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RECI I S – R. Elet r . de Com . I nf. I nov. Saúde. Rio de Janeir o, v.6, n.1, p. 62 - 76, Mar ., 2012 [ w w w .r eciis.icict .fiocr uz.br ] e- I SSN 1981 - 6278

* Ar t igo Or iginal

Te cn ologia da I n for m a çã o n a Fu n da çã o Osw a ldo Cr u z

Pa u lo Edu a r do Pot y gu a r a Cou t in h o M a r qu e s

Tecnologist a em saúde pública, I nst it ut o de Com unicação e I nfor m ação Cient ifica e Tecnológica em Saúde, Fundação Osw aldo Cr uz, Rio de Janeir o, RJ, Br asil

pm ar ques@fiocr uz.br

Ta t ia n a W a r ga s de Fa r ia Ba pt ist a

Pesquisador a do Depar t am ent o de Adm inist r ação e Planej am ent o e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sér gio Ar ouca da Fundação Osw aldo Cr uz ( DAPS/ ENSP/ FI OCRUZ) , Rio de Janeir o, RJ, Br asil

t w ar [email protected] uz.br DOI : 10.3395/ r eciis.v6i1.531pt

Re su m o

Est a pesquisa t em por obj et o a Tecnologia da I nfor m ação ( TI ) e t eve por obj et ivo r ealizar análise diagnóst ica dest a ár ea na Fundação Osw aldo Cr uz ( Fiocr uz) . Par a nor t ear est a análise foi r ealizado um est udo de cor t e t r ansver sal de nat ur eza explor at ór ia e descr it iva. Tal est udo abr angeu as 23 Unidades da Fiocr uz que r esponder am um quest ionár io sobr e sua est r ut ur a de TI , assim com o quest ões sobr e pr ocessos, t r oca de infor m ações e sugest ões par a que a TI se alinhe com a m issão inst it ucional. Tam bém foi r ealizado um r esgat e da hist ór ia da TI na Fiocr uz t endo com o font e docum ent os inst it ucionais. Obser vou - se que a TI apar ece em um cr escent e ao longo do t em po, por ém t ais discussões não possuem a TI com o foco, m as com o supor t e a pr oj et os r espondendo às ur gências. Ver ificou - se a necessidade de m ont ar um plano de for m ação cont inuada par a os pr ofissionais de TI . Foi possível per ceber que a subár ea de Sist em as Cor por at ivos encont r a- se m uit o aquém do ideal. Ver ificou - se um a baixa ut ilização de soft w ar e livr e nas est ações de t r abalho e a ut ilização de sist em as oper acionais sem supor t e. Exist em poucos pr ofissionais envolvidos com Segur ança da I nfor m ação. Par a a ár ea de TI , pr opõe- se a im plant ação de um m odelo descent r alizado, sob a coor denação de um nível cent r al.

Pa la v r a s- ch a v e : Tecnologia da I nfor m ação; TI ; Gest ão

I n t r odu çã o

Est e est udo t em por obj et o a Tecnologia da I nfor m ação ( TI ) na Fundação Osw aldo Cr uz ( Fiocr uz) enquant o conj unt o de r ecur sos r elacionados com a gest ão e uso da infor m ação ( REZENDE; ABREU, 2000) . O pr opósit o dest a pesquisa foi de r ealizar um a análise diagnóst ica da ár ea de TI nest a inst it uição. Par a t ant o, se fez necessár io invest igar a quest ão hist ór ica e est r ut ur al dest a ár ea na Fiocr uz alcançando os obj et ivos de r esgat ar as t ent at ivas hist ór icas de or ganização da gest ão dest a ár ea, explor ar a exist ência de polít icas e pr ocessos docum ent ados da ár ea de TI e ident ificar a est r ut ur a at ual nas diver sas Unidades da Fiocr uz.

Dada r elevância de est r ut ur ação dest a ár ea no set or público, diver sas por t ar ias e inst r uções nor m at ivas for am publicadas com o int uit o de or ganizar a Tecnologia da I nfor m ação no r efer ido set or . Em agost o de 2008 foi publicado no Diár io Oficial da União ( DOU) o acór dão 1603/ 2008 onde o Tr ibunal de Cont as da União ( TCU) apr esent ou a sit uação encont r ada na gest ão e no uso de TI na Adm inist r ação Pública Feder al ( APF) , r elat ando que a TI car ece de planej am ent o est r at égico inst it ucional, possui deficiência na est r ut ur a de pessoal e t r at a de for m a inadequada as infor m ações , fer indo a confidencialidade, int egr idade e disponibilidade das m esm as. ( BRASI L, 2008a) .

Não som ent e as quest ões legais dir ecionam a um m aior conhecim ent o sobr e a est r ut ur ação da TI na Fiocr uz, m as t am bém o fat o da Fiocr uz pr oduzir um volum e gr ande de infor m ações cr ít icas que at r avessam o Com plexo Econôm ico I ndust r ial da Saúde ( CEI S) , um a vez que a posição da inst it uição dent r o do CEI S per passa por quase t odas as ár eas que o com põe podendo ser enquadr ada em set or es indust r iais e nos set or es pr est ador es de ser viço.

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obr igat or iedade de invest ir na Tecnologia da I nfor m ação pr ovendo o alicer ce par a que a gest ão se t or ne m ais eficient e.

Par a t ant o, conhecer com o est á est r ut ur ada a Tecnologia da I nfor m ação e t r açar possíveis cam inhos par a a int egr ação das diver sas Unidades dest a inst it uição é de vit al im por t ância par a que est a possa at ingir sua m issão, for t alecendo e consolidando o Sist em a Único de Saúde e cont r ibuindo par a m elhor ia da saúde e da qualidade de vida da população br asileir a, além de ser inst it uição pública e est r at égica de saúde. No Congr esso I nt er no da Fiocr uz de 2010 t ais aspect os for am novam ent e r essalt ados ( CONGRESSO..., 2010) .

Ressalt a- se que, segundo a Secr et ar ia de Logíst ica e Tecnologia da I nfor m ação ( SLTI ) em sua Por t ar ia 11/ 2008, “ a pr im eir a fase da elabor ação do PDTI é o diagnóst ico, dur ant e o qual ser ão ident ificadas a sit uação at ual da TI do ór gão e as Necessidades a ser em at endidas.” . Adem ais, a r efer ida Por t ar ia apont a que a fase de diagnóst ico abr ange a avaliação dos ser viços pr est ados e quant ificar e ver ificar capacit ação do pessoal. Em com plem ent o, t al r efer ência indica ainda algum as t écnicas par a efet uar a fase de diagnóst ico com o, por exem plo, o “ envio de for m ulár ios por inst r um ent o for m al” . ( BRASI L, 2008b)

Est e ar t igo apr esent a um diagnóst ico das ár eas de TI no âm bit o da Fiocr uz const it uindo t ant o um r esgat e hist ór ico sobr e a configur ação dest a ár ea na inst it uição, com o um a análise descr it iva da sit uação at ual.

M ETOD OLOGI A

Tr at a- se de um est udo de cor t e t r ansver sal de nat ur eza explor at ór ia ( HULLEY et al, 2003) e descr it iva ( TOBAR; YALOUR, 2003) , pois visou consolidar um diagnóst ico da ár ea de TI na Fiocr uz t endo com o eixo analít ico a sist em at ização de infor m ações e o ent endim ent o das car act er íst icas dest a or ganização.

Est a pesquisa, quant o aos m eios, ut ilizou - se de est r at égias da pesquisa de cam po e docum ent al. Par a r esgat ar o hist ór ico de or ganização da gest ão da TI na Fiocr uz for am analisados os cont eúdos de alguns docum ent os com o, os r elat ór ios dos Congr essos I nt er nos da Fiocr uz, Relat ór ios de At ividades ger ados pela Dir et or ia de Planej am ent o ( DI PLAN) e o Pr ogr am a I nt egr ado de I nfor m ação e Com unicação da Fiocr uz ( ‘Livr o Ver de’) .

Par a at ingir os obj et ivos de ident ificar a est r ut ur a das ár eas de Tecnologia da I nfor m ação das Unidades da Fiocr uz e explor ar a exist ência de polít icas e pr ocessos na ár ea de TI das Unidades da Fiocr uz foi m ont ado um inst r um ent o de colet a sob a for m a de quest ionár io com per gunt as est r ut ur adas. Tal quest ionár io, dividido em cinco par t es, explor ou difer ent es dim ensões r elat ivas a TI na Fiocr uz: A Unidade; a est r ut ur a da ár ea de TI ; sobr e as polít icas, pr ocessos e pr ocedim ent os; sobr e a t r oca de infor m ações ent r e os pr ofissionais de TI e sobr e a im pr essão do r espondent e sobr e a TI na Fiocr uz.

As duas pr im eir as par t es do quest ionár io, ut ilizadas par a at ingir o pr im eir o obj et ivo de ident ificar a est r ut ur a das ár eas de TI das Unidades da Fiocr uz, abor dar am quest ões sobr e a est r ut ur a or ganizacional da Unidade, o com par t ilham ent o de at ividades de out r as ár eas de conhecim ent o e quest ões sobr e a est r ut ur a física da Unidade, envolvendo it ens com o r ecur sos hum anos, equipam ent os , sist em as e ser viços . Ent ende - se por est r ut ur a física o conj unt o de r ecur sos necessár ios par a se m ont ar um a ár ea de TI .

As t r ês par t es subseqüent es at endem ao obj et ivo de explor ar a exist ência de polít icas e pr ocessos na ár ea de TI das Unidades da Fiocr uz e buscam apr esent ar se a ár ea de TI da Unidade possui pr ocessos e polít icas docum ent adas, assim com o ver ifica que m eios de t r oca de infor m ações ent r e pr ofissionais de TI a Unidade consider a m ais r elevant es, além de colet ar sugest ões dos r espondent es par a que a ár ea de TI pudesse se alinhar m ais com a m issão da Unidade e da inst it uição.

Foi escolhida par a r ealização do pr é- t est e um a Unidade que pr ovavelm ent e at ender ia a m ais que 90% das per gunt as do quest ionár io sem t er que r ecor r er à busca das infor m ações, pois se im aginava que j á as possuíam docum ent adas.

O r efer ido t est e t eve a finalidade de ver ificar o t em po ut ilizado par a r esponder o quest ionár io assim com o a clar eza do m esm o e sua adequação quant o aos dados solicit ados.

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A opção de r eenvio dos quest ionár ios par a sanar as incoer ências se deu pelo fat o que além dest e ser t am bém um est udo no âm bit o de um m est r ado pr ofissional, há um com pr om isso na consolidação de cont r ibuições par a a inst it uição. Além disso, não int er essava não conseguir as infor m ações.

Adem ais, o t em po de r espost a e a idas e vindas dos quest ionár ios j á é, por si só, a expr essão da ineficiência e pr ecar iedade da ár ea na I nst it uição.

An á lise

Os dados colet ados com a pr im eir a par t e do pr im eir o quest ionár io t r ouxer am subsídios par a ident ificar a est r ut ur a das ár eas de Tecnologia da I nfor m ação das Unidades , buscando ident ificar o papel ocupado pela TI na est r ut ur a or ganizacional da Unidade.

A segunda par t e do quest ionár io foi analisada sobr e t r ês aspect os : equipe , equipam ent os e sist em as / ser viços . Par a est es t r ês aspect os for am ver ificados as int er - r elações ent r e os m esm os; além de confr ont á - los ent r e as Unidades, m ant endo a confidencialidade da ident idade das m esm as.

A par t ir dos dados colet ados por m eio dos quest ionár ios foi cr iada um a planilha elet r ônica no for m at o padr ão MS Excel© 2 par a auxiliar na t abulação dos m esm os.

É im por t ant e dest acar que par a a par t e V3 do quest ionár io classificar am - se as r espost as de for m a sem ânt ica ut ilizando as cinco subár eas, a saber : Sist em as Cor por at ivos, Segur ança Com put acional, Tr einam ent o e Capacit ação, Tecnologia / I nfr aest r ut ur a e Ser viços de m icr oinfor m át ica; além out r as cinco cat egor ias descoladas da t écnica: Gest ão, Int egr ação, Gover nança, Polít icas e Visão. Tais cat egor ias, em bor a não sej am ent endidas com o subár eas da TI , est ão int im am ent e r elacionadas à exist ência da m esm a.

RESULTAD OS

Os r esult ados dest a pesquisa ser ão apr esent ados em t r ês seções, a saber : • Hist ór ico da TI na Fiocr uz;

• Per fil da TI na Fiocr uz; Hist ór ico da TI na Fiocr uz

A Fiocr uz é um a inst it uição pública que t em com o m issão cent r al e visão r espect ivam ent e Pr oduzir , dissem inar e com par t ilhar conhecim ent os e t ecnologias volt ados par a o for t alecim ent o e consolidação do Sist em a Único de Saúde e que cont r ibuam par a m elhor ia da saúde e da qualidade de vida da população br asileir a, par a a r edução das desigualdades sociais e par a a dinâm ica nacional de inovação, t endo a defesa do dir eit o à saúde e da cidadania am pla com o valor es cent r ais.

ser inst it uição pública e est r at égica de saúde, r econhecida pela sociedade br asileir a e de out r os países, por sua capacidade de colocar efet ivam ent e a ciência, a t ecnologia, a inovação, a educação e a pr odução t ecnológica de ser viços e insum os est r at égicos par a a m elhor ia da saúde da população, a r edução das desigualdades sociais, a consolidação e o for t alecim ent o do SUS, a elabor ação e o aper feiçoam ent o de polít icas públicas de saúde. ( CONGRESSO..., 2010, 21,23) .

O pr im eir o Congr esso I nt er no da Fiocr uz, r ealizado em j ulho de 1988, t eve com o t em a Ciê n cia e Sa ú de : A Fiocr u z do Fu t u r o . Naquela época ainda não se ut ilizava o t er m o “ inovação” , t odavia apr esent ava - se a idéia que “ um a ver dadeir a inst it uição de pesquisa ger a conhecim ent o, ger a novidade” e que “ par a ger ar algo novo ele deve conhecer o velho, sob pena de ( r e) invent ar a r oda ou ( r e) descobr ir a pólvor a” . ( CONGRESSO..., 1988, 3)

Ent r et ant o, per cebe- se que algum as das pr oposições daquela época ainda hoj e são discut idas e nada de concr et o foi r ealizado, com o a pr opost a de se desenvolver um

Banco de Dados infor m at izado que possibilit e um adequado acom panham ent o do per fil pr ofissional dos funcionár ios da FI OCRUZ, e seu nível de especialização/ desenvolvim ent o, ut ilizado com o inst r um ent o de ger ência de r ecur sos hum anos ( CONGRESSO..., 1988, 21) .

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Per cebiam - se pr oblem as com o a ausência de um Pr oj et o I nst it ucional que nor t easse, delim it asse e definisse pr ior idades t ant o par a a Pesquisa quant o par a o que foi cham ado de ár eas m eio. Tam bém foi ident ificada a “ ausência de um a polít ica cr it er iosa que gar ant a o t r einam ent o e aper feiçoam ent o dos pr ofissionais e t écnicos ligados a est as ár eas” ( CONGRESSO..., 1988, 23) . Sobr e est es aspect os pode- se dizer que a inst it uição cont inua sem um a clar a polít ica de aper feiçoam ent o dos pr ofissionais dest a ár ea.

Foi pr opost o que logo após o encer r am ent o do Congr esso fosse const it uído um fór um com post o por t odos os set or es que t r abalham com o obj et o infor m ação “ visando t r açar as dir et r izes par a a definição de um a Polít ica de I nfor m ação par a a FI OCRUZ” . ( CONGRESSO..., 1988, 19) . Tal Polít ica foi t r aduzida no que hoj e é cham ado dent r o da inst it uição de ‘Livr o Ver de’. O r efer ido livr o não apr esent a nenhum a polít ica par a a ár ea de Tecnologia da I nfor m ação. Adem ais a com issão que elabor ou possuía apenas um pr ofissional dest a ár ea.

Est e congr esso t eve ainda com o pr opost a a definição de um a Polít ica de I nfor m át ica em Ciência e Tecnologia da FI OCRUZ cr iada a par t ir de um Conselho de Planej am ent o em conj unt o com a Super int endência de Planej am ent o ( SUPLAN) e a Pr esidência ( CONGRESSO..., 1988) . Est e fat o m ost r a que a Fiocr uz j á se pr eocupava com a ár ea e que pensava a m esm a alinhada à gest ão. A par t ir do Segundo Congr esso I nt er no, r ealizado em 1994 e que t eve com o t em a Au t on om ia Fle x ibilida de e Qu a lida de , o t er m o Com plexo I nst it ucional Fiocr uz sur ge em um a alusão ao Com plexo Econôm ico I ndust r ial da Saúde e apr esent a difer ent es pr opost as que “ conver gir am par a a ar t iculação das at ividades de Pesquisa, Ensino, Pr odução, At enção à Saúde, Cont r ole da Qualidade, I nfor m ação e Gest ão Adm inist r at iva” ( CONGRESSO..., 1994, 4) . Per cebe- se que a I nfor m ação par t icipa das ár eas consider adas im por t ant es par a o for t alecim ent o da inst it uição. Naquele ano foi apr ovada a cr iação das Câm ar as Técnicas de Gest ão e de Infor m ação, I nfor m át ica e Com unicação “ com car át er assessor do CD/ Fiocr uz na for m ulação de polít icas inst it ucionais nas ár eas de com pet ência.” ( CONGRESSO..., 1994, 5) No ent ant o a ár ea de Tecnologia da I nfor m ação, com o j á m encionado, cont inua sem um a Polít ica I nst it ucional.

Na ár ea de Gest ão foi pr opost a a descent r alização adm inist r at iva, baseando- se na pr em issa de que est a “ é um inst r um ent o essencial que possibilit a o incr em ent o da eficiência e de eficácia das Unidades.” ( CONGRESSO..., 1994, 17) . Acr escent a que a

descent r alização deve ser um pr ocesso pr ogr essivo que t om e em consider ação as pr ior idades da Unidade, a exist ência de um pr ocesso de planej am ent o e avaliação, a disponibilidade e acesso a um sist em a de infor m ação. ( CONGRESSO..., 1994, 17) .

Ent ende - se que t al sist em a ger encial dever ia ser único, capaz de t r azer subsídios par a os dir igent es. Todavia, o que exist e hoj e são sist em as de infor m ação pouco int egr ados dent r o da pr ópr ia Unidade, sendo quase 50% das Unidades com nenhum a ou pouca int egr ação ent r e os sist em as int er nos, e com nenhum a int egr ação aos sist em as cor por at ivos ( ± 40% ) .

As pr oposições feit as par a a ár ea de I nfor m ação Cient ífica e Tecnológica e Com unicação Social em Saúde cont em plavam :

Conclusão do pr oj et o físico e im plant ação do pr oj et o lógico da Rede Fiocr uz, int er ligando t odas as Unidades, depar t am ent os e labor at ór ios da Fiocr uz.

I dent ificação e pr ior idade na im plant ação de Bancos de Dados inst it ucionais.

Elabor ação do Plano Dir et or de I nfor m át ica e I nfor m ação, cuj as dir et r izes dever ão nor t ear os Planos Dir et or es das Unidades. ( CONGRESSO..., 1994, 15) .

Per cebe- se que nest e Congr esso I nt er no houve pr eocupação não só com a infr aest r ut ur a de r ede, m as t am bém com quest ões r elacionadas à infor m ação, gest ão e polít icas.

Quat r o anos após, em novem br o de 1998, o t er ceir o Congr esso I nt er no foi r ealizado com o t em a: Fiocr u z e n qu a n t o in st it u içã o Pú blica e Est r a t é gica . Per cebe- se, por m eio do r elat ór io dest e que a Tecnologia da I nfor m ação t em sua im por t ância sendo apr esent ada e discut ida cr escent em ent e, por ém sem ações conclusivas.

O r elat ór io dest e Congr esso I nt er no ainda t r ouxe à t ona a necessidade de se aceler ar a pr odução cient ífica e t ecnológica, “ invest ir na qualificação de pr ofissionais t ant o em pesquisa, com o em pr odução e ger ência” ( CONGRESSO..., 1998, 3) e de se adapt ar aos novos t em pos. Faz- se clar o, nest e m om ent o, que a Tecnologia da I nfor m ação é peça fundam ent al no at endim ent o dest as necessidades.

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est r ut ur ant es par a o desenvolvim ent o inst it ucional e as r elações da FI OCRUZ com a sociedade” . ( CONGRESSO..., 2002, 5)

O r elat ór io final dest e Congr esso I nt er no t r az um t ópico específico sobr e I nfor m ação, Com unicação e I nfor m át ica, sendo que par a est a últ im a apr esent am - se quat r o pr oblem as sobr e sist em as nacionais de infor m ação em Saúde, a saber :

1) qualidade de indicador es e confiabilidade de dados; 2) padr onização e

int er oper abilidade dos vár ios sist em as nacionais; 3) baixa ut ilização de análise sist em at izada de infor m ações no pr ocesso de avaliação e t om ada de decisão nas t r ês esfer as de gover no; e 4) ausência de t r at am ent o e divulgação de dados e infor m ações par a fins de cont r ole social. ( CONGRESSO..., 2002, 32)

Per cebe- se que a pr eocupação é com os Sist em as de I nfor m ação, por ém não é apr esent ada a infr aest r ut ur a necessár ia par a supor t á- los com o pr oblem a.

I st o post o, ver ifica- se que a Fiocr uz apont ou nest e m om ent o com o um dos pr oblem as dos sist em as nacionais de infor m ação a falt a de padr onização e a baixa ( ou nenhum a) int er oper abilidade ent r e os sist em as sendo que ist o se r epet e nest a pesquisa r ealizada dent r o da Fiocr uz.

Tr ês anos após, em out ubr o de 2005, foi r ealizado o quint o Congr esso I nt er no com o obj et ivo de m ont ar o Plano Quadr ienal 2005 - 2008 que apr esent ou as pr incipais polít icas, est r at égias e m et as que or ient ar iam as ações da inst it uição dur ant e o r efer ido per íodo. Est as ações for am or ganizadas de acor do com as diver sas ár eas de at uação da Fiocr uz e em consonância com o Plano Plur ianual do Gover no Feder al e com o Plano Nacional de Saúde.

A TI ( infor m át ica com o er a r efer ida no docum ent o) er a apr esent ada dent r o da gr ande ár ea de Educação, I nfor m ação e Com unicação em Saúde e C&T. Ent r et ant o, o Plano Quadr ienal afir m a que

apesar dos avanços, alguns desafios per m anecem , r elacionados pr incipalm ent e à necessidade de m aior int egr ação ent r e as at ividades de infor m ação, infor m át ica e com unicação na Fiocr uz, bem com o em r elação à m aior ar t iculação ent r e essas ações e as dem ais ár eas finalíst icas com o, por exem plo, o ensino, e à super ação da fr agilidade das infor m ações par a t om ada de decisão. ( CONGRESSO..., 2005, 60)

Not a - se aqui que a Fiocr uz pensa na TI – assim com o na infor m ação e com unicação – com o fundam ent al à Gest ão, pr om ovendo um a m elhor t om ada de decisão.

O docum ent o apont a ainda a “ ausência de um a polít ica de unifor m idade na aplicação e dist r ibuição de r ecur sos hum anos e financeir os na ár ea de I nfor m át ica” ( FI OCRUZ, 2005: 61) . Naquela ocasião, foi pr opost o o desenvolvim ent o e im plant ação de um “ plano est r at égico par a a at ualização per m anent e dos r ecur sos de infor m át ica ( ...) incent ivando o desenvolvim ent o e a im plem ent ação de aplicat ivos em soft w ar e livr e” . ( CONGRESSO..., 2005, 62) Não foi encont r ado nenhum plano que r em et esse a est a pr opost a.

Em out ubr o de 2010 foi r ealizado o sext o Congr esso I nt er no da Fiocr uz e t eve com o t em a A Fiocr u z com o in st it u içã o pú blica e e st r a t é gica de Est a do pa r a a sa ú de . Tal t em a é r eflet ido dir et am ent e na m issão e pr incipalm ent e na visão definida nest e Congr esso I nt er no. O Congr esso apr esent ou com o um dos desafios par a a saúde o fat o de que

os sist em as necessit ar ão est ar int er ligados e pr opiciar as m ais diver sas int er ações em r ede e, par a t al, pr ogr am as específicos par a o desenvolvim ent o de t ecnologias de infor m ação aplicadas à saúde devem ser incent ivados. ( CONGRESSO..., 2010, 14)

No ent ant o não apr esent a ações a ser em r ealizadas par a r ealizar t al int egr ação. Apr esent ou ainda que no

cam po da ciência, t ecnologia e inovação ( CT&I ) , a t endência é de que os gast os gover nam ent ais e pr ivados cont inuem cr escendo e a infr aest r ut ur a de C&T se expanda, for t alecendo a coor denação do Sist em a Nacional de I novação e exigindo cada vez m ais a consolidação das polít icas de infor m ação e com unicação. ( CONGRESSO..., 2010, 14) .

Ent ende - se com isso que ser ão r ealizados invest im ent os na ár ea de TI , por ém t ais invest im ent os dever iam ser r ealizados de for m a ant ecipada às necessidades buscando r ealizar no m ínim o o capacit y planning par a os equipam ent os.

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ciência e t ecnologia par a o SUS e com a sociedade esper a com o r esult ados um a “ m aior qualidade t ecnológica de com unicação por m eio de int egr ação com a ár ea de infor m ação e t ecnologia de infor m ação da Fiocr uz” ( CONGRESSO..., 2010, 52) .

No cont ext o ger al da Fiocr uz per cebe- se que a TI passa a ser vist a com um a im por t ância m aior na discussão dos Congr essos I nt er nos. Ent r et ant o, nest e últ im o, m enos de 1% dos par t icipant es er am da ár ea de TI . Mesm o sendo ár ea por t ador a de fut ur o na gest ão pública inovador a que dever á “ alcançar elevado pat am ar de desenvolvim ent o” ( CONGRESSO..., 2010, 73) e exist indo um m acr o pr oj et o volt ado à im plant ação de um “ Sist em a de I nfor m ação I nt egr ado de Gest ão” , a ár ea de TI t em sido vist a, na m aior ia das vezes, com o ár ea que r esponde às necessidades im ediat as.

Cabe r essalt ar que não for am encont r adas m uit as ações r egist r adas par a a ár ea de TI e a par t ir dest a visão do t odo, não é possível per ceber que os r egist r os per t encem a um plano est r at égico m aior par a a r efer ida ár ea, pois se quer possuem um a coer ência incr em ent al ent r e as ações. Dur ant e a leit ur a dos docum ent os, ficou clar a a fr agm ent ação das ações pelas Unidades.

Pe r fil da TI n a Fiocr u z

Dest aca- se que o per fil da TI na Fiocr uz, apr esent ado a seguir , r epr esent a a t ot alidade das Unidades, um a vez que houve um r et or no de 100% dos quest ionár ios. Vale r essalt ar que o levant am ent o baseou- se apenas no inst r um ent o de colet a sem que as r espost as fossem audit adas.

É possível per ceber a par t ir dos dados colet ados na Par t e I do quest ionár io que não há um padr ão de hier ar quia par a a ár ea de TI , ist o é, a r efer ida ár ea est á dir et am ent e ligada a gest or es de dist int as ár eas.

É sabido que as Unidades possuem m issões dist int as e per cebe- se, a par t ir da dos dados da Tabela 1, que a ascendência da ár ea de TI or bit a ent r e as ár eas Adm inist r at ivas, Gest ão, I nfor m ação e Ensino, e em bor a cer ca de 70% t enha com o ascendência a ár ea de Gest ão, a diver sidade im plica nas possíveis difer ent es dir et r izes que a ár ea de TI deve seguir de acor do com sua ascendência dir et a, pois os int er esses das r efer idas Unidades est ão int im am ent e r elacionados às suas m issões.

No ent ant o a busca pela or ganização da ár ea de TI pela adm inist r ação feder al adot ou a confor m ação or ganizacional que enquadr a a r efer ida ár ea com o “ at ividade auxiliar ” ou “ ser viço” , ao lado das dem ais funções adm inist r at ivas, sendo assim ver ifica- se que um pouco m ais de um t er ço ( 34,8% ) das ár eas de TI são car act er izadas com o ser viço.

Adem ais, em bor a a Est r at égia Ger al de TI ( EGTI ) par a o biênio de 2011 - 2012 ainda não apont e um a est r ut ur a or ganizacional ascendent e par a a ár ea de TI , possui com o um a de suas m et as, especificam ent e a m et a cinco do obj et ivo t r ês da per spect iva Pr ocessos I nt er nos, pr opor est r ut ur a or ganizacional par a a ár ea de TI .

Sendo assim , pode- se dizer que quase 80% das Unidades da inst it uição, enquadr ar am a ár ea de

TI com ascendência alinhada à EGTI por est ar em vinculadas às ár eas de Gest ão ou

Adm inist r at iva.

(7)

Fon t e : Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

A est r ut ur a or ganizacional, assim com o o alinham ent o com a m issão da Unidade, t em influência dir et a na est r ut ur a da m esm a. Ver ifica- se nos dados da Tabela 2 um quadr o de 314 pr ofissionais de TI dist r ibuídos pelas Unidades que apenas 24,5% são ser vidor es públicos o que r epr esent ar ia pouco m ais de t r ês por Unidade.

Per cebe- se t am bém com o levant am ent o que quase 50% dest es pr ofissionais não possuem gr aduação específica na ár ea e nem m est r ado ou dout or ado; sendo que 36,9% possuem apenas o ensino m édio. Tal sit uação t am bém é per cebida por um a boa par t e dos r espondent es, sendo que do t ot al de 83 sugest ões, 14,5% delas são volt adas à capacit ação dos pr ofissionais.

Tot alizando 88 pr ofissionais alocados no at endim ent o aos usuár ios ( ser viços de m icr oinfor m át ica) e um t ot al de 11.617 est ações de t r abalho, t em os um a r elação de apr oxim adam ent e 132 est ações par a cada pr ofissional.

A equipe de 108 pr ofissionais de desenvolvim ent o est á dist r ibuída nas 23 Unidades. Ent ende - se que est a ser ia m ais pr odut iva se fosse cent r alizada confor m e ent endim ent o da t ot alidade ( 3,6% ) das sugest ões par a a subár ea de Sist em as Cor por at ivos.

Tendo em vist a o núm er o de pr ofissionais de Segur ança da I nfor m ação ( 10) ent ende- se que o ideal ser ia que cada Unidade possuísse ao m enos um pr ofissional par a est a subár ea. Ver ifica- se ist o por m eio do o ar t igo 5º da I nst r ução Nor m at iva 04 de 12 de novem br o de 2010, que im põe que a gest ão da Segur ança da I nfor m ação t em que ser r ealizada por funcionár io público, e exist em 18 ( 78,3% ) Unidades sem nenhum pr ofissional par a est a subár ea, conclui- se que a Fiocr uz est á bem dist ant e do m ínim o necessár io.

Par a a subár ea de Tr einam ent o e Capacit ação exist em 16 pr ofissionais dist r ibuídos em oit o das 23 Unidades. Sendo assim , 15 Unidades não possuem pr ofissionais nest a subár ea. Faz- se necessár io aum ent ar o quadr o de pr ofissionais envolvidos com a Capacit ação e Tr einam ent o, sendo est a um a pr eocupação dos r espondent es que por m eio de suas sugest ões posicionar am est a subár ea com o 3º m ais im por t ant e.

Ta be la 2 : Car act er ização e dist r ibuição de r ecur sos hum anos de TI na Fiocr uz,

(8)

Fon t e :Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

Na quest ão da est r ut ur a de m icr oinfor m át ica, a Fiocr uz encont r a- se defasada em r elação à t ecnologia exist ent e. Confor m e dados da Tabela 3, cer ca de 77% das est ações de t r abalho ut ilizam o sist em a oper acional Window s XP, ent r et ant o a Micr osoft ® , det ent or a do dir eit o de copyr ight dest e, publicou que o supor t e m ainst r eam a est e sist em a oper acional t er m inou em 14 de abr il de 2009. ( MI CROSOFT CORPORATI ON, 2011)

Chegando a apenas quase 1% de est ações com Linux ( Tabela 3) , pode- se afir m ar que a Fiocr uz est á dist ant e da adoção do soft w ar e livr e. Em cont r apont o a isso, ver ificasse que quase 60% dos equipam ent os que pr ovêem ser viços possuem o Linux par a est a função. Sendo assim , conclui- se que a subár ea I nfr aest r ut ur a est á m ais pr epar ada par a adot ar o soft w ar e livr e que a subár ea de Ser viços de m icr oinfor m át ica.

Ent r et ant o, vale r essalt ar que apenas nove Unidades possuem quase 80% do t ot al de ser vidor es Linux da inst it uição. Adem ais, ao calcular o per cent ual de t er ceir izados pelo núm er o t ot al de pr ofissionais de TI ver ifica- se que oit o daquelas nove Unidades encabeçam o t opo da list a. Sendo assim , é possível infer ir que os t er ceir izados est ão m ais bem pr epar ados nest a t ecnologia que os ser vidor es públicos.

O pr ocesso de vir t ualização dos ser vidor es, que consist e em ut ilizar equipam ent os com gr ande capacidade de pr ocessam ent o, m em ór ia e ar m azenam ent o, est á sendo ut ilizado na Fiocr uz. A vir t ualização é um a t ecnologia que est á em consonância com o conceit o de TI Ver de ( BRASI L, 2010a) . Um m ont ant e de 26,4% dos ser vidor es são vir t ualizados, ent r et ant o os soft w ar es de ger ência dest a t ecnologia são bem diver sificados.

Ver ifica- se t am bém um t ot al de 132 ser vidor es w eb na Fiocr uz, sendo que duas Unidades são r esponsáveis por cer ca de 60% dest e t ot al. Consider ando quest ões t écnicas, ver ifica- se que est e núm er o é exager ado fr ent e ao núm er o de Unidades e sendo assim , suger e- se unificar os ser viços de disponibilização de páginas int er net . A concent r ação dest es ser viços não im plica som ent e na unificação dos equipam ent os, t r az benefícios com a especialização da equipe que os m ant er á.

O m esm o acont ece com os 87 ser vidor es de banco de dados. Ent r et ant o, quat r o Unidades são necessár ias par a at ingir o m esm o per cent ual descr it o acim a. Ut ilizar a m esm a pr opost a de concent r ação dos ser viços ser ia ainda m ais efet ivo se unificasse t am bém o soft w ar e de ger enciam ent o de banco de dados. São ut ilizados quat r o difer ent es, a saber : Or acle® , MS SQL® ,

Post gr eSQL® , MySQL® 6 .

Ta be la 3 : Car act er ização dos equipam ent os disponíveis em TI na Fiocr uz, Br asil,

(9)

Fon t e :Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

Ver ifica- se t am bém que a Fiocr uz não difer e do descr it o na Polít ica Nacional de I nfor m ação e I nfor m át ica em Saúde ( BRASI L, 2004) , que r elat a a gr ande necessidade em avançar no cam inho da int egr ação ent r e os sist em as de infor m ação. Na Fiocr uz, 82,61% consider am que seus sist em as de infor m ação possuem algum a ou nenhum a int egr ação com os sist em as cor por at ivos. Por ém , 43,48% dos r espondent es afir m am que os sist em as de infor m ação da Unidade est ão par cialm ent e int egr ados, ist o é, alguns sist em as passam infor m ações par a os dem ais sist em as da Unidade. Adem ais, 8,70% afir m am que os sist em as est ão t ot alm ent e int egr ados.

É im por t ant e r essalt ar que 22 dos 23 r espondent es r elat ar am que possuem seus sist em as inst alados em suas pr ópr ias Unidades. E conclui- se que pr ovavelm ent e são desper diçados r ecur sos hum anos e t ecnológicos com est a fr agm ent ação.

A falt a de padr onização é um pr oblem a enfr ent ado pela ár ea de TI . Um a gr ande par t e dos r espondent es suger iu que fosse r ealizado um esfor ço de padr onização em vár ias ver t ent es. Suger e- se t r açar um a est r at égia de padr onização na linguagem de pr ogr am ação dos sist em as de

infor m ação, pois 19 ( 82,61% ) Unidades ut ilizar am a linguagem PHP® 8 no desenvolvim ent o de

seus sist em as de infor m ação. O JAVA® 9 é a segunda linguagem m ais ut ilizada: 11 ( 47,83% ) Unidades.

(10)

Fon t e :Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

A par t ir do levant am ent o é possível afir m ar que as Unidades não est ão or ganizadas no que diz r espeit o às docum ent ações. Apenas um a Unidade afir m a que possui docum ent ação t ot al dos sist em as de infor m ação e duas afir m am possuir a docum ent ação t ot al da r ede de dados.

Ver ificou - se por m eio dos dados r epr esent ados na Tabela 5, que 60,9% das Unidades afir m ar am que possuem Polít ica de Segur ança da I nfor m ação ( PSI ) , no ent ant o m et ade dest as não possui t al polít ica docum ent ada. Um a vez que, de acor do com a I N 01 GSI / PR, t al polít ica t em que ser um “ docum ent o apr ovado pela aut or idade r esponsável pelo ór gão ou ent idade da Adm inist r ação Pública Feder al, dir et a e indir et a, com o obj et ivo de for necer dir et r izes, cr it ér ios e supor t e” ( BRASI L, 2008d) , é possível consider ar que cer ca de 70% não possui a r efer ida PSI .

Par a o caso de um usuár io pr ecisar que um pr oblem a sej a r esolvido pela equipe de TI , é im por t ant e que exist a um pr ocedim ent o de aber t ur a de cham ados e que o m esm o se m ant enha r egist r ado a fim de cr iar um a base de conhecim ent os. ( OGC, 2007, 91) . Per cebe- se que nest e quesit o, apenas um a Unidade não possui um sist em a de cham ados ( helpdesk ) ; ent r et ant o, pouco m ais da m et ade ( 52,2% ) das Unidades não possuem docum ent ado o pr ocedim ent o de aber t ur a e acom panham ent o dos cham ados.

Per cebe- se t am bém que a subár ea de desenvolvim ent o de sist em as est á bem defasada no que diz r espeit o à or ganização, pois além de quase não exist ir docum ent ação dos sist em as, som ent e duas Unidades ut ilizam - se de um a m et odologia de desenvolvim ent o de sist em as, a saber : Baseada em UML ( Unified Modeling Language) e ASD ( Agile Soft w ar e Developm ent ) .

Ta be la 5 : A r espeit o das polít icas, pr ocessos e pr ocedim ent os de TI na Fiocr uz,

(11)

Fon t e :Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

Baseado nas r espost as r ecebidas e consolidadas na Tabela 6 ver ificou - se que a Subcâm ar a Técnica de I nfor m át ica e o Fór um Técnico de TI ficar am em pr im eir o lugar t endo, as duas, at ingido o m esm o gr au de im por t ância, 23% cada. Pr at icam ent e em pat ados, a List a de e - m ails TI - L ( 17% ) e a Com unidade Vir t ual ( 16,3% ) ficar am at r ás dos dois pr im eir os. O cont at o infor m al, com 12,6% e out r as for m as ( 8,1% ) ficar am por fim .

É possível dest acar – e se est r anhar – que os pr ofissionais de TI dão m ais im por t ância à t r oca de infor m ação pr esencial, deixando em segundo plano as for m as elet r ônicas.

Ver ifica- se t am bém , a par t ir da colet a das sugest ões par a que a ár ea de TI se desenvolvesse m ais, at endendo à m issão da Unidade e da Fiocr uz que a in t e gr a çã o ( 19,3% ) é um a lacuna que deve ser pr eenchida ( ver Tabela 7) . Já a m udança na ge st ã o ( 25,3% ) é a quest ão que m ais m er ece at enção. Alguns r espondent es ( 6,02% ) suger ir am que a gest ão da ár ea de TI fosse cent r alizada ( Tabela 7) . Dest a for m a, a TI funcionar ia com um a gest ão cent r alizada, por ém com ações im plant adas localm ent e pelas Unidades. Em com plem ent o a isso, algum as ações de cent r alização t écnica ( 7,23% ) t r ar iam econom ia de r ecur so, t ant o hum anos quant o financeir os a par t ir da consolidação de equipam ent os.

Faz- se im por t ant e t am bém t r e in a r / ca pa cit a r ( 14,5% ) a equipe de TI . No ent ant o é pr eciso ver ificar que, de acor do com o ar t igo 12 da I nst r ução Nor m at iva nº 2 de 30 de abr il de 2008, que funciona subsidiar iam ent e à I nst r ução Nor m at iva nº 4 de 12 de novem br o de 2010,

(12)

ser viços. ( BRASI L, 2008c) .

Adem ais, o it em F da planilha I nsum os de Mão- de- obr a, possibilit a ao for necedor de ser viços, apr esent ar o cust o com Tr einam ent o/ Capacit ação/ Reciclagem .

Conclui- se, que é de ext r em a im por t ância capacit ar / t r einar os ser vidor es públicos que at uam na ár ea de TI – t ot al de 77 – t ant o t ecnicam ent e quant o ger encialm ent e.

Par a algum as das sugest ões das subár eas de Tecnologia/ I nfr aest r ut ur a ( 8,4% ) e Sist em as Cor por at ivos ( 3,6% ) pôde- se per ceber que 60% das sugest ões par a est as duas subár eas er am volt adas par a a unificação de r ecur sos. Ver ificou - se que a cr iação de um Dat acent er par a a Fiocr uz assim com o um a equipe única de desenvolvim ent o de sist em as com o quest ões que m er ecem dest aque no Plano Dir et or de Tecnologia da I nfor m ação.

A cat egor ia Gover nança t am bém m er ece dest aque. Segundo o I T Gover nance I nst it ut e ( I TGI ) gover nança de TI é definida com o sendo “ de r esponsabilidade dos execut ivos e da alt a dir eção, consist indo em aspect os de lider ança, est r ut ur a or ganizacional e pr ocessos que gar ant am que a ár ea de TI da or ganização supor t e e apr im or e os obj et ivos e as est r at égias da or ganização.” ( I TGI , 2007, 5) . Ent r et ant o, per cebeu - se que os 13,3% das sugest ões nest a cat egor ia er am r efer ent es à ut ilização dos pr ocessos do m odelo Cobit 4.1.

Segur ança Com put acional com apenas 2,4% das sugest ões, assim com o ser viço de

m icr oinfor m át ica com 1,2% m er ecem um a at enção especial. Com o foi descr it o, a subár ea de Segur ança Com put acional, possui apenas 3,2% do t ot al de pr ofissionais de TI e est a pode ser um a r azão por não t er t ido m uit as sugest ões par a est a ár ea. Todavia, é im por t ant e que est a ár ea t enha at enção especial, pois confor m e a EGTI 2011 - 2012 pr econiza em sua m et a de núm er o 6, é necessár io “ Pr om over a Segur ança de Tecnologia da I nfor m ação e de Com unicações nos ór gãos int egr ant es do SI SP.” ( BRASI L, 2011) . No ent ant o não é possível ut ilizar o m esm o r aciocínio par a a quant idade de sugest ões que o Ser viço de m icr oinfor m át ica r ecebeu, um a vez que o m esm o possui 28% dos pr ofissionais de TI , ficando assim em segundo lugar em núm er o de pr ofissionais.

O foco n o clie n t e é um pr incípio par a os pr ogr am as de qualidade; nor m as t écnicas com o a fam ília I SO 9000: 2000 possuem a sat isfação do client e com o sua pr incipal car act er íst ica. Sendo assim , é possível infer ir algum as possibilidades par a est e par co núm er o de sugest ões: A r efer ida subár ea não conhece as expect at ivas dos usuár ios ou est a subár ea não car ece de m elhor ia. Mesm o sem um apr ofundam ent o m aior é possível afir m ar que as expect at ivas dos usuár ios fr ent e ao uso das t ecnologias de infor m ação e com unicação não são conhecidas.

Ta be la 7 : Sugest ões par a a ár ea de TI na Fiocr uz, Br asil, 2010.

Fon t e :Elabor ação pr ópr ia a par t ir do quest ionár io de pesquisa ( 2010) .

CON SI D ERAÇÕES FI N AI S

Est a pesquisa t r az subsídios par a a m anut enção do Plano Dir et or de TI . Por ém , per cebe- se que a Por t ar ia nº 11 r efer e- se ao Plano Dir et or com o um docum ent o que apr esent a n or m a s e

(13)

t am bém subsidia a const r ução de um Planej am ent o Est r at égico de Tecnologia da I nfor m ação ( PETI ) o qual apr esent ar ia est r at égias e ações par a a ár ea.

Após at ingir os obj et ivos t r açados, foi possível per ceber que a Fiocr uz ainda se encont r a com algum as lacunas no que diz r espeit o às subár eas que com põem a TI , assim com o na gest ão da m esm a.

Ver ifica- se, a par t ir da pesquisa, que a TI na Fiocr uz car ece de um plano clar o de for m ação cont inuada par a seus pr ofissionais visando não só a t écnica, m as t am bém a capacit ação dos ser vidor es em gest ão, pois confor m e a I nst r ução Nor m at iva nº 4 ( 12/ 11/ 2010) define, t oda a equipe r esponsável pela cont r at ação – planej am ent o, seleção e ger enciam ent o – é com post a por ser vidor es. ( BRASI L, 2010b)

Em bor a os obj et ivos t enham sido at ingidos é im por t ant e r essalt ar que o est udo de algum as quest ões dever ia ser apr ofundado. Com o descr it o acim a, faz- se necessár io a cr iação de um plano de for m ação cont inuada, ent r et ant o é necessár io apr ofundar a análise r ealizada, pois est a pesquisa ver ificou a for m ação dos r ecur sos hum anos sem se pr eocupar quem possuía qual for m ação, ou sej a, não foi possível det er m inar , por exem plo, se os quat r o pr ofissionais que possuem dout or ado são ser vidor es ou não.

Ver ificou - se t am bém , que ao longo do t em po, as discussões r ealizadas nos Congr essos I nt er nos t êm envolvido cada vez m ais a ár ea de TI . Ent r et ant o, a TI t em sido discut ida a r eboque de out r os assunt os. Mesm o sendo vist a com o ár ea m eio, é im por t ant e r essalt ar que tal ár ea poder ia/ dever ia est ar à fr ent e das dem andas.

Dent r e as subár eas descr it as nest a pesquisa, per cebeu - se que a ár ea de Sist em as Cor por at ivos é a que dem anda m aior esfor ço par a se or ganizar . Pr ovavelm ent e t al evidência é per cebida por est a ser m uit o est r at égica par a que a inst it uição possa at ingir sua m issão.

A par t ir dest a pesquisa ver ifica- se que a ár ea de TI dever ia t er um a est r ut ur a que per m it isse t r abalhar confor m e descr it o no I V Congr esso I nt er no sobr e a Gest ão e Sist em a de Planej am ent o:

Na at ual gest ão, est á em cur so um esfor ço significat ivo de const r ução de um a m ent alidade de planej am ent o e da im plem ent ação de um Sist em a de Planej am ent o Descent r alizado, sob coor denação do nível cent r al. ( CONGRESSO..., 2002, 39) .

Sendo assim , pr opõe- se que a Fiocr uz possua um a ár ea de TI cent r al par a algum as de suas at r ibuições com o o caso da subár ea de Sist em as Cor por at ivos, assim com o I nfr aest r ut ur a / Tecnologia. Ou sej a, par a que a ár ea de TI funcione de m odo int egr ado e venha a at ender a m issão da inst it uição, é im por t ant e que a m esm a possua um a ár ea cent r al que det er m ine as polít icas j unt o às Unidades, cont em plando nor m as de uso da t ecnologia, car act er íst icas dos sist em as, car act er íst icas da infr aest r ut ur a, segur ança da infor m ação; enquant o as Unidades ficar iam a car go dos ser viços de m icr oinfor m át ica.

A par t ir dest a pesquisa e da análise r ealizada, é possível concluir que o alinham ent o est r at égico da Tecnologia da I nfor m ação t em o poder de pot encializar a at uação da Fiocr uz no Sist em a Único de Saúde. Adem ais, est e é um desafio im por t ant e a ser enfr ent ado num a inst it uição que t em a m issão de or ient ar ações est r at égicas em saúde e que pr ecisa t r abalhar com infor m ações e t or nar - se com pet it iva no âm bit o do CEI S.

Con flit os de in t e r e sse

Os aut or es declar am que não t em conflit os de int er esse.

Re fe r ê n cia s Bibliogr á fica s

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(14)

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40 - 41.

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N ot a s

1. As incoer ências m ais com uns apar ecer am na Par t e I I do quest ionár io: A quant idade t ot al de m áquinas ou pr ofissionais infor m ados não er a a m esm a que a som a das par t es. Ex.: Tot al de equipam ent os supor t ados: 100. A som a por sist em a oper acional: 110.

2. MS Excel© é um a m ar ca de pr opr iedade da em pr esa Micr osoft .

3. A par t e V do quest ionár io possui a per gunt a: Em linhas ger ais, quais sugest ões você dar ia par a que a ár ea de TI se desenvolvesse m ais, at endendo à m issão de sua Unidade e da Fiocr uz?

4. Capacit y planning ( planej am ent o da capacidade) é o pr ocesso de det er m inação da capacidade t ecnológica necessár ia par a at ender às novas exigências de seus ser viços.

5. Supor t e Mainst r eam inclui: aber t ur a de incident es, at ualização de segur ança, e at ualizações diver sas.

6. Par a saber m ais sobr e os Soft w ar es Ger enciador es de Banco de Dados, acesse os links a seguir : Or acle ( ht t p: / / w w w .or acle.com / ) ;

MS SQL ( ht t p: / / w w w .m icr osoft .com / sqlser ver ) ; Post gr eSQL ( ht t p: / / w w w .post gr esql.or g) ; MySQL ( ht t p: / / w w w .m ysql.com )

7. Soft w ar es de Ger enciam ent o de vir t ualização ut ilizados: VMWar e, XEN, Hyper - V e Vir t ual Box.

8. Par a saber m ais, acesse ht t p: / / php.net

9. Par a saber m ais, acesse ht t p: / / w w w .j ava.com /

Referências

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