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ANEXO V: Goldman Environmental Prize Concedido à Ruth Buendía Ashaninka

Mapa 4 Financiamento do BNDES em projetos de infraestrutura na América do Sul.

2.2.4. Oferta e Demanda de Energia Brasil x Peru

Conforme vimos acima, o Acordo prevê a geração de no máximo 7.200 MW/h de eletricidade ao Peru e exportação de excedentes ao Brasil. Tal geração em território peruano está prevista no Plano Decenal de Energia (PDE) elaborado pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil desde 2010 na seção sobre integração energética. Para se ter uma ideia desta dimensão, esta geração é maior do que a totalidade da demanda de energia elétrica no Peru do ano de 2014, que foi de 5.800 MW (MINEM, 2014). Entretanto, é fundamental destacar o significativo crescimento econômico peruano na última década, de 5,5% ao ano, que representa o segundo maior da América Latina (O GLOBO, 2014) e do setor mineiro do país, que leva a uma perspectiva de aumento da demanda por energia e água76. O gráfico abaixo confirma o rápido crescimento do consumo de energia na década passada no Peru:

75 Tais contradições serão discutidas mais adiante no capítulo 4 referente à análise da campanha contra o acordo:

Item 4.5.3. “Internacionalização de empresas brasileiras e os valores discursivos da Diplomacia Brasileira na era Lula (2002-2010)”.

76 Neste sentido, o debate sobre a não ratificação do Acordo pelo congresso peruano é de suma importância ante uma

possível crise de abastecimento energética em 2016 por conta da falta de entrada de projetos hidrelétricos e as vulnerabilidades das provisões de gás de Camisea.

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Fonte: Plan de Energía 2013-2015 (2014, p.30).

Gráfico 4. Consumo Final de Energia período 2000-2013. Peru.

Neste sentido, o “Plan Energético Nacional - 2014 -2024” publicado em novembro de 2014 contempla pela primeira vez a projeção do consumo de energia final e o aumento de demanda por energia no Peru e como saná-la de acordo com as fontes de energia e eletricidade no país. Segundo tal plano, espera-se que a demanda passe dos atuais 5.800 MW para algo entre 9.500 MW e 12.300 MW até 2025, segundo os dois cenários de crescimento do PIB de 4,5% e 6,5% respectivamente (pg. 14)77 conforme o gráfico abaixo:

77 A titulo de comparação, a potência instalada de geração elétrica no Brasil, em 2013, foi de 124 mil MW. Já no

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Fonte: MINEM, 2014a, p.14.

Gráfico 5. Projeção máxima de demanda 2014-2025. Peru.

Fonte: MINEM, 2014a, p.31.

Gráfico 6. Evolução da potência, máxima demanda e reserva. Peru.

Segundo o plano, o crescimento da demanda se deve principalmente aos projetos de mineração e industriais, a facilitação de investimentos e o desenvolvimento das principais cidades do país, continuando com a tendência dos últimos 20 anos.

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Na década passada, nota-se que houve uma reserva contínua para geração de eletricidade (a potencia efetiva maior do que a máxima demanda por eletricidade) ao longo dos anos, chegando a 34% em 2010, no ano de assinatura do Acordo. Em 2013, a máxima demanda elétrica foi de 5.575 MW, a potencia efetiva chegou perto de 8.000 MW e a energia anual gerada foi de 43.331 GWh, havendo uma margem de reserva para geração de 33% em condições de geração e transmissão ótimas, conforme o gráfico 3 acima mostra:

O consumo de eletricidade durante o período de 2000-2013 cresceu a média anual de 5,8% devido ao crescimento econômico e aumento do consumo dos peruanos. De acordo com a estrutura de participação do consumo de eletricidade de 2013, o setor industrial representou 28%, setor residencial 24%, o setor mineiro metalúrgico 25% e o setor comercial 19%, mas não passou de 40.000 GW, conforme o gráfico 4 a seguir demonstra (MINEM-1 - Balance Nacional de Energía (BNE), 2014, p.33).

O Peru está apostando fortemente no incremento do consumo de gás natural, fortalecendo a infraestrutura logística de distribuição do combustível para abastecer os mercados regionais. O plano prevê que em 2025 a demanda de gás natural, incluindo o consumo final mais o exigido para a geração de eletricidade para o desenvolvimento de uma petroquímica será de 1,9 a 2,4 milhões de pés cúbicos por dia (MMPCD). Para tal se exigirá um sistema nacional de gasodutos para o seu abastamento78. Importante ressaltar porém, que, levando em conta a vulnerabilidade do duto de Camisea, há setores da sociedade peruana concluindo que deverá haver um crescimento da demanda por hidroeletricidade para diminuir a dependência do vulnerável gás de Camisea (FALLA, 14:2014)79. O gráfico 5 abaixo mostra o histórico e a projeção do crescimento

da demanda de gás natural no Peru.

Nota-se que a matriz energética peruana possui a participação crescente e maioritária dos hidrocarburos, crescendo de 67% em 2000, até 80% em 2013 principalmente pelo aumento do consumo de gás natural.

78 Neste sentido, está sendo construído, desde 2014, um gasoduto para o sul do Peru pela Odebrecht.

79 Um resumo das vulnerabilidades, riscos e escala da extração do gás de Camisea pode ser acessado em: The many

faces of the Camisea natural gas project, WWF Peru, disponível em

http://wwf.panda.org/what_we_do/where_we_work/amazon/problems/other_threats/oil_and_gas_extractio n_amazon/camisea_amazon.cfm acesso em 18/08/15.

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Fonte: MINEM, 2014a, p.14.

Gráfico 7. Evolução do consumo de energia elétrica por setores 2000-2013.

Fonte: MINEM, 2014a, p.13.

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Analisando a evolução da potência instalada nos últimos vinte anos da indústria de eletricidade no Peru, verifica-se que houve um aumento mais significativo do parque térmico do que o parque hidrelétrico, especialmente pelo aumento das reservas de gás natural e, consequente, uso na geração de térmica a gás. Na Figura abaixo, mostra-se que a participação térmica na potencia instalada passou de 44% em 1995 para 59% em 2009 enquanto a participação hidráulica passou de 56% em 1995 para 41% em 2009. Dados do Ministério de Energia e Minas do Peru mostram que enquanto a potencia instalada hídrica cresceu 32,19%, a térmica cresceu, no mesmo período, 137,52% (Campos, A. 2011).

Fonte: CAMPOS, A., 2011.

Gráfico 9. Peru: Participação por Fonte na Potência Instalada – 1995, 2005 e 2009

No sentido contrário, em relação à geração de eletricidade produzida, de 2000 a 2013, é possível verificar a evolução da proporção entre geração de eletricidade via térmica (46%) e via hidráulica (52%) no ano de 2013 conforme gráfico 7 a seguir.

Isto mostra que apesar da potência instalada de usinas térmicas ser maior do que de usinas hidrelétricas, o uso efetivo de usinas hidrelétricas para geração de eletricidade é maior do que o de usinas térmicas.

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Fonte: MINEM (2014a, p.13).

Gráfico 10. Geração Nacional de eletricidade.

Legenda Complementar: RER Recurso Energético Renovável (verde)

O Peru chama de recursos energéticos renováveis não convencionais as fontes provenientes de energia eólica, solar e outras fontes de renováveis que não a hidroelétrica. Estas energias renováveis não convencionais foram desenvolvidas com leilões realizados por tipo de tecnologia, alcançando 756 MW conforme o tabela abaixo:

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Tabela 5. Desenvolvimento de Recursos Energéticos Renováveis (RER).

Fonte: MINEM (2014a, p.13).

Em seguida verifica-se a projeção para geração de eletricidade por fonte, até 2025, segundo o Plano Nacional Energético 2025:

Fonte: MINEM (2014a, p.13).

Gráfico 11. Projeção para geração de eletricidade por fonte.

Legenda complementar: RER: Recursos Energéticos Renováveis (eólica, solar e outras fontes de renováveis não convencionais como hidroelétrica).

Observa-se que na década seguinte, o Peru espera que a geração de energia elétrica seja provida em maior proporção através de hidroeletricidade, incrementando-se a participação de fontes renováveis não convencionais através de leilões e em função dos custos competitivos que utilizam. No caso da geração térmica se utilizará tecnologias mais eficientes como gás natural.

O plano menciona que o desenvolvimento das fontes de geração para a próxima década já foi iniciado. Neste sentido, a geração termoelétrica no nodo energético do sul com 2.000 MW com turbinas em ciclo com gás natural, podendo alcançar 3.000MW em ciclo combinado, consolidando a geração descentralizada no sul do Peru80.

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Importante ressaltar que na seção que descreve os atuais e futuros projetos hidrelétricos necessários dentro do cenário de crescimento do PIB de 4,5% e no outro cenário de crescimento de 6,5%, nenhuma das cinco hidroelétricas previstas no Acordo estão listadas. Aqui vai a lista maior do cenário de 6,5%:

Tabela 6. Oferta hidroelétrica 2014-2025, no cenário 6,5%. Legenda Complementar: C.H. = Central Hidrelétrica

Fonte: MINEM (2014a, p.84).

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Com relação a possíveis associações para fins de integração energética regional, o Plan Energético Nacional 2014-2025 reconhece que o Peru conta com recursos energéticos para ser considerado um importante "HUB" para a integração energética regional. O texto bem destaca que a integração fortalece o sistema contra mudanças inesperadas do clima, afirmando que uma interconexão com os países vizinhos e a criação de um mercado regional incorporaria os benefícios da complementariedade climática e aproveitamento das reservas. Afirma ainda que no período até 2025 serão fortalecidos projetos de integração energética com Equador, Brasil, Chile Colômbia e Bolívia. Segundo o documento, “estas interconexões possuem características similares, porém a infraestrutura existente e/ou por construir faz com que alguns dos arranjos sejam mais factíveis e rentáveis a curto prazo do que outros e isso determina as prioridades”. Menciona ainda que atualmente houve progresso em um arranjo elétrico de 500kV com o Equador, permitindo uma troca permanente dos excedentes de cada país a preços de mercado. Projeta que para o futuro, se aspira que o setor de energia peruano se converta em um HUB energético da região, que tão logo abasteça a demanda interna, possa passar a exportar energia de maneira sustentável. (Plan Energetico Nacional 2014-2015, pg.23:2014). Deste trecho, denota-se a intenção do governo atual de avançar em arranjos para integração que gere benefícios econômicos ao Peru e tratando a energia de maneira aproximada a uma commodity.

Por fim, em termos de produção energética no Peru, vale chamar atenção para alguns números apontados no Plano Energético. Dentro dos 700 mil Tj (terra joules) de consumo de energia em 2013, as fontes com maior participação foi o diesel DB2/DB5 (28%), a eletricidade (19%) e a lenha (10%). O gráfico abaixo mostra a evolução de 2000 a 2013 do consumo de energia por tipo de fonte energética:

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Fonte: Balance Nacional de Energía (BNE) In: MINEM (2014a, p.31). Gráfico 12. Consumo de Energia por tipo de fonte energética.

Fonte: MINEM (2014a, p.14).

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Já na estrutura da demanda final total de energia por setores de consumo final, percebe-se que os setores com a maior participação é o setor de transporte (42%), residencial e comercial (27%) e o industrial (18%). O gráfico 10 acima mostra a evolução do consumo de energia por setores:

Em relação ao coeficiente de eletrificação, este cresceu de 68% em 2000 para 90% em 2013. Os departamentos menos eletrificados foram Loreto, Ucayali e Cajamarca. Interessante notar que o Peru planeja alcançar 100% de eletrificação, por meio de sistemas fotovoltaicos off- grid (fora do sistema interconectado) nas áreas rurais e fazendas. Já quanto ao abastecimento de energia elétrica, a potência instalada em nível nacional cresceu 4,7% no período de 2000 a 2013, sendo em 2013 a capacidade instalada no país foi de 11.051 MW, valor 13,9% superior ao parque elétrico do ano de 2012.

Levando em consideração as magnitudes acima discutidas, torna-se evidente que o Peru tem um enorme potencial para exportar hidroenergia aos seus países vizinhos. A priorização do país dependerá de um alinhamento politico e ideológico entre seus governantes e sociedade, aliada a condições econômicas, regulatórias, geográficas, sociais e ambientais mais favoráveis. Após o apagão de 2001-2002, o Peru foi o país vizinho que o Brasil optou para iniciar novas tratativas para arranjos de cooperação energética, tendo em vista que já tinha arranjos de cooperação energética com os demais países vizinhos. Além disso, estrategicamente o Peru é o país mais a montante em relação aos rios do Brasil, portanto, um regulador natural do fluxo das águas nos demais dentro de território brasileiro e demais países ribeirinhos.

O setor elétrico no Brasil e no Peru, como em outros países da América do Sul, passaram por reformulações setoriais e tiveram problemas com os seus novos modelos regulatórios, apesar de terem optado por caminhos diferenciados. No Brasil, observa-se a configuração de um modelo híbrido cujo Estado tem uma participação bastante significativa, especialmente quanto ao planejamento setorial (o PDE, Plano Decenal de Energia e o PNE, Plano Nacional de Energia). Já no Peru, observa-se uma maior abertura ao capital privado em todos os segmentos (geração, transmissão e distribuição) e, especialmente, a não aprovação de nenhum plano de longo prazo pelo governo até novembro de 2014, o que foi motivo de preocupação nas discussões para o desenvolvimento do acordo de integração elétrica. De fato, a Nueva Matriz Energética Sostenible para el Peru, não foi aprovada pelo Executivo peruano

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ainda, mas foi considerado como base para a elaboração do Plano Energético Nacional (PEN) 2013-2022 pelo MINEM (DAR, 2014). Esta grande diferença entre as regulações em nível de planejamento torna a integração ainda mais desafiadora.

Na próxima seção analisaremos especificamente a influência que as empresas brasileiras tiveram na construção e desconstrução do acordo energético Brasil-Peru e no capítulo seguinte analisaremos o Acordo assinado em si, suas diferentes propostas e como ao final chegaram à assinatura.

Considerações Parciais – Seções 2.1. e 2.2

Estas seções analisaram em que contexto de integração regional se deu as tratativas para integração energética entre Brasil e Peru. O projeto de integração energética Brasil-Peru está entre as centenas de projetos de infraestrutura do COSIPLAN, porém não foi incorporado em sua agenda prioritária (API), portanto ficando por conta dos países tomarem a iniciativa.

Os processos de internacionalização da Eletrobrás, iniciado em 2008, e a possibilidade do BNDES de financiar projetos no exterior desenvolvidos por empresas brasileiras, a promoção pelo Estado da politica de apoio às campeãs nacionais a partir de 2003, contribuíram fortemente para o avanço das empresas brasileiras no Peru e para a intensificação das negociações para a celebração do Acordo Energético Brasil-Peru assinado em 2010.

Em relação ao contexto energético brasileiro e peruano, vimos que as magnitudes analisadas dos setores elétricos do Peru e do Brasil, evidenciam que o Peru tem um enorme potencial para exportar hidroenergia aos seus países vizinhos. Entretanto, a priorização do país dependerá de um alinhamento politico e ideológico entre seus governantes e sociedade, aliada a condições econômicas, regulatórias, geográficas, sociais e ambientais mais favoráveis. Após o apagão de 2002-2003, o Peru foi o país vizinho que o Brasil optou para iniciar novas tratativas para arranjos de cooperação energética, tendo em vista que já tinha arranjos de cooperação energética com os demais países vizinhos. É possível afirmar que a integração hidro energética Brasil-Peru, a princípio pode gerar uma série de benefícios significativos para os dois países;

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possibilitando para o Peru, a produção de mais energia, a aquisição de tecnologia e infra estrutura e o ganho de receitas com a exportação do excedente energético ao Brasil. Já no caso brasileiro, a integração ajudaria a satisfazer parte da demanda de energia. Entretanto, diferenças regulatórias, de modelo de economia mostraram que as ideias para uma verdadeira integração energética regional encontram imensas dificuldades para sair do papel até os dias de hoje e requerem um planejamento mais profundo e regional e um dimensionamento detalhado sobre suas peculiaridades sociais e ambientais e suas consequências, conforme será discutido nesta tese.

O setor elétrico no Brasil e no Peru, como em outros países da América do Sul, passaram por reformulações setoriais e tiveram problemas com os seus novos modelos regulatórios, apesar de terem optado por caminhos diferenciados. No Brasil, observa-se a configuração de um modelo híbrido cujo Estado tem uma participação bastante significativa, especialmente quanto ao planejamento setorial (o PDE, Plano Decenal de Energia e o PNE, Plano Nacional de Energia). Já no Peru, observa-se uma maior abertura ao capital privado em todos os segmentos (geração, transmissão e distribuição) e, especialmente, a não aprovação de nenhum plano de longo prazo pelo governo até novembro de 2014, o que foi motivo de preocupação nas discussões para o desenvolvimento do acordo de integração elétrica.

Analisando a matriz energética e planejamento brasileiro, vale observar que a priorização de investimentos em combustíveis fósseis permaneceu no planejamento decenal para 2023. Houve um tremendo desequilíbrio entre investimentos previstos para óleo e gás (71%) em comparação a biocombustíveis (6,5%) ou energias renováveis complementares (9,5%). Infelizmente, os investimentos em combustíveis fosseis conduzem certamente a um cenário de intensificação de emissões de gases de efeito estufa e posicionam o país como conservador moderado no regime internacional do clima conforme classificação de VIOLA & BASSO (2015). Este perfil de conservador moderado abre diversos pontos críticos ao cidadão. A matriz e consumo atual energético nos faz questionar a destinação da energia como o consumo em produtos eletro-intensivos e a exportação de grande parte deles com baixo valor agregado ao Brasil. O planejamento energético com base exclusivamente na projeção do PIB oculta sérios custos como os sociais e os ambientais o que frequentemente, em uma métrica alternativa mais próxima da realidade, deixa o país mais pobre. Além disso, o planejamento energético foi feito

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com base em uma taxa não realista de aumento do PIB (3,7%) em virtude da atual crise econômica e institucional que apontam para uma projeção de PIB negativa em 2015 e 2016.

2.3. Empreiteiras Brasileiras e o Capitalismo de Laços com Estado Brasileiro: Contexto e a

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