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Acute effect of abdominal muscle stimulation on stabilometry in patients with acquired brain injury.

No documento Terapia manual.pdf (páginas 108-113)

Ana Elisa Zuliani Stroppa Marques(1), Élen Bianchi Ducatti(2), Jaqueline Gabriela Moda(2), João Simão de Melo Neto(3).

Departamento de Fisioterapia, Centro Universitário de Rio Preto – Unirp Resumo

Introdução: A postura é uma resposta neuromecânica relacionada à manutenção do equilíbrio. Os músculos abdominais são

importantes na manutenção da postura, agindo em sinergia com os eretores da coluna vertebral. Assim, metade do peso cor- poral se encontra em equilíbrio estável sobre a coluna lombar, e a musculatura da parede abdominal tem um importante papel no equilíbrio dessa região. A estabilometria é uma técnica de avaliação do equilíbrio na postura ortostática, e consiste na quan- tifi cação das oscilações ântero-posteriores e laterais do corpo, enquanto o indivíduo permanece de pé sobre uma plataforma de força. Objetivo: Verifi car a infl uência da musculatura abdominal nos deslocamentos ântero-posterior do centro da gravida- de em pacientes com lesões neurológicas adquiridas na postura ortostática. Materiais e metódos: Foi utilizado baropodôme- tro da marca Footwork, 2704 capacitores e superfície ativa de 400x400 mm, freqüência de 150 hz e pressão máxima por ca- pacitor de 100 N/cm2, conversor analógico de 16 bits. O estudo foi composto por 8 pacientes em acompanhamento fi siotera- pêutico nas Clínicas Integradas da UNIRP, com idade média 46 (±16) anos, altura média 167 (±10) cm e peso médio 74 (±28) kg. Critério de inclusão, o paciente ser portador de lesão encefálica adquirida, manter-se em posição ortostática sem apoio dos membros superiores, com défi cit de equilíbrio e ausência de distúrbio cognitivo. A seguir, com os pés descalços foram posicio- nados na plataforma, em ortostatismo com a cabeça orientada anteriormente e os olhos fi xados em um ponto a sua altura, e em seguida o procedimento da estimulação abdominal. Resultados: Os valores médios de velocidade estão aumentados na coleta pós-estimulação abdominal, e os do deslocamento radial do baricentro corporal apresentaram discreta diminuição nos dados pós-estimulação abdominal quando comparado aos dados pré-estimulação. Entretanto não houve signifi cância estatís- tica. Conclusão: Observou-se reajuste postural de forma mais ágil e um controle mais efetivo do equilíbrio.

Palavras chave: Equilíbrio postural. Abdome. Encéfalopatias. Abstract

Introduction: The posture is a response neuromechanics related to the maintenance of balance. The abdominal muscles are

important in maintaining the posture, acting in synergy with the erector spine. Thus, half of the body weight is in stable equi- librium on the lumbar spine and muscles of the abdominal wall has an important role in balancing the region. Stabilometry is a technique for evaluating the balance in the orthostatic posture, and is the quantifi cation of the oscillations anterior-posteri- or and lateral body, while the individual remains standing on a platform of force. Objective: was to analyze the effects of ab- dominal muscle in the anterior-posterior displacement of the center of gravity in patients with neurological injuries acquired in orthostatic posture. Materials and methods: We used the brand baropodômeter Footwork, 2704 capacitors and active sur- face of 400x400 mm, frequency of 150 Hz and maximum pressure by the capacitor 100 N/cm2, 16-bit analog converter. The study was composed of 8 patients in physical monitoring of the Integrated Clinical UNIRP, mean age 46 (± 16) years, height 167 (±10) cm and weight 74 (±28) kg. Criterion for inclusion, the patient be the bearer of acquired brain injury, staying in or- thostatic position without support from senior members, with a bare feet of balance and lack of cognitive disorder. Then, with bare feet were positioned on the platform, in orthostatic with his head and eyes focused previously on a set point at its height, and then the procedure of abdominal stimulation. Results: Average values of speed are increased in the abdominal after es- timulation collection, and the radial displacement of barycenter showed discrete body decrease in after estimulation abdom- inal when compared to data before estimulation. However there was no statistical signifi cance. Conclusion: Postural adjust- ment was observed in a more agile and more effective control of balance.

Key words: Postural Balance. Abdomen. Brain Diseases.

Artigo recebido em 19 de Julho de 2012 e aceito em 09 de Setembro de 2012.

1. Mestre em “Biologia Celular e Estrutural”. Universidade de Campinas – Unicamp, Campinas, SP, Brasil. Docente do curso de Fisioterapia. Centro

Universitário de Rio Preto - UNIRP, São José do Rio Preto, SP, Brasil. Universidade Estadual Paulista - UNESP, Marília, SP, Brasil.

2. Fisioterapeuta. Graduação pela UNIRP, São José do Rio Preto, SP, Brasil.

3. Mestrando em “Biologia e Envelhecimento” e bolsista da Capes. Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, Marília, SP, Brasil. Especialista

em Fisioterapia Geral por meio de Aprimoramento Profi ssional com Bolsa da Sociedade Educacional de Cultura de Rio Preto. UNIRP, São José do Rio Preto, SP, Brasil.

Endereço para correspondência

João Simão de Melo Neto. Diretoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Famema - Rua Orlando Righetti, 269, Bairro Fragata C, CEP 17519-230, Marília, SP, Brasil; E-mail: [email protected].

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Efeito agudo da estimulação da musculatura abdominal na estabilometria de indivíduos com lesão encefálica adquirida.

INTRODUÇÃO

A lesão encefálica adquirida (LEA) é uma condi- ção patológica que ocorre após o nascimento e não pos- suí relação com eventos patológicos congênitos (1).Atu- almente, esta lesão é a principal causa de morte e in- validez em adultos jovens. Esta patologia pode causar defi ciências de variadas extensões, podendo atingir as áreas psicocognitiva, motora, e social, consequente- mente prejudicando a qualidade de vida relacionada a saúde (2).Dentre as defi ciências motoras, podem serem vistos alterações na velocidade, força, coordenação, agi- lidade e diferentes níveis de paralisia, como hemiparesia e hemiplegia, que afetam diretamente o controle postu- ral (estático e dinâmico) e o equilíbrio promovendo con- seqüentemente, uma redução no desempenho das ativi- dades da vida diária (2,3,4).

A reabilitação destes pacientes é baseada no fato de o cérebro humano possui a capacidade de se reorga- nizar e reparar ao longo da vida, podendo modifi car as ligações e estrutura neuronal. Este fenômeno recebe o nome de plasticidade neural, e ocorre com o aumento do dentritos e axônios durante a formação de novas sinap- se. Após a LEA, a plasticidade ocorre devido a capacida- de cerebral de formar novos circuitos neuornais e a pre- sença de conectividade difusa (5). A plasticidade adap- tativa funcional em nível encefálico são de grande rele- vância, pois auxíliam na melhora da função destes pa- cientes (6).

Dentre as técnicas utilizadas no processo de reabi- litação, tem-se a estimulação da musculatura abdomi- nal. Estes músculos atu am no segmento axial do tron- co com a responsabilidade de manter a estabilidade ou o equilíbrio postural, em atividades estáticas e dinâmicas, simples ou complexas, agindo sinergicamente com os eretores da coluna vertebral. A hipotonia desta muscu- latura, alteração comum nestes pacientes, possuí como consequência a incoordenação e prejuízos biomecâni- cos, além de défi cit no controle postural e consequente- mente no equilíbrio (7).

O equilíbrio trata-se do resultado da interação entre o sistema nervoso (SN) periférico, dos comandos do SN central, além da visão, do sistema vestibular, e das res- postas neuromusculares. Para manter o equilíbrio, o in- divíduo mantém o centro de massa corporal dentro de uma base de suporte, respeitando os limites da estabi- lidade corporal (8), ressalvando a relevância da muscula- tura abdominal.

O critério para uma postura adequada é o equilíbrio entre as estruturas corporais, como músculos e ossos, e de uma base de suporte adequada. Uma postura ina- dequada favorece biomecanicamente para um aumento de trabalho, com maior gasto energético e sobrecarga do organismo frente sua base de sustentação (9). Além disso, alterações no controle de tronco e na consciên- cia proprioceptiva afetam negativamente a função dos

membros superiores e inferiores (7), gerando o desequilí- brio postural (9). Défi cit de equilíbrio é uma das sintoma- tologias mais tratadas por fi sioterapeutas, que possuem a responsabilidade de decidir quais as melhores técnicas a serem aplicadas no processo de reabilitação (10), além de que o treino de equilíbrio comumente utilizado tra- ta-se de repetição automática de movimentos, tornando desta forma repetitiva e em momentos sem direciona- mento específi co, e, assim, reduzem a adesão e a moti- vação durante o tratamento (2).

A estabilometria é uma ferramenta utilizada para verifi car o equilíbrio na postura ortostática, constituindo da quantifi cação das oscilações corporal sobre uma pla- taforma de força (11). O processamento do sinal é geral- mente aplicado nos domínios da frequência e de tempo, e como não está estabelecido um protocolo para esta técnica são utilizadas metodologias variadas, inclusive no que se refere as variáveis de tempo do teste e da base de apoio (12). Quando um indivíduo se mantém em posição ortostática sobre a plataforma de força, as infor- mações plantares são captadas pelo sistema sensorial. As informações são obtidas quando ocorre a contração muscular promovendo oscilação e movimento corporal, gerando um fl uxo de informações (13).

Para Hodges et al. (14), valores superiores nas os- cilações bipodálicas ântero-posteriores são duas vezes mais frequentes do que nas oscilações laterais, sugerin- do assim estabilidade lateral.

A vivência clínica mostra a importância da muscu- latura abdominal para o preparo do paciente para a po- sição ortostática e, é visível a infl uência dessa muscu- latura no equilíbrio corporal. Análises estabilométricas podem comprovar e divulgar sua efi ciência e assim, de- monstrar essa relação de forma científi ca que tem sido pouco estudada e com poucos trabalhos na área.

O objetivo deste estudo é analisar os efeitos agu- dos da estimulação da musculatura abdominal nos des- locamentos ântero-posterior do centro da gravidade em pacientes com lesões neurológicas adquiridas durante a postura ortostática.

METODOLOGIA

Estudo de série de casos intervencionista, não ran- domizado, aberto, realizado com oito indivíduos (87,5% sexo masculino), idade média de 46 (±15,9) anos, com altura média 167 (±16) cm e peso médio 74 (±28) kg, portadores de lesão encefálica adquirida das Clínicas In- tegradas do Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP). Os critérios de inclusão adotados foram: manter- se em ortostatismo sem apoio de membros superiores (MMSS); possuir défi cit de equilíbrio; ser portador de lesão encefálica adquirida e, como critério de exclusão: apresentar distúrbios cognitivos.

Todos os pacientes foram submetidos a plataforma baropodométrica da marca Footwork, com 2704 capta-

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dores e superfície ativa de 400 X 400mm, frequência de 150 Hz, com pressão máxima por capacitador de 100 N/ cm2, conversor analógico de 16 bits. As aquisições das imagens são precisas, instantâneas, repetíveis e não in- vasivas (15).

Os pacientes foram conduzidos até a sala de coleta, posicionados em sedestação em uma cadeira localizada em frente à plataforma de força. A seguir, com os pés descalços foram posicionados na plataforma, alinhados paralelamente e com aproximadamente 15º de abdu- ção. Para a captação dos dados os pacientes foram po- sicionados em ortostatismo com a cabeça orientada an- teriormente e os olhos fi xados em um ponto à sua altu- ra (16), os membros superiores apensos ao lado do tron- co (17). O aparelho foi calibrado com tempo de 15 segun- dos para cada análise estabilométrica.

Após a primeira análise (Coleta 1), os pacientes foram conduzidos para uma maca, posicionados com apoio na região lombo-sacra, com quadril e joelho fl e- xionados em 90º com os pés e mãos sem apoio. O fi - sioterapeuta sustentou com leves toques na parte su- perior e posterior do tronco do paciente com uma das mãos, a outra apoiando a região da fossa poplítea, soli- citando que o paciente se mantenha na postura. Assim, o paciente balançou para frente e para trás, utilizando um movimento seletivo entre sua pelve e o tronco, tra- balhando os músculos abdominais como sugerido por Davies (18).

Os músculos abdominais foram estimulados por seis repetições durante 30 segundos, intercalados com pausa de dois minutos, para evitar a fadiga muscular. Nas duas primeiras estimulações, foram realizados des- locamentos ântero-posteriores, na terceira estimulação, o paciente foi deslocado para o lado direito e posterior- mente, na quarta estimulação, para o lado esquerdo e anteriormente. Nas duas últimas estimulações, o pa- ciente foi deslocado em todos os eixos e direções. Cabe salientar que o fi sioterapeuta apenas utilizou as mãos para dar referência do movimento.

Após as seis repetições, o paciente foi novamen- te posicionado para nova análise estabilométrica na pla- taforma, repetindo o procedimento citado anteriormen- te (Coleta2).

Os dados de oscilação postural nas direções ânte- ro-posterior do baricentro corporal e dos pés direito e esquerdo foram analisados por meio do software Ori- gin 6.0 (Microcal) para a obtenção das seguintes vari- áveis (19):

Velocidade de deslocamento (P) - a distância média cursada por segundo durante o período de tempo da amostra, na qual é representada por meio da fórmu- la a seguir:

Portanto, quanto maior a velocidade de desloca- mento, maior a velocidade com que o indivíduo buscou manter-se em equilíbrio.

Deslocamento radial (Rd) - O deslocamento ra- dial (Rd) é representado pela formula a seguir:

Onde:

Em se tratando do deslocamento radial, quanto maior seu índice, menor estabilidade postural os indiví- duos apresentaram.

A análise das variáveis coletadas foi realizada por estatística descritivas e analítica. A estatística descriti- va foi realizada com a utilização do Software Excel 2003, onde foram calculados, as médias e desvios padrões (±) dos dados. Para análise comparativa entre pré e pós-esti- mulação, foi utilizada análise de variância ANOVA, sendo considerado p≤0,05, estatisticamente signifi cativo.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fafi be Bebedouro/SP, protocolo nº: 0049/06. Os voluntários foram esclarecidos sobre o estudo em um contato prévio, em que os mesmos assinaram o termo de consentimento informado e esclarecido. A aquisição dos dados foi efetuada mediante a obtenção do termo de consentimento formal. A participação ou recusa do voluntário não interferiu no estudo em curso. Foi preser- vado, a liberdade de desistir ou interromper a participa- ção, assim como, o compromisso de manter em sigilo a identidade do voluntário.

RESULTADOS

Foi avaliado o deslocamento ântero-posterior por meio dos parâmetros estabilométricos de deslocamento radial (Rd) e velocidade de deslocamento(P) em relação ao baricentro corporal, pé direito e pé esquerdo.

Os valores de média das velocidades dos baricen- tros (P) na fase pós-estimulação (Coleta 2) são ligeira- mente maiores quando comparadas a fase pré-estimu- lação (Coleta 1) (Figura1), que sugere melhor reajuste postural. Porém esses dados não apresentam signifi cân- cia estatística.

Os valores de média e desvio padrão do desloca- mento radial (Rd) do baricentro corporal apresentaram discreta diminuição nos dados pós-estimulação abdomi- nal (Coleta 2) quando comparado aos dados pré-estimu- lação (Coleta 1) (Figura 2), indicando um controle mais efetivo do equilíbrio, porém sem diferença estatistica- mente signifi cativa.

DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo mostrar a importância da musculatura abdominal na manutenção

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Efeito agudo da estimulação da musculatura abdominal na estabilometria de indivíduos com lesão encefálica adquirida.

do equilíbrio na postura ortostática, como relatado por Davies (18). Marsico et al. (20) e Titianova et al. (21) descre- vem que os desequilíbrios corporais são comuns em por- tadores de lesão neurológica.

Marsico et al. (20) refere, no entanto, que se ocor- rer desequilíbrio entre os sistemas músculos esqueléti- co e/ou nervoso, não irá acontecer a distribuição plan- tar simetricamente para o ante-pé e o retro-pé, causan- do uma oscilação postural.

Ainda ressaltando a relevância do músculo abdomi- nal sobre o equilíbrio, Aleixo et al. (22) pode verifi car em seu estudo que a distensão com fraqueza da musculatu- ra abdominal infl uenciam no equilíbrio e é a base da co- ordenação dinâmica global, enfatizando assim a impor- tância desta musculatura sobre o equilíbrio corporal.

Desta forma, as oscilações posturais foram avalia- das em portadores de lesão neurológica, por meio de pa- râmetros estabilométricos de velocidade (P) e de deslo- camento radial (Rd). Os resultados obtidos não foram es- tatisticamente signifi cativos no que tange os parâmetros estabilométricos avaliados, assim como em estudos com outras abordagens terapêuticas, como a equoterapia(23) e Goalball (24), na qual estas técnicas apresentam contri- buições favoráveis na prática clínica, como as observa- das na estimulação abdominal. Desta forma, estas téc- nicas são importantes no processo de reabilitação. É im- portante ressaltar que Araujo et al. (23) relata que a se- leção dos parâmetros estabilométricos é controvérsia, pois ainda ocorre confl itos de opiniões com relação a qual parâmetro é mais sensível às oscilações frente ao equilíbrio postural.

Assim mesmo, os valores de média e desvio pa- drão do deslocamento radial (Rd) do baricentro corpo- ral apresentaram discreta diminuição nos dados pós- estimulação abdominal quando comparado aos dados pré estimulação, indicando um controle mais efetivo do equilíbrio. Matos, Matos e Oliveira (19) constatou que o fato de diminuição do Rd indica maior estabilidade pos- tural quando avaliada em ortostatismo.

Logo, os valores de média de velocidade (P) do ba- ricentro corporal são maiores pós-estimulação abdo- minal quando comparado aos valores pré-estimulação. Já os valores do desvio padrão pós-estimulação encon- tram-se diminuídos nos dados de pós-estimulação, su- gerindo que houve melhora na capacidade de recupera- ção de equilíbrio e homogeneidade no grupo. Com rela- ção a este parâmetro, Matos, Matos e Oliveira (19) corro- boram relatando em seu estudo que os maiores resulta- dos apontam para maior facilidade e rapidez dos ajus- tes posturais, resultado encontrado após avaliar crian- ças com e sem defi ciência visual.

Ryerson et al. (25) verifi cou em seu estudo que a po-

sição do tronco em pacientes com acidente vascular en- cefálico crônicos, não se reestabeleceu com o tempo, sendo que a mediana era de 2,5 anos pós-lesão encefá- lica, indicando que esta condição patológica não é uma alteração transitória, desta forma estudos com este de- lineamento, visando avaliar o efeito de técnicas que pos- sam contribuir para melhorar o controle postural e equi- líbrio para portadores de lesão encefálica é de funda- mental relevância.

O fato de não terem apresentado signifi cância es- tatística, pode ser explicado pelo número de amostra de pacientes. Sugere-se que ensaios clínicos randomiza- dos possam ser realizados com maiores amostras e com maior tempo de estimulação abdominal.

Assim, conclui-se que os valores médios de veloci- dade do deslocamento estão aumentados na coleta pós- estimulação abdominal, sugerindo que houve reajuste postural de forma mais ágil, e que ocorreu redução dos valores de deslocamento radial, indicando um controle postural mais efetivo. Entretanto, se signifi cância esta- tística nos dados de velocidade e deslocamento radial. Figura 1. Comparação entre coleta 1 e 2 analisando a velocidade de oscilação “P”.

Figura 2. Comparação entre coleta 1 e 2 analisando o desloca- mento radial “RD”.

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