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ARTIGO
ORIGINAL
Brazilian
adaptation
and
validation
of
the
Empowerment
of
Parents
in
the
Intensive
Care-Neonatology
(EMPATHIC-N)
questionnaire
夽
,
夽夽
Dafne
B.C.A.
Gomez
a,∗,
Suely
A.
Vidal
a,be
Luciana
C.S.
Lima
caInstitutodeMedicinaIntegralProf.FernandoFigueira(IMIP),Recife,PE,Brasil
bInstitutodeMedicinaIntegralProf.FernandoFigueira(IMIP),GrupodeEstudosemAvaliac¸ãoemSaúde(Geas),Recife,PE,Brasil cInstitutodeMedicinaIntegralProf.FernandoFigueira(IMIP),ProgramadeResidênciaMédica,Recife,PE,Brasil
Recebidoem14desetembrode2015;aceitoem14dejunhode2016
KEYWORDS Neonatalintensive care;
Qualityofhealth care;
Patientsatisfaction; Parents;
Translation(product); Validationstudy
Abstract
Objectives: Considering thelack ofquestionnaires thatpropose toevaluate parental satis-factionwiththeNeonatalIntensiveCareUnit(NICU)inBrazil,thisstudyaimedtocarryout thetranslationoftheEMPATHIC-NquestionnaireintoBrazilianPortuguese,thecross-cultural adaptationandvalidationofitscontents.
Method: Thetranslationandculturaladaptationofthequestionnairewascarriedout accor-ding tothe protocolestablished by theTranslation andCross-CulturalAdaptation Group of theInternationalSocietyforPharmacoeconomicsandOutcomesResearch(ISPOR)in2005.The validationofthecontentwascarriedoutbyapanelofexperts,whoevaluatedeachitemfrom ‘‘veryirrelevant’’to‘‘veryrelevant’’.ItemswithameanLikertscalevalue<3.5wereexcluded. Cronbach’salphaofthedomainswascalculated.
Results: Thequestionnairewassubmittedtotwopilottestswithmothersofnewbornsadmitted totheNICUofthestudy,afterwhichsometermsweremodifiedtoachieveglobalunderstanding. Cronbach’salpharemainedabove0.7inallitems.
Conclusion: Thetoolresultingfromthetranslation,culturaladaptation,andvalidationofthe EMPATHIC-Nquestionnaireshowedtobeadequatetoassesssatisfactionofparentsofnewborns admittedtotheNICUinBrazil.
©2016SociedadeBrasileiradePediatria.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisanopen accessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/ 4.0/).
DOIserefereaoartigo:
http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2016.06.007
夽 Comocitaresteartigo:GomezDB,VidalSA,LimaLC.BrazilianadaptationandvalidationoftheEmpowermentofParentsintheIntensive
Care-Neonatology(EMPATHIC-N)questionnaire.JPediatr(RioJ).2017;93:156---64.
夽夽TrabalhodesenvolvidonoInstitutodeMedicinaIntegralProf.FernandoFigueira(IMIP),Recife,PE,Brasil.
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:[email protected](D.B.Gomez).
PALAVRAS-CHAVE Terapiaintensiva neonatal; Qualidade daassistênciaà saúde;
Satisfac¸ão dopaciente; Pais;
Traduc¸ão(produto); Estudodevalidac¸ão
Adaptac¸ãobrasileiraevalidac¸ãodoquestionárioEmpowermentofParents intheIntensiveCare-Neonatology(EMPATHIC-N)
Resumo
Objetivos: Considerandoaausênciadequestionáriosqueseproponhamaavaliarsatisfac¸ãode paisemUnidadedeCuidadosIntensivos Neonatal(UCIN)noBrasil,opresenteestudoteveo objetivodefazeratraduc¸ãodoquestionárioEmpowermentofParentsintheIntensive Care-Neonatology(Empathic-N)paraoportuguêsbrasileiro,adaptac¸ãotransculturalevalidac¸ãode seuconteúdo.
Método: Foifeitatraduc¸ãoeadaptac¸ãotransculturaldoquestionário,segundoprotocolo esta-belecido peloGrupodaTraduc¸ãoeAdaptac¸ãoTransculturaldaSociedadeInternacionalpara PesquisasFarmacoeconômicas(Ispor)em2005.Avalidac¸ãodoconteúdofoifeitaporumcomitê deespecialistas,queavaliaramcadaitemde‘‘muitoirrelevante’’a‘‘muitorelevante’’.Foram excluídosositenscommédiadaEscalaLikertmenordoque3,5.FoicalculadoalfadeCronbach dosdomínios.
Resultados: Natraduc¸ãofoiinvertidaaordemdealgumasfrasesdeacordocomasintaxedo portuguêsbrasileiroealteradootempoverbalparaterceirapessoadopretéritoimperfeito.A maiorpartedasafirmativasmanteveosentidocomaretraduc¸ão,asdiferenc¸asforamatribuídas ao usode sinônimospelosdoistradutores.Foi submetidoadoistestes-piloto commãesde recém-nascidos internados naUCIN do estudo,modificaram-se algunstermos atése atingir compreensãoglobal.OalfadeCronbachpermaneceuacimade0,7emtodosositens. Conclusão: O instrumento resultante da traduc¸ão, adaptac¸ão transcultural e validac¸ão do Empathic-Nmostra-seadequadoparaavaliarsatisfac¸ãodospaisderecém-nascidosinternados emUCINnoBrasil.
©2016SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigo OpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4. 0/).
Introduc
¸ão
Naperspectivadamedicinacentradanafamíliaeno paci-ente, a percepc¸ão e a satisfac¸ão dos pais quanto aos cuidadosprestadosaseusfilhossãovalorizadascomo medi-dasdeavaliac¸ãodequalidadedocuidado.1,2Emrevisãode literaturaforam encontrados quatroinstrumentos em lín-guainglesarelacionadosàsatisfac¸ãodepaisemUnidadede CuidadosIntensivosNeonatal(UCIN):aEscalaNIPS (Neona-talIndexofParentSatisfaction),oQuestionário NICU-PSF (NeonatalIntensiveCareUnit-ParentSatisfactionForm),a Escala PSS:NICO(Parental StressScale Neonatal Intensive Care)eoQuestionárioEmpathic-N(EmpowermentofParent intheIntensiveCareNeonatology).3
AescalaNIPSéumquestionáriocom27itens,divididos emtrêsdomínios:qualidadedecuidado,comunicac¸ãoe ati-tudes no cuidado/personalidade. Porém, essa escala foca maisnafrequênciadeeventosnaUCIN doquena opinião dospaisquantoaocuidado.4ANICU-PSFabordaos concei-tosdesatisfac¸ãogeral,comunicac¸ãocontínua,informac¸ão, preparo,participac¸ãonocuidado,apoioparaatomadade decisões,necessidadesespirituaiseproximidadenocuidado eacompanhamento.Asuavalidadefoiestabelecidapor vali-dadedeconteúdoeanálisedeconsistênciainternaemcinco de suas nove escalas avaliadas, porém há questionamen-tossobreaqualidadedaamostrausadaparaavalidac¸ão.3 OPSS:NICOéumquestionárioadaptadodaexperiênciaem unidadespediátricasquesepropõeaavaliarmaisas experi-ênciasdeestressenospaisdoqueasatisfac¸ãocomocuidado deseusfilhos.5
O questionário holandês Empathic-N foi desenvolvido de uma lista inicial de 92 indicadores de satisfac¸ão dos paiscomoscuidadosintensivosneonatais,geradaapartir derevisão da literaturae opinião de especialistas obtida por técnica Delphi em duas rodadas. Esses itens foram avaliadosporpaise cuidadores,selecionaram-se 67itens, divididos em cinco domínios: informac¸ão, cuidado & tra-tamento, organizac¸ão, participac¸ão dos pais e atitude profissional. Cada item é respondido com uma escala de um(1),‘‘certamentenão’’,aseis(6),‘‘certamentesim’’, alémdaopc¸ão‘‘não seaplica’’.Também foram acrescen-tadas quatro questões abertas para avaliac¸ão global da satisfac¸ão, uma sec¸ão para informac¸ões demográficas e umespac¸o livre para os pais expressarem suas experiên-cias.6Dentreosindicadoresdesatisfac¸ãocomocuidado pre-stadoàcomunicac¸ãoentreosprofissionaisdaUCINeospais ébastante valorizado por serum dospilares damedicina centradanafamíliaenopaciente,defendeo compartilha-mentodasinformac¸õesdeformahonestaecompleta,para estimularaparticipac¸ãodospaisnasdecisões.7
Apesardaimportânciadaavaliac¸ãodasatisfac¸ãodospais comoscuidadosneonataisemqualquerpopulac¸ão,nãohá instrumentos validados, publicadosem língua portuguesa, comesseobjetivo.Esteestudofezatraduc¸ãoparao portu-guêsbrasileiro,aadaptac¸ãotransculturaleavalidac¸ãodo conteúdodoquestionárioEmpathic-N.
Método
O estudo metodológico de traduc¸ão, adaptac¸ão transcul-turale validac¸ão deconteúdo doEmpathic-Nfoi feitode marc¸ode 2013a dezembrode2014, na UCINdoInstituto deMedicinaIntegralProf.FernandoFigueira(IMIP).OIMIP éumhospitalterciáriodeRecife-PE,quecontacomequipe multiprofissional,prestaassistênciaexclusivamentea usuá-riosdoSUS.NoIMIP,em2014,houve5.846nascidosvivos, 29,3%recém-nascidos prematuros.8 AUCIN tem 50leitos, commédiadiáriadeocupac¸ãode86,9%,númeromédiode admissõesde139 pacientes/mêsemédiadepermanência de9,3dias.
A traduc¸ão e a adaptac¸ão transcultural foram feitas pelatécnicapropostapeloGrupodaTraduc¸ãoeAdaptac¸ão TransculturaldaSociedadeInternacionalparaPesquisas Far-macoeconômicas(Ispor)em2005.9Essemétodofoisugerido pelo autor do Empathic-N, após autorizar a sua traduc¸ão e adaptac¸ão transcultural. O Ispor propõe as etapas de Preparac¸ão,Traduc¸ão,Reconciliac¸ão, Retraduc¸ão,Revisão daRetraduc¸ão,Harmonizac¸ão,TestedeCompreensão, Revi-sãoapósTestedeCompreensãoeRevisãoFinal(figura1).
A traduc¸ão consistiu na elaborac¸ão de duas versões traduzidas uma por brasileira com experiência na língua inglesa(V1)eoutraporbritânico(V2).V1eV2foram ana-lisadas pelos tradutores e na etapa de Reconciliac¸ão foi
Preparação: solicitação da autorização (Autor: Jos M Latour)
Versão 2 Versão 1
Reconciliação (elaboração da versão 3 – V3)
Retradução (elaboração da versão retraduzida – V4)
Revisão da retradução (comparação com versão original)
Validação de conteúdo (elaboração de V7) Revisão do teste piloto (ajustes do questionário)
Revisão final (elaboração da V6) Teste de compreensão (de V5 por um grupo piloto) Harmonização ( das diferenças entre a versão original e retraduzida)
TRADUÇÃO (Inglês para português brasileiro)
Figura 1 Traduc¸ão, adaptac¸ão transcultural e validac¸ão deconteúdo.
criada uma versãoúnica em português (V3).Na etapa de Retraduc¸ão a versão V3 foi traduzida para o inglês (V4) pordoistradutores,umbrasileiroeumcujalíngua nativa era o inglês. A etapa de Revisão da Retraduc¸ão foi feita por comparac¸ão da V4 com o Empathic-N. As diferenc¸as encontradas foramdiscutidas na etapa de Harmonizac¸ão, queresultounaversãoemportuguêsV5.
Naetapa deTestedeCompreensãoV5foiaplicadaaos paiscujosfilhostivessempermanecidomaisdoque48horas na UCIN.Oquestionáriofoirespondido duranteo interna-mento na UCIN e ospais foramselecionados poramostra consecutiva. Foram excluídos os pais que se declarassem analfabetos oucujosfilhosfossemaóbito.Ospais assina-ramoTermodeConsentimentoLivreeEsclarecido(TCLE)e foramsolicitadosaler,respondereinterpretarasquestões. A análisedetodasasrespostas foifeitapelo mesmo pes-quisador.Foiconsideradonãocompreendidooitememque maisde15%dospaisreferissemnãoentenderaperguntaou explicassemdemaneiraequivocadaseusignificado.
Ositens não compreendidos foram ajustados na etapa deRevisãoapós TestedeCompreensãoeosajustes resul-taram na versãofinal em português V6. NaRevisão Final, ajustes referentes a erros de digitac¸ão, gramaticais e de diagramac¸ãodoquestionárioforamfeitos.
AValidac¸ãodeConteúdodaversãofinalfoifeita medi-ante consenso de especialistas. A amostra foi composta portodososfuncionárioscontratados denívelsuperiorda UCIN-IMIPqueestivessematuandoduranteoestudo.Foram excluídososqueestivessemdefériasoulicenc¸aoucursando programa de residência. Foramconsiderados especialistas os componentes da equipe multiprofissional da UCIN do IMIP,compostapor41médicosneonatologistas,nove enfer-meiros,duaspsicólogas,umafonoaudiólogae 12 fisiotera-peutas, totalizando 65 profissionais. Quantidade superior aonúmerodescritoemoutrosestudos,de10a20 profissio-nais,paracomporopaineldeespecialistas.10
Osespecialistas,apósleituraeassinaturadoTCLE, res-ponderamumquestionárioeavaliaramarelevânciadecada um dos 57 itens da versão final (V6) constar num questi-onáriodeavaliac¸ãodesatisfac¸ãodepaisemUCIN.Paraas respostasfoiusadaescalaLikertcomcincopontos,5‘‘muito relevante’’e1‘‘muitoirrelevante’’.Alémdeserfornecido espac¸oparaobservac¸õesqualitativas.
Osdadosdessaetapaforamdigitadosemduplaentrada no software Excel 7 e validados no Epiinfo 3.5.3. Para análise dosdadosusou-se o softwareSTATA12, obteve-se distribuic¸ãodefrequências,médiaedesviopadrãoporitem eaconsistênciainternadositensfoianalisadapelocálculo docoeficientedealfadeCronbachporcadadomínio.Foram mantidos na versão final do instrumento de avaliac¸ão de satisfac¸ãodospaisositenscommédiadasrespostasmaior ouiguala3,5.11
O estudo atendeu aos aspectos éticos conforme Resoluc¸ãoN◦466/12doConselhoNacionaldeSaúde12efoi
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa doIMIP CAE: 18419913.8.0000.5201.
Resultados
deacordocomasintaxedoportuguêsbrasileiroealterado o tempo verbal para terceira pessoa do pretérito imper-feitoporseromaishabitualnalinguageminformal.Dentre ostermosqueapresentavamsinônimosoptou-sepelomais usual.
Na Revisão da Retraduc¸ão V4 foi comparada com o Empathic-Nem conjuntopelas pesquisadorase tradutores quanto à equivalência semântica. A maiorparte das afir-mativasmanteveosentidocomaretraduc¸ão,asdiferenc¸as foramatribuídasaousodesinônimospelosdoistradutores. A afirmativa ‘‘We received symphaty from the doc-tors and nurses’’ foi modificada após comparac¸ão com a retraduc¸ão. Considerando que ‘‘Sympathy’’ pode-ria ser traduzido como ‘‘compaixão’’, ‘‘solidariedade’’, ‘‘compreensão’’,foiconsideradomaisadequadotraduzira frase para ‘‘Os médicos e enfermeiros foram solidários.’’ Naavaliac¸ão finalfoitraduzido ‘‘Howwouldyourateour performance in general?’’ para ‘‘Quenota você dariaao desempenho danossaunidade demodo geral?’’ para dei-xarmaisclaroaoentrevistadoquesetratadaatuac¸ãodos profissionaisnaUCIN.
Forammantidosoformato,aordemeadivisãodositens portópicosdoEmpathic-NnaversãoemportuguêsV5,que foi submetidoa dois testes de compreensão. As entrevis-tadas forammães com médiade 28 anos, todaspardase com mais de oito anos de estudo, porém nenhuma com ensino superior completo. Primeiro entrevistaram-se oito genitoras,foiobservadointeresseemavaliaroservic¸o,com verbalizac¸ão de queixas e elogios. A maioria apresentou dificuldade de distinguir os enfermeiros dos técnicos em enfermagem,oquepoderiamodificaraavaliac¸ão.
Houve predominância nasrespostas extremas(1 ou6), oquefoiatribuídoàdificuldadedasmãesdeusaraescala Likert.Assim,optou-seporadicionarcaracteresnaescala, comfacesqueexpressamsatisfac¸ãoouinsatisfac¸ão,oque foiinformadoeaceitopeloautordoquestionáriooriginal.
Observou-sequeasquestões41e55nãoforam respon-didascomcoerência.Aquestão41abordavaorecebimento defolhetoinformativo,porémnaUCINestudadanãoháesse material,oqueinviabilizaaavaliac¸ãodesseitem.Jáa ques-tão55abordavaa‘‘formac¸ãocultural’’,quetambémnãofoi compreendidapelas entrevistadas por nãoser compatível comnossocontexto.
Adificuldadenacompreensãodealgunsitensmotivoua substituic¸ãodepalavrasouexpressõesporequivalentesde maisfácilcompreensãooumodificac¸ãonaordemdasfrases. Emalgunsitensforamadicionadosexemplos(figura2).Foi substituídootermoUCINporUTIporserotermomaisusado noBrasil.
Depois de feitas asmodificac¸ões no questionário,essa versãofoisubmetidaaumsegundoTestedeCompreensão com mais cinco mães. Nessa etapa, antes da entrega do questionáriofoiesclarecidaadiferenc¸adefunc¸ãoentreos profissionaisereforc¸adaaexplicac¸ãosobreaescalaLikert. Nessetestehouvecompreensãototaldositenserespostas maisvariadasnaescalaLikert.
Na etapa de Validac¸ão de Conteúdo, dos 65 profissio-nais,10 foram excluídospor ser residentes, foram entre-gues55questionários,dosquais40(72,7%)foram devolvi-dos.Ogrupofoicompostopor20médicosneonatologistas, 11 enfermeiros, uma psicóloga, uma fonoaudióloga e sete fisioterapeutas. No comitê de especialistas, 95%
Após piloto 1 Versão 5
(1) Diariamente Todos os dias
(3) Semelhantes Parecidas
(4) ”(whenever there was)
piora das condições clínicas..”
“(sempre que)
nossa criança piorava..”
(6) “(nos informavam)
as consequências do tratamento’’
“(nos informavam)
sobre os efeitos do tratamento”
(9) “resultados esperados (na saúde de nossa criança).’’
“sobre a evolução esperada (na saúde de nossa criança)’’
(11) “ (informações) compreensíveis’’. “(informações) fáceis de entender.’’
(12) “davam informações sinceras”. Não escondiam a verdade.
(17) “conheciam a história clínica de
nossa criança’’ “conheciam a história da doença denossa criança”.
(18) desenvolvimento de nossa criança Adicionados exemplos: crescimento, ganho de peso
(19) ‘’Piora das condições de nossa criança’’ “Piora das condições de saúde de nossa criança’’
(20) ‘’as necessidades de nossa criança foram
bem atendidas’’
“as necessidades (dificuldades) de nossa criança foram bem atendidas’’.
(21) “nos davam apoio emocional’’ “nos davam apoio quando estávamos
tristes.’’
(27) Durante as situações agudas as situações de piora do quadro de
nossa criança
(29) A transferência do cuidado do
profissional da UCIN para colegas da
Tudo ocorreu bem quando o cuidado
de nossa criança foi transferido
enfermaria pediátrica ocorreu bem. dos profissionais da UTI para os
colegas de outro setor.
(30) encorajados Estimulados
(33) a ajudar nos cuidados com a nossa criança
Adicionado ex.: ajudar a trocar fralda,
a dar a dieta...
(36) nos treinavam em aspectos específicos
dos cuidados com o recém-nascido.
Adicionado ex.: treinar como
posicio-nar, como dar a dieta, dar banho...)
(41) A UTI poderia ser facilmente acessada por telefone
Era fácil falar na UTI por telefone.
(49) respeitava a privacidade da criança e a nossa.
respeitava a privacidade da criança e a nossa (nossos momentos a sós com a criança).
(57) situação similar situação parecida.
Figura2 Demonstrativodostermos modificadosapóso pri-meiroteste-pilotoporcadaitemdaversão5.
apresentavampós-graduac¸ãonaáreaemédiade10,6anos de experiência em neonatologia. Apenas um profis-sional preencheu espac¸o destinado para observac¸ões qualitativas.
Item F4+5 Média SD
Todos os dias os médicos e enfermeiros conversavam conosco sobre os cuidados tratamentos de nossa criança.
1. 95 4,65
0,69
2. Os médicos e enfermeiros respondiam claramente nossas perguntas. 95 4,78
0,69
As informações dadas pelos médicos e enfermeiros sempre eram parecidas.
3. 75 4,1
1,12
Sempre que nossa criança piorava, os médicos e enfermeiros nos informavam imediatamente.
4. 90 4,58
0,74
5. Os médicos e enfermeiros sempre davam informações claras sobre a doença de nossa criança.
90 4,58
0,90
6. Os médicos sempre nos informavam claramente sobre os efeitos do tratamento de nossa criança.
4,43 85
0,90
7. Os médicos e enfermeiros davam informações compreensíveis ao examinar a criança.
87,5 4,53
0,93
8. Os médicos e enfermeiros davam informações compreensíveis sobre os efeitos das medicações.
3,88 70
1,18
Os médicos nos informavam sobre a evolução esperada na saúde de nossa criança.
9. 85 4,35
0,89
10. Os médicos e enfermeiros davam informações fáceis de entender. 90 4,65
0,66
11. Os médicos e enfermeiros davam informações sinceras. Não escondiam a verdade.
87,5 4,5
0,78
Os médicos e enfermeiros trabalhavam em conjunto.
12. 80 4,45
1,01
A equipe estava atenta à prevenção e tratamento da dor de nossa criança.
13. 82,5 4,48
0,98
14. Os médicos e enfermeiros são verdadeiros profissionais: sabem o que estão fazendo.
4,03 70
1,36
A medicação correta sempre foi dada no horário certo.
15. 77,5 4,25
1,16
16. Os médicos e enfermeiros conheciam a história da doença de nossa criança na chegada à UTI.
4,00 67,5
1,21
17. Os médicos e enfermeiros prestavam atenção ao desenvolvimento de nossa criança. (ex: crescimento, ganho de peso).
77,5 4,25
0,95
18.Quando havia piora das condições de saúde de nossa criança, os médicos e enfermeiros agiam imediatamente.
4,93 97,7
0,35
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
+−
As necessidades (dificuldades) de nossa criança foram bem atendidas.
19. 92,5 4,63 +−
0,807
20. A equipe tinha um objetivo em comum: dar o melhor cuidado e tratamento à nossa criança e a nós mesmos.
4,5
90 +−
1,03
21. Os médicos e enfermeiros levavam em conta o conforto de nossa criança.
87,5 4,40 +−
1,00
Todo dia sabíamos quem era o médico e o enfermeiro responsável pela nossa criança.
22. 72,5 4,10 +−
1,17
23. Os médicos e enfermeiros nos davam apoio quando estávamos tristes. 72,5 4,00 +−
1,06
24.De formal geral, os médicos e enfermeiros nos atenderam bem quando tivemos alguma necessidade.
4,08
80 +−
0,97
A equipe era cuidadosa com nossa criança e conosco.
25. 92,5 4,45 +−
0,95
26.Durante as situações de piora do quadro de nossa criança, sempre tivemos uma enfermeira para nos ajudar.
4,00
75 +−
0,98
27.Enquanto nossa criança estava na incubadora ou no berço sempre foi bem cuidada pelas enfermeiras.
85 4,38 +−
0,95
Tudo ocorreu bem quando o cuidado de nossa criança foi transferido dos profissionais da UTI para os colegas de outro setor.
28. 80 4,25 +−
1,14
1,37
As enfermeiras nos estimulavam a ajudar nos cuidados com a nossa criança. (exemplo: ajudar a trocar fralda, a dar a dieta...)
33. 85 4,43 +−
0,74
As enfermeiras nos ajudavam a criar laços com a nossa criança.
34. 90 4,55 +−
0,67
As enfermeiras nos treinavam em aspectos específicos dos cuidados com o recém-nascido. (ex: treinar como posicionar, como dar a dieta, dar banho...)
35. 92,5 4,60 +−
0,63
Antes da alta, mais uma vez discutiram conosco sobre os cuidados com nossa criança.
36. 90 4,65 +−
0,83
Sentimos segurança na UTI Neonatal.
37. 85 4,5 +−
0,96
A incubadora ou berço de nossa criança era limpa.
38. 80 4,45 +−
1,01
Item F4+5 Média SD
29.Nós participamos ativamente na tomada de decisão sobre os cuidados e tratamento de nossa criança.
50 3,55 +−
1,15
30.Fomos estimulados a ficar próximo de nossa criança. 92,5 4,63 +−
0,80
31.Tivemos confiança na equipe. 92.5 4,75 +−
0,58
Mesmo durante os procedimentos invasivos, sempre pudemos ficar próximos a nossa criança.
32. 30 2,25 +−
A equipe trabalhava com competência.
39. 87,5 4,55 +−
0,87
40. Era fácil falar na UTI por telefone. 25 2,55 +−
1,50
Havia espaço suficiente em torno da incubadora ou berço de nossa criança.
41. 67,5 3,80 +−
1,41
A UTI era limpa.
42. 85 4,48 +−
0,96
Na UTI os barulhos eram abafados na medida do possível.
43. 82,5 4,28 +−
1,15
O ambiente da UTI era bom e amigável.
44. 80 4,20 +−
1,13
As enfermeiras e médicos sempre se apresentavam pelo nome e função.
45. 85 4,35 +−
0,89
Os médicos e enfermeiros eram solidários.
46. 80 4,30 +−
1,04
A equipe trabalhava com higiene.
47. 85 4,50 +−
0,90
A equipe respeitava a privacidade da criança e a nossa (nossos momentos a sós com a criança).
48. 85 4,38 +−
0,74
A equipe mostrava respeito para com nossa criança e conosco.
49. 92,5 4,65 +−
0,62
50. Ao lado do leito, a discussão entre médicos e enfermeiros era apenas sobre a nossa criança.
3,90
72,5 +−
1,31
O clima era agradável entre os profissionais.
51. 85 4,28 +−
1,03
Nós nos sentimos acolhidos pela equipe.
52. 90 4,63 +−
0,66
Apesar de terem muito trabalho, a equipe dava atenção suficiente a nossa criança e a nós.
53. 87,5 4,53 +−
0,71
Para os médicos e enfermeiros, a saúde de nossa criança sempre esteve em primeiro lugar.
54. 90 4,58 +−
0,98
Os médicos e enfermeiros sempre tinham tempo para nos ouvir.
55. 65 4,15 +−
1,05
Recomendaríamos essa UTI Neonatal a qualquer pessoa que estivesse enfrentando situação parecida.
56. 90 4,73 +−
0,64
57. Se algum dia estivermos na mesma situação, gostaríamos de voltar a essa UTI Neonatal.
90 4,73 +−
0,64
F4+5 = frequência de respostas 4 ou 5. SD = desvio padrão
Item F4+5 Média SD
Alpha após exclusão de itens. Alpha
Domínio
Informação 0,86 0,86
Cuidado e tratamento 0,90 0,90
Participação dos pais 0,70 0,72
Organização dos pais 0,88 0,89
Atitude profissional 0,84 0,84
Experiência global 1,00 1,00
Figura 4 Demonstrativo do teste de consistência interna alphadeCronbachsegundodomíniosanteseapósexclusãodos itenspordomínio.
doinstrumentodecoletafoiavaliadacomousoda consis-tênciainternadositenspelocálculodocoeficientealfade Cronbach.Todososdomíniosobtiveramvaloressuperioresa 0,7(figura4).Apósexclusãodositens32e40,foi recalcu-ladooalfadeCronbach,quepermaneceuacimade0,7em todos.
Apósessasetapasfoiobtidooinstrumentoadaptado, tra-duzidoevalidadodeavaliac¸ãodesatisfac¸ãodepaisemUTI neonatalnoBrasil,constade53itensmaisquatroquestões abertas,manteveadiagramac¸ãoeadivisãoporsubitensdo questionáriooriginal,porémcomcaracteresque represen-tamaescalaLikert.
No entanto, na etapa de revisão, optou-se por rein-troduzir as questões que haviam sido excluídas durante o processo de adaptac¸ão transcultural, mantiveram-se 57 itens no questionário final, além das quatro questões abertasparaavaliac¸ãoglobaldasatisfac¸ão,umasec¸ãopara informac¸ões demográficas e um espac¸o livre para os pais expressaremsuasexperiências.
Discussão
O estudo fez a traduc¸ão para o português brasileiro, adaptac¸ão transcultural e validac¸ão de conteúdo do Empathic-N.
O Teste de Compreensão foi feito com genitoras a fim de torná-lo acessível à populac¸ão avaliada, uma vez queo Empathic-Né autorresponsivoe foidesenvolvidona Holanda,que apresentadiferente perfilsocioeconômicoe cultural,com baixa desigualdadesociale fácil acesso aos servic¸osdesaúde.13
Naobservac¸ãodoperfildasgestantes brasileiras, apre-sentadonapesquisaNascernoBrasil,feitade2011a2012, identificaram-semulherescom médiade25,7anos,18,2% adolescentese10,5%com35oumaisanos.Das entrevista-das,73,5%apresentavampelomenosoitoanosdeestudoe apenas8,9%cursaramensinosuperior.14Osdados epidemi-ológicosdoIMIPde2014têmperfilsemelhantecom22,6% dasgenitorasadolescentese90,5%commaisde8anosde estudo.8
Na Holanda a presenc¸a de populac¸ão imigrante, com diversidade cultural e barreiras de linguagem no ambi-ente deUCIN,podelevar aaumento doestressematerno se não forem bem contornadas.15 Apesar da importân-ciacomprovadadessetema,evidenciou-senoteste-piloto que a questão ‘‘Nossa formac¸ão cultural foi levada em considerac¸ão’’nãofoicompreendidapelasentrevistadase
foi excluída. É provável que isso deva-se ao fato de que nãohágrandesdiferenc¸asculturaisinternasnoNordestedo Brasil.Épossívelqueacontec¸aemoutrasregiõesbrasileiras, aexemplodaNorte,ondehápopulac¸õesindígenasdegrupos diferentes,ouSudesteondehámaiornúmerodeimigrantes. A confiabilidade do instrumento de coleta de dados, usadonaValidac¸ãodeConteúdoporComitêde Especialis-tas,foiaferidapelaanálisedaconsistênciainternadositens pelocoeficientealfa deCronbach. Osvaloressuperioresa 0,7paratodososdomíniosdemonstram suafidedignidade em avaliar a relevância de os itens constarem no instru-mentofinal.13Aanáliseestatísticadessafaseresultariana exclusãodedoisitens.13
Umdositensabordaapermanênciadepaisdurante pro-cedimentos invasivos. Apesar de a presenc¸a dos pais ser defendidapelaliteratura,osespecialistasnãoconsideraram relevanteapresenc¸adesseitemnaavaliac¸ãodasatisfac¸ão dospais,oquepoderefletirumcostumefrequentede algu-masunidadesneonatais.16,17AAmericanHeartAssociation, noentanto,orientaquesejaumadecisãofamiliarestarou nãopresentenomomentodareanimac¸ãocardiovascular.18
Oitem‘‘ErafácilfalarnaUTIportelefone’’foiavaliado negativamente,provavelmentepelofatode quena UCIN-IMIPnão é habitual darinformac¸ões por telefone, com o objetivodeestimularapresenc¸adospaiseevitar compre-ensãoinadequadadasinformac¸ões.Noentanto,essaprática podeestarpresenteemoutrosservic¸osdesaúdepara faci-litaracomunicac¸ão,quemuitasvezeséfeitadeformanão satisfatóriaemváriossituac¸ões.7EstudofeitoemUCIN dina-marquesaem2007fezentrevistacom780paiseidentificou comoprincipalqueixanacomunicac¸ãoademorapara con-seguirdialogarcomomédicoouenfermeira.19
Naetapadeavaliac¸ãoporcomitêdeespecialistasdo pre-senteestudofoiidentificadaavalorizac¸ãodacomunicac¸ão, jáquetodosositensdogrupo‘‘Informac¸ões’’foram avali-adoscomorelevantesemantidosnoestudo.
Aafirmativaque abordavaapresenc¸adefolheto infor-mativofoiexcluídainicialmentepelofatodenãohaveressa práticanaunidadedoestudo.Esseéummétodousadoem vários países para permitir um primeiro contato dos pais comaUTI, garanteinformac¸õesimportantespara estabe-lecersuaconvivêncianolocal.Umestudoeuropeufeitoem 125unidadesneonataisobservouque43%dospaisreferiam nãohaverrecebidoinformac¸õessobreaunidadee46%não receberaminformac¸õesclarassobreasmáquinas,os moni-torese os alarmes usados. Portanto,essa prática, apesar depromissora,aindanãoapresentacoberturaadequadanas unidadesemgeral.20
Destaca-se também o item ‘‘Nós participamos ativa-mentenatomadadedecisãosobreoscuidadosetratamento denossacrianc¸a’’queapresentouapenas50%deresposta ‘‘relevante’’e‘‘muitorelevante’’.Emrevisãosistemática que avaliou necessidades de pais de recém-nascidos em UTIneonatalforamdestacadasseisnecessidadesprimárias, dentreelasainformac¸ãoadequadaeainclusãonocuidadoe nasdecisõesrelacionadasacrianc¸a.21Portanto,percebe-se queaindahá fragilidadesnoreconhecimentodeconceitos básicosdamedicinacentradanafamíliaenopacientepelos profissionaisdeUTIneonatal.
emocional, participac¸ão dos pais, ambiente acolhedor, políticasdeapoiodaunidadeeeducac¸ãodospaiscom prá-ticadehabilidadesnovasporparticipac¸ãoguiada.21 Todos essestemas sãoabordadosnoEmpathic-Ndentreos domí-niosdeinformac¸ão,cuidadosetratamento,participac¸ãodos paiseorganizac¸ão.
Ométodopropostonesteestudoresultarianaexclusão dessesquatroitens doquestionário.Noentanto,a impor-tânciadesses, conformeevidências naliteratura,fezcom queaexclusãodos itensfosse reavaliada.Considerandoa opiniãodoautordoquestionáriooriginal,quefoicontrária àexclusãodeitens,optou-sepormantê-los.
Aindicac¸ão deexclusão desses itens pelométodo pro-postoparecenãoestarrelacionadoaerrometodológico,e simàincipiênciadealgunsconceitosdemedicinacentrada nafamíliaenopacientenoservic¸oestudado.Rotinascomoo contatotelefônico,permanênciadepaisemprocedimentos invasivosepresenc¸adefolhetoexplicativosãoapoiadaspela literaturae devemserincentivadas.Portanto,no questio-náriofinalositensforamreintroduzidos,considerandoque oquestionáriopoderáseraplicadoem diferentes localida-desequecasonãosejapossívelavaliaressesitens,pode-se usaraopc¸ão‘‘nãoseaplica’’.
Apóstodasasetapaspropostas,oEmpatich-N encontra-sedisponívelnaversãobrasileira,oquesupreessalacuna naliteratura.Destaca-seaimportânciadeuminstrumento dessanaturezapelasuacapacidadedeavaliarasatisfac¸ão, que é considerada um dos atributos da qualidade em saúde,22 edeproporcionarquestionamentosquantoa roti-nasdentro da UTI neonatal,na busca pela excelência no servic¸ooferecido.
Estudos posteriores devem avaliar as propriedades psicométricasdo questionário traduzido e adaptado. Par-ticularidadesregionaisquepossaminfluenciaraadaptac¸ão transculturaldevemserlevadasemconsiderac¸ão.
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
Agradecimentos
Aoautor do questionárioEmpatich-N, JosM. Latour,pela permissãodatraduc¸ão.
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