudagrave,apesardasuplementac¸ãodeoxigênio,poderão serbeneficiadospelaCPAP.17

Administrac¸ãodefluidos

Amanutenc¸ãodeumaboahidratac¸ãooraleaamamentac¸ão são medidas centrais no manejo da bronquiolite. Con-tudo, caso um neonato hospitalizado não possa receber alimentac¸ão via oral devido à alta frequência respirató-ria(> 60 respirac¸ões/minuto), umtubo nasogástricopode sercolocadopararestabelecera alimentac¸ãoadequada e ahidratac¸ão.8,17,19,21,22 Apesar dea administrac¸ão de flui-dos isotônicos intravenosos não parecer melhor do que a hidratac¸ãonasogástrica,elaéusadaempacientes interna-dosnaUTIP,naquelescomsinaisclínicosdeexaustãoenos intolerantesàalimentac¸ãoviatubonasogástrico.8,17,19,21,22

Broncodilatadoreseesteroidesinalados

Nenhumaevidênciacomprovaaadministrac¸ãode corticos-teroidessistêmicose/ouagonista␤inaladoe/ouepinefrina notratamentodepacienteshospitalizadoscombronquiolite viral.8,17,19,21---24Contudo,asdiretrizesespanholaseitalianas consideram que o agonista ␤ inalado poderia ser testado umavez noiníciodotratamento, principalmentecaso um pacientetenhaumhistóricopessoaloufamiliardeatopia, asmaou eczema.17,22 Poucos estudossugeriram um possí-vel benefício quando a epinefrina foi usada em crianc¸as em um ambiente de pronto socorro, o que reduz o risco deinternac¸ão hospitalar.24 Aindaassim, oimpacto clínico observadoémuitopequenoe otempodeinternac¸ãoe os diascomsuplementac¸ãodeoxigêniodospacientesnãosão afetadosdeformasignificativa.

Soluc¸ãosalinahipertônica

Asoluc¸ão salinahipertônica nebulizada tem propriedades osmóticase mostrou-seefetiva em pacientes comdoenc¸a pulmonarobstrutivacrônica(DPOC)efibrosecística.35Essa intervenc¸ão aumenta o espac¸o livre das vias aéreas, por meioda reduc¸ão do edema das vias aéreas, da produc¸ão demucoedareidratac¸ãodolíquidodasuperfície dasvias áereas.36 Estudosrecenteseanálisessistemáticassugerem queasoluc¸ãosalinahipertônicanebulizadapoderáser bené-ficaapenasparaneonatosjáinternados,porémseuimpacto eminternac¸õesdeprevenc¸ãoéfraco.17,19,21---23

Antibióticos

O uso inadequado de antibióticos em pacientes com bronquiolite viral normalmente é observado na prática clínica. Apesar de às vezes ser difícil separar, segundo

critériosclínicoseradiológicos,infecc¸õesviraisdeinfecc¸ões bacterianas,neonatoscomITRIporVSRsãoapenas excep-cionalmentecoinfectadose precisamdeantibióticos.8,17,19 Crianc¸asqueavanc¸amparainfecc¸ãogravecominsuficiência respiratória são internadas em uma UTIP e provavel-mente receberão antibióticos empíricos para coinfecc¸ões bacterianas.2,17,19,22,37,38

Novasperspectivasdetratamento

Não existem tratamentos efetivos e acessíveis para a bronquiolite por VSR até o momento. Ensaios clínicos experimentais recentes em adultos apresentaram resul-tados encorajadores com novos candidatos antivirais. Em dois estudos separados sofisticados, a administrac¸ão de formulac¸õesinibidorasdefusãoeanálogasdenucleosídeo melhorouossintomasrespiratóriosem comparac¸ãocom o placebo.39,40 Contudo,nesses estudosiniciais controlados, osmedicamentos foramadministrados simultaneamente à inoculac¸ão experimental.Assim,eles agiramcontrao VSR antes de quaisquer sinais e sintomas observáveis. Ainda nãoestáclaroseumbenefíciosemelhanteseráobservado nosneonatosquandootratamentoforiniciadodiasdepois, quandodaapresentac¸ãonohospital.

A administrac¸ão de palivizumabe em grupos de risco específicosé limitadaporseualtocustoem muitospaíses derendabaixaemédia.16Consequentemente,aprevenc¸ão daITRIporVSRéumaprioridadedesaúdepúblicaeas ini-ciativasglobaisenvidaramvários esforc¸osparaexpandiro campo(tabela2).

Vacinas

OdesenvolvimentodevacinascontraVSRédesafiador.O his-tóricodeinfecc¸ãorespiratóriaagravadapelovírussincicial respiratório (ERD), a necessidade deimunizac¸ão noinício davidaea possívelinterferênciadeanticorposmaternais naturais complicam as estratégias de imunizac¸ão.41 Uma vacina adequada deve, de preferência, produzir anticor-posprotetoresemneonatoscommenosdedoismeses,que representamogrupoemmaiorriscodeinternac¸ão.1---3Seis formulac¸õesdiferentesdepossíveisvacinascontraVSRestão sendotestadas em estudospreventivose estudosclínicos: viva atenuada ouquimérica, totalmente desativada, com base em partículas, subunidade, ácido nucleico e vetores combaseemgenes(tabela2).42Alémdisso,aprotec¸ão pas-sivapormeiodaadministrac¸ãodeanticorposmonoclonais de meia vidaprolongada noiníciodavida apresentauma opc¸ãoatrativaemfasedeavaliac¸ão.43

(7)

Tabela2 Novasvacinaseanticorposatuais

Tipode intervenc¸ão

Produto Candidato

Abordagem Companhia/ Instituic¸ão

StatusdoEnsaio Clínico

Sujeito-Alvo Identificac¸ãodo EnsaioClínico

Vacinas

Vivaatenuada RSVNS21313 VacinacontraVSR VivaAtenuada Recombinante

NIAD,Sanofi, LID,NIH

I Pediátrico NCT01893554

RSVLIDM2-2 VacinacontraVSR VivaAtenuada Recombinante

NIAD,Sanofi, LID,NIH

I Pediátrico NCT02794870

RSVD46 cpM2-2

VacinacontraVSR VivaAtenuada Recombinante

NIAD,Sanofi, LID,NIH

I Pediátrico NCT03102034

Combaseem partículas

Vacinacontraa proteínaF doVSR

Nanopartícula defusão(F) Recombinante doVSR

Novavax I Pediátrico NCT02296463

Vacinacontraa proteínaF doVSRcom adjuvante

Nanopartícula contraaproteína FdoVSRcom adjuvante

Novavax II Materno NCT02624947

Subunidade GSK3003891A ProteínaFde perfusãodoVSR

GlaxoSmithKlineII Materno NCT03191383

Vetorescom baseemgenes

GSK3389245A ProteínasVirais Codificadaspor (ChAd155-VSR)

GlaxoSmithKlineII Pediátrico NCT02927873

Anticorpos Anticorpo monoclonal(mAb)

MEDI8897 mAbhumanizado contraaproteína FdoVSR

Medimmune II Pediátrico NCT02927873

REG222 mAbhumanizado contraaproteína FdoVSR

Regeneron III Pediátrico NCT02325791

VSR,VírusSincicialRespiratório.

Outrasperspectivas

Embora várias das estratégias destacadas acima este-jam em fase de avaliac¸ão, é importante modificar fatores de risco para proteger neonatos jovens. Por exemplo, a amamentac¸ão podereduzir significativamente asinternac¸õesdevidoainfecc¸õesrespiratórias.Comprovado pelagrandemaioriadascrianc¸as,seuefeitobenéficocontra a ITRI é maisnotávelem meninas prematuras.46,47 Assim, incentivaraamamentac¸ãoéumaatividadedesaúdepública fundamental.Oleitematernoéumaintervenc¸ãogenuína, barata,deexcelenteeficáciaparatodososneonatose tam-bém deve complementar o palivizumabe em neonatos de altorisco.47

Outrasintervenc¸õesnadietaenoshábitosassociadasà ITRIgraveincluemaltaingestão decarboidratosouálcool duranteo últimotrimestre degravidez.4,48 Reduziro con-sumodeálcooleaexposic¸ãoàfumac¸adecigarrodurantee apósagravidezserábenéficonãoapenasparaobebê,mas tambémparaasaúdematerna.

Outrosestudossugeremqueaheterozigosidadedogene TLR4 (Asp299Gly, rs4986790) e hábitos urbanos poderão

explicarumarespostafracaaopalivizumabeem neonatos prematurosecausarITRIporVSRgraveemumsubgrupode nascidosatermonacomunidade.49,50Aindadeveser inves-tigadoseessesneonatos responderãoadequadamenteaos anticorposmonoclonais(mAbs)danovagerac¸ãoeà imuni-dadetransplacentária.

Conclusão

(8)

Conflitos

de

interesse

MTCdeclaranãohaverconflitosdeinteresse,FPPatuouem conselhosconsultivosnaPfizer,Janssen,Novavax,Bavarian NordiceSanofieRTSfoipalestranteparaaAbbvie.

Referências

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Tabela 1 Recomendac ¸ões de manejo da bronquiolite com base em diretrizes Tipo de
Tabela 1 (Continuac ¸ão) Tipo de
Tabela 2 Novas vacinas e anticorpos atuais Tipo de intervenc ¸ão Produto Candidato Abordagem Companhia/Instituic¸ão Status do EnsaioClínico

Referências

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