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E FEITOS DO C ONSUMO DE Á LCOOL E OUTRAS D ROGAS

OBJETIVOS:

• Discutir os efeitos sociais e de saúde do consumo de álcool e de alguns entorpecentes no organismo humano;

• Estudar conteúdos químicos a partir de experimentos que simulam o teste do bafômetro.

CONTEÚDOS:

• Leis brasileiras que tratam da direção veicular sob o efeito do álcool e de outras drogas (especialmente a Lei Seca e suas atualizações);

• Efeitos socioeconômicos e de saúde do consumo de álcool e de drogas ilícitas; • Estrutura química de algumas drogas de abuso;

• Reações químicas de oxirredução;

• Preparo de soluções e cálculo de concentração.

METODOLOGIA:

Propõe-se que esta atividade seja desenvolvida interdisciplinarmente com a Biologia (envolvendo conteúdos referentes ao funcionamento do organismo humano, às formas de exposição aos diferentes tipos de drogas e sua inter-relação com os efeitos tóxicos e disfunções metabólicas). Assim, sugere-se a criação de GRUPOS DE TRABALHO para discutir e produzir materiais sobre os efeitos socioeconômicos e de saúde sobre o consumo do álcool e de algumas drogas de abuso, inter-relacionando-os com os conceitos (bio)químicos estudados.

Para tanto, os Grupos de Trabalho, constituídos a partir da divisão dos estudantes da turma e sob orientação do(s) professor(es), devem ser responsáveis por pesquisar e socializar

aos demais colegas os aspectos químicos, biológicos, socioeconômicos e de saúde do consumo de algumas drogas, como o álcool, a maconha, a cocaína, a heroína, o ecstasy e o LSD.

Após a etapa de socialização e discussão mais aprofundada do tema, sugere-se que cada grupo produza um material sobre a temática em questão, a

ser disponibilizada à comunidade escolar, podendo ser na forma de folhetos, jornais ou páginas da

Web, por exemplo.

Como fechamento da atividade, propõe-se ainda uma AULA LÚDICA-EXPERIMENTAL sobre o teste do bafômetro (ou teste de alcoolemia), partindo-se de situações forenses fictícias (como o exemplo a seguir).

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Numa operação da Polícia Militar para identificar infrações de trânsito, um homem de 44 anos foi abordado, teve seu carro revistado e sua documentação averiguada.

Durante a entrevista policial, o referido motorista se mostrou agitado, cambaleante e com falas desconexas. Contudo, ao ser questionado sobre o que havia bebido, o motorista afirmou ter ingerido apenas calmantes e nada de bebidas alcoólicas e nem de drogas ilícitas. Diante da resposta, o policial então o questionou sobre onde estavam os remédios, ou pelo menos a embalagem deles, mas o motorista rapidamente desconversou.

Diante das evidências, o agente lhe pediu que fizesse o teste de alcoolemia assoprando no etilômetro. Mesmo relutante, o homem aceitou. Todavia, durante a análise, o aparelho simplesmente parou de funcionar. Havendo apenas kits para montagem do teste do bafômetro (baseado na reação com dicromato de potássio), o policial e os demais agentes ficaram sem saber como proceder o exame, uma vez que há muito tempo este tipo de teste não era utilizado, além de nunca terem sido treinados para fazê-lo.

Diante desta situação, à quais alternativas o policial poderia recorrer para verificar se o motorista estava alcoolizado? Explique quais os procedimentos deveriam ser adotados para realizar o teste do bafômetro a partir da solução de dicromato de potássio, justificando-os conceitualmente.

DICA: pode-se simular o assopro alcoolizado por meio de uma pisseta com etanol (de preferência o anidro, que

pode ser encontrado em postos de combustíveis), com leve aquecimento em banho-maria, de modo a favorecer a sua volatilização. O “bico” da pisseta pode ser conectado à um tubo de ensaio (vedado com rolha de cortiça) contendo solução aquosa de dicromato e ácido sulfúrico. Como alternativa, o teste negativo pode ser obtido usando, por exemplo, apenas água ao invés do etanol.

Quanto ao experimento, propõe-se a realização de uma reação de oxirredução, cujo procedimento se dá com a adição, em um tubo de ensaio, de 2mL de solução aquosa de dicromato de potássio (K2Cr2O4) à 2% (m/v) e 0,5mL de ácido sulfúrico (H2SO4) concentrado. Em seguida,

pode-se adicionar etanol (CH3CH2OH) anidro volatilizado (assim como mostrado na Figura 49) para

obtenção de resultado positivo, com mudança de coloração de alaranjado para tons de verde.

CASO FORENSE:

Figura 49. Teste do bafômetro com solução de dicromato de potássio: montagem experimental com pisseta contendo

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PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO:

Para este procedimento, sugere-se a avaliação da participação dos estudantes durante toda a atividade, desde as etapas de pesquisa e socialização (até a realização dos experimentos e a produção do material informativo, buscando identificar se houve construção de novos conhecimentos e/ou limitações conceituais – o que compreende a identificação dos conhecimentos dos estudantes quanto às estruturas químicas das drogas, às reações químicas envolvidas no teste de alcoolemia, aos efeitos provocados ao organismo por essas substâncias e aos aspectos éticos e socioeconômicos envolvidos – a serem exploradas a partir de novas abordagens.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

BALBINO, M. A.; TADINI, M. C.; OLIVEIRA, L. S.; OIYE, E. N.; RIBEIRO, M. F. M.; ELEOTÉRIO, I. C.; OLIVEIRA, M. F. Investigação de possíveis interferentes no teste do bafômetro. In MARTINIS, B. S.; OLIVEIRA, M. F. (Orgs.). Química Forense Experimental. São Paulo-SP: Cengage Learning, 2015. CONTRAN. Conselho Nacional de Trânsito. Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013. Dispõe sobre a fiscalização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa, com efeitos na Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 2013.

HOFFMANN, M. H.; CARBONELL, H.; MONTORO, L. Álcool e segurança – epidemiologia e efeitos.

Psicologia: Ciência e Profissão, v. 16, n. 1, Brasília-DF, 1996.

MALDANER, A. O.; BOTELHO, E. D. Perfil químico de drogas de abuso: o exemplo da cocaína. In BRUNI, A. T.; VELHO, J. A.; OLIVEIRA, M. F. (Orgs.). Fundamentos de Química Forense: uma análise

prática da Química que soluciona crimes. Campinas-SP: Millennium Editora, 2012.

RIBEIRO, M; MARQUES, A. C. P. R.; LARANJEIRA, R.; ALVES, H. N. P; ARAÚJO, M. R.; BALTIERI, D. A.; BERNARDO, W. M.; LAGP, C.; KARNIOL, I. G.; KERR-CORRÊA, F.; NICASTRI, S.; NOBRE, M. R. C.; OLIVEIRA, R. A.; ROMANO, M; SEIBEL, S. D.; SILVA, C. J. Abuso e dependência da maconha. Revista

da Associação Médica Brasileira, v. 51, n. 5, São Paulo-SP, set./out. 2005.

RIGONI, M. S.; OLIVEIRA, M. S.; ANDRETTA, I. Conseqüências neuropsicológicas do uso da maconha

em adolescentes e adultos jovens. Ciências & Cognição, v. 8, Rio de Janeiro-RJ, ago. 2006.

ATENÇÃO: possíveis obstáculos epistemológicos e pedagógicos!

Ressalta-se que, assim como nas atividades anteriores, o aspecto lúdico da atividade deve estar em equilíbrio com o didático, privilegiando tanto a diversão na resolução do caso forense, quanto a criatividade e a construção conceitual.

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APÍTULO

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