ENQUADRAMENTO TEÓRICO
FASE TJBORNO (2015) MULGAN (2006) MOORE ET AL (2012) MURRAY ET AL (2010)
I. Invenção Geração de ideias, Compreensão das necessidades e a Identificação das soluções potenciais Lançamento Motivações, Inspirações e Diagnósticos
II. Desenvolvimento Desenvolvimento, Prototipagem e Projeto Piloto em Pequena Escala
Reorganização Propostas e Ideias
III. Implementação Avaliação,
Ampliação e Difusão dos bons exemplos
Exploração Prototipagem e Pilotos IV. Aprendizagem e Evolução da Solução Conservação Sustentação V. Escala e Difusão
em que ao não completarem o processo permanecem estagnadas nas etapas precedentes.
Mulgan (2006) define o processo da Inovação Social em quatro etapas (fig. 11):
i) Geração de ideias, Compreensão das necessidades e Identificação das soluções potenciais;
ii) Desenvolvimento, Prototipagem e Projeto Piloto em Pequena Escala; iii) Avaliação, Ampliação e Difusão dos bons exemplos;
iv) Aprendizagem e Evolução da Solução.
No modelo de processo de Mulgan (2006), o ponto de partida é a formalização da ideia que tem origem em uma necessidade não atendida. Tais necessidades podem despontar de indivíduos e grupos, campanhas e movimentos políticos. As motivações pessoais desempenham papel fundamental, uma vez que parte do interesse dos indivíduos em resolverem seus problemas. Mulgan (2006) ressalta que poucas ideias sobrevivem à primeira fase da Inovação Social.
Para a etapa inicial Mulgan (2006) sugere o uso de técnicas e métodos criativos para estimular o pensamento lateral, tais como a técnica dos seis chapéus e os métodos que envolvem os utilizadores, como os usados pela 24 empresa de Design IDEO e a empresa de consultoria What if? (Mulgan, 2006). Segundo Mulgan (2006) os métodos mais eficazes para a primeira fase partem do princípio que os indivíduos que vivenciam os problemas são os mais aptos a encontrarem soluções. Essa é uma abordagem comumente adotada no campo do Design por Manzini (2015). Segundo Mulgan (2006) a empatia com a causa e a etnografia são por vezes ferramentas mais relevantes do que análises estatísticas, desvio positivo e observações 25 rigorosas. Uma vez identificadas as necessidades é preciso conecta-las às novas possibilidades tecnológicas, organizacionais e de conhecimento. Sob o mesmo discurso de uso da tecnologia e da computação para responder às necessidades sociais, Gong (2010) estabelece a relação entre Design e inovação social, cujo objetivo é construir sociedades em rede para futuros sustentáveis.
Na segunda etapa do modelo de Mulgan (2006) a ideia promissora é testada na prática. É verificada a evolução da ideia através de protótipos e projetos piloto. Em Inovação Social os recursos são escassos, e a segunda etapa é marcada pela procura por investidores para transformar a ideia em produtos e serviços. Os métodos projetados para acelerar o desenvolvimento das
A técnica dos seis chapéus é desenvolvida por Edward de Bono (Mulgan, 2006).
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O desvio positivo é uma abordagem desenvolvida por Jerry Sternin e Monique Sternin em 1990
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durante investigação realizada no Vietnã. Em um contexto de famílias muito pobres que viviam em comunidades com alto nível de desnutrição infantil, os investigadores identificaram os fatores que permitia a comunidade prosperar ao observar as crianças que eram saudáveis (Mulgan, 2006).
ideias incluem a prototipagem rápida e o suporte intensivo por empresas de capital de risco. Mulgan (2006) detecta que os atores são altamente motivados, porém existe impaciência por parte dos sujeitos em aguardar os incentivos sejam governamentais ou de fundações. Neste ponto do processo os recursos financeiros oriundos de fundações e filantropos, assim como o papel dos governos e de incubadoras podem ser decisivos para a manutenção das ideias.
A terceira etapa do processo no modelo de Mulgan (2006) diz respeito à Avaliação, Ampliação e Difusão dos bons exemplos. Segundo o autor, após a ideia ser comprovada na prática esta já pode ser replicada, adaptada e gerada as franquias. As condições ideais para a ampliação e a difusão são o ambiente propício e a capacidade de crescimento da organização (Mulgan, 2006). Ampliar uma boa ideia requer estratégia, capacidade de mobilização dos recursos, e identificação dos pontos fortes e das fraquezas (Mulgan, 2006). Ressalta Mulgan (2006) que por meio de mecanismos políticos os governos são parceiros capazes de ampliar a Inovação Social. Segundo o autor, a partir desta fase é essencial começar a investir em nomes, marcas, identidades e histórias para desempenhar um papel diferencial.
A quarta e última etapa do modelo de Mulgan (2006) é dedicada à aprendizagem e Evolução da Solução. A aprendizagem e a adaptação da solução transformam as ideias que podem ser diferentes das expectativas iniciais. À medida que a ideia é implementada em novos contextos, esta evolui formando novas combinações e tornando a aprendizagem mais tácita (Mulgan, 2006).
Figura 11
Modelo do processo de Inovação Social desenvolvido por Mulgan (2006). Adaptado de Mulgan (2006)
O modelo espiral desenvolvido por The Young Foundation (Murray et al., 2010) identifica seis etapas no processo de Inovação Social (fig. 12):
i) Motivações, Inspirações e Diagnósticos; ii) Propostas e Ideias;
iii) Prototipagem e Pilotos; iv) Sustentação;
v) Escala e Difusão; vi) Mudança Sistémica.
Os autores Murray et al. (2010) compreendem que entre as etapas há ciclos de retroalimentação. As etapas são projetadas como espaços de ação, e podem sobrepor-se umas às outras, logo nem sempre são sequenciais. Na primeira etapa do modelo de Murray et al. (2010) são diagnosticados os problemas, causas e sintomas. Destacam-se nesse momento os fatores como crise, cortes de gastos públicos, baixo desempenho, e estratégias que revelam a necessidade de Inovação Social bem como as inspirações que a estimulam — da imaginação criativa às novas evidências. Os autores sinalizam a importância de tornar os problemas sociais visíveis e materializados, especificamente através de ferramentas criativas — mapeamento, visualizações, storyboards, fotografias e entrevistas em vídeo — para conduzir o pensamento criativo em busca de alternativas. Murray et al. (2010) destacam o papel do Design nesta etapa, reconhecendo o campo como dinâmico e capaz de tornar visível as situações complexas.
A segunda etapa modelo de Murray et al. (2010) é destinada à geração de ideias. Os autores consideram os métodos de Design e de Criatividade para ampliar as opções. Nesta etapa, são planeadas as formas envolver cidadãos, utilizadores e parceiros na concepção e desenvolvimento de soluções, sendo acionados os métodos do Design de Produtos. São citados codesign, o Design orientado ao utilizador (user-led design), redesign de serviços, engajamento de ex utilizadores, seis chapéus, pensamento lateral e o envolvimento de utilizadores através dos media. Os autores mencionam a importância da inovação aberta por essa apropriar-se da inteligência coletiva por meio de princípios colaborativos, compartilhamento, auto-organização, descentralização, transparência do processo e pluralidade de participantes. Ganham destaque ações que apelam a uma ampla gama de pessoas para a realização de estratégias, projetos, experimentos, donatários ou soluções para problemas específicos (Murray et al., 2010). São comuns as competições, as premiações, as plataformas online, os bancos de ideias e desafios, que são meios eficazes para descobrir novas fontes de Inovação Social, além de auxiliar no processo de aceleramento e no desenvolvimento de novas soluções (Murray et al., 2010).
Na terceira etapa do modelo de Murray et al. (2010) as ideias são testadas na prática através do teste de conceito, protótipos e pilotos. O processo de
refinar e testar ideias é importante porque é por meio da iteração e de tentativa e erro que as coalizões ganham força e os conflitos são resolvidos (Murray et al., 2010). O teste de conceito é um método para testar a ideia antes de tornar-se produto ou serviço, e ocorre antes do estágio de prototipagem. A prototipagem refere-se ao projeto de um modelo de produto ou serviço usado para testar as reações de potenciais utilizadores e investidores; e os pilotos usam métodos formais de avaliação e em alguns casos utilizam formas de controlo para medição do impacto (Murray et al., 2010). Na opinião dos autores, embora os pilotos sejam amplamente utilizados, podem ser lentos para lidar com questões políticas além de restringirem a evolução e a aprendizagem devido à necessidade de estagnar o modelo. Nessa etapa uma ampla gama de ferramentas financeiras podem ser usadas, como pequenas doações, empréstimos, prémios, comissões diretas e licitações (Murray et al., 2010). Para o financiamento das inovações sociais estão previstas ações como subsídios e suporte para ideias iniciais; fundos políticos para desafios; premiações e desafios públicos; financiamento para incubação; financiamento de parcerias sociais público-privadas; comissões diretas; licitações; criação de novos mercados (Murray et al., 2010).
A quarta etapa do modelo de Murray et al. (2010) denominada Sustentação é quando a ideia torna-se uma prática cotidiana após ter passado pelo período de prototipagem e testes. O lançamento de um serviço ou produto de modo sustentável requer o desenvolvimento de um modelo económico que garanta o futuro financeiro. É comum ser exigido mudanças na ideia original, desde simplificações a transformações em módulos para que a ideia possa funcionar (Murray et al., 2010). No caso das inovações sociais incorporadas no setor público, é requerido a integração da Inovação Social nos processos orçamentados, o quê significa apresentar evidências e táticas específicas para o setor público (Murray et al., 2010). Para passar de pilotos e protótipos para Inovação Social pública firmemente estabelecida é aconselhável configurá-la como um empreendimento, com finanças públicas e um contrato de serviço (Murray et al., 2010). Para sustentar uma inovação social externa ao setor público os autores afirmam que deve-se envolver a elaboração de um plano económico ou de negócios para detalhar a iniciativa.
A quinta fase do modelo de Murray et al., (2010) é destinada à Escala e Difusão. Os autores referem-se a esta fase como difusão generativa porque em vez de replicar um modelo, a adoção de uma inovação social pode assumir diferentes formas. A difusão bem-sucedida de uma inovação social depende da oferta e da demanda, em que a oferta refere-se às evidências para mostrar que a inovação realmente funciona, e a demanda efetiva refere- se à disposição para o pagamento desta (Murray et al., 2010). Alguns dos métodos para a oferta incluem investimento em avaliações e dados para comprovar a eficácia e a relação custo-benefício, bem como adaptar modelos para reduzir custos (Murray et al., 2010). Por outro lado, para aumentar a demanda pode haver necessidade de difusão por meio de grupos de defesa de causas, conscientização e campanhas por mudanças (Murray et al., 2010).
Os grupos de defesa ou ativismo são a chave para criar demanda por serviços, particularmente de autoridades públicas (Murray et al., 2010). Entre as atividades direcionadas à difusão estão a disseminação de boas práticas e a elaboração de guias (Murray et al., 2010).
A sexta e última etapa do modelo de Murray et al., (2010) é denominada de Mudança Sistémica e representa o último objetivo da Inovação Social. Envolve a interação de muitos elementos, desde movimentos sociais, modelos de negócios, leis e regulamentos, dados e infra-estruturas. A mudança sistémica envolve novas estruturas compostas de inovações menores, e depara-se frequentemente com as barreiras e a hostilidade (Murray et al., 2010). O grau de crescimento pode depender da criação de novas condições para tornar as inovações economicamente viáveis, e essas condições incluem novas tecnologias, formas institucionais, capacidades e marcos regulatórios e fiscais (Murray et al., 2010). A inovação sistémica envolve mudanças no setor público, no setor privado, na concessão de economia e no setor doméstico.
Figura 12
Modelo do processo de Inovação Social desenvolvido por Young Foundation. Adaptado de Murray et al. (2010)
Entre os autores que elaboraram o modelo espiral da Inovação Social está Geoff Mulgan, o que pode sugerir a evolução do pensamento e evolução do modelo de Mulgan (2006) para o modelo espiral desenvolvido pela Young
Foundation (Murray et al., 2010). O modelo espiral da Young Foundation tem
sido amplamente difundido na literatura de Inovação Social, como por exemplo na OECD (2016) mesmo apesar das abordagens diferenciadas que ambas tem acerca da definição de Inovação Social. A primeira adota uma definição reducionista e a segunda uma definição holística da Inovação Social, porém ambas têm visões normativas.
O modelo desenvolvido por Murray et al. (2010) também é incorporado por Adams & Arnkil (2013), embora os autores adicionem ao modelo condições
críticas do processo de Inovação Social (fig. 13). Os autores apontam que para dar o início ao processo, é preciso criar uma base de evidências, novas ideias e ter atenção às ideias em desuso; e entre as etapas de elaboração de propostas e experimentação dos protótipos é essencial desenvolver a coprodução. À medida que a evidência e a experiência se acumulam, é preciso entregar novos modelos de prestação de serviços e formas de financiamento inteligente. Conforme o processo evolui é necessário rever novas bases de evidências, novas ideias e formas de coprodução, de modo a continuar o processo de inovações social iniciado (Murray et al., 2010).
Figura 13
Modelo do processo de Inovação Social desenvolvido por Adams & Arnkil (2013). Adaptado de Adams & Arnkil (2013)
O modelo da Social Innovation Exchange (Pulford, 2018) propõe conectar 26
pessoas e organizações, o que compreendemos ser um modelo aprofundado da primeira fase do modelo de Inovação Social de Murray et al. (2010). Esta proposta está fortemente relacionada à perspectiva individualista de Cajaiba- Santana (2014) por estar focada em construir novos relacionamentos, compartilhar aprendizagens e trazer novas pessoas e perspectivas, seja por meio de capacitação, redes de líderes ou eventos e convocações. O modelo cíclico da Social Innovation Exchange é composto por seis etapas (fig. 14): i) Legitimização;
ii) Construção de Confiança; iii) Âncora;
iv) Ruptura;
Social Innovation Exchange é uma rede intersetorial que ajuda as organizações a construir
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v) Ação;
vi) Empoderamento.
A fase de Legitimização é destinada a fortalecer os indivíduos, motivando-os a partir de seus próprios conhecimentos adquiridos; e posteriormente na fase de Construção de confiança criam-se os laços de confiança entre os parceiros (Pulford, 2018). Na fase Âncora, as pessoas com diferentes repertórios são reunidas em grupos de modo a alinhar a aprendizagem e a proporcionar uma visão compartilhada do problema (Pulford, 2018). Na etapa denominada Ruptura, as pessoas são apoiadas a assumirem riscos, a questionarem as soluções encontradas, e a conviverem com a incerteza e a mudança (Pulford, 2018). Na fase Ação é valorizado o impacto social, e as pessoas são orientadas através de métodos práticos a procurarem novos conhecimentos e soluções (Pulford, 2018). Na fase de Empoderamento são construídos os ativos e estimulada a democratização da inovação social (Pulford, 2018).
Figura 14
Modelo do processo de Inovação Social desenvolvido por SIX (Pulford, 2018)
O modelo do processo de inovação social desenvolvido por Moore et al. (2012) reúne quatro etapas:
i) Lançamento; ii) Reorganização; iii) Exploração; iv) Conservação.
Os autores Moore et al. (2012) argumentam que intervenções políticas adequadas às etapas do processo facilitam o desenvolvimento da Inovação Social. Para os autores, determinadas ferramentas políticas tem maior impacto em fases específicas do processo, e a distinção destas é fundamental
para compreender qual política é mais apropriada para dar suporte ao processo (Moore et al., 2012).
A primeira etapa denominada Lançamento requer recombinações criativas de ideias, de pessoas e de recursos. Os autores Moore et al. (2012) apontam que na fase inicial as políticas devem apoiar a discussão, a interação e a construção da confiança entre grupos previamente desconectados. As políticas úteis segundo os autores são aquelas que convocam indivíduos com diferentes conhecimentos a trabalharem em equipa. Desse modo, consultas multilaterais, comissões, e processos de planeamento participativo são exemplos de ferramentas políticas para esta primeira fase; e os desafios estão relacionados à construção de espaços de confiança com a finalidade de estabelecer novos relacionamentos para a troca de conhecimentos.
A segunda fase diagnosticada como Reorganização marca a transição da ideia inicial para o planeamento da implementação, em que se deve evitar o amortecimento do processo criativo (Moore et al., 2012). A Inovação Social nesta fase existe em pequena escala, em protótipo ou em ambiente controlado, em que é necessário planear o desenvolvimento a curto e longo prazo (Moore et al., 2012). As ferramentas políticas para esta fase devem ser direcionadas a identificar as inovações sociais em potencial para receberem apoio e investimento financeiro. Para isso são comuns os concursos para selecionar as inovações promissoras e legítimas, assim como os desafios que estimulam, selecionam e recompensam as inovações sociais (Moore et al., 2012). A contribuição de uma ferramenta política nessa fase é a criação de um local onde seja debatido e selecionado coletivamente a Inovação Social mais apropriada para o contexto, embora uma das dificuldades mais significativas enfrentadas nos processos de seleção é a falta de mecanismos apropriados de avaliação e medição da Inovação Social e dos benefícios intangíveis oferecidos (Moore et al., 2012).
A terceira etapa nomeada Exploração é caracterizada por alavancar recursos para apoiar o desenvolvimento e a adoção das inovações (Moore et al., 2012). Nesta fase, segundo os autores Moore et al., (2012) a Inovação Social é bem- sucedida em escala local e o objetivo é expandi-la. Essa fase caracteriza-se pela existência de escassos recursos e, uma vez que poucas inovações sociais ultrapassam a fase do projeto piloto, é enfatizada a necessidade de transpor as barreiras estruturais da Inovação Social (Moore et al., 2012). As políticas têm o papel de reduzir as incertezas em relação aos recursos disponíveis, à viabilidade de adotar a Inovação Social e ao risco percebido por inovadores. O uso de regulamentos, impostos e mecanismos de mercado podem estimular a adoção de inovações sociais embora não incentivem a geração de inovações sociais (Moore et al., 2012).
A última etapa da Inovação Social segundo Moore et al. (2012) designada de Conservação envolve a construção de regras, normas, conjuntos de capacidades e o estabelecimento de eficiências de rotina. Esta fase implica dois aspectos importantes do processo de Inovação Social: i) a
institucionalização e a ampliação da Inovação Social; ii) o investimento no desenvolvimento da próxima inovação, assim como o preparo para a resiliência em face da próxima mudança. À medida que a Inovação Social amadurece é oportuno determinar se será ampliada para outras regiões, o que exige abordar outras vertentes do problema. Neste estágio, as políticas são destinadas a examinar se outras inovações são necessárias e o grau de complexidade dos novos problemas a serem enfrentados.
3.2.3 Métodos, ferramentas e técnicas criativas
Os autores Moore et al. (2012) referem-se ao uso de técnicas criativas para fazer a recombinação de ideias, de pessoas e de recursos. Já os autores Mulgan (2006) e Murray et al. (2010) reconhecem o Design pelas ferramentas, técnicas e métodos.
Na tabela 9 é possível verificar que as ferramentas criativas tanto de Design quanto da área da Criatividade são reconhecidas nas fases iniciais do processo de Inovação Social pelos autores Mulgan (2006), Murray et al. (2010) e Moore et al. (2012), especificamente nas etapas I, II e III do processo.
Tabela 9
FERRAMENTAS E TÉCNICAS DE CRIATIVIDADE E DE DESIGN UTILIZADAS NA