• Nenhum resultado encontrado

passivos; – fixação de

4.7 NORMAS COMPLEMENTARES

CTN – Art. 100. São norm as com plem entares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:

I – os atos norm ativos expedidos pelas autoridades adm inistrativas;

II – as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de j urisdição adm inistrativa, a que a lei atribua eficácia norm ativa;

III – as práticas reiteradam ente observadas pelas autoridades adm inistrativas;

IV – os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das norm as referidas neste artigo exclui a im posição de penalidades, a cobrança de j uros de m ora e a atualização do valor m onetário da base de cálculo do tributo.

todas as outras que não as leis, tratados e convenções internacionais, e decretos.

Todas as norm as com plem entares subm etem -se aos ditam es da lei e dos decretos expedidos pelo chefe do Executivo.

Em bora a definição do que sej am as norm as com plem entares sej a razoavelm ente arbitrária (excluindo os decretos, por exem plo), é im portante que o estudante fixe o conceito, m uito exigido em exam es da OAB.

Os atos norm ativos previstos pelo art. 100, I, são aqueles produzidos pelos órgãos inferiores ao chefe do Executivo (Ministros, Secretários, Diretores etc.). São as portarias m inisteriais ou secretariais, os atos norm ativos, as circulares etc.

Determ inadas decisões expedidas em processos adm inistrativos têm caráter norm ativo definido em lei. Tais decisões, nessa condição, são consideradas norm as com plem entares pelo art. 100, II, do CTN.

As práticas reiteradas da adm inistração tributária (não dos contribuintes!) são tam bém consideradas norm as com plem entares. Assim , se um contribuinte recolhe seus tributos conform e a prática reiterada do fisco, estará agindo em conform idade com a legislação tributária (conform e norm a com plem entar prevista pelo art. 100, III), com as consequências previstas pelo parágrafo único do dispositivo acim a transcrito.

Finalm ente, são com uns os convênios entre os entes políticos, em especial os relativos ao ICMS, firm ados pelos Estados e Distrito Federal. Tais convênios são norm as com plem entares, nos term os do art. 100, IV, do CTN.

De se notar que a observância às norm as com plem entares pelos contribuintes não afasta a obrigação de recolhim ento do tributo posteriorm ente, no caso de tais norm as serem revistas. É que som ente a lei pode afastar a tributação, e nunca um a norm a com plem entar.

Exem plificando: im agine que a prática reiterada da adm inistração tributária, ou m esm o um a portaria m inisterial, é pelo não pagam ento do tributo em determ inada situação. Num m om ento futuro, a adm inistração percebe que se enganara, pois a lei prevê a incidência tributária nessa situação. O fisco, corrigindo seu erro, publica nova portaria e revê sua prática, exigindo o tributo, inclusive com relação a fatos passados. Em tal situação, observado o prazo decadencial (verem os m ais adiante), o contribuinte deverá recolher o tributo devido, m as sem m ultas ou j uros, conform e o disposto no parágrafo único do art. 100 do CTN. Entender de m aneira diferente seria adm itir que a prática reiterada ou um a portaria m inisterial, que são sim ples norm as com plem entares, poderia afastar a tributação, fixando um a isenção ou rem issão, o que é inadm issível.

4.8 Q UESTÕES

1. (OAB 2010.2 – FVG) Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária:2

a) estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos.

fiscais serão concedidos em matéria de ISS.

c) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.

d) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte.

2. (OAB 2010.2 – FVG) Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do IPTU, tal hipótese3

a) deve vir regulada por lei.

b) deve vir regulada por lei complementar. c) enquadra-se como majoração de tributo. d) poderá ser disciplinada mediante decreto.

3. (OAB/Nacional 2008.I) Não constitui matéria de direito tributário reservada pela Constituição Federal (CF) à lei complementar a4

a) definição das espécies tributárias.

b) definição dos contribuintes e das alíquotas dos impostos discriminados pela CF.

c) definição de tributos.

d) definição dos fatos geradores e da base de cálculo dos impostos discriminados pela CF.

4. (OAB Nacional 2008 – III) A instituição, pela União, de benefício fiscal relativamente ao imposto de renda poderá ser feita5

a) somente em lei que trate do imposto de renda. b) somente em lei que estabeleça benefícios fiscais.

c) tanto em lei que trate de benefícios fiscais quanto em lei que trate do imposto de renda.

d) em qualquer lei que disponha a respeito de matéria tributária.

5. (OAB Nacional 2008 – III) Para que um município crie um tributo, é necessário, além da competência para fazê-lo, o atendimento às normas limitadoras, que lhe são impostas6

a) pela CF, pela Constituição do respectivo Estado, pelas normas gerais tributárias e pela lei orgânica do próprio município.

b) pela CF e pela Constituição Estadual, apenas. c) pela CF e pela lei orgânica do próprio município, somente. d) pela CF, apenas.

________________ 1 Ver ADI 939/DF.

2 Estude os arts. 146, III, e 156, § 3.º, III, da CF e o art. 97 do CTN. 3 Ver o art. 97, § 2.º, do CTN e a Súmula 160/STJ.

4 Ver art. 146 da CF. 5 Art. 150, § 6.º, da CF. 6 Art. 6.º do CTN.

V I GÊN CI A , A PL I CA ÇÃ O, I N T ERPRET A ÇÃ O E I N T EGRA ÇÃ O DA